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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
1 Pedro
Israel Belo de Azevedo

1Pedro 5.1-9 — PRINCÍPIOS PARA UM MINISTÉRIO APROVADO POR DEUS (Sylvio Macri)

  É com angústia e perplexidade que temos visto os problemas que têm acontecido com o ministério pastoral em nossos dias. Parece que perdemos o rumo, que falta um norte, uma indicação segura de como proceder – do lado dos pastores, e de como avaliar – do lado das ovelhas. Infelizmente, mais uma vez, como em outras questões, temos abandonado a nossa regra de fé e prática para adotar critérios humanos. As igrejas passaram a escolher seus pastores a partir de um perfil estabelecido segundo exigências carnais, tais como formação acadêmica, capacidade de articulação política e social, encanto pessoal, indicações e influências de terceiros, currículo, etc. (e os pastores também passaram a pautar-se por este modelo). Mas se quisermos voltar para a Bíblia, os princípios para um ministério aprovado por Deus estão lá. E nenhuma passagem resume mais adequadamente esses parâmetros do que I Pedro 5:1-9. É um roteiro básico de quatro pontos que, se obedecidos, levarão o pastor a receber a sua imarcescível coroa de glória, quando se manifestar o sumo Pastor – Jesus. Vejamos quais são tais princípios.   I. Para ser um ministro aprovado por Deus é preciso ter o sentimento correto. A primeira parte do v. 2, de I Pd. 5, diz: “Cuidem do rebanho de Deus de quem vocês são pastores, e façam-no, não sob compulsão, mas por livre vontade, assim como Deus o faria.” Esta é a versão da New English Bible, da qual gosto muito porque adotou uma das possibilidades de tradução – para mim a melhor – da expressão grega kata theon (como Deus o faria). Paulo dizia que, como pastor, era constrangido apenas pelo amor de Cristo (II Co.5:14). Aos tessalonicenses ele se apresentou com um amor comparável ao de mãe: “Quando estivemos com vocês…. fomos como uma mãe ao cuidar dos seus filhos. Nós os amávamos tanto, que gostaríamos de ter dado a vocês não somente a boa notícia que vem de Deus, mas até mesmo a nossa própria vida. Como nós os amávamos!” (I Ts.2:7,8 – NTLH). Isto é o que Deus faria se estivesse no lugar de Paulo. Escrevendo aos filipenses, o apóstolo revela que há um outro pastor de igual sentimento: “Timóteo é o único que se preocupa com vocês como eu me preocupo e é o único que, de fato, se interessa pelo bem-estar de vocês. Pois todos os outros se preocupam com os seus próprios interesses e não com os de Jesus Cristo.” (Fp.2:20,21 – NTLH).    Mas encontramos outros sentimentos no texto de I Pd.5:1-9. A espontaneidade (livre vontade) aqui mencionada é a marca da alegria. Tudo o que é feito por nossa livre escolha é feito com alegria. Não me sinto bem quando ouço candidatos ao ministério, no exame de consagração, darem a entender que foram “forçados” a seguir o ministério, por terem fracassado todas as tentativas de seguir outras carreiras. O sentimento de humildade que está presente neste texto e em outros pontos da mesma epístola, é o mesmo que houve em Cristo Jesus (Fp.2:5-8). O pastor que é dominado pela mente de Cristo, é dominado pela humildade. Quando Pedro fala em “cingir-se da humildade”, o sentido original é o de vestir uma peça de roupa e amarrá-la firmemente. O pastor precisa agarrar-se à humildade, porque somente assim receberá graça para cumprir seu ministério (v.5). Não pode exaltar-se a si mesmo, somente Deus pode fazê-lo (v.6). O sentimento de paz é alcançado pelo pastor que lança todas as suas ansiedades sobre Aquele que o chamou para a obra, e que por isso não se deixa dominar pela angústia, incerteza, inquietação, insegurança quanto ao seu sustento, seu sucesso, ou quanto à falta de apoio, ingratidão, injustiça, etc. Deus jamais deixará de cuidar do servo que chamou para o ministério (v.7). II. Para ser um ministro aprovado por Deus é preciso ter a motivação correta. A isto se refere a segunda parte do v. 2: “Nem por torpe ganância, mas de boa vontade”. Algumas traduções adotam aqui o estilo “curto e grosso”, falando claramente em “ambição de dinheiro” (Dios Habla Hoy), “mero pagamento” (Good  News Bible), ou “ganho ilícito” (Almeida século 21). A NTLH diz: “Não façam seu trabalho para ganhar dinheiro”. O sentido original é “lucro vergonhoso”. A alternativa que Pedro apresenta é fazer o trabalho “com verdadeiro desejo de servir” (NTLH), ou “com absoluta devoção” (New English Bible). Sem dúvida, “digno é o trabalhador do seu salário” (I Tm.5:18), mas Paulo lembrou aos pastores de Éfeso: “De ninguém cobicei prata nem ouro nem roupas…. em tudo vos dei exemplo de que deveis trabalhar assim…. recordando as palavras do próprio Senhor Jesus: É mais bem-aventurado dar do que receber.” (Atos 20:33,35 – Almeida século 21). Aconselhando ao inigualável pastor Timóteo ele diz: “Tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos”, palavra inaceitável para a grande maioria dos pastores de hoje. Na mesma passagem ele observa que aqueles que “pensam que a piedade é fonte de lucro” provocam “difamações, suspeitas malignas e atritos constantes”, e acabam sucumbindo a “tentações, armadilhas e desejos descontrolados e nocivos”, mergulhando “na ruína e na destruição, pois o amor do dinheiro é a raiz de todos os males”. E diz a Timóteo para “fugir de tudo isso.” (I Tm.6:3-15 – NVI). Escrevendo aos filipenses, o apóstolo era levado até às lágrimas ao adverti-los contra os obreiros cujo “deus era o estômago”, que se orgulhavam “do que é vergonhoso” e que só pensavam “nas coisas terrenas”. (Fp.3:17-20 – NVI). Isto não nos parece tão familiar hoje? Por isso é que Pedro exorta: “Tende bom senso e vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, procurando a quem possa devorar” (v.8 – Almeida século 21). O Diabo trabalha na motivação do ministro, para destruí-lo. Ao invés de buscar ter mais em sua conta, o pastor deve buscar que suas ovelhas “cheguem a ter mais na conta delas diante de Deus” (Fp.4:17 – Dios Habla Hoy). III. Para ser um ministro aprovado por Deus

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Israel Belo de Azevedo novembro 25, 2010
Isaías
Israel Belo de Azevedo

Isaías 20 — EM QUE CONFIAMOS?

