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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Êxodo 13.17-22: A HISTÓRIA DE UMA SAÍDA

A HISTÓRIA DE UMA SAÍDAÊxodo 13.17-22 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 23.4.2000  – manhã)) 1. INTRODUÇÃO1. 1. Narrativa histórica da Páscoa (enquanto saída) judaica (Ex 13 e 14)1.2. A Páscoa é a síntese do modo como Deus age conosco e como nós devemos proceder em nossas vidas. 2. O NECESSÁRIO DESERTOAssim como não levou Jesus para a glória, sem antes fazê-lo passar pelo Gólgota e pelo sepulcro, Deus nos faz caminhar pelo deserto.Foi assim no Êxodo: (17) Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito; (18a) mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho, e os filhos de Israel subiram armados (arregimentados) da terra do Egito.A experiência do deserto é uma experiência necessária.Diante de nossa tendência à busca das coisas fáceis, Deus nos empurra para as coisas como elas são: densas, tensas, sérias, difíceis, profundas. Só assim compreenderemos a vida como ela é. Deus sabe que buscamos evitar as lutas (como no caso do Êxodo, ao ver a guerra a ser travada, o povo hebreu sentiria a tentação do fácil — a volta para o Egito — esquecido da tragédia que foi sua vida lá). Gostamos de ser protegidos das coisas como elas são, e quando elas vêm, acabamos derrotados por elas. As experiências verdadeiras nos tornam mais próximos do Deus verdadeiro, não dos deuses feitos à nossa imagem-semelhança; dos outros, como eles são, e de nós mesmos, como nós somos.Só as experiências verdadeiras — sejam elas dolorosas ou não — são valiosas e nos levam a ter comunhão com Ele. A religiosidade não pode ser uma mentira. Se a vida é dura, a vida é dura, e é nela que nos desenvolvemos como pessoas e como cristãos.Nós precisamos do deserto. Ao mandar Seu povo para o deserto, onde peregrinaria por quadro décadas, antes da chegada ao destino, Deus não estava brincando ou mostrando o Seu poder. Ele estava ensinando seu povo a viver.Você já caminhou pelo deserto? Não deseje. Se o deserto lhe vier (por falha sua ou pelos erros dos outros), tire o maior proveito da experiência. Cresça. Você está caminhando no deserto? Procure sair para Canaã, mas enquanto isto, tire o maior proveito da experiência. Cresça. Não fique superficial a vida toda.Para crescer no deserto, você precisa ter em mente, pelo menos, dois cuidados:1. Você precisa aceitar que Deus permitiu (ou mesmo determinou) sua entrada no deserto. Pode ser uma enfermidade, que Deus permitiu. Pode ser um desemprego, que Deus permitiu. Pode ser a conseqüência de um erro, que você cometeu e agora paga as suas conseqüências. Pode ser um casamento tenso, em que uma das partes não investe o suficiente para a superação das dificuldades, e você não vê a saída. Seja o que for, saiba que Deus está no controle e que haverá uma saída. Houve uma saída para o povo de Israel, mesmo que o seu horizonte fosse apenas um mar salgado.2. Você precisa estar preparado para a caminhada no deserto. O livro de Êxodo informa que o povo entrou no deserto armado ou arregimentado (v. 18b). O povo não sabia tudo que iria enfrentar (como ninguém de nós sabe como vai ser a próxima semana de nossas vidas), mas estava preparado. Estava em posição de guerra, se a guerra viesse; estava em condições de se defender, se isto fosse necessário. O povo contava com o cuidado de Deus, o mesmo Deus que lhes instruíra a ter cuidado. Descansar em Deus não é pedir que Ele faça o que pediu que nós fizéssemos. Deus não nos trata como a mãe que arruma a cama do seu filho.Viver é lutar e devemos estar preparados para a luta. A maioria de nós perde as guerras por despreparo, seja ele espiritual ou intelectual, moral ou racional.Em seu relacionamento com o Seu povo, Deus era preciso no que esperava. Ele o indica claramente: Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem.E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. (Ex 14.15-16) Há hora de clamar a Deus e hora de marchar. Há hora de esperar que Ele estenda a sua mãe e hora de nós estendermos as nossas.Jesus passou pelo deserto da morte (túmulo), tendo chegado a pedir a Deus que lhe livrasse dela. Por que não podemos passar também pelo deserto? \Passemos e cresçamos. 3. A COMPANHIA GARANTIDADeus nos manda para o deserto, mas vai conosco.(19) Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; e vós haveis de levar daqui convosco os meus ossos. José, que levara sua família para o Egito e ali constituíra um povo, experimentou em sua vida, atribulada e vitoriosa, a mão de Deus. Por experiência própria, sabia que Deus continuara com o seu povo e tinha certeza que o Egito não era o lugar do seu povo. Ao pedir aos descendentes que levassem seus restos mortais com eles, estava afirmando a sua esperança. Fez o mesmo que Jeremias que, diante de um exército que chegava para pisar, grilar e destruir, declarou, pela fé em Deus, ainda se compraria casas e se cultivaria vinhedos naquela terra (Jr 32.15), para a qual todos só viam desolação.Sem esperança (esperança num Deus que age, que cumpre suas promessas), não teremos prazer em cultuar, não teremos força para lutar.Os fatos narrados a seguir indicam a visitação (a companhia, a sustentação) esperada por José. Nas quatro décadas seguintes, Deus esteve com eles. Ele não nos manda sozinhos para o deserto. 20 Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do deserto. 21 E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

