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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Mateus 13.53-58: ESCÂNDALO

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Mateus 12.46-50: A FAMÍLIA DE JESUS

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Mateus 8.1-4: O PODER DE JESUS

O PODER DE JESUSMateus 8.1-4Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 1.12.2002 (manhã). Jesus é uma personagem fascinante, mesmo para quem não o vê como Deus encarnado para salvar a todo aquele que nEle crer. Jesus é maior do que o que está nos Evangelhos, mas o Jesus que está nos Evangelhos é suficiente para transformar vidas miseráveis em vidas viçosas, oferecendo sentido a vidas vazias de propósito, paz e plenitude.As pessoas que conviveram com Ele e se deixaram tocar por Ele experimentaram-nO como Salvador, Libertador, Senhor, que é como devemos experimentá-lO sempre. Este é o Jesus que salta das páginas do Evangelho. 1. Desde sua Encarnação, continua o interesse por Jesus (verso 1)Ao longo da história, grandes multidões, massas mesmo, têm-se interessado por Jesus. Até hoje se nota este interesse, o que não significa, infelizmente, um compromisso por segui-lO, com todos os onus e bonus deste seguimento. Nos Seus dias e nos nossos, uns O seguem pelo entusiasmo provocado diante do Seu fascinante ensino. Se varrermos a antiguidade, a modernidade ou contemporaneidade, não encontraremos mestre como Jesus. Seus contemporâneos reconheciam que Suas palavras eram proferidas com a autoridade de quem dizia: "eu, porém, vos digo". Sua autoridade vinha de Sua natureza (Ele era Deus), de Sua coerência (não havia distância — ah! essa nossa grande dificuldade — entre o que Ele vivia e o que Ele pregava) e da conseqüência prática das Suas propostas (porque eram palavras que produziam e produzem transbordância). Nos Seus dias e nos nossos, uns O seguem porque querem ser salvos e querem se comprometer com Ele. Muitos têm aprendido que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Salvos são aqueles que experimentar o Seu jugo, que é leve e suave, e descobriram que vale a pena, muito especialmente por Sua companhia ainda conosco, conforme a Sua promessa de que nos acompanharia até à consumação dos séculos.Ilustro a dimensão da companhia com uma experiência real. Um homem, crente em Jesus, entrou literalmente em desespero quando achou ter perdido um documento de grande valor e cujo extravio não poderia ser reparado de modo algum. Ele procurou este documento em sua casa, nos lugares onde esteve, convivendo com duas angústias: a de não saber se tinha realmente perdido o documento e de achar o documento em lugar algum. Foi, então, que resolveu voltar para sua casa, ainda agitado. No caminho, sem explicação, veio-lhe a mente e aos lábios aquela canção que nos chama a agradecer a Jesus por tudo o que nos tem feito. Ele simplesmente não acreditou no que lhe acontecia, mas não reprimiu o canto, embora ainda desconfiado. Então, chegou em casa, onde descobriu que o documento não se perderã. Ele entendeu que era Jesus confortando o seu desnecessariamente agitado coração. Nos Seus dias e nos nossos, uns o seguem em busca de benefícios imediatos, como o leproso da historia narrada pelo evangelista Mateus. [TEXTO BÍBLICO](Mateus 8.1-4)Ora, descendo [Jesus] do monte, grandes multidões o seguiram.E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo:— Senhor, se quiseres, podes purificar-me.E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: — Quero, fica limpo!E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Disse-lhe, então, Jesus:— Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo. Se os ensinos de Jesus fascinam a alguns, a outros provoca rejeição. Há muitos que não O seguem precisamente por causa das exigências do Seu ensino. Ele começou Sua pregação pedindo: arrependei-vos e crede no Evangelho (Marcos 1.15). Aos que se arrependeram e se tornaram seus discípulos, ele exigiu: amai os vossos inimigos! (Mateus 5.44).Jesus não deixa alternativa: para ser salvo, você precisa se arrepender, confessar os seus pecados e aceitar o perdão que Lhe oferece. Se você quiser começar a viver, a viver de modo que vale a pena, esta é a sua escolha: arrependimento e fé, para recebimento da graça.Jesus não deixa alternativa: para ser um seguidor dEle, você TEM QUE amar os seus inimigos, como se isto não fosse um fardo. Se você é orgulhosamente do tipo "comigo é assim" (numa indicação de que você segue a regra do "olho por olho, dente por dente", você está longe de ser um cristão. O seu temperamento não pode governá-lO, porque é a mente de Cristo que você deve querer ter, não sua própria mente. Se o poder de Jesus seduz a alguns, como o leproso da história, outros, que O admiram, não O seguem por não verem este poder em ação, por não aceitarem a loucura da Cruz. Charles Templeton (1915-2001) foi um pregador como Billy Graham, com quem pregou em campanhas evangelísticas. Já assaltado por dúvidas, viu uma foto de uma mãe africana segurando no colo a filha, à beira da morte, por falta de chuvas na região. Ele concluiu que Deus, se existisse, não poderia permitir tamanho sofrimento. Por isto, segundo suas próprias palavras, não cria mais num Deus amoroso, embora cresse em Cristo, sem O adorar. Eis o que, em 1980, ele disse de Jesus, com o que faz coro muita gente: "Jesus foi o indivíduo mais extraordinário da história da humanidade. Para usar uma palavra fora-de-moda, ele foi o maior herói que eu tive na vida. Jesus foi o maior gênio moral da humanidade. Embora eu não seja mais um cristão, Jesus permanece a grande influência da minha vida. Jesus foi o maior revolucionário da história". (SOLBREKKEN, Max. Who Is Jesus Christ? Disponível em <http://www.mswm.org/charlestemp.htm>. Acessado em 30.11.2002) Se alguns não O seguem por considerarem que Jesus é apenas uma personagem da história, sem qualquer eficácia para os dias de hoje, outros se dizem seus seguidores, mas o que Ele realmente é aproxima-se de um poema de Carlos Drummond de Andrade. O poeta mineiro escreveu que sua cidade-natal (Itabira) era um retrato na parede. Para muitos cristãos, Cristo é uma itabira, uma foto na parede, um crucifixo no peito (que, aliás, está em moda). Por isto, vivem vidas mornas, porque vidas jamais incomodadas por Jesus.