  O profeta Isaías relacionava suas mensagens e experiências com Deus aos fatos da vida política. Por isto, encontramos a expressões "No ano em que" em quatro lugares do livro. A mais famosa é a do capítulo 6: "No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo" (Isaías 6.1). A mesma expressão aparece em Isaías 14.28 ("Esta advertência veio no ano em que o rei Acaz morreu") e Isaías 36.1 ("No décimo quarto ano do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades fortificadas de Judá e se apossou delas"). Em todos os textos, a expressão é uma chave para entender o texto, como acontece na outra ocorrência do texto, no capítulo 20 de Isaías, que lemos:   No ano em que o general enviado por Sargom, rei da Assíria, atacou Asdode e a conquistou, nessa mesma ocasião o Senhor falou por meio de Isaías, filho de Amoz, e disse:  — Tire o pano de saco do corpo e as sandálias dos pés.  Ele obedeceu, e passou a andar nu e descalço.  Disse então o Senhor: — Assim como o meu servo Isaías andou nu e descalço durante três anos, como sinal e advertência contra o Egito e contra a Etiópia, assim também o rei da Assíria, para vergonha do Egito, levará nus e descalços os prisioneiros egípcios e os exilados etíopes, jovens e velhos, com as nádegas descobertas. Os que confiavam na Etiópia e se vangloriavam no Egito terão medo e ficarão decepcionados. Naquele dia o povo que vive deste lado do mar dirá: ‘Vejam o que aconteceu com aqueles em quem confiávamos, a quem recorremos para nos ajudar e nos livrar do rei da Assíria! E agora? Como escaparemos?’ (Isaías 20)   1. AFIRMEMOS QUE O NOSSO DEUS É O DEUS DE AÇÕES CONCRETAS. Aprendemos logo uma verdade extraordinária: Deus é um Deus enraizado na história, no sentido em que Ele se manifesta na história. Ele não se apresenta no vazio, mas na plenitude de nossas experiências. Deus é um Deus interessado nas nossas histórias. Deus não se refugia nos céus, para não ser alcançado. Ele fala diretamente. Ele fala através de profetas. Ele fala através de símbolos. Houve um fato marcante na história nesses dias. Uma das cinco grandes cidades filistéias era Asdode, que devia ter sido conquistada pelos israelitas (Josué 15-46.47), mas não o foi (hoje faz parte do Estado de Israel, como um de suas cinco maiores cidades). Asdode, nessa época, estava sob o domínio da Assíria e era dirigida por um governador nomeado pelo rei Sargom II. No entanto, em 711 a.C., o povo se revoltou e depôs o governador Arkhimiti. Para retoma-la e castiga-la, Sargom determinou que a cidade fosse subjugada, tarefa levada a cabo por um general (Tartã possivelmente, daí a tradução da NVI, era o título para "general"). O povo asdodeu esperava proteção do Egito (ao sul) contra os assírios, mas, para sua decepção, não a recebeu.  Isaías pede ao povo que olhe para a história dos asdodeus e aprenda.  Cada um de nós precisa olhar para a sua própria história e aprender.  A historia não se repete, porque não somos os mesmos, as pessoas não são as mesmas e as circunstâncias não são as mesmas, mas podemos aprender com a nossa história, desde que a conheçamos. Isaías pede ao povo para ver em quem esperavam os asdodeus e o que lhes aconteceu.   2. PERGUNTEMO-NOS EM QUE A NOSSA CONFIANÇA ESTÁ POSTA. Devemos examinar nossas próprias vidas e nos perguntar em que(m) estamos confiando. Os asdodeus confiavam no Egito.  Alguns confiamos em nossa própria força física, como aqueles rapazes que, em turma, agridem os outros, nas ruas ou nos estádios ou nas festas. Eles se acham invencíveis e, às vezes, indescobríveis. Alguns confiam que não serão alcançados, dada a malha de proteção com que contam, às vezes começando com seus próprios pais. Alguns confiamos em nossa inteligência, certos de que sempre daremos um jeito para vencer as dificuldades. Alguns confiamos em nossas próprias estratégias para conseguirmos nossos intentos, alguns ímpios.  Alguns confiamos no dinheiro que temos, mesmo sabendo que não compra tudo. Assim mesmo, é impressionante como pessoas que vão ganhando dinheiro mudam, não só de hábitos e amigos, mas de visões sobre a vida. Precisamos nos perguntar: em que estamos confiando?   3. ESTAMOS DISPOSTOS A OBEDECER? Temos mantido os nossos olhos fixos em Deus? Isaías tinha os seus. Por isto, quando recebe a estranha ordem, obedece. Deus lhe diz, com um claro propósito: "Tire o pano de saco do corpo e as sandálias dos pés" (verso 2), que era o mesmo que dizer: "ande nu e descalço". A mensagem era clara: as coisas não nos bastam, sejam roupas ou calçados. Trata-se de uma mensagem em forma de símbolos: não é contra roupas e calçados. Não somos o que vestimos. Não somos o que calçamos. O que somos está aquém do que temos, mesmo as mais simples, como roupas e sandálias. Tirar a roupa e as sandálias era um símbolo de despojamento. Era como dizer: "eu posso viver sem isso". Tirar a roupa e as sandálias era, e é, um escândalo, no caso, um escândalo para o bem, para que as pessoas prestassem atenção. Tirar a roupa e as sandálias é ter posições claras sobre os temas de hoje, mesmo que desagradem, bíblicas sendo. Tirar a roupas e as sandálias é viver de modo que escandalize os homens mas honrem a Deus. Tirar a roupa e as sandálias é perdoar quando ninguém perdoa. Tirar a roupa e as sandálias é amam quem ninguém ama. Tirar a roupa e as sandálias é deixar Deus agir quando todos fazem as coisas por conta própria. Tirar a roupa e as sandálias era uma prova de obediência radical. Deus nos pede provas de nossa obediência, para nos examinarmos a nós mesmos. Dizemos que amamos a Deus, mas nós o amaremos se