1Pedro 1.3-9, 4.12-19: O PODER DAS PROVAÇÕES

O PODER DAS PROVAÇÕES 1Pedro 1.3-9, 4.12-19 Pregado na IB Itacuruçá, em 30.7.200 – manhã 1. INTRODUÇÃO Vivendo numa sociedade anti-cristã, os leitores da 1 Epístola de Pedro estavam sendo maltratados por chefes perversos (2.18), chateados por cônjuges incrédulos (3.1,6), ridicularizados por vizinhos e amigos céticos (4.14) e ameaçados pela perseguição religiosa (4.12-18) capitaneada em nível mundial pelo imperador Nero. Apesar disso, aqueles cristãos deviam viver exultantes, com alegria indizível e cheia de glória (v. 9). É assim que devemos nos portar, os cristãos de hoje. Nossa situação se assemelha aqueles cristãos, a quem Pedro chamou de estranhos ao mundo, por ter recebido a salvação (quando o mundo continua perdido) e por ser diferente a sua forma de encarar a adversidade (ao recebê-la como parte da vida). Pedro expõe a força e a fraqueza das provações. 1Pedro 1 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo; na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória,  alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. A alegria do cristão deriva do fato de sermos escolhidos por Deus; de sermos estranhos neste mundo, uma vez que não somos propriedades deste mundo que geme, mas membros da família de Deus que exulta; de sermos santificados pelo Espírito Santo; de sermos lavados no sangue de Jesus, nosso Cristo e Senhor; de sermos objetos da misericórdia de Deus o Pai; de termos nascido de novo; de termos uma viva esperança, porque garantida pela ressurreição e ascensão de Jesus Cristo, e de termos uma herança viva, que jamais perece, porque guardada no céu. Este conteúdo, com todas as suas conseqüências na vida do cristão, só pode provocar nele exultação, que não é um sorriso apenas, mas uma alegria “escandalosa”, como a de uma torcida quando seu time faz um gol. 2. A NATUREZA DA PROVAÇÃO A Bíblia usa duas palavras para uma mesma idéia: tentação e provação querem, intercambiavelmente, se referir a uma prova ou teste por que passa o crente. 2.1. Ser tentado x cair em tentação Há uma diferença entre . ser tentado/provado, que em si não é pecado, pois o próprio Jesus o foi, mas não pecou. Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hb 4.15) . e cair em tentação ou fracassar na prova, que é pecado Não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. (Mt 6.13) Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26.41).   2.2. Tipos de tentação Podemos, pois, falar em quatro tipos de tentações/provações: PROVAÇÕES NATURAIS Tratam-se de adversidades decorrentes de quebras, conscientes (costumes atentatórios à saúde; infrações de regras do bem-viver ou de trânsito) ou inconscientes (que são infrações a leis desconhecidas) da natureza, contra as quais temos que lutar e usar, quando possível, para o nosso crescimento. Não podem ser atribuídas a Deus ou a Satanás. [Deus] faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. (Mt 5.45b) Entre as leis, há as leis sociais de uma sociedade decaída e carecida da glória e da graça de Deus. Quando o cristão as quebra, pode pagar um preço. Elas são uma decorrência da fidelidade a Deus e infidelidade ao mundo. Em certo sentido, elas são naturais para os que buscam viver em santidade. As provações mencionadas em 1Pedro 1 estão nesta categoria. Não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse. (1Pd 4.12) PROVAÇÕES HUMANAS Tratam-se de ações de outras pessoas, com força de sedução sobre nós, sejam intencionais (como no caso de todos os tipos de pornografia, para a qual a indústria e um comércio) ou não-intencionais (assumidos como estilos de vida). Paulo fala deste tipo de tentação/provação. O erro de uma pessoa pode nos seduzir e se nos constitui em fonte de tentação/provação. Se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado (Gl 6.1) Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana. (1Co 10.13a) PROVAÇÕES SATÂNICAS Tratam-se de tentações demoníacas intencionais, para nos seduzir ou como um esforço dele de medir forças com Deus, como no caso de Jó. Por isso também, não podendo eu esperar mais, mandei saber da vossa fé, receando que o tentador vos tivesse tentado, e o nosso trabalho se houvesse tornado inútil. (1Ts 3.5) Jesus foi objeto deste esforço destruidor do mal. [Jesus] esteve no deserto quarenta dias sentado tentado por Satanás. (Mc 1.13) Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.15) Só as provações de origem satânica podem adequadamente ser chamadas de tentações. Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (Tg 1.13-14) PROVAÇÕES DIVINAS Tratam-se de testes à nossa fé, para nosso crescimento, enviados por Deus. Deus fez isto com Abraão, quando lhe pediu Isaque. Deus fez com Paulo, quando

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

1Timóteo 6.6-12: SANTIFICANDO O DINHEIRO

SANTIFICANDO O DINHEIRO1Timóteo 6.6-12 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá em 20.8.2000 – manhã. 1. INTRODUÇÃOA relação de boa parte de nós com o dinheiro é uma relação de amor e ódio, amor porque queremos tê-lo, ódio porque não conseguimos tê-lo.Desde que inventaram o dinheiro (dos metais preciosos pesados ao papel-moeda que não se mede mais tem seu valor), corremos atrás dele. As chamadas civilizações se tornaram muito complexas por causa do dinheiro, especialmente porque é impossível viver sem ele.Nem mesmo Jesus viveu sem dinheiro, embora não tivesse uma casa própria. O Novo Testamento informa que havia um grupo de mulheres que pagava as suas contas, assistindo-lhe com seus bens. (Lc 8.1-3 — Logo depois disso, andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e iam com ele os doze, bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios, Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Susana, e muitas outras que os serviam com os seus bens)A Bíblia fala de dinheiro em 648 capítulos (com os termos dinheiro, bens, riqueza, moeda, prata e ouro). Os dois capítulos mais ricos da Palavra de Deus sobre o assunto são Eclesiastes 5.10-20 e 1Timóteo 6.6-12. Hoje vamos considerar o segundo, tendo o primeiro no horizonte. 2. UMA TEOLOGIA PARA O DINHEIRO1. O dinheiro é algo que Deus nos entrega para o nosso bem estar.Deus nos proíbe dizer, como aprendemos no Deuteronômio: “A minha força e a fortaleza da minha mão me adquiriram estas riquezas”. Sua recomendação é outra: que nos lembremos que Ele nos dá força para adquirirmos riquezas (Dt 8.17-18). O dinheiro não nos é dado para nele confiarmos, mas sua concessão deve aumentar nossa confiança em Deus.O sábio do Eclesiastes ensina que Deus nos dá, por meio do trabalho, riquezas e bens, bem como poder para fruir deles. Quanto ao homem a quem Deus deu riquezas e bens, e poder para desfrutá-los, receber o seu quinhão e se regozijar no seu trabalho, isso é dom de Deus. (Ec 5.19).O dinheiro é algo que vem por meio do trabalho. Numa sociedade injusta e corrupta como a nossa, há muitas pessoas tentando ganhar dinheiro fácil sem trabalhar, seja por meio da corrupção, seja por meio do jogo, jogo promovido por organismos federais, como as loterias. Tem sido tentador ganhar dinheiro por meio do jogo.Apesar das “inspirações” em contrário, o trabalho é a fonte do dinheiro. Ademais, é bom lembrar que o trabalho é algo bom para a saúde. Não importa a idade. Por isto, se não precisa mais de dinheiro, ofereça-se para ser voluntário. 2. Devemos nos empenhar para ganhar dinheiro, mas sem lhe fazer um altar.Precisamos de dinheiro para suprir nossas necessidades. Por isto, devemos definir quais são elas. O dinheiro não é um fim em si mesmo. O sucesso com o dinheiro conquistado depende do estabelecimento de prioridades, que Paulo relaciona como sendo a satisfação de nossas necessidades (v. 8), as quais variam de pessoa para pessoa, de família para família. Paulo pensava apenas no alimento e no vestuário. Na vida complexa, que é a nossa, precisamos pensar em saúde, moradia, estudo e lazer.É a atenção ao princípio negativo que o dinheiro não é um fim que torna possível ao cristão ser próspero sem ser mundano. Nosso exemplo deve ser o de Abraão, de quem ninguém podia dizer que tomara o que não lhe pertencia.. Abrão, porém, respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra, jurando que não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu, nem um fio, nem uma correia de sapato, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão (Gn 14.22-24)Nosso exemplo deve ser o de Samuel, que cuja honestidade seus contemporâneos não podiam duvidar.. Eis-me aqui! testificai contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido. De quem tomei o boi? ou de quem tomei o jumento? ou a quem defraudei? ou a quem tenho oprimido? ou da mão de quem tenho recebido peita para encobrir com ela os meus olhos? E eu vo-lo restituirei. Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém.(1Sm 12.3-4) A colocação do dinheiro no altar da vida, ensina o apóstolo Paulo, produz dor (v. 10), porque é laço (v. 9)É muito comum dizer-se que o dinheiro não é bom nem mal e que tudo depende do uso que fazemos dele. Podemos dizer que ele é apenas um instrumento de troca entre as pessoas. Em certo sentido, isto é verdade.No entanto, quando olhamos para a história da humanidade e para nossas histórias individuais, percebemos que as coisas não são assim tão simples. O dinheiro não é neutro. Há um mal intrínseco nele. E o mal é precisamente este: quanto mais o temos, mais o queremos, porque mais dependemos dele.Como disse Foster, por trás do dinheiro, há forças espirituais invisíveis, forças estas que são sedutoras e enganosas, forças estas que exigem devoção. O dinheiro, portanto, exige lealdade, que só devemos a Deus.Se é verdade que nossas vidas requerem dinheiro, também o é que o dinheiro requer nossas vidas. Eis algo que não podemos permitir: que o dinheiro requeira a nossa vida. Esta foi a advertência de Jesus para o chamado jovem rico.É por isto que o Mestre nos alerta que ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. (Mt 6.24) 3. Devemos desfrutar do dinheiro com humildade e cuidado. O dinheiro não nos faz diferentes do que somos, já que nada levaremos desta vida. Quando vamos ao cemitério, compreendemos esta verdade. Os familiares podem até fazer jazigos suntuosos, mas seu morto não diferente do morto da cova simples.Neste texto, o apóstolo Paulo nos lembra que nossa prioridade deve

