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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Mateus 9.35-38 — O TRÍPLICE MINISTÉRIO DE CRISTO (Almir Gonçalves Jr)

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 9.35-38 — O TRÍPLICE MINISTÉRIO DE CRISTO O último trecho de leitura desse capítulo 9 nos conduz a um dos momentos mais expressivos do ministério de Cristo. Podemos mesmo depreender da leitura desses quatro versículos de hoje os três aspectos fundamentais que irão direcionar toda a permanência do Filho de Deus entre os homens. Primeiro, a amplitude do seu ministério: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas suas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando toda sorte de doenças e enfermidades.” Mt 9.35   Segundo, o seu amor pelas almas perdidas: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas que não têm pastor.” Mt 9.36 Terceiro, a responsabilidade que iria atribuir aos discípulos : “… Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” Mt 9.37,38   O Senhor Jesus enquanto esteve no mundo realizou um tríplice ministério: ensino, pregação e cura… Enquanto esteve entre os homens, sofreu vendo-os desorientados e sem rumo, sem saber para onde ir… Enquanto esteve entre nós, lembrou-nos que a responsabilidade de dar continuidade à pregação do evangelho da graça de Deus era de seus discípulos de então, dos seus discípulos de todas as épocas…   – Será que temos ido ao encontro da ordem do Senhor? Temos feito a nossa parte? Temos rogado ao Pai que envie obreiros?… E, principalmente, temo- nos colocado à disposição dele para sermos usados por ele naquilo que melhor lhe aprouver? Que assim seja! Senhor, faze-me um discípulo fiel, dando-me a tua unção para melhor exercitar os ministérios que me destes.

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Israel Belo de Azevedo dezembro 18, 2009

Mateus 9.27-34 — UM PEDIDO EXEMPLAR (Almir Gonçalves Jr)

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 9.27-34 — UM PEDIDO EXEMPLAR Nesta semana em que estamos estudando aquilo que chamamos de “os primeiros embates” de Cristo, fica nítido para nós o antagonismo existente entre o Mestre e a liderança religiosa dos judeus, presente em Jerusalém, junto ao templo, e em cada sinagoga, nas cidades da Galiléia onde Jesus iniciava o seu ministério.   A elite que dirigia o culto e o templo em Jerusalém, tomando conhecimento de que um novo profeta estava em Cafarnaum, enviara para ali alguns de seus representantes de forma que acompanhassem os eventos e dessem o seu relatório sobre o que estava acontecendo (Lc 5.17). Eles já tinham feito sentir a sua presença no episódio da cura do paralítico (9.3) e, na leitura de hoje, tornam a ser citados, agora, procurando levar a multidão a julgar que os milagres que ocorriam por intervenção do Senhor Jesus não eram oriundos dos céus (9.34), mas, sim, do inferno, pois atribuíam os seus milagres a Satanás.   Em meio a esta atmosfera de desconfiança que o clero oficial demonstranos, salta aos nossos olhos o exemplo de dois cegos que pareciam enxergar muito melhor que todos os sábios, escribas e fariseus juntos em Cafarnaum. Em vez de ficarem na defensiva ou aguardando os acontecimentos como faziam os “entendidos”, eles dois fazem um pedido exemplar a Jesus, um pedido que deveria ser feito por aquela liderança orgulhosa, fanática e discriminadora:   “Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, que clamavam, dizendo: “Tem compaixão de nós, Filho de Davi.” Mt 9.27   Como aos líderes em Cafarnaum, o que falta a muitos de nossa liderança e a cada um de nós, crentes de hoje, é um pouco desta fé e humildade dos cegos de dois mil anos atrás; é termos o desprendimento de recorrer a Jesus pedindo que tenha compaixão de cada um de nós, que perdoe os nossos pecados, que nos oriente na vida, que nos dê a bênção de sua presença a cada dia, pois sabemos que só vivemos e vencemos, quando a cegueira espiritual é banida por ele de nosso coração. Senhor, tem compaixão de mim. Perdoa os meus pecados. Faze-me uma nova pessoa Aumenta a minha fé.

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Israel Belo de Azevedo dezembro 16, 2009

Mateus 9.18-26 — A FÉ SEM LIMITES (Almir Gonçalves Jr)

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 9. 18-26 —  A FÉ SEM LIMITES O ser humano, em geral, não tem a capacidade de vislumbrar aquilo que está envolvendo as pessoas que estão ao seu redor. A natureza humana é muito egoísta em seu pensar, e a maioria das pessoas pensa apenas naquilo que lhe diz respeito: seus interesses imediatos e suas necessidades básicas. Dentro deste horizonte pequeno, não vemos o que pode estar se passando no coração e na vida do nosso companheiro de colégio, do trabalho, de nosso irmão ou irmã em casa, de nosso pastor na igreja. Fechamo-nos em nossos pensamentos e não vislumbramos aquilo que poderíamos fazer em prol daqueles que ao redor estão precisando de alento e conforto.   Com Cristo, este fato não acontecia. Vejam que, neste pequeno trecho, embora indo em demanda a um foco de atenção que lhe foi colocado por Jairo, ele percebe a aflição da mulher que vai lhe tocar. Pena que não podemos nos estender nesta direção, pois, do pequeno texto de nossa leitura hoje, temos que deter-nos em um versículo apenas. O fato é que estamos diante de dois exemplos de fé sem limites: a de Jairo, o chefe da sinagoga em Cafarnaum, e de uma simples mulher enferma, cujo nome sequer foi registrado. Vejam o testemunho dele:   “Enquanto ainda lhes dizia essas coisas, eis que chegou um chefe da sinagoga e o adorou, dizendo: Minha filha acaba de falecer; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá.” Mt 9.18   A narrativa é um pouco diferente em Marcos e Lucas, onde o nome do príncipe da sinagoga é citado e a filha está à morte. Mateus, no entanto, já nos transmite que, segundo as palavras do pai, a menina já estava morta. Isto pode ter acontecido, por Mateus narrar apenas o que aconteceu após a chegada dos emissários que Lucas e Marcos informam terem vindo com a notícia da morte de sua filha. O que importa é que, antes ou depois, este homem, Jairo, demonstrou fé, uma fé sem limites. “Mesmo que ela já tenha morrido, vem, Senhor, à minha casa, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá”. Será que, nos dias de hoje, temos capacidade para demonstrar tamanha fé em nosso Senhor? Senhor, aumenta a minha fé. Faze-a firme e segura, pois, em meio a tudo de mal que o mundo possui, eu posso em ti confiar.

