BOM DIA: Um sermão de 12 minutos

Em todos os tempos, um problema humano é a superficialidade.
Tendemos a esperar soluções fáceis e rápidas, mesmo que os problemas sejam difíceis e venham de longe.
Num desses dias, muitos vieram a Jesus, a pé, em carroças ou de barco pelo lago Kinneret.
Queriam um Jesus expresso que os abençoasse logo, para que voltassem para suas casas. Jesus poderia dar o que queriam e dispensá-los.
No entanto, Jesus se pós a ensinar-lhes. Longamente. Tão longamente que seus discipulos recomendaram que mandasse as pessoas para casa. Ele continuou a lhes ensinar. Em seguida, alimentou-os com comida.
No dia seguinte, todos os que viram a multiplicação e se bastaram estavam com fome de novo. Certamente, no entanto, ainda refletiam sobre os ensinos ouvidos, buscando aplicá-los em suas vidas.
Jesus se recusou fazer o jogo da superficialidade. Talvez alguns tenham ido embora. Perderam o ensino e a comida. Tiveram que viver das memórias dos outros.
Os que ficaram gastaram tempo. Não há como aprender a alegria de viver com sermões de 12 minutos. Não há como captar a riqueza da vida consumindo frases feitas.
O que vale a pena demanda tempo para ser alcançado.
Realizar um desejo, compreender uma ideia, abraçar uma causa, dar vida a um projeto acontece quando ouvimos, lemos, calamo-nos, refletimos. Precisa de tempo.

ISRAEL BELO DE AZEVEDO