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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Mateus 5.27-30: Eu posso ser puro

EU POSSO SERPURO Mateus 5.27-30 (Da série: “Em busca da mente de Cristo”:) Um homem estava assentado bem tarde da noite diante do seu computador, quando se abriu diante dele uma mensagem. Tinha a ver com sexo. Ele não sabia bem o que era. Olhou para o lado e viu que não tinha ninguém perto. Clicou na mensagem e notou que era um site pornográfico. Começou a navegar e a gostar. A esposa dormia tranqüila. Noites após noites, mesmo quando não tinha nenhum trabalho a executar, ele se assentava diante do computador para alimentar seu vício. Um homem ganhou um software que transferia arquivos de bases de dados para um computador pessoal. A pessoa que lhe deu o programa testou-o numa base com arquivos de pedofilia. O homem, depois, fez o mesmo, viu os arquivos e baixou-o para o seu computador. Logo, passou a ter prazer neste tipo de vício. Estas duas histórias nos ajudam a perceber porque Jesus foi tão radical, ao dizer: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher e desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno. E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno”. PUREZA SEXUAL Por que Jesus é radical? Por que ele conhece a nossa natureza. Nesta advertência, ele põe em evidência dois parágrafos da pureza, este importante capitulo do livro da natureza relacional humana. Primeiramente Jesus se refere à pureza sexual. No entanto, pureza não pede sempre o mesmo adjetivo (“sexual”). Por isto, Jesus fala do que pode fazer a mão direita, indicando que pureza tem a ver com todo tipo de relacionamento. Uma paráfrase do texto nos ajuda no entendimento do texto bíblico: “Você conhece o mandamento seguinte muito bem, que diz: “não durma com a mulher do próximo”. Contudo, não pense que você preserva sua virtude apenas deixando de ir para a cama com ela. Seu coração pode ser corrompido pela luxúria mais rapidamente que o seu corpo. Aqueles olhares furtivos que você pensa que ninguém nota também corrompem. Não vamos achar que as coisas sejam mais fáceis do que são. Se você quer viver uma vida moralmente pura, eis o que deve fazer: você precisa cegar seu olho direito no momento que você o flagra num olhar de luxúria. Você deve escolher entre viver com um olho só ou ser jogado num montão de lixo moral. Você tem de cortar sua mão direita no momento em que observa que ela se levantou ameaçadoramente. É melhor ser maneta que ser completamente descartado para sempre no lixo” (Mateus 5.27-30 — The Message) Jesus começa citando um dos dez mandamentos, precisamente o que adverte contra relações sexuais ilícitas: “Não adulterarás” (Êxodo 20.14; Deuteronômio 5.18). Em seguida, Jesus explica o mandamento, para dizer que o adultério é adultério mesmo que não seja consumado. Se foi imaginado e desejado, já é adultério, porque já cometido no coração. Por que Jesus radicaliza? Para nos ensinar que devemos cortar o mal pela raiz. Não somos tão fortes quando achamos que somos. Se há um desejo capaz de nos levar a fazer o que hoje não queremos, mas quereremos amanhã, não devemos acariciar este nosso desejo, mas negá-lo radicalmente. Jesus usa a imagem do olhar. Se a fé vem pelo ouvir, o pecado vem pelo olhar. Se a fé vem pelo ouvir a palavra do evangelho, o pecado vem pelo olhar os corpos e objetos que serão desejados. Por que Jesus fala em olho “direito”? Na Antiguidade, o olho direito tinha mais valor que o esquerdo. Por isto, um inimigo de Israel, por exemplo, ameaçou arrancar o olho direito de cada israelita, para humilhar o povo (1Samuel 11.2). Zacarias ameaça os falsos pastores com a perda da visão direita (Zacarias 11.17). Jesus opera no interior da cultura. A propósito, a ciência diz que dois terços da população têm o olho direito como predominante, indicando que, para a maioria, o olho direito é mais preciso que o esquerdo. Jesus está, então, lembrando que se o nosso olhar, predominantemente direito, nos leva a pecar, devemos arrancá-lo para não pecar. A recomendação radical (“arranque” o olho) feita por Jesus deve ser tomada literalmente, implicando numa automutilação? Não, pela simples razão de que o olho não é responsável pelo desejo; é apenas o canal. A instrução de Jesus é que o problema deve ser extirpado na raiz. Ele quer que nos perguntemos por que temos desejos lascivos. Depois de os descobrirmos, ele quer que não queiramos mais ter estes mesmos desejos, porque, se os tivermos, muito provavelmente iremos realizá-los. PUREZA TOTAL Mais adiante, Jesus amplia o conceito de pureza, ao dizer: “E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno” (Mateus 5.30). Se a imagem do olho no remete à pureza sexual, a imagem da mão nos põe no centro dos relacionamentos. Jesus nos leva a pensar na pureza como algo que inclui a pureza sexual, mas vai além. A mão direita tem a ver com honra. A mão direita abençoa (Gênesis 48.14 e 17) e amaldiçoa. A mão direita é a mão do poder, tanto no homem como em Deus. Quando a Bíblia fala da mão direita de Deus (Salmo 17.7; Salmo 89.13), fala de Deus mesmo. Assim, como é com a mão que a pessoa faz o que faz, ela simboliza a própria pessoa. É como se Jesus dissesse: se você está errado, pare de errar; se você está pecando, pare de pecar. Podemos, então, ler esta recomendação nos seguintes termos: “Você tem de cortar sua mão direita no momento em que observa que ela se levantou ameaçadoramente.

