Achado — Capítulo XVI (Ignácio Resende)

(Este capítulo foi escrito a partir da inspiração que nasceu de uma conversa com o Marcos Aurélio, meu cunhado)

1.    O Premio oferecido pela Universidade
O Reitor Angelo Tavares, agora, na posse de parte do valor da negociação dos direitos dos documentos do ‘achado de Harã’ e, visando acelerar novas pistas que levassem a informações que pudessem trazer novos conhecimentos que levassem a obtenção de traduções ou de novas ‘tabuinhas’ propôs à Rede Globo que divulgasse, em seu canal televisivo aqui e nos intervalos de suas novelas divulgadas em Portugal, a oferta de um prêmio de duzentos e cinquenta  mil reais ou cem mil euros para o pesquisador ou para a pessoa que decidisse empreender pesquisa que levasse, comprovadamente, a um novo achado do ‘achado de Harã’.

Acreditava ele que gastaria menos com a oferta desse premio do que o envio de delegações a outros países, dentre eles, Portugal, pois, os próprios portugueses, diante da crise que assola a Comunidade Econômica Europeia, com as suas Universidades empobrecidas pela escassez de recursos públicos, colocaria seu corpo de pesquisas para buscar esse premio, o que traria substancial melhoria de imagem à sua Universidade, com consequente atração de novos recursos, se viesse a lograr êxito!

Colocado esse plano em ação, agora, era esperar pelas consequências. O primeiro resultado não tardou a ocorrer. E ele foi consequência do mais puro acaso. É que Julia, em um de seus dias de trabalho no Palácio Imperial de Petrópolis, ao se defrontar mais uma vez com a mesa usada por D. Pedro II, quando despachava em Petrópolis, nos verões quentes do Rio de Janeiro, épocas em que mudava sua residência para Petrópolis para desfrutar de seu clima mais ameno, ficou a admirá-la e sentiu a imperiosa necessidade de tocá-la para sentir a sua textura que lhe parecia de grande suavidade. Não quis, no entanto, tocar em seu tampo, pois, deixaria marcas visíveis de seus dedos e, então, optou em sentar à cadeira, situada a frente da mesa, já que não tinha ninguém vendo, e tocar o lado direito da mesa, por baixo da única gaveta existente daquele lado. Ao colocar a sua mão debaixo daquela gaveta sentiu que tocava em uma espécie de botão e ao pressioná-lo a gaveta se abriu, sem nenhum ruído. Passado o susto de ver a gaveta escancarada à sua frente passou a olhar o seu conteúdo e ele era somente um conjunto de tabuinhas de cerâmica que lhe pareceu muito antigo! Então, fechou a gaveta, levantou-se e foi para a sua sala com sua cabeça fervilhando em pensamentos que, ainda, lhe pareciam muito desorganizados. Suas perguntas imediatas eram: seriam aquelas tabuinhas uma parte das ‘tabuinhas de Harã’? E, se fossem como teriam vindo às mãos do Imperador? Teriam sido repassadas de geração a geração pelos seus ancestrais desde Pedro III, seu bisavô? Ou, teriam sido compradas por ele em uma de suas viagens? Admitindo, com base nas conversas que mantinha com seu noivo, o Professor Otávio Mendes, passou a acreditar que esta seria uma das melhores hipóteses já que, no entender de Otávio, todas as oitenta tabuinhas haviam sido traduzidas e suas traduções é que estavam sendo procuradas. Por outro lado, ouvira dele ainda que, um dos cadernos encontrados informara que vinte tabuinhas haviam sido roubadas pelo Mestre Antonio, um dos mestres que havia participado das escavações em Harã.

Seu próximo passo foi a busca no Google de informações sobre as viagens de D. Pedro II. Sabia de antemão, pois, estudara em História do Brasil que o referido Imperador havia visitado os Estados Unidos da América, onde tivera contato com a descoberta de Graham Bell (o telefone). Teria ele feito outras viagens?

