NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS: em torno da questão homossexual no Brasil (Cristiano Santos Araujo)





(Deus criou homem e mulher)

Gn 2.22-25


INTRODUÇÃO

 

‘pão ou pães, é questão de opiniães’

(Guimaraes Rosa)

 

“Todo ponto de vista é a vista de um ponto”

(Leonardo Boff)

 

 

Dizem eles: “Os evangélicos são homofóbicos!”

Você é ‘homofóbico’? Eu não!

O dicionário Longman's, um dos mais atualizados da língua inglesa, define “homofobia” como “medo e ódio aos homossexuais”. O termo foi introduzido no vocabulário do ativismo gay pelo psiquiatra George Weinberg, no livro Society and the Healthy Homosexual (New York, St, Martin's Press, 1972) para designar o complexo emocional que, no seu entender, seria a causa da violência criminosa contra homossexuais.

Segundo a psiquiatria, ‘homofóbico’, é um ser humano portador de doença psíquica caracterizada pela aversão e ódio homicida direcionado aos homossexuais. Afirmo, não tenho ódio mortal contra os homossexuais. Também não tenho preconceito, o que tenho/temos? Como evangélicos, e cidadãos brasileiros, temos um conceito bíblico estabelecido. A prática homossexual é contrária ao princípio da fé judaico-cristã, portanto, uma prática classificada como pecado, segundo nossa constituição de fé: A Bíblia.

Deixemos claro que a nossa fé nos ensina a amar as pessoas, e todo tipo de pessoa, independente de suas escolhas e práticas. Devemos amar e respeitar a pessoa espírita, homossexual, lésbica, católico e todos os agrupamentos humanos em suas posições religiosas, filosóficas e comportamentais. Entenda e perceba que, amar as pessoas é diferente de concordar com as suas práticas. E isso, não é um posicionamento preconceituoso dos ‘intolerantes evangélicos’, como quer passar o movimento homossexual e suas lideranças. Ter preconceito é diferente de ter um conceito sobre uma questão. Temos um conceito, assim como eles têm.

Pois bem, homofobia, homofóbicos, homossexualismo, homossexualidade... são assuntos da moda, assuntos polêmicos que enchem as mídias eletrônicas e impressas, e permeiam as opiniões do povo brasileiro. Por isso este texto, temos o objetivo de trazer ao leitor o que está em jogo na questão homossexual no Brasil, quais interesses estão por trás do jogo do movimento político/artístico/ideológico GLBT, e também, o que a Bíblia diz sobre a homossexualidade.

Tenho a certeza de que crer também é pensar. E pensar não é ter a cabeça cheia de informações desconexas, é sim ter uma consciência bíblica, bem formada, que nos leve a interpretarmos o nosso tempo e apresentar respostas para as perguntas que nos são feitas pela comunidade. Como discípulos daquele que amou uma mulher adultera de tal maneira que a perdoou, ordenando-a que não pecasse mais, devemos estabelecer um pensar bíblico e globalmente para agir em nossas geografias, em nosso tempo, a serviço do Reino de Deus. Que este pensar hermenêutico nos leve a posicionamentos esclarecidos com respeito à fé, à vida, ao mundo e as sistematizações destrutivas, ora sutis, ora declaradas, do mistério da iniqüidade.

O que podemos ser e fazer?

Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo”. (1 Pe 3.15,16)

Que este texto sirva para te preparar acerca das respostas sobre a razão da esperança que há em você. Que sirva ao esclarecimento, o sapere aude Kantiano, a saída da minoridade intelectual para uma consciência clara acerca dos contornos ideológicos promulgados nestes dias tão desafiadores.

Avante, com as sábias e oportunas exortações de Agostinho de Hipona.

“Nenhum homem diz ‘Deus não existe’, a não ser aquele que tem interesse em que ele não exista”.

“Nossa fé é alimentada pelo que está claro nas Escrituras e testada pelo que é obscuro”.

”Deus não espera que submetamo-nos nossa fé a ele sem razão, mas os próprios limites da nossa tornam a fé uma necessidade”.

 

O PERIGO DO PLC 122/2006

 

Há um atentado à vida e a família bem mais iminente do que a descriminalização/legalização do aborto, e que tem suscitado tímidas reações entre os cristãos. Trata-se do projeto de criminlizar a “homofobia”, ou seja, de punir e tratar, através do Direito Penal e do Direito do Trabalho, como criminosos todos aqueles que pensam diferentes do movimento homossexual GLBT.

 

A história do projeto

No dia 07/08/2001, a deputada Iara Bernardi (PT/SP) apresentou na Câmara um projeto que “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas”. Na verdade, a deputada não percebeu que só existe uma “orientação” sexual: a de um homem por uma mulher. Entre dois homens ou entre duas mulheres, não há “orientação”, mas desorientação sexual.