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

Êxodo 18.1-7: MOISÉS FILHO, MOISÉS PAI

MOISÉS FILHO, MOISÉS PAIÊxodo 18.1-7 Pregado em na Igreja Batista Itacuruçá, em13.8.2000 – manhã 1. INTRODUÇÃOOs erros e acertos de Moisés são convites aos nossos acertos. 2. MOISÉS, FILHOA história do nascimento e adoção de Moisés revela claramente o mundo familiar de uma época, mas também a natureza da vida familiar. 2.1. É difícil criar filhosComo é difícil criar os filhos, em qualquer época! Naquela, o nascimento era proibido. Há lugares no mundo, como o China, em que a quantidade de filhos é planificada. Há países em que quem tem filho é premiado. Há lugares no mundo em quem tem filha (mulher) é punido. Nosso mundo, em relação à vida em família, não é pior nem melhor que o antigo Egito.Quem tem filhos vive sobressaltado, por causa da violência de nossas cidades.Quem tem filhos vive preocupado, por causa da falta de perspectivas profissionais.Quem tem filhos vive ansioso, por causa da relativização dos valores que não podem ser relativizados.Como a família de Anrão e Joquebede, temos nossos dramas como pais. 2.2. O amor ousa para salvar os filhosComo todo bebê, Moisés era lindo. Mas não foi por isso que sua família o protegeu da polícia do Faraó. Se ele fosse feio (e nenhum neném o é), receberia o mesmo cuidado.O cuidado representou um enorme risco. A operação podia não dar certo, mas foi levada a cabo porque não havia outra saída.Neste ínterim, a família fez como todas: toma as suas providências (enviando Miriam para observar e agir) e põe-se em oração. Joquebede certamente (embora o texto não o explicite) ficou em casa de joelhos. Não é assim que uma mãe faz quando seu filho não chega em casa. 2.3. Deus cuida de nossas famíliasA adoção, a estranha adoção, por parte de Faraó do menino hebreu mostra que Deus está no controle da história. Ela abençoou a ousadia dos pais e Moisés, cujo nome quer dizer “tirado das águas”, foi tirado da morte. 3. MOISÉS, PAIDepois de receber o poder para realizar a missão que Deus lhe confiara, Moisés mudou-se com sua família para o Egito, deixando a casa do sogro (4.20)No caminho, sua esposa Zípora tomou a iniciativa, que pertencia ao pai, de circuncidar Gerson, seu filho mais velho (4.24-26).Eles ficaram algum tempo no Egito, mas, com as dificuldades, Moisés decidiu enviar a esposa e os dois filhos de volta para Midiam, para a casa de Jetro.Muito tempo depois, estando já a caminho de Canaã, onde nunca chegariam, o sogro lhe trouxe os filhos, já adolescentes, e a esposa, para a retomada da vida familiar. Jetro teve o cuidado de dar algumas orientações ao genro (que raramente as querem) sobre como proceder em seu trabalho, inclusive para preservar a família, porque no ritmo em que Moisés trabalha, ela logo seria destruída (18.1-27). 3.1. Equívocos do pai MoisésComo pai, Moisés cometeu alguns equívocos, que servem de advertência a nós, pais. 1. O pai Moisés colocou a missão (que Deus lhe dera) acima de sua família.Deus não realiza uma obra destruindo sua própria errada. A primazia será sempre a família. O contrário disto é uma inversão contra a ordem do Pai. Deus, que criou a família, nunca nos pede algo que contrarie seu próprio plano. É a família, não o trabalho, a igreja, a escola, o lugar que Deus providenciou para a nossa realização.Por vezes, em nome do trabalho, seja ele qual for (mesmo eclesiástico), abandonamos nossa família, num estranho paradoxo. Agarramo-nos ao trabalho, na feroz luta pela sobrevivência, e soltamos nossa família, porque nos arrebentamos de trabalhar.Precisamos de equilíbrio, equilíbrio que Moisés  não teve. Não podemos esquecer de trabalhar pela família. Não podemos esquecer de conviver com a família. 2. O pai Moisés se esqueceu da aliançaEnvolvido no trabalho, Moisés se esqueceu que sua aliança com Yahweh incluía a circuncisão. Como iria chegar ele ao Egito, onde se encontraria com o seu povo, do qual se encontrava afastado, sem circuncidar Gerson?Por vezes, trabalhamos tanto que não sabemos porque estamos trabalhando. O trabalho não é um fim. O fim é o bem estar de nossas familias, que nos inclui e ao nosso cônjuge e filhos. O trabalho é um meio para o alcance deste fim.Por vezes, quando recebemos alguma missão de Deus, nós a executamos com tanto afinco que nos esquecemos do Comissionador, o que torna nosso trabalho absolutamente sem valor. É para Ele e por Ele que fazemos. Não para nós e por nós. 3. O pai Moisés delegou a tarefa de educar seus filhos à esposaZípora teve que circuncidar seu filho. É possível que no caminho a esposa lhe viesse advertindo, mas ele foi empurrando para depois. O Egito estava chegando e Moisés não agia. Não acontece assim conosco. Nós, pais, somos geralmente muito relapsos. Quando sabemos de algum problema, nossas esposas já os resolveram há muito tempo…Zípora fez algo que não lhe cabia; por isto, ficou tão revoltada. Zípora não era hebréia. Ela aprendeu a amar o Deus dos hebreus e a respeitar a aliança com Ele, que ela tornou sua. Aliás, quantos cônjuges, convertidos tardiamente, se empenham mais na vida cristã que seus esposos ou esposas mais antigos na fé.Moisés errou em delegar a tarefa da educação religiosa à esposa. Esta é uma tarefa para os dois. 3.2. Os acertos de MoisésComo pai, Moisés cometeu alguns acertos, que servem de exemplos para nós, pais. 1. O pai Moisés reconhecia que seus filhos eram bênçãos de DeusMoisés tinha a plena consciência que suas realizações eram realizações de Deus (18.9-12). Do mesmo modo, tinha certeza absoluta que seus filhos eram bênçãos do Senhor para ele e sua esposa.Os nomes que deu aos meninos o revelam. Ao mais velho, chamou Gerson (“exilado”), porque lhe nasceu quando estava em terra estrangeira. Com isto, o pai queria dizer: mesmo na dor do Exílio, Deus me abençoou e me deu uma companhia. Ao mais novo, chamou Eliezer (“Deus é minha ajuda”). Com isto, o pai reconhecia que, mesmo no sofrimento da distância do seu povo, Deus veio em seu socorro e lhe trouxe alegria

