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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Mateus 1.11-17 — A FIDELIDADE BÍBLICA

COMENTÁRIO BÍBLICO DEVOCIONAL Por ALMIR GONÇALVES DOS SANTOS JR Mateus 1.11-17 — A fidelidade bíblica Uma das coisas que deve chamar-nos a atenção no estudo da Bíblia é a sua fidelidade ao registro histórico. Considerando que é um livro que foi sendo escrito pela revelação de Deus ao homem, por cerca de 1.500 anos, poderíamos mesmo pensar que, através do tempo, alguns "acertos" fossem dados pelos escritores na história que narravam, de forma que certos aspectos constrangedores ou delicados fossem sendo ocultados para tornar a narrativa mais bonita ou coerente com a mensagem. Mas não é isto o que acontece. A fidelidade bíblica é impressionante. Vejam que, para melhorar a biografia de alguns personagens que estão presentes na linhagem de Cristo, certos fatos poderiam ter sido omitidos, ou mesmo trocados em sua essência, para melhorar a imagem a ser transmitida. Por exemplo: – Por que mencionar que "de Judá, nasceu de Tamar", numa evocação daquele episódio tão negativo da vida do irmão de José que se junta à sua nora, tomando-a como prostituta, e tem filhos com ela?… – Por que citar que "de Davi, da que fora mulher de Urias", numa lembrança daquela triste passagem do grande rei de Israel, quando atraiçoa o seu fiel soldado, adultera com sua mulher e o envia depois à morte?… Mas é isto exatamente que confere a ela a sua autenticidade. Abraão, o grande pai da fé, poderia ter sua biografia melhorada, ocultando-se aqueles momentos de mentira diante de Abimeleque e depois diante do rei de Gerar; Davi poderia ter sua imagem de "homem segundo o coração de Deus" melhorada em muito, se o episódio de Urias não fosse contado; a vida pregressa de Paulo; os altos e baixos de Pedro… Todos esses momentos, no entanto, sendo registrados, conferem ao livro santo a sua autenticidade e fidedignidade. As pessoas nos são apresentadas com seus erros e acertos, de forma que possamos entrever a mão de Deus conduzindo a história mesmo que através de pessoas que erram e falham, mas que se recuperam e honram a Cristo: "De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações…" (Mt l.17)   Sim, oh Senhor, faze-me honrar o teu nome vivendo na tua presença, buscando sempre a identidade de minha vida com a tua.

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Israel Belo de Azevedo julho 11, 2009

