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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Mateus 5.4: CONVITE AO CHORO

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Israel Belo de Azevedo dezembro 5, 2006

João 4.7-5.2: O FRACASSO DO AMOR

O FRACASSO DO AMORJoão 4.7-5.2 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 29.6.1998. 1. INTRODUÇÃOTodos buscamos viver de um modo digno, segundo os propósitos de Deus.Todos buscamos agradar a Deus, vivendo em santidade e pureza.Acabamos por imaginar que agradar a Deus se resume a um conjunto de práticas de exaltação do Seu ser. 2. ELOGIO AO AMORQuando amamos, temos Deus habitando em nós (7, 13, 16). Quando não conseguimos amar, é porque Deus não está em nós (8).Não temos uma capacidade própria de amar, mas amor por causa do seu amor que mora em nós, como se fosse uma fonte geradora (9-10,19).Quando amamos, verdadeiramente agimos segundo a semelhança de Deus em nós (11).Quando amamos, aperfeiçoamos o amor de Deus em nós (12).Quando amamos, testemunhamos que confessamos que Jesus é o Filho de Deus e adquirimos uma nova natureza, não mais a carnal, mas a espiritual. (14,15) Esta natureza nos dirige à perfeição aqui na terra e nos lança sem medo à eternidade. (17-18).Quando amamos verdadeiramente a Deus, amamos nosso próximo (20-5.2).O amor a Deus e ao próximo são práticas, portanto, indivisíveis. Se fracassamos numa, é porque fracassamos na outra. E vice-versa? 2. POR QUE FRACASSAMOS NO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO?2.1. Cremos demais no poder da palavra “amor”Falamos do amor como se houvesse poder nessa palavra (João 3.18), poder de transformá-la em ação por ela mesma, sem que nada façamos.Ao mesmo tempo, achamos que nossa palavra não tem poder, ao falarmos o que nos vem à mente, sem medir as conseqüências. 2.2. Acreditamos demais em nós mesmosApreciamos tanto nosso jeito de ser que nos julgamos modelares. Conta a mitologia grega que Narciso  — o belo filho Cefiso, deus dos rios — desdenhou o amor da ninfa Eco. Insatitsfeita com o desprezo infligido a sua protegida, a deusa Afrodite decidiu castigar Narciso fazendo com que pagasse com a mesma moeda. Ela fez que ele se enamorasse de si mismo ao se ver refletido nas águas de um fonte. Narciso, consumido pelo desejo impossível de satisfazer o que inspirava a contemplação de sua própria imagem, desfaleceu lentamente até morrer.Aliás, nisto reside o princípio de todas as fofocas, que são sedutoras porque são prazerosasTemos um conceito errado de nós mesmos (Lc 18.10-14)Ao mesmo tempo, não conseguimos controlar nosso temperamento.Na verdade, amamos visando o interesse próprio. O amor baseado no interesse próprio (como o amor do cão por seu dono) não é genuinamente amor. Este tipo de amor se expressa apenas quando tem recompensa, quando convém.Este tipo de amor nos leva a priorizar a justiça (retributiva).Antes, devíamos priorizar o amor. Queremos fazer justiça. Vivemos julgando os outros.Quando é conosco, queremos que priorizem o amor. Queremos ser compreendidos. 2.3. Temos um conceito errado acerca do próximoEm nossa percepção, ele, para se relacionar conosco, deve ser perfeito, qualidade que não exigimos de nós mesmos. 2.4. Temos um conceito errado acerca de DeusAchamos que Ele julga segundo os nossos padrões.Queremos fazer justiça por ele. 3. COMO TRIUNFAR NO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO?3.1. Em lugar de falar, fazer.Disponhamo-nos a nos transformar de comunidade dos que falam sobre o amor em comunidade dos que se amam. Que tal uma moratória em torno da palavra “amor”? Não falaremos mais. Agiremos e esperaremos que vejam o nosso amor, sem que o declaremos.Lembrarmo-nos das conseqüências de nossas palavras. 3.2. Renunciar a nós mesmo como centro dos relacionamentosPrecisamos aprender a ver as coisas como elas realmente são. Nós somos pó, como temos dito insistentemente. Precisamos negarmo-nos a nós mesmos, como condição indispensável para começarmos a amar. Precisamos parar de nos exaltarmos a nós mesmos. 3.3. Por um conceito novo acerca do próximoBusquemos ter um novo conceito do próximo, para admitir que Deus pode se manifestar por meio do próximo. Aliás, geralmente Deus se manifesta por meio do próximo e não por meio de trovões e revelações. 3.4. O amor que nos atraiApropriemo-nos de que Ele é amor. Para conosco e para com os outros.A essência de Deus é o amor (I João 4.7-8).Este amor nos atrai, qual um ímã.O amor, tanto a Deus quanto ao próximo, deve estar baseado na beleza e na grandeza de Deus. MCDERMOTT, Gerald. O Deus visível. São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 103. Primeiro nos sentimentos atraídos por Ele; então, nós amamos (a Ele e ao próximo). 4. CONCLUSÃOPortanto, santidade tem a ver com o amor ao próximo (diferentemente do que nos ensinam as  teologias…)Nossa meta deve ser olhar o outro com o olhar do outro.Devemos seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual não veremos a Deus (Hb 12.14). 5. APELOS5.1. Para quem se sente atraído por Deus, mas não lhe disse “sim”.  A Bíblia nos convida a confessar a Jesus como Filho de Deus (15). Deus nos tem um grande amor. Se queremos amá-lo, precisamos deixar que este amor nos invada e gere em nós um novo ser.5.2. Para quem se sente fracassado em amar. Precisamos aceitar que o amor não é resultado de nosso esforço próprio, mas uma geração do Espírito habitante de nós.