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

Lucas 10.38-42: O PRAZER DE SERVIR

O PRAZER DE SERVIRLucas 10.38-42 Preparado para ser pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 1.10.2000 – noite  1. INTRODUÇÃOEstou certo que as mulheres não gostam muito deste texto. Ele nos passa uma impressão de depreciação do trabalho em geral e do trabalho das mulheres em particular. A maioria das mulheres, especialmente as secretárias, está mais para Marta do que para Maria.No entanto, este é um texto com um olhar bem feminino, embora escrito por um homem, um médico. Há alguns indícios a destacar este olhar feminino, os quais devem levar as mulheres a serem mais justas com a Bíblia.Primeiramente, uma mulher (Marta) é apresentada como chefe de um lar. Há no Brasil muitas mulheres responsáveis pela direção e pelo sustento das suas famílias.Em segundo lugar, a mulher Marta é apresentada como alguém que gostava de hospedar. Não só recebeu a Jesus em casa como se preocupou em lhe preparar vários pratos.Em terceiro lugar, a sua irmã Maria é apresentada como uma discípula de Jesus, numa época em que às mulheres eram reservados papéis em que o uso da inteligência não era essencial.A propósito, duas mulheres numa casa (não sabemos se a esta época o irmão delas, Lázaro, já estava morto) lembra o fato de que a profissão de secretária é uma profissão feminina. Já tive secretários, mas a maioria é do sexo feminino, sem grande protestos dos homens…De qualquer modo, o texto apresenta duas atitudes opostas em relação à vida e em relação a Jesus. Uma corria de um lado para o outro, para que nada lhe faltasse. A outra ficou sentadinha ao lado de Jesus, para não perder nada do que dissesse. 2. OS ERROS DE MARTAMarta era uma mulher de valor. Trabalhadora como ninguém, sabia receber alguém em casa com muita competência.No entanto, o perfil dela traçado é negativo. Conquanto tivesse qualidades, faltavam-lhe algumas virtudes essenciais, as quais se aplicam à nossa vida em geral e a vida cristã em particular. 1. Marta trabalhava muito (parabéns!), mas na hora errada. Talvez, se Jesus avisou que chegaria, lhe tenha faltado planejamento; talvez sua casa estivesse a maior bagunça. Daqui a pouco Jesus iria embora e ela não teria absorvido nada da sua presença. O erro de Marta não foi trabalhar, mas trabalhar na hora errada.Muitos agimos assim. Os estudantes sabem muito bem disso. Eles têm a triste mania de só estudar na véspera da prova ou de só começar a fazer o trabalho quando está em cima da hora, tendo que varar noites. Uma fez recebi um trabalho do aluno com um bilhete, onde me pedia que considerasse o fato de que o terminara já de madrugada. Eu apenas respondi: “Cada um trabalha na hora que gosta”.Faltou sabedoria de vida a Marta, como nos falta também por vezes. 2. Marta trabalhava muito (parabéns!), mas com uma atitude errada. Ela não trabalhava cantando; ela trabalhava reclamando. Quando viu sua irmã estudando com Jesus, não se conteve e tentou usar o próprio hóspede para corrigir a irmã. Marta se achava uma vítima e queria justiça.A atitude de Marta em relação ao trabalho não lhe permitia ter uma boa relação com ele. O trabalho lhe era um fardo.Talvez se parecesse com aqueles empregados que não tiram o olho do relógio na hora da saída… A atitude inadequada de Marta a estava levando a um estresse enorme. Precisamos de atitudes corretas em relação ao trabalho para que não nos seja um peso.Tem gente que faz do seu ambiente de trabalho (seja uma fábrica, um escritório, uma sala ou a própria casa) um verdadeiro inferno. Talvez você seja vítima de colegas assim. Talvez você seja o responsável por este tipo deletério de ambiente. Pare de reclamar do seu trabalho. Enquanto você tirar dele seu sustento, seja grato por o ter. Transforme seu ambiente de trabalho em um lugar agradável para você e para os seus colegas.A disposição de Marta acabou comprometida por sua atitude inadequada. 3. Marta trabalhava muito (afinal alguém tem que trabalhar!), mas trabalhava mais do que o necessário. Talvez ela fosse daquelas que, em casa, fazem mais comida do que o necessário, compram mais refrigerante do que o necessário. Vocês conhecem alguém assim?Marta se deixou consumir pelo trabalho. A vida se lhe escapou, por falta de tempo para fruí-la.A sua ansiedade incontrolada impediu que ela equilibrasse sua vida entre o trabalho e o descanso, entre o trabalho e o estudo. Ela não tinha tempo para estar aos pés de Jesus, aprendendo com ela. Ela não teria tempo para fazer um curso sequer de especialização.Marta não aprendera que há tempo de trabalhar e tempo de descansar, tempo de acumular dinheiro auferido com o trabalho e tempo para desfrutar deste dinheiro. A vida da maioria de nós é dura, mas sempre haverá uma forma de fruir a vida. Quem puder viajar, que viaje. Há gente que acumula, acumula,  acumula, para nunca desfrutar, para nunca fazer a viagem que sempre sonhou. Quem puder jantar fora, que jante. Não é pecado entrar num restaurante. Pecado é não entrar. Mesmo que você viva sempre na escassez, há passatempos que não custam nada. Passeie. Leia. Ouça música. Converse. Coloque o trabalho no seu devido lugar. 4. Marta trabalhava muito (ainda bem!), mas ela não perguntou a Jesus o que Ele queria que ela fizesse. Na linguagem empresarial contemporânea, Marta não pergunta ao cliente qual era o seu desejo. Ela queria agradar ao chefe, mas não observou o que Ele não gostava, nem Lhe perguntou. Jesus queria pouco e Marta queria oferecer muito. Talvez Ele não quisesse comer e ela gastava tempo na cozinho. Talvez ele quisesse apenas descansar e ela lhe enxia de cuidados.Acontece que queremos agradar a Deus pelo que é conosco e lhe fazemos uma série de coisas, sem lhe perguntar se o que estamos fazendo está bem para Ele. 3. A ESCOLHA CERTA DE MARIAMaria entra na história em segundo plano. Só depois ela vem para a cena. Ela era apenas a irmã de Marta. Esta condição não a incomoda. Antes, ela tira partido