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Israel Belo de Azevedo dezembro 15, 2009
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Mateus
Israel Belo de Azevedo

Mateus 5.38-42 — Eu posso levar desaforo para casa

Eu posso levar desaforo para casa (Mateus 5.38-42) (Em busca da mente de Cristo) Como ler as seguintes palavras de Jesus? “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado”. (Mateus 5.33-42) ENTENDENDO OS ENSINOS DE JESUS Estará Jesus propondo uma terra sem lei e sem justiça? Estará Jesus declamando poemas para as multidões? Será Jesus um mestre que não conhece a realidade humana? Estarão os cristãos de hoje desobrigados a cumprir instruções já superadas? Antes de acharmos que estas palavras saíram de algum gabinete de um pastor alienado, vamos compreendê-las à luz do seu tempo. A expressão “Olho por olho e dente por dente” (verso 38) vem do Antigo Testamento e tinha o objetivo de promover uma justiça retribuitiva, em lugar de uma vingança desenfreada, como a de Lameque, que disse:  “Ada e Zilá, ouçam-me; mulheres de Lameque, escutem minhas palavras: Eu matei um homem porque me feriu, e um menino, porque me machucou. Se Caim é vingado sete vezes, Lameque o será 77”. (Genesis 4.23-24) A instrução de Levítico 24.17-20 é bem ilustrativa deste novo ideal:   “Se alguém ferir uma pessoa ao ponto de matá-la, terá que ser executado. Quem matar um animal fará restituição: vida por vida. Se alguém ferir seu próximo, deixando-o defeituoso, assim como fez lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. Assim como feriu o outro, deixando-o defeituoso, assim também será ferido” (Cf. Êxodo 21-23-25 — “Se houver danos graves, a pena será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão”). Jesus propõe um novo modelo de vida, cujo sentido geral é a não resistência. Depois do enunciado geral (“não resistam ao perverso”), Jesus  ilustra sua tese com quatro exemplos. 1. O primeiro é: “Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra” (verso 39) — Na cultura do Oriente Antigo, tocar na face direita de outra pessoa era uma ofensa insuportável, como a do jornalista que tentou acertar o rosto do presidente George W. Bush, no Iraque. [IMAGEM] A gravidade do gesto perverso não está na sua dimensão física, mas no aspecto moral. É o insulto em si mesmo, não o dano ao corpo, que importa e fere. O insulto não é para ser revidado. Quem tem a mente de  Cristo não deve responder ao insulto com outro insulto, mas resistir pacificamente ao insulto. 2. O segundo tem a ver com disputas judiciais: “se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa” (verso 40). — A túnica era a roupa de baixo, que os mais pobres não tinham; a capa era a de fora, que todos tinham. No caso de um julgamento, o acusado nunca seria obrigado a dar a sua roupa para pagar uma dívida.   Segundo a legislação hebraica, no caso de ter havido um empréstimo em que a garantia foi a roupa do corpo, esta roupa não poderia ser tomada, no caso de a dívida não ser honrada pelo tomador (Cf. Êxodo 22.26 — “Se tomarem como garantia o manto do seu próximo, devolvam-no até o pôr-do-sol, porque o manto é a única coberta que ele possui para o corpo. Em que mais se deitaria?). Além disso, havia no primeiro século da era cristã uma prática muito comum, a de se levar inúmeras disputas aos tribunais. Até mesmo entre os cristãos havia este costume, que o apóstolo Paulo reprova: “O fato de haver litígios entre vocês já significa uma completa derrota. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem sofrer o prejuízo? Em vez disso vocês mesmos causam injustiças e prejuízos, e isso contra irmãos!” (1Coríntios 6.7-8). Quem tem a mente de Cristo deve tratar com generosidade até mesmo os perversos que lhe causam prejuízo. Um cristão pode unilateralmente abrir mão de seus direitos. Ele não está obrigado a fazê-lo, mas pode fazê-lo. 3. O terceiro tem a ver uma prática antiga, chamada “corveia”: “Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas” (verso 41). — Na antiguidade e até ao período medieval, havia situações em que o Estado ou pessoas poderosas perversamente exigia(m) serviços gratuitos. O serviço militar obrigatório é um tipo de corveia. Simão o cireneu foi obrigado a cometer uma corveia, levando a cruz de Cristo (Mateus 23.32). O que Jesus propõe é que, se uma autoridade romana exigisse algo abusivo, legal ou ilegalmente, de um seguidor de Jesus, este deveria obedecer. Isto não implicava em concordar com o sistema, mas em responder com mansidão à violência dos perversos. 4. O quarto exemplo parece se referir à caridade, que se espera de todo cristão, mas, pelo contexto, está ligado também ao tema da resistência pacífica: “Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado” (verso 42). — Pessoas perversas podem forçar outras pessoas a lhe darem algo que não merecem. O pedido aqui não um pedido de esmola, algo normal, mas de uma exigência violenta. Nos termos de Lucas 6.30, este “pedir” é tirar do outro o que lhe pertence. Segundo Jesus, o que foi retirado, mesmo de modo perverso, não deve ser tomado de volta, pela força. APLICANDO OS ENSINOS DE JESUS Que fazer com estas palavras de Jesus? São quatro versos paralelos, sendo a instrução mais conhecida a do verso 39.b (“Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra”). A proposta de Jesus não ignora a realidade do coração humano; antes, propõe a sua conversão, ao pondo de os inimigos

