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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Salmo 95 — CORAÇÕES QUE OUVEM

O salmo 95 tem dois convites: um é ao louvor (versos 1-6): “Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos. Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois ele o fez; obra de suas mãos, os continentes. Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.”. O outro convite, bem, na verdade, não sei se posso chamar a isto de convite (versos 7-11): “Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos, estive desgostado com essa geração e disse: é povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos. Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso”. Trata-se de um convite à reflexão. Este salmo renarra um dramático episódio na vida dos hebreus e do seu líder na caminhada para a terra prometida, terra em que nao entrou por causa do que aconteceu ali, em Meribá. No Antigo Testamento há 12 referências a este episódio. Ele ficou na memória do povo. Os três salmos que dele tratam o provam. Os dois outros são o 81.7-8 (“Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá. Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!” — Salmos 81:7-8) e 106.32-33 (“Depois, o indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente” (Salmos 106:32-33). O autor aos hebreus reaplicou a mensagem para os seus ouvintes: O livro de Hebreus cita o Salmo 95: “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: ‘Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto, onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram as minhas obras por 40 anos’” (Hebreus 3.7-9). As duas partes dos salmos se conectam. A primeira parte do salmo 96 nos convida a louvar, que é o contrário de reclamar. Então, louvar é abrir o coração. Seu oposto é endurecer o coração. Lendo toda a advertência de Hebreus, somos convidados a uma séria reflexão. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: ‘Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi na provocação, no dia da tentação no deserto, onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram as minhas obras por 40 anos. Por isso, me indignei contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não conheceram os meus caminhos. Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso’. Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação. Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade”. Endurecemos nossos corações quando nao celebramos a graça de Deus (verso 1-2). — “Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos”. O tema dos salmos é o louvor a Deus. Nao devemos economizar no louvor, no louvor individual, no louvor coletivo. Por isto, nossos cultos devem ser contagiantes. Um louvor contagiante é uma forma de evangelização. Cultura brasileira é expansiva. Impuseram-nos uma liturgia discreta demais. 2. Endurecemos nossos corações quando nao nos ajoelhamos (verso 6 — “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou”.). Deus detesta a autossuficiência. Sabe por que? Ele nao tem medo da concorrência. Ele tem medo da mentira que contamos para nós mesmos. É mentira pensar que nos bastamos. Quando nos ajoelhamos, falamos de nós mesmos: dependentes de Deus. Quando não nos ajoelhamos, também falamos de nós mesmos: nao precisamos de Deus, nao precisamos de ninguém. O nome disto é autossuficiência. “Sete passos e meio para a felicidade”, em que o meio é o joelho dobrado. 3. Endurecemos nossos corações quando nao seguimos os caminhos de Deus (verso 10). Nem todos somos rebeldes. Muita vezes achamos que os nossos caminhos sao os de Deus. Então, seguimos por eles. Também por vezes somos claramente rebeldes. Sabemos quais sao os caminhos de Deus, mas temos prazer em outros caminhos. Há pessoas que têm prazer em coisas mundanas. Carta de Campos. 4. Endurecemos nossos corações quando pomos Deus à prova. Quando o pomos à prova, Deus fica desgostoso conosco (verso 10 — “Durante quarenta anos, estive desgostado com essa geração e disse: é povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos”.) Esta foi a atitude do povo hebreu ali no deserto. Por que Deus se aborreceu? O povo duvidou dele, achando . Que Deus nao continuaria o que começou e iria deixá-lo morrer. Como se Deus fosse irresponsável. . Que Deus nao tinha poder para lhe dar água, que Deus tirou do impossível: de uma

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Israel Belo de Azevedo julho 5, 2011

Eclesiastes 11.1-10 — O VENTO NÃO É PARA SE OBSERVAR

É comum ouvirmos que quem tem talento vence. Talento, podemos dizer, é uma habilidade que uma pessoa tem e que desenvolve. Pensemos num jogador de futebol. Alguns meninos, bola nos pés, logo se destacam. E mais se destacam aqueles que desenvolhttp://beinart.org/artists/anne-worbes/gallery/anne-worbes-4.jpgvem este talento, por meio do treinamento. Todos os jogadores de grande talento se tornam craques reconhecidos? Não. O talento é essencial, razão pela qual cada um deve descobrir o seu e desenvolvê-lo. Há outras variáveis, algumas fora do nosso controle e outros que podemos coordenar. Pensemos no que está ao nosso alcance. Ao talento, portanto, é preciso acrescentar, pelo menos, dois elementos: saúde emocional e sabedoria de vida. É o que aprendemos em Eclesiastes 11.1-10: Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo. Reparta o que você tem com sete, até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra. Quando as nuvens estão cheias de água, derramam chuva sobre a terra. Quer uma árvore caia para o sul quer para o norte, onde cair ficará. Quem fica observando o vento não plantará, e quem fica olhando para as nuvens não colherá. Assim como você não conhece o caminho do vento, nem como o corpo é formado no ventre de uma mulher, também não pode compreender as obras de Deus, o Criador de todas as coisas. Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas. A luz é agradável, é bom ver o sol. Por mais que um homem viva, deve desfrutar sua vida toda. Lembre-se, porém, dos dias de trevas, pois serão muitos. Tudo o que está para vir não faz sentido. Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento. Afaste do coração a ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros. DESENVOLVENDO A SAÚDE EMOCIONAL Cada vez mais me convenço da necessidade de investir todos os nossos esforços para termos saúde emocional. Por falta de saúde emocional, perdemos empregos. Por falta de saúde emocional, deixamos de conhecer lugares. Por falta de saúde emocional, isolamo-nos do mundo. A doença emocional é tão perniciosa que nos impede de ver a nossa doença emocional. E o primeiro passo para a saúde emocional é a admissão de nossa própria doença. E quantas vezes não conseguimos dar o primeiro passo. Por isto, as pessoas emocionalmente doentes precisam de uma ajuda externa, que alguns jamais buscam, e claudicam o resto da vida. Todos nós somos doentes; o que varia é o grau. Todos nós somos doentes; o que varia é o desejo de sermos saudáveis. Leiamos então o verso 1 — “Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo”. Atirar “o pão sobre as águas” é para quem tem confiança em si mesmo e confiança em Deus. Quem está dominado pela doença do medo não lança pão sobre as águas, porque acha que vai perder o pouco que tem. Quem está tomado pela doença do egoísmo não lança pão sobre as águas, porque não sabe dividir nada. Quem está tomada pela doença da incredulidade não lança pão sobre as águas porque não tem certeza que Deus o fará encontrar esse pão de novo. Leiamos o verso 10 — “Afaste do coração a ansiedade [“desgosto”, na ARA; “ira”, na ARC e “aflição”, na JPS] e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros”. Como afastar do coração a ansiedade, se o coração tem o tamanho da ansiedade em suas intensas palpitações? Juventude e vigor são também sinônimos de “vida presente”, “agora”. A ansiedade nos rouba o presente, em nome do futuro. Por isto, é um transtorno. Desde que nascemos, relacionamo-nos. Aos nos relacionamos, vamos ferindo e sendo feridas. E vão ficando feridas. Isto é inevitável. O que é evitável é não nos deixarmos dominar pelas feridas. Fomos criados de uma maneira, com afeto, sem afeto, com respeito, sem respeito. Não podemos mudar estas condições. Mas elas não precisam nos condicionar. Podemos ser alvos da violência, ela não pode determinar o modo como vamos viver. Fiquei impressionado com a história de um marinheiro indiano sequestrado no mar. Dipendra Rathore é um oficial indiano da Marinha mercante em seu país. Numa viagem, ainda em treinamento, seu navio foi apreendido por piratas somalis. Durante os 25 dias do sequestro, até o milionário pagamento do resgate, toda a tripulação sofreu, com a ausência de alimentos, escassez de esperança e abundância de abusos. Um dia a redenção chegou e eles puderam cambalear em direção ao sol e à liberdade. Dipendra decidiu continuar na Marinha mercante, prosseguindo na profissão que escolheu. Sua justificativa é uma lição sobre o valor de deixar para trás as coisas que devem ser deixadas para trás: — Não permitirei que os piratas alterem minha escolha de carreira. Eles já me feriram o bastante. Mesmo que nossas profissões não ofereçam riscos, não há chance de não sermos feridos. As amarguras não decidem por nós. Decisiva é a maneira como reagimos às feridas da vida. Somos chamados a dialogar com nossas emoções. Somos chamados a por em ordem o nosso próprio mundo. Eclesiastes nos ajuda em nosso roteiro para a saúde emocional. 1. Precisamos admitir que estamos doentes, em grau menor ou maior, com efeitos menos ou mais dolorosos. Negar que temos problema não é sábio. Precisamos saber que “estando as nuvens cheias, derramam aguaceiro sobre a terra; caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que cair, aí ficará” (Ecclesiastes 11.3). As árvores caem, mesmo as mais fortes. Como nós. Temos problemas e alguns