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Israel Belo de Azevedo dezembro 5, 2006

Apocalipse 2.1-7: PERSEVERANÇA INCOMPLETA

PERSEVERANÇA INCOMPLETAApocalipse 2.1-7 (Da série CARTA A IGREJA 1) Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 26.12.1999 – manhã 1. INTRODUÇÃO[Ao se ouvir uma mensagem, uma boa recomendação é esta: anote ou na própria Bíblia ou num papel. Não confie na memória, se achar que ouviu alguma coisa que valha a pena. Se puder, encomende a fita. ] As cartas imaginárias às igrejas da Ásia são contemporâneas, porque tratam de todos os problemas da igreja, da nossa igreja inclusive. São 7 as cartas, para indicar que se referem a todas as igrejas cristãs (tendo fico de fora as igrejas de Trôade, Mileto, Colossos e Hierápolis, cujas histórias conhecemos pela leitura de Atos dos Apóstolos).Nossa igreja bem poderia estar nesta lista. Qual das cartas lhe diz mais respeito? 2. A QUEM SE FALA? (v. 1a)A carta (como, de resto, todas as sete epístolas) é dirigida à igreja de Éfeso (Itacuruçá) por meio de sua liderança (v. 1a). Éfeso (na hoje Turquia) fora fundada por Áquila e Priscila e por Paulo, tendo tido a Timóteo e João como seus pastores.A igreja é chamada de candeeiro (candelabro, lustre), que sustenta lâmpadas, numa indicação que nenhuma igreja tem luz própria, mas sustenta a luz de Jesus Cristo.O anjo, muito possivelmente, é a personificação da sua igreja. Num sentido, porque a igreja tem (embora não devesse…) a visão do seu pastor. Noutro sentido, porque ele é aquele que intercede pela igreja (embora cada um possa interceder por si mesmo).. 3. QUEM FALA?  (v. 1b)O emissário da carta é Jesus. 3.1. Jesus, Aquele que conserva na mão direita a igreja (sete estrelas, seus líderes, e candeeiros, seus membros). A igreja que segue a Jesus não tem o que temer; Ele a conserva. O crente que está na mão de Jesus não tem o que temer.Você está na mão de Jesus Cristo? 3.2. Jesus, Aquele que conhece a sua igreja.Ele tem relacionamento com a sua igreja, desde que a igreja o permita. Sabe das necessidades da igreja. Acompanha o desenvolvimento da igreja. A verdade se aplica a cada um de nós.Você tem um relacionamento com Jesus Cristo? 4. O QUE ELE FALA ACERCA DA IGREJAEle fala uma série de coisas boas (elogios) acerca da igreja. Jesus é assim: Ele vê coisas boas em nossa igreja. Ele vê coisas boas em nossas vidas. 4.1. Positivamente – 2,3 e 6. Ele aprova o trabalho da igreja  (labor – 2a)Éfeso era uma igreja que trabalhava. Ele aprova as ações de cada um em favor da comunidade, visando o bem-estar dos crentes e dos não crentes. Como foi bom ver tanta gente se envolvendo nas atividades da igreja, até fazendo coisas que nunca fez na vida). Se a carta fosse dirigida a você, Jesus começaria elogiando o seu trabalho? Cada um de nós sabe a resposta. . Ele aprova a perseverança da igreja (2b) Ele aprova nossa clareza de convicções e a nossa disposição de pagar o preço para sustentar estas convicções. Ele aprova nossa persistência no amor a Deus (v. 3), que se manifesta na competência para suportar as provas (mesmo as mais duras) deste amor, sem desânimo. Quantos desanimam por uma questão teológica não resolvida, por um desentendimento entre irmãos, por uma vontade não atendida, por uma maledicência sempre indesejada, por uma visita não recebida, por uma palavra de agradecimento não dada!). Nós precisamos ser fiéis a Deus apesar de nós mesmos e de nossos irmãos. . Ele aprova a fidelidade teológica da igreja (2c, 6)Fidelidade é pôr à prova (ouvir e conferir) tudo o que se diz em nome de Deus se isto provém mesmo de Deus; numa época de tantas ofertas de bens simbólicos (igrejas para todos os gostos; programas para todos os deleites), esta é uma virtude a ser buscada.Por ser assim fiel, a igreja de Éfeso (e a nossa assim deve proceder também) pôde resistir aos nicolaítas, seguidores de Nicolau de Antioquia. Pouco sabemos sobre esta heresia do primeiro século cristão. O mais comum é lhes atribuir o ensino do libertinismo, a crença de, como corpo e alma, não se comunicam, aquilo que uma pessoa fizer no plano corporal (imoralidade, prostituição, etc.) não tem qualquer significado espiritual. Há hoje poucas pessoas que acreditam nisto, mas muitas que praticam isto. Este é o verdadeiro dúplice.Esta doutrina não resiste à verdade bíblica. A atitude da igreja de Éfeso perante os nicolaítas, e seu elogio por Jesus, indica como deve ser o nosso comportamento diante do erro, seja ele de que natureza for. 4.2. NegativamenteApesar de tantas qualidades, a igreja tinha um problema. Éfeso não era uma igreja perfeita. Não existe igreja perfeita. Eu não sou perfeito. Você não é perfeito.Fico imaginando a igreja recebendo aquela carta, pela boca do seu pastor. Sorrisos. Cumprimentos. Palmas. Até o “mas”. Precisamos de ser lembrados que não somos perfeitos…Éfeso tinha abandonado o seu primeiro amor. . ABANDONOAbandono é uma atitude nem sempre deliberada, podendo se constituir numa prática em conta-gotas. Ninguém, por exemplo, abandona deliberadamente a leitura da Bíblia,  mas vai abandonando aos poucos, até se transformar num abandono de fato. É possível, se alguém disser, que houve abandono que a pessoa recusará violentamente a pecha.O abandono é fruto da auto-suficiência e da capacidade humana de olhar apenas para si. Ele jamais se abandona, mas se dedica tanto a si mesmo (e não faltam problemas e projetos…), que não tem tempo, nem interesse, para olhar para o outro.Abandono é desdém; é desprezo. No caso de Éfeso, no entanto, a igreja não tinha consciência deste abandono. E este era o seu mal. Se tivesse consciência (se tivermos consciência), mudaria(mos) (noss)a perspectiva de vida e ação.O que você tem abandonado? Seus velhos? Seus filhos? Seu Deus? Sua igreja? Você diz que não, mas não os tem abandonado?O abandono, por parte de Éfeso, tinha outra faceta. A Igreja fazia tudo para Deus, mas não tinha real interesse (não tinha o coração naquilo que fazia) por Deus. . O PRIMEIRO AMORMuito se tem dito a respeito do significado desta expressão, que o texto não esclarece.Fica-nos