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Isaías 46.9-11, 1Timóteo 6.13-16: UM DEUS SOBERANO

UM DEUS SOBERANOIsaías 46.9-11, 1Timóteo 6.13-16 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 12.5.2002 (noite) INTRODUÇÃOTodos nós, cristãos e não cristãos, vivemos em relação a Deus dois tipos de conflito. O primeiro é: como posso crer que Deus seja o Senhor da história, se o que vejo não me leva a pensar nesta direção?Eu vejo nações em guerra, muitas vezes envolvendo superpotências tentando varrer pequenas nações da face da terra. Não há poder que as contenha ou faça produzir uma paz justa.Eu vejo doenças destruindo pessoas, sem escolher idades e classes sociais, mas geralmente sendo mais letais com crianças e pobres, sem que haja uma intervenção capaz de pôr fim ao sofrimento humano.Eu vejo os corruptos se enriquecendo, por meio de ações ilícitas que alcançam os serviços públicos, inclusive os essenciais, sem que haja alguém capaz de impor regras honestas para os negócios.Eu vejo jovens, mas também vejo crianças, esposos, pais, que saem de casa e não voltam porque tiveram suas vidas ceifadas no caminho pelo absurdo de uma bala ou de uma bomba.Eu vejo pais orando pela conversão de seus filhos, sem que elas aconteçam, mesma experiência vivenciada por filhos, cônjuges e avós.Eu vejo cristãos orando pela saúde (inclusive a cura) de amigos e parentes, que acabam morrendo.O profeta Isaías, há 28 séculos, escreveu algo que me põe em conflito com o que vejo. Há 20 séculos um grupo de judeus tementes a Deus preservou seu texto, que acabou descoberto há cinco décadas. Eu leio, traduzindo (a partir do inglês), este manuscrito, que está em completa harmonia com as nossas versões. Eis o que diz o profeta Lembrai-vos das primeiras coisas dos tempos antigos,pois Eu sou Deus, e não há outro;eu sou Deus e outro não há como eu.Narro o fim desde o princípioe conto desde a antiguidade as coisas que acontecerão.Meu conselho permanecerá e eu farei o que me agrada.Chamo do oriente a ave de rapinae da terra distante chamo o homem do meu conselho.O que tenho dito, farei cumprir;o que formei, eu completarei.(Isaías 46.9-11 — Manuscritos de Qumran) O segundo conflito, admitido que Deus existe e é Senhor da história, é como me relacionar com um Deus soberano?A Bíblia o descreve, entre outras qualidades, como bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver (1Timóteo 6.15-16).É possível ao homem relacionar-se com um Deus assim? 2. AFIRMAÇÃO DA SOBERANIA DE DEUSQuero, a partir da Bíblia, especialmente do profeta Isaías e do apóstolo Paulo, ajudar na solução destes conflitos que sei reais, mas conciliáveis, completamente conciliáveis, se, por nenhuma razão, porque Jesus Cristo nos revelou um Deus completo, soberano e amoroso, inacessível e acessível. 1. A soberania de Deus se expressa na criação do mundo.Por meio do profeta Jeremias, Deus declara: Sou eu que, com o meu grande poder e o meu braço estendido, fiz a terra com os homens e os animais que estão sobre a face da terra; e a dou a quem me apraz (Jeremias 27.5).O profeta Isaías apela para a imaginação poética. Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis?Não vos tem sido anunciado desde o princípio?Ou não atentastes para os fundamentos da terra?Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;é ele quem reduz a nada os príncipese torna em nulidade os juízes da terra.Mal foram plantados e semeados, mal se arraigou na terra o seu tronco, já se secam,quando um sopro passa por eles e uma tempestade os leva como palha.A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? (…)Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas?Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.(Isaías 40.21-26) Diante do soberano artista, cabe-nos fazer o que o poeta recomenda: Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou (Salmo 95.6).Acreditar na criação do universo como produto do acaso demanda tanta fé como crer na soberania criadora divina, com a diferença essencial que a existência de Deus tem mudado vidas. 2. A soberania de Deus se expressa na realização do seu plano para a história, mesmo que imperceptível (Isaías 46.10-11). A maior expressão desta soberania foi o envio do Seu Filho ao mundo, na plenitude dos tempos (Gálatas 4.4), isto é, no tempo em que achou o mais próprio.Seu plano continuará até que todas as coisas e todas as pessoas encontrem em Cristo seu ponto de convergência (Efésios 1.10).Não há como não crer que Jesus não existiu. Não há como não crer na Sua divindade. Até os céticos honestos reconhecem: esta divinidade não poderia ter sido inventada. 3. A soberania de Deus se expressa no Seu empenho por nós.Para cumprir seu plano de nos abençoar com a salvação e com a plenitude de vida, estas que são suas principais promessas para conosco, Deus faz com que todas as coisas, boas e ruins, previstas e imprevistas, cooperem para o nosso bem (Romanos 8.28). Leio de novo a promessa: Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Li, para ler a mesma verdade no profeta Isaías. Desde a antiguidade não se ouviu,nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos.(Isaías 64.4-5) O Deus soberano trabalha para aqueles que nele esperam. Podemos querer mais?Temos muitas perguntas sem resposta, mas temos esta: Deus, que deu a Sua vida, para nos salvar, continua a Se empenhar por nós. 3. ATITUDES DIANTE DE UM DEUS SOBERANOQue fazer diante da verdade

