NOSSOS FILHOS E A INTERNET (José Gomes Chácara Jr.)

Este tema já foi capa de revista, congresso e livros. O uso da Internet continua sendo a grande preocupação dos pais de jovens e adolescentes. Parados no ponto de ônibus, no metrô, na praça de alimentação do shopping, na igreja, na casa dos amigos ou saindo com o namorado ou namorada, os smartphones dominam grande parte do tempo dos nossos jovens.
 
Desentendimentos constantes entre pais e filhos são gerados em virtude da falta de diálogo, dos compromissos esquecidos e da ausência de responsabilidade que estes aparelhos proporcionam no comportamento dos nossos filhos. Ao “navegar” pelos sites inexplorados ou de sua preferência, eles se desligam do mundo à sua volta e se concentram unicamente no “mundo virtual”.
 
O que pode ser feito então para minimizar esta ausência de “conexão” no relacionamento entre pais e filhos?
 
Bem, em primeiro lugar vamos ao aparelho. A aquisição de um smartphone envolve gastos com a compra do aparelho e a contratação de uma operadora com plano de Internet. E quem faz esta negociação são os pais que, pressionados pelos próprios filhos, executam a compra. Mas dar um smartphone não é o mesmo que dar um brinquedo, apesar de muitos usarem como tal. É preciso que os filhos tenham limites para o seu uso, pois no mundo dos adultos não se usa a qualquer hora ou em qualquer lugar. E são os pais que devem negociar com eles o uso do aparelho. Muitos atribuem à escola a responsabilidade para educar os filhos, o que é um grande erro. A educação e a responsabilidade vêm das “conexões” entre pais e filhos.
 
Em segundo lugar seria o acompanhamento do que os nossos filhos veem. Por ser um universo imensurável de informações, nem tudo o que está disponível para ser visto, lido e ouvido é proveitoso. O diálogo é o melhor recurso para que os pais, dentro de cada contexto, lidem com esta situação e ensinem aos seus filhos a selecionar o que é bom. Quem sabe, se através deste diálogo esclarecedor, se reestabeleça uma comunicação mais constante entre pais e filhos. Ninguém consegue abraçar, beijar e tocar enviando um “torpedo” para os pais ou para os filhos. Vamos conversar mais e compreender mais conectados no mundo “real” aproveitando melhor o nosso tempo.