Colossenses 3.16: PARA QUE A PALAVRA DE CRISTO NOS HABITE

PARA QUE A PALAVRA DE CRISTO NOS HABITE “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração.” (Colossenses 3.16) 1 Para bem recebermos esta bela recomendação, precisamos vencer algumas barreiras. A primeira barreira é epistemológica. Se entendemos que a palavra de Cristo é o conjunto de palavras proferidas por Jesus Cristo ao longo de sua vida, como registradas nos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), temos que admitir que nos falta um conhecimento adequado destas palavras. A segunda barreira é ideológica. O apóstolo nos recomenda o ensino e o aconselhamento mútuos. Em outras palavras, teremos a tarefa de nos ensinar uns aos outros e nos ajudar uns aos outros na vida. No entanto, nossa ideologia sacraliza a privacidade. A vida de uma pessoa é algo que deve ser mantido na intimidade. A ideologia da privacidade impede que saibamos o que se passa com o nosso irmão; até aí, tudo bem… O problema é que a mesma ideologia impede que os nossos irmãos saibam o que se passa conosco; e aí, às vezes, a sensação de desamparo aperta o peito. A terceira barreira é teológica. Somos aconselhados a acalantar um sentimento de gratidão a Deus pelo que somos e temos, gratidão demonstrada através do louvor. A forma deste louvor pode variar: pode ser um salmo do Antigo Testamento cantado com uma melodia; pode ser um hino composto há algum tempo e que já está cristalizado em nossa memória (como a igreja apostólica fazia cantando os hinos que estão em Filipenses 2.5-11 ou 1Timoteo 3.16), ou pode ser uma canção nova que estamos aprendendo. O que importa é que este canto seja em louvor a Deus, como forma de gratidão a Ele. E aqui está a barreira teológica: compreendemos mesmo que o que somos e o que temos provém de Deus ou provém do nosso esforço, mérito e competência? Para vencer a barreira epistemológica, o primeiro passo é reconhecer a nossa ignorância e nos aplicar ao conhecimento da palavra de Cristo. Idealmente, teríamos que te-las memorizadas, o que não encontro eco no estilo de nossas vidas determinado pela sociedade em que vivemos. Como isto não é possível, precisamos pelo menos saber onde encontrar os textos de que precisamos. Sobretudo, precisamos ler as palavras de Cristo. Precisamos meditar nas palavras de Cristo. Se nós lermos a palavra de Cristo, a palavra de Cristo habitará em nossos corações. E quanto à barreira ideológica? Precisamos vence-la. Penso que sim. Não estou defendendo o fim da privacidade. Não estou sugerindo que a vida de cada um de nós seja um livro aberto. O que deve ser um segredo deve continuar sendo um segredo e isto depende de pessoa para pessoa, de família para família, mas algumas exageram. Fecham-se em si mesmas, de modo que nunca poderão ser visitadas, acolhidas, aconselhadas. Uma igreja precisa cultivar espaços e oportunidades para a comunhão, que respeite a privacidade. Uma igreja — o que se aplica à sua liderança, vale dizer seus pastores, e aos seus membros — deve ser muito cuidadosa para não cometer abusos, tendo todos sempre em mente que uma igreja, mais que um lugar de correção e/ou disciplina, é um lugar de distribuição da graça; mais que ser um lugar em que as pessoas estejam com o dedo em riste, uma igreja é uma comunidade de pessoas que apontam seus dedos para o céu, de onde vem direção, correção e conforto. Se é certo que muitos se enconcham para proteger seus ouvidos das línguas desgraçadas, eles perdem a oportunidade de experimentar relacionamentos habitados pela palavra de Cristo. Quem anda fechado ao outro precisa pôr na balança se está perdendo ou, talvez, na realidade perdendo a oportunidade de construir novas sinapses relacionais. A barreira teológica também não é fácil de ser vencida. A leitura do primeiro capítulo de Romanos nos ajuda a entender por que. Diz o apóstolo Paulo que os seres humanos, “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis”. Nossa história é a história da idolatria. E é a idolatria que nos leva a uma “disposição mental reprovável”, para praticar o que não devemos, com elenco enorme de “injustiça, maldade, ganância e depravação”, bem como como de “inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia”. Por isto, somos “bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos”, “insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis” (Romanos 1.21-31, partes). Tudo, portanto, começa com a idolatria, sendo uma de suas maiores expressões a ingratidão. O ingrato não diz “glória a Deus”, porque, se alguém merece ser louvado, é ele mesmo. A ingratidão é uma forma de ateísmo funcional, que é a crença daquele que afirma que Deus existe, mas não o reconhece como autor e consumador de sua vida. O cristão que vive reclamando está muito próximo de se tornar um ateu funcional. 2 Os atos de um cristão, aqui recomendados, dependem da habitação da palavra de Cristo nele. E o que faz a Palavra de Cristo em nós? 1. É a palavra de Cristo que nos gera de novo, isto é, faz-nos nascer de novo, faz-nos redimidos, lava-nos, faz-nos ter a mente d´Ele. Como ensina o apóstolo Paulo, “a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” (Romanos 10.17) por isto que Ele é o autor e consumador de nossa fé” (Hebreus 12.2). A palavra de Cristo nos abre a porta para a salvação. 2. É a palavra de Cristo que nos ensina a viver, porque é a palavra de sabedoria por essência. Para ensinar uns aos outros, precisamos de sabedoria. Para nos aconselharmos mutuamente, precisamos de sabedoria. Portar a palavra de

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Israel Belo de Azevedo julho 4, 2009