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Israel Belo de Azevedo novembro 21, 2010
Oséias
Israel Belo de Azevedo

Oseias 4.1-6 e 6.1-6 — O CONHECIMENTO QUE REALMENTE IMPORTA

O CONHECIMENTO QUE REALMENTE IMPORTA (Oseias 4.1-6 e 6.1-6)   Precisamos ser Oseias. Selecionei alguns versículos do seu livro.   Leiamos com atenção (Oséias 4.1-6 e 6.1-6):   Israelitas, ouçam a palavra do Senhor, porque o Senhor tem uma acusação contra vocês que vivem nesta terra:  “A fidelidade e o amor desapareceram desta terra, como também o conhecimento de Deus.  Só se vêem maldição, mentira e assassinatos, roubo e mais roubo, adultério e mais adultério; ultrapassam todos os limites! E o derramamento de sangue é constante. Por isso a terra pranteia, e todos os seus habitantes desfalecem; os animais do campo, as aves do céu e os peixes do mar estão morrendo.   Mas, que ninguém discuta, que ninguém faça acusação, pois sou eu quem acusa os sacerdotes. Vocês tropeçam dia e noite, e os profetas tropeçam com vocês. Por isso destruirei sua mãe.  Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos". (Oseias 4.1-6)   Venham, voltemos para o Senhor. Ele nos despedaçou, mas nos trará cura; ele nos feriu, mas sarará nossas feridas.  Depois de dois dias ele nos dará vida novamente; ao terceiro dia nos restaurará para que vivamos em sua presença.  Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra.   "Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você, Judá? Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora. Por isso eu os despedacei por meio dos meus profetas, eu os matei com as palavras da minha boca; os meus juízos reluziram como relâmpagos sobre vocês.  Pois desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos". (Oseias 6.1-6)   A palavra-chave destes dois textos é: conhecimento.  Ciência é conhecimento. Religião é conhecimento. Estudo resulta em conhecimento. Fé resulta em conhecimento. Ambos atendem às duas grandes dimensões da humanidade. Precisamos valorizar estas duas dimensões, sem reducionismo (isto é: sem reduzir as dimensões todas da vida a uma só, no caso, a minha, seja ela científica ou religiosa). Ciência e religião devem produzir felicidades, mas felicidades diferentes.     1 Ciência e religião tratam do conhecimento. Uma pessoa de ciência conhece. Uma pessoa de fé conhece. Há pontos de semelhança e de distância entre esses dois modos de conhecer. A ciência pesquisa a realidade que pode ser toda conhecida. Pelo menos: esta é a meta. A fé conhece Deus, que não pode apreendido do mesmo modo que a ciência conhece. Deus não pode ser conhecido de modo total, mas o que conhecemos vai nos saciando. O conhecimento científico começa com a dúvida e muitas vezes produz certezas, que são logo postas em dúvida. O conhecimento de Deus começa com a fé, que pode conhecer a dúvida, mas a dúvida não é a sua essência. O conhecimento de Deus inclui a pesquisa, para saber mais, mas uma pessoa pode crer nEle sabendo pouco sobre Ele. O conhecimento de Deus não depende da pesquisa, mas da experiência. A experiência na revisão bibliográfica, na observação no campo ou no laboratório da fé é diferente da experiência no campo da ciência. Na ciência, a experiência é feita com outras vidas. Na fé, a experiência é feita com a própria vida. Na ciência, a experiência é algo profissional, embora muito importante. Na fé, a experiência é algo vital, como uma questão de vida e morte… para nós. A atitude também é diferente. Quase sempre a descoberta de um cientista é uma afirmação da glória do ser humano e resulta em fama para o pesquisador ou pensador. O conhecimento de Deus é uma afirmação da glória de Deus. O conhecimento que importa é o conhecimento de Deus. Seu valor é eterno.  Como adquirimos este conhecimento?   2 Quero sugerir alguns passos.   1. O primeiro passo é o da fé mesmo, que se manifesta na admissão de que Deus existe e atua na história e na vida das pessoas. Esta atuação de Deus encontra seu ponto máximo na entrega de seu Filho, Jesus Cristo, para, morrendo em nosso lugar, nos redimir de nós mesmos, isto é, de nossos pecados, e restabelecer a paz entre nós e Deus. Esse passo só se dá com a negação de nossa auto-suficiência nas questões que realmente importam. Não podemos nos salvar a nós mesmos, por mais que conheçamos acerca da realidade. A dificuldade, no caminho da fé, consiste em apenas fazer perguntas, sem prestar atenção nas respostas. Deus nos responde, do seu jeito, que é o melhor. Ouvi-lo exige atenção.   2. O segundo passo é a reverência diante de Deus. Reverenciar Deus é prostrar-se (encurvar-se, humilhar-se) diante de Deus. Esta reverência se mostra na contemplação. Esta contemplação implica numa decisão de gastar tempo de qualidade diante de Deus. Amo aquela expressão do poeta Davi:   "Sempre tenho o Senhor diante de mim". (Salmo 16.8)   Esta contemplação se evidencia no silêncio diante de Deus, na oração contemplativa (aquela que nada pede, apenas se apresenta diante de Deus) e na leitura da Bíblia. (Talvez alguns tenha dificuldade de ler, não só a Bilbia, mas qualquer texto. Hoje esta dificuldade pode ser superada, porque há o recurso do audiolivro, com a Bíblia toda disponível para ser ouvida.) Tudo isto demanda a mesma renúncia à auto-suficiência e a decisão de gastar tempo com Deus, sobretudo tempo de qualidade, aquele que permite estarmos "sempre" diante de Deus. A dificuldade para reverenciar a Deus é imensa porque a tentação de sermos nosso próprio Deus é imensa, às vezes, maior que Deus mesmo na prática.   3. O terceiro passo é participar de uma comunidade, ela que nos lembra quem é Deus e nos ajuda a aprender quem é Ele. Podemos criticar a comunidade, mas não a idéia de comunidade,