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Israel Belo de Azevedo junho 27, 2011

2Samuel 19.31-40 — GRATIDÃO POR GRATIDÃO

Temos muitos motivos para agradecer. Aprendemos esta verdade observando as atitudes de Barzilai (em fazer o bem) e Davi (ao retribuir o bem). A comovente história está em 2 Samuel 19.31-40. Com estes homens de Deus aprendemos a agir quando precisarem de nós e a proceder quando nos fizerem o bom. QUANDO PRECISAREM DE NÓS 1. Devemos prestar atenção. Para prestar atenção, precisamos aprender (sim, é uma aprendizagem) a olhar menos para nós mesmos. Barzilai era idoso (80 anos) e não estava nas melhores condições de ajudar. Não gozava de boa saúde (verso 35). A generosidade não depende de NOSSAS condições ideais, que talvez jamais cheguem. Por menos que tenhamos, sempre temos o que repartir. Cuidemos para que a posse de bens (ou de conhecimento) não nos torne insensíveis à necessidade do outro. 2. Devemos pressupor que a dificuldade do outro é nossa dificuldade. Antecipemo-nos, porque nem sempre seremos demandados (por timidez ou vergonha do outro, necessitado). Davi vivia um drama de família; fugia porque seu filho tentava tomar o controle do governo (1Reis 2.7). 3. Devemos nos por em ação. Barzilai “desceu” (verso 31) de sua cidade para se encontrar com Davi. Ação às vezes demanda sacrifício. Barzilai passou o rio (sem ponte, imaginemos. Fez fez mais: atravessou o rio com o grupo de Davi (verso 31). Fez muito mais: como sua condição permitia, sustentou Davi e sua entourage (verso 32). E tudo fez Barzilai sem qualquer expectativa (“vem tu comigo?” — verso 33). Não fez para receber; fez. Não esperou gratidão, imaginemos, em forma de foto, placa ou aplauso. QUANDO NOS FIZEREM O BEM 1. Devemos prestar atenção no bem que nos fazem. Temos sido alvos da bondade dos outros. Basta que olhemos para a nossa história. Davi olhou e se recordou do que Barzilai lhe fizera e agora fazia de novo. Barzilai o alimentara (2 Samuel 17.27-29): “Tendo Davi chegado a Maanaim, Sobi (filho de Naás, de Rabá, dos filhos de Amom), e Maquir (filho de Amiel, de Lo-Debar) e Barzilai (o gileadita, de Rogelim) tomaram camas, bacias e vasilhas de barro, trigo, cevada, farinha, grãos torrados, favas e lentilhas; também mel, coalhada, ovelhas e queijos de gado e os trouxeram a Davi e ao povo que com ele estava, para comerem, porque disseram: — Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento. (2 Samuel 17.27-29) Como Davi, também não sobrevivemos sem gestos de bondade para conosco. 2. Devemos ser gratos como Davi. Pouco depois do gesto de Barzilai, tendo-o encontrado, desejou expressar sua gratidão em forma concreta, dispondo-se a sustentá-lo (financeiramente, como diríamos hoje), em retribuição ao que recebera dele. . Devemos retribuir os atos de gratidão para conosco. Na verdade, retribuição (gesto por gesto) é impossível. O que podemos fazer é uma aproximação ao gesto de generosidade para conosco. No caso, Davi faria mais. . Devemos retribuir com insistência, mesmo que o outro não queira, mesmo que o outro resista em aceitar, mesmo que não consigamos fazer-lhe o bem diretamente. Barzilai recusou. A história poderia acabar aí. Davi insistiu. Mostrando sua face, Barzilai pediu a transferência do favor (é assim que recebia o gesto de Davi) para outra pessoa (Quimã). Davi aceitou. Ele não queria se livrar da responsabilidade de agradecer; ele queria agradecer. . Devemos abençoar quem nos abençoa. Eis o que Davi fez: “tendo, pois, todo o povo passado o Jordão e passado também o rei, este beijou a Barzilai e o abençoou; e ele voltou para sua casa” (2 Samuel 19.39). Davi demonstrou afeto. Davi também “desceu”, no caso de sua dignidade política, e diante do público abraçou e beijou seu benfeitor. . Devemos guardar para sempre o gesto que nos abençoou. Se estes gestos de Davi nos bastam para ver o seu coração, leiamos um pouco mais a crônica da realeza. No seu leito de morte, Davi instrui Salomão, seu sucesso, sobre como deveria proceder. Depois de pedir firmeza e dureza do novo monarca, o velho pai pede: — Porém,  com os filhos de Barzilai, o gileadita, usarás de benevolência, e estarão entre os que comem à tua mesa, porque assim se houveram comigo, quando eu fugia por causa de teu irmão Absalão (1Reis 2.7). Davi jamais se esqueceu de Barzilai. Envolvemo-nos tanto em nossos compromissos, que não reservamos tempo para dar aos outros. Estamos tão apertados financeiramente, que não sobra dinheiro para ofertar aos outros. Estamos tão fechados que não nos sobra oportunidade para abrir os braços para os outros. Dê tempo a quem um dia lhe dispensou tempo. Dê dinheiro a quem um dia lhe ofereceu algum. Dê afeto a quem um dia lhe abraçou. Seja grato, interessando-se por quem se interessou por você. Seja grato, aprendendo a ser generoso com aquele que um dia o alcançou ISRAEL BELO DE AZEVEDO