Em 23/11/2006, ele foi aprovado pela Câmara e encaminhado ao Senado. Ao chegar ao Senado, o projeto recebeu o número PLC 122/2006 e, no dia 07/02/2007, foi encaminhado ao gabinete da Senadora Fátima Cleide (PT/RO), designada como relatora na Comissão de Direitos Humanos (CDH). No dia 07/03/2007, a relatora apresentou voto favorável à aprovação do projeto. A proposição já estava pronta para a pauta quando a relatora, em 15/03/2007, pediu a sua retirada para “reexame da matéria”. Foi uma retirada estratégica, pois o Senado estava recebendo várias mensagens de protesto. No entanto, o projeto pode ser votado — e aprovado — a qualquer momento.

O presidente Lula (O Partido dos Trabalhadores) teve e tem especial interesse em sancioná-lo, uma vez que, quando candidato, dedicou 32 páginas a um caderno em que se comprometia promover o homossexualismo(Trata-se do Programa do PT / Governo Federal: Construindo um Brasil sem homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010, amplamente divulgado na internet. O contraponto é VER. www.julio severo.com.br ... uma excelente critica sobre o projeto do PT cujo título do artigo é: “Brasil sem Homofobia: O que o governo Lula está fazendo para impor o homossexualismo no Brasil”. Também o artigo do padre Luiz Carlos Lodi da Cruz: “O Governo Lula e o combate a castidade”.) O governo do PT tem empregado maciçamente o nosso dinheiro para a promoção do homossexualismo. A frase a seguir é de um líder homossexual e refere-se ao montante investido no programa “Brasil sem homofobia”: “Da proposta inicial do governo de R$ 400 mil, nós conseguimos aumentar este valor para R$ 8 milhões. Atualmente, esse é o orçamento inteiro do programa, mas que ainda é insuficiente para atender a demanda que temos no país". (MELO, Cecília. Contas Abertas. Governo prevê cerca de R$ 8 milhões para combater preconceito contra homossexuais. 30 abr. 2007.)

 

O QUE ESTÁ ACONTECENDO E POR ACONTECER?

A lei que pretende conceder privilégios ao homossexualismo, criando a figura penal da “homofobia”, está muito longe de ser inofensiva. Já agora os homossexuais militantes, organizados em associações pelo país, com o apoio dos governos e o aplauso dos meios de comunicação. O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso dos parlamentares favoráveis ao movimento GLBT, acarretará uma perseguição religiosa sem precedentes em nosso país. Vejamos:

1. Uma dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).

Art. 4º-a “Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta:” Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

2. Um pastor, ou um reitor de seminário, que desaprovar o ingresso e a conduta homoafetiva. (art. 5º e 6º)

Art. 5º “Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”

Art. 6º ”Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional:Pena – reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos”. 

3. Quem ousar proibir ou impedir a prática pública de “manifestação de afetividade” por homossexuais (art. 8°).

 

Art. 8º- A “Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

 Art. 8º– B “Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.” 

         4. A conduta de um pastor evangélico/sacerdote católico que, em uma pregação da Bíblia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo 8°, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).

 

At 8º § 5º “O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”

 

Na verdade, a lista de atitudes humanas puníveis como “homofóbicas” é bem variada. Ela abrange:

1. Citações da Bíblia ou de livros sagrados de qualquer religião que façam objeções morais ao homossexualismo.

2. Opiniões médicas, psiquiátricas e psicoterapêuticas que ponham em dúvida, de maneira mais ou menos explícita, a sanidade da conduta homossexual.

3. Expressões verbais populares, de uso espontâneo e irreprimível, consideradas depreciativas e anti-homossexuais. Piadas e gracejos que mostrem a conduta homossexual sob um ângulo risível.

4. Opiniões políticas contrárias aos interesses do movimento gay, que já são e serão cada vez mais necessariamente interpretadas como adversas aos direitos da comunidade homossexual.

5. Análises sociológicas, teológicas, históricas ou estatísticas que ponham em evidência qualquer conduta negativa da comunidade gay. Essas análises já estão praticamente excluídas do universo cultural decente. A lei vai proibí-las por completo.

6. Qualquer resistência que um pai ou mãe de família oponha à doutrinação homossexual de seus filhos nas escolas ou à participação deles em grupos e entidades homossexuais.

7. Qualquer tentativa de impedir ou reprimir, por atos ou palavras, as expressões públicas de erotismo gay, discretas ou ostensivas, moderadas ou extremas, mesmo diante de crianças ou em lugares consagrados ao culto religioso.

8. Qualquer observação casual, feita no escritório, na rua ou mesmo em casa (se houver testemunhas) que possa ser considerada desairosa aos homossexuais ou ao movimento gay. Isso inclui a simples expressão de satisfação que um cidadão possa ter por ser heterossexual.

