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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
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2 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

2Crônicas 20 — O OTIMISMO QUE VEM DE DEUS

O segundo livro de Crônicas (2Crônicas 17 a 20) narra a trajetória do quarto rei de Judá (reino do sul de Israel): Josafá, filho de Asa e que governou a partir de Jerusalém por 25 anos (873–849 a.C.). Antes dele atuaram os reis Asa (913-873), seu pai, Abias (915-913); seu avô, e Roboão (922-915 ou 931-915), filho de Salomão. Em seu lugar, ficou seu filho, Jeorão (849–842). Seu pai e seu avó foram aprovados por Deus, mas seu bisavô e seu filho foram reprovados. O capítulo 20 descreve uma situação difícil para Josafá. Seus adversários lhe declararam guerra. Um “exército poderoso” se aproximava perigosamente. O medo tomou conta dos corações de todos.   O PODER DO OTIMISMO O resto da história forma um contraste com aquilo que poderíamos chamar de “otimismo”, considerado como uma das chaves para o sucesso na vida. De fato, o otimismo é algo de grande valor, mas tem seus limites. Quando eu era adolescente, li com muito proveito os livros de Norman Vincent Peale, que, entre outros, escreveu “O poder do pensamento positivo”. Tenho de outra obra dele uma lembrança bem pessoal (“Mensagens para a vida diária”). Quando o li na biblioteca do Seminário onde estudava, um consulente antes de mim anotou em uma página que o livro era asqueroso e falso em seu otimismo. O estudante que fez estas anotações (o nome dele ficou registrado…) até hoje é rabugento, enfurnado e mal-humorado. Achei o comentário exagerado.  Sempre gostei de Norman Vincent Peale (1898-1993), um pastor reformado na cidade de New York, que insistiu a vida toda no valor de ter uma atitude positiva na vida, mas sempre contando com o apoio divino. Em outro livro, ele diz:  “Para auxiliá-lo a visualizar-se” como uma pessoa forte, “sugiro que use, diariamente, a seguinte afirmação: ‘Deus me fez forte. Vejo-me como realmente sou: forte. Com a ajuda de Deus não sou fraco, e sim forte. Graças dou a Deus pela minha força’. Continue dizendo isso, acreditando nisso. Continue praticando o que diz também, e no tempo preciso sua mente consciente aceitará essa afirmação como um fato. Desde que a força se torne estabelecida com firmeza em seu subconsciente, ela se tornará característica determinante de sua personalidade, pois você é o que o que sua mente subconsciente de fato acredita que seja”. (PEALE, Norman Vincent. Pensamento positivo para o nosso tempo. São Paulo: Cultrix, 1997, p. 11). Na mesma linha, um especialista contemporâneo brasileiro em motivação escreveu: “Fomos criados para sonhar com o vir a ser. Estamos em transformação constante e não devemos nos contentar com a realidade do jeito que está. Estamos sempre vislumbrando novas possibilidades, novos e empreendimentos. (…) Não tenho conhecimento de nenhum empreendedor que seja realista ou pessimista. Os grandes realizadores forçam a realidade até transforma-la em algo melhor. Sonham com o ótimo, por isso são otimistas. Desafios existem para pessimistas, realistas e otimistas. (…) Busque forças lá de dentro de seu ser e mude de foco de seu questionamento. Diga para si mesmo: “Eu estou frente a um desafio e vou enfrentá-lo. Qual é a melhor forma de encarar esse desafio com firmeza e, além disso, transforma-lo em uma oportunidade para meu desenvolvimento pessoal?”. (CÂNDIDO, Juliano Ferreira. O poder do otimismo. Disponível em ) A Bíblia Sagrada está cheia de palavras de ânimo. A maioria dos salmos — e daí a nossa predileção por eles — nos encoraja, como estes: . “O Senhor é o meu pastor. Nada me faltará” (Salmo 23.1). . “Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor” (Salmo 40.1) . “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará” (Salmo 37.5). . “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida” (Salmo 121.2 e 7).   Fora dos salmos, somos estimulados em outros livros da Bíblia a uma vida firme: . “Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão” (Isaías 40.29-31). O Novo Testamento é pródigo na arte de encorajar:   . “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6.34). . “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28). . “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).   No entanto, sejamos otimistas ou pessimistas, crentes ou não, as doenças nos derrubam, as dívidas nos desestruturam, as dificuldades nos desequilibram, as decepções nos debilitam, quando são mais fortes (e às vezes são) que nós e nossas redes de proteção e autoproteção. Mas como enfrentamos as doenças, lidamos com as dívidas, superamos as dificuldades e vencemos as decepções? Os vencedores são os otimistas. Têm razão os promotores do poder do otimismo, mas a razão é parcial. Se dermos poder absoluto ao otimismo, ignoraremos a condição humana.  Se atentarmos para a Bíblia, veremos que ali há um otimismo diferente, que vem não do interior do coração humano, mas de Deus mesmo, como instrumento para a vitória humana.   O JEITO DE DEUS A história de Josafá ilustra claramente este modo divino de agir conosco. Naqueles momentos, o medo dominava todos os corações. Reouçamos a história.   “[3] Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá.  [4] Reuniu-se, pois, o povo, vindo de todas as cidades de Judá para buscar a ajuda do Senhor.  [5-6] Josafá levantou-se (…) no templo do Senhor (…) e orou: [12] (…) “Não temos força para enfrentar esse exército imenso que vem nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas os

