Recebi um cartão, escrito a mão, de três pessoas, cada uma deixando seu texto.
Escreveram-me para me agradecer. O primeiro texto era da filha, de 11 anos; o segundo, da sua mãe, e a terceiro, do seu pai.
O belo texto da filha é para se guardar no coração. No entanto, como o coração tem memória curta, guardei o papel e digitalizei a mensagem.
Surpreendido, em lugar de fazer perguntas, preferi imaginar.
Imaginei que a mãe teve a ideia. O pai elogiou a iniciativa. A filha aprovou a providência e escreveu primeiro.
Feliz, concluí que não fui o primeiro alvo destas manifestações gloriosas de gratidão, que devem ser comuns naquela família.
Concluí também que generosidade se aprende. De preferência, em casa.
Decidi que vou seguir o exemplo desta menina e ser mais grato, não apenas no meu coração, porque também nos meus gestos.
ISRAEL BELO DE AZEVEDO