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Apocalipse 2.8-11: O SELO DA VITÓRIA

O SELO DA VITÓRIAApocalipse 2.8-11 (Da série Carta a Igreja, 2) Pregado na IB Itacuruçá, em 26.12.1999 – noite 1. INTRODUÇÃOEsta é a segunda carta, carta imaginária, ditada por Deus. O tema da carta é mostrar a conseqüência da fidelidade a Ele. 2. A QUEM SE FALA. Ao anjo da igreja em Esmirna (v. 8a).A carta é destinada à igreja cristã em Esmirna (hoje, Izmir, na Turquia), cidade localizada a 60 km de Éfeso e com uma população aproximada de 200 mil pessoas à época. 3. QUEM FALA. Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu (v. 8b) 3.1. O Primeiro e o ÚltimoComo em todas as cartas, Quem fala é Jesus Cristo, que aqui se apresenta como sendo o primeiro e o último da história.Nós não somos os primeiros, nem os últimos da história. Na verdade, vivemos no ínterim, entre o começo e o fim. Nossos destinos são geridos pelo primeiro e último, pelo Alfa e pelo Ômega.A vida neste ínterim é feita de alegrias e tristezas, de derrotas e vitórias. Como diz o hino 202 do HCC, Deus é o Senhor destas alegrias e tristeza, derrotas e vitórias. Nossa intranqüilidade diante das dificuldades é natural, por causa de nossa natureza humana; pelo Espírito Sabemos, que o Senhor de todas as coisas nos fará mais que vencedores. Só que até chegar a vitória haja espera e lágrima… Aqueles que perseguem os cristãos não sabem destas verdades. Por isto, eternizam o presente. Eles se acham os primeiros e últimos, como os imperadores romanos, que exigiam ser considerados como deuses. Os príncipes deste mundo, príncipes do dinheiro e dos meios de comunicação, se acham os máximos (como Safra, que pagava 1200 reais por dia a um enfermeiro e morava numa casa blindada e teve o que fim que teve…). Eles não podem ouvir que a Bíblia lembra que apenas Jesus é o máximo. Eu não sou o máximo. Você não é o máximo, embora possa ser bonita/bonita, inteligente, esperto/esperta. Aprendemos neste texto que os perseguidores serão derrotados. Sabemos pela Palavra de Deus que as dificuldades em nossas vidas serão derrotadas pelo Deus de nossas vidas, que é Senhor dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, dos meses, dos anos, dos séculos e dos milênios (que tão freneticamente se quer comemorar a passagem…). Não importa quanto tempo esperemos, se estamos com ele. 3.2. O morto que está vivoQuem fala é Jesus Cristo, aquele que se tornou morto por nós. Ele esteve morto. Seu tempo no tempo da morte foi algo passageiro. A afirmação definitiva é que Ele está vivo. Ele triunfou sobre a morte..Quando o apóstolo Paulo diz que nada nos pode separar do amor de Cristo, ele põe a própria morte nesta categoria (Rm 8.31-39).Jesus não é só Aquele que veio, como cantamos no Natal, mas Aquele que virá, porque vivo está. Por ocasião do Natal, um jornal prometeu um fascículo sobre o “homem” que mudou a história. O resumo está incompleto: o homem-Deus (ou, melhor, o Deu-homem) que mudou a história. Não podemos perder a perspectiva de Jesus é Deus, completamente Deus, conquanto completamente humano. Este é um dilema que nem sempre temos conseguido resolver.O Jesus humano é Aquele com Quem podemos aprender a viver, pelo seu exemplo e pelos seus ensinos. O Jesus Divino é Aquele em Quem podemos confiar e esperar, porque, vencedor da própria, pode nos garantir a vitória, sobre todas as dificuldades da vida, até sobre a morte, sempre na Sua (jamais na nossa) perspectiva. 4. O QUE SE FALA9 Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás.10 Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Jesus descreve as dificuldades por que passava e ainda passaria a igreja de Esmirna. Há um crescendo trágico na lista de sofrimentos. 4.1. Sofrimento na área social (tribulação)Jesus conhecia a tribulação por que passava a comunidade cristã de Esmirna.A palavra “tribulação” quer dizer esmagamento (como uma pedra enorme sobre um corpo pequeno), forte compressão (sobre um corpo até tirar seu sangue, sua vida). A igreja estava sendo esmagada pela perseguição governamental do Império Romano.Esmirna experimentou as conseqüências de sua fidelidade. Um de seus líderes, Policarpo, foi uma mártir da verdade.Há ainda hoje sociedades em que a fé em Cristo como Salvador é proibida. Os batistas brasileiros não são permitidos como missionários em alguns desses países. Por isto, são usados missionários autóctones ou mesmo fazedores de tendas (como jogadores de futebol).Em nosso contexto ocidental, não temos perseguição propriamente dita, mas pressão, pressão dos meios de comunicação, pressão dos grupos de que fazemos parte. É politicamente correto dizer-se que tudo é verdade, que todas as religiões são certas. Afirmar que Jesus Cristo é o único Salvador é algo inaceitável. Como ficam as outras religiões — perguntam. O relativismo teológico faz com que tudo é sólido se desmanche no ar.É politicamente incorreto exigir-se um padrão moral das pessoas. O lema é: cada um deve agir segundo a sua consciência. O relativismo moral põe tudo na conta do indivíduo, que as vezes não agüenta o peso. Qual o problema de quem se ama manter um relacionamento sexual com o amado, mesmo antes do casamento ou até mesmo junto com outro casamento. Cada um tem que saber o que é melhor para si. O relativismo não tem o que dizer quando a menina, especialmente a menina, tem que pagar o preço de sua liberdade; aí ela fica sozinha. O relativismo não tem uma palavra que lhe ajude…O sistema de valores deste mundo é uma máquina de moer cristãos verdadeiros. Para afirmar os valores de Deus nós temos que estar preparados. 4.2. Sofrimento na área econômica (pobreza)Jesus conhecia a pobreza por que passava a comunidade cristã