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Israel Belo de Azevedo outubro 23, 2010
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2 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

ORDEM DE CULTO — Otimismo que vem de Deus (2 Crônicas 20)

Processional   Prelúdio   (…) Com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação. (Apocalipse 5.9b)   Canto 17 HCC           Fonte És Tu de Toda Bênção       (Robinson/Americano, 1813)   Fonte és tu de toda  bênção; vem  o canto me inspirar; a misericórdia tua quero em alto som louvar. Oh, ensina o novo canto dos remidos lá dos céus ao teu servo e ao povo santo pra louvarmos-te, bom Deus!          Ao Senhor  eu agradeço, pois Jesus me socorreu e, por sua graça, um dia vai levar-me para o céu. Eu, perdido, procurou-me, longe do meu Deus,  sem luz; dos pecados meus lavou-me com seu sangue o bom Jesus!   Devedor à tua graça cada dia e hora sou. Teu cuidado sempre faça com que eu ame a ti,  Senhor. O meu ser é vacilante; toma-o, prende-o com amor, para que eu, a todo instante, glorifique a ti, Senhor.   Leitura bíblica: Salmo 117   Louvem o Senhor, todas as nações; exaltem-no, todos os povos! Porque imenso é o seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Aleluia!   Canto                              Tu és bem-vindo         (Guilherme Kerr/João Alexandre)   Tu és bem-vindo ao nosso meio Deus bendito, eterno Pai, A tua presença nos alegra, Tua bondade nos atrai;   Teus filhos somos e teu povo, Aqui reunidos, vem Senhor, Dá-nos beber teu vinho novo, Recebe em troca o nosso amor.   Tu és bem-vindo ao nosso meio, Cristo, Filho de Davi; Servir-te sempre é nosso anseio, Dedicamo-nos a ti,   Teus servos somos, co-herdeiros, Teus mandamentos, nossa luz; Tu és perfeito, és o primeiro, Amado Deus, Senhor Jesus.   Tu és bem-vindo ao nosso meio Santo Espírito de amor, Que lanças fora todo medo Vero Deus Consolador;   Selados fomos com teu selo, Garantes nossa redenção, Vem nos encher de santo zelo, Aquece a nossa comunhão. Consolador, Senhor Jesus, eterno Pai, Amém, amém, amém!   Oração   Momento de fidelidade   Leitura bíblica: Mateus 6.33 e 34   Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.   Canto                              Por Amor                               (Vencedores por Cristo)   Por amor, vieste ao meu lugar. Por amor, sofreste em meu lugar. Por amor, morreste em meu lugar Por amor pra me salvar.   Tanto amor, Não há como entender. Tanto amor,   Não há como esquecer. Tanto amor, Não há como conter. Tanto amor, para viver.   Jesus, Reis dos reis, Senhor de vitória. A Ti seja o louvor e honra e a glória para sempre. Aleluia, Aleluia !   Momento de intercessão   Mensagem   Canto 349 HCC                 Meu Deus Proverá                      (Nelson/mel. galesa)   Na forte aflição, nos perigos e dor, na vil traição ou no intenso temor, com toda certeza vitória virá. É firme a promessa: “Meu Deus proverá, meu Deus proverá, meu Deus proverá.” É firme a promessa: “Meu Deus proverá.”   Se às aves do céu dá sustento o bom Deus, cuidado maior ele tem pelos seus, e nada de bom aos fiéis faltará. Sublime verdade: “Meu Deus proverá, meu Deus proverá, meu Deus proverá.” Sublime verdade: “Meu Deus proverá.”   O nosso poder ele quer sustentar pra assim conseguirmos o mal derrotar. Do nosso Inimigo nos protegerá, e é nossa a vitória: “Meu Deus proverá, meu Deus proverá, meu Deus proverá.” É nossa a vitória: “Meu Deus proverá.”   Poslúdio cantado Canto                              Shalom                                      (desconhecido)   Shalon, meu irmão, Deus é contigo até o fim. Com Seu braço de amor, te sustente o Senhor. Shalom, Shalom.   Recessional (Ordem preparada por Leonardo Cunha de Barros)  

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Israel Belo de Azevedo outubro 20, 2010
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2 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

Roteiro para Pequenos Grupos — O QUE FAZEMOS COM A PALAVRA QUE DEUS NOS DIZ? (2 Crônicas 15 e 16)

