E se você fosse José? (Nilson Godoy)

Imagine se você vivesse um projeto e que o mesmo, embora difícil e desafiador, não fosse exatamente o que os seus pares desejassem! Imagine um projeto que representasse, por exemplo, um impacto na mesmice da irmandade; Uma ameaça à liderança do primeiro, ou ameaça ao comodismo de quem não tem nem sonhos, nem realização. Ou ainda, um projeto que aguçasse a inveja de quem só é motivo de más notícias.
Nem é bom pensar no que poderiam fazer! À revelia do Pai, poderiam criar sociedade com os “midianitas”, para tirar proveito financeiro; poderiam procurar uma cova para a sua queda; Poderiam providenciar um meio para que você saísse de cena e tudo parecesse legal, real, factível; Poderiam usar contra você a própria túnica talar, ou os cabritos criados com mimo. Até poderiam criar um virtual “animal feroz” em uma reunião. Afinal, a túnica realmente seria a sua, o sujo seria mesmo de sangue, mas a verdade não seria dita.
Ainda bem que você não é José, porque as possibilidades não terminariam aí. Tentariam descartar-lhe como quem não é útil, ou até dar-lhe uma tarefa forçada longe de casa. Também ficariam satisfeitos se uma tentação fosse o caminho para a sua ruína, para a destruição do seu nome, pelo menos. Você pensa que se lembrariam de sua família sofrida, especialmente dos que lhe são chegados e amados? Nem se importariam.
Imagine os cochichos, as piadas, as encenações imitantes do projeto do “Ex-sonhador”! Dias, meses, anos se seguiriam, acreditando que o sonho e o pesadelo haviam terminado.
Mas, eis que nos parecemos mesmo com José. Temos todos a oportunidade divina. Teremos a chance de realizar o sonho do Pai. Mesmo nos “Egitos” longínquos da vida, o trono divino nos esperará. O cetro da justiça desmascara toda a trama, pois tanto a fome como a fama, pratos servidos no palácio e nos campos, mudam de mesa ao sabor Soberano.
É por isso que não vale a pena devolver a “taça cheia de veneno”, nem tentar dar o “troco no saco de trigo”, mesmo que tenhamos hospedado algum sentimento de vingança. O choro pode durar um período de prisão e fome, mas no tempo próprio, chegam nosso “Manassés” e “Efraim”.
“E agora, José?”

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