1.1.    Primeiro recorte do Google:


Dom Pedro II na Terra Santa

1876: o diário do imperador registra seu encontro com 60 monges nas imediações de Jerusalém e sua decepção com o pouco apreço deles pelos fantásticos documentos que possuíam

 
     O mosteiro de Saint Sabbas, que Impressionou o monarca brasileiro pela riqueza de sua coleção de manuscritos, em litografia de David Roberts de 1939

Quando foi à Terra Santa, D. Pedro II redigiu um diário que revela a curiosidade intelectual, a sensibilidade artística e o empenho do monarca em conhecer e compreender a humanidade. Escrito em 1876, retrata um homem despojado de mordomias que, apesar de rei, dormiu em barracas, hospedou-se em hotéis de quinta categoria, cavalgou horas a fio, arriscou-se a enfrentar beduínos, frequentou banhos turcos e colecionou souvenirs.

Guardados no Museu Imperial de Petrópolis (Diários 18-19, maço 37, doc. 1057), os relatos se referem à segunda viagem internacional do monarca, na qual ele visitou, em 18 meses, mais de cem cidades, em quatro continentes. D. Pedro II anotou impressões dos 24 dias no Líbano, Síria e Palestina otomana, percorrendo quase 500 quilômetros.

Trata-se de uma distância significativa para os recursos de transporte da época. Além disso, a comitiva real tinha mais de 200 pessoas. Providenciar água, comida, hospedagem e segurança para tanta gente exigia uma operação de guerra. Na época, D. Pedro já tinha 50 anos, mas não reclamou do cansaço, aproveitando cada minuto de sua peregrinação.

Em 29 de novembro de 1876, a comitiva brasileira passou por uma experiência única: o grupo visitou o imponente monastério de Saint Sabbas (456 d.C.), localizado nas montanhas de Moab, próximo de Jerusalém. O acesso a esse patrimônio era difícil – só possível caminhando ao longo das ribanceiras secas do rio Cedron.
 
Biblioteca do congresso, Washington D.C.
     
    Foto do século XIX mostra o convento que a comitiva brasileira visitou em 1876: um labirinto de cavernas, câmaras e galerias no meio do deserto

O convento é um labirinto de cavernas, câmaras e galerias no meio do deserto. O padre Samuel Manning (1822-1881), que o visitou em 1873, afirmou: “Only an inmate of the convent can find his way from one part to another” (“Somente um morador do convento pode achar o caminho de um lugar a outro”).

Para fazer o tour por Saint Sabbas, a comitiva dividiu-se temporariamente, pois o percurso seria difícil, e o regimento do lugar proibia a entrada de mulheres. A imperatriz D. Teresa Cristina e as suas aias ficariam fora do passeio. Mais um obstáculo: ninguém seria recebido ali sem a permissão oficial do patriarca de Jerusalém.

O Diário de viagem à Palestina relata a solene entrada da comitiva no recinto, recebida com repiques e duas tochas acesas. O encontro de D. Pedro II com os frades foi tranquilo. O cheiro de incenso impregnava corredores, e 60 frades gregos esperavam-no com impaciência. O soberano apreciou bandos de melros, cujos ninhos ocupavam os buracos das ribanceiras e comiam nas mãos de frades. Rezavam em uma capela minuciosamente examinada pelo monarca e aproveitavam espaços do rochedo para construir suas casas de madeira e plantar flores e arbustos.

Em outro canto do convento, D. Pedro II distinguiu um dos símbolos do monastério: a histórica palmeira de Saint Sabbas, que segundo o imperador “é uma palmeira bastante alta que se curva para trás como que precisando do encosto da parede”.
 
Galeria nacional de Retratos, Londres
     
    A escritora britânica Harriet Martineau, uma das poucas mulheres que visitaram Saint Sabbas, também expressou seu desapontamento com os moradores do local. Óleo sobre tela de Richard Evans, 1834
 
Já dentro do convento, D. Pedro II pediu para conhecer a biblioteca. Sob um silêncio constrangedor (os frades nada explicavam), folheou textos dos evangelhos, sermões e outros tantos livros sagrados guardados em uma pequena sala. Sua Majestade desejava mais informações sobre manuscritos de textos religiosos, porém nada obteve dos anfitriões.

