NO AMBIENTE DA GRAÇA (Oswaldo Jacob)

Não há cobranças, mas desafios e encorajamento porque “Ele faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Is 40.29).  Não há justificativas, mas a justificação da parte de Deus por meio de Cristo Jesus. “Portanto, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos também acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2). Temos aqui o lugar da aceitação, do perdão e da festa. No contexto da graça não há o ambiente fúnebre e legalista do irmão mais velho da parábola contada por Jesus (Lc 15.11-32), mas a festa, a celebração promovida pelo Pai quando o filho mais novo, maltrapilho, o que estava perdido, arruinado, voltou para casa.
 
A Lei é usada para revelar a natureza pecaminosa do homem e, ao mesmo tempo, aponta para Cristo, Aquele que salva completamente o que crê na Sua suficiência. Paulo declara que “Cristo é o fim da lei para a justificação de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Na atmosfera da graça, não se cobra desempenho, mas se valoriza a pessoa pelo o que ela é. O padrão não é o ter, mas o ser. Não há senhores, mas servos. Não há pódio, mas chão. Sim, servos do Senhor Jesus Cristo, que aprendem dEle a humildade e a mansidão (Mt 11.29). Na Pessoa de Cristo temos prazer na mutualidade e na diaconia. Não há justiça própria, mas a perfeita justiça de Cristo na cruz e na ressurreição. O maltrapilho é aceito nas câmaras do amor. Ele é recebido com coração e braços abertos. O ferido é curado. O deprimido é levantado com o convite amoroso de Jesus, porque o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt 11.28-30). Assim, podemos levar as cargas uns dos outros, cumprindo a Lei de Cristo (Gl 6.2).
 
O pecado é veementemente rejeitado, mas o pecador ardorosamente amado. A fé, a esperança e o amor são substantivos aplicados no coração dos que são recebidos na festa da salvação. A Trindade de Deus trabalha graciosa e amorosamente para a salvação do perdido, rejeitado, alijado da sociedade. Somos membros uns dos outros, sendo conduzidos pela liderança de Cristo Jesus. O pranto é transformado em júbilo, dança, folguedos (Sl 30.11).  A nossa identificação com Cristo na Sua morte e na Sua ressurreição é real. Temos a expectativa segura, confiante do encontro com Cristo na Sua vinda com poder e grande glória. Podemos aspirar como os irmãos primitivos faziam: ‘Maranata, Senhor Jesus!’.