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Israel Belo de Azevedo junho 20, 2011

Roteiro para Pequenos Grupos — GRATIDÃO POR GRATIDÃO (2 Samuel 19.31-40)

NOSSO ENCONTRO: Qual a última que você lembra ter sigo alvo da generosidade de alguém? EXALTAÇÃO: Ler o Salmo 100 e ter um momento com orações só gratidão, pelo amor e cuidado de Deus para conosco. EDIFICAÇÃO: GRATIDÃO POR GRATIDÃO (2 Samuel 19.31-40) 1. O que aprendemos com Barzilai, em sua atitude para com Davi? A generosidade não depende de NOSSAS condições ideais, que talvez jamais cheguem. Ele foi generoso sendo já muito idoso e sem saúde. Ele era rico e repartiu. Quanto a nós, por menos que tenhamos, sempre temos o que repartir. Cuidemos para que a posse de bens (ou de conhecimento) não nos torne insensíveis à necessidade do outro. 2. Que devemos fazer quando nos fazem o bem? . Devemos prestar atenção no bem que nos fazem, porque temos sido alvos da bondade dos outros. Basta que olhemos para a nossa história. . Devemos ser gratos como Davi. Pouco depois do gesto de Barzilai, tendo-o encontrado, desejou expressar sua gratidão em forma concreta, dispondo-se a sustentá-lo, em retribuição ao que recebera dele. . Devemos retribuir os atos de gratidão para conosco, mesmo que o outro não queira, mesmo que o outro resista em aceitar, mesmo que não consigamos fazer-lhe o bem diretamente. 3. Davi jamais esqueceu Barzilai, abençoando até os descendentes dele. A que esta atitude nos convida? Envolvemo-nos tanto em nossos compromissos, que não reservamos tempo para dar aos outros. Estamos tão apertados financeiramente, que não sobra dinheiro para ofertar aos outros. Estamos tão fechados que não nos sobra oportunidade para abrir os braços para os outros. Devemos abençoar quem nos abençoa. Devemos guardar para sempre o gesto que nos abençoou (Roteiro preparado por Sandra Mara de Souza e israel Belo de Azevedo)

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Israel Belo de Azevedo junho 20, 2011

Gálatas 5.22 — A BENIGNIDADE COMO DOM DO ESPÍRITO SANTO (O fruto do Espírito, 3)