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Israel Belo de Azevedo outubro 4, 2009

Marcos 10.46-52: PARA FORA DA MARGEM DA VIDA

PARA FORA DA MARGEM DA VIDA Marcos 10.46-52 (NVI) Podemos, deste texto, sublinhar o que Jesus é capaz de fazer por nós. Podemos, deste texto, comentar as atitudes dos discípulos de Jesus para com um cego à beira do caminho. Podemos, deste texto, destacar as atitudes deste cego, posto e tirado da beira do caminho. E é o que nós o faremos. Ainda hoje há pessoas á beira do caminho. Mas também há pessoas que saíram da margem da vida por não se conformarem com sua vida à beira das possibilidades. A decisão deste cego, chamado Bartimeu, de não se conformar com sua vida à margem, é um convite para cada um de nós. A partir desta decisão, ele tomou várias atitudes que nos inspiram a pular também para fora da margem da vida. 1. Bartimeu lutou com suas armas para sobreviver. Bartimeu é o protótipo de todos aqueles que lutam para sobreviver. No seu caso, sua arma era a mendicância. Ele pedia esmola à beira do caminho, na entrada/saída da cidade de Jericó. Era o recurso que tinha naquele momento. Bartimeu, um cego, é o protótipo daqueles que sofrem algum grau de deficiência, física ou mental. No Brasil, há 25 milhões de deficientes. A maioria está à margem da vida. No entanto, há muitos que conseguem ser vencedores, mesmo com esta adversidade. Muitos tendo uma oportunidade, como Bartimeu, não se conformaram com sua condição e buscaram superá-la, mesmo em meio a muitos obstáculos. Jesus busca pessoas assim, para pegar em suas mãos e lançá-las a um novo modo de viver. Jesus busca também aquelas pessoas que, não tendo qualquer tipo de deficiência, física ou mental, estão à margem da vida. Por diferentes razões, estão alquebradas, cansadas, desanimadas. Jesus lhe oferece sua mão para fazê-las viver de novo. Jesus busca também aquelas pessoas que não têm deficiência alguma e nem se sentem alquebradas, mas que anda se perguntam porque estão no mundo e para onde vão ao final desta vida, para lhes dar um sentido e uma esperança. 2. Bartimeu prestou atenção à oportunidade. Jesus sempre aparece, porque Ele veio buscar todos os que estão distantes de Deus para os religar ao Pai. Ele apareceu em Jericó. Ele aparece onde estamos. Ele apareceu a Bartimeu. Ele nos aparece. Ele vem em silêncio ou pode vir acompanhando de uma multidão barulhenta. Ele é sempre criativo e está sempre buscando formas para nos surpreender. Para Bartimeu, que já ouvira falar de Jesus, ter um encontro com Ele era um sonho irrealizável. Mas Jesus apareceu. E Bartimeu ouviu o barulho. Se havia alguém que poderia tirá-lo daquela condição era Jesus. Ele ficara sabendo de muitas pessoas que ficaram curadas. Por que não ele também? Quando ele soube que era Jesus, seu coração começou a se agitar. Chegou minha hora, deve ter gritado em silêncio. Seus ouvidos estavam atentos. Seus ouvidos não estavam concentrados em escutar seus próprios lamentos. Seus ouvidos estavam colados na realidade fora de si mesmo. Ele