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Levítico 8.22-35: CONSAGRANDO-NOS PARA SERVIR

Levítico 8.22-35CONSAGRANDO-NOS PARA SERVIR INTRODUÇÃONo início de Sua revelação ao povo de Israel, Deus separou algumas pessoas para serem sacerdotes. Esses filhos de Aarão eram responsáveis por oferecer sacrifícios a Deus em busca do perdão dos pecados do povo. Eram eles e só eles, então, ministros de Deus.Com o passar do tempo, no entanto, a dinâmica do relacionamento entre Deus e seu povo foi criando outros ministros de Deus, para suprir as várias necessidades religiosas do povo.O termo “sacerdote” ficou exclusivo para um tipo de ministério, que se tornou amplo para incluir os músicos, os porteiros, os metalúrgicos, os reis e os profetas, entre outros indivíduos que se colocavam nas mãos de Deus para ajudar o povo a crescer. O salmista chega a chamar de ministros a todos que fazem a vontade do Senhor (Salmo 103.21). O profeta Isaías espera por um tempo em que o povo de Deus (isto é, todos quanto levam Deus a sério) sejam chamados de sacerdotes e ministros do Senhor (Isaías 61.6).Este tempo chegou com a chegada do Messias prometido. O Novo Testamento radicaliza ao colocar o sacerdócio sob a dinâmica da nova aliança. Todos os cristãos somos habilitados a ser ministros de uma nova aliança (2Coríntios 3.6). Nas palavras do apóstolo Pedro, todos os cristãos somos sacerdotes, porque podemos comparecer diante de Deus para pedir perdão pelos nossos próprios pecados, certos que o sacrifício do Sumo-Sacerdote Jesus Cristo é suficiente para nos reconciliar com o Pai. Por isto, podemos agora oferecer apenas sacrifícios espirituais, não mais corporais, como nos ensina o apóstolo Pedro: também nós mesmos, como pedras que vivem, somos edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecermos sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo (1 Pedro 2.5). Afinal, somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamarmos as virtudes dAquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2.9).Impõe-se, no entanto, por vezes, que muitos cristãos não queremos ser sacerdotes. Lendo a cerimônia solene de consagração dos levitas, como descrita em Levítico 8.22-35, entendemos por que.Há quatro etapas nesta consagração ou ordenação (como Francisco Leonardo Schalkwijk magistralmente nos ajuda a ver, em Confissao de um peregrino: para entender a eleição e o livre-arbítrio. Viçosa: Ultimato, 2002, p. 79-83. Muitas das idéias desta mensagem devo-as eu a essas belíssimas, conquanto curtas, páginas). 1. PURIFICAÇÃOA primeira etapa é a purificação (Levítico 8.22-25). A seguir, [Moisés] mandou trazer o outro carneiro, o carneiro para a oferta de ordenação, e Arão e seus filhos colocaram as mãos sobre a cabeça do carneiro. Moisés sacrificou o carneiro e pôs um pouco do sangue na ponta da orelha direita de Arão, no polegar da sua mão direita e no polegar do seu pé direito. Moisés também mandou que os filhos de Arão se aproximassem, e sobre cada um pôs um pouco do sangue na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito; e derramou o restante do sangue nos lados do altar. Apanhou a gordura, a