Pastor Emiliano Boechat de Oliveira (Ivone Boechat)

 
Emiliano Boechat de Oliveira é natural de Itaperuna-RJ, filho de Balbino Paulo de Oliveira e Paula Boechat de Oliveira.  Quando era jovem trabalhava nas microempresas da família. Era músico; tocava clarinete na tradicional Banda de Música da cidade, junto de seu pai, Balbino e de seu irmão, Adalto. Sua família era católica e o sonho de sua mãe era que um de seus filhos se preparasse para ser padre.
 
Em 1933, aos 23 anos, ao passar na porta da Primeira Igreja Batista de Itaperuna, o jovem Emiliano ouviu um lindo hino cantado pela Igreja. Parou e ficou ouvindo o culto da janela, mas foi tocado definitivamente e isto mudou radicalmente o rumo de sua vida. Dias depois, numa viagem a Aperibé, ganhou uma Bíblia de presente e este livro nunca mais deixou de ser o seu livro de cabeceira. Começou a ler, capítulo por capítulo, juntamente com seu irmão, Clério.
 
No dia 12 de novembro de 1933 foi batizado nas águas do rio Muriaé pelo pastor Antídio de Souza, pastor da Igreja Batista. Seu irmão, Clério, foi batizado também.
 
Ambos queriam ser pastores. Foram à cidade Campos onde conheceram o pastor João Barreto da Silva. O missionário, Dr. A.B.Christie estava lá, então foram convidados para estudar no Colégio Batista Fluminense, iniciando-se assim uma grande amizade com esses dois homens de Deus. Tornaram-se alunos do Colégio Batista. Passaram a frequentar a congregação da Igreja Batista (mais tarde, Segunda Igreja Batista de Campos). O jovem Emiliano foi nomeado superintendente da Escola Bíblica Dominical e iniciou suas atividades evangelísticas na cidade de Campos, depois em Aperibé e Pureza.
 
Em 1936, realizou-se um grande evento na Primeira Igreja Batista de Bom Jesus do Itabapoana. Dr. A. B. Christie estava presente, dentre outros grandes líderes, evangelistas e pastores, sempre incentivando e convocando jovens para o evangelismo. Em 1938 Emiliano ingressou no Instituto Teológico Batista de Italva e ali foi informado pelos colegas de turma sobre o campo missionário em Santo Aleixo-Magé: “muito a se fazer”.  Nesse ano recebeu o convite de duas igrejas para trabalhar, efetivamente, como evangelista e consultou ao seu amigo, pai na fé e professor, Dr. A. B. Christie:
 
- Santo Aleixo ou Italva?
O experimentado servo do Senhor não hesitou:
- Você já perguntou pra Deus?
 
Após um período de oração, o jovem Emiliano se decidiu a aceitar o convite para ser evangelista, integrando-se à equipe de obreiros do missionário, disposto a ir, em 1939, para Santo Aleixo-Magé, RJ. Até a volta do Dr.A.B. Christie para os Estados Unidos, caminharam par e passo até o fim.
 
Clério Boechat seguiu para Maricá, assumiu a Igreja, pastoreou e ajudou a fundar muitas outras igrejas e foi pastor por mais de 60 anos.
 
Em 1946, Pastor Emiliano foi consagrado e empossado na Igreja Batista Central de Santo Aleixo, onde permaneceu até 1968. Nesse período pastoreou a Primeira Igreja Batista de Guapimirim e Primeira Igreja Batista de Catimbau Pequeno.
 
Pastor Emiliano casou-se com Zilma Azeredo Boechat e tiveram seis filhos: Ivone, Zilda, Sérgio Paulo, Roberto Judson, Vera Lúcia e Márcio.
 
Em 1947 pastor Emiliano foi eleito vereador para a Câmara de Magé, onde exerceu a vice-presidência e conseguiu a aprovação de importantes projetos que muito beneficiaram o Município.
 
Dentre as grandes realizações como pastor estão a fundação da Escola Batista A.B. Christie, aquisição de um grande patrimônio para a Igreja, a construção do belo templo, a implantação de cultos evangelísticos em todos os bairros da cidade, nas praças, na cadeia pública de Magé (com muitas conversões) a retransmissão do Programa de Rádio A Pátria para Cristo pelo alto-falante da Igreja, a organização dos corais Infantil, coral Oficial e o das Senhoras. Grandes conferências evangelísticas foram realizadas durante todo o ministério.
 
Na década de 70, já bem doente, ainda pastoreou a Primeira Igreja Batista de Parada Angélica, Duque de Caxias-RJ
 
Em 1990, pastor Emiliano descansou das lutas do ministério de 50 anos.
 
“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes”. Hebreus, 6:10.

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