BOM DIA: CUIDANDO DE SI MESMO, 2 (Para ouvir)

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Cuidar é tarefa de todos. Um filho sabe que, na melhor das hipóteses, terá que cuidar dos seus pais. Um avô sabe que poderá lhe caber cuidar dos netos. Muitas vezes, a família terá que chamar de fora para dentro da casa um assistente para cuidar de um dos seus. 
Quem cuida, seja voluntariamente, seja profissionalmente, precisa cuidar de si mesmo, para levar adiante a sua tarefa.
Este cuidador precisa de uma visão realística da vida, que inclua a ideia de que há pessoas carecidas de atenção especial. E essas pessoas ou seus familiares nem sempre reconhecerão o carinho recebido. O cuidador precisa saber que nem sempre as pessoas cuidadas lhes serão agradecidas. A ingratidão é uma doença do caráter capaz de enrijecer o coração de quem cuida. Cuidado, cuidador: não espere gratidão. Pode ser que ela não venha. Seja realista; não tenha expectativas irrealizáveis sobre o ser humano. 
Há outras disposições a desenvolver, como a paciência. Muitos gestos cuidadores darão logo os seus frutos, mas o melhor está por vir. Quando a perspectiva de prazo mais longo nos habita, o esforço de hoje é mais suave. Saber que não apenas assentamos um tijolo -- porque, na verdade, construímos uma casa -- nos estimula a desenvolver com alegria atividades rotineiras.
Cuidar demanda entrega, esta dedicação férrea ao outro que que vem pelo amor a quem apoiamos. A entrega vence a ingratidão, supera o cansaço e minimiza nossas próprias limitações. A entrega nos estimula a descobrir alegremente formas de fazer melhor o que fazemos. A entrega acontece quando entendemos que o cuidado estendido ao outro é um trabalho de grande valor, como se estendido ao próprio Deus. Jesus ensinou que, quando cuidamos de um necessitado, nós cuidamos dele mesmo.
 
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
 
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