cauda gorda, toda a gordura que cobre as vísceras, o lóbulo do fígado, os dois rins e a gordura que os cobre e a coxa direita. Hoje o gesto de Moisés, seguindo a instrução de Deus, pode nos parecer estranho, mas precisamos tirar dele o essencial.O grande líder, depois de imolar o carneiro, separado para este fim, tomou o sangue que jorrou do seu corpo e o aspergiu sobre seu irmão Arão e sobre seus quatro sobrinhos. Ele derramou o sangue sobre a orelha, sobre o dedo polegar da mão direita e sobre o dedo polegar (dedão) do pé direito deles. Com isto, ele estava purificando a vida de cada um deles. Orelha, polegar e dedão indicam precisamente as três dimensões da vida cristã: estar pronto para ouvir a Palavra de Deus, pronto para servir ao Deus da Palavra e pronto para seguir o que ensina esta Palavra.A orelha representa a porta de entrada das informações a partir das quais orientamos nossas vidas. A fé, ensina-nos o apóstolo Paulo, vem pelo ouvir (Romanos 10.17), mas a queda também, a Queda original (de Adão e Eva) e as quedas de hoje, também vem pelos nossos sentidos. Se queremos ser puros, precisamos permitir que Deus purifique os nossos ouvidos, para que por eles não entre a tentação.Depois, Moisés também purificou o polegar direito dos sacerdotes. Era com a mão que os sacerdotes abençoavam, realizando todos os seus ofícios sagrados. Era com o dedo direito que seguravam firmes os animais para os sacrifícios e os utensílios para os rituais.O dedo polegar, neste caso, representa aquilo que os seres humanos fazem. Se estivermos purificados, nossas ações abençoarão pessoas. Se nossas intenções forem santas, o que fizermos será santo. O sentido da purificação era este: a partir daquele momento, tudo o que os sacerdotes fizessem seria recebido por Deus como puro.A seguir, Moisés purificou o dedão direito dos sacerdotes. O dedão, como sabemos, é essencial para caminhar. Ao purificá-lo, Moisés quis indicar que eram sacerdotes onde quer que fossem, e não apenas no ofício, estivessem ou não paramentados. Suas vidas ruiriam sem a purificação divina. Moisés quis mostrar também que um sacerdote só permanece em pé pelo poder de Deus na sua vida. Quando o sacerdote confia na força do ritual, seu ofício fica vazio. Quando o ministro confia nas suas palavras, não profere a Palava de Deus. Todos os cristãos são cristãos porque experimentaram este grande momento, quando foram purificados. A esta purificação o Novo Testamento chama de justificação. Pelo sacrifício do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, o Cordeiro da purificação definitiva, fomos tirados da culpa e absolvidos do nosso pecado contra Deus. O sacrifício do Cordeiro da purificação definitiva, não precisa ser mais repetido. A fé o atualiza de uma vez só em nossa vida. Graças a Deus.No entanto, a purificação ou justificação é apenas o primeiro momento, indispensável momento, que não pode ser transformado em ponto de chegada,

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Marcos 8.1-9: JESUS USA OS NOSSOS RECURSOS

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Marcos 10.13-16: JESUS NOS ENSINA A ENTRAR NO REINO DE DEUS