O FRUTO DO ESPÍRITO (3) A BENIGNIDADE (Gálatas 5.16-25) A vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa. A Bíblia fala de um homem que nunca deixava barato qualquer ofensa que recebesse, voluntária ou involuntária. Ele inaugurou o comportamento que ficaria conhecido como lei do talião, aquela do “dente por dente”, “olho por olho”. Seu nome era Lameque e sua história nos primeiros capítulos de Gênesis. E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete. (Gênesis 4.23-24) Terrível este Lameque! Quem lhe machucou foi punido com a morte. Alguém que, talvez involuntariamente, lhe pisou no seu pé pagou com a própria vida. Seu padrão era não permitir que o estilo de vida de Caim fosse esquecido. Lameque tinha orgulho de ser como seu ancestral, considerando-se uma pessoa justa, que fazia o bem a quem lhe fazia bem, mas trazia o mal a quem lhe trazia o mal. O retrato bíblico de Lameque é o retrato da natureza humana. Se alguém é simpático conosco, somos simpáticos com ele. Se alguém é generoso conosco, procuramos uma forma de retribuir. Se alguém nos cumprimenta, nós os cumprimentamos. Não somos tão maus como Lameque. Sempre retribuímos na mesma medida, não com o excesso dessa exagerada personagem bíblica… CONTRA A INDIFERENÇA PACÍFICA A maioria de nós é adepta da “indiferença pacífica”. Jesus pregou a resistência pacífica ao mal, quando pediu que oferecêssemos o outro lado do rosto à bofetada. Nós inventamos a indiferença pacífica. Se Fulano não é simpático comigo, não serei simpático com ele e nada lhe fico devendo. Se Beltrano não pergunta o meu nome, também não pergunto o seu e estamos quites. Se Sicrano não me sorri, não sou eu lhe que vou abrir os dentes, para, talvez, receber uma cara feia de volta. Se vivemos assim, precisamos ser incomodados pelo Espírito Santo, porque a indiferença não vem de Deus. Aqueles homens que, na história de Jesus, evitaram a calçada em que se debatia o homem ferido na estrada certamente não foram repreendidos pelos seus amigos, pois tinham feito como todo mundo faz. Quanto a nós, somos capazes de os condenar e, ao mesmo tempo, de agir como eles agiram, talvez esquecidos que eles foram indiferentes, pacificamente indiferentes, para tristeza de Jesus. Podemos ser indiferentes e nos achar cristãos, quando o somos pela metade, porque somos apenas meio-cristãos quando a mensagem completa do Evangelho não nos está incomodando. Somos meio-cristãos quando vivemos do Cristianismo apenas a parte fácil. Então, quando lemos a lista paulina do fruto do Espírito (em Gálatas 5), não podemos nos acomodar à indiferença pacífica, pois ali se descreve como deve viver um cristão, desabrochando em alegria-amor-benignidade-bondade-domínio/próprio-fidelidade-longanimidade-mansidão-paz. A benignidade é uma dimensão do fruto do Espírito que não pode faltar ao cristão, como já recomendava a sabedoria hebraica: Não se afastem de ti a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração; assim acharás favor e bom entendimento à vista de Deus e dos homens. (Provérbios 3-4) A NATUREZA DA BENIGNIDADE Não é fácil conceituar o que é a benignidade, palavra que aparece (ela e suas variantes) 42 vezes na Bíblia. Na pena de Paulo, é uma palavra específica (“chrestotes”) diferente de misericórdia e de bondade. Benignidade é a virtude que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença. Ela também se caracteriza pelo esforço demonstrado por alguém para evitar que algum mal venha sobre os outros. Quando temos o Espírito Santo frutificando em nós, podemos alcançar duas dimensões essenciais, mas não únicas, da benignidade, uma no domínio do sentimento e outra no território do tratamento. 1. Benignidade de sentimento é “empatia”, que é o interesse que alguém tem em sentir o que seu próximo sente. Se o outro chora, o benigno chora. Se o outro ri, o benigno ri. Se o outro está angustiado, o benigno se angustia. Assim, em lugar de “não estar nem aí” pelo outro, o benigno se interessa não só pelas necessidades do outro, mas pelos seus sentimentos. Benigno, portanto, é aquele que se interessa pelos sentimentos dos outros. Numa cultura que venera a privacidade, não é fácil pôr em prática a benignidade empática. Os gestos nesta direção sempre parecem uma invasão. Por isto mesmo é que precisamos prestar atenção no outro que, as vezes, nos manda secretamente pedidos de socorro. As mensagem secretas do seu próximo também interessam a quem é benigno, cujo prazer é apoiar o outro. Quando o apóstolo Paulo nos recomenda carregar as cargas uns dos outros (“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” — Gálatas 6.2), ele não se refere apenas aquelas cargas leves ou aquelas cartas explicitas, mas cargas, sejam elas pesadas, estejam elas escondidas no fundo do coração de quem sofre. Pede-nos, pois, a Bíblia algo muito difícil, pois já difícil carregar as cargas diante dos nossos olhos, quanto mais aquelas que dependem de sensibilidade, de observação, de empatia enfim. No entanto, no Espírito Santo pode nos capacitar neste sentido e sem nos transformar em chatos invasores de privacidade. 2. Se a empatia é difícil, a benignidade de tratamento é mais acessível, embora não necessariamente mais fácil. Estamos falando da simpatia, que tem a ver com o desejo de se relacionar, e com todos os esforços decorrentes deste desejo. Simpatia tem a ver com polidez, calor, aplauso, sorriso. Polidez é cumprimentar o outro, procurando tornar a convivência agradável, de modo que, num encontro, ninguém precise fazer “cara de elevador”. Benignidade tem a ver com receptividade ao gesto do outro. Se alguém vem em sua direção, corresponda educadamente. Mais que polida, a benignidade é calorosa, na iniciativa de cumprimentar, procurar

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Israel Belo de Azevedo junho 18, 2011
Panoramas bíblicos
Israel Belo de Azevedo

PARA LER O LIVRO DE RUTE (José Mauricio Cunha do Amaral)

Total de capítulos: 4 Total de versículos: 85 Tempo aproximado de leitura: 30 minutos   AUTOR   O autor do livro é desconhecido. A tradição judaica (Talmude), entretanto, aponta Samuel, mas é improvável que ele seja o autor, pois a menção de Davi (4.17,22) pressupõe data posterior. Além disso, o estilo literário do hebraico usado em Rute leva a crer que o livro tenha sido escrito no período da monarquia. Outros estudiosos atribuem a autoria do livro a uma mulher o que também é improvável, pelo fato de que as mulheres que sabiam escrever naquela época não tinha proeminência para serem autoras de um livro.   DATA   A data da composição do livro também é difícil de ser estabelecida. O livro pode ter sido escrito em qualquer momento entre o reino de Davi (c. 1000 a.C) e aceitação do livro no cânon das Escrituras ocorrida no século II a.C. De acordo com cap.1.1, a história se passa no período em que os juízes governavam sobre Israel. Alguns estudiosos questionam essa data, argumentando que os acontecimentos se desenrolam durante um período de paz política, sem nenhum dos males descritos no livro de Juízes. Ademais, a genealogia do final do capítulo 4 sugere que o livro foi escrito depois de Davi ter-se tornado rei. Assim, para alguns, o livro deve ser datado do período pós-exílico.   TEMA E MENSAGEM   Além da narrativa trazer à lume uma boa história, Rute contém também instrução moral acerca de um Deus que intervém para abençoar a vida de seus filhos em tempos de adversidade. A narrativa retrata, portanto, a capacidade das mulheres em superar dificuldades numa sociedade predominantemente masculina. Outro fato que merece ser destacado é a questão da solidariedade. Quando Noemi estava achando a vida desanimadora, encontra em sua nora uma filha, que por outro lado, a adota como mãe. Deus controlou através da sua soberania os acontecimentos, de modo a trazer amor e segurança àqueles que confiaram nele, ao mesmo tempo que entrelaçava suas vidas com o propósito que tinha para o mundo.   ESBOÇO DO LIVRO   I. Introdução: Noemi perde todo o que tinha (1.1 – 5) II. Noemi volta de Moabe (1.6 – 22) A. Rute apega-se a Noemi (1.6-18) B. Rute e Noemi voltam a Belém (1.19-22) III. Rute e Boaz encontram-se nos campos da colheita (cap.2) A. Rute começa a trabalhar (2.1-7) B. Boaz demonstra bondade para com Rute (2.8-16) C. Rute volta a Noemi (2.17-23) IV. Rute vai a Boaz na eira (cap.3) A. Noemi dá instruções a Rute (3.1-5) B. Boaz compromete-se a conseguir a redenção (3.6-15) C. Rute volta a Noemi (3.16-18) V. Boaz combina seu casamento com Rute (4.1-12) A. Boaz encontra-se com um parente anônimo (4.1-8) B. Boaz compra as propriedades de Noemi e anuncia o casamento com Rute (4.9-12) VI. Conclusão: Noemi recebe de volta tudo o que perdera (4.13-17) VII. Epílogo: Genealogia de Davi (4.18-22)   O TEXTO MAIS DIFÍCIL   O texto que talvez nos traga maior suspense, se assim podemos dizer, é aquele que narra a decisão do resgatador em abrir mão deste direito (cf. 4.1-12). A transação legal entre Boaz e o parente resgatador mais próximo na presença dos anciãos junto à porta da cidade exemplifica uma negociação exclusivamente masculina daquele tempo. Rute estava sendo trocada como se fosse um bem de Elimeleque e um instrumento para dar continuidade à linhagem do sogro falecido (4.5). O parente resgatador se mostrou disposto a arrematar a propriedade pertencente a Elimeleque, mas recusou-se casar com Rute (4.6). No final deu tudo certo. Boaz arremata a propriedade e se casa com Rute e a história tem um final feliz (4.9,13).   O TEXTO QUE MAIS TOCOU O MEU CORAÇÃO   O que dizer da atitude de Rute de se deitar junto de Boaz à noite? Seguindo o conselho de Noemi, sua atitude, a princípio, pode-nos parecer leviana:”Lave-se, perfume-se, vista sua melhor roupa e desça para eira” (3.3). Mas não foi. Os fatos comprovam a história. Tanto Rute quanto Boaz eram pessoas íntegras. Em primeiro lugar, o conselho dado por Noemi à sua nora, visa claramente ao propósito de recorrer à obrigação de Boaz como parente. Rute falou por si mesma, tomou coragem e pediu que Boaz agisse como parente-resgatador e se casasse com ela. Boaz também era um homem íntegro. Ele aceita a proposta de Rute, sem entretanto, coabitar com ela: “Agora, pois, minha filha, não tenhas receio; tudo quanto disseste eu te farei, pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” (Rute 3.11). Referências bibliograficas: Bíblia de Estudo NVI / organizador geral Kenneth Backer; co-orgnizadores Donald Burking… [et. Al]. – São Paulo: Editora Vida, 2003. Comentário Bíblico Africano / editor geral Tokunboh Adeyemo. – São Paulo: Mundo Cristão, 2010. Comentário Bíblico: Vida Nova / D. A Carson … [et. Al]. – São Paulo: Vida Nova, 2009.   JOSÉ MAURÍCIO CUNHA DO AMARAL  