Depois de muita insistência, o único frade que falava francês permitiu que Karl Henning (terceiro mestre de hebraico de Pedro II) examinasse uma outra coleção de livros. Ele garimpou os manuscritos desejados pelo imperador, cuja existência o frade negava. Segundo o Diário,“tal repugnância poder-se-á explicar pela vergonha que eles tenham de não haverem aproveitado, por ignorância, as riquezas literárias que possuam”.

As palavras do monarca ecoavam com força e indignação. Embora o Oriente Médio fosse francófono, apenas 1 dos 60 frades falava francês. Foi destacado como intérprete e acabou admitindo que ele, como os demais, não conhecia as valiosas coleções de manuscritos, passando por momentos de constrangimento intelectual.

Por meio dos relatos de Samuel Manning, um religioso inglês que visitou Saint Sabbas três anos antes da comitiva brasileira, sabe-se que os frades eram pouco hospitaleiros. Sobre o acervo, Manning fez no livro The holy fields: Palestine (Os campos santos: Palestina) observações semelhantes às do imperador: “Apesar de existir uma valiosa biblioteca, ela me parece completamente inútil, pois a maioria dos ascetas é incapaz de ler; e o seu único passatempo consiste em beber raki (licor de uva e anis) e alimentar pássaros e chacais, que são muito numerosos”.

A escritora britânica Harriet Martineau (1802-1876) também fez entre 1846 e 1847 uma viagem ao Oriente Médio. Estudiosa do antigo Egito e dos lugares bíblicos, ela foi das poucas mulheres a burlar o regulamento e visitar o convento, expressando desapontamento com seus moradores. Em um trecho da obra #Eastern life# (Vida oriental), de 1848, chegou a dizer: “The monks are too holy to be hospitable” (“Os monges são muito sagrados para ser hospitaleiros”).

Como se vê, as opiniões de D. Pedro II, Harriet Martineau e Samuel Manning coincidem: a ignorância e o despreparo cultural dos frades de Saint Sabbas eram gritantes. Após a visita ao convento, a comitiva brasileira rumou até Jerusalém.

Trecho do diário de viagem D. Pedro II à Palestina, em 29/11/1876
 
Reprodução
     
    Programação das viagens internacionais do soberano no ano de 1876
 
“Saí as 5 ½ (5h30). A Imp.(Imperatriz), como não podem ir as liteiras a S. Sabbas e mesmo não entram Sras. no convento, segue o caminho de antes de ontem partindo mais tarde… O caminho daí até perto de S. Sabbas é terrível, atravessando-se gargantas horrivelmente pitorescas… Ao chegar ao convento caminha-se ao longo do Cedrón, cujas ribanceiras de pedra têm centenas de pés de altura… Os edifícios do convento estão agarrados à ribanceira direita do rio que se lança no Mar Morto… Receberam-me com repiques desde que me avistaram, e à entrada com duas tochas acesas. Os frades, que são 60, estavam me esperando. O que mais me agradou no convento, cuja regra é a de S. Basílio – são gregos cismáticos –, foi como os melros, que se abrigam nos buracos da ribanceira oposta, vêm comer na mão dos frades.

Num pequeno quarto, havia manuscritos dos Evangelhos e Sermões… Custou a obter do frade que falava francês, que deixasse o Henning examinar a outra coleção de livros de uma torre onde ele achou alguns manuscritos, apesar do frade asseverar que só existiam impressos. Tal repugnância poder-se-á explicar pela vergonha que eles tenham de não haverem aproveitado, por ignorância, as riquezas literárias que possuam… O convento é, por assim dizer, um meschakid de edifícios aproveitando as grutas do rochedo… Num canto mais abençoado, levanta-se uma palmeira bastante alta, mas que se curva para trás como que precisando de encosto na parede. Os frades deram-me doce, água e café e à 1 ¾ (13h43) parti. O caminho daí em diante não é tão pitoresco. Às 3 ¼ (15h30) já via Jerusalém, subia sempre mais ou menos atravessando diversas vezes o Cedrón, ou seguindo para dentro do seu leito até Jerusalém.”