 

A lei, enfim, criminaliza e pune com pena de prisão inumeráveis condutas consideradas normais, legítimas, aceitáveis e até meritórias pela quase totalidade da população brasileira. E não pensem que ficará no papel. Neste momento já estão sendo organizados grupos de olheiros – espalhados primeiro nas escolas, depois em toda parte – para vigiar, delatar e punir os dez tipos de conduta acima assinalados.

 

O CERNE DA QUESTÃO

No momento em que escrevo este texto, encontra-se tramitando no Senado Federal a ressurreição da PL 122, amplamente defendido pela Senadora Marta Suplicy, que propõe oficializar “a livre expressão de afetividade homossexual em locais públicos ou privados abertos ao público”. A volta do Projeto de Lei 122, desarquivado no Senado, em fevereiro deste ano de 2011, pela senadora do PT, com a assinatura de 27 senadores. O PL 122 criminaliza qualquer ação, opinião ou crítica que venha a ser interpretada como discriminação ou preconceito quanto ao homossexualismo no Brasil. 

 

O texto do projeto de lei fere a liberdade de expressão, direito garantido pela Constituição brasileira, expressas no artigo 5º, incisos 1, 4, 6, 8 e 9.

 

Dos Direitos e Garantias Fundamentais.

Capítulo I - Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 

Entendemos pela Bíblia que a opção da prática homossexual é uma abominação e uma prática pecaminosa. Temos o direito de manter e emitir este conceito religioso, pois é um direito garantido na Constituição Brasileira. A nossa liberdade de consciência, um dos princípios distintivos dos protestantes, nos concede a prerrogativa de ler as letras e além delas: a vida e o mundo na perfeita liberdade de ter um posicionamento individual sobre as referidas questões.

Pode-se discordar e criticar tudo e todos em nosso país. Critica-se o clube de futebol, os jogadores, os árbitros de futebol (e suas mamães)... Critica-se a classe política e seus funestos partidos... Critica-se a esfera da religião e os religiosos, isto é, na moda sempre esteve falar mal de pastor, de padre, das Igrejas, dos dízimos... Pode-se discordar de uma convicção religiosa, ou filosófica, ou histórica... Podemos discordar e criticar o presidente da República... Discordamos da política econômica do país. Podemos discordar e criticar tudo, certo? Pela PL 122, não. Somente o segmento social homossexual não poderá ser criticado. Isso é lamentável! Isso é antidemocrático! Isso é um atestado da ditadura GLBTiniana. Um atentado a liberdade de consciência, uma lei da mordaça, um cale-se, e que cálice amargo. Senhor, afasta de mim este cale-se.

 O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é que ele pretende dar direitos ao ‘vício’ social, ou seja, a uma prática de um segmento social. O homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante é um cidadão brasileiro, tem direitos fundamentais garantidos na constituição, conserva-os apesar de e não obstante ser homossexual, e não por ser homossexual. O mesmo se pode dizer de qualquer outra prática. O bêbado, o adúltero, a prostituta, o pedófilo, o criminoso, a mãe que abandona o filho na lixeira... Só tem direito como pessoa, como cidadão, mas não por causa das práticas.  E como pessoas, os homossexuais têm direitos comuns à brava gente brasileira, como realmente são. Portanto, se sofrem injuria, difamação, roubo, furto, violência física. Todos esses crimes já estão à disposição de todos os brasileiros em nosso código penal.

Um professor “transgênero” poderá alegar que não foi contratado pela escolinha de educação infantil porque o diretor não passa de um preconceituoso… Não só isso. Ainda que o suposto ofendido não faça a denúncia, um terceiro poderá fazê-la. O texto permite que se acuse alguém de homofobia porque o acusador se sentiu “subjetivamente” atingido, entenderam? Esses absurdos partem do princípio, falso, de que inexistem leis para punir agressões aos gays. Estatísticas furadas são usadas para fazer proselitismo, como aquelas que indicam que este seria um dos países do mundo que mais assassinam gays. Qualquer delegacia de polícia sabe que boa parte dos crimes dessa natureza é cometida por garotos de programa, que via de regra, são também… gays! Ou não? Esses “profissionais” seriam o quê? Prestadores heterossexuais de serviços? Se essas ocorrências servem para afirmar que o Brasil é um dos países que mais matam gays, será preciso admitir, então, que é um dos que mais têm gays assassinos. Uma e outra coisa são falsas.

O homossexual, por ter escolhido livremente esse comportamento sexual, deve arcar com o ônus de sua opção. Não pode exigir que um seminário o acolha para que ele se torne pastor. Nem pode querer impedir que, em um sermão, um pregador da Bíblia reprove sua conduta e prática. Não pode queixar-se de seu empregador querer demití-lo temendo a corrupção moral de sua casa. Não pode obrigar uma mãe cristã a confiar nele para cuidar de seus bebês. Não pode exigir que um juiz da infância lhe dê uma criança para adotar como se fosse um casal heterossexual, uma família segundo a Constituição e a Bíblia. Não pode forçar a população a tolerar seus atos de afetividade praticados em público. E nem o governo, quer seja federal estadual, ou municipal subsidiar/financiar, pôr milhões de reais para divulgação a homossexualização da sociedade brasileira e para a cirurgia de troca de sexo, feitas em hospitais públicos. Basta a ampla defesa e veiculação do projeto LBGT pelos canais de Tv e pela classe artística brasileira. Governos: Invistam na saúde de todos, na educação de todos, cumpram os seus deveres constitucionais.

