Saúde: Uma questão individual e(ou) coletiva?

Lembro-me dos tempos de colégio, de aulas quando se desenhava uma pirâmide, enumerando e classificando as prioridades que um indivíduo dá, em geral, à satisfação de suas  necessidades. Alimentação, conforto, família, saúde física, mental, educação e por aí vai...

Concordando com o renomado médico (Dráusio Varella, em entrevista para a IstoÉ), a saúde realmente recebe uma de nossas mais baixas prioridades. Sendo vencida pelo conforto, segurança, família, filhos. Para dar um pequeno exemplo: Qual o pai que mesmo com muita dor nas costas, não abaixa para abraçar seu filho de 1 ano que corre em sua direção? Ele que tome remédio, depois de brincar muito, rolando no chão!

Ouso afirmar que nossa preocupação com a saúde é mais eficiente na terceira pessoa do que na primeira. Nossos pais, filhos, amigos próximos, tomam mais nossas orações do que nós mesmos. Seria esse o argumento para tratar a saúde como uma questão coletiva?
Que bom se, de repente, pudéssemos descobrir que médicos, enfermeiros, diretores, políticos e governantes, quando pensassem na qualidade da assistência integral à saúde no Brasil, que inclui ações de prevenção, agissem como pais cuidando de filhos, ou parentes atendendo seus próximos.

Fabio Cunha, 2008

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