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Israel Belo de Azevedo novembro 20, 2009
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Marcos
Israel Belo de Azevedo

Marcos 12.14-17: O que (não) é do Estado

O que (não) é do Estado    (Marcos 12.14-17) (14) [Os fariseus) se aproximaram [de Jesus] e disseram: — Mestre, sabemos que és íntegro e que não te deixas influenciar por ninguém, porque não te prendes à aparência dos homens, mas ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. É certo pagar imposto a César ou não? (15) Devemos pagar ou não? Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, perguntou: — Por que vocês estão me pondo à prova? Tragam-me um denário para que eu o veja. (16) Eles lhe trouxeram a moeda, e ele lhes perguntou: — De quem é esta imagem e esta inscrição? — De César, — responderam eles. (17) Então Jesus lhes disse: — Dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E ficaram admirados com ele. PARTE 1 A PERGUNTA A pergunta dos fariseus tinha uma motivação e uma razão. MOTIVAÇÃO DA PERGUNTA — A motivação interna dos perguntantes era colocar Jesus numa “saia justa”. Se ele se posicionasse a favor do pagamento de impostos pelos judeus ao império romano, poderia ser visto como um colaboracionista. Se ele se colocasse contrário ao pagamento de impostos, poderia ser denunciado às autoridades romanas como sedicioso. RAZÃO DA PERGUNTA — A razão da pergunta tem a ver com a cupidez dos Estados no estabelecimentos de impostos e/ou com a dificuldade de abrir mão de parte daquilo que se obteve com o trabalho ou com a renda. Acontece que a vida em comunidade, da menor (como num condomínio) à maior (como a um de país) demanda responsabilidades, que incluem o pagamento de impostos. Pagar imposto é algo de que ninguém gosta, pois implica em entregar parte do produto do seu trabalho ou renda para o Estado por meio do governo. Para gerir o Estado, o governo (em qualquer lugar e tempo) fixa as regras e os valores para o pagamento dos impostos (sempre no plural).  A RESPOSTA Jesus oferece uma resposta que atinge a motivação e a razão da pergunta, estabelecendo princípios universais para a vida em sociedade. 1. Jesus não se abstém da vida, com todas as suas implicações. Ele sabe que existe o Estado (no caso, o poderosíssimo Império Romano), que cobra impostos. Ele sabe que há relações econômicas e que há injustiça, contra as quais o Estado pouco pode e as quais ele mesmo pratica, quando deveria prover a justiça. Jesus sabe disso e se interessa pela prática da justiça. A vida floresce melhor onde há justiça, que o Estado deveria prover. Deus tem interesse na vida. Deus não tem interesse apenas em religião. A religião organizada (com seus símbolos, ritos e propostas) é o espaço para que a religião individual se desenvolva de forma saudável. Assim como Deus tem interesse pela vida, incluída a justiça, a religião deve ter interesse pela vida, incluída a justiça. Jesus não se absteve. O cristão não pode se abster, seja por dever, seja por obediência a Deus, seja por medo. Sim, medo de cair nas mãos de um Estado governado por maus. 2. Jesus estabelece esferas na vida Quando diz que se deve dar a César o que é de César, Jesus mostra que há uma esfera espiritual e outra política. A espera espiritual trata do relacionamento do ser humano com Deus. Nesta relação não há espaço para a coerção, mas adesão, que é voluntária. Não há lugar para o medo, porque é território para a liberdade. Neste relacionamento, o homem recebe instruções para o seu próprio bem, incluída a sua vida em sociedade. Essas instruções visam o aperfeiçoamento do indivíduo e, por extensão, da comunidade. A esfera política visa organizar a vida em sociedade. No caso de uma democracia, a política é organizada por delegação, em que a maioria escolhe alguns para gerir a vida coletiva. A vida em sociedade demanda deveres, que são impostos pelo Estado e devem ser obedecidos. Os deveres, que devem visar o bem-estar de todos, são vivenciados por escolha e por coerção. Deus não deseja uma teocracia, porque seu senhorio (ou domínio) é de outro tipo. Na verdade, toda teocracia é a “cracia” (governo) de uma pessoa ou de um grupo. Deus, portanto, delega aos homens a tarefa de governar os homens. Como está interessado no bem-estar de todos e o Estado tem esta tarefa, Deus deixou Seu livro — a Bíblia — como uma fonte para as constituições nacionais O cristão deve cumprir as leis. Não lhe cabe no plano privado achar que uma lei é injusta e decidir não cumpri-la. Ele precisa discuti-la publicamente, visando sua mudança, o que pode até incluir um boicote coletivo e é preciso sublinhar o “coletivo”. Isto quer dizer que se você acha que determinado imposto não é justo ou não é bem empregado, você não está autorizado a deixar de pagá-lo. Se você acha o pedágio é caro ou injusto, posse procurar uma rota alternativa, mas não pode se recusar a pagar, uma vez que escolheu uma via pedagiada. 3. Essas esferas são interdependentes A existência das duas esferas emula a natureza humana, uma estética (religião) e outra ética (política). Uma depende da outra. Elas se influenciam mutuamente. A existência das duas esferas mostra que ambas têm limites, que devem ser respeitados. O Estado, por exemplo, não tem o direito de cercear o exercício da liberdade individual, a menos que seja uma ameaça ao bem-estar coletivo. Esta interdependência não pode ser transformada em dependência. Toda vez que um tentou se apropriar do outro ou mesmo se unir ao outro, os desastres foram totais. Foi a união da religião com o estado que assassinou Jesus. Foi a apropriação da religião pelo Estado que fez surgir uma religião oficial, como o catolicismo medieval. Foi o uso da força do Estado por Lutero que manchou sua biografia no massacre aos camponeses. Foi a subserviência da Igreja ao Estado no Brasil que legitimou a escravidão. Assim, uma igreja não pode ter um projeto político hegemônico. Se uma igreja contribui para eleger pessoas