NOSSO ENCONTRO: De modo você busca descobrir a vontade de Deus para sua vida?   EXALTAÇÃO: Ler o Salmo 37 e agradecer a Deus por importar-se com nossos sonhos e em nos fazer felizes.    Período de Cânticos: Escolha cânticos que enfatizem o tema do encontro.    EDIFICAÇÃO: O QUE FAZEMOS COM A PALAVRA QUE DEUS NOS DIZ? (2 Crônicas 15 e 16)   PERGUNTAS E RESPOSTAS 1. Divida o grupo em dois e peça para cada um ler e resumir um dos capítulos (2Crônicas 15 e 2Crônicas 16). Resposta livre.   2. O que aprendemos com a palavra do profeta Azarias 15.1-7? R.: Precisamos de coragem para mudar o que deve ser mudado, em todas as áreas da vida. Quanto maior a mudança, mais coragem é necessária.) Devemos nos comprometer sem reservas, dispondo-nos a pagar o preço, se Deus assim nos pede.   3. Por que Asa não ouviu o profeta Hanani (2Crônicas 16.7-10)? R.: Porque o profeta o repreendeu. Como ele, também queremos palavras agradáveis. Somos capazes de atitudes tão ruins como a de Asa, quando o que ouvimos não nos agrada, embora possa ser uma palavra vinda de Deus.   (Roteiro preparado por Sandra Mara de Souza)   Para ler um resumo da mensagem, CLIQUE AQUI.  

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Israel Belo de Azevedo outubro 18, 2010
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2 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

2 Crônicas 15 e 16 — O QUE FAZEMOS COM A PALAVRA QUE DEUS NOS DIZ?

O que Deus fala pode ser agradável e desagradável. Pode nos confortar e pode nos corrigir. O critério não é o nosso conforte, mas a procedência da palavra. O QUE FAZEMOS COM A PALAVRA QUE DEUS NOS DIZ? (2 Crônicas 15 e 16)   Os capítulos 15 e 16 de 2Crônicas nos contam a história do rei Asa, de Judá (reino do Sul de Israel). Os dois capítulos são bem didáticos, razão por que. em certo sentido, dispensam aplicações. Ambos começam com o surgimento de um profeta exortando o rei. Ao primeiro, Asa ouve. Ao segundo, Asa manda prender. Ouvindo o primeiro, Asa toma coragem e faz uma reforma religiosa entre o seu povo. Na linguagem do Novo Testamento, podemos dizer que Asa ficou cheio do Espírito Santo. Grandes foram os seus feitos.  Ignorando o segundo, encheu-se de si mesmo. O preço pago foi alto, como sempre. Sem o Espírito Santo, Asa nada realizou de bom. Foi cometendo erro após erro. Nestes  capítulos, aprendemos sobre Asa e aprendemos sobre Deus. Aprendemos que, agindo como Asa, recebemos os frutos. Aprendemos sobre como Deus é e age. O texto nos convida a uma decisão: que fazemos diante da Palavra de Deus?    1. DEUS FALA O que aprendemos sobre Deus, a partir das experiências de Asa? Entre as verdades que aprendemos, uma é que, nos momentos necessários, Deus manda seus profetas para falar aos reis, que eram os líderes do povo de Israel. Deus sempre esteve atentou e se comunicou com o seu povo. Deus nos fala ainda hoje. Como na Bíblia, Deus nos fala diretamente (por diversos meios). Evidentemente, devemos tomar cuidado com as falas diretas, mesmo através de pessoas, já que nossos corações são enganosos. O critério é que toda palavra de Deus (seja a fala de um cristão, seja um sonho, seja um sussurro divino ao coração) deve ser julgada pela Palavra de Deus. Deus fala através da Bíblia. Deus fala