não podia ver as coisas, mas podia captar os sons das coisas. Sua limitação o incapacitava para ver, não para viver. Ele estava pronto para viver. Por isto, prestava atenção à oportunidade, mínima que fosse, e ele chegou. Certamente havia outros cegos em Jericó. Os Evangelhos falam de dois deles (Mateus 20.30), que também foram curadas em outra passagem por Jesus. Foram cegos que também estavam atentos à oportunidade. Por isto, deixaram de ser cegos, como Bartimeu. Não há, infelizmente, oportunidade para todos, mas também infelizmente nem todos aproveitam as oportunidades que surgem. Feliz é quem presta atenção. Feliz é quem ouve. Aqui há pessoas que precisam de salvação e há uma palavra de salvação. Quem prestará atenção? 3. Bartimeu gritou por Jesus. Jesus ouviu o grito do desconhecido à beira do caminho. Bartimeu fez o pedido certo: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Bartimeu percebeu a sua condição e não a mascarou. Bartimeu sabia que precisava da misericórdia de Jesus e a pediu. Todos precisamos da misericórdia de Jesus. Que podemos gritar, senão: “Jesus, tem misericórdia de mim?” Bartimeu era cego, mas tinha boca e ele a abriu para pedir o que precisava: misericórdia. Precisamos da disposição de Bartimeu, que veio por saber quem ele era (alguém que precisava de Jesus) e quem era Jesus (aquele que é o Senhor da graça). Quantos precisam e sofrem calados! Bartimeu precisava e soltou o verbo. Quantos precisam e vão atrás de tantas coisas. Há pessoas que vão atrás de drogas ilícitas, para preencherem seus vazios, quando podem ir a Jesus. Há pessoas que vão atrás de dinheiro, quando podem ir a Jesus. Há pessoas que vão atrás de sexo sem amor, quando podem ir a Jesus. Há pessoas que vão atrás de ideologias, quando podem ir a Jesus.  Há pessoas que vão atrás da diversão ilimitada, quando podem ir a Jesus. Só Jesus preenche o vazio que há em nós. Bartimeu estava com sede de viver e foi a Jesus. Ele gritou por Jesus e Jesus o ouviu. Até hoje Jesus nos ouve. Não importa que estejamos à beira da vida, Ele vai nos tirar e nos colocar no centro. 4. Bartimeu foi até Jesus, quando a oportunidade surgiu. Jesus nos responde, chamando-nos para a graça. Uma amiga pensa na graça como se fosse um banquete de docinhos gostosos. Escreveu-me ela: “Fiquei pensando na graça. Fiquei pensando no grande amor de Deus por nós. Em suas manifestações diárias, nas suas mil formas de nos presentear. Seu amor é enorme.Ele é o extraordinário, o além do necessário. Seu amor é como um banquete de doces, lindos, coloridos, perfumados, nunca antes vistos ou experimentados. E Ele nos convida a provar. Estão todos ali, à nossa vista, aos nossos olhos, à  nossa mão… E, quando provamos, vemos o quanto é bom e que existem outros e outros… Então, provamos mais para saber se este é melhor que o primeiro, mas não conseguimos distinguir, pois não existe o melhor. Todos o são únicos, de cuja espécie

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2009

Jeremias 29.1-14: POR UMA NAÇÃO FELIZ (esboço)