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Israel Belo de Azevedo novembro 14, 2009
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Mateus
Israel Belo de Azevedo

Mateus 5.33-37 — EU POSSO SER VERDADEIRO

Eu posso ser verdadeiro Mateus 5.33-37 Da série “Em busca da mente de Cristo” A orientação de Jesus sobre o compromisso cristão com a verdade é bastante eloqüente: Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor’. Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma: nem pelos céus, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo. Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno. Lembremo-nos logo que Tiago repete a orientação de Jesus: “Sobretudo, meus irmãos, não jurem, nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação” (Tiago 5.12). O JURAMENTO NA BÍBLIA Jurar é firmar um compromisso solene. O juramento, prática antiga, persiste, nos dias de hoje, em várias situações, com ou sem dimensão religiosa. O juramento é exigido nas cerimônias de posse em determinados cargos, sobretudo os públicos, ou nas formaturas, quando os profissionais prometem que vão agir de acordo com os valores que receberam em sua formação naquele campo de conhecimento. De certo modo, o juramento, transformado em voto, continua no altar, trocado mutuamente entre os nubentes, antes de serem declarados casados. O juramento persiste nos tribunais, antecedendo um testemunho, como garantia de que se falará a verdade. O primeiro juramento da Bíblia é feito pelo próprio Deus, quando promete, após o dilúvio, que não mais destruiria a terra (Gênesis 8.21). Depois, Deus faz a promessa que fez a Abraão, de lhe dar uma nova e maravilhosa terra (Gênesis 12.1-3). O juramento típico, no entanto, é o juramento humano. Abraão faz o primeiro deles: “Abrão respondeu ao rei de Sodoma: ‘De mãos levantadas ao Senhor, o Deus Altíssimo, Criador dos céus e da terra, juro que não aceitarei nada do que lhe pertence, nem mesmo um cordão ou uma correia de sandália, para que você jamais venha a dizer: ‘Eu enriqueci Abrão’”. (Gênesis 14.22-23). Mais tarde, ele pediu ao seu funcionário Eliézer que jurasse que buscaria uma esposa para seu filho Isaque em outra região que não Canaã. Ele jurou que agiria conforme o desejo do seu patrão e saiu a campo. Deus mesmo jura de mãos levantadas, simbolicamente, é claro (Deuteronômio 32.40; Isaías 62.8). Há juramentos até no Novo Testamento. Jesus não repreendeu o sumo-sacerdote que pediu que jurasse por Deus (Mateus 26.62-64). Paulo escreve aos seus irmãos: “Invoco a Deus como testemunha de que foi a fim de poupá-los que não voltei a Corinto” (1Corintios 1.23). 20. Disse mais, ao gálatas: “Quanto ao que lhes escrevo, afirmo diante de Deus que não minto” (Gálatas 1.20). MENONITAS E BATISTAS Jesus está preocupado com os juramentos falsos e com o uso do nome de Deus em vão. Segundo a tradição judaica, havia dois tipos de juramentos: um que era feito em nome de Deus e outro que não o era. Segundo essa mesma tradição, só os juramentos proferidos em nome de Deus eram validos. Jesus, então, mostra que ambos são equivocados, porque Deus é Senhor de todas as coisas (tanto do céu e da terra, como da cidade de Jerusalém). Alguns cristãos tomaram esta instrução de modo literal. O anabatismo, movimento europeu do século 16, proibia qualquer tipo de juramento diante do estado. Os menonitas, seus herdeiros, se opõem ainda hoje aos juramentos, inclusive aqueles firmados nas fraternidades secretas, como a maçonaria. “A Confissão de Fé de Dordrecht”, de 1632, deixa clara a posição menonita: “Confessamos que o Senhor Cristo (…) proibiu Seus discípulos [de] jurar de qualquer forma, mas que sim deve ser sim, e não, não; disto entendemos que todos os juramentos, altos e baixos, são proibidos, e que, ao invés deles, devemos confirmar todas as nossas promessas e obrigações, sim, todas as nossas declarações e testemunhos sobre qualquer assunto, somente que nossa palavra “sim” seja um “sim”, e que o “não” seja um “não”; e ainda, que devemos sempre, em todos os assuntos, e com todos, sermos fiéis, manter, seguir, e cumprir [nossa palavra], como se a tivéssemos confirmado com um juramento solene”. Os batistas temos trafegado por outro caminho. Nem Jesus, nem Tiago disseram que é errado jurar dizer a verdade num tribunal. Entendemos, nos termos de uma antiga confissão de fé, que “a Palavra de Deus autoriza o juramento, quando para decidir assuntos de grande importância e peso, para uma confirmação da verdade, e para encerrar contendas”. Diante disto, “se a autoridade civil exige um juramento, e se este é legítimo, deve ser prestado”. Ao prestar um juramento, o cristão deve prestar atenção nas implicações de suas palavras, “para que nada afirme senão aquilo que ela sabe que é verdade, porque juramentos temerários, falsos ou em vão, constituem uma provocação ao Senhor”. Por isto, “o juramento deve ser prestado no sentido claro e explícito das palavras, sem equívocos e sem restrições mentais”. No entanto, “o voto não deve ser feito a criatura alguma, mas somente a Deus; e deve ser feito e cumprido com todo cuidado e fidelidade religiosa”. (Confissão de Fé Batista de Londres, de 1689). Lealdade absoluta só a Deus e a mais ninguém. O princípio essencial não é a legislação, que passa, mas a verdade. Todos os agrupamentos têm seus juramentos, votos ou pactos, como é o caso dos batistas, que se comprometem, pública e voluntariamente, a: . andar sempre unidos no amor cristão; . trabalhar para que nossa Igreja cresça no conhecimento da Bíblia, na santidade, na espiritualidade e no conforto mútuo; . manter os cultos, as doutrinas, as ordenanças e a disciplina da Igreja; . contribuir generosamente para o sustento dos ministérios da Igreja, incluindo a proclamação do evangelho em todas as nações e a promoção da