Mateus 3.1-10: VIDA DIGNA

VIDA DIGNA Mateus 3.1-10 (1) Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia.  (2) Ele dizia: — Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo. (3) Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminhopara o Senhor, façam veredas retas para ele’”. (4) As roupas de João eram feitas de pêlos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre.  (5) A ele vinha gente de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a região ao redor do Jordão.  (6) Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. (7) Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava batizando, disse-lhes: — Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima?  (8) Dêem fruto que mostre o arrependimento! (9) Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. (10) O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. 1. Nós cremos na mensagem de João Batista, que é tão estranha quanto a mensagem de Jesus. A essência é a mesma, na exigência de arrependimento (“Arrependam-se”, verso 2, cf Marcos 1.15). Arrependimento de que? alguns perguntam. Arrependimento de termos dado as costas para Deus. Arrependimento de vivermos como se o outro não existisse. Arrependimentos por nos acharmos suficientes para fazer escolhas certas, mesmo sabendo que isto não é verdade. Arrependimento por termos feito o ódio o nosso caminho para a vida. Sem arrependimento não se entra no Reino de Deus. Não se compreende o amor de Deus. Não se recebe o amor de Deus. Não se é feliz. O amor de Deus é inclusivo e exclusivo, inclusivo porque não faz acepção de pessoas em função de eventuais qualidades que tenham (como nós fazemos) mas é exclusivo para os que se arrependem. O arrependimento é a porta de entrada no Reino de Deus, porta sempre aberta. 2. Nós somos chamados a proclamar, mesmo que no deserto da atenção das pessoas (como fez João Batista — verso 1) a estranha mensagem do amor de Deus. A entranheza da mensagem pode estar no conteúdo mas não deve estar na forma. João Batista simboliza a igreja que espera que as pessoas a busquem (quem quisesse ouvi-lo tinha que encontra-lo nas margens de um rio — cf. verso 5). Jesus tipifica a igreja que vai (segundo lemos, “Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças” — Mateus 9.35). Por mais igreja de Jesus que queiramos ser, tendemos a ser igreja de João Batista. É tão verdadeira a mensagem que pregamos… Quem quiser ouvi-la, que venha até nós. Não. Nossa tarefa é percorrer as cidades e povoados (aldeias), como fazia Jesus, o que significa estar nos lares, nos meios de comunicação, mas sem mudar a mensagem, mesmo que com boas intenções. Nossos templos têm quer ser de fácil acesso. As pessoas que vencem as barreiras e entram neles devem ser recebidos com interesse e afeto. Precisamos de acessibilidade da construção, mas sobretudo acessibilidade do coração. 3. Devemos viver de modo diferente dos que não ainda responderam positivamente ao amor de Deus, não no exterior, mas a partir do interior. Isto demanda hábitos e costumes moderados mas não exóticos, como João Batista, que se alimentava de gafanhotos e mel (verso 4b) . Nossa radicalidade está em procurar viver segundo a mente de Cristo, embora seja mais fácil um comportamento estereotipado. Nosso compromisso vai além da moral, porque se dá a partir do coração. 4. A experiência do batismo é o testemunho de uma escolha pelo Reino de Deus. Quando dele participo, estou fazendo algumas afirmações pessoais de fé e compromisso, como: . Deus ama a todos os seres humanos e não apenas a alguns (todos podem ser “filhos de Abraão”). O batismo é um convite (“Arrependam-se”) ao reconhecimento deste amor de Deus. . Reconheço o amor de Deus, como vejo como sou: um pecador que precisa ser perdoado. Por isto, confesso a Jesus que quero deixar de ser dominado pelo pecado. O batismo é o momento em que publico esta realidade, realidade que eu gostaria de negar. . Sei que o batismo não é apenas um ritual de que participo porque meus pais ou meus amigos a ele se submeteram. A eficácia do batismo está no compromisso com Jesus a uma vida digna de Jesus (com frutos dignos), compromisso de cada dia na vida para a vida toda. As duras palavras de João Batista (“Dêem fruto que mostre o arrependimento!  (…) O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo”  — versos 8 e 10) são uma advertência: mesmo aqueles que foram batizados podem viver sem dar frutos dignos. Os já batizados podem se tornar também “raça de víboras” (verso 7b). Participar do batismo dos outros é um convite a que pensemos no nosso já realizado: temos vivido de modo digno do Evangelho, pondo Deus em primeiro lugar sobre todas as coisas (relacionamentos, desejos, temperamentos, histórias, coisas); amando aos outros como queremos ser amados e nos comportando como peregrinos nesta terra, pela qual lutamos para que nela haja mais justiça.   . Admito que, mais que um gesto de adesão para o pertencimento a uma igreja, o batismo é uma resposta ao amor de Deus que me convida a pertencer ao Seu círculo de amigos. É o que lemos no Novo Testamento: “Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. Se dessa forma fomos unidos a

