"Tenha Deus compaixão de ti" (Nilson Godoy)

altJesus criticou duramente essas bonitas palavras ditas por Pedro. Chegou a dizer que brotaram do próprio satanás e que cogitavam apenas os interesses dos homens, significando grande tropeço. (Mt.16.22 e 23) É claro que essas mesmas palavras, se fossem ditas em outro contexto, com outro propósito, poderiam ser motivo de grande elogio. 
Afinal de contas, o que podemos falar ao próximo ou a Cristo, ou sobre eles? Quais palavras poderemos lhes oferecer como desejo profundo de nossa alma? Como perceber a diferença entre aquilo que foi revelado pelo Espírito, ou pela carne?
Jesus está mesmo interessado em que expressemos nossa fé sobre Ele. Quer, inclusive, que nos submetamos primeiramente a ele, em um diálogo franco, preparando-nos para falar aos outros. A intrepidez posterior de Pedro, dizendo o certo, mesmo sob a pressão do Sinédrio, é sinal de que a avaliação que recebeu, não só das palavras, mas do seu sentimento e crença, o ajudaram a corrigir o rumo da vida.
Palavras são tão importantes, revelam tanto o que “enche o coração”, que deveríamos ouvir o julgamento de Jesus sobre elas, antes até de serem pronunciadas. Deveríamos comparar a santidade de Jesus e sua missão com aquilo que queremos dizer a Ele ou às pessoas. Paulo, o Apóstolo, asseverou aos colossenses que, “tudo o que fizéssemos por palavras ou obras, deveríamos fazê-lo em nome de Jesus.”
Com esse episódio aprendemos que: Primeiro, não basta selecionar o significado de cada palavra, mas será preciso entender o significado de nossa própria vida e da vida do Cristo a quem seguimos. Palavras como “Deus te abençoe”, “em nome de Jesus”, “fica curado”, “você é príncipe, filho de Deus”, “a paz do Senhor”, “pela fé”, “eu recebo” e tantas outras, podem ser lindas e verdadeiras, quando reveladas pelo Espírito de Deus, submissas ao “seja feita a tua vontade”, por exemplo; Segundo, mesmo tendo dito palavras procedentes de Deus, abençoadoras, reveladoras, edificantes, não estaremos credenciados a pronunciar outras, por nossa própria conta, independentemente da sua beleza. 
Se a avaliação é para todos e para cada palavra; Se a avaliação não é para a boca, mas para o coração, “tenha Deus compaixão de nós”.
 

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