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Israel Belo de Azevedo outubro 29, 2009
Mateus
Israel Belo de Azevedo

Mateus 5.31-33 — Eu posso cultivar meu casamento

Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua mulher deverá dar-lhe certidão de divórcio’. Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério. (Mateus 5.31-32) Este ensino de Jesus aparece três outras vezes nos Evangelhos (Mateus 19.3-12; Marcos 10.2-12; Lucas 16.18). Jesus apresentou sua teologia acerca do casamento em mais de uma vez. Esta é uma delas. Não há diferença na teologia, apenas na forma da sua comunicação em função do contexto. Em Mateus 5.31-32, Jesus está apresentando seus idéias para a vida, como faz em relação a outros aspectos e a outros relacionamentos. 1. JESUS ESTÁ NOS DIZENDO QUE O CASAMENTO É IDEALMENTE PARA SEMPRE. Para ele, o divórcio é um recurso extremo na vida de uma família. Jesus não saca contra a realidade: separações existem, mas Jesus nos adverte que essas separações não podem ocorrer por motivos fúteis. A maioria das separações ocorre por motivos fúteis, como, "incompatibilidade de gênios", "diferenças individuais irreconciliáveis", "projetos diferentes de vida" e frustrações diversas. Noto que muitos rapazes e moças vão para o casamento com expectativas irrealizáveis ou ilegítimas. Conheci um casal em que o sonho dela era dormir todas as noites agarradinha com o marido. Durante algum tempo funcionou, mas, depois, ele escorregou e foi ler. Ele era da noite e detestava dormir cedo, como a esposa. Ajustaram-se e são muito felizes. Noto, seja quando ambos trabalham fora ou quando só um trabalha fora, que vai havendo um encantamento com as coisas da rua, do mundo do mercado, com cada um construindo suas carreiras e suas vidas à parte dos seus cônjuges. Os encantados precisam saber que marido e mulher têm real interesse pelo outro. Li, e gostei, que incompatibilidade de gênios é uma invenção de advogados para ganhar dinheiro com o divórcio. Exagero à parte, todo o casal é incompatível. Li, e resumi, um artigo sobre as diferenças entre os cérebros dos homens e das mulheres. Selecionei algumas destas diferenças. Em função das diferenças de tamanho do cérebro e da forma com os hemisférios trabalham, há diferenças que se manifestam nas ações de homem e mulheres. Homens e mulheres são diferentes também por razões de ordem neurológica e hormonal, além daquelas de ordem cultural. Segundo as pesquisas, a mulher tende a se comunicar de modo mais eficaz que os homens, buscando criar uma solução que seja boa para o grupo, conversando sobre os temas e utilizando recursos não verbais para resolver criativa e intuitivamente os problemas. Já o homem tende a se orientar mais para as tarefas, menos falante e mais isolado, demonstrando mais dificuldade em compreender emoções que não são verbalizadas explicitamente. Essas diferenças explicam porque homens e mulheres por vezes têm dificuldade em se comunicar um com o ouro. Suas demandas de comunicação são diferentes. A mulher, por exemplo, é mais atenta para estímulos específicos, como ouvir o choro de uma criança à noite. Por questões hormonais, diante do estresse, por exemplo, o homem tende a enfrentar ou fugir. A mulher tende a cuidar de si e dos seus filhos e formar laços grupais fortes. É o sistema limbico que amplia na mulher sua capacidade de conexão, e daí sua capacidade de cuidar das crianças. É também este sistema que a torna mais vulnerável à depressão e à ansiedade. A mulher é mais propensa a perceber e a expressar sua dor que os homens. Elas também procuram tratamento mais que os homens. (HENSLEY, Amber. 10 Big Differences Between Men’s and Women’s Brains. Disponível em ) Em outras palavras, todos os esforços devem ser feitos, na perspectiva de que o casamento é idealmente indissolúvel. 2. JESUS ESTÁ DIZENDO QUE OS CÔNJUGES TÊM DEVERES PARA COM SEUS PARES ATÉ DEPOIS DE SEPARADOS. A separação não faz parte do projeto de Deus para a família. Se esta separação ocorrer, não cessarão as responsabilidade para com o cônjuge e para com os filhos, se existirem. Elas não cessam, mas aumentam. Lendo os textos sobre o casamento, notamos que o alvo de Deus permanece inalterado e inalterável. Lendo este texto (juntamente com Mateus 19.3-12), notamos que Jesus se preocupa com a parte mais frágil, que é a mulher, muitas vezes desrespeitada, tantas vezes traída. Jesus, neste contexto, admite a separação. Lendo outros textos, podemos acrescentar outras cláusulas de dissolução, como a REAL ameaça à integridade física e emocional do cônjuge. Jesus está dizendo que os homens que se separassem de suas esposas deviam lhe dar carta de divórcio e não simplesmente abandona-las. Jesus está falando do cuidado que os maridos devem ter com suas ex-esposas. Num tempo em que as partes mais frágeis podem ser os homens, as esposas devem ter os mesmos cuidados com seus ex-maridos. Ambos devem facilitar o máximo a vida dos seus ex. Nada de ódio. Nada de tentativa de lhes restringir os direitos. Nada de lhes pressionar financeiramente. Nada de tentar lhes destruir. 3. Jesus está dizendo que marido e mulher devem cultivar seu casamento. . Este cultivo é um processo que começa com uma afirmação: "meu casamento é para durar até a morte de um de nós ou de nós dois". . O segundo passo é a tomada de uma decisão: a decisão de não desistir. Não desistir significa desejar envelhecer ao lado do seu cônjuge. Quem toma esta decisão pode conhecer a crise, mas vai deixar a crise passar. . O terceiro passo é buscar ajuda se o relacionamento não tem sido prazeroso. . O quarto passo é olhar para dentro de si e se ver como o problema, não o outro, que não é para ser mudado, mas amado. . O quinto passo é sacrificar-se para manter o casamento. Sacrificar-se é uma outra maneira de viver a vida, logo de ver o casamento. ISRAEL BELO DE AZEVEDO