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Israel Belo de Azevedo junho 27, 2009

Hebreus 12.1-2: VIVE MAIS E MELHOR QUEM TEM UM PROPÓSITO

VIVE MAIS E MELHOR QUEM TEM UM PROPÓSITO Hebreus 12.1-2 Um dia destes, fiquei olhando o mar Primeiro fiquei admirando, de longe, os surfistas. Era cedo. Eles chegaram cedo, carregaram suas pranchas e se lançaram à água muito fria. Por que faziam aquilo, fiquei pensando. Porque tinham um propósito claro: queriam surfar porque surfar lhes dá prazer. Depois fiquei olhando as ondas que os surfistas cavalgam. Eles fazem aquele mesmo movimento há milhões de anos. As onde não sabem do amor dos surfistas por elas. As ondas não sabem porque estão ali. As ondas não têm propósito. Elas são tangidas pelo vento. Na vida, há surfistas e há ondas. Há pessoas com propósitos claros e elevados e há pessoas sem propósito algum. Pessoas sem propósito são como ondas levadas pelo vento. Enquanto pensava nisto, li os resultados de uma interessante pesquisa biomédica. Uma equipe de pesquisadores norte-americanos acompanhou durante cinco anos 1.238 moradores de Chicago (EUA). Durante o período, morreram 151 pesoas do grupo estudado, a maioria sem propósito claro para suas vidas. Segundo a pesquisa, pessoas com propósitos claros têm 50% menos chances de morrer, quando comparadas às outras em propósito. Quando pensava nisto, conversei com duas pessoas. Uma estava muito deprimida porque teve uma trágica surpresa. A outra estava animada porque começará a perceber que podiam sonhar com a casa própria para a família. Não há dúvida: ter um propósito claro na vida faz muita diferença. Então, decidi pregar sobre o valor do propósito numa vida. Logo me veio à mente o notável texto de Paulo aos Filipenses: “uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3.13b-14) Mas acabei me fixando em outro texto, por causa de uma expressão que descreve Jesus como Autor e Consumador da nossa fé. Penso que o par “autor-consumador” tem tudo a ver com propósito. Propósito não pode ter a ver apenas com “autoria”, isto é, idéia, mas também como de “consumação”, realização. Vejamos: Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. (Hebreus 12.1-2) 1. Há um propósito para a nossa vida e propósito é posto por Deus. O autor aos Hebreus chama a este propósito de “carreira que nos está proposta” (Hebreus 12.1). A vida, pois, tem sentido. A vida tem o sentido que nós lhe damos. E nós somos convidados a lhe dar o sentido que Deus dá, que é a amizade com Ele. Precisamos ler bem devagar para compreender: “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença” (Efesios 1.4). Somos chamados a viver na presença de Deus, em harmonia com Ele, não em rebeldia, fazendo o que acha certo, sem ouvir a Sua Palavra. Que sentido temos dado às nossas vidas? Para que vivemos? Para casar? Há pessoas solteiras que são felizes. Há pessoas casadas que são infelizes. Para comprar uma casa própria? Isto é muito bom, mas há pessoas felizes que não têm casa própria e há pessoas infelizes que têm dezenas de casas próprias. Para ganhar dinheiro? Há pessoas com muito dinheiro e nenhuma felicidade.  E há pessoas com pouco dinheiro e transbordante felicidade. Casamento, casa própria e conta bancária gorda não são propósitos elevados, embora tenham muito valor e anos ajudam a conquistar o que queremos. No entanto, propósitos deste tipo não têm valor eterno. Se o nosso propósito é ser amigo de Deus, vamos levar este propósito para a eternidade. Este é o propósito que interessa. 2. Nós vivenciamos o propósito de Deus para nós em comunidade. O autor aos Hebreus lembra que em nossa caminhada de amizade com Deus “temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas”. O que ele diz é que não estamos sozinhos em nossa caminhada de fé. Temos a comunidade dos que crêem como nós cremos. Deus providenciou a igreja, a família da fé; ela é imperfeita, mas foi destinada por Deus a nos ajudar em nossa caminhada com Ele. Muitos têm insistido, e fracassado, em caminhar sozinho. Começam a ler a Bíblia, mas logo tropeçam na ignorância e desistem. Planejam ter uma vida de oração, mas logo parecem sentir que não são respondida. Quem tem o propósito de caminhar cada vez mais de perto com Deus não abre mão da igreja, apesar de sua imperfeição, que é a nossa. Nesta caminhada, a igreja nos ajuda. Participar da igreja, no entanto, demanda compromisso e disciplina. 3. As facilidades nos puxam para o desvio do propósito de Deus para nós Este nosso mundo é o mundo das facilidades. É fácil comprar. É fácil viajar. É fácil encontrar amigos. É fácil seguir as ondas dos outros. É fácil entrar pelos labirintos do pecado. É fácil desistir, porque ninguém cobra. É fácil pecar porque ninguém tem nada a ver com a nossa vida. É fácil desesperar porque não tem ninguém para nos acolher. É fácil ficar enrolado nas teias das possibilidades, porque são muitas as oportunidades. O que nos tem atrapalhado para viver uma vida com propósito, com o propósito de Deus para nós? São os compromissos? Precisamos nos desembaraçar deles. Sãs as responsabilidades, de tirar boas notas, de passar num concurso, de melhor no emprego? Precisamos nos livrar da pressão destas coisas, tão importantes,  mas que não nos podem controlar, tirando o prazer de estar na presença de Deus, que é o propósito da nossa vida. É o pecado “que tenazmente nos assedia”? Precisamos pedir perdão a Deus para que Ele nos purifique e precisamos pedir ajuda a Deus para que Ele nos