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Israel Belo de Azevedo novembro 13, 2010
Marcos
Israel Belo de Azevedo

Marcos 3.1-6: VEM PARA A VIDA

 VEM PARA A VIDA (Marcos 3.1-6)   As cidades do antigo mundo judeu tinham sinagogas (literalemte, assembleias), os lugares separados para adoração, ensino e serviço. No caso dos judeus, templo só havia um, em Jerusalém, e a partir do ano 70 depois de Cristo, nenhum. Jesus foi algumas vezes ao templo (onde se ia em ocasiões especiais, como todos os judeus) e muitas, muitas vezes à sinagoga, todos os sábados de sua vida, como fazem judeus crentes e cristãos, sobretudo evangélicos, ao redor do mundo. Ao tempo de Jesus, como ele, as pessoas iam à sinagoga para adorar, aprender e servir. Jesus habitualmente ensinava nas sinagogas (Lemos que "ele percorreu toda a Galiléia, pregando nas sinagogas e expulsando os demônios" — Marcos 1.39; cf. Mateus 4.23). Numa dessas vezes em que Jesus foi à sinagoga, foi também um homem que tinha a mão (a mão direita, segundo Lucas 6.6) atrofiada (ressequida, mirrada), o que impedia ao homem de trabalhar e assim levar uma vida normal. Possivelmente, a atrofia foi conseqüência de algum acidente (talvez com uma faca). Na triste teologia predominante na época, sua mão atrofiada era conseqüência dos seus pecados. Assim, era visto como uma pessoa a ser evitada. Muito provavelmente aquele homem era um freqüentador assíduo daquela sinagoga, onde não havia milagres. Ele ia em busca de consolo para sua condição e, quem sabe, de auxilio material para minorar a escassez que a mão atrofiada produzia. Sua presença incomodava: era pecador demais para estar ali.    JESUS NOS INCOMODA A presença de Jesus também incomodava.  Provavelmente, a sinagoga se localizava em Cafarnaum, onde Jesus vivia com sua família (Maria, sua ame, e os irmãos e as irmãs), quando não estava pregando, ensinando e curando pela região. A presença de Jesus incomodava os fariseus, homens crentes que tinham transformado a religião num sistema opressivo, com regras rígidas que poucos podiam cumprir. Eles não suportavam Jesus. Jesus começou o seu ministério ensinando que, para ser salva, uma pessoa precisava se arrepender (Marcos 1.15). Os fariseus ensinam que, para ser salva, uma pessoa precisava seguir as regras da lei, para o culto e para a vida. Jesus chamava homens simples, sem preparo intelectual e sem currículo moral para serem seus discípulos (1.16-20), quando os fariseus eram muito exigente. Não era qualquer um que podia fazer parte do seu círculo. Jesus tinha poder sobre Satanás e libertava as pessoas do seu poder. Fizera isto naquela mesma sinagoga um pouco (Marcos 1.23.28). Os fariseus não tinham poder para expulsar demônios. Os fariseus gostavam de se comparar com os outros e sempre saiam aprovados e os outros, reprovados. Com Jesus, eles se sentiam ameaçados. Jesus tinha o hábito de orar, nunca em lugares públicos, para não chamar atenção sobre si, mas em lugares ermos onde não podia ser visto (Marcos 1.35-37). Os fariseus gostavam de orar em público, em pé e em lugares onde sua fé pudesse ser admirada e elogiada. Jesus tinha poder para curar os leprosos (Marcos 1.40-45), mantidos à margem de tudo e todos pela lei que os fariseus guardavam, interpretavam e aplicavam. Jesus não se importava que o interrompessem, que atrapalhassem seu ensino, se uma vida fosse transformada, como fez no caso do paralítico descido ao centro da reunião quando pregava (Marcos 2.1-12). Os fariseus cultuavam a ordem. Ninguém podia atrapalhar um culto. Jesus participava de festas com pessoas de moral duvidosa, não porque aprovasse sua conduta mas, convidado, queria que fossem alcançados para o reino de Deus (Marcos 2.15-17). Os fariseus achavam que Deus era Deus dos bons e dos santos, porque os outros não mereciam ser salvos. Jesus achava que a religião devia ser uma expressão alegre, celebrada com roupas alegres e comida gostosa (Marcos 2.18-22). Os fariseus gostavam de jejuns e roupas de luto. Jesus prezava os sistemas, mas prezava mais a vida e não tinha dúvida em quebrar as regras, para socorrer pessoas, para salvar pessoas, para curar pessoas, ficando assim dentro do espírito da lei (Marcos 2. 23-28). Os fariseus viviam para o sistema, que consideravam o bem maior da vida, mais que a própria vida, agarrados à letra da lei. Como lemos em Marcos 3.1-6, "Jesus voltou ao local de reuniões [sinagoga] e encontrou um homem com uma mão aleijada. Os fariseus tinham os olhos em Jesus para ver se ele iria curá-lo, na esperança de pegá-lo em uma infração de sábado. Ele disse ao homem da mão aleijada:  — Fique aqui, onde podemos ver você [no meio do salão]. Depois, falou ao povo: — Que tipo de ação serve melhor o sábado: fazer bem ou fazer mal; ajudar as pessoas ou deixá-las desamparadas? Ninguém disse uma palavra. Ele olhou nos olhos, um após o outro, com raiva agora, furioso com a sua religião de cheiro ruim. Ele disse ao homem: — Estenda sua mão.  Ele a segurou-se como nova! Os fariseus saíram o mais rápido que puderam, bolando sobre como poderiam juntar forças com os seguidores de Herodes e arruiná-lo". (Marcos 3.1-6 — THE MESSAGE)   JESUS NÃO SE CALA Nas igrejas de hoje há pessoas com mãos atrofiadas. Graças a Deus. Graças a Deus, as igrejas recebem os diminuídos pela vida, sejam nos seus corpos, nas suas mentes, nos seus corações. Graças a Deus, a nossa igreja recebe enfermos (físicos e mentais), atende a classe média e os pobres em suas necessidades, ouve os certinhos e escuta os erradinhos. Assim deve ser uma igreja, uma comunidade que acolhe os diferentes e abençoa os feridos. Que aqui nenhuma pessoa de mão atrofiada (símbolo de todas as formas de incapacitação) seja rejeitada e desamparada, mas esta é — infelizmente — uma possibilidade. Jesus está aqui, mas isto não impede que aqui também estejam os fariseus, os que não se importam com os necessitados, os que olham os miseráveis como merecedores de sua miséria, não de misericórdia.  Mesmo onde Jesus está, não fica impedida a ação daqueles que, vendo as coisas não funcionando do jeito deles, tomam o lugar de Deus, falando o que