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Apocalipse 2.12-17: UM NOME QUE SE MANTÉM

UM NOME QUE SE MANTÉMApocalipse 2.12-17 (Da série: Carta à Igreja, 3) Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 31.12.1999. 1. INTRODUÇÃONesta terceira carta imaginária de Jesus Cristo, Ele destaca o valor da Verdade e da Santidade diante de um universo de idéias e práticas, nem sempre de acordo com a Sua Palavra. 2. A QUEM SE FALAA epístola é dirigida aos crentes de Pérgamo (hoje Bergama), localizada a 90 km de Esmirna. A cidade era conhecida por seus muitos templos aos deuses pagãos e aos imperadores romanos.A preocupação do autor pode ter um outro sentido. Pérgamo era grande produtora de pergaminho. Feito de pele de animal, o pergaminho, inventado, segundo a tradição, pelo rei de Pérgamo, Eumenes II (195-158 a.C.), era o papel da época, meio pelo qual as idéias se difundiam.Nela estava o trono de Satanás. Possivelmente, a partir do contexto do livro, a expressão decorre do fato de a cidade ser a capital do culto ao imperador em todo o Império. De certo modo, a cidade deu início a este tipo de culto e o mantinha junto com outras idolatrias, como a adoração ao deuses Esculápio e Zeus. O primeiro templo dedicado a um imperador (Augusto) foi edificada nesta cidade em 29 a.C. Esta era, sem dúvida, a grande ameaça aos cristãos, como vimos no contexto de Esmirna (Policarpo), pelo uso da força que se faria para a preservação do culto.Os pontos de encontro com a nossa época são imensos. Também vivemos numa cultura em que se cultuam diversos deuses pagãos, embora sem o título de deuses, mas assumindo tal função. Igualmente, nosso tempo é de exacerbação das idéias, com o desenvolvimento intelectual sendo colocado no panteão da mentalidade humana contemporânea.Neste sentido, podemos repetir as palavras de João, segundo o qual o mundo jaz no maligno (1Jo 5.19). Sim, nosso mundo prefere os valores opostos aos valores de Deus. Isto foi verdade no século 20 e o será no século 21. 3. QUEM FALAIsto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas. (v12b, 13a) 3.1. Quem fala é Jesus Cristo, “Aquele que tem a espada aguda de dois gumes” (12b)..Entendemos melhor a expressão, lendo Apocalipse 1.17, onde somos informados que, na visão que João teve, saía da boca de Jesus uma espada de dois gumes.Espada de dois gumes é a imagem bíblica para a Palavra que sai da boca de Deus. Ela tem dois gumes, um para cortar o crânio e alcançar a mente e outro para penetrar o coração e tocar as emoções. É pela Palavra de Deus que nossas mentes aprendem a verdade que jamais seriam capazes de alcançar. Por ela, nós vemos as coisas como as coisas são. É ela que nos motiva a agir. (Stedman)Neste sentido, ela não volta vazia; ele corta a nossa mente, se o que nos afasta de Deus, é a razão; ela corta o nosso coração, se o que nos afasta de Deus são as emoções. Deus ainda fala hoje, por muitos meios, mas especialmente por sua Palavra impressa. Se Ele nos fala por meios outros, temos que cotejar todas as verdades com a Verdade da Sua Palavra impressa. Ele não a fez imprimir para ficar guardada na poeira de uma estante, mas para ser gravada, versículo após versículo, no interior de cada um de nós.Por meio da Bíblia, Deus nos fala à mente e ao coração. Não precisamos ter medo dela, embora ela nos corrija. Antes, devemos nos fundamentar nela, se queremos conservar a verdade de Deus conosco. Devemos meditar nela, se queremos que Deus nos fale à alma.Deixemo-nos penetrar pela espada de dois gumes. Leiamos a Bíblia, começando por amanhã. 3.2. Quem fala é Jesus, Aquele que sabe onde e como vivemos.Sei onde habitas (v.13a). Quem fala é Aquele que sabe que travamos uma guerra espiritual contra os pelotões do mal. Ele nos vê na trincheira lutando por Sua verdade, que abraçamos como nossa. Deus conhece o mundo em que vivemos. Ele sabe o quão difícil é ser fiel a Ele. Este “sei onde habitas” quer dizer: “Não fique apavorado, pensando que está sozinho, porque eu estou ao seu lado. Eu sei onde você mora e sei que a barra é pesada. Firme-se em mim”.Os cristãos que merecem este nome estão sitiados pelo mundo. No entanto, Jesus visita as suas igrejas e as conhece, como conhece as sociedades em que vivem. “Sei onde você habita” quer dizer: “Conheço a trincheira onde você está lutando por mim e você não lutará sozinho. Continue na luta!”. Quem fala é Aquele que sabe quais são as nossas necessidades. Por estes dias, uma irmã se lembrou de uma mensagem proferida aqui. Nela eu mencionava que uma pessoa me perguntara se Deus se interessava por nossos problemas quotidianos enquanto estourava uma guerra fratricida na Bósnia. Quando essa nossa irmã passou por uma dificuldade, ela disse que Deus lhe ajudaria a superar a adversidade, ao que uma pessoa fez a mesma observação. A irmã, então, me disse que se lembrou desta referência. Eu lhe perguntei como terminou a história. O problema foi resolvido.Embora não seja muito racional um Deus se preocupar com nossos problemas, o fato é que Ele se ocupa. A Bíblia nos diz que Ele se importa. Nossa experiência de vida confirma que Ele se interessa. 4. O QUE SE FALA4.1. PositivamenteSei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita (v. 13).As duas qualidades dos cristãos de Pérgamo eram reter o nome de Deus e manter a fé mesmo na adversidade. O próprio enunciado destas virtudes indica o caráter de Deus e o nosso: Deus reconhece nossos méritos e não somos uma nulidade. Ele nos fez como os mais lindos poemas de sua grande criação (Sl 8.5; Ef. 2.10). Aqueles cristãos retinham (conservavam) o nome de Jesus. Seu nome é Ele mesmo. Diante do perigo próximo,