POR UMA NAÇÃO FELIZ Jerremias 29.1-14 1. Introdução Nossa responsabilidade individual nas eleições que se aproximam. 2.  Apesar da desolação (exílio, ontem; violência/desemprego, hoje), Deus é o Senhor da história, que é uma afirmação de fé (v. 4). Há semelhanças entre o nosso tempo e o de Jeremias. Em ambos os casos, afirmar o senhorio de Deus é uma atitude de fé. Deus quer o nosso bem (v. 11), mas o mal nos faz mergulhar na desolação. A desolação advém do pecado. 3. Não podemos separar política e fé, nem trabalho e fé (vv. 7, 11). Estas dicotomias são nocivas à verdadeira religião. É na paz (bem-estar, progresso, etc.) do Brasil que viveremos em paz. Ela faz parte da condição humana, que não devemos negar. Ainda não vivemos no céu, onde não haverá política. Ainda vivemos aqui. 4. O contexto é fértil para o surgimento de soluções mirabolantes (Jeremias 28.15-17) Especialmente em tempo de eleições, surgem compromissos de toda ordem. Um não prometeu fazer um mareduto ligando Belo Horizonte a Angra dos Reis?). Naquele tempo, alguns profetas prometeram o fim do cativeiro, como hoje uns que prometem o fim do desemprego. 5. Nosso compromisso é com a paz do Brasil (v. 7-14). 5.1. Em meio à desolação, há esperança de paz. Paz como “shalom: trabalho, prosperidade, ideais, lutas, etc. Esperança, no Antigo Testamento, como olhar para a frente, em confiante espera. 5.2. Nossa tarefa é buscar a paz Dimensão humana, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance. O voto é um dever e uma oportunidade no exercício desta tarefa. Não é a única, mas é uma importante. 5.3. Nossa tarefa é orar pelo Brasil Dimensão divina, a quem buscamos, ao mesmo tempo que lutamos pelo bem do país. Oramos: . porque é uma ordem  divina . porque o bem do Brasil é o nosso bem 5.3. A paz (o bem) é uma promessa de Deus Ela virá: . em decorrência da sua bondade (v. 14 – farei mudar a sua sorte) . depois de nossa intercessão (v. 13 – de todo coração) . quando nos comprometermos a viver segundo os caminhos de Deus, não separando fé e vida (v. 12 – então me invocareis) 6. Conclusão ISRAEL BELO DE AZEVEDO

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Israel Belo de Azevedo setembro 5, 2009