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

João 8.12: JESUS, A LUZ QUE SALVA

JESUS, A LUZ QUE SALVAJoão 8.12 Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, no dia 2.7.2000 – manhã) 1. INTRODUÇÃOA declaração de Jesus (“Eu sou a luz do mundo”) foi feita no templo de Jerusalém, por ocasião da Festa dos Tabernáculos., festa destinada a recordar aos judeus sua caminhada pelo deserto, quando foram iluminados por uma coluna (chama) de fogo durante a noite.Jesus estava, nesse momento, no chamado Pátio das Mulheres, que dali não podiam passar, porque as áreas tidas como mais santas estavam reservadas aos homens. Ao se apresentar assim, quebrou mais uma convenção das trevas, a da desigualdade entre as pessoas de sexos diferentes.Este Pátio era iluminado por grandes candelabros (lampiões gigantes), que eram acesos ao cair da noite. Sua luz iluminava todo o templo e era vista em toda a cidade.Durante todos os dias da Festa dos Tabernáculos, quando eram acesos, os anciãos dançavam e convidavam o povo a celebrar ao Senhor que os conduzira pelo deserto até à terra prometida. Neste contexto, Jesus se apresenta como a luz do mundo e luz da vida.Quando diz “Eu sou”, Jesus manifesta sua existência eterna, como Luz eterna que participou da criação do mundo. Quando se apresentou como Luz, Jesus conhecia o conceito comum na época entre as religiões de mistério. Para eles, e para muitas pessoas ainda hoje que seguem religiões de mistério de escopo gnóstico, a salvação consiste em o homem permitir que sua luz se encontre com a Luz divina e haja uma fusão entre elas.Para ser salvo, o homem deve se expor à luz divina, impessoal e energizada. Esta exposição ativa suas energias internas e faz com que ele se aperfeiçoe. Quanto mais exposto tiver, mais perfeito será. Deus não é um ser pessoal que veio ao mundo e morreu por todos. Antes, é uma luz difusa, que o homem deve buscar. Não é Ele que vem ao encontro do homem; é o homem que, pelo conhecimento e pela razão, que se aproxima dele, até se diluir nele.Talvez por isto mesmo João se refira a esta Luz 29 vezes em seu Evangelho, para mostrar que tipo de Luz é Jesus Cristo.Assim, a belíssima declaração do Messias que veio é, ao mesmo tempo, uma certeza, uma promessa e um convite.Trata-se de uma certeza. Quem segue a Jesus não vive de si mesmo e não vive para si mesmo.Trata-se de uma promessa. Quem segue a Jesus tem a luz da vida.Trata-se de um convite. Quem segue a Jesus deve ser luz para o mundo. 2. A CERTEZANossa certeza é que Jesus é a luz do mundo e quem O segue não vive nas trevas. 2.1. O Verbo-luzQuem o disse foi o mesmo que se apresentou a Moisés em meio a uma tocha de fogo iluminada como “Eu sou o que o que sou”. Deus não disse o seu nome porque um nome não abarca toda a Sua natureza. Jesus agora diz: “Eu sou o que sou, isto é, a luz do mundo”. Esta é a síntese da Sua natureza. De que mais precisa o mundo, senão de luz e da luz de Jesus?Quando a Trindade criadora, o Filho inclusive, começou a obra do cosmos, começou iluminando-o para lhe dissipar o caos. Ao fazê-lo, doou à natureza a essência do seu ser, que é luz.Ao recriar o mundo com Sua presença salvadora, apresentou-se como a verdadeira luz que ilumina os homens (Jo 1.9) e dá sentido às suas vidas, como disse João: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens (João 1.1-4) Por isto, Deus pôde dizer: Haja luz. Por isto, houve luz. 2.2. Limites da luz humanaPodemos compreender melhor a declaração de Jesus, iluminando-a com a afirmação do salmista:Em ti, oh Deus, está o manancial da vida.Na tua luz, vemos a luz.(Salmo 36.9) Jesus e o salmista nos mostram (como pregou Walter Maier, nos pródromos da Segunda Guerra Mundial) a falácia segundo a qual a razão humana é capaz de irradiar luz suficiente para guiar os homens em meio às sombras da adversidade e que esta mesma razão é capaz de gerar a paz e a segurança que tanto almejamos.Cada época tem suas forças de trevas. Para o povo contemporâneo de Jesus, a ameaça romana era uma faca pendida sobre o pescoço de cada habitante da Palestina. Nos dias de hoje, o perigo habita cada esquina, a escuridão é um sinal fechado, o fim dos horizontes está na fila de um hospital público, a cessação da esperança se encontra numa porta de emprego que não se abre.A violência não será resolvida apenas pela razão humana, que deve ser usada e esgotada, porque limitada. O desemprego não será revertido apenas com planejamento racional. A luz da razão nos faz ver frestas de luz, mas não uma luz forte como a coluna de fogo no deserto, mas não luzes visíveis de longe como os candelabros do templo de Jerusalém.Todos acreditamos na razão e sabemos que não podemos viver sem ela. É ela que permite que não tenhamos mais candelabros ou lampiões e sim potentes lâmpadas elétricas. Damos graças a Deus porque nos dotou de razão, sem a qual sequer poderíamos nos comunicar com Ele, porque Ele é um ser racional. No entanto, sabemos também, a razão pecou e carece da glória (luz) de Deus (Rm 3.23).A economia brasileira precisa da luz de Cristo. A política brasileira precisa da luz de Cristo.Nossa igreja precisa da luz de Cristo. Nossas famílias precisam da luz de Cristo. Todos nós precisamos da luz de Cristo, porque é nela que está a vida, não em nossa razão, que só é realmente racional quando se deixa invadir pela luz de Cristo. 3. A PROMESSATrata-se de uma promessa. Quem segue a Jesus tem a luz da vida.Na luz de Cristo, nós