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Israel Belo de Azevedo maio 31, 2011
Gálatas
Israel Belo de Azevedo

Gálatas 5.22 — O AMOR COMO DOM DO ESPÍRITO SANTO (O fruto do Espírito, 2)

O FRUTO DO ESPÍRITO, 2 O AMOR NO ESPÍRITO Gálatas 5.22     1. INTRODUÇÃO Sobre o dom do amor, Gálatas 5.22 precisa ser lido junto com 1Coríntios 13 Só o cristão pode amar, porque só o cristão tem o Espírito Santo habitando em seu interior. O amor só é possível quando é uma ação do Espírito Santo em nós. Fora do Espírito, temos o simulacro (imitação) do amor. O amor se alimenta de palavras, mas depende de ações concretas para sobreviver. O amor não tem nada a ver com reciprocidade, seja negativa (do tipo "dente por dente, olho por olho", do "bateu, levou"), seja positiva, do tipo "é dando que se recebe". Tem muita gente cansada de amar, gente esquecida que é objeto do amor de Deus e gente exausta de esperar recompens por parte de quem ama ou diz amar.. Você pode ter uma "personalidade forte", mas o Espírito Santo que habita em você é mais forte que a sua "personalidade". Quem tem ódio no seu coração (mesma para com uma pessoa que "mereça") não tem o Espírito Santo neste coração.   2. PRELÚDIO A 1CORÍNTIOS 13 O poema paulino acerca do amor, registrado em 1Coríntios 13, é um interlúdio ao tema teológico dos dons espirituais. Com ele, Paulo, na mesma orientação de Tiago (1.19-27), mostra o sentido da verdadeira religião, que não se esgota em práticas litúrgicas inesquecíveis, nem em espetáculos grandiosos, nem em estratégias de conquista do mundo. Ao fazê-lo, Paulo escreveu o mais lindo capítulo do Novo Testamento, podendo ser colocado ao lado do Salmo 23, no Antigo Testamento, como um patrimônio insuperado da literatura universal. O sentido da religião é o amor, esta palavra indefinível e de cujo sentido só a poesia pode nos aproximar. A falta de palavras que o exprima levou o escritor apostólico João a declarar que Deus é amor (1João 4.8), na mais curta e mais precisa informação acerca da Trindade divina. No entanto, o amor não é Deus. O amor é um sentimento que Deus inspira. Não se pode idolatrar o amor, nem aqueles a quem amamos. As pessoas são para serem amadas, não veneradas, pois a adoração é uma atitude exclusiva para Deus. O amor descrito pelo apóstolo é o amor que as pessoas devem ter umas pelas outras, mas é também o sentimento modelado no amor de Deus para conosco. Desta descrição podemos derivar um estilo de vida, capaz de nos permitir a viver o Cristianismo com plenitude e a vivenciar os relacioanamentos com maturidade.   3. PRESSUPOSTOS DO AMOR O amor é o mais divino dos sentimentos humanos, um sentimento "sobremodo excelente" (no dizer do apóstolo). Na hierarquia da vida santa, ele é mais importante que a fé, pela qual somos salvos, e que a esperança, pela qual nos mantemos vivos; ele é o sentimento mais importante, porque é o que dá qualidade à fé e à esperança. Fé sem amor é algo morto, como ensinou Tiago. Esperança sem amor não tem a disposição essencial, de enxergar concretamente o que se apresenta além do plano visível da realidade. O apóstolo se refere ao amor como sendo um caminho. A aplicação da idéia do caminho ao amor é muito feliz. O amor é um caminho, e isto indica uma de suas características: aprende-se a amar. Nenhum de nós sabe amar. No versículo 11, o apóstolo nos lembra que, quando crianças, só sabíamos ser amados; quando adultos, devemos saber amar. O natural é ser amado; amar é um dos sinais da espiritualidade cristã. Não por acaso o apóstolo Paulo relaciona o amor como um fruto do espírito (Gálatas 5.22-23). Muitas vezes, ficamos felizes em ter avançado um pouco e conseguirmos retribuir o amor que recebemos. Esta, no entanto, ainda não é uma condição de maturidade. Portanto, não ache estranho que você tenha dificuldade de amar a partir de sua própria iniciativa. Para amar de fato, você precisa de duas atitudes.   . A primeira é reconhecer que é amado por Deus. Deus já o ama, mas seu amor universal (expresso na criação e na encarnação) pode se tornar pessoal, quando você se sente particularmente querido por Ele. A vida cristã, que produz amor, começa com a experiência da cruz e da ressurreição de Cristo, que nos coloca inteiramente no Reino do Pai.   . A segunda atitude é amar a Deus. Se você amar a Deus, você vai amar ao outro. Se você não ama seu próximo, você pode cantar louvores a Deus, mas você não ama a Deus; antes, torna-o e torna-se mentiroso. Como diz João, <ii>amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus e praticamos seus mandamentos<fi> (1João 5.2), já que <II>se alguém disser "Amo a Deus" e odiar seu irmão, é mentiroso, pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê<FI> (1João 4.20). Quando você ama a Deus, você é capacitado a amar as pessoas (Ray Stedman). Quando você ama a Deus, Ele lhe ensina a amar. Por isto, qualquer tentativa de amar sem a presença do Espírito de Deus resulta em <II>eros<FI> e <II>filia<FI>, nunca em <II>ágape<FI>. <II>Eros<FI> é o amor-posse, que quer o amado para si, nem que tenha que destruí-lo para não perdê-lo. <II>Filia<FI> é o amor-amizade, cujo resultado é a fraternidad. Quem tem o Espírito Santo reproduz o caráter de Cristo, descrito por Paulo como tendo renunciado sua própria divindade como expressão do seu amor-<II>ágape<FI> para com a humanidade (Fp 3.1-11).    4. O VALOR DO AMOR Uma de nossas dificuldades em relação ao amor é confundi-lo com a perfeição. O apóstolo nos adverte acerca deste perigo. Nenhum de nós consegue ser perfeito, mas todos conseguimos amar. Como diz Paulo, o amor convive com a nossa imperfeição (v. 10). O amor, portanto, não tem a ver com perfeição, mas com motivação. No início do poema, aprendemos que amar as pessoas é mais importante do que falar todos os idiomas da terra e dos céus. Comunicação sem amor não