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Israel Belo de Azevedo novembro 13, 2010
1 Tessalonicenses
Israel Belo de Azevedo

1Tessalonicenses 5.16,18 — O PODER DA GRATIDÃO (esboço)

O PODER DA GRATIDÃO (1Ts 5.16,18) 1. INTRODUÇÃO A ingratidão como um estilo predominante de vida em muitas pessoas, como o demonstram: . o caso dos vários leprosos curados, em que cada apenas um voltou para agradecer e foi não só curado como salvo. . os casos dos israelitas, que não paravam de murmurar contra Moisés por lhes ter libertado do cativeiro no Egito. Essas pessoas só vêem o negativo, como se tivessem medo da felicidade. No mesmo plano, há aqueles que são incapazes de dizer um “muito obrigado” que não seja formal. “Obrigadas” são, para elas, as pessoas que lhe prestam algum serviço. O apóstolo Paulo adverte para não sermos como aqueles que murmuram e sempre acham motivos para reclamar (Fp 2.14)   2. A NATUREZA DA GRATIDÃO (1Ts 5.16,18) 2.1. <mt>A dimensão da sabedoria de vida (em tudo, 18a – porque somos seletivos, conquanto não devêssemos…) 2.2. A dimensão da obediência a Deus (18b) 2.3. A dimensão pelo reconhecimento do que Deus fez (18c)   3. RAZÕES PARA A GRATIDÃO 3.1. <mt>Nós temos recebido muitos benefícios de Deus, especialmente o de sermos sua feitura (Ef. 2.10) 3.2. Temos encontrado pessoas dispostas em nos ajudar 3.3. Nós não nos bastamos a nós mesmos: Deus é Quem tem poder (Ef. 3.20) 3.4. Nós interdependemos uns dos outros (Ef. 5.21)   4. A GRATIDÃO COMO ESTILO DE VIDA (Cl 3.17) 4.1. Por que dar graças? Porque é a vontade de Deus (1Ts 5.18) 4.2. Quando dar graças? Sempre (1Ts 5.16, Fp 4.4) 4.3. Em que dar graças? Em tudo (1Ts 5.18) 4.4. Como dar graças? Em nome de Jesus (Cl 3.17b)   5. CONCLUSÃO . Formas de dizer obrigado aos homens: a palavra, a polidez, a educação, a retribuição . Forma de dizer obrigado a Deus: louvor, atitude de dependência   ISRAEL BELO DE AZEVEDO  

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Israel Belo de Azevedo novembro 11, 2010
Lucas
Israel Belo de Azevedo

Lucas 17.11-19 — POR QUE DAR GRAÇAS A DEUS? (esboço)

  POR QUE DAR GRAÇAS A DEUS? (Lucas 17.11-19)   1. INTRODUÇÃO A necessidade de um Dia Mundial de Ações de Graças, pela nossa dificuldade de lembrar o bem sobre nós.   2. A PRESENÇA DE DEUS (vv. 11 e 12) Deus, por meio do seu filho, está presente na realidade humana, por mais invisível que possa parecer. Os olhos da fé permitem esta visão. A necessidade também acaba nos levando a ver. É por isto que o buscamos principalmente quando dEle precisamos.   3. A SOLICITUDE DO PEDIR (v. 13) Somos solícitos em pedir a bênção de Deus. Temos dificuldade de recapitular o que Deus nos faz. O sacramento de uma xícara de café. Bonhoffer na prisão, agradecendo as pequenas coisas (como um banho de sol).   4. A BÊNÇÃO DE DEUS (v. 14) Deus nos abençoa. Nosso grande problema é alcançar a sua economia, que é sempre para o nossos bem. Como Deus age: sua economia     5. ATITUDES DIANTE DA BÊNÇÃO DE DEUS (vv. 15 e 16) Diante da bênção de Deus, uns agradecemos. Ooutros esquecemos. o normal é esquecer. Nesta história, 9 esqueceram; apenas um se lembrou. Este é um retrato de nossas vidas.   5.1. Por que ele se lembrou? . Não achou que foi <IS=SL>uma coincidência<FS> o que lhe aconteceu. Por vezes, pedimos. Quando somos abençoados, pomos na conta. . Não achou que a bênção foi <IS=SL>o resultado de sua própria ação<FS>. Mesmo quando é evidente que Deus agiu, vivemos como se nós tivéssemos conseguido. . Não achou que a bênção foi uma <IS=SL>ação banal de Deus<FS>, decorrente do caráter de Deus e que portanto não demandava gratidão. . Ele se reconheceu naturalmente necessitado. Era estrangeiro (samaritano; escória espiritual)   5.2. Por que os outros não se lembraram? Reverso.   6. O QUE ACONTECE QUANDO AGRADECEMOS (v. 19) Quando agradecemos, a bênção é de outra natureza, porque. a gratidão nos mostra prontos para receber mais de Deus. O egoísta recebe pouco por causa do seu caráter.   7. CONCLUSÃO A gratidão como um estilo de vida.  