2Coríntios 1.20-22: EM QUE SOMOS ESPECIAIS

EM QUE SOMOS ESPECIAIS 2Coríntios 1.20-22 “Pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém” é pronunciado por nós para a glória de Deus.  Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir”. (2Coríntios 1.20-22) Este texto narra uma conspiração, uma conspiração divina a nosso favor. Estamos diante de uma afirmativa de fé que pode ser resumida em duas palavras: “Somos especiais”. O autor escreve aos coríntios, cristãos como nós. Eles eram especiais para Deus. Nós somos especiais para Deus. Até que… Cito, então, o psiquiatra norte-americano Gerald May (1940-2005), que escreveu: “Sei que Deus é amoroso e o seu amor é confiável. Sei disso pela via direta, por meio da experiência da minha vida. Houve inúmeras vezes em que duvidei, principalmente quando eu achava que a bondade de Deus significava que eu não seria atingido por coisas ruins. Mas tendo passado por sofrimento um número razoável de vezes, hoje sei que a bondade de Deus é algo muito mais profundo do que sofrimento e prazer — ela inclui as duas coisas”. (Citado por MANNING, Brennan. Confiança cega. São Paulo: Mundo Cristão, 2009, p. 33.) Dos grandes homens que conheci, um deles, o pastor Xavier (Manoel Xavier dos Santos Filhos, pastor da Igreja Batista Memorial da Tijuca), foi levado por um câncer, mas nem por isto suas últimas palavras não foram diferentes das proferidas ao longo de sua vida: Deus é bom. Nós precisamos da bondade de Deus. Por isto, alguns fazemos qualquer negócio para receber esta bondade sobre a nossa vida familiar, sobre a nossa saúde física e mental, sobre a nossa vida profissional. Parte da experiência religiosa, em muitos credos, tem como objetivo garantir esta bondade. Neste caso, religião é algo de baixo (do homem) para cima (para Deus). Neste caso, então, religião tem a ver com resultado. Quem dá mais? É para lá que eu vou. Tem uma igreja onde a bênção acontece. Vou para lá. Tem uma comunidade em que o pastor orar com poder. Vou para lá. Há muitos cristãos caindo nesta tentação. Esta é a palavra (“tentação”), como demonstra uma história extrema que chegou ao meu conhecimento, de fonte segura. Trata-se de um homem ativo numa igreja evangélica. Seu casamento naufragou. Seus negócios fracassaram. Então, aderiu a uma fé religiosa em que, segundo ele mesmo, quem comanda é Satanás. Casou de novo. Sua profissão vai bem. Seus negócios prosperam. Hoje ele está certo que perdeu muito tempo sendo cristão. Você deve conhecer situações como estas. O que quer o apóstolo Paulo dizer quando nos chama de ungidos, selados e garantidos? (2Coríntios 1.20-22) Precisamos entender cada uma destas palavras. 1. SOMOS ESPECIAIS  PORQUE FOMOS UNGIDOS POR DEUS (Deus “nos ungiu” — 2Coríntios 1.21b) Unção tem quatro sentidos no Novo Testamento. 1. Um sentido é o uso do óleo derramado sobre o corpo ou parte do corpo para fins de cura. Somos, por exemplo, informados que  os discípulos de Jesus “expulsavam muitos demônios e ungiam muitos doentes com óleo, e os curavam” (Marcos 6.13). Tiago recomenda que as orações dos enfermos sejam acompanhadas com óleo (Tiago 5.14), indicando que a fé não precisa abrir mão da medicina. 2. Outro sentido indica a honra dada a uma pessoa. Foi o caso da mulher que “se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume” (Lucas 7.38). 3. Era comum ao tempo de Jesus que os corpos mortos fossem perfumados como parte de seu preparo para o sepultamento. Neste sentido, lemos: “Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus” (Marcos 16.1). 4. Destas práticas, temos a que venceu o tempo, por seu caráter simbólico. Ungir significa separar uma pessoa para uma missão específica no Reino de Deus. Jesus aplica a si mesmo o verbo “ungir”, usado também no Antigo Testamento, para a consagração de reis, profetas e sacerdotes. Disse Ele na sinagoga em Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos” (Lucas 4.18). Pregando em Cesareia, Pedro lembra que “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava com ele” (Atos 10.38). *** Quando diz que Deus nos ungiu, Paulo incorpora estes significados todos. Primeiramente, Deus nos curou dos nossos pecados, pela morte de Jesus cruz, como escreve Pedro: Jesus “mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. (1Pedro 2.24). Mais ainda, Deus nos olha como filhos amados, destila óleo sobre nossas cabeças, óleo de honra e óleo que nos perfuma, de modo que possamos ser vistos e cheirados, por causa da fragrância de Cristo (2Coríntios 2.14). Somos, então, especiais também porque a unção de Deus significa que Ele tem expectativa para nós. O ungido é aquele que tem uma missão. Somos especiais para Deus porque Ele nos deixa uma missão: como Ele quer que a graça alcance o mundo, quer que sejamos os anunciadores, pela voz e pela vida, desta graça. Somos especiais? Se você é um pregador do Evangelho da graça, você é especial. Neste caso, você está entre aqueles que “têm uma unção que procede do Santo” [Deus] (1João 2.20) 2. SOMOS ESPECIAIS PORQUE SOMOS PROPRIEDADE DE DEUS (Deus “nos selou como sua propriedade” —  2Coríntios 1.22a) A imagem é pastoril: um animal é selado com ferro quente sobre

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Israel Belo de Azevedo agosto 30, 2009