sobretudo através da Bíblia. (Um dia destes falei longamente sobre um determinado tema. Uma pessoa presente enviou-me depois um comentário. O que tocou o seu coração não foi nada do que eu disse, mas um versículo de duas linhas usado na reflexão.) Deus fala através da palavra pregada na igreja. A palavra pregada é uma extensão da Palavra inspirada. A palavra pregada será uma extensão da Palavra inspirada se for baseada na Palavra inspirada e se for ouvida pelos que a escutam, com a intenção de colocar cada conceito em prática. O que Deus fala pode ser agradável e desagradável. Pode nos confortar e pode nos corrigir. O critério não é o nosso conforte, mas a procedência da palavra.   2. NOSSOS ATOS SÃO RESPOSTAS À PALAVRA DE DEUS O que fazemos diante da palavra de Deus? Asa nos dá um exemplo de como devemos responder. Em Asa não uma há religião ideal, mas uma resposta real, boa num caso, péssima no outro.   Prestemos atenção no que fez o primeiro Asa (2Crônicas 15), para ver como temos agido hoje:   1. Tendo ouvido o profeta, encheu-se de coragem para acabar com a idolatria.  Precisamos de coragem para mudar o que deve ser mudado, em todas as áreas da vida. Quanto maior a mudança, mais coragem é necessária.   2. Cultuou ao único Deus verdadeiro, o Deus que se deixa encontrar (2Crônicas 15.15). Provavelmente não temos o mesmo problema de idolatria do povo de Israel, mas temos outras dificuldades para cultuar o Deus verdadeiro. Cada um de nós tem a sua dificuldade.   3. Comprometeu-se de todo o coração (sem reservas) com o Senhor, ao ponto de ir contra sua própria avó, idólatra. Devemos nos comprometer sem reservas, dispondo-nos a pagar o preço. Não há como fruir a inteireza da graça, sem que paguemos um preço por ela: levar Deus a sério, abandonar o que deve ser abandonado. A palavra-chave do relacionamento com Deus é esta “sem reservas”. Ou estamos com Deus ou não estamos.   Agora, notemos como agiu o segundo Asa (2Crônicas 16), para ver os riscos que podemos correr:   1. Tendo ouvido o profeta, irritou-se, puniu-o e oprimiu o povo. Também podemos desprezar a palavra do Senhor. Podemos até nos indignar com aqueles que falam coisas que nos desagradam, mas vêm de Deus.   2. Numa dificuldade de ordem política, Asa pediu ajuda aos poderosos, não a Deus. Quando estamos em dificuldade, podemos nos voltar para Deus ou nos voltar para nós mesmos. Podemos até fazer pactos ilegítimos, em busca de algo que imaginamos seja precioso, mas é arruinador.   3. Numa enfermidade, pediu ajuda apenas aos médicos, não a Deus. Doentes, sempre precisamos buscar a Deus, sem dispensar os profissionais da saúde. Doentes, não podemos nos apegar aos profissionais da saúde e dispensar Deus. Os recursos espirituais e profissionais são faces da moeda da saúde.   3. HOMENS E MULHERES DE ALTOS E BAIXOS Como Asa, somos capazes de altos e baixos. Não podemos desprezar nossa capacidade de cair e levantar, espiritualmente e moralmente. Se o nosso coração estiver em Deus, Deus estará em nosso coração. Se nós O buscarmos, ele deixará que o encontremos, mas, se O abandonarmos, ele nos abandonará (15.2), não como os homens abandonam, mas com desejo de que O queiramos de novo.    Que Asa somos nós? — Eis a pergunta. ISRAEL BELO DE AZEVEDO  