Entre o dever e o desejo
 
Palácio Grão-Pará, Petrópolis / Reprodução
     
    A última viagem do imperador à Europa, em 1887
 
Na segunda metade de seu reinado, entre 1871 e 1888, D. Pedro II fez três grandes viagens internacionais, hoje associadas a seu desejo de expandir conhecimentos – e, em alguma medida, de escapar do enfadonho exercício do poder. Os passeios incluíram América do Norte, Europa, África e Oriente Médio. Somadas todas as viagens, ele ficou fora do Brasil pouco mais de três anos e meio. Além de seus diários de viagem, o monarca deixou um imenso acervo de fotografias dos lugares, prédios e monumentos que visitou.

O historiador José Murilo de Carvalho, que escreveu a biografia do imperador (D. Pedro II – Ser ou não ser, editora Companhia das Letras), considera essas viagens grandes pistas para desvendar a personalidade real de Pedro de Alcântara, que, embora sentasse em um trono, era um homem simples e amante das artes. Fora do Brasil, ele podia se dar ao luxo de ser um apreciador comum de conferências, espetáculos e lugares históricos.

1.2.    Segundo recorte do Google:

D. Pedro II visita uma loja de antiguidades em Jerusalém: uma controvérsia sobre antiguidades moabitas e o Affair Shapira

Resumo

Este artigo aborda a visita de Sua Majestade o Imperador do Brasil D. Pedro II (1825-¬1891) a uma loja de antiguidades em Jerusalém. A visita a Terra Santa aconteceu em 1876 durante a segunda viagem do dignitário brasileiro ao exterior. Ao visitar a cidade santa, o monarca conhece o comércio do colecionador e falsificador de cerâmica Wilhelm Moses Shapira. Pedro II suspeita que o dono da loja seja um oportunista empenhado em ganhar dinheiro fácil com a falsificação de objetos antigos. O texto discute, também, uma parte considerável das escavações arqueológicas do século 19 à luz da cerâmica moabita.

2.    O Achado de Julia

Terminadas as pesquisas no Google e depois de muitas leituras sobre as principais viagens de D. Pedro II, Júlia se concentrou em avaliar tudo o que havia lido e lhe pareceu extremamente razoável que o Imperador tenha nessa viagem a Israel, tomado conhecimento do ‘achado de Harã’, por meio de um vendedor que pudesse lhe dizer que tinha para vender ‘tabuinhas’ que foi parte das pesquisas de seu bisavô D. Pedro III. Seria muito provavel que ele fizesse essa compra. Quando chegou ao Brasil, guardou as ‘tabuinhas’ na sua escrivaninha do Palácio Imperial de Petrópolis, pois, seu retorno se deu no início do verão de 1.876, época de residir em Petrópolis, em razão do calor do verão do Rio de Janeiro, como já referido. Em meio às muitas tarefas, como Imperador, acabou esquecendo essas tabuinhas em sua gaveta. Em suas pesquisas Júlia descobriu, também, que nesse mesmo verão o Imperador recebeu de um artesão de Petrópolis uma mesa nova, a qual passou a usar esquecendo-se da mesa anterior.

