O “CLUBINHO” (André Flores)

Há muito tempo entrei num clubinho de ideias muito interessantes. Basicamente eu percebia que quem participava daquele “clubinho” não tinha muitas pretensões que não fossem fazer o bem e divulgar as diretrizes daquele que redigiu o estatuto do nosso, chamemos agora, ponto de encontro.
 
Tudo era muito maravilhoso, as pessoas eram muito felizes, elas se ajudavam, compartilhavam tudo o que tinham, seguiam regras porque aquelas regras ajudavam a fazer prevalecer o comportamento pacífico, humanístico e de difusão do amor que lá se ensinava.
 
O tempo foi passando e o nosso clubinho crescia cada vez mais. As ideias foram amplamente aceitas e serviram de base para a formação de regras gerais para toda uma sociedade. Foram momentos incríveis!
 
Outros clubinhos com ideias similares apareceram, mas eles preferiram sair do foco daquilo que era ensinado pelo fundador do nosso “clube”. Era tudo muito parecido, mas, visivelmente os fundamentos eram diferentes. Alguns destes semelhantes em vez de ensinar a “fazer curativos”, arrancavam-os. Por exemplo, o assunto continuava sendo “curativos”, mas a aplicação deles era diferente.
 
Alguns deles se desviaram totalmente da doce expressão de amor ensinada pelo Majestoso Presidente do nosso “clube”, conferindo ao nosso grupo algumas marcas atribuídas aos outros. Todos foram vistos no mesmo prumo.
 
Nós, em nossos corações, sabíamos que não éramos todos iguais. Lá fora, no entanto, foi a oportunidade que faltava para aqueles indecisos que estavam incomodados com seus “labirintos” e “precipícios” interiores que se utilizaram deste argumento para justificar suas decisões para não entrarem ou, sequer, visitarem o nosso “clubinho”.
 
Com o passar do tempo, o grupo de pessoas que não gostava daquilo que nosso “clubinho” ensinava também foi crescendo e os canais para suas ideias também foram crescendo. 
Mas, eles não queriam fazer o seu próprio “clubinho”. Eles queriam entrar no nosso “clube”, mudar as regras e dizer como nós deveríamos fazer a partir daquele momento. Aí, nós explicamos que temos uma cláusula pétrea que afirma que nosso Presidente é vitalício.
 
Daí eles disseram que nossas regras são antiquadas e que precisamos seguir os rumos desta nova geração e tentam nos fazer ver quanto dinheiro tem sido gasto para fazer mudar as regras do nosso “clube” e que é um desperdício de tempo, dinheiro e esforço humano se não dermos ouvidos ao que estão dizendo.
 
E é neste momento que tentamos nos fazer entender dizendo que o nosso “clubinho” existe há alguns milênios; nossas cláusulas são imutáveis para nós; que não são somente as regras gerais desta sociedade, mas as regras da sociedade de todo o mundo que seguiram a regra do nosso “clubinho”; que até a ordem de gênero dos componentes da nossa família estão nos estatutos pétreos do nosso clubinho; que as historinhas que sabemos e contamos para os nossos filhos são as de nossa preferência e que também foram contadas pelo nosso Presidente para nós. Se querem saber, até a cor da portinha do nosso “clubinho” quem decide a cor que será pintada somos nós.
 
Se vocês não gostam de alguns conceitos que criamos e que estão no dicionário, se não gostam de alguns ritos que demos origem, se não se simpatizam  com a ordem de alguns procedimentos que foram fundamentados por nosso “clubinho”, aceitem o nosso direito de não tê-los como membros. Que tal fundar o seu próprio “clubinho” com vocábulos e regras que vocês mesmos entendam?
 
Se quiserem ser membros do nosso “clubinho”, será um enorme prazer! Você precisa descobrir quanta coisa boa o nosso Presidente nos ensinou e nos deixou ensinado através do nosso precioso estatuto! Você se surpreenderá ao ponto de se arrepender do passado que teve!
Mas lembre-se, as regras são as do nosso estatuto!
 

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