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Israel Belo de Azevedo outubro 17, 2010
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2 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

A ORAÇÃO SÁBIA (2Crônicas 6 e 7) — Subsídios para a Escola Bíblica

Quando Salomão acabou a sua oração, o fogo desceu sobre o altar e consumiu os sacrifícios, de modo que ninguém mais teve dúvida de que Deus estava ali, em toda a sua visibilidade, embora não pudesse ser visto (verso 7.1). Diante daquela esplendorosa beleza, sempre de pé, todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do Senhor sobre a casa, se encurvaram com o rosto em terra, e adoraram, e louvaram o Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre (verso 7.4). O culto durou sete dias. Leia o comentário todo aqui.

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Israel Belo de Azevedo outubro 16, 2010
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1 Crônicas
Israel Belo de Azevedo

PARA LER OS LIVROS DAS CRÔNICAS (José Maurício Cunha do Amaral)

    Título: 1º e 2º Livro das Crônicas Total de capítulos dos dois livros: 65 Versículos de 1Crônicas: 942 Versículos de 2Crônicas: 813 Total de versículos: 1.755 Tempo aproximado de leitura: 270 minutos    INTRODUÇÃO A leitura do livros históricos da Bíblia, como os das Crônicas, por vezes nos deixa perplexos. Ao lê-los, contudo, devem ficar claros para nós alguns princípios, para que a leitura seja ao mesmo tempo informativa e inspirativa. 1. Os livros de Crônicas fazem parte da revelação progressiva de Deus. Naquele momento da história do povo, era aquilo que devia ser dito, de uma maneira que pudesse ser compreendida. Agora, que temos o Novo Testamento (que completa a  revelação), devemos fazer uma leitura mais completa. 2. A presença de alguns registros não indica que Deus aprovou o comportamento de algumas pessoas. É muito proveitoso ler, às vezes no início, às vezes no final, que Deus aprovou ou reprovou determinado rei. 3. Há uma teologia clara acompanhando os registros históricos. Desde Samuel, fica claro que Deus é o Senhor da história. Por isto, alguns comportamentos são atribuídos a Deus, porque, para o autor, tudo o que acontece na história está sob a vontade de Deus, mesmo as ruins por causa da maldade humana. Deus age de modo direto e indireto. 4. As histórias são muito inspiradoras. Quando olhamos para o mundo político de hoje, notamos que os governantes não mudaram. Esta percepção deve nos levar a uma pergunta: e nós? Nós mudamos? Esses retratos cronísticos são um convite a que nos vejamos no espelho.   O TÍTULO Seu nome em hebraico, dibrê hayyãmmim (= anais), indica que são dois livros históricos do Antigo Testamento que tem este nome. A LXX (Septuaginta – Versão grega preparada por Setenta estudiosos) dividiu-o em dois, denominando-os Paralipômenos, que significa “coisas omitidas”, e esta divisão foi bem aceita em todas as edições. A palavra Crônicas deriva-se de Chronicon, com que Jerônimo nomeou estes escritos que ele descreveu como sendo “Crônica de toda a história sagrada”.     FONTES Assim como nos livros dos Reis, o autor das Crônicas é de igual modo desconhecido. Apesar do Talmude e a maioria dos escritores judaicos, bem como os Pais da Igreja Cristã, atribuir a Esdras a autoria do livro, esta tradição carece de provas, apesar de existir uma semelhança muito grande entre a linguagem de Crônicas e Esdras. O fato de que as Crônicas são uma compilação de documentos antigos, que certamente foram obra dos profetas, evidentemente se deduz dos livros.  Por outro lado, os livros de Crônicas estão incluídos na seção Hagiógrafo, a terceira e última divisão do cânon hebraico, e não entre os livros proféticos, o que nos leva a crer que provavelmente o autor não era profeta.  Esses documentos são, segundo parece, muitas vezes citados literalmente (cf. 2Crônicas 5.8, 8.8), sendo a finalidade do compilador estabelecer uma relação entre os documentos e a sua própria narrativa, e não modificá-los. Além disso, muitas passagens são idênticas, ou quase idênticas, a outras do livro dos Reis, revelando isso que tanto umas como outras foram tiradas dos mesmos anais.     HISTORICIDADE   Durante muito tempo, a fidedignidade histórica de Crônicas foi posta seriamente em dúvida. Acusava-se o autor de ter projetado no passado a situação e as idéias do seu próprio tempo, a fim de escrever assim uma historia ideal. Até certo ponto, isso é verdade, como em qualquer livro de história; muitas vezes o cronista, implicitamente, nos informa mais sobre o seu próprio tempo do que sobre o passado…  Lendo Crônicas, devemos ter sempre diante dos olhos as intenções do autor, lembrando-nos que ele quer fazer em primeiro lugar história religiosa. Este seu método fica bem evidente quando nos dá alguma informação não conhecida por outras fontes.  Quanto à fidedignidade, as pesquisas históricas e arqueológicas vão sempre confirmando os relatos.  É verdade que ainda temos informações que outras fontes não confirmaram, mas isto é uma questão de tempo. Assim mesmo, o que deve nos interessar mais, como leitores de hoje, não é este tipo de fidedignidade, mas a natureza didática do livro. Crônicas são uma escola de vida. Na verdade, a idéia central de toda a obra é o templo, lugar destinado a adoração cuja fonte de inspiração estava em Davi. Ele desejou no seu coração construí-lo, mas foi impedido por Deus por ter suas mãos manchadas de sangue pelas muitas guerras que realizou, passando este legado ao seu filho e sucessor Salomão (1Crônicas 28.2-5). Não obstante ser o lugar da adoração, toda a vida de Israel palpita em torno do templo; ele é o centro vital de Jerusalém e Jerusalém é o centro de todo o Judá, que é a parte vital do povo eleito. Apesar do edifício ter um caráter simbólico, não deixa de ser um verdadeiro fator de unidade religiosa de todo o Israel. Podem nos parecer desinteressante nos dias de hoje, por exemplo, detalhes de uma lista em cuja genealogia se indicam nomes de sucessivas gerações, mas que constituíam o fundamento da vida coletiva, sendo, portanto, verdadeiros documentos oficiais para provar o direito que todo o levita tinha de exercer os atos de culto. Assim podem nos soar também as minuciosas normas litúrgicas, as amplas descrições de solenidades (sobretudo, a Páscoa), inclusive, com a descrição dos animais imolados em todos os trabalhos executados no templo, o  que demonstra o cuidado do cronista, desde os preparativos feitos por Davi até à restauração por Josias.  Paralelamente, mas subordinada a esta idéia principal, desenvolve-se outra, a da dinastia davídica. A família davídica é a única depositária do poder legítimo sobre Israel. Os seus membros, portanto, são os principais servos de Javé, e os reis que dela descendem têm como dever primordial o cuidado do templo, pois a  sua autoridade régia é um reflexo da autoridade divina, que brilha no templo. (BÍBLIA SAGRADA. Rio de Janeiro: Edições Paulinas, p. 396.)     ESBOÇO DOS LIVROS O período pré-davídico é dado na forma de genealogias, com algumas particularidades históricas (1Crônicas 1-9). Esses

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Israel Belo de Azevedo outubro 5, 2010
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João
Israel Belo de Azevedo