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Apocalipse 2.18-29: ENTRE DOIS COMPROMISSOS

ENTRE DOIS COMPROMISSOSApocalipse 2.18-29 (Da série Carta a Igreja, 4) Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 2.1.2000 – manhã 1. INTRODUÇÃOA quarta carta fala muito de perto ao nosso quotidiano. 2. A QUEM SE FALAA epístola é imaginariamente destinada aos cristãos de Tiatira (hoje Aquizar), cidade localizada a 65 km de Pérgamo. Das cidades das cartas, ela se destaca por seu intenso comércio e por suas inúmeras associações de profissionais (corporações, próximas das cooperativas de hoje). Lembram-se de Lídia, que comercializava tecidos em Filipos? Ele era de Tiatira (At 16.14).Muitos cristãos participavam destas corporações. Eles tinham que participar para sobreviver. Eram elas que ditavam as regras do comércio e propiciavam os negócios. Fora delas não havia possibilidade de sobrevivência.E este era o problema de Tiatira. Essas guildas (associações) exigiam muito de seus associados. Exigiam, por exemplo, que aceitassem suas regras comerciais e que participassem do seu estilo de vida, regado a festas idolátricas e orgiásticas. 3. QUEM FALAIsto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente (v. 18b). 3.1. Quem fala é Jesus, o Filho de Deus.Jesus afirma a sua divindade, uma reivindicação rara, mas necessária por aquilo que haveria de dizer. A religião cristã será verdadeira enquanto afirmar que Jesus é Deus. Quando abrir mão desta verdade, será uma religião qualquer, condenado a desaparecer. A divindade de Jesus dá ao cristianismo seu verdadeiro caráter, desde sua origem até sua glorificação, quando for levada em triunfo para o mundo celestial. Ela tem que proclamar a Jesus, nunca a si mesma. 3.2. Quem fala é Jesus, Aquele que tem olhos de fogo.Jesus se apresenta como tendo olhos de fogo. Seus olhos faíscam de raiva diante do pecado e brilham de amor diante do pecador. Não há pecado que seus olhos não possam consumir; não há pecador que Ele não possa transformar.Como cantou o poeta, ele esquadrinha o nosso andar e o nosso deitar e conhece todos os nossos caminhos. Ele viu a nossa substância ainda informe (Sl 139.3,16). Seus olhos de fogo nos penetram, para nos corrigir e para discernir nossas necessidades mais profundas. 3.3. Quem fala é Jesus, Aquele que tem pés de bronze reluzente.Jesus se apresenta como tendo uma botina de bronze reluzente, com a qual é capaz de julgar (pisar) todos os seus inimigos, e todos os nossos inimigos, por mais poderosos que possam parecer.Por mais ardilosos que sejam os esquemas humanos, ele os rompe. Por mais fascinantes que sejam as propostas humanas, ele não sucumbe. Podemos calçar estas botas para resistir aos esquemas e para esmagar as propostas que nos chegam como ondas poderosas ou como canções sedutoras. 4. O QUE SE FALAConheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras. (v. 19) 4.1. PositivamenteTiatira era uma igreja espetacular.Tinha ela quatro marcas que poucas igrejas podem sustentar hoje: amor, fé, serviço e perseverança. Será que nossa igreja mereceria um elogio destes da parte de Jesus?Mais que isto, a igreja crescia espiritualmente, que é o crescimento que interessa. Seu amor levava ao serviço; sua fé lhe levava à perseverança. Claro: se você ama a Deus, você cuida das pessoas. “O sinal de que você ama é a sua disposição em servir” (Stedman). Se você tem fé, você persevera, porque sabe que Deus está no controle de todas as coisas.Como todos se envolviam a igreja crescia. Vida cristã é progresso. Jesus elogia o progresso da igreja, ao dizer que as últimas obras nas quais estava empenhada eram mais efetivas do que as primeiras. A igreja de Tiatira não se contentou com seu passado, mas se aplicava no presente.Eis um exemplo para nós. Estamos perto de completar 64 anos. Isto diz muita coisa, que até aqui Deus nos abençoou e buscamos ser fiéis a Ele. No entanto, não podemos viver do passado, das glórias de ontem. Temos que fazer viva nossa história hoje. Devemos recordar o que já foi feito, por nós ou por outros, e fazer melhor.Precisamos crescer numericamente, financeiramente, arquitetonicamente. Em termos de números de membros estamos estagnados há muitos anos. No ano passado, batizamos * pessoas. É muito pouco.Em termos financeiros, absolutos e relativos, estamos andando de lado. O número de contribuintes é o mesmo há muito tempo: 313 pessoas, e somos 900 membros, contribuem a cada mês. Este número não sai disto. Os recursos financeiros nos limitam. Temos muita coisa para fazer, como adotar missionários no Brasil e no mundo, mas não temos dinheiro; como ampliar nossas obras sociais, na área da saúde e da educação, mas não temos dinheiro. Arquitetonicamente estamos limitados. Este templo é bonito, mas não cabe nossos ministérios. Temos que usar salas do Colégio Batista (e não sabemos até quando!) para ensinar a Bíblia dominicalmente. Temos que usar o estacionamento do Colégio Batista (e não sabemos até quando!) para parar nossos carros. Nosso templo não comporta muito mais do que somos. Bom seria termos recursos financeiros sobrando para climatizar o santuário.Precisamos crescer espiritualmente (que redundará nos outros tipos de crescimento), com mais gente lendo a Bíblia, com mais gente se comprometendo com os padrões bíblicos para a vida, com mais gente intercedendo uns pelos outros, com mais gente contribuindo financeiramente para a obra de Deus por meio da igreja, com mais gente se envolvendo na obra de evangelização, com mais gente se interessando pelos outros.A igreja de Tiatira crescia. Seja este o nosso caminho também. Que nosso amor, nossa fé, nosso serviço e nossa perseverança cresçam a olhos vistos, para a glória de Deus. Ao dizer isto, estamos dizendo que você, que é a igreja, cresça em amor, em fé, em serviço e em perseverança, para a glória de Deus.Vida cristã é progresso. 4.2. NegativamenteMas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos;e