O que vemos na ideologia do moderno movimento homossexual brasileiro? A nova inquisição. A primeira, da Igreja Católica contra os mouros. A nova, do movimento GLBT contra os heterossexuais, contra a sociedade brasileira, contra a família cristã. Os movimentos homossexuais espalhados pelo Brasil, financiados pela força da mídia, pelas ideologias dos partidos políticos, e pela operosidade do ministério da iniqüidade (2 Ts 2) seguem fazendo uma pressão feroz, passo a passo, rumo às votações no nível federal, com o propósito de invadir as mentes, as cartilhas, os livros, as salas de aula, e por alvo, uma geração de jovens que terão o caminho legal, histórico para andarem sem freio: ‘Tô sem freio, to sem freio’... Assim sendo, sair do armário não será apenas uma brincadeira de esconde-esconde feita pelas crianças, mas, sim um eufemismo sexualizado de escolher andar pelo caminho do coração, da homossexualidade.

O que está em jogo é a sociedade, a família, a escola, uma geração inteira. Não se trata apenas de defender os princípios bíblicos, mas de apregoar o que prevê a Constituição Federal, a qual reconhece como entidade familiar a união entre homem e mulher.

Como é insólita a Senadora do “relaxa e aproveita”. Como é fabulosa essa Marta Suplicy! Se fosse Senadora dos EUA, seria fulminada, de cara, pela Primeira Emenda, aquela que proíbe o Congresso de legislar sobre liberdade de expressão e liberdade religiosa. Ela faz as duas coisas!

A PL 122, nas palavras do Pr Silas Malafaia, “ é uma lei vergonhosa, que finge proteger a prática homossexual, porém, sua intenção real é colocar uma mordaça na sociedade e criminalizar os que são contra o comportamento homossexual. Com essa lei querem atingir as famílias, as questões religiosas e a liberdade de expressão”,

Oh, my God! O que será dessa geração sem freios?

Se aprovada essa lei, por ação ou omissão dos brasileiros, este país ter-se-á rebelado contra Deus, transformando em direito aquele pecado “muito grande” de Sodoma e Gomorra (Gn 18,20) que clamava aos Céus por castigo. É de se temer que nossa pátria tenha um destino semelhante ao que teve aquelas pessoas (Gn 19).

 

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS

 

ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1,2)

 

“O homem por natureza é um animal político”.

ARISTÓTELES

             Qual é a politicalha do partido que governa? “Nunca antes na história deste país”...

Este é um chavão axiomático, bem dogmático, usado exaustivamente pelo antigo presidente Lula. Termo utilizado para apresentar, pela via política do marketing, o que só o governo Petista fez por esta nação. Ou seja, pensam eles, que os seus índices são os melhores da história de meio milênio de nossa jovem nação.

Karl Marx, filósofo base do pensamento originário do tal partido, disse que “a religião é o ópio do povo”. O pior é, que cada um tem o ópio que quer, ou que merece. Cada um elenca para si os ópios peculiares a cada olfato e paladar. Que tal, ponha uma garrafa de ‘pinga’ no ‘bolsa família’. Para alguns governos é alimento de necessidade básica.

Pense comigo:

Nunca antes na história deste país, um partido político jogou tão pesado contra os valores da família brasileira. Dentre tantas questões, como mensalões, propinodutos, dólares na cueca, descriminalização do aborto, criminalização da homofobia, entre tantos outros temas polêmicos como calcanhares de Aquiles para os soberbos.

Desejo neste ponto falar sobre uma novidade, no mínimo diabólica, para não falar de anticonstitucional, a saber: ‘O KIT GAY’ financiada e oferecida pelo Ministério da Educação da Republica Federativa do Brasil às escolas Públicas do Brasil. Nunca ouviu falar sobre isso, lhe digo: O kit é composto de três tipos de materiais: o caderno do educador, seis boletins para os estudantes e cinco vídeos, dos quais três já estão em circulação na internet ("Probabilidade" trata da bissexualidade; "Torpedo" é uma fotonovela sobre a lesbianidade; "Encontrando Bianca" fala sobre um travesti).

O projeto é destinado aos alunos da rede pública e tem como objetivo, no ponto de vista do MEC, a diminuição do preconceito por orientação sexual no ambiente escolar. Assisti aos vídeos, fiquei pasmo, boquiabeto. Vi claramente, pela análise discurso, “que as palavras em vez de dizer, ocultam o não dito” (Humberto Eco). O que não dizem além das linhas e falas? A ideologia e o conteúdo de incentivo e moldagem de comportamento às práticas homoafetivas para nossas crianças e adolescentes.