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Israel Belo de Azevedo junho 21, 2009

Mateus 5.20: EU POSSO PERDOAR

Em busca da mente de Cristo: Eu posso perdoar (Mateus 5.21-26) Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’ e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Raça’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo. INTRODUÇÃO Como uma menina abusada sexualmente em casa vai perdoar seu algoz? Como uma esposa traída vai perdoar o homem a quem amou por tanto tempo? Como uma família que teve um filho assassinado vai perdoar o homicida? Como um adulto conviverá com o fato de ter sido abandonado ainda bebê perdoando sua mãe (ou seu pai)? Como alguém perdoará  uma pessoa que teve uma dúvida a seu respeito e a espalhou como certeza, sem conferir, sem pensar nas conseqüências? Como um homem derrubado pela maledicência de “um irmão em Cristo” vai perdoar quem lhe causou tanto prejuízo? Como uma senhora que teve suas economias liquidificadas por um espertalhão vai lhe perdoar? Estas situações não deveriam nos sobrevir, mas nos sobrevêm. Ao longo de nossas vidas, estamos cercados de bondades e maldades. A bondade tem o condão da invisibilidade. A maldade é como um ponto preto numa superfície branca. Olhamos para o ponto preto, por menor que seja, e desprezamos a superfície branca, mesmo imensa. Não nos lembramos que a bondade nasce do desejo de fazer coisas boas, pois só pensamos no desejo como o berçário do mal. Assim, os desejos dos outros são os nossos infernos. A solução seria não ter desejos, mas os temos. Outra solução seria não conviver, mas esta opção não nos é dada. Os desejos, dos outros (que nos incomodam) e os nossos (que incomodam aos outros), e as convivências tornam inevitáveis os conflitos. O conflito existe quando nós somos pensados como obstáculos aos desejos dos outros. O conflito existe quando nós pensamos os outros como obstáculos aos nossos desejos. Nesses casos, a vitória é triunfar sobre os obstáculos, não importa o preço. Muitas vezes o resultado destes conflitos é a ofensa, seja ela verbal ou física. O que fazer quando ofendemos? O que fazer quando somos ofendidos? 1 NÓS TAMBÉM OFENDEMOS Não temos grandes dificuldades quando ofendemos porque raramente temos a percepção que ofendemos. Quando ofendemos, não sofremos tanto. Tendemos a nos importar pouco com aqueles que têm algo contra nós. É tanta a nossa dificuldade que Jesus fala deste tipo de ofensa, aquela que nós provocamos. Diz ele: “qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento” (…) Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” (Mateus 5.22-24). Preferimos nos concentrar na maldade que nos fere, não em nossa maldade que fere os outros. Nela precisamos pensar. Pensar e agir, para ver o que