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Apocalipse 3.1-6: UMA VIDA DE FAZ-DE-CONTA

UMA VIDA DE FAZ-DE-CONTAApocalipse 3. 1-6 (Da série CARTA À IGREJA, 5) Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 2.1.2000 – noite 1. INTRODUÇÃOSe pudéssemos definir, numa só expressão,  a comunidade cristã de Sardes, esta seria: a igreja do faz-de-conta. 2. A QUEM SE FALASardes era uma cidade ainda marcada pela destruição, pois que fora atingida por um terremoto devastador no ano 17. O imperador Tibério a isentou de impostos por cinco para que fosse reconstruída. Ao final do século, já era considerada uma cidade onde se vivia bem, até com luxo. A cidade ficava a 60 km de Tiatira e por ela passavam importantes estradas imperiais.Os irmãos de Sardes não tinham os judeus a lhes acusar. Não tinham nenhum grupo herege a minar suas bases. Não havia por ali nenhum falso apóstolo ou nenhuma autoproclamada poFetiza a dividi-los.De tal modo vivia aquela igreja que era simplesmente ignorada, como se não existisse. 3. QUEM FALA Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas. (v. 1b) Não por caso, Jesus se apresenta aos irmãos de Sardes como Aquele que tem os sete espíritos e as sete estrelas de Deus.No Apocalipse, os sete espíritos são o símbolo da plenitude do Espírito Santo. Aquela igreja precisava viver do Espírito, que só Cristo pode conferir.As sete estrelas são o símbolo da presença constante de Cristo por sua igreja. Aquela igreja precisava se lembrar que Jesus era seu Senhor.Se queremos viver, precisamos do Espírito Santo. Se queremos ser relevantes, para nós mesmos e para os outros, temos que nos lembrar que Jesus é nosso Senhor e que Ele quer cuidar de sua igreja, que somos nós. Que bom saber que onde e como quer que estejamos uma das pontas da Estrela de Cristo pode nos iluminar, nos alçar e nos alcançar. 4. O QUE SE FALADe Sardes Jesus começa apontando seu erro, mas reconhece virtude nela. 4.1. Negativamente Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. (…) Porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus. (vv. 1b, 2b) O juízo de Jesus sobre os sárdios é curto e grosso: “vocês parecem que estão vivos, mas estão mortos”. Aquela igreja era, na verdade, contra todas as aparências, um cemitério espiritual. O cemitério é um lugar bonito, especialmente as alas das familias ricas, mas ali não há vida. Ninguém quer ir para esta beleza, feita de lápides, casas, árvores e sombras.Eles estavam mortos e não sabiam… Aliás, os mortos não sabem que estão mortos. Não davam frutos e não sabiam… Não tinham o poder do Espírito Santo e não sabiam… . Eles estavam escondidos atrás do nome de “cristãos” que ostentavam, mas não eram discípulos de Cristo.Sardes tinha nome, tinha até prestígio, mas era tudo fantasia. Não havia vida real nela. A igreja tinha nome de cristã, mas não era cristã.A propósito, o nome cristão começou de fora para dentro. O nome surgiu já em Antioquia (At 11.26). A palavra é latina e não grega: “cristiani”, em que o sufixo “ani” designa os partidários de alguém. Os cidadãos de Antioquia criaram o termo. Havia na cidade um grupo de pessoas que andavam aos bandos adulando o imperador Nero e eram chamados de Augustiani. O nome era, portanto, uma sátira.Quando Paulo se encontrou com Herodes Agripa II, este debochou de sua argumentação, nos seguintes termos: “Por pouco me persuades a fazer-me cristão” (At 26.28). A terceira e última aparição do termo na Bíblia em 1Pé 4.16: “mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome”.[Aliás, o nome batista também surgiu na Inglaterra do século 17 como um deboche, porque nossos ancestrais só batizavam adultos, mesmo que já o tivessem sido anteriormente. Eram então referidos como batizadores ou simplesmente batistas.]É triste, portanto, que o termo tenha caído no descrédito. O cristianismo se tornou uma religião mundial e muitos foram tornados cristãos sem o serem e muitos se consideram cristãos sem o serem. Tanto é verdade que em língua inglesa se prefere o termo “believer” e na portuguesa a palavra “crente” (que é muito genérica) para designar os cristãos verdadeiros e não meramente nominais (no nome apenas).Como disse Calvin Miller, muitos cristãos são cristólatras, mas não realmente discípulos. Nós somos chamados a ser discípulos, que são testemunhas constantes e buscam a presença de Cristo. Os cristólatras buscam a felicidade. Os discípulos ousam disciplinar-se a si mesmos, visando fruir a felicidade do crescimento em Cristo. Os cristólatras são escapistas em busca de um atalho para o paraíso. Como os viciados em drogas, eles estão tentando tomar uma dose para fugir da depressão.A igreja de Sardes era formada não de discípulos, mas de cristolátras. E você? Você é um cristão ou um cristólatra? Seja um cristão! Eles estavam escondidos atrás das atividades que desenvolviam, mas não amavam a Deus e ao próximo.Talvez se auto-elogiassem. Olha, como cantamos! Olha, como distribuímos cestas aos pobres! Olha, como o culto hoje está cheio! Possivelmente, a igreja transmitisse seus programas pelo rádio e pela televisão e certamente tinha uma página bem interativa na internet.Ali tudo funcionava.Os bancos estavam sempre limpos. As escadas de acesso tinham passadeiras e corrimãos. Ninguém reclamava do serviço de som. O pregador usava recursos audiovisuais para não cansar a platéia.A ordem-de-culto era linda, com tudo previsto. Havia poucos batismos, mas era tudo muito bonito. A Ceia do Senhor, celebrada uma vez por ano, era marcada por muita simbologia e beleza, além de uma fina decoração.As contribuições financeiras permitiam que a igreja desenvolvesse seu trabalho sem grandes dificuldades.À porta, seu pastor orgulhosamente recebia cumprimentos e mais cumprimentos por sua igreja. Gostei muito! Adorei! Estava muito gostoso! Que maravilha!As outras igrejas invejavam Sardes: sua freqüência, seu orçamento, seu templo, sua ordem-de-culto, sua participação denominacional. Sardes tinha um nome respeitável. Quando algum de seus membros iam visitar outras igrejas, recebia palavras de admiração. Ah! Você é de Sardes! Como, então, Jesus, o que tem as sete estrelas, não via tudo isto acontecendo? Aquela era uma igreja