Como são os vídeos? Que tipo de cenas eles mostram? São histórias fictícias (entre aspas) que abordam situações cotidianas – três delas em ambiente escolar – relacionadas à diversidade sexual. Quando retratados, os casais homossexuais são de idade parecida com a dos estudantes de ensino médio e aparecem no máximo de mãos dadas. 

Quem criou o kit? Um grupo de entidades composto pela rede internacional Gale (Aliança Global para a educação LGBT), a ONG Pathfinder do Brasil, a Ecos (Comunicação em Sexualidade), a Reprolatina (Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva) e a ABGLT. A supervisão foi do SECAD, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, pertencente ao MEC.

Ora bolas, já tem um monte de novela, assim como artistas de todas as classes promovendo isso. Não carece que o ‘tão competente’ Ministério da Educação, que preza pela excelente qualidade do ensino brasileiro, ponha dinheiro público para financiar a causa homossexual.  Que tal devolvermos aos pais alguma responsabilidade na formação de jovens e crianças? É de dar calafrios imaginar um professor, bem ou mal preparado, ou ideologicamente favorável, discuta um assunto desses com meus filhos. Muito mais útil, seria o MEC qualificar a educação brasileira. Nesses quesitos, sim, temos problemas graves. E os resultados têm sido indecentes. Estamos no ranking de educação mundial atrás de países como Paraguai, Bolívia, etc... Aí não dá para engolir.

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS VIMOS TAIS COISAS.

Nunca antes na história deste país, um Governo Federal financiou tanto um segmento sexual neste país.

Nunca antes na história deste país, o Ministério da Educação atuou tanto como o Ministério da Deseducação da sociedade neste país.

Nunca antes na história deste país, um segmento comportamental foi tão privilegiado e defendido, em detrimento da maioria heterossexual, neste país. Querem vender ‘a pecha’ de que o país é um grande armário.

Nunca antes na história deste país, gastou-se tempo, inteligência, esforços, espaços midiáticos e recursos públicos para se divulgar o movimento homossexual sob a forma de ‘discutir a diversidade homossexual’, sobre a forma de que quem pensa diferente é criminoso, ou ‘homofóbico’.

Nunca antes na história deste país, sofremos com a perversidade psicológica institucionalizada. Se eu sentir que sou um hipopótamo, todos terão que me tratar assim. Se eu sentir que sou uma pessoa bonita, todos terão que me tratar assim, etc... E todos que pensam o contrário devem ser criminalizados?

Nunca antes na história deste país, nossas opiniões foram tão cerceadas e invalidadas. Se eu entendo que o Ricardo, é Ricardo, e não é Bianca, estarei incorrendo num crime. Se a fantasia e o posicionamento do Ricardo/Bianca é mais valorizado que o meu. Sou obrigado a furar os meus olhos e a minha consciência para ver as coisas do jeito que ele quer, e não do modo que eu vejo. Isso é uma perversidade nunca antes vista neste país.

Nunca antes na história deste país, uma prática sexual foi taxada de imune a críticas. Veja bem, a prática heterossexual não está imune a críticas. Ela só é lícita em algumas circunstâncias. Se uma pessoa heterossexual se relaciona com sua esposa, tudo bem, se relaciona com a mulher do outro é adultério, se relacionar com o menor é crime, se relacionar com um animal é crime, se relaciona com várias mulheres é polígamo, se, se, se... Só eles querem ser imunes a críticas.

Nunca antes na história deste país, vimos um segmento fazer o que quiser e andar sem limites. Um exemplo específico: nas paradas de orgulho gay eles fazem o que querem no meio da rua (não vou detalhar, vou lhe poupar), das praças, das esquinas, etc... Se um casal heterossexual fizer 10% do que eles fazem no meio da rua, serão presos por atentado violento ao pudor, dentre outros artigos do código penal. Mas para eles não. Vale tudo! Neles não se podem mexer, nem tocar no assunto. ‘É homofobia’.

Nunca antes na história deste país, vimos tal “gozação demoníaca". (Nas palavras de um ateu, o filósofo Olavo de carvalho, a PL 122 é um ‘código moral do demônio, uma gozação demoníaca’, sobre o cerceamento da liberdade de criticar comportamento.) A instauração ideológica, em larga escala, da ética do ‘Scala Gay’ na sociedade brasileira.

Nunca antes na história deste país, nossas crianças, adolescentes, jovens e famílias estão à mercê do DNA da iniqüidade institucionalizada por um Partido Político.

(Re)corro neste momento para a consciência clara e liberal de nosso brilhante pensador e político brasileiro, Rui Barbosa.