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Israel Belo de Azevedo outubro 25, 2009
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Salmos
Israel Belo de Azevedo

Salmo 90 — APRENDENDO A CONTAR OS NOSSOS DIAS

APRENDENDO A CONTAR OS NOSSOS DIAS (Salmo 90) Salmos 90 (1)  Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração.   (2) Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus.  (3) Fazes os homens voltarem ao pó, dizendo: “Retornem ao pó, seres humanos!”   (4) De fato, mil anos para ti são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite.  (5) Como uma correnteza, tu arrastas os homens; são breves como o sono; são como a relva que brota ao amanhecer; (6) germina e brota pela manhã, mas, à tarde, murcha e seca.  (7) Somos consumidos pela tua ira e aterrorizados pelo teu furor. (8) Conheces as nossas iniqüidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença. (9) Todos os nossos dias passam debaixo do teu furor; vão-se como um murmúrio. (10) Os anos de nossa vida chegam a 70, ou a 80 para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos! (11) Quem conhece o poder da tua ira? Pois o teu furor é tão grande como o temor que te é devido. (12) Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria. (13) Volta-te, Senhor! Até quando será assim? Tem compaixão dos teus servos! (14) Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes. (15) Dá-nos alegria pelo tempo que nos afligiste, pelos anos em que tanto sofremos. (16) Sejam manifestos os teus feitos aos teus servos, e aos filhos deles o teu esplendor! (17) Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos! DOIS ESCLARECIMENTOS PRELIMINARES Duas explicações se fazem necessárias antes de uma entrada no texto: O salmo 90 nos oferece duas indagações que precisam ser esclarecidas. A primeira tem a ver com Deus e o segundo, com a ciência. 1. A primeira dificuldade vem de duas afirmações O poeta diz: “Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração” (verso 1).   Depois garante: “Somos consumidos pela tua ira e aterrorizados pelo teu furor” (verso 7). Este “furor é tão grande como o temor que te é devido” (verso 11). Como conciliar? Deus é o nosso refúgio. Podemos contar com Deus sempre. A Bíblia está cheia destas afirmações de fé, baseadas nas experiências pessoais de pessoas em muitas gerações. Esta verdade está fora de questão. Mas um “Deus furioso” é toda a questão. A fúria de Deus tem um sentido no Novo Testamento e outro no Antigo. No Novo Testamento, refere-se ao sentimento de Deus diante do pecado. Ele conhece “as nossas iniqüidades” que “não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença” (verso 8). Trata-se de uma ira emocional, que não contém pecado. É uma ira para o bem do homem, que se realiza quando o homem aceita a oferta extraordinária da cruz. No Antigo Testamento, mostra a radical diferença entre Deus e o homem. Quando Deus age, ainda sem a revelação em Jesus, a natureza treme, tão o seu poder, tanta a sua santidade. Sua fúria é para mostrar ao homem quem Ele é e o que pode fazer pelo homem. Diante dEle, para não ser confundido com deuses de barro ou madeira, ninguém pode chegar perto e sobreviver. Este Deus age e intervém. Este é o sentido da sua “fúria”. Espera reverência, isto é, que o ser humano lhe preste atenção como o eterno e absoluto que é. Neste contexto, vem a afirmação que a vida é um tempo em que Deus nos aflige (“Dá-nos alegria pelo tempo que nos afligiste, pelos anos em que tanto sofremos” — verso 15). O pressuposto da Bíblia (e bom seria que sempre o tivéssemos em mente) é que tudo o que nos acontece está sob a supervisão de Deus, porque Ele é o Senhor de tudo e de todos. Ele é o autor indireto de tudo, até do sofrimento. Os anos são bons? Deus os autorizou. Os anos são duros? Deus os permitiu. Quem chegou aos 80 e os superou deve saber que foi Deus quem autorizou esta abundância toda. Todos precisamos saber que a aflição vem, na verdade, do nosso pecado e do pecado do outro. 2. A segunda questão tem a ver com ciência. Há uma previsão que, nos 30 países mais industrializados do mundo, as pessoas nascidas em 2007 chegarão aos cem anos de idade. No Brasil (2009), já está próxima dos 73 anos, mesmo que no nordeste não alcance os 70 anos A propósito, entre as mulheres, a expectativa de vida no Brasil é de 76 anos e meio. Foi o salmista superado? No sentido informativo, sim; no sentido, normativo não. As expectativas de vida variam na história e na geografia. Ainda no século 21 há países em que ela não passa de 38, como em Angola, e de 41, como em Moçambique. No contexto do autor, ele não lançamento mão deste tipo de comparação, desconhecida à época, mas olhava para as pessoas e via como viviam algumas e a que idade chegavam. Os que mais viviam chegavam a 70 e, no máximo, aos 80. Estes números podem subir ainda mais ou mesmo descer, como no caso dos países muito pobres. O que permanece não é o número, mas a certeza que, por mais que viva uma pessoa, ela morre um dia, aos 70 ou antes ou depois dos 70. Permanece também a evidência que, em geral, quanto mais vive uma pessoa, mais chance terá de viver com as conseqüências do peso do tempo. O objetivo do poeta é falar sobre a fugacidade (curta duração) da vida. E disto todos sabemos. Não vamos fazer a Bíblia falar o que ela não quer dizer. TODOS PRECISAMOS NOS LEMBRAR Todos precisamos nos lembrar que a vida é curta. Mesmo que chegue aos cem