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Israel Belo de Azevedo novembro 11, 2010

Lucas 2.28-35 — CARTA A UM BEBÊ

Ser feliz é descobrir seu lugar no mundo. Ser feliz é descobrir este lugar, lugar que, ao mesmo tempo, está dado e, ao mesmo tempo, tem que ser construído. CARTA A UM BEBÊ (Lucas 2.28-35)   Diante de um bebê, a ternura se apossa de nós. A mãe se sente, com razão, a mulher mais feliz do mundo. E é mesmo. O pai levanta o peito quando caminha pela vida. Ele fica orgulhoso do que gerou. Um irmão se enternecesse com seu irmãozinho. Os amigos fazem festa. Mais que ternura, há uma atmosfera cantarolando que a vida vale a pena. Não foi assim com o bebê Jesus de Belém? Foi também. Quando foi apresentado ao templo em Jerusalém, aos 40 dias de idade, seus pais estavam felizes. Provavelmente seus avós não estavam presentes, mas surgiram dois avós ad-hoc, Simeão e Ana. Eles disseram a Jesus algumas palavras que ele não entendeu. Eles disseram sobre Jesus algumas palavras que ele não entendeu. Seus pais, no entanto, guardaram-nas no coração. Essa é uma boa hora de se falar ao coração dos pais para que falem ao coração dos filhos: falem com palavras, na linguagem que o estágio de desenvolvimento for permitindo, e falem com gestos, os quais todas as idades agarram com as mãos (que é está na origem do verbo "compreender"). O "vovô" Simeão, empolgado, deu um recado que vem ecoando pelos séculos, expressando a sua imensa alegria, como a nossa, neste momento. Ouçamos o que Simeão falou aos pais e ao filho, naquele dia memorável, como são todos os dias de apresentação de um bebê. Segundo a Bíblia,    "quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazerem o que requeria o costume da Lei, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:  — Oh Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo.  O pai e a mãe do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito dele.  E Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe de Jesus: — Este menino está destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de contradição, de modo que o pensamento de muitos corações será revelado. Quanto a você, uma espada atravessará a sua alma”. (Lucas 2.27b-35)   Imagino que, ao longo dos anos, José (que possivelmente morreu quando Jesus era um jovem) e Maria (que sobreviveu ao filho) recordaram essas palavras ao menino. Quando chegar o tempo próprio, os pais de agora farão o mesmo. Tomo, então, a liberdade de sugerir o que poderão lhe dizer:   1 "Pouco depois que você nasceu, nós levamos você a um culto em nossa igreja e dedicamos você ao Senhor Deus. Foi um lindo culto. Chamamos os amigos e nos reunimos com os irmãos. Preparamos tudo, com muito carinho, como sempre fizemos.  Então, o pastor pegou você nos abraços e apresentou você ao Senhor, fazendo uma oração. Nesta oração, ele agradeceu por você ter chegado em nossa família, abençoando-nos a todos. Nossa família que era feliz ficou mais feliz ainda. Na oração, o pastor consagrou você ao Senhor Deus. Consagrar é separar. Ele disse que você pertence a Deus. Seu corpo pertence a Deus. Seu coração pertence a Deus. Sua vida pertence a Deus. E Deus divide você conosco. Você é nossa também. Na oração, o pastor pediu por nós, para que tivéssemos integridade para desafiar você, saúde para cuidar de você, sabedoria para guiar você, dinheiro para sustentar você e fé para ensina-la a você. Esta é também a nossa oração. Como Jesus no seu tempo, você tem ouvido e ouvirá ainda muitas coisas, tem visto e verá muitas coisas, tem sentido e sentirá muitas coisas. Como Jesus, você foi consagrada ao Senhor. Quando isto aconteceu, você não sabia de nada, você não escolheu. E nós queremos que você escolha ser consagrada ao Senhor, a viver para o Senhor, porque esta é a maneira mais sábia e santa de viver. Só faz bem, ao corpo e à alma. Como José e Maria, nós vamos ensinar a você a Palavra de Deus.  Nós vamos ensinar a você, com nossas atitudes de afeto e nossas palavras de amor, que a melhor decisão que uma pessoa pode tomar é aceitar para a sua vida o amor de Deus, demonstrado em e por Jesus Cristo. E nós esperamos que você faça uma escolha que reflita a sua consagração nesta noite. Esta consagração nós preparamos. A sua, quando tiver idade para isto, você mesma terá que fazer. Deus continue a abençoar a você a fazer a boa escolha. Deus continue a nos abençoar para sermos as palavras de Deus nos seus ouvidinhos. Nós sabemos que somos, como pais, os seus pastores. Por isto, todos os dias oraremos por você, mesmo que você não entenda bem. Todos os dias abriremos a Bíblia junto com você, mesmo que não alcance o que estamos fazendo, para que você saiba que é a Bíblia é a luz para os nossos caminhos (Salmo 119.105). Quando está escuro em casa, a gente não acende a luz? Quando caminhamos pela vida, precisamos acender a luz e esta luz é a Bíblia de Deus".   2 Agora, quero (seu pastor) recordar um pouco mais as palavras de Simeão no dia em que Jesus foi consagrado. Aquele senhor disse: "os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos" (Lucas 3.30-31).  Salvação? Salvação de que? Talvez você pergunte um dia. Vamos explicar. Hoje o mundo é belo. Amanhã você vai ver que o mundo é belo, mas é feio também. Você vai fazer que seus colegas não vão querer dividir o lanche ou o brinquedo com você. Você vai notar que alguns não gostarão de você, sem que você nada tenha feito para isto.