Mateus 9.14-17 — A ALEGRIA DA CONVIVÊNCIA CRISTÃ

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 9.14-17 — A ALEGRIA DA CONVIVÊNCIA CRISTÃ Uma das coisas que mais criticavam no evangelho, durante o século passado, era a atitude compenetrada e sisuda de boa parte dos crentes em nome de santidade e pureza de vida. Realmente, havia uma vertente em nossas igrejas que parecia não ver compatibilidade entre um espírito alegre e feliz e uma vida santa. Parecia-lhes que alegria e sorrisos não se coadunavam com a nova vida do salvo, o que lhes era motivo de crítica e reprimendas, especialmente em relação aos jovens e às crianças. Felizmente, isto mudou. Lembro-me, em meus tempos de jovem, que minha participação nas atividades esportivas em clubes e associações seculares, era motivo de certo espanto para os demais quando tomavam conhecimento de que eu praticava o basquete, o vôley e até o futebol, pasmem, mas era crente, “bíblia” e, sobretudo, “filho de pastor”. Isto lhes era inusitado naqueles tempos. Hoje, o mundo já reconhece que o crente é uma pessoa normal, socialmente falando, sem aqueles recursos de ter que assumir uma postura séria ou discriminadora, apenas para evidenciar a sua diferença de vida. Mas, isto não vem de hoje. O Senhor de nossas vidas já nos ensinou sobre este assunto há dois mil anos atrás: “Respondeu-lhes Jesus: Podem porventura ficar tristes os convidados às núpcias, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, porém, em que lhes será tirado o noivo, e então hão de jejuar.” Mt 9.15 Sim, nós já temos o Cristo, o nosso Salvador. Temos um Senhor Deus a quem recorrer. Temos um Espírito Santo que nos acompanha. Como eles estão conosco, podemos e devemos testemunhar da alegria da convivência cristã como os discípulos de Jesus o faziam já naquela época. Nada de simulações ou “máscaras”. Sejamos ética e moralmente alegres e felizes diante da sociedade e estaremos celebrando a alegria da salvação que recebemos. Não podemos permitir, isto sim, os excessos e os desregramentos, mas a alegria sadia e equilibrada é aquilo que o Senhor Deus espera de seus santos. Senhor, dá-me um espírito alegre e feliz, testemunhando para o mundo ao redor a razão de ser desta alegria que vem de ti.

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Israel Belo de Azevedo agosto 14, 2009

Mateus 9.1-13 — O PERDÃO SEM CURA

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 9.1-13 — O PERDÃO SEM CURA Este texto de Mateus nos leva a uma cogitação bem interessante de um aspecto que talvez uma leitura apressada dos versículos não nos deixe perceber: “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito, Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados.”  Mt 9.2      Sim, a simples leitura pode levar-nos a cogitar o seguinte:      1) Jesus ia apenas “perdoar” os pecados do paralítico, fazendo-o voltar para casa na mesma cama em que os seus companheiros o trouxeram, apenas com o sentimento interior de uma alma renovada e pura pelo perdão recebido?…      2) Será que ele considerava suficiente para o rapaz o perdão somente?…      3) Será que foi “uma sorte” do paralítico estarem ali os escribas, pois só após a murmuração deles é que o Senhor Jesus resolveu curá-lo também?… Isto porque, aparentemente, se não tivesse percebido a animosidade das autoridades religiosas de Jerusalém que ali estavam, vigiando-o e agora, contrafeitos com a sua palavra de perdão, ele não teria curado o rapaz, cessando aí a sua ação. A cogitação é válida pois a narrativa do evangelista nos conduz racionalmente a ela. No entanto, podemos caminhar um pouco mais em busca de uma conclusão mais racional sobre o fato: Primeiro: Jesus tem a qualidade divina da onisciência. Ele devia saber que, para aquele rapaz, apenas o perdão seria suficiente. Ele viveria feliz e alegre, mesmo que continuasse paralítico; Segundo: Jesus tem a qualidade divina da presciência. Ele sabia que os escribas iriam murmurar e que ali estaria uma oportunidade de mostrar de maneira mais contundente ainda para eles o seu poder. Terceiro: Jesus tem a qualidade divina da onipotência. Ele sabia que, à sua palavra, pecados são perdoados e paralíticos levantam-se e andam. Senhor, que a minha fé seja de tal ordem que o sentimento de bem-estar sob tua presença me leve a ser feliz, mesmo que diante de problemas.

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Israel Belo de Azevedo agosto 14, 2009

Mateus 8.18-34 — O CUIDADO COM A “FAMA”