 

A pátria não é de ninguém, são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem um grupo sectário, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. (Discurso pronunciado na colação de grau dos Bacharéis em Ciências e Letras do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, no ano de 1903)

 

            Brava gente brasileira. A nossa liberdade precede, como cidadãos o bem estar das famílias brasileiras, a perfeita liberdade da inviolabilidade do lar, da casa, das consciências e das posições familiares. A pátria são todos, e não apenas um pequeno agrupamento sectário, e com vontades majoritárias, da sociedade. O governo sabe disso, mas seus ópios filosóficos não permitem enxergar que o menos é mais. Eles seguem na exposição do mais, vão chegar no menos. Estão loucos, surtaram.

Contudo, estamos esclarecidos, e esclarecendo.

            Sabe o que este governo faz? Politicalha da mais suja, sórdia e amordaçante.

            Por favor, rogo-vos que leiam com atenção o que diz Rui Barbosa:

 

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo seus princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é indústria de o explorar a benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada. (Discurso pronunciado no Tetro Lírico do Rio de Janeiro em 18 de setembro de 1917)

 

Nunca antes na história deste país, os homossexuais se tornaram o patinho feio da política nacional. Nunca antes na história deste país. Digo não ao envenenamento crônico da sociedade brasileira e a instauração da malária de certos segmentos da moralidade estragada.

 

EM DEFESA DA AMPLA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA

 

Em defesa da liberdade, da família, da moral e dos princípios bíblicos, queremos expressar o nosso protesto contra esse projeto de lei.

 

1. Amamos os homossexuais, mas não concordamos com a prática do homossexualismo. Não concordamos, porque a homossexualidade é uma rebelião consciente contra o que Deus estabeleceu na Criação. A Bíblia diz que Deus criou o ser humano como macho e fêmea, e em seguida instituiu o casamento heterossexual e a família. A civilização humana tem perdurado até hoje por causa desse princípio bíblico.  Nenhuma sociedade é mais forte do que a vitalidade de suas famílias, e a vitalidade de suas famílias depende do relacionamento entre pessoas de sexos opostos, dos relacionamentos heterossexuais. Princípio criacional (Gn 2.24): União heterossexual. Princípio neotestamentário (Mc 10.6-9): A reafirmação da família.

 

2. A homossexualidade (ativa e passiva) é uma distorção do que Deus criou. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ela é classificada como abominação, paixão infame, perversão moral.

Lv 18.22:  

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é.”

 

Rm 1.23-27:

“E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.”

 

1Co 6.9,10:

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.”

4. Alguns afirmam que a homossexualidade é de origem biológica, genética. O indivíduo já nasceria homossexual. Porém, nenhum cientista jamais conseguiu provar isso. Na cadeia genética do ser humano, não existe nenhum fator, nenhuma ordem cromossômica homossexual. Admitir tal coisa seria o cúmulo do absurdo. Existem cromossomos que determinam o sexo feminino e cromossomos que determinam o sexo masculino. Não é um determinismo genético/biológico (natureza). Porque não existe ordem cromossômica homossexual, e nem existe uma anatomia homossexual.

 

5. A homossexualidade é, antes de tudo, uma questão de comportamento, de preferência. É uma conduta aprendida ou induzida. Psicólogos e psiquiatras são unânimes em afirmar que o fator mais importante para uma criança decidir sua preferência sexual é a maneira como ela é criada, condicionada e orientada pela existencialidade. Isto é mais importante do que o próprio fator genético.

A homossexualidade é uma questão comportamental. É uma preferência aprendida ou imposta. O ser humano é um ser social, livre, permeado de modelos de imitação. Pode um homossexual mudar o comportamento? Um bêbado pode deixar o vício. Um drogado pode deixar de ser viciado. Por que o homossexual não pode deixar de sê-lo? Qualquer homossexual que confessar o seu pecado, receber Jesus como Salvador e obedecer à Sua Palavra, poderá tornar-se um heterossexual, poderá ser recuperado e liberto. Jesus tem poder para isto.

 

6. Se toda prática deturpada, pecaminosa, imoral for legalizada, onde vai parar a nossa sociedade? Por exemplo: Imagine se for liberada a maconha, a cocaína e o crack; Se legalizassem a Pedofilia (tem pessoas que acham isso normal); Vamos legalizar o parricídio e o matricídio (Tem muitos filhos assassinando seus pais); Que tal se acharmos normal a Necrofilia (sexo com mortos); Se legalizarmos a Zoofilia (sexo com os animais); entre outras perversões e gostos humanos.Quanto mais legalizar as perversões mais o ser humano se torna insasiável. Uma sociedade sem limites, ‘sem freio’, se auto-destrói. O ser humano precisa de limites. Um erro, ou prática moral pervertida não pode se tornar um direito civil.

O FILHO DO HOMEM VEIO BUSCAR E SALVAR O QUE SE PERDEU

(Lucas 19.10)

 

O QUE HÁ POR TRÁS DO JOGO?

O que está além do jogo da forte pressão política/artística para a homossexualização da sociedade brasileira?