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Israel Belo de Azevedo maio 30, 2011
Gálatas
Israel Belo de Azevedo

Gálatas 5.22 — ALEGRIA COM DOM DO ESPÍRITO SANTO (O fruto do Espírito, 1)

(O FRUTO DO ESPÍRITO, 1)   ALEGRIA NO ESPÍRITO SANTO (Gálatas 5.22)   1. INTRODUÇÃO O apóstolo Paulo põe o paradoxo das possibilidades de vida em duas expressões: o cristão não deve produzir as "obras da carne", mas, antes, o "fruto do Espírito Santo". Ao colocar as manifestações da carne no plural, o escritor bíblico quis deixar claro que elas são múltiplas e que o cristão não se deixa escravizar por todas elas de uma só vez. Além disso, ele termina a frase, acrescendo um "e coisas semelhantes a estas". Este "etc" paulino mostra a amplitude das possibilidades no erro, diante das quais devemos estar vigilantes. A lista não poderia mesmo ser limitada porque a criatividade humana é ilimitada. Quando o apóstolo passa a recomendar como o cristão deve viver, ele usa a expressão "fruto do Espírito" no singular. Cada arvore só dá um tipo de fruto, segundo a sua espécie. Esta ênfase paulina indica que essas virtudes não são para ser escolhidas no balcão do Espírito Santo, mas que devem compor a bagagem de todo cristão. O cristão não pode ser amoroso e triste, mas amoroso e alegre. A árvore de quem vive no Espírito Santo deve dar este fruto: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. É um fruto só. Quando alista a última parte do fruto, Paulo não coloca um "e", como a reforçar a unidade deste fruto. Não há hierarquia nesta relação. O amor não é mais importante que a mansidão. Amor e mansidão são expressões do mesmo fruto. Não é fácil viver no Espírito. Por isto, a Bíblia está sempre a nos orientar neste projeto de vida. O fruto do Espírito é, portanto, integral, holístico. Eu não posso dizer: — "Fidelidade" é comigo, mas não espere de mim "domínio próprio". Uma bola de futebol sem um dos seus gomos não é uma bola de futebol. Não há uma progressão nesta manifestação. O amor não é mais importante porque vem em primeiro lugar. O domínio próprio não é menos valoroso porque vem por último. Ambos, como os demais, são faces do mesmo fruto. Ao tratar, portanto, deste fruto, podemos começar por qualquer um dos lados. Podemos começar pela alegria. Na perspectiva bíblica, a alegria é um fruto do Espírito, isto é, não é uma virtude que nós possamos produzir, mas uma manifestação do Espírito Santo em nós. A nossa participação consiste em permitir que o Espírito Santo a inocule (introduza, enxerte) em nós e em cultivá-la por meio de uma vida de intimidade com o Espírito Santo.   2. ALEGRIA COMO IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS A narrativa da criação do mundo (Gênesis 1) contém uma frase que se repete ao termino de cada dia: Viu Deus que isso era bom. A criação do mundo, parte por parte, deu prazer a Deus. No primeiro dia, Ele não olhou para o que restava e se lamentou. Antes, Ele se alegrou no que já tinha feito. Sua atitude é diferente de muitos de nós, pessimistas profissionais, sempre a lamentar o que falta ser feito, como um peso incarregável. Deus é alegre. Ao relembrar a promessa divina ao seu povo, prestes a entrar na terra prometida, Moisés afirmou:  "O Senhor teu Deus te fará prosperar grandemente em todas as obras das tuas mãos, no fruto do teu ventre e no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, porquanto o Senhor tornará a alegrar-se em ti para te fazer bem, como se alegrou em teus pais" (Deuteronômio 30.9). Onde Deus está, há "honra e majestade", mas também "força e alegria" (1Crônicas 16.27). Na presença dEle, há plenitude de alegria (Salmo 16). Esta marca do caráter de Deus é reafirmada por ocasião do batismo de Jesus Cristo. "Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo", isto é, em quem me alegro, em quem tenho prazer (Mateus 3.17). Jesus disse que no céu há alegria quando um pecador se arrepende (Lucas 15.7). O mesmo Jesus informou a motivação a sua pregação: para que seus discípulos (os ontem e os de hoje) "tenham a "minha alegria completa" em si mesmos" (João 17.13). Como imagem e semelhança de Deus, nós devemos ser alegres. A propósito, a palavra "alegria" (na forma substantiva, verbal e adjetiva), com seus sinônimos, aparece na Bíblia aos milhares, na certeza que "o coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate"(Provérbios 15.13). Não há contradição entre alegria e santidade. Nada mais estranho que um santo triste. Um santo não pode ser triste. Por isto, nada mais estranho que o retrato que geralmente se pinta de Jesus: rosto sério, face crispada, jeito de poucos amigos. Será que, em Caná da Galiléia, Jesus estava num canto da festa ou estava participando dela? Pelo relato bíblico, sabemos que Jesus estava se divertindo e chegou a providenciar mais vinho para que a festa prosseguisse. Uma das críticas que os raivosos e entristecidos fariseus faziam ao Senhor Jesus foi a seguinte: "Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores" (Mateus 11.19). Ele não era um glutão ou um beberrão, mas comia e bebia com os que vinham a Ele, o que contrariava a idéia de uma religião séria, pesada e triste. A religião cristã, infelizmente, está mais para os fariseus do que para Jesus.  Precisamos recuperar o "hedonismo cristão" com uma teologia e uma atitude que condenem a alegria superficial, mas reforcem a alegria no Espírito Santo, presente em todas as áreas da nossa vida. Assim, portanto, nosso culto deve ser alegre, nunca um funeral. Nem a celebração da Ceia do Senhor pode se parecer com um funeral, porque, se é celebrado em memória, ela o é em memória dAquele que vem. A Ceia do Senhor é,