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 8.18-34 — O CUIDADO COM A “FAMA” Vamos prosseguir na temática dos últimos dias. Cristo enfrentou o mesmo problema que hoje muitos pregadores famosos enfrentam: o perigo de se deixarem levar pelo bafejo da fama. Pelo fato de causarem impacto às multidões com suas mensagens, começam eles a ser seguidos por um sem número de ouvintes de “carteirinha”, como se diz, ou acólitos mesmo. No mundo secular, isto se tornou tão imperioso que eles se organizam em fã-clube, que junta a chamada “tietagem” feminina e masculina em torno dos seus ídolos ou heróis. Hoje, há pastores fazendo mais ou menos o mesmo, principalmente os da TV, pois movimentam toda uma equipe de marketing bem sofisticado para manter e ampliar o seu número de aficcionados e “fã…náticos” seguidores. Jesus, no primeiro versículo de nossa leitura de hoje, nos ensina o caminho inverso a este. O autêntico mensageiro da Palavra de Deus não se deve deixar levar pela atração da fama e da celebridade. Não deve pretender ganhar o “Oscar” do ano, aparecer na capa das principais revistas, ser personagem “vip” nos noticiários e jornais. Ele poderia ter-se projetado em seu tempo, deixandose levar pelo doce embalo da calçada da fama, tal o atropelo que causava com sua passagem pelas cidades, mas ele mostra exatamente o caminho contrário: “Vendo Jesus uma multidão ao redor de si, deu ordem de partir para o outro lado do mar.”  Mt 8.18 O Senhor Jesus sabia que aquela corrida e acolhimento eram efêmeros e fugazes. “Fogo de palha”, como se diz. Não havia verdadeira conversão, mas, sim, o sentimento agradável de verem nele quem os alimentava de pão e poderia livrá-los do domínio romano. Por isso, deixou-os! Partiu! Foi para o outro lado. É isto que os pregadores de hoje devem fazer. Quando notarem que as multidões estão vindo a ele por causa de suas palavras bonitas e inteligentes, mudem o rumo de suas mensagens, para que essas pessoas entendam a sua essência (espiritual) e não apenas a sua forma atraente (eloqüência). Senhor, que a cada domingo, em minha igreja, eu veja a presença de um servo teu, que prega segundo a tua vontade.

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Israel Belo de Azevedo agosto 14, 2009

Mateus 8.1-17 — UMA GRANDE MULTIDÃO

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 8.1-17 — UMA GRANDE MULTIDÃO O que aconteceu com Jesus, neste primeiro momento de reação à sua mensagem, é o que os “falsos profetas” sempre procuraram, ontem como hoje, o afluxo das multidões. Nos tempos presentes, mais do que nunca eles desejam isto, para marcar sua celebridade e fama e dar-lhes as condições financeiras necessárias para montar os seus “impérios” religiosos. A diferença está em que o Mestre apresentava-lhes as bênçãos decorrentes dessa opção, mas também os desafios e compromissos a serem assumidos logo, e, por isso mesmo, muitos o deixavam. Certa vez, ele os repreendeu por essa procura interesseira de parte do povo, afirmando: “vós me buscais não por causa dos sinais (as evidências da revelação do Messias), mas, sim, porque comestes do pão e vos saciastes” (Jo 6.26). Tendo Jesus proferido o seu Sermão da Montanha nas cercanias de Cafarnaum, logicamente, ao terminá-lo, voltando ele para a cidade que se tornara a base de seu ministério iniciante, que acontecesse o que nos narra o texto: “Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiram.” Mt 8.1 Sim, por certo, no decorrer da caminhada, muitos foram ficando para trás. Uns distanciaram-se do Mestre. Alguns tomaram outras direções em demanda às suas casas nas cercanias de Cafarnaum. Outros, ainda, em demanda às suas cidades mais distantes. O fato é que, “das multidões” que o seguiram inicialmente, muitos ficaram pelo caminho. A pergunta que nos fica é se nós ainda o estamos seguindo, ou ficamos também pelo caminho. Frustrados porque percebemos que nem tudo é “tão fácil” como imaginávamos?… Decepcionados porque vemos que temos compromissos a assumir?… Derrotados porque sentimos os embates desta vida?… Ou, muito pelo contrário, prosseguimos com ele, animados, fortalecidos, vitoriosos, pois ele nunca nos desampara!? Que assim seja! Senhor, dá-me sempre entusiasmo, espírito de renúncia e coragem para seguir o teu caminho sem voltar para trás.

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Israel Belo de Azevedo agosto 7, 2009