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Apocalipse 3.7-13: UMA IGREJA DE VISÃO

UMA IGREJA DE VISÃOApocalipse 3.7-13 (Da série CARTA À IGREJA 6) Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 9.1.2000 – manhã 1. INTRODUÇÃO 2. A QUEM SE FALAA igreja de Filadélfia (hoje Alasehir, na Turquia) era a mais nova de todas as sete da Ásia menor. Localizada a 45 km de Sardes, fora fundada 250 antes (150 a.C.) pelo rei Atalo, de Pérgamo, cujo apelido era Filadelfo (“aquele que ama o irmão”).Perto de 80 anos antes da história desta carta, a cidade foi destruída, junto com Sardes e outras cidades das proximidades, por um terremoto. Tibério César ajudou a reconstruir a cidade, que passou a se chamar Neocesaréia, em sua homenagem.Não por acaso, Filadélfia significa amor fraternal ou aquele que ama a seu irmão e também não por acaso é uma igreja apresentada como sem mácula. Todos os comentaristas destacam o fato de que é única apresentada como tal. 3. QUEM FALAIsto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre. (v. 7b) 3.1. Jesus é Aquele que é santo.Ele o único ser moral perfeito. Seu caráter não tem mácula ou falha. Seu convite é que sejamos perfeito como Ele é perfeito. [Como já disse aqui em relação à santificação,] nossa perfeição consiste em buscar a perfeição. Jesus é Aquele que é verdadeiroEle é aquele que é e por Quem todas as coisas existem. Ele é o único que realmente é o que diz ser. Não podemos ser a verdade absoluta, mas podemos buscá-la. Devemos buscá-la. Devemos perseguir o alvo de ser aquilo que nós somos, pelo menos aquilo que nós achamos que nós somos, porque não nos conhecemos de modo absoluto. 3.3. Jesus é Aquele que tem a chave de Davi. A expressão “chave de Davi” vem de uma experiência antiga. O rei Ezequias tinha um administrador de seu palácio, de nome Sebna, que foi substituído por Eliaquim. Quando recebeu a função, dele disse Deus: “Porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro; ele abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá. (Is 22.22)No contexto de Apocalipse, a expressão significa que Jesus Cristo tem autoridade sobre todas as coisas. O Mal não tem autoridade sobre nós, a menos que a aceitemos.Jesus tem uma autoridade cósmica sobre nós, pois, no final dos tempos, todos nos dobraremos diante dEle. Mais que isto, Ele pode ter uma autoridade individual sobre nós, desde que a aceitemos. 4. O QUE SE FALAConheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo.Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra. (vv. 8-10) 4.1. Uma igreja forte. Jesus sabe que a igreja em Filadélfia era “fraca”. Ela se reconhecia fraca, tendo, portanto, uma visão correta acerca de si mesma. Sua fraqueza, no entanto, não era a fraqueza da derrota, antes, era a convicção de que as oportunidades eram mais do que ela podia atender, mas ela não deixava nenhuma oportunidade sem resposta. Filadélfia era uma igreja atenta às oportunidades.A percepção da fraqueza é a verdadeira força. Quando invertemos impiamente esta lógica, a nossa força se torna a nossa fraqueza. Por isto, Jesus disse àquela igreja: “Coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar porque você reconhece que é fraca e se firma do poder do meu nome”. Aquela Igreja descobriu o poder do Espírito Santo e vivia por Ele. . As oportunidades não surgem como grandiosas, mas como pequenas. [Tempo de pequenas coisas, cf. F.F. Soren, citando Zc 4.10.] Jesus começou com 12. Nossa Igreja começou com * e hoje tem quase 1000.Temos mania de coisas grandes. Os jovens têm um programa todo terceiro sábado: “Embarque nessa” está pequeno, mas precisa continuar. Queremos fazer um sábado também para os adolescentes. Se vierem 20, estará ótimo. Daqui a 10 anos, se nós insistirmos, teremos 200.Não desprezemos o dia das coisas pequenas ou dos humildes começos. . Gostamos de nos achar especiais quando entrar por uma porta. Se alguém nos fizer uma crítica, fechamos correndo a porta. Os filadelfos não fecham as portas sob nenhuma hipótese. Ninguém pode fechar. Se as oportunidades eram grandes, não eram também fechadas por isto. Se as oportunidades eram espinhosas, não provocavam desistência. Ali não se fechava porta. Eu me lembro de uma discussão no Clube Jovem, nos anos 70, quando a igreja tinha várias classes de educação formal (eu mesmo fui professor) e de formação profissional. Um comentário era: esses rapazes vão sujar os banheiros. Essa é uma forma de fechar porta. 4.2. A visão de uma igrejaPor vezes, algumas igrejas se debruçam sobre aquilo que se convencionou chamar de Planejamento Estratégico. Um de seus componentes é a visão, que é aquilo que a igreja pretende alcançar. No versículo 8 nós temos a visão de uma Igreja cristã. . É uma igreja que entra pelas portas abertas por Jesus, indo ao encontro dos sem-Deus, sabendo que aqueles que ligar/desligar na terra serão ligados/desligados nos céus, conforme a autoridade que lhe foi dada por Jesus (Mt 16.19). Uma igreja de visão assume a responsabilidade que lhe pertence. . É uma igreja que estuda a Palavra, vive pela Palavra e proclama a Palavra. . É uma igreja que confessa a Jesus como Senhor, sem o negar. O poder do Espírito Santo só é dado à igreja que guarda Sua palavra e não nega seu nome. Nenhuma igreja pode desenvolver o seu ministério se não levar a sério essas duas missões primordiais.Deus nos planta sua Palavra em nossos corações;

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Apocalipse 3.14-22: UMA IGREJA RICA

UMA IGREJA RICA Apocalipse 3.14-22 (Da série Carta à Igreja, 7) Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 9.1.2000 – noite1. INTRODUÇÃO[Final da série. Frustração pelo pouco tempo para um aprofundamento. Cada carta, na verdade, merece uma série.]A igreja de Laodicéia provocava náusea em Jesus. 2. O QUE É SER MORNOSer morno é viver sem propósito, sem um alvo. Viver assim é como fazer uma viagem sem saber o destino.Quem não tem propósito não tem entusiasmo. O morno jamais vence, mas também jamais perde. Nunca será um vencedor e nunca será um perdedor, porque jamais lutará por algo.A mornidão tem muito a ver com a nossa época, em que se foram todas as bandeiras. Até a rebeldia dos adolescentes é sem causa. [Woodstock 99, destruição pela destruição, como mostrado pela MTV.]Por isto, é importante lembrar qual é o alvo de nossas vidas: louvar a glória de Deus (Ef. 1.14).O morno de caracteriza por três marcas: 2.1. SatisfaçãoO morno está SATISFEITO com a vida que leva. Ele não percebe a sua pobreza/cegueira/nudez espiritual. O satisfeito chega a ter orgulho de sua vida (Ah! se todos fossem como eu sou!)No plano profissional, o morno leva uma vidinha e acha que está bem. Jamais ousa mudar.No plano espiritual, o morno vive para o rito (o importante é que as coisas estejam acontecendo, não importam como!), como se religião fosse apenas uma série de obrigações ou solenidades. 2.2. IndiferençaO morno é INDIFERENTE ao toque de calor renovador do Espírito.O morno é aquele para quem nada importa. Quando Jesus bate à porta, deve ser para alguém da casa/igreja, nunca para ele. 2.3. ClaudicânciaO morno é CLAUDICANTE, escravo de uma vida de conveniência.O morno coxeia entre o frio e o quente, tomando compromissos sempre pela metade. Ele será quente “quando for possível”e “se for possível”. 3. O CONVITE DE CRISTOCristo, que é o Amém, isto é, fiel quanto ao que diz ser e promete fazer por nós, pelo que pode dar conselhos, nos pede: 3.1. Comprar dEleEle parte de pressuposto que somos compradores/consumidores (alguns, consumistas assumidos) e pede que compremos dEle, como se Ele fosse o Vendedor favorito (só compramos dEle). Não temos nossos vendedores e nossas lojas/marcas preferidas? 3.1.1. Comprar ouro refinadoEle nos oferece ouro de máximo quilate.Não nos pode faltar a verdadeira riqueza, que o apóstolo Pedro diz ser a fé, fé em Deus e em Sua Palavfra. Fé que vem de Jesus (1Pe 1.7). Ouro refinaod é a imagem para a verdeira riqueza, não a material. 3.1.2. Comprar roupa brancaRoupa branca, como já vimos, é símbolo de redenção. Comprar/vestir roupa branca é ser salvo, redimido. Demanda arrependimento; conversão.Há muitos aqui que dizem seguir a Cristo, mas veste roupas que não foram ainda lavadas pelo sangue do Cordeiro. 3.1.3. Comprar colírioO uso do colírio permite ao crente perceber sua condição espiritual (pobre/cego/nu) e perceber a verdade da riqueza de uma vida segundo o Espírito de Deus.O uso do colírio permite ao crente deixar-se disciplinar/ensinar por Cristo. 3.2. Abrir a portaO fato de Jesus estar à porta indica que Jesus está do lado de fora. O cristão nominal é o cristão cuja vida Cristo está do lado de fora. Felizmente ele está à porta batendo, louco para entrar.O fato de Jesus estar à porta indica que há saída. Você pode deixar de ser amargo. Você pode passar a viver sem medo. Você pode se livrar da tentação da indiferença. Jesus está estacionado à porta da sua casa. É como se estivesse buzinando seu carro e convidando.Porta aberta significa vida com propósito, sem mornidão. Vida rica, vida de visão, vida de plenitude. Porta fechada significa vida sem propósito, totalmente morna. Vida miserável.Se a porta se abrir, Jesus vai entrar para cear, para fazer com que você fique em chamas, em chamas por Cristo. Alguns vão chamar a isto de fanatismo. Que chamem!nudez da autosuficiencia.Você precisa abrir a porta. Jesus não a abre. 4. CONCLUSÃONossa igreja pode ser um clube, onde as pessoas têm deveres e prazeres, mas nunca têm compromisso. Nossa igreja pode ser uma casa, onde Jesus entra a hora que quiser para morar. Que tipo de igreja você tem ajudado a edificar?

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006

Lucas 7.36-50: JESUS NOS PERDOA (UM MONÓLOGO)

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Israel Belo de Azevedo dezembro 3, 2006
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