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

Êxodo 3: DEUS É SANTO

DEUS É SANTOÊxodo 3 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 11.6.2000 – noite 1. INTRODUÇÃONesta série a partir de Êxodo 3, vimos que Deus é Aquele que é, Deus é Glória, Deus é Aquele que vê a nossa aflição e que Deus é Aquele que se comunica.Hoje veremos que Deus é Santo. Ele é Santo porque é o que é. Ele é santo porque é glória. Ele é santo mas vê nossa aflição. Ele é santo mas se comunica conosco.Aquilo que Deus é tem profundas implicações para as nossas vidas. O fato de Ele ser santo impõe-nos um imperativo, um desejo, uma meta.Recapitulemos o texto bíblico, até o ponto em que Deus proclama a Sua santidade. 2. DEUS É SANTO PORQUE ELE É O QUE É.O atributo da integridade é essencial ao caráter de Deus. Ele é santo. E o que quer dizer que Deus é santo? Quer dizer, por exemplo, que Ele não precisa ter um nome. Ele jamais é um ator de si mesmo. Nós, no entanto, somos diferentes de Deus. 1. Nossa diferença está que nós podemos dizer uma coisa e viver outra. Temos a capacidade de pregar um evangelho e viver outro evangelho.Eu posso representar um papel, Deus jamais joga para a platéia, porque Sua santidade não comporta duplicidade.Eu posso dizer que sou isto ou aquilo, e não ser nada. Eu posso ser hipócrita. Eu posso ser duplo. No entanto, eu preciso saber que “quando a hipocrisia (mentir para os outros) e a duplicidade (mentir para mim mesmo) começam a assumir a direção [de minha vida], a integridade desgasta-se gradualmente até ser destruída. Hipocrisia significa que houve divisões e as trevas penetraram. Duplicidade significa que a luz tornou-se trevas, o errado tornou-se certo e o pecado tornou-se aceitável. [Para estes Jesus dirá] “Nem todo o que me diz: Senhor! Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aqueles que faz a vontade do meu Pai” (Warren WiersbeFazer a vontade de Deus é ser íntegro. Sou íntegro quando a luz de Deus (nunca minha própria luz) está brilhando no meu interior.A experiência de Pedro parece ser a de muitos de nós. Ele, num ambiente cristão, era cristão. Num ambiente hostil, não conhecia a Cristo. Muitos hoje vivem como Pedro. Pedro, quando descobriu seu erro, chorou amargamente (Lc 22.62) e se tornou um gigante da causa de Cristo (At 2). Que o exemplo de Pedro seja seguido na íntegra. 2. Há algo que ainda podemos fazer: é escrever nosso próprio evangelho, mais condizente com vidas distantes do Evangelho. Isto acontece porque “muitos cristãos desejam desfrutar a sensação de se sentirem justos, mas não estão dispostos a agüentar a inconveniência de ser corretos”. (A.W. Tozer)O primeiro capítulo deste falso evangelho defende que somos livres para fazer o que quisermos. O que importa é sermos felizes. Para estes coríntios modernos, “todas as coisas são lícitas”. A verdade paulina, segundo a qual não podemos nos deixar dominar por coisa alguma, mesmo coisas muito boas, fica de fora dessas páginas. Pior ainda: fazem como o bêbado que, cambaleando em direção ao bar mais próximo, se acha o mais sóbrio dos homens.  O segundo capítulo propõe que não há uma diferença entre luz e trevas, mesmo porque luz pode ser trevas e trevas pode ser luz, dependendo do contexto. Uma festa de um cristão, por exemplo, não precisa ser diferente da festa de um cristão. Por que teria que ser, pergunta o apóstolo deste tipo de evangelho.O segundo capítulo deste evangelho é um elogio a autenticidade. As pessoas devem sair do armário e assumir aquilo que gostam e fazem. Não importa se o que fazem está em contradição com a santidade de Deus. A autenticidade é mais importante que a santidade. São capazes de elogiar a coragem dos pecadores mais empedernidos porque tiveram a coragem não de mudar de vida, mas de assumir como certas suas vidas de pecado.Esses autores se esquecem que o Evangelho já foi escrito e que os padrões estão dados. Podemos até não viver segundo esses padrões, mas não podemos inventar outros. Deus é autêntico e santo. Se for santa, nossa autenticidade será gloriosa. Se for suja, nossa autenticidade será apenas rebeldia. 3. Por isto também, Ele pede que Moisés tire as sandálias dos pés para poder ouvir a sua mensagem e travar um diálogo com Ele.Por que Deus fez tal solicitação? Deus queria saber se Moisés o amava. Se o amasse, poderia fazer o que Deus queria. Quando chamou a Pedro, Jesus lhe perguntou três vezes se o amava (Jo 21.15). Moisés tirou as sandálias e, por amor a Deus, correu todos os riscos de pisar em pontas de pedras, em espinhos e em cobras. A santidade de Deus o cativou. Com Ele, suas sandálias, antes tão importantes, agora não tinham mais valor. Por vezes, “amamos a nós mesmos, amamos a nossa turma e pode ser que amemos o nosso fundamentalismo [e mesmo nossa igreja], mas não amamos ao Senhor” (Vance Havner) A santidade de Deus nos incomoda e faz com que vivamos de outro modo. Deus queria saber se Moisés renunciava ao seu modo de caminhar pelo mundo. Tirar as sandálias era uma forma de submissão a Deus. Até então caminhara sozinho. Quando matou um egípcio que oprimia um hebreu  ou quando repreendeu um hebreu que batia em outro hebreu, Moisés agiu impelido pelo seu sentimento de justiça, mas isto não deu sentido à sua vida. Quando consentiu em trabalhar para Jetro e casar com uma de suas filhas, Moisés agiu em busca da sobrevivência e da tranqüilidade, mas isto não lhe trouxe paz de espírito. Agora, não, sua vida tinha uma direção: a santidade orientada para e pela santidade de Deus.Deus queria saber se Moisés estava disposto a fazer a sua parte na parceria. Naquele momento, só uma coisa que lhe competia fazer: tirar as sandálias. A ordem (“tirai as sandálias”) se aproxima da ordem de Jesus aos amigos do saudoso Lázaro: tirai a pedra (Jo 11.39). Era isto que cabia aos homens fazerem; eles fizeram