Mateus 7.15-29 — O “FALSO PROFETA” HOJE

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 7.15-29 — O “FALSO PROFETA” HOJE Mais do que nunca, estamos vivendo dias de “falsos profetas”. Infelizmente, entre as diversas mensagens contidas nestes versículos do final do sermão, vamos ter que nos deter logo no primeiro deles, pois, a incidência de fatos ocorridos em nossos tempos, a respeito da advertência proclamada por Cristo há dois mil anos atrás, é notícia freqüente na mídia moderna. “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mt 7.15 Graças a Deus, o evangelho tem crescido em nosso país. Nossas igrejas, não só batistas, mas de todasas denominações evangélicas, têm alcançado uma posição de destaque e presença em nossa sociedade. O “povinho” que éramos nos meados do século passado é coisa ultrapassada. Há estatísticas que apontam 25 milhões de evangélicos no Brasil. Embora muitas dessas vertentes ditas evangélicas não sejam exatamente aquilo que nós consideramos como a verdadeira igreja de Cristo, em função de certos exageros ou excessos que praticam, a verdade é que a imagem do crente ou do “bíblia” de então foi superada, e vivemos uma época em que a presença do servo de Deus, o discípulo do Senhor, é reconhecida e compreendida pela mídia. Infelizmente, esta notoriedade deu origem a um problema. Parece que, percebendo o “veio” importante e significativo que representa uma igreja, a união dos santos, alguns líderes aproveitadores e interesseiros começaram a se aproximar de nossos arraiais, criando as suas próprias igrejas ou, o que é pior, querendo levar as igrejas já constituídas para o seu redil ou sistema. Esses são os falsos profetas de hoje, que, à guisa de pregarem paz, segurança, prosperidade, desvirtuam a imagem da igreja, tornando-a vulgar, mercenária, casa de espetáculos e não “coluna e firmeza da verdade”. Por outro lado, descaracterizam também a imagem da vida cristã, fazendo um apelo demagógico e descompromissado, levando o incrédulo a filiar-se à igreja, sem mesmo saber o que está fazendo e o porquê. É desses “falsos profetas” que, como igrejas, devemos guardar-nos hoje em dia. Senhor, tira da vida de nossa igreja a presença do “falso profeta”. Que o nosso pastor seja um verdadeiro profeta de Cristo.

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Israel Belo de Azevedo agosto 7, 2009

Mateus 7.1-14 — O JULGAMENTO AO PRÓXIMO

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR DOS SANTOS GONÇALVES JR Mateus 7.1-14 — O JULGAMENTO AO PRÓXIMO No último capítulo de seu sermão, o Senhor vai abordar diversos aspectos comuns e corriqueiros ao viver do crente. Fala do juízo que tão levianamente, muitas vezes, formamos sobre os outros; do cuidado que devemos dispensar às coisas que são santas; da eficácia da oração; do destino final do ser humano, de acordo com os caminhos, e das portas a que pode chegar; dos falsos profetas e dos fundamentos sobre os quais o homem pode construir a sua vida terrena. Na leitura de hoje, quatro dos primeiros assuntos são mencionados no discurso, e fica difícil escolher um deles apenas, pois todos são importantes e necessários para nossa melhor conduta cristã. Como nosso programa de trabalho nos obriga a fazer a opção por um versículo apenas, vamos situar-nos no primeiro deles, para darmos assim uma seqüência mais lógicaao nosso estudo do texto (na primeira incursão em 97, nos detivemos no versículo 12): “Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mt 7.1 Cristo está falando de algo eminentemente ligado à natureza humana. Uns mais, outros menos, todos nós, como seres humanos, somos levados a julgar os que estão ao nosso redor. Somos injustos e maldosos, muitas vezes, quando por indicações mínimas e sem base lógica e racional, apenas pela aparência, julgamos o nosso familiar mais chegado, o irmão ou irmã da igreja, o colega do trabalho, sem a menor contemplação, como desonestos, indelicados, insensíveis, cruéis, aproveitadores, crentes, mas não santos. Sem dar-lhes o direito de defesa, pois tais julgamentos são interiores, firmamos sobre essas pessoas conceitos injustos e desrespeitosos. Esquecemo-nos, quando assim procedemos, que o mesmo pode estar acontecendo a nosso respeito, por parte de nosso amigo ou parente. Além do mais, convenhamos, quem nos deu, a qualquer um de nós, tal direito e tal prerrogativa? O juízo pertence a Deus, pois ele, sim, conhece a cada um de nós, no mais íntimo de nosso coração, e sabe da intenção ou do propósito que move os nossos corações. Como crentes em Cristo, passemos a adotar a partir de hoje uma atitude de amor e consideração para com o nosso próximo, sem julgá-lo impropriamente. Senhor, tira de mim a prevenção e o preconceito que me levam a julgar os que estão ao meu redor sem qualquer razão.

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Israel Belo de Azevedo agosto 7, 2009
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