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2006

Apocalipse 2.8-11: A COROA

A COROAApocalipse 2.8-1 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 30.12.2001 (noite) INTRODUÇÃOSer posto à prova faz parte da condição do cristão. Quem escolheu servir a Cristo sabe que tem sido provado.Eles foram (e nós o somos também) provados em todos os territórios. Há três expressões no texto (verso 9) que indicam que as pressões eram psicológicas (tribulação), econômicas (pobreza) e teológicas (blasfêmia). A privação da liberdade, o confisco dos bens e a infiltração de heresias doutrinárias tão sedutoras (parecendo verdadeiras) foram pressões concretas que aqueles irmãos tiveram que enfrentar.Estas tribulação podem ser pensadas como sendo, entre outros aspectos, a frustração de não poder fazer o que queremos, porque não conseguimos vencer as limitações que nos são impostas; a amargura de não dispor de condições financeiras, seja por desemprego, seja por uma remuneração ruim, para fruir uma vida digna ou mesmo para participar mais das causas da Casa de Deus e o inconveniente de ter que gastar tempo em discussão de idéias estranhas que nos afastam de nossa missão de anunciar a graça de JesusO autor chama a estas provas de tribulação. Esta é também a nossa experiência. A tribulação é uma companheira, indesejável companheira, mas companheira. Podemos pensar nesta tribulação como acontecendo no interior dos desejos, sobre os quais há uma forte pressão.A estes cristãos, nestas circunstâncias de vida, Jesus promete a coroa da vida e o triunfo sobre a segunda morte. (Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: “O vencedor de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” — versos 10b,11.) 1. A expressão coroa da vida significa uma espécie de diplomação, ao fim de uma carreira de estudos ou de serviços prestados. No mundo antigo, uma coroa era dada como prêmio por vitórias expressivas. Era também distintiva dos governantes. No plano simbólico, ter uma coroa sobre a cabeça indicava uma vida feliz.1.1. Jó, no auge do seu drama pessoal e familiar, sentiu como se a coroa da sua cabeça tivesse sido arrancada. (Da minha honra me despojou e tirou-me da cabeça a coroa — Jó 19.9.)Neste texto, a coroa da vida não é uma salvação no futuro, pois que a condição para ela não é a fidelidade do homem, mas a fidelidade de Deus, por meio do sacrifício de Jesus Cristo. Quem aceitou este sacrifício ficou livre da culpa: já recebeu a salvação.O que é esta coroa? Se não é a salvação, seria um galardão? Tiago nos ajuda a compreender melhor o seu significado: Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da  vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam (Tiago 1.12)A coroa da vida não é para uns, para os que sofrem por serem cristãos, porque é para todos. A coroa da vida é a entrada na vida eterna.Mesmo que estejamos sofrendo ou venhamos a sobrer por causa do nosso amor ao Evangelho, lembremos que, quando chegarmos no céu, Jesus nos estará esperando para nos coroar. Nos jogos atléticos, só os vencedores recebiam as coroas. Essas coroas  murchavam, porque de folhas, razão porque Pedro (1 Pedro 5.4) chama a coroa a ser oferecida por Cristo de “imarcessível” (isto é, imurchável). Nos jogos olímpicos modernos, só os vencedores recebem as medalhas no pódio, estas de metal resistente, mas não indestrutível. No jogo da vida cristã, todos os salvos recebem a indestrutível coroa da vida eterna. (Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. — 1 Coríntios 9:25)Esta coroa Ele promete a todos que o amam. Como também ensina Paulo, já agora [isto é, desde já] a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda (Timóteo 4.8). Nós podemos tê-la, porque Jesus teve sobre sua cabeça uma coroa de espinhos (Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura. — João 19.2) 2. A promessa da coroa da vida significa que Satanás, que parece estar triunfando, será derrotado. Porque ele roda e ronda por aí, louco para dominar os nossos desejos, nós caímos, mas não ficamos no chão.No caso dos esmirnenses, Jesus garantiu que sua provação duraria dez dias, que, na linguagem apocalíptica, quer dizer que ela seria curta e episódica, não algo para sempre. Não seria uma destruição, mas apenas uma pressão.As demais promessas do texto indicam melhor ainda que os cristãos não serão destruídos, mesmo que morram por sua fé em Jesus Cristo. A coroa da vida lhes serão entregues. Por um curto tempo, o mal pode parecer que venceu. Na dimensão do tempo eterno, o mal já perdeu.Não há nenhuma chance de Satanás vencer. Jesus Cristo já o venceu e nós venceremos com Ele. É uma questão de tempo. E isto se aplica a quem, nesses dias, esteja em dificuldades, por causa ou não do Evangelho. A biografia do cristão não será manchada com a segunda morte. A biografia do cristão poderá até ter um capítulo intitulado “a derrota”, mas, por causa do amor de Jesus por eles (nós), este jamais será o capitulo final. O capitulo final começa com uma foto de uma coroa e termina como esta coroa sendo entronizada na cabeça de quem ama a Jesus Cristo e é amado por Ele. 3. A expressão “segunda morte” é aqui empregada para indicar que os salvos por Jesus Cristo não serão condenados à privação da presença de Deus. Segunda morte é esta privação. Pela primeira todos passaremos. Um dia, no entanto, todos seremos ressuscitados para comparecer perante o tribunal de Cristo. Os cristãos redimidos, no entanto, participaremos de uma apoteose, porque já foram julgados e absolvidos no momento em que foram apresentados a Cristo e o escolheram como Salvador e Senhor. Os cristãos já passamos da morte para a vida. (Em verdade, em verdade vos

