VOCÊ CONHECE DEUS? (Roberto Louzada)

A maioria dos historiadores bíblicos concorda que o rei Davi também escreveu Salmos 9.10, quando afirma, em relação a Deus: “os que conhecem o teu nome confiam em ti [...].
Como você chama Deus? A maneira de você dirigir-se ou referir-se a Ele pode revelar o quanto é profunda a sua comunhão; ou a falta dela.
Deixe-me ilustrar. Como você me chama revela claramente o quanto me conhece bem — até se de fato me conhece. Por exemplo, meu telefone toca. Atendo. Do outro lado da linha, você diz:
   — Boa tarde, senhor Alberto. Gostaria de conversar um pouco sobre o serviço telefônico que o senhor recebe.
Uma coisa posso dizer de imediato: você não me conhece. Não sabe nem o meu nome corretamente! ... Ou minha esposa e eu vamos a uma churrascaria com nossos filhos, digo meu nome ao recepcionista enquanto aguardamos uma mesa. Depois de alguns minutos, ele chama:
   — Sr. Alberto Gonzaga, mesa para cinco!
O recepcionista não prestou muita atenção ao ouvir meu nome. Nunca nos víramos, a não ser por alguns instantes. Não nos conhecíamos de verdade.
Se você me chama de irmão Roberto, ou de amigo, as chances de que saiba alguma coisa a meu respeito são bem maiores. Sabe o que faço, talvez me tenha ouvido falar e esteja familiarizado com alguns dos textos que escrevo e com minha franqueza. Mas o uso que você faz do meu nome não quer dizer que me conheça pessoalmente.
Há ainda aqueles que têm direitos exclusivos e formas de tratamento especiais, bem mais próximas. São três pessoinhas lindas, muito especiais para mim, às quais permito que subam no meu colo. A mais nova diz, acariciando meu rosto, coisas como “Você não tirou a sua barba hoje”, outra diz, mais carinhosamente: “Te amo pai, encostando seu peito no meu e me abraçando”. O mais velho, chegando bem perto de mim, diz: “Pai, vamos andar de bicicleta juntos na rua?”. Todos chamam-me de “pai”. Conhecem-me muito melhor do que quem me chama de Roberto Louzada. O nome revela a intensidade da comunhão.
Se você conhece Deus, é provável que seja bem mais específico com Ele. As palavras que usa devem refletir com precisão seu status de conhecimento dEle. Talvez ele o(a) tenha perdoado graciosamente por duas décadas ou mais de pecados e você, agradecido, o chame de “Salvador”. Talvez ao orar você o chame de “Médico dos médicos” porque Ele curou seu coração partido ou uma grave doença. Ou de “Consolador” porque está do seu lado sempre e serve de companhia na alegria ou em sua tristeza. Ou de minha “Fortaleza”, “Rocha” ou “Força”, ou ainda não o conheça por nenhum desses nomes. Talvez quando se viu acuado, sem ter para onde se voltar, com os credores telefonando sem parar, vizinhos que não respeitem o próximo nem a si mesmos, Ele tenha sido o seu “Provedor”. Quando se percebe completamente só, pode ser que você O chame de “Amigo”. Talvez seu pai nunca tenha sido presente em sua vida e, para você, Deus é “Pai”.
Como você chama Deus? Sua resposta pode ser o indício de como você o conhece bem... ou não. #
  #Este texto é uma adaptação de um capítulo do livro O Cristão Ateu, de Craig Groeschel, Editora Vida, 2011.
 
Que a graça e o amor de Cristo estejam contigo.
 

Comentários   

 
#1 Você conhece Deus?lucia helena 29-05-2014 12:12
Seu texto me fez lembrar daqueles que ao orar parecem falar com estranho, e aí a oração que não foi até Deus. Enquanto que outros parecem falar com tanta intimidade, que nos faz tão bem. Não será isso que o seu texto quer dizer?
 

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