É impessoal. Implacável. Só vencem os ‘fortes’. A sua linguagem tem base no ter. A sua moeda é a troca. A sua filosofia é a vantagem. As relações são marcadas pela insinceridade. A banalidade em relação à vida é real. Não existe o verbo amar, mas gostar. Conjuga-se o verbo adorar para as diversas formas de prazer. A sua alegria é mecânica, fabricada nas circunstâncias. O seu combustível é o álcool. A sua consciência é cauterizada e anestesiada pelos interesses pessoais, pela sobrevivência. O seu sono depende de calmantes. O trabalho é enfado. A ansiedade tem sido a regra. Trabalha-se mais pelo dinheiro do que pelo prazer e pela utilidade. A ganância tem sido lei. Os fins justificam os meios. Os seus três deuses são dinheiro, sexo e poder. O lugar mais desejado é o pódio. A beleza é exterior. O esteticismo já é uma cultura celebrada. Os negócios estão acima da ética. A corrupção é ‘normal’. As emoções é que regem as decisões. Cada pessoa tem a sua lei de comportamento ou é a sua própria lei. A pessoa é livre para fazer da sua vontade o centro, a razão de ser. O antropocentrismo é implacável. A comunicação é mais virtual do que real. Valoriza-se mais o relacionamento com os aparelhos (Computador, Ipad, Ipod, Celular) do que com o próximo. A rebeldia é permitida em função da liberdade de ‘ser pessoa’. O apóstolo Paulo, já no ano 64 d.C, faz um diagnóstico de como era o mundo, as suas características: egocentrismo, ganância, arrogância, presunção, blasfêmia, rebeldia na família, ingratidão, impiedade ou injustiça, frieza, amargura ou ressentimento, incapacidade de perdoar, calúnia, descontrole, crueldade, rejeição ao bem, traição, inconseqüência, orgulho, amizade aos prazeres, aparência de religiosidade (2 Tm 3.1-5). Portanto, é este mundo que a Palavra de Deus diz pra gente não amar (1 João 2.15-17). Mas devemos amar as pessoas que estão no mundo porque Deus as ama em Cristo Jesus (João 3.16). Apesar do quadro tenebroso, há esperança. Cristo é a nossa esperança.