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

Apocalipse 2.1-7: A PAIXÃO

A PAIXÃO Apocalipse 2.1-7 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 30.12.2001 (manhã) INTRODUÇÃOComecemos por um truísmo: as vidas de todos nós são feitas de lutas e vitórias. Esta verdade se aplica também aos cristãos de Éfeso. A lista de suas vitórias é extensa, na carta a ela destinada nesta clara seção do enigmático livro de Apocalipse.Aqueles nossos irmãos enfrentaram e desmascararam, por exemplo, alguns falsos cristãos, que se escondiam atrás de identidades igualmente falsas (dizendo-se cristãos sem o serem [eles se dizem apóstolos e não o são]). Nesta luta, travada para defender o nome de Jesus, os efésios demonstraram principalmente a qualidade da perseverança (persistência), virtude que, para desenvolverem, pagaram um alto preço: o sofrimento.Tudo indica, no entanto, que o maior preço pago não foi o sofrimento por Cristo, que este eles suportaram, mas o esgotamento espiritual experimentado. Na sua luta, eles venceram os inimigos de Deus, mas perderam para si mesmos; nós somos nossos piores inimigos.Jesus, então, estimula seus seguidores em Éfeso a verem onde começaram a fracassar e a triunfarem sobre o seu fracasso. Aqueles que vencessem, recuperando o primeiro amor, receberiam o privilégio de comer do fruto da árvore da vida, plantada no paraíso celestial.A promessa se aplica inteiramente aos seguidores de Jesus Cristo na eternidade. Esta é uma certeza que nos deve estimular à perseverança: nós comeremos o fruto da árvore da vida, semelhante àquele que Adão e Eva não deviam ter comido; ao comê-lo, nós alcançaremos a capacidade de conhecer plenamente todas as coisas. Deixaremos de ver por enigma, para perceber tudo claramente. As coisas encobertas deixarão de ser encobertas (Deuteronômio 29.29), porque Deus no-las revelará completamente.Esta promessa, no entanto, tem também uma dimensão atual, podendo ser entendida como uma marca que o cristão deve ter. Quero tomar a promessa da árvore da vida especialmente neste sentido. 1. Para vencer, precisamos saber que lutar é da vida. Pagar o preço é da luta.Todas as promessas desta seção começam com esta expressão: Ao que vencer. A vida é uma sucessão de lutas. A vida cristã é uma epopéia de lutas; ela tem um fim — a vitória — mas é uma luta real, nunca uma luta de videogame.Não há vitória sem luta. Vitória de mão beijada não é vitória. Nós crescemos à medida em que lutamos. Se não lutamos, não crescemos. Deus poderia dar a terra prometida ao seu povo, mas não o fez; antes, capacitou-o para conquistar cada metro da terra que era sua por herança. Para ser proprietário de fato da terra da promessa, Israel teve que conquistá-la.Há pais que tornam fracos os seus filhos por tomarem para si as lutas dos filhos. Há filhos que se acomodam em ver os pais lutando por eles. Filhos assim não crescem, não se desenvolvem, não estarão aptos a viver quando seus pais já não estiveram lutando por eles.Há cristãos