É verdade que há excesso de mulheres sozinhas. Lamente ou não a ala feminina, esta realidade explícita comprova quantidade, jamais qualidade. E mesmo que minha afirmação seja “lugar comum”, ela pode acabar sendo produtiva. Por que? Ora, quem procura o melhor para si, sabe peneirar e rastrear muito bem no meio da rede que recolhe tantos peixes. Se você tem qualidade, esteja segura de que há procura para sua demanda porque em ambos os sexos, há gente muito boa procurando a pessoa certa. Seja sempre lei de procura, não de oferta.
Infelizmente, muitas mulheres adquirem o péssimo vício de maldizer os homens, bani-los e assustá-los com suas queixas e mágoas. Dizer que todos os homens são iguais é uma tolice antiquada. Homens são seres diferentes. No entanto, são adoráveis, admiráveis, fascinantes, mas sempre diferentes. Pensam, sentem, elaboram diferente de nós, mulheres. Na verdade, eu penso que homens e mulheres não têm necessariamente que serem compreendidos, mas sim amados com todas as peculiaridades do gênero, considerando caráter e índole de cada um.
Escrevo sobre este assunto quase banal porque percebo que existe um padrão de comportamento nocivo que embaça o olhar de muita divorciada. Este tipo de leitura do outro sexo pode acabar embotando a alma e a sensibilidade feminina. E por mais que tenhamos nos tornado mulheres fortes, independentes, sem a participação masculina na vida diária (eu disse diária), é preciso preservar a essência de mulher feita por Deus, com feminilidade, doçura e, por que não, respeito com o sexo oposto. Portanto, procure não perder o encanto pelos homens. Mude sua maneira de encarar frustrações, generalizações, estereótipos e idealizações. Você pode se surpreender.
Homens cristãos e divorciados podem até ser minoria, mas são de igual modo carentes e desprovidos de apoio. Precisam manter a performance de força e controle sobre a situação. Muitos foram traídos, outros foram simplesmente iludidos. Centenas erraram e milhares querem refazer sua vida afetiva, sexual, familiar… Procuram não se expor, temem o assédio exagerado e equivocado, distanciam-se de repressão e de gente “sem noção”.
Divorciadas cristãs são mais vulneráveis. Algumas se tornam amargas, existem as que se fecham em si mesmas, há ainda as que sentem-se vítimas da vida, maldizem todos os homens do mundo e adquirem um coração “mal resolvido". Estas pessoas existem, são de verdade e representam a ponta do iceberg que se agiganta por baixo da superfície.
Vou repetir o que muitos já disseram: não é porque alguém falhou que todos irão falhar. Mais uma vez, raízes de amargura podem trazer abundância de murmuração. É nesta hora que é possível detectar sintomas de um coração mal tratado, mal amado, mal resolvido, mal contido no próprio peito, carecendo de cura. Quanto menos reclamação, mais respiração. E onde há mais oxigênio, há mais vida.
Mulheres, desistam de culpar os homens, muito menos a si mesmas. É contraproducente. Antes de tudo, é importante reconhecer erros e aprender com eles, mas não punir-se por causa deles. Saiba discernir culpa real e culpa falsa. Evite comparações e retaliações, que funcionam como instrumentos de demolição da alma feminina. Evitem tornarem-se reféns da amargura, que traz rugas, dor nas juntas, envelhece e tira o brilho dos olhos. Façam as pazes com os rapazes e descubram o quanto eles podem ensinar com suas características e habilidades únicas. Tenham amigos homens cheios de bem querer e capazes de otimizar sua visão de vida e melhorar julgamentos. Tornem-se mais bonitas por dentro e por fora ao abdicar do interesse e prática da reclamação. Garanto que dá certo!