João 6.66-69: RAZÕES PARA CRER

    Jesus teve muitos discípulos, alguns dos quais integravam seu círculo mais próximo.  Eles seguiam a Jesus por muitas razões. Alguns ficaram frustrados. Jesus não lhes correspondeu. Eles queriam que Jesus lhes curasse e Jesus lhes curou, mas não curou a todos. Eles queriam que Jesus lhes desse comida e Jesus lhes deu alimento, mas a fome voltava. Eles queriam que Jesus lutasse contra a exploração política feita pelo Império Romano e Jesus lutou, mas de um modo que não conseguiram perceber. Ser discípulo de Jesus não era ser discípulo de um tipo comum de mestre, daquele que ensina lindas verdades sobre a vida, verdades que se vão quando o mestre vai e é substituído por outro. Ser discípulo de Jesus tinha um preço. Quando alguns perceberam, decidiram deixar de seguir a Jesus. Eles queriam algumas coisas que Jesus oferecia, tanto o seu poder, tanto o seu amor, mas eles não queriam Jesus, eles não queriam viver como Jesus vivia. Quando alguns discípulos do círculo maior resolveram fechar os seus ouvidos para as palavras de Deus, bateu uma incerteza entre os seguidores mais próximos. Talvez algumas perguntassem: o que será feito de nós, quando as multidões não mais seguirem nosso mestre? O insucesso que se prenunciava, com a fuga em massa de discípulos, começou a deixar tristes os 12 amigos de Jesus. É por isto que Ele pergunta, numa indagação que perpassa os séculos nos corações crentes: — Vocês também não querem ir?   A cena se passa hoje ainda. Quantos procuram a Jesus para dormirem melhor a noite, libertos de sua insônia.  Quantos procuram a Jesus para ficarem curados de seu vício, sejam a droga, o álcool, o cigarro, a pornografia, a gula. Quantos procuram a Jesus para terem restaurados os seus casamentos. Quantos procuram a Jesus para darem adeus à depressão. Quantos procuram a Jesus para serem curados de suas doenças, algumas graves. Quantos procuram a Jesus para terem seus amores de volta. Quantos procuram a Jesus para terem enxugadas suas lágrimas pela partida de um parente muito amado. Quantos procuram a Jesus para melhorarem de vida (leia-se, para terem mais dinheiro). Quantos procuram a Jesus para terem uma velhice mais tranqüila. Quantos procuram a Jesus para terem resolvidos os seus problemas. Quantos procuram a Jesus para terem garantido seu passaporte para o céu.   Mas todos conhecemos seguidores de Jesus que têm dificuldade para dormir; por isto, até usam remédios que lhes fazem pesar as pálpebras de noite. Todos conhecemos discípulos de Jesus que continuam lutando, vencendo, perdendo, vencendo, perdendo sua luta contra o vício. Todos conhecemos cristãos sinceros cujos casamentos acabam. Todos conhecemos mulheres e homem de oração dos quais a depressão é companheira constante. Todos conhecemos pessoas tementes a Deus que são dilaceradas por doenças, algumas sem cura. Todos conhecemos filhos e filhas de Deus que vivam solitários. Todos conhecemos pessoas salvas pela graça de Jesus mas que choram a vida toda a perda de pessoas pelas quais eram apaixonadas e nada lhes traz de volta a alegria de viver. Todos conhecemos santos que não têm nada, materialmente falando e alguns até vivem de favores dos outros. Todos conhecemos idosos com velhices amargas. Todos conhecemos cristãos cujas vidas estão mergulhadas em problemas. Todos conhecemos cristãos cheios de dúvidas, até mesmo sobre a sua salvação.   Essas pessoas, sinceras na sua fé, sofridas na vida, desmentem os pregadores que prometem o céu na terra, promessa que Jesus não fez.   A BUSCA POR JESUS Alguns se aproximaram dEle em busca disso. Então Jesus lhes apresenta o seu programa de vida. O capítulo 6 de João nos oferece um guia para a leitura deste programa. Primeiro (João 6.1-15), Jesus resolve o problema da fome, ao transformar cinco pães de cevada e dois peixinhos em comida suficiente para alimentar uma multidão de cinco mil homens Jesus supre todas as necessidades humanas (“O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” — Filipenses 4.19), inclusive a de comida, mesmo sabendo que a fome voltará depois de ser saciada. Depois (João 6.16-21), Jesus anda literalmente sobre o mar como se andasse sobre as areias de uma praia, mostrando aos discípulos que é Senhor. Sim, Ele é o Verbo (logos, Palavra), que participou da obra de criação do mundo e agora está empenhado na obra de redenção (recriação) do mundo (João 1.1-3). A seguir (João 6.31-40), procurado por curiosos diante do seu poder (manifesto na multiplicação dos pães e peixes e na caminhada sobre as águas), Jesus ensina-lhes: Não  trabalhem pela comida que se estraga, mas, antes, busquem a comida que permanece para a vida eterna, a qual lhes pode dar Ele mesmo, Ele em quem Deus Pai colocou o selo de aprovação (verso 27).  Após esta declaração cheia da plenitude de Deus, surge um questionamento sobre a sua divindade (João 6.41-58). Jesus sempre foi e sempre será questionado pois o que Ele fala só um coração apaixonado pode entender. Neste contexto, Jesus se apresenta como o pão da vida (verso 48), pão que veio do céu (versos 51 e 58) para dar vida ao mundo, afirmando com todas as letras: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede” (verso 35). Comer este pão é receber a vida eterna, que é oferecida a todo aquele que olhar para Jesus como Deus Senhor e Salvador (verso 40). Em lugar de se animarem, os discípulos (distantes e próximos) ficaram preocupados (João 6.59-71). Alguns, dentre os distantes, debandaram. Então, Jesus pergunta aos 12 do círculo íntimo: “Vocês também não querem ir?” (verso 67).   DIVORCIANDO-NOS DOS PECADOS Seguir a Jesus é uma decisão livre. Não seguir a Jesus é também uma decisão livre. Ele manda o convite para a festa e pede confirmação da presença. Ninguém é obrigado a ir. No seu convite, não há esforço de marketing. Não há palavras para seduzir, nem palavras para enganar. Ele

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Israel Belo de Azevedo outubro 3, 2010
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Roteiros
Israel Belo de Azevedo

Roteiro para Pequenos Grupos — O silêncio de Deus (1Reis 19)