1. A sedução da serpente (Gn 3). O conflito temporal, desde o Éden, entre o que Deus disse e o que a serpente desdiz. O que os homens escolhem mediante os conflitos de vozes contemporâneos? A voz que você ouve e segue determinará o seu destino.

            2. A potencialização de Sodoma e Gomorra na consciência humana (Gn 19). A Terra, as cidades, e seus moradores são promotores de um bem estar, de um bem viver, de um bom proceder em comunidade e em comunhão com o Deus eterno. A consciência humana evidencia, em práticas e comportamentos, a filiação sagrada ou profana que lhe é oferecida. Se queremos o céu, andemos com ele nesta Terra.

3. A apostasia, o mistério da iniquidade e a operação do erro. (2 Tessalonicences capítulo 2). A apostasia é o abandono consciente e determinado da fé, da vida e do bom proceder no Caminho. O mistério da iniquidade é a maldade avançando, às escondidas e às claras, em escalas progressiva e maléfica ainda não vista pelo homem. A operação do erro é a permissão de Deus ante às escolhas humanas em rebelião a sua lei, Deus os entrega às suas próprias paixões infames. Estes três fatos escatológicos, no decurso da história, e de modo peculiar, em nosso tempo, antecedem à manifestação daquele que é anti, e se opõe a tudo que é de Cristo. De que lado você quer estar, será o lado que você estará.

5. A ação estratégica trindade do mal (A besta, o falso profeta e o dragão: 666 – Ap 12-14). O grito da trindade satânica no projeto de matar, roubar e destruir aquele que Deus deu vida, restaurou e edificou: o homem, a humanidade. Criado no sexto dia, seis é numero de homem, ocupou o centro da criação, e na Nova Aliança em Cristo tornou-se tabernáculo divino. Por isso, está em constante confronto com o adversário de Deus e, por conseguinte, da criação divina. Assim, o ‘666’ é o numero da essência destrutiva da trindade do mal, a cópia frustrada da trindade divina, a ação tríplice diabólica (666) na tentativa de destruir o homem (6). Contudo, o Apocalipse fala de um Deus que entrou na história, atua na história, e está levando a história a um alvo: o encontro e a presença eterna com o Vencedor. A Revelação fala da trindade do mal, no entanto, e sempre apresenta, a vitória de Jesus Cristo e daqueles que lavaram as suas vestes/vidas no sacrifício do Cordeiro. O que está em jogo? Ou por trás do jogo político/artístico? O projeto do dragão, a antiga serpente. A quem ouves, segues.


PALAVRAS CONCEITUOSAS FINAIS

 

 “Age de tal forma que a máxima de tua vontade possa sempre valer como princípio de lei universal”. 

(Immanuel Kant)

 

            Desejamos discernir os tempos, as épocas, e assim, as ações estratégicas dos homens humanos. Queremos promover a reflexão sobre a prática homossexual e a estratégica pressão para a homossexualização da sociedade brasileira. Quem tem ouvidos, para ouvir ouça, pense e se posicione. Na TV, nas famílias, nas ruas, nas escolas, nas faculdades, nas empresas, vemos uma orientação: ‘saia do armário!’. Até parece que toda a população brasileira vive no armário da homossexualidade. O que há? Uma larga projeção de comportamentos condicionados, motivados, incentivados e, por fim orientados pelas ideologias reinantes.

            O Brasil é dos brasileiros. Os brasileiros se dividem em diversos agrupamentos sociais, filosóficos, religiosos e partidários. Temos gente que pensa, discorda, critica, somos uma democracia republicana, a ‘res’ publica é governada pelo poder que emana do povo e para ele se direciona visando o bem comum. Cada segmento social ou comportamental pode, humanamente, se respeitar e viver como cidadãos de um memso ‘oikos’, uma mesma casa, um mesmo planeta Terra.

Podemos discordar e coexistir. Assim tem sido na multiplicidade de opiniões que compõem a existencialidade social brasileira. Como já dissemos, podemos discordar e emitir nossos conceitos sobre tudo e todos no Brasil, menos sobre a questão homossexual? Assim não dá. Conheço e conheci pessoas que escolheram a prática homoafetiva. Nunca os odiei, nunca tive uma só ponta de aversão homicida contra eles. Na verdade, dialoguei, abracei, dei a mão com a possibilidade de retorno às origens. E querem me classificar como ‘homofóbico’! Só porque tenho um conceito sobre a questão homossexual.