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

Êxodo 3: DEUS É AQUELE QUE SE COMUNICA

DEUS É AQUELE QUE SE COMUNICAÊxodo 3 Preparado para ser pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 21.5.2000 – noite 1. INTRODUÇÃOO homem é essencialmente um ser em comunicação. O ser humano sempre conviveu com a comunicação. O mundo foi criado pela Palavra. Quando veio ao mundo para um encontro definitivo, Ele foi chamado de Verbo (ou Palavra). Não existe sociedade sem comunicação. Não existe sequer a pessoa sem comunicação. Nós somos porque nos comunicamos.Esta é uma marca do ser humano.Esta característica acabou por gerar, modernamente, os meios de comunicação de massa, por meio dos qual uma pessoa ou um grupo de comunicadores atinge milhões de pessoas ao mesmo tempo. Um jogo de futebol, por exemplo, pode ser visto por todos os moradores da terra que possuem um aparelho de televisão.Estamos acostumados com isto. Possivelmente todos os presentes aqui tenham um ou mais aparelhos de rádio ou de televisão em casa. Quanto aos aparelhos de televisão, é possível que alguns aqui tenham vários deles em casa, para que cada membro da família possa ver o que quiserO computador tornou-se essencialmente um meio de comunicação, com a formação da rede mundial de computadores, chamada de internet, por meio da qual podemos conversar com pessoas que não conhecemos e não sabemos onde moram. Se você não tem um, certamente gostaria de ter. Há uma nova geração de pessoas no mundo: os analfabíticos, os que não dominam a cultura dos bits e bytes do mundo digital. Não importa: mesmo que você não domine, ela faz parte da sua vida: está no automóvel, no relógio, no televisor e até na inocente geladeira da cozinha. 2. CARACTERÍSTICAS DA COMUNICAÇÃO DIVINAComunicar-se é da natureza humana porque é da natureza divina. Há um texto na Bíblia que indica bem essa natureza comunicativa de Deus. É Êxodo 3.Nesta seção, aprendemos muito sobre o modo como Deus se comunica, formando muitas vezes um lamentável contraponto ao mundo humano de se comunicar. Se queremos comunicar bem, devemos aprender do Grande Comunicador.Aprendemos que os quatro elementos essenciais da comunicação são o emissor, o receptor, o meio e a mensagem. É a interação deles que constitui a comunicação. Os seres humanos estão sempre em busca de um receptor para lhe dizer algo através de algum canal. Podemos mudar os recursos tecnológicos, mas o modelo permanecerá o mesmo. 2.1. Deus é um ser que se comunicaLendo a Bíblia, particularmente o Pentateuco e mais especialmente ainda Êxodo, e Êxodo 3, aprendemos esta primeira verdade. Deus se comunica. Ele não é, como querem acreditar alguns, um ser inalcançável e silencioso. Deus não se fechou em si mesmo, surdo e mudo, inefável e inacessível. A narrativa mostra este Deus travando um diálogo com Moisés.O grande problema de nosso tempo é que Deus foi silenciado. Os meios de comunicação foram transformados em deuses. Agora que tem a voz do bezerro, o homem não precisa mais da voz de Deus.Há pessoas que colocam uma mordaça na boca de Deus para Ele não falar. Essas pessoas se esquecem que é da Sua natureza falar, relacionar-se, comunicar-se, apresentar-se. Essa é a natureza do ser humano, mesmo que alguns prefiram se isolar (fechar-se) em si mesmas. Quem procede assim está negando a imagem-semelhança de Deus.É claro que há riscos na comunicação. Deus mesmo participou inteiramente deles. Seus profetas não foram compreendidos. Seu Filho foi morto por propor um novo tipo de comunicação entre as pessoas e o Pai. Deus correu o risco e nós devemos fazer o mesmo. 2.2. O emissor divino toma a iniciativa de se comunicar com o receptorMais que apenas se comunicar, o emissor divino toma a iniciativa de entrar em comunhão com o ser humano. Faz parte da sua perfeição relacionar-se com a imperfeição para transformá-la.Depois de ter criado o homem, Deus pretendeu estar sempre em comunicação com ele. Segundo nosso texto, Moisés não estava nem aí para Deus. Apenas tocava o rebanho do sogro, numa vida possivelmente pacata. No entanto, apareceu-lhe o Anjo do Senhor (v. 2) e então teve início uma revolução na vida líder de ovelhas e vacas, que tornaria o líder de uma nação emergente.O emissor divino diminuiu de estatura para falar de igual para igual com o receptor humano. Ele faz sempre assim. O apóstolo Paulo nos diz (Fp 2) que, na encarnação, Deus se fez homem e, achado na forma de homem, chegou a ser morto como homem.O emissor divino converteu seu idioma indecifrável de Deus num idioma que Moisés pudesse entender: o hebraico. O emissor divino se despiu de sua glória majestosa e se transformou num anjo (isto é: mensageiro) para que pudesse ser ouvido. O emissor divino abriu mão de sua má, para falar as necessidades de Moisés e do povo que iria libertar.Deus saiu do seu pedestal (plataforma elevada) para que pudesse ser ouvido, entendido e compreendido. Deus faz assim, por mais que por vezes você o considere um Rei desconhecido, como o achava equivocadamente o poeta Fernando Pessoa.Deus sabe que o homem não o sabe encontrar; por isto, vem ao encontro do homem. Deus pediu a Moisés que o apresentasse como aquele que tinha encontrado seu povo (v. 18). Ele está a sua procura para entrar em comunicação com você, comunicação profunda e transformadora. O mesmo Deus que disse “Moisés! Moisés!” quer proferir o seu nome. Pare de ficar procurando-o. Deixe que Ele o encontre. Deixe-O falar. 2.3. O emissor divino usa recursos diversos para se comunicar conoscoSe pudéssemos resumir em três palavras os recursos essenciais da comunicação, diríamos que são a palavra, a imagem e a marca. São elas que nos seduzem. É por ela que chegamos aos outros.Conhecedor de nossa natureza, o Grande Comunicador usa esses mesmos recursos. Neste texto, nós temos a palavra, a margem e a marca.A palavra aqui é a palavra oral direta. Na comunicação interpessoal, as vozes encontram os ouvidos e chegam ao cérebro e ao coração. Deus tem uma “fixação” especial pela palavra oral. Falando ele criou o mundo: “faça-se”. Falando, ele criou o homem. Ele falou por meio de

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

Êxodo 3: DEUS É AQUELE QUE VÊ A NOSSA AFLIÇÃO

DEUS É. AQUELE QUE VÊ A NOSSA AFLIÇÃO(Êxodo 3) 1. INTRODUÇÃOA EXPERIÊNCIA DA AFLIÇÃONossa aflição é longa como um túnel, porque, quando mergulhados nele, só conseguimos ver as trevas. Por isto, nossa aflição tem o poder de um gás paralisante.O autor bíblico se refere ao Egito onde o povo estava como “aquela terra” (v. 8). Na mente dos hebreus tornados escravos seu túnel era o deserto. O deserto os paralisava. Também conosco o deserto (as experiências duras da vida) pode nos paralisar e asfixiar como se o presente fosse eterno. O presente não é eterno, é bom que não nos esqueçamos. 2. A FORÇA DA ESPERANÇADeus vê, ouve e conhece a nossa aflição (v. 3). Há uma gradação positiva, que depende de nossas atitudes diante da aflição.De uma perspectiva, devemos aceitar o que deve ser aceito, como a morte de uma pessoa querida. De outra, devemos rejeitar o que pode ser diferente. O fatalismo (do tipo “foi Deus quem quis assim”) não é bíblico. Deus só quer o nosso bem.Para que tenhamos uma atitude adequada diante das aflições, precisamos nos lembrar que Deus vê, ouve e conhece as nossas aflições. Deus vê porque é onipresente. Ele conhece a nossa condição.Deus ouve porque presta atenção em nós. Por isto, ele escuta o nosso clamor.Deus conhece porque tem interesse por nós. É do seu caráter cuidar da obra que criou. 3. A ATITUDE ADEQUADANossa atitude diante da aflição e para com Ele, na hora tranqüila e no tempo da agonia, é fundamental para percebermos esse carinho para conosco. Precisamos nos dispor a algumas atitudes. 3.1. Precisamos olhar para DeusMoisés temeu olhar para Deus (v. 6). Como nos é difícil olhar para Ele, quando são muitas as aflições. Geralmente, nessas circunstâncias temos atitudes inadequadas. Quando olhamos para os problemas, eles são maiores que nós e mesmo maiores que Deus. Quando olhamos para Deus, os problemas são menores que Deus e menores que nós.Às vezes, não olhamos para Deus porque, embora não o admitamos claramente, achamos que Ele é culpado por aquilo que passamos. “Por que Ele não me livrou, se conhece a minha dor” — perguntamos.Às vezes, não olhamos para Deus porque sentimos o peso de nossa própria culpa. Moisés se sentia pequeno demais diante de um Senhor grande demais. Moisés não tinha a perspectiva que nós temos. Ele conhecia a glória de Deus, mas não conheceu a Sua graça, que Cristo revelou plenamente. Graças ao Filho, nós agora podemos olhar para o Pai.Este olhar é um olhar de fé, de quem acredita que o socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra (Sl 121.2). 3.2. Precisamos clamar a DeusO capítulo 2 deixa bem claro que o povo clamou ao Senhor (Gn 2.23-25). O povo clamou e Deus ouviu, como acontece em inúmeras outras circunstâncias na Bíblia (como, por exemplo, no salmo 6.9).Se queremos que Deus nos escute, precisamos clamar. Nossa esperança em Deus não pode ser um grito calado na garganta. Embora veja a nossa carência, o diálogo faz parte do processo de Deus para conosco. Precisamos falar a Deus, não para lhe dar ordens, mas para externar claramente os nossos sentimentos. 4. A ATITUDE DE DEUSAo olhar para nós, Deus renova as suas promessas para conosco. Ao conclamar Moisés, Deus lhe garantiu que ele e seu povo ainda O adorariam naquele monte (v. 12). Não foi uma vaga promessa de adoração, mas uma promessa concreta, porque até o lugar (aquela terra santa) onde esse culto seria foi indicado.Além de nos renovar a promessa, Deus nos livra de nossas aflições. O v. 8 mostra que Deus não só livraria o povo da aflição, mas livraria o povo para uma nova realidade (terra onde manariam leite e mel). Deus não só libertaria o povo de um presente ruim, mas lhe daria um futuro radicalmente diferente.Ele nos renova a promessa e nos livra, porque conhece os nossos limites e as nossas limitações. Como nos formou, Ele sabe que nossa estrutura é pó (Sl 103.14). Ele sabe que só ficamos em pé pelo esqueleto de sua graça.Deus também conhece o poder do mal e nos recorda sempre que Seu poder é maior do que o mal, já que tem “mão forte” (v. 19). Ele sabia que o Faraó não deixaria o povo sair (v. 21), a menos que fosse obrigado.Deus quer o nosso bem. Ele não descansa enquanto não nos vê realizados no bem. Ele não permite que saiamos de mãos vazias (v. 21) de nossas aflições. Aquele que guarda Israel não cochila enquanto sofremos; antes, está atento para nos fazer triunfar. Como aprendemos na oração de Salomão (1Re 8.37-40), “houver na terra fome ou peste, se houver crestamento ou ferrugem, gafanhotos ou lagarta; se o seu inimigo os cercar na terra das suas cidades; seja qual for a praga ou doença que houver; toda oração, toda súplica que qualquer homem ou todo o teu povo Israel fizer, conhecendo cada um a chaga do seu coração, e estendendo as suas mãos para esta casa, [Deus] ouve então do céu, lugar da tua habitação, perdoa, e age, retribuindo a cada um conforme todos os seus caminhos, segundo vires o seu coração (pois tu, só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens); para que te temam todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais”. 5. CONCLUSÃOComo Deus vê, cabe-nos reconhecer nosso estado aflito.Como Deus nos ouve, cabe-nos rogar a Deus para vir em nosso socorro.Como Deus nos conhece, cabe-nos dispormo-nos a fazer o que Deus orienta; cabe-nos dispormo-nos a um relacionamento com Ele, não apenas na hora da aflição; cabe-nos dispormo-nos a ajudar pessoas e a aceitar a ajuda de pessoas, porque Deus age por intermédio de pessoas. Foi por isso que chamou Moisés (v. 10).