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Israel Belo de Azevedo outubro 11, 2009

Lucas 12.4-10 — Se até os fios de cabelo da nossa cabeça estão contados…

Se até os fios de cabelo da nossa cabeça estão contados… Lucas 12.4-10 (4) Eu lhes digo, meus amigos: Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. (5) Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer. (6) Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. (7) Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! (8) Eu lhes digo: Quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. (9) Mas aquele que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. (10) Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. BREVE EXPOSIÇÃO Os discípulos de Jesus estavam sob pressão dos fariseus, que os acusavam de seguir um mestre que não seguia os rituais de purificação e, absurdamente, se apresentava como filho de Deus. Para os fariseus, Jesus blasfemava do nome de Deus, devendo ser morto (conforme a lei — Levítico 14.16: “quem blasfemar o nome do Senhor terá que ser executado. A comunidade toda o apedrejará. Seja estrangeiro, seja natural da terra, se blasfemar o Nome, terá que ser morto”). Seus discípulos mereciam a mesma pena. É por isto que estavam com tanto medo. Jesus lhes dirige doces palavras, dizendo que não deviam temer a ninguém, senão a Deus. Só que o Deus de Jesus cuida daqueles que O buscam. Para demonstrar isto, Jesus usa duas imagens. A primeira é a dos pardais (ou passarinhos), que não são esquecidos por Deus. Os passarinhos eram usados pelas famílias pobres em seus sacrifícios. No caso dos leprosos, o sacrifício era feito com dois passarinhos (Levítico 14.4). Estes passarinhos custavam quase nada, porque duas moedinhas (ou dois asses) que equivalem a dois reais. A segunda imagem é a dos cabelos da cabeça, que estão contados. Essa imagem é antiga. Salomão promete o seguinte, referindo-se ao seu irmão Adonias: “Se ele se mostrar confiável, não cairá nem um só fio de cabelo da sua cabeça; mas se nele se descobrir alguma maldade, ele morrerá” (1Reis 1.52). Um milênio depois, o apóstolo Paulo encoraja a companheiros de viagem: “Nenhum de vocês perderá um fio de cabelo sequer”. (Atos 27.34). As referências têm a ver com detalhes, uma vez que há até 150 mil fios de cabelo na cabeça de uma pessoa adulta. Nos dois casos a promessa era uma espécie de garantia de que nada de mal aconteceria a estas pessoas. Jesus lança mão desta imagem, outra vez utilizada por ele em Lucas 21.18, quando promete aos mesmos discípulos que, sem a permissão de Deus: “nenhum fio de cabelo da cabeça de vocês se perderá”. Deus se preocupa com os fios dos cabelos. Deus se preocupa com os passarinhos. Aqueles que amam a Deus têm mais valor que pardais e fios de cabelo. Jesus prossegue, recomendando tranqüilidade aos seus discípulos, que seriam lembrados ao Pai, já que tinham crido nEle como Salvador e Senhor. Nada precisavam temer. Eles escolheram trilhar o melhor caminho. Para os consolar, Jesus lhes recomenda que permanecessem firmes. Se pecassem, seriam perdoados. Sim, Deus perdoa a todos os pecados, exceto aquele cometido contra o Espírito Santo. Pecar contra o Espírito Santo é rejeitar sistematicamente até o fim da vida a ação do Espírito Santo, que convence o homem do seu pecado e da sua necessidade de Jesus Cristo para a salvação. DE QUE TEMOS MEDO? Os discípulos de Jesus estavam com medo. A pressão era grande por serem seguidores de Jesus. De que temos medo? O VALOR DE UMA PESSOA Por que podemos não ter medo? A PRIMEIRA resposta é: por causa do valor que temos para Deus. Ouçamos Jesus de novo, perguntando e respondendo: “Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus”. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!” (versos 6-7) Os passarinhos são aves muito frágeis. Alguns vivem em gaiolas. Outros vivem nas florestas. Outros vivem nas cidades, equilibrando-se nos fios elétricos. Às vezes, nem os notamos. Deus, contudo, os nota. Esta é a mensagem de Jesus. Deus os nota porque também os ama. Deus também nos nota porque nos ama. Se Deus se preocupa com passarinhos, imagine conosco. Os passarinhos não sabem que são amados, mas nós sabemos. Nem os pequenos pássaros usados como oferta na purificação dos leprosos são esquecidos por Deus. É clara a intenção de Jesus. Ele sabe que há pessoas que se acham tão sem valor quantos os passarinhos. Por isto, diz que Deus se preocupa com os passarinhos. Nós valemos mais do que muitos passarinhos. Jesus quer que seus discípulos saibam que Deus se interessa por eles. O AMOR DE DEUS Por que podemos não ter medo? A primeira resposta é: por causa do valor que temos para Deus. A SEGUNDA resposta é que não há ninguém maior que o Deus que nos ama. Ouçamos Jesus falar: “Eu lhes digo, meus amigos: Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer” (versos 4-5). Nossa atitude perante a vida deve ser um espelho de nossa atitude diante da morte. O que pior nos pode acontecer? O máximo que pode nos acontecer é a morte. Não cremos, como o apóstolo Paulo, que viver e morrer têm o mesmo peso (Filipenses 1.2)? Nosso corpo pode ser levado por um inimigo, que nos torture e até nos mate, mas nenhum amigo tem poder sobre a nossa