Não abri minha boca, neste texto, para criticar as preferências sexuais de quem quer que seja. Apenas não sou idiota o suficiente para confundir preferência sexual com crime. Muito menos crime comum com uma operação de calúnia em larga escala, montada como camuflagem perversa de uma trama ainda mais perversa voltada contra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O emprego do rótulo "homofóbico" mostra também a inequívoca intenção de difamar o entrevistado. "Homofobia" significa horror e repugnância irracionais pela pessoa do gay ou da lésbica, coisa de que não dei o menor sinal ao longo de minhas declarações, se duras e incisivas contra uma ideologia, sempre respeitosas e até delicadas no tocante a pessoas e a seus hábitos privados. Se vocês pretendem desacreditar como fobia e prevenção irracional qualquer argumento contra a ideologia gay, por mais racional e ponderado que seja, então, no ato, desmascaram seu intuito de atemorizar mediante chantagem verbal aquele a quem não podem vencer no campo da argumentação razoável. Os qualificativos com que designam a minha argumentação – "racional, mas não por isso menos homofóbica" – são, nesse contexto, um primor de nonsense, pois a idéia que nasce de considerações racionais não pode, ao mesmo tempo, ser mera expressão de uma fobia irracional.

A distinção entre ser contra a ideologia gay como tal e ser "homofóbico" é clara e patente como a diferença entre não querer comprar um cachorro e ter fobia de cachorros. Se vocês buscam encobri-la com a poeira de uma imprecisão vocabular premeditada, mostram desrespeito ao leitor e à própria causa que defendem. Se, ao contrário, a confusão não é premeditada mas brota da pura e simples raiva que, no atropelo de expressar-se, mete os pés pelas mãos, então, desculpem, mas fóbicos são vocês: são logofóbicos – têm medo e ódio da razão, da palavra, da Palavra.

Que país é esse?

Que ele continue sendo a República Federativa (Democrática) do Brasil.

Que ele continue sendo a Terra da Vera Cruz, o grande florão da América.

Lugar de uma brava gente brasileira, povo pacífico que mora no Atlântico dos trópicos.

Uma nação cujo Deus seja o Senhor Jesus Cristo. Quem é este Senhor? Ele é amor (1 Jo 4.8). É justiça (Hb 10:31). É libertador (Jo 8.32; 1 Co 6:11).

Ele é o primeiro e o último, criador do homem e da mulher, cujo plano eterno é a união do noivo com a noiva. Esta é a nossa comunicação imutável em um mundo em mudanças. Caminhemos em direção ao encontro com o Omega. Este é o destino dos mais que vencedores.

 

CRISTIANO SANTOS ARAUJO
Pastor Batista, Professor. Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Comparada na UERJ, área de Literatura/Filosofia/Religião, com a pesquisa sobre “Diadorim e o anuncio do homem humano no palco polifônico do ‘Grande Sertão: Veredas”. Licenciado em Letras na UFGO/Unesa. Bacharel em Teologia no Seminário Teológico Betel. Contato para palestras: (21) 77003904 - ID: 98*84798; O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Comentários   

 
+1 #4 ....Guest 08-04-2013 11:29
(...) A bíblia também prega que os negros não são dignos... até pouco tempo atrás os fiéis seguiam tal falácia a risca, e o racismo era uma prática normal. Os anos se passaram, a humanidade viu que não é bem assim, e os racistas foram taxados de ignorantes, desrespeitosos e pecadores. Pois é, meus senhores, é verdade que a bíblia também prega que os homossexuais são anormais, mas os anos passam, a ideia muda... vocês irão querer serer os novos ignorantes desrespeitosos e pecadores? Pensem nisso.
 
 
+1 #3 ...Guest 08-04-2013 11:29
Assim como os meios de comunicação, esse texto distorce completamente a história... Pena que o senhor, como Pastor, pense assim e influencie, de maneira explícita, os que em ti acreditam pensarem da mesma forma. Com todo o respeito, mas se o Senhor realmente seguir a doutrina cristã irá perceber que o maior pecado é o senhor que está cometendo, pois falácias não são crimes em nossa constituição, mas são crimes morais perante a Deus. Se realmente o senhor "ama" os homossexuais, só não concorda com as suas práticas, por quais motivos formulou um texto cheio de apontamentos para os gays, dizendo que os mesmos "tiraram os direitos da liberdade de expressao" se os mesmos só querem ter o DIREITO há mesma? incoerente, não?
 
 
+1 #2 Nunca antes na história...Guest 21-05-2011 11:59
Este artigo é de uma precisão e relevância incomparáveis. Deveria ser amplamente divulgado e ter facilitada a sua divulgação pela Internet para que possamos iniciar um "contramoviment o" à invasão homofóbica da qual a sociedade brasileira está sendo vítima.
 
 
0 #1 HOMOFOBIAGuest 21-05-2011 10:42
É muito triste ver nossas crianças e adolescentes assistir essa geração lunática e pervertida e não podermos nos contrariar a ideologia de vida dessas pessoas,princip almente porque os governantes apoiam toda safadeza que o brasileiro faz para auto se destruir.É humilhante viver dessa forma,principal mente quando ensinamos os príncipios bíblicos para os nossos filhos e sabemos que a escola vai ensinar o contrário.
Obrigada Pastor, nunca silencie os seus pensamentos pois são mandados por Deus.Muita Paz.
 

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