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Israel Belo de Azevedo novembro 7, 2010
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Levítico
Israel Belo de Azevedo

Levítico 22.29-30 — PARA QUE NOSSO SACRIFÍCIO DE GRATIDÃO SEJA ACEITO

DIA DE AÇÕES DE GRAÇAS PARA QUE NOSSO SACRIFÍCIO DE GRATIDÃO SEJA ACEITO (Levítico 22.29-30)   Encontramos em Levítico um convite bastante estranho à nossa cultura, mas de valor universal:   “Quando vocês oferecerem um sacrifício de gratidão [sacrifício de ação de graças — ARA] ao Senhor, ofereçam-no de maneira que seja aceito em favor de vocês. Será comido naquele mesmo dia; não deixem nada até a manhã seguinte. Eu sou o Senhor” (Levítico 22.29-30).   Certamente o verso 30 nos surpreende, ao dizer que se devia comer no mesmo dia a oferta oferecida ao Senhor.  Lembremo-nos que no Antigo Testamento os sacrifícios eram de dois tipos: feitos de carne (logo, cruentos, com a morte do animal sacrificado) e de frutos da terra (logo, incruentos), constituindo de frutos da terra, como grãos e seus derivados (pães e bolos) e vinho. Os sacrifícios de ações de graças consistiam no oferecimento de carne (pelo sacrifício de animais) e de alimentos derivados dos grãos. A leitura de Levítico 7.12-15 nos ajuda no entendimento do assunto:   “Se alguém a fizer por gratidão, então, junto com sua oferta de gratidão [animal sacrificado], terá que oferecer bolos sem fermento e amassados com óleo [azeite], pães finos [coscorões — ARA] sem fermento e untados com óleo [azeite], e bolos da melhor farinha bem amassados e misturados com óleo [azeite].  Juntamente com sua oferta de comunhão por gratidão, apresentará uma oferta que inclua bolos com fermento.  De cada oferta trará uma contribuição ao Senhor, que será dada ao sacerdote que asperge o sangue das ofertas de comunhão.  A carne da sua oferta de comunhão por gratidão será comida no dia em que for oferecida; nada poderá sobrar até o amanhecer” (Levítico 7.12-15).   Esses alimentos eram comidos pelo sacerdote e pelos cultuantes. A razão para que fosse ingerido no mesmo dia tem um componente higiênico, para que ninguém comesse alimento estragado (Levítico 7.18). Podemos pensar num outro motivo, de natureza espiritual: o que foi oferecido é para ser dividido, distribuído, não guardado. Imaginemos: o ofertante chega com o seu animal e seus bolos. Uma parte é queimada; outra parte fica para o sacerdote; a terceira parte é para ser comida (festivamente) por todos. No entanto, quem levou pode reter… para amanhã. Não: se foi oferecida, não lhe pertence mais. A instrução é didática, para ensinar o que é uma oferta de ações de graças.   A partir daí, podemos derivar outras aplicações, mas antes precisamos registrar, para que os cristãos não esqueçam. Os sacrifícios foram abolidos ainda ao tempo do Antigo Testamento. Quando o segundo templo foi destruído (ano 70 d.C), os sacrifícios foram extintos, permanecendo, no entanto, entre os samaritanos (onde ainda persiste). Já antes do fim do segundo templo, os sacrifícios começaram a ser criticados pelo seu formalismo, já que sua prática não implicava necessariamente em atitude do coração. Por isto, muitos profetas protestaram:  . “Para que me oferecem tantos sacrifícios?”, pergunta o Senhor. “Para mim, chega de holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos gordos. Não tenho nenhum prazer no sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes!” (Isaías 1.11). . “Desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos” (Oseias 6.6). Jesus tem a mesma visão, quando ensinou: “Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores” (Mateus 9.13).   Os cristãos nunca praticaram qualquer tipo de sacrifício, cruento ou incruento. Os cristãos, no entanto, reconhecem que é preciso um sacrifício para a expiação da culpa, mas este sacrifício foi feito por Jesus Cristo na cruz. Ali, “por meio de um único sacrifício”, Jesus “aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hebreus 10.14). Não há que se falar em sacrifício, portanto, exceto num sentido simbólico (ou poético), nunca real. Usamos a palavra, mas com outro sentido, que preserva a intenção dos antigos sacrifícios. O apóstolo Pedro fala na dimensão espiritual desses sacrifícios depois do ministério de Jesus Cristo: “vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo” (1Pedro 2.5).   Com estas lembranças, podemos retornar às instruções em Levítico.   “Quando vocês oferecerem um sacrifício de gratidão [sacrifício de ação de graças — ARA] ao Senhor, ofereçam-no de maneira que seja aceito em favor de vocês. Será comido naquele mesmo dia; não deixem nada até a manhã seguinte. Eu sou o Senhor” (Levítico 22.29-30).   O que é sacrifício de gratidão?   1. Sacrifício de gratidão é oferta feita como uma forma agradecer. Ação de graças é gesto de quem não espera receber de Deus. Como recebeu, agradece a Deus. Quem dá louvor a Deus não o faz para receber mais; é porque já recebeu   2. Sacrifício de gratidão é oferta feita com confiança. É por isto que Levítico instrui que não se deve guardar o que Deus deu. Ele dará de novo. Isto é confiança. Deus é nosso pastor e nos conduziu por pastos verdejantes e continuará conduzindo. Quem agradece sabe que nada lhe faltou: nada lhe faltará.   3. Sacrifício de gratidão é alegria pela salvação. Graças à salvação oferecida na cruz, não é preciso mais sacrifício. O sacrifício que precisava ser feito foi feito por Jesus.   4. Sacrifício de gratidão implica em confessar os nossos pecados. O autor aos Hebreus nos pede: “Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13.15).   5. Sacrifício de gratidão deve ser contínuo. O mesmo autor aos Hebreus que lemos nos convida a que “ofereçamos CONTINUAMENTE a Deus um sacrifício de louvor” (Hebreus 13.15). Quando nos encontrarmos com Jesus na nossa casa final, repetiremos dia e noite sem cessar: “Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir” (Apocalipse 4.8).   6. Sacrifício de gratidão se manifesta na partilha do que se

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Israel Belo de Azevedo outubro 30, 2010
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2 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