buscando um Deus assim: um Deus que dê vitórias sobre vitórias, mas sem nenhuma luta. Há crentes que têm horror a lutar. Se Deus precisar que enfrentem os profetas de Baal, não poderá com eles.Porque nos quer maduros esprititualmente, Deus não luta as nossas nossas lutas, embora nos capacite para participar delas, fortalecendo-nos na força do seu poder. Deus não luta as nossas lutas, mas nos reveste de sua armadura, para podermos ficar firmes e inabaláveis. A recomendação bíblica é que nos vistamos com a couraça da justiça, calcemos os pés com a preparação do evangelho da paz, seguremos sempre o escudo da fé, nos cubramos com o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, com toda oração e súplica (Efésios 6.10-18).Deus está conosco em nossa luta. Suas mãos estão levantadas em nossa direção, para que vençamos, como as de Moisés estiveram, para que seu povo triunfasse na guerra (Êxodo 17.1). Não é nEle que podemos todas as coisas (Filipenses 4.13)? 2. Para vencer, precisamos saber que Deus tem expectativas a nosso respeito.A expectativa dEle é que nós cresçamos.A história da salvação mostra que todo o esforço divino para nos salvar decorre do seu amor por nós. Por nos amar, Deus quer a nossa companhia. Ele não precisa dela, mas Ele a quer. A expectativa dEle é que nós também queiramos a Sua companhia.A expectativa dEle é que nós mantenhamos o nosso entusiasmo por Ele. A propósito, a palavra entusiasmo significa literalmente estar cheio (pleno) de Deus, totalmente possuído por Deus, tomado por Deus.Por isto, é lindo ver um cristão, recentemente convertido. Há brilho no seu rosto, há palavras nos seus lábios. Jesus é o centro da sua vida.É triste, por outro lado, ver um cristão, há muito convertido, mas cujo rosto já não brilha e cujas palavras testemunham de outras paixões. O mais triste é ainda ver um cristão antigo olhar para um novo cristão com um certo ar de desdém:— Ah. Não liga, não. Ele se converteu agora. Está cheio de gás.O ar devia ser outro: ar de arrependimento por não ter o mesmo empenho de outrora. Vale a pena recordar a recomendação do autor (ou autores) da Carta aos Hebreus: O nosso profundo desejo é que cada um de vocês continue com entusiasmo até o fim, para que, de fato, recebam o que esperam (Hebreus 6.11).Dá gosto ler as cartas de Paulo; da primeira à última de suas epístolas, o vigor é o mesmo, o desejo de espalhar o perfume de Cristo permanece inalterado. Eis o que ele disse ao filipenses: O meu grande desejo e a minha esperança são de nunca falhar no meu dever, para que, sempre e agora ainda mais, eu tenha muita coragem. E assim, em tudo o que eu disser e fizer, tanto na vida como na morte, eu poderei levar outros a reconhecerem a grandeza de Cristo (Filipenses 1.20) 3. Para vencer, precisamos saber que a maior das lutas é aquela que enfrentamos no nosso próprio interior.Qual foi o pecado dos efésios? Foi o de terem perdido o entusiasmo. Eles venceram os falsos apóstolos. Triunfaram sobre os nicolaítas. Deram conta

