Quarta, 29/07/15 — TEMOR E GRAÇA

Refletindo: Eclesiastes 12.13
 
Oscilamos desequilibradamente na crença num Deus ora amoroso, que tudo perdoa, ora justo, que pune o pecado, como se Ele fosse contraditório e tivéssemos que escolher a quem seguir. A contradição é nossa, não dEle. Deus é amoroso e justo. Ao Seu amor devemos nos submeter. À Sua justiça devemos nos render.
Diante do Seu amor e da Sua justiça, precisamos viver em temor, isto é, na reverência de quem está diante de um Deus tremendo, tanto para amar, ao ponto de nos dar Seu próprio Filho, quanto para nos corrigir, quando estamos fora dos Seus propósitos. A graça de Deus não pode ser barateada, porque graça barata não é Graça. Esta Graça não é um depósito que abrimos com alguma palavra mágica, mas uma manifestação que vem sobre aqueles que temem a Deus, que O levam a sério, que tremem diante do Seu poder, que O louvam diante dos Seus feitos (2.47). Os primeiros cristãos viviam louvando a Deus, isto é, reconhecendo o quão pequenos eram e o quão exaltado era Deus, o que é muito diferente de dar ordens a Ele ou de tomar posse das suas promessas.
O temor a Deus nos empurra para viver da Graça de Deus e pela Graça de Deus.
O melhor sinônimo para temor a Deus é entusiasmo, que significa literalmente ser tomado por Deus. Temer a Deus é estar cheio de Deus. Quando estamos cheios de Deus, nós experimentamos a Sua Graça, e as pessoas vêem em nós manifesta esta mesma Graça.