Diante da crueldade do mundo, experimentamos muitos sentimentos, como indiferença, indignação e medo    NOSSO ENCONTRO: Quando pra você é mais difícil ficar em silêncio.    EXALTAÇÃO: Ler o Salmo 86.1-7 e agradecer a Deus que nos ouve, mesmo quando achamos que Ele está em silêncio. .    Período de Cânticos: Escolha cânticos que enfatizem o tema do encontro.    EDIFICAÇÃO: O silêncio de Deus(1Reis 19) PERGUNTAS E RESPOSTAS   1. Como reagimos à crueldade da vida? Diante da crueldade do mundo, experimentamos muitos sentimentos, como indiferença, indignação e medo    2. Que sentimos o profeta Elias experimentou diante das ameaças do governo? Elias ficou com medo. (Também podemos ficar com medo diante do que nos pode acontecer.)  Elias saiu em busca de soluções próprias, correndo de um lado para o outro. (Fugir jamais resolve). Elias sentiu pena de si mesmo. Em sua autocomiseração, passou a se achar perseguido por todos, o que não era verdade. Elias achou que Deus também não estava ao seu lado.    3. Deus falou a Elias, mesmo ele fugindo para um lado e para o outro e reclamando? Deus falou a Elias, porque Deus não se importa com as nossa queixas, embora impróprias. Deus toma as nossas queixas, mesmo as impróprias, interpreta e intervém.    4. Como Deus falou a Elias? Como Deus fala hoje? Deus não fala necessariamente como imaginamos que fale. Ele não falou no furacão, no terremoto ou no fogo. Nem na brisa suave, mas após a brisa suave.  E quando falou, Deus mostrou a Elias que ele era amado e que a sua vida seria ainda muito relevante, dando-lhe uma série de importantíssimas tarefas. Deus fala!   (OBSERVAÇÃO: sugerimos que o líder faça um resumo sobre a história, caso haja visitantes no grupo. ) [ROTEIRO PREPARADO POR SANDRA MARA DE SOUZA] RESUMO — CLIQUE AQUI  

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Israel Belo de Azevedo setembro 26, 2010
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Editoriais
Israel Belo de Azevedo

O silêncio de Deus (1Reis 19)

Diante da crueldade do mundo, experimentamos muitos sentimentos, como indiferença, indignação e medo. Depois de uma extraordinária sucessão de vitórias, o profeta Elias viu o mundo desabar, quando o poder governamental se pôs a persegui-lo ferozmente. Ele ficou com medo. Como Elias, podemos ficar com medo diante do que nos pode acontecer. Todos podemos ter esta experiência. Em lugar de se voltar para Deus, Elias saiu em busca de soluções próprias, correndo de um lado para o outro. Ele fugiu para bem longe do problema, como se isto fosse resolver. Fugir jamais resolve. Além de medo, Elias sentiu pena de si mesmo. Em sua autocomiseração, passou a se achar perseguido, o que era verdade, e a se sentir sozinho, o que não era verdade. Havia Obadias. Havia Eliseu. Era sete mil a minoria dos que estavam ao seu lado. Em seu desespero, Elias achou que Deus também não estava ao seu lado. Eram outras as evidências, mas o medo o impediu de ver a ação de Deus. Quando um mensageiro divino o animou e lhe indicou o alimento que lhe traria forças para continuar caminhando e vivendo, Elias não atribuiu o fato à providência de Deus. Apenas se levantou, comeu e voltou a andar, como um andarilho. Deus nunca está silencioso, embora possa até não falar. Um pão aparece no meio da selva. Quem o mandou, senão Deus? Elias chega a uma caverna, um lugar de descanso e de refúgio, como um esconderijo. A policia podia estar por perto. Na escuridão da caverna, Elias imagina o fim, na verdade, Elias almeja o fim. Chega de fugir. Chega do silêncio de Deus. Chega de injustiça. Deus, então, fala, agora de modo mais claro. Deus diz a Elias que ele não precisava fugir. Deus diz a Elias que ele não era o único que o levava a sério. Havia muitos outros também, alguns também escondidos. Deus diz a Elias que que ele poderia ser encontrado em qualque lugar, e não apenas no monte onde se encontrara com Moisés tantos séculos antes. Todo lugar é sagrado porque Deus está em todos os lugares. Não é preciso subir montes, com pesos às costas, para se encontrar com Deus. Ele está nos montes, nos vales, nas cavernas. Ele está onde é procurado. Deus diz a Elias que não se importava com as queixas, embora impróprias, de Elias. Deus toma queixas, mesmo as impróprias, interpreta e intervém. As queixas de Elias era um pedido de socorro. Há pedidos de socorro bem formulados e há pedidos equivocados, mas são o que são: pedidos de socorro. Ouvi de um pastor a seguinte história: uma senhora, membro da igreja e afastada por algum tempo das reuniões, escreveu uma carta pedindo em caráter irrevogável sua saída (exclusão) da Igreja. Segundo as práticas previstas, reunida em assembléia, a igreja atendeu o pedido. Alguns dias depois, o pastor ligou para a senhora: — Irmã, estou lhe ligando para dizer que seu pedido, como era em caráter irrevogável, foi atendido pela assembléia da igreja. A resposta foi: — Ô, pastor, o senhor não entendeu nada. Aquela carta era um pedido de ajuda. Deus não é como pastores equivocados. Ele conhece o que vai dentro de nós, mesmo que não saibamos comunicar a nossa dor. Deus fala. E não fala necessariamente como imaginamos que fale. Ele não falou no furacão. Não falou no terremoto. Não falou no fogo. Deus não precisou de nada fabuloso e sensacional. Sua voz não precisa disto. Ele falou no silêncio. Depois daqueles fenômenos, aconteceu outro: um cicio (brisa) suave e tranqüilo. Furacão, terremoto e fogo impõem medo. Deus não impõe medo. A brisa comunica o fim dos problemas e das dificuldades. Brisa é bonança, após a tempestade. Então, e só então, Deus falou. E quando falou, Deus mostrou a Elias que ele era amado e que que a sua vida seria ainda muito relevante, dando-lhe uma série de importantíssimas tarefas. Deus fala! ISRAEL BELO DE AZEVEDO  