podemos reparar. A ofensa que praticamos impede ao ofendido de cultuar a Deus e deveria nos incomodar também. A ofensa que recebemos nos impede de cultuar a Deus e deveria incomodar o ofensor também. Tomemos cuidado para não usarmos dois pesos e duas medidas: compreensão, para nós; juízo, para o outro. Nosso modo de ser deve exceder o dos fariseus. O juiz nesta questão não somos nós, mas os outros. Se o outro diz que o ofendemos, nós o ofendemos. “Se o seu irmão tiver algo contra você…” — eis a advertência de Jesus. O fato de eu não saber que ofendi não me torna inocente. No dia em que eu souber que ofendi, preciso agir. Não devo me esconder no fato de que não sabia ou que não tive a intenção. O sofrimento do outro não depende do que eu ache. Como eu me sinto quando sou a vítima, nessas mesmas condições? A possibilidade e a realidade de sermos os ofensores nos devem levar a atitudes prévias e posteriores. 2 ATITUDES PRÉVIAS À OFENSA O padrão está dado: em nossos relacionamentos, no conflito e na paz, devemos adotar atitudes mais elevadas que as do mundo em que vivemos (Mateus 5.22). Pode ser que todo mundo aja assim ou assado, mas nós agiremos de outro modo. Podemos ser os únicos a manter o nível elevado de vida, mas nossa fidelidade deve ser a Deus, não aos homens. Em nosso convívio, portanto, devemos pensar antes de falar. Devemos pensar e repensar antes de agir. Devemos pensar, repensar e recuar antes de julgar. É sábio e santo pensar. É sábio e santo pensar e repensar. É sábio e santo pensar, repensar e recuar. Se a nossa religião não nos torna mais generosos e mais atentos aos outros, ela não vale nada. Temos déficits na área da atenção aos outros. E não é por olharmos demais para Deus. Quando nós o contemplamos, Ele nos manda olhar para os lados, para ver os caídos. Nosso problema é que tendemos a olhar demais para nós mesmos, que ficamos sem tempo para olhar para os outros, prestar atenção aos outros, cumprimentar os outros, abraçar os outros. Precisamos orar para que Deus nos ajuda a nos livrar de nossa natureza centrada em nós mesmos, para olharmos para os outros. Não gostamos da atenção dos outros? Demos atenção aos outros.

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Israel Belo de Azevedo junho 14, 2009

Salmo 23 em versões ou paráfrases

(TRADUÇÃO DE ISRAEL BELO DE AZEVEDO) verso VERSÃO ALMEIDA REVISADA E ATUALIZADA NO BRASIL (ARA) VERSÃO JUDAICA (JPS) NOVA VERSÃO INTERNACIONAL (NVI) NOVA TRADUÇÃO DA LINGUAGEM DE HOJE PARÁFRASE DA BÍBLIA VIVA PARÁFRASE DE EUGENE PETERSON (The message) PARÁFRASE DE ISRAEL BELO DE AZEVEDO    1 O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Deus é o meu pastor; nada me falta. O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta. O Senhor é o meu pastor