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Israel Belo de Azevedo outubro 11, 2009

Mateus 26.26: DANDO GRAÇAS

DANDO GRAÇAS Mateus 26.26 (Da série: “À mesa com Jesus”) “Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos, dizendo: ‘Tomem e comam; isto é o meu corpo’”. Devemos ter em mente que a Ceia de que Jesus participou com seus discípulos era diferente da que ministramos hoje, no seu aspecto material. Ela era, ao mesmo tempo, uma celebração litúrgica e uma refeição comunitária. Hoje distinguimos as duas. Uma é a celebração da Ceia do Senhor, outra é refeição comum, na igreja ou em casa. Na sua Ceia, durante uma hora crítica, Jesus tomou o pão e deu graças, tomou o vinho e deu graças (Mateus 26.26, Marcos 14.22, Lucas 22.17). DANDO GRAÇAS PELA COMIDA Jesus tinha o habito de dar graças às refeições. Nós o encontramos agradecendo antes das refeições nas duas vezes em que multiplicou os pães e peixes (Mateus 14.19, Mateus 15.36 e João 6.23, entre outras referências). Há um outro episódio que mostra a prática cristã de agradecer a refeição antes de toma-la (Atos 27.33-36). Viajando de navio, Paulo precisou recomendar aos tripulantes e passageiros que “se alimentassem, dizendo: — Hoje faz catorze dias que vocês têm estado em vigília constante, sem nada comer. Agora eu os aconselho a comerem algo, pois só assim poderão sobreviver. Nenhum de vocês perderá um fio de cabelo sequer. Tendo dito isso, tomou pão e deu graças a Deus diante de todos. Então o partiu e começou a comer. Todos se reanimaram e também comeram algo”. O hábito ganhou a história. Entre os evangélicos brasileiros, tornou-se uma prática distintiva, sobretudo em casa, mas também nas refeições tomadas por evangélicos em outros ambientes. As práticas nas famílias mudaram e as refeições com toda a família reunida escassearam e junto escassearam as orações de gratidão pelo alimento a ser tomado. Não sei como é na sua família, mas ouso dizer que na família de Jesus, havia o hábito de se agradecer pela comida a ser ingerida. Por que Jesus orava antes da refeição? Jesus orava porque sabia que o seu alimento vinha do Pai. Mesmo que algumas discípulas se cotizassem para alimenta-lo, a Ele e a seus discípulos, Jesus sabia que até este cuidado era uma providência do Pai para Ele. Jesus orava porque entendia que devia dar graças ao Pai pelo alimento. Jesus orava porque sabia que o momento da alimentação é um tempo propicio para a reflexão, porque é o tempo em que paramos com o que estamos fazendo. A refeição é um convite à parada, à diminuição do ritmo, à gratidão. Ao nos alimentarmos, sobretudo em grupo, na família ou com amigos, nós nos damos as mãos, mesmo que não nos demos as mãos. A refeição tem, portanto, sua dimensão simbólica que extrapola a satisfação das necessidades básicas. Refeição tem a ver com comunhão, cuidado e carinho. Era por isto que Jesus orava antes das refeições. Pelas mesmas razões, Paulo deu graças durante aquela viagem de navio. Quero sugerir então a que cada um de nós ore antes de se alimentar, esteja em casa ou no trabalho. Dirão: vai ser uma oração repetitiva, sem valor. Não: nossa oração, diariamente feita, não precisa ser repetitiva. Um dia podemos agradecer por quem preparou aquela comida. No outro dia, pelos recursos financeiros que nos permitiram ter o alimento à mesa. No outro dia, por aquele prato que nos dá tanto prazer, olhando para ele. No outro dia, pelo próprio prazer de comer. No outro dia, por estar juntos com pessoas queridas. No outro dia, pela água ou suco ou refrigerante durante a refeição. No outro dia, por termos apetite para comer. São tantos os motivos de gratidão às refeições. Se você tem feito isto todos os dias, continue. Se fazia e não faz mais, volte a fazer. Se nunca fez, comece a fazer. DANDO GRAÇAS PELA VIDA DE JESUS A prática de Jesus também nos convida a, durante a participação na Ceia do Senhor, a darmos graças por sua vinda, vida, morte, ressurreição e volta próxima. Naquela hora difícil, deu graças. Talvez não sorrisse, mas deu graças. Recordar a morte de Jesus é algo dramático, mas recordamos uma morte que se completou na ressurreição, ressurreição que se completa na volta de Jesus. Devemos dar graças a Jesus na hora da Ceia. Temos motivos para, voltando ao passado, chorar, mas temos motivos para sorrir: Jesus venceu a morte; Jesus levou sobre o seu corpo os nossos pecados, para que ficássemos livros do poder da morte sobre nós. A Ceia, portanto, é um tempo de dar graças, fazendo como Jesus fez.

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Israel Belo de Azevedo outubro 4, 2009
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