2Crônicas 26 — GERAÇÕES DE PODEROSOS

Como a Bíblia julga os reis é como nós somos julgados. 2 Crônicas 26   Como a Bíblia julga os reis é como nós somos julgados. Os reis e nós somos julgados em função do modo como nos relacionamos com Deus, porque é este modo que determina como nós vivemos. Quando lemos as biografias dos reis de Israel, perguntamos se há um padrão. Há. Os cronistas usam este padrão, que é o seguinte: Deus aprova ou reprova o conjunto da obra desses reis. Alguns foram reis que levaram a nação à prosperidade, mas Deus os reprovou.  Alguns destes reprovados tiveram tempos em que pareciam aprovados. De fato, alguns viviam de modo digno de Deus. No entanto, eles se perderam no meio do caminho. E há um padrão para esta reprovação, demostrando a verdade bíblica de que a soberba precede a queda. “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Provérbios 16.18). “Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra” (Provérbios 18.12). Vejamos cinco gerações de descendentes de Salomão no reino de Judá (sul de Israel): Roboão, Abias, Asa, Uzias e Josafá. Só Abias escapou. Os demais caíram por serem poderosos. Leiamos: . “Depois que Roboão se fortaleceu e se firmou como rei, ele e todo o Israel abandonaram a lei do Senhor” (2Crônicas 12.1). . “No trigésimo nono ano de seu reinado, Asa foi atacado por uma doença nos pés. Embora a sua doença fosse grave, não buscou ajuda do Senhor, mas só dos médicos” (2Crônicas 16.12). . “Eliézer (…) profetizou contra Josafá, dizendo: ‘Por haver feito um tratado com Acazias, o Senhor destruirá o que você fez’. Assim, os navios naufragaram e não se pôde cumprir o tratado comercial”. (2Crônicas 20.37). . Uzias “foi extraordinariamente ajudado, e assim tornou-se muito poderoso e a sua fama espalhou-se para longe. 16. Entretanto, depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda. Ele foi infiel ao Senhor, o seu Deus, e entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar de incenso. (2Crônicas 26.15b-16). Não está claro o padrão? Todos caíram pela mesma razão. A história de Uzias demonstra particularmente este padrão.   Comecemos pelo resumo feito pelo cronista: “Então todo o povo de Judá proclamou rei a Uzias, de 16 anos de idade, no lugar de seu pai, Amazias.  Foi ele que reconquistou e reconstruiu a cidade de Elate para Judá, depois que Amazias descansou com os seus antepassados.  (…) Ele fez o que o Senhor aprova, tal como o seu pai Amazias” (versos 1-4). A arrogância, portanto, não é prerrogativa dos jovens, embora a juventude seja a época mais propicia. Uzias não foi um jovem arrogante; ele se tornou arrogante na maturidade.   Qual foi o segredo de Uzias, na juventude? A Bíblia responde: Uzias “buscou a Deus durante a vida de Zacarias, que o instruiu no temor de Deus. Enquanto buscou o Senhor, Deus o fez prosperar” (verso 5). Em outras palavras, Uzias aceitou ser instruído por Deus, através do profeta Zacarias. Ele, nessa época, sabia de onde vinha sua prosperidade e seu poder.   Quando Uzias começou a cair? A historia deste político é bem elucidativa: “Uzias construiu torres fortificadas em Jerusalém, junto à porta da Esquina, à porta do Vale e no canto do muro. Também construiu torres no deserto e cavou muitas cisternas, pois ele possuía muitos rebanhos (…). Ele mantinha trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis, pois gostava da agricultura. Uzias possuía um exército bem preparado, organizado em divisões de acordo com o número dos soldados. (…) Uzias providenciou escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e atiradeiras de pedras para todo o exército. Em Jerusalém construiu máquinas projetadas por peritos para serem usadas nas torres e nas defesas das esquinas, máquinas que atiravam flechas e grandes pedras. Ele foi extraordinariamente ajudado, e assim tornou-se muito poderoso e a sua fama espalhou-se para longe”. (versos 9-11,14-15) Eis aí o retrato de um homem que não precisava de Deus. Ou melhor: eis aí o retrato de um homem poderoso que vivia como se não precisasse de Deus, este sim realmente poderoso, Todopoderoso. Em nossos dias, o dinheiro e a tecnologia têm nos feito viver de modo independente de Deus. Estamos doentes? O conhecimento científico, com suas aplicações tecnológicas, nos cura. Ficamos presos no fundo de uma mina? O conhecimento científico, com suas máquinas, nos tira de lá. Precisamos chegar hoje mesmo a outro continente? A tecnologia, em forma de avião, nos leva. Necessitamos saber o que se passa em nossa casa, euquanto estamos distantes? A tecnologia da informação nos conecta. Estamos com saudade de uma pessoa que está muito longe? A telefonia nos põe cara a cara, literalmente. No início, Uzias dependia de Deus. Depois foi tornando a sua vida tão prática, fácil e organizada que não precisava mais de Deus, Aquele que fez com que ele tornasse sua vida prática, fácil e organizada.   O que veio depois é o ponto mais elevado de sua queda. Poderoso, Uzias extrapolou. Ele “entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar de incenso” (verso 16b).  Então, “o sumo sacerdote Azarias, e outros 80 corajosos sacerdotes do Senhor, foram atrás dele. Eles o enfrentaram e disseram: ‘Não é certo que você, Uzias, queime incenso ao Senhor. Isso é tarefa dos sacerdotes, os descendentes de Arão consagrados para queimar incenso. Saia do santuário, pois você foi infiel e não será honrado por Deus, o Senhor’” (versos 17-18). O primeiro pecado foi se achar poderoso. Desde que “se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda. Ele foi infiel ao Senhor, o seu Deus” (verso 16). O segundo pecado foi queimar incenso. É como se ele quisesse tocar o órgão e pregar ao mesmo tempo, mas ele queria tocar órgão e pregar, mas sem se preparar. Era poderoso e as pessoas iriam aplaudi-lo. Usurpar o lugar dos sacerdotes era usurpar o lugar de Deus.

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Israel Belo de Azevedo outubro 25, 2010
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Filipenses
Israel Belo de Azevedo

Fillipenses 2.5-11 — IGUAIS A JESUS (áudio)

Ouça a mensagem do pr. Israel Belo de Azevedo, clicando no link abaixo. IGUAIS A JESUS

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Israel Belo de Azevedo outubro 24, 2010
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