DIANTE DA CRISE, CELEBREMOS A ESPERANÇA (Sylvio Macri)

Uma crise pede esperança, pois quando parece que não há saída, o que nos mantém de pé é ela, a esperança. Não uma esperança qualquer, mas a esperança no Senhor, como disse o salmista, num momento muito difícil: “Por que estás abatida ó minha alma, por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, minha salvação e meu Deus.” (Sl.42.5, 5 e 43.5).

 

Jeremias tinha presenciado o cerco e a invasão de Jerusalém pelos soldados babilônios, homens cruéis, cuja prática de guerra era a de não deixar pedra sobre pedra. O historiador bíblico relata: “Nebuzaradão, capitão da guarda, servo do rei da Babilônia, foi para Jerusalém e queimou o templo do Senhor e o palácio real; queimou também todas as casas de Jerusalém (....) Derrubou os muros em redor de Jerusalém.” (2Reis 25.8-10).

 

Diante dessa catástrofe, e vendo o sofrimento dos sobreviventes, Jeremias escreveu o seu grande poema, chamado de “Lamentações”, no qual chora amargamente diante de Deus. Chega mesmo a dizer: “Esqueci-me do que seja a felicidade. Digo: a minha força já se esgotou, como também a minha esperança no Senhor. Lembra-te da minha aflição e amargura, do absinto e do fel. Eu ainda tenho lembrança deles e fico abatido.” (Lm.3.17b-20).

 

Entretanto, o profeta muda o tom do seu lamento, e diz: “Mas quero me lembrar do que me pode dar esperança”, pois “Bom é o Senhor para os que esperam nele, para quem o busca. Bom é ter esperança e aguardar tranquilo a salvação do Senhor.” (Lm.3.21,25,26). Antes, ele já havia dito: “Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do Senhor o coração! Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor.” (Jr.17.5,7).

 

O que dava esperança a Jeremias era lembrar-se das misericórdias do Senhor, que são a razão de não sermos consumidos. Elas nunca têm fim, pelo contrário, renovam-se a cada manhã (Lm.3.22,23). Por isso,  em meio à crise que estamos vivendo em nossa cidade, nosso estado e nosso país, lembremos do Senhor e do seu amor, e esperemos com paciência pelo seu socorro. Ele se inclinará para nós, colocará nossos pés sobre uma rocha e firmará nossos passos. “Feliz o homem que coloca a sua confiança no Senhor e não se volta aos arrogantes nem aos que seguem a mentira.” (Sl.40.4).

 

Portanto, neste mês de celebração, celebremos a esperança no Senhor.

 

 Pr. Sylvio Macri

 

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