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Israel Belo de Azevedo maio 26, 2011
Mateus
Israel Belo de Azevedo

Mateus 19.4-6: EIS AQUI O QUE DEUS UNIU HÁ 25 ANOS (Celebração de Bodas)

  (MENSAGEM PARA CELEBRAÇÃO DE BODAS)   [TEXTO BÍBLICO] Então Jesus respondeu: Não tendes lido que no princípio o Criador fez homem e mulher? Portanto, o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e serão ambos uma só carne. De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus uniu não o separe o homem (Mateus 19.4-6)     1. INTRODUÇÃO Breve história do relacionamento do casal.   2. POR QUE VOCÊS ESTÃO CASADOS HÁ 25 ANOS?   2.1. Sua união foi a três Vocês aprenderam que o casamento entre duas pessoas é, na verdade, entre três: ele, ela e Deus. Ou, neste caso: entre você (o marido), você (a esposa) e Deus. Foram três os casantes porque foi Deus quem uniu vocês dois. Nesse triângulo amoroso que vocês têm cultivado, Deus está no vértice superior, ditando os valores, inspirando as decisões e fortalecendo os laços conjugais. Nos outros dois vértices, vocês dois ouvem esses valores, seguem-nos com seriedade e têm prazer na companhia abençoadora de Deus. Foi por causa desta disposição, que vocês permaneceram. Eu espero que esta disposição permaneça daqui a cinco anos, quando farão bodas de pérola, e daqui a 15 anos, quando farão bodas de rubis.   2.2. O alvo foi o bem-estar do outro Quando o casamento é a três, os três procuram o bem-estar um do outro. Deus sempre procura o nosso bem-estar, porque os planos de Deus para nós são de paz, nunca de mal. Vocês têm querido o bem-estar um do outro. Num mundo em que as pessoas se centram em si mesmas, o casamento é um escândalo, no sentido que nele um vive para o bem-estar do outro. Ambos, portanto, vivem para fazer o outro feliz. No casamento, firmado segundos os princípios espirituais de Deus, o maior prazer (em todas as suas dimensões) é o prazer do outro. Que bom que vocês se casaram não para ver o que um podia tirar do outro, mas para oferecer o máximo ao outro, em termos de cuidado, carinho, afeto, proteção e preocupação. Foi por causa desta disposição, que vocês permaneceram. Eu espero que esta disposição permaneça quando fizeram bodas de ouro, daqui a 25 anos.   2.3. A fidelidade lhes foi um compromisso mútuo Vocês demonstram ter claramente aprendido que quando um procura o bem-estar do outro, há um compromisso mútuo de fidelidade entre os dois. Certamente não lhes foi fácil serem fiéis. Nunca foi, não é e jamais será fácil ser fiel. As ofertas são muitas. É por isto principalmente que se faz a recomendação bíblica aqui repetida. Não ser fiel é precisamente separar-se mesmo que se esteja junto. Vocês se guardaram um para o outro, tanto na exclusividade e na permanência da paixão quanto na direção e sentido do amor e do respeito. Vocês têm-se desejado um ao outro. Vocês têm querido estar um com o outro. Vocês têm vivido um relacionamento de transparência, aquela transparência que se pode ver prazerosamente porque dela saem cores e odores agradáveis. Vocês têm vivido um relacionamento de integridade, isto é, de inteireza, verdade e completude. Só é fiel, vocês sabem, quem é capaz de renunciar ao fácil e ao fútil, ao ilusório e ao perfunctório. Não é fácil manter-se junto, mas esta é a recomendação bíblica e exatamente por isto. Foi por causa desta disposição, que vocês permaneceram. Eu espero que esta disposição permaneça, quem sabe, nas bodas de diamante (60 anos), de prata dourada (70) e de carvalho (80).   3. APRENDENDO COM O CASAL Agora, quero dizer algo para aqueles que ainda não chegaram aos 25 anos de casados e até para aqueles que ainda não casaram. Quero destacar outras características que vejo nesta vitoriosa união.   3.1. Eles mantiveram o sentido da complementaridade Deus criou o homem e a mulher como seres complementares. Um sem o outro é incompleto; não é ainda um ser. Homem e mulher são radicalmente diferentes no plano biológico. E nesta diferença, eles se complementam. Eles são muito diferentes entre si no plano psicológico e nesta diferença eles se complementam.   3.2. Eles desenvolvem a dimensão da companhia Complementaridade tem a ver com companhia, cujo contrário é solidão. Se vocês preferissem a solidão, não se casariam. No entanto, viver na companhia do outro é algo a ser aprendido, constantemente aprendido porque facilmente lembrado. Viver em companhia é, em essência, ter prazer em estar com o outro. É gostar de fazer em conjunto as coisas que antes se fazia em separado. Viver em companhia implicam em ter coragem de renunciar a alguns gostos, próprios de quem vive só. Viver em companhia significa respeitar a individualidade do outro. O casamento não é para anular, mas para ser prazeroso aos cônjuges. Eles são companheiros um do outro; por isto, têm contribuído para que permaneça unido aquilo que Deus uniu.   3.3. Eles têm preservado o espírito da comunicação Os gestos comunicam mas demandam muita interpretação. Eu sei que vocês conversam; falam dos seus projetos, mesmo que ligeiros; discutem suas ansiedades, mesmo que passageiras; fazem suas reclamações, mesmo que rasteiras. Vocês se comunicam.   4. CONCLUSÃO Convite a que olhemos para este casal como estímulo à nossa vida conjugal. ISRAEL BELO DE AZEVEDO  