À noite, Julia encontrou-se com seu noivo e lhe contou sobre tudo o que vira e pesquisara e, juntos, concluíram que valia a pena levar o assunto ao conhecimento do Coordenador Geral das pesquisas, o seu querido Professor Hasselman, para sua avaliação. Este, por sua vez, contou tudo ao Reitor Angelo Tavares. O Reitor, imediatamente, procurou o Curador do Museu Imperial, Dr Marcelo de Azevedo, para dar ciência da possibilidade de existência de um tesouro na gaveta de uma das mesas do Imperador D. Pedro II e que gostaria de seu apoio para a comprovação desse ‘achado’ através da análise por um especialista. O Curador lhe informou que se o achado fosse o que se esperava seria necessário que sua origem ficasse determinada, uma vez que sua origem é que daria credibilidade como procedente de uma das viagens do Imperador. Conversa vai, conversa vem, e finalmente ficou acertada uma avaliação preliminar por especialista no próprio museu. Foi, então, chamado um dos maiores paleolinguistas, conhecido por suas traduções de línguas antigas mesopotâmicas, então, de passagem pelo Rio de Janeiro, onde vinha todos os anos para assistir aos desfiles das escolas de samba na Marques de Sapucaí.

Na quinta-feira da semana do carnaval de 2013, chegou à Universidade de Petrópolis o Sr Charboneau, do Museu do Louvre, que foi imediatamente conduzido ao Gabinete do Reitor. Ali foi traçado o plano de ação para a necessária identificação do achado e, se relacionado ao ‘achado de Harã’,  o preço para o trabalho de tradução dessas tabuinhas. Como elas ainda não tinham sido contadas ficou combinado que a tradução de cada tabuinha custaria o valor de cinco mil euros. Caso o seu número fosse superior a dez unidades haveria um desconto de 10% e se fosse de vinte unidades de 20%. Assim, para um total de vinte tabuinhas seria cobrado o valor de oitenta mil euros.

3.    As Tabuinhas da Mesa do Imperador

Bastou uma primeira olhada e os olhos experimentados do Sr Charboneau viram que estava diante de um tesouro. Contadas as tabuinhas elas eram em número de vinte. Assim, pensou ele que esta viagem tinha sido o melhor que lhe ocorrera ultimamente, tanto pela qualidade artística das escolas de samba quanto pelo fato de estar no Brasil e poder entrar no conhecimento de informações preciosas do passado do povo pré-diluviano, se estas eram realmente as desaparecidas tabuinhas de Harã!

Pediu uma mesa e que lhe dessem um pano aveludado e nele trouxe com extrema cautela a primeira tabuinha e pediu que as demais fossem mantidas na mesma gaveta donde retirou essa primeira. Pediu uma lente de aumento, folhas de papel e que não houvesse barulho, pois, seu trabalho exigia a máxima concentração.

Depois de muitas caminhadas, as quais fazia regularmente, a cada hora de trabalho, quando aproveitava para beber uma xícara de chá, olhou para o Reitor Angelo Tavares que se mantinha sem arredar pé e lhe disse: esta é uma das tabuinhas de Harã, pelo conteúdo da primeira frase que consegui decifrar, depois de ter entendido o alfabeto desta escrita, uma das variantes das escritas mesopotâmicas mais antigas até hoje conhecidas. Esta frase diz: “esta foi uma das mais intrigantes conversas que tive com meu bisavô Salém”. Agora, preciso dormir. Amanhã, voltarei para continuar meu trabalho. Coloquem guardas, pois, estamos diante de uma preciosidade. Este museu nunca mais será o mesmo! Onde está a moça (como é mesmo seu nome?) que encontrou o segredo da gaveta? Quero dar-lhe o meu abraço, pois, ela fez tudo como deve ser feito. Se tivesse tentado se apropriar das tabuinhas elas teriam se esfacelado, como muitos dos documentos de Qunram se esfacelaram, em face de busca de fortuna pelos beduínos que fizeram as principais descobertas em suas onze cavernas, até agora conhecidas, e que manusearam os documentos encontrados sem o menor cuidado! Se existe algum premio pela sua descoberta podem entregar a ela.

Assim, a noiva do Professor Otávio, que não aceitara entregar informações a um inescrupuloso intermediário, mediante a promessa de oferta de uma festa de casamento, por fidelidade a seu Deus, recebeu pelas mãos poderosas do Senhor, o premio que lhe permitirá a compra do apartamento que levaria vários anos para alcançar com seu trabalho associado ao trabalho de seu noivo.