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

Apocalipse 2.12-17: A SENHA

A SENHAApocalipse 2.12-17 Pregado na Igreja Batita Itacuruçá, em 31.12.2001 (noite) INTRODUÇÃOEstá difícil movimentar nossas contas bancárias nos terminais eletrônicos. Para ficar protegido dos ladrões digitais, precisamos gravar tantas informações secretas que acabamos, por vezes, trocando algumas delas. Em alguns bancos, temos que decorar duas senhas: uma com uma porção de números e outra com algumas letras, além de dados pessoais.O pressuposto do sistema é que só nós possuímos as senhas. Há uma interessante correlação com a linguagem apocalíptica. O pressuposto de Jesus Cristo, cujas palavras aparecem nesta carta, é que os seus primeiros ouvintes/leitores sabiam o que era o maná escondido, a pedra branca e o novo nome. Mais que isto, estas expressões traziam aos seus ouvintes/leitores uma mensagem clara de desafio e esperança, completamente contemporânea aos nossos olhos e ouvidos. 1. UMA ADVERTÊNCIA AINDA NECESSÁRIANossos irmãos pergameses ouviram rasgados elogios do seu Senhor (versos 12 a 13). Em Pérgamo, estava o centro do nascente culto ao imperador romano. Resistir tinha um preço muito alto. E eles resistiram. Bom seria que cada um pudesse ouvir de Jesus palavras como estas: “meu servo, gosto de saber que reténs o meu nome, que não negas a fé em mim, mesmo tendo que pagar com a própria vida”. Aqueles nossos irmãos antigos eram vencedores.Havia, no entanto, uma ameaça poderosa, que começava a minar a fidelidade da igreja a Jesus Cristo. Eles toleravam, aceitando como normal, o comportamento de alguns membros da igreja que tinham se tornado balaamitas e nicolaítas. Para entender o balaamismo, temos que voltar ao Primeiro Testamento (Números 22 a 31).Balaão foi alguém que alugou os seus serviços proféticos ao rei Balaque, inimigo de Israel. Num primeiro momento, Balaão, repreendido por uma jumenta, foi fiel a Deus e abençoou o seu povo. Mais tarde, no entanto, ele instruiu Balaque a como levar o povo de Israel à prostituição e à idolatria (Números 31.16). E o povo o seguiu.Quanto ao nicolaitismo, ele aparece aqui como um termo genérico para o libertinismo, que propõe que o corpo e a alma não se comunicam; logo, segundo esta equivocada visão, o cristão está livre para fazer o que quiser com o seu corpo, sem que isto interfira em seu relacionamento com Deus.Nesta carta de Apocalipse, os pergameses cristãos são advertidos a triunfarem sobre estes dois perigos. A advertência permanece contemporânea e somos convidados a sobre eles triunfarmos, pela palavra de Cristo. Quais eram os perigos e como eles ainda nos ameaçam contemporaneamente?Entre os pergameses, alguns cristãos participavam ativamente das festas aos deuses imperiais. Eles não se limitavam apenas a comprar carnes sacrificadas nos templos pagãos, prática liberada por Paulo aos cristãos, desde que as suas consciências não os condenassem, mas se divertiam nos templos, entregando, durante a semana, seus corpos indiretamente à idolatria e diretamente à prostituição. No domingo seguinte, estavam nas casas de culto ao Senhor cantando que “digno é o Cordeiro”.Se não se arrependessem, logo as práticas dos pagãos entrariam nas festas cristãs, de modo que daqui a pouco não haveria diferença entre a festa de um cristão e a festa de um pagão. Daqui a pouco na festa dos cristãos não haveria oração e não se falaria no nome de Jesus. Daqui a pouco na festa dos cristãos nada haveria que indicasse que os seus promotores eram tementes a Deus. Daqui a pouco os cristãos cederiam à pressão e seriam engolidos e devorados pelos pagãos. Passariam de vencedores a vencidos.O problema não era a festa, que era apenas a porta de entrada pela qual Satanás alargaria o seu trono (verso 13a). O problema é que, quando isto acontecesse, o nome de Jesus seria negado e não haveria mais mártires, como Antipas (verso 13b).O problema era a imoralidade tornando-se padrão. O problema era a santidade, de mente e corpo, ser riscada do ideal cristão. O problema era não haver mais diferença visível entre cristãos e não cristãos. 2. O MANÁ ESCONDIDOAs promessas que Jesus faz à igreja de Pérgamo servem também de convite a um estilo de vida realmente cristão. O Senhor da igreja está a dizer: “Meus filhos, vocês são uns vencedores, e vencedores continuarão se comerem do maná escondido que Deus tem para vocês e vencedores permanecerão se retiverem a pedra branca que eu lhes dou”.Há promessa para o futuro, mas o futuro cristão começa sempre agora. A esperança cristã não é uma projeção da saúde, mas uma certeza que mobiliza o nosso presente. Os cristãos não precisavam comer nas festas pagãs, porque tinham, como alimento, o maná oferecido por Deus. Como lemos na Torah (Êxodo 16.33 e outros), durante 40 anos Deus alimentou o seu povo, até chegaram a Canaã, com este cereal do céu (Salmo 78.24), que caía junto com o orvalho da madrugada. Moisés mostrou que, com esta provisão, o Senhor mostrou  não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem (Deuteronômio 8.3).Só o povo de Deus tinha este tipo de provisão, com sabor próximo ao mel (Êxodo 16.31). O seu Deus era diferente, logo o povo de Deus também o era. O povo não podia jamais desesperar, nem mesmo quanto ao seu sustento material.O maná se tornou um memorial permanente para o povo, para que as gerações futuras se lembrassem que seus antepassados foram alimentados diaramente pelo Senhor. A arca da aliança continha um vaso cheio de maná, talvez cozido ou assado para ser preservado (Êxodo 16.33), juntamente com o bordão de Aarão e as tábuas da aliança (Hebreus 9.4).A arca desapareceu e junto com ele a porção de maná nela guardado. É por isto que ele é chamado aqui de maná escondido. Jesus se apresentou como maná, como pão do céu. Disse Ele: Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006
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