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Israel Belo de Azevedo setembro 26, 2010
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Arqueologia Bíblica
Israel Belo de Azevedo

Como Moisés passou a seco pelo mar Vermelho

A Folha de S. Paulo resume estudo assinado por dois cientistas, explicando como foi a passagem do povo hebreu pelo mar Vermelho. Eis a reportagem. Preste atenção nos tempos verbais utilizados pelo redator brasileiro.   Dupla americana simula milagre de Moisés; divisão do mar teria sido no Nilo REINALDO JOSÉ LOPES Segundo o texto bíblico, “um forte vento leste” soprando sobre o mar teria aberto as águas para Moisés e os israelitas que fugiam do Egito. Agora, dois cientistas dizem que o “milagre” é compatível com as leis da física. Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, traçam um cenário que eles consideram “relativamente próximo” do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia. Em artigo recente na revista científica “PLoS One”, eles estimam que um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo por 12 horas, teria sido suficiente para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura. Drews e Han chegaram a essa conclusão com simulações, em computador, do comportamento do líquido, e levando em conta como seria a topografia do Egito no fim da Idade do Bronze (por volta de 1250 a.C.). Essa é a época mais aceita para a suposta fuga dos escravos israelitas, liderados pelo profeta Moisés. Um detalhe importante para que a análise dê certo é que, de acordo com essa hipótese, a travessia dos fugitivos não teria acontecido no mar Vermelho atual. A maioria dos estudiosos do texto bíblico considera que a melhor tradução para o termo original hebraico, “Yam Suph”, não é “mar Vermelho”, mas sim “mar de Caniços”. A expressão seria uma referência, portanto, não ao mar entre a África e a Arábia, mas a uma área pantanosa (daí os caniços, plantas aquáticas) onde o Nilo encontra o mar Mediterrâneo. Acontece que as simulações de como era o delta do Nilo nessa época, levando em conta as rochas e sedimentos da região, indicam a presença de um grande braço do rio, o qual se conectava com uma lagoa salobra, o chamado lago de Tânis. O vento leste descrito no Êxodo, portanto, teria feito recuar as águas rasas (com cerca de 2 m de profundidade) do braço do Nilo e do lago, o que, em tese, teria permitido a passagem de Moisés e seu povo para longe dos guerreiros do faraó. Além das simulações e dos dados geológicos, os cientistas citam a ocorrência de fenômenos parecidos em épocas recentes. O vento conseguiu façanha parecida em 2006 e 2008 no lago Erie, nos EUA. No fim do século 19, oficiais britânicos viram algo do tipo acontecer no próprio Nilo (leia texto abaixo). Como tudo que cerca o lado histórico dos textos bíblicos, a pesquisa já nasce polêmica. Drews, por exemplo, fez algo pouco comum em outros artigos científicos: declarou, logo no início do estudo, que poderia ter conflitos de interesse sobre o tema, já que é cristão e tem um site no qual defende a compatibilidade entre ciência e fé. Nem ele nem Han dizem ter provado a veracidade do Êxodo. Toda a história da fuga dos israelitas do Egito, aliás, é muito contestada por arqueólogos e historiadores. Gente como o arqueólogo Israel Finkelstein lembra, primeiro, que não há menções ao épico nos registros egípcios nem artefatos ligados à migração de 40 anos de Moisés e hebreus no deserto. Em segundo lugar, tanto a língua quanto os artefatos dos povos que formariam mais tarde o reino de Israel são praticamente idênticos aos dos povos que já habitavam a antiga terra de Canaã (hoje dividida entre judeus e palestinos), supostamente invadida pelos israelitas. Por isso, muitos arqueólogos apostam que o povo de Israel teria surgido dentro da própria Canaã, a partir de tribos que já viviam por lá. MEU COMENTÁRIO — A explicação científica, bastante interessante, não é nova. Em “Milagres do Êxodo” (editora Imago), o cientista britânico Colin A. Humphreys caminha na mesma direção. Um dos autores, como informa a reportagem, é batista, como Colin A. Humphreys. ISRAEL BELO DE AZEVEDO  

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Israel Belo de Azevedo setembro 22, 2010
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