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Israel Belo de Azevedo maio 22, 2011
Joel
Israel Belo de Azevedo

PARA UM DESPERTAMENTO ESPIRITUAL (Joel 2.12-32)

  Depois de um período que, indevidamente, podemos classificar de apaixonado, muitos cristãos descem as escadas da fé rumo à indiferença e ao desinteresse espiritual. Há muitos, dentro e fora das igrejas, que querem uma bênção. Deus passa e a deixa. Aprendemos isto em Joel 2.12-32:   "’Agora, porém’, declara o Senhor, ‘voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto. Rasguem o coração, e não as vestes’. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça. Talvez ele volte atrás, arrependa-se, e ao passar deixe uma bênção. Assim vocês poderão fazer ofertas de cereal e ofertas derramadas para o Senhor, o seu Deus. Toquem a trombeta em Sião, decretem jejum santo, convoquem uma assembléia sagrada. Reúnam o povo, consagrem a assembléia; ajuntem os anciãos, reúnam as crianças, mesmo as que mamam no peito. Até os recém-casados devem deixar os seus aposentos. Que os sacerdotes, que ministram perante o Senhor, chorem entre o pórtico do templo e o altar, orando: ‘Poupa o teu povo, Senhor. Não faças da tua herança objeto de zombaria e de chacota entre as nações. Por que se haveria de dizer entre os povos: ‘Onde está o Deus deles?’ (…) ‘E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. ‘Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias. Mostrarei maravilhas no céu e na terra: sangue, fogo e nuvens de fumaça’. O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e temível dia do Senhor. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar". (Joel 2.12-32)   Joel nos propõe um despertamento espiritual.   1. ESTAR ESPIRITUALMENTE DESPERTO É TER CONSCIÊNCIA DA PRESENÇA DE DEUS. A esta consciência precisamos corresponder com um desejo por esta presença.   Nossas vidas são reguladas pela agenda do dia, que é muito curto para o que temos que fazer. Se dizemos, por exemplo, que somos pessoas de oração, nossa agenda nos confirma ou nos desmente.   Nossas vidas estão reguladas pela agenda do século. O que pensamos vem do que vemos, ouvimos e lemos, avassaladoramente.   Deus espera um coração despertado. Um coração despertado espiritualmente é um coração em que o Espírito de Deus se derrama. Um coração despertado procura pensar com a cabeça de Deus. Num coração despertado, o céu e a terra fazem parte de uma mesma realidade. Um coração despertado não ora a um Deus distante, mas a um Deus que está ao lado. Um coração despertado não vê a sua vida como à parte da vida de Deus. Um coração despertado vive sua vida no teatro da glória de Deus. Um coração despertado profetiza a Palavra de Deus, tem sonhos divinos para esta terra, tem visões (Joel 2.28) de quem Deus é: "misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se e não envia a desgraça" (Joel 2.13).   (O fato de Deus se arrepender quer dizer que Ele considera as nossas orações para mudar as coisas; não existe destino, mas uma vida dinâmica, escrita a quatro mãos: as nossas duas e as duas de Deus. O fato de Ele não enviar desgraça deve nos lembrar que Deus não é o autor dos problemas que nos acometem em nossas vidas.)   A esta altura, você dirá: — Bem, quero viver na presença de Deus, mas como faço isto?   Bem, preciso lhe dizer que estou na mesma caminhada, enfrentando as mesmas dificuldades. Também separo o mundo de Deus do Deus do mundo. Também tendo a achar que Deus está em alguns lugares e em outros, não. Também sou levado a pensar que há dois planos de mundo: o nosso aqui, embaixo, e o de Deus, lá em cima. Eu leio que "se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás" (Salmo 139.8), mas minha cabeça ainda não alcança. Então, vejo televisão sozinho. Leio sozinho. Trabalho sozinho. Caminho sozinho.   Quando estou bem, reservo um tempinho para estar na presença de Deus, entendido como um tempo de oração e meditação.   Quero me livrar deste equívoco, e espero que o queira também. Espero que, como eu, queira Deus como Ele é: 100% presente nas nossas vidas. Acordemos com Ele. Almocemos com Ele. Trabalhemos com Ele. Peguemos o ônibus com Ele.   Quando me assento para estudar e escrever, sobretudo sermões, posso pesquisar, posso raciocinar, posso brincar com as palavras, posso alcançar os efeitos literários ou retóricos que imagino. Quando termino, posso até agradecer a Deus pelo resultado.   Mas isto é pouco. Quero um Deus ao meu lado, embora invisível e até mesmo insentível. Este Deus me inspira a produzir frases que nunca imaginei, a interpretar textos com idéias que nunca tive, a corrigir meus erros, a fazer com que um texto árido fique cheio de vida, para mim e para os que alcanço. Isto não quer dizer que não devemos reservar um tempo específico para a oração e para a meditação, mas não tempo para a presença de Deus. Ele está sempre presente. Sua presença não é a exceção, mas a regra.   Precisamos de uma teologia sobre Deus, que não o ponha num cercadinho das coisas religiosas. Deus fala, se ouvimos. Deus ouve, se falamos. Deus se manifesta, se queremos.   Não podemos nos esconder dEle, mas achamos que podemos. Ele está no nosso trabalho, mas achamos que pode não estar. Ele está na praia, mas achamos que pode não estar. Ele está na sala de aula, mas achamos que pode não estar. Ele está no laboratório de pesquisa, mas achamos que pode não estar. Ele esta no consultório onde recebemos

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Israel Belo de Azevedo maio 21, 2011
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