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006

Êxodo 3: AQUELE QUE É

DEUS É AQUELE QUE ÉÊxodo 3 Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em 9.4.2000 – noite 1. INTRODUÇÃOQuem viu o filme “Beleza Americana”, de Sam Mendes, deparou-se com o retrato de um mundo sem Deus. O nosso mundo é um mundo sem Deus. Desde que deixou a presença de Deus, sem intenção de voltar, como aconteceu na queda, o homem vem fazendo Deus desaparecer do seu horizonte.Vivemos para o mundo do trabalho, que suga todas as nossas energias. O trabalho exige que expulsemos Deus e dediquemos todo o nosso tempo a ele. Nós somos dependentes do trabalho.Vivemos no mundo governados pela política, onde predomina a ética das coisas possíveis, mesmo que contra a moral, e não os valores inspirados por um Deus eterno, tornado inexistente ou irrelevante. De tal modo nos habituamos que acabamos querendo que os governantes nos dêem, não importa o quanto nos tiram, na perenização da moral desistente do “rouba, mas faz”.Até mesmo a religião tende a expulsar Deus. Ela de tal modo se organiza que Deus não faz falta, como na parábola do Grande Inquisidor, de Dostoievsky. Esperando que a sua não seja assim, é possível uma religião sem Deus, que tenha cultos agradáveis, templos confortáveis, relacionamentos civilizados.A palavra Deus caiu no vazio do sentido. Mestre da palavra, a escritora Susan Sontag saiu (na revista “Talk”, de abril de 2000) com a seguinte pérola: Thomas Mann “foi o meu primeiro deus”. Ela foi corroborada por outro gigante contemporâneo do texto, Edward Said, que disse de T.S. Elliot: “ele ainda é meu deus”.Por isto, em certo sentido, o máximo que podemos dizer de Deus foi o que Ele disse: Ele é o que éMoisés experimentou esta realidade, no arrebatador encontro registrado em Êxodo 3. [TEXTO BÍBLICO]Êxodo 3Moisés estava apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Mídia; e levou o rebanho para trás do deserto, e chegou a Horebe, o monte de Deus. E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça [talvez uma acácia, com flores vermelhas parecidas com labaredas]. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia; pelo que disse:— Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a sarça não se queima.E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse:— Moisés, Moisés!Respondeu ele: — Eis-me aqui.Prosseguiu Deus:— Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. (…) Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.Então disse o Senhor:— Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito [há * séculos], e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores [fiscais da Receita Federal do Faraó], porque conheço os seus sofrimentos; e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu [os povos que habitavam a terra que um dia seria a terra do povo de Israel]. E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem [dura opressão, sem quaisquer direitos humanos e sociais]. Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel.Então Moisés disse a Deus:— Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?Respondeu-lhe Deus:— Certamente eu serei contigo e isto te será por sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte.Então disse Moisés a Deus:— Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?Respondeu Deus a Moisés:— EU SOU O QUE SOU. (…) Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. (….) Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de geração em geração. 2. O HOMEM DIANTE DOS SEUS EXTREMOSAo longo da história, em seu relacionamento com Deus, o homem tem marchado entre extremos.Num extremo, temos, como Moisés e seu povo, dificuldade em nos relacionarmos com um Deus que não tem nome, que não é um ídolo. Gostamos de coisas palpáveis, do “preto no branco”, como se diz.Por isto, aquele povo procurava, mesmo contra todas as advertências da lei e dos profetas,  representar a Deus, chegando a fundir ouro para esculpir aquele trágico bezerro (Ex 32). A motivação deles é a mesma nossa hoje. A permanência dos santos católicos é uma indicação disto. Nossa facilidade em construir mitos humanos e deuses em forma humana é outra demonstração desta nossa condição. O desejo de participar de um culto espetacular faz parte da mesma genética humana.Esta tendência gera sistemas doutrinários, como o animismo (todos os seres da natureza são deuses), o panteísmo (Deus é a soma de tudo quanto existe), o pantiteísmo (Deus está em tudo), o politeísmo (há muitos deuses e não apenas um) e gnosticismo (Deus é um ser absolutamente inacessível).No outro extremo, temos as posições secularistas, tão antigas quanto o próprio ser humano. Secularista é aquele que, não importa o que creia, vive como se Deus não existisse. Ao secularista importa o deus do século, tenha o nome que tenha, como ateísmo (Deus não existe), deísmo  (Deus existe, mas não interfere na história humana), agnosticismo (não podemos saber

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Israel Belo de Azevedo dezembro 1, 2006
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