A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS (Sylvio Macri)

A autoridade das Escrituras tem sido objeto de discussão durante toda a história da igreja de Cristo. Teólogos de todas as correntes têm gasto muito do seu tempo sobre esse tema, mas a verdade é que a própria Bíblia trata esse assunto com muita simplicidade.
 
Primeiro, por estabelecer que sua autoridade vem do seu autor: trata-se da Palavra “de Deus”. Como diz Pedro, “a profecia nunca foi produzida por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, conduzidos pelo Espírito Santo.” (2Pd.1.21; no versículo anterior ele usa a expressão “profecia das Escrituras”). Paulo diz a mesma coisa, escrevendo a Timóteo: “Toda Escritura é divinamente inspirada.” (2Tm.316). Portanto, Deus é o autor da Bíblia, e nisso está a principal razão da sua autoridade.       
 
Segundo, pelo seu acolhimento no coração dos que creem. Quando  pessoas sinceras ouvem a Palavra, são claramente capazes de reconhecê-la como Palavra de Deus. Isto aconteceu com os tessalonicenses, que se converteram dos ídolos e passaram a servir  ao Deus vivo e verdadeiro (1Ts.1.9), conforme Paulo afirma: “Quando ouvistes de nós a sua palavra, não a recebestes como palavra de homens, mas como a palavra de Deus, como de fato é.” (1Ts.2.13). 
 
Terceiro, pelos seus efeitos poderosos. Referindo-se aos  tessalonicenses, Paulo diz que a transformação operada neles foi tão evidente a todos que os rodeavam, que nem era preciso mais falar sobre isso. A autoridade da Bíblia se prova pela sua eficácia nos corações humanos. O autor aos Hebreus diz que “a palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que qualquer espada de dois gumes; penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é capaz de perceber os pensamentos e intenções do coração.” (Hb.4.12). Jeremias pergunta: “Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como martelo que esmaga a rocha?” (Jr.23.29).       
 
Quarto, pela sua utilidade. O apóstolo Paulo diz que a Bíblia é útil para ensinar a verdade, fazer perceber o que não está em ordem, corrigir os erros, e ensinar a fazer o que é certo; enfim, para capacitar o crente para uma vida de santidade e serviço (2Tm.3.16,17). Por isso, costumamos afirmar que a Bíblia é a nossa regra de fé e prática, isto é, seu ensino é o nosso padrão doutrinário e ético.    
 
Como se vê, é fácil estabelecer a autoridade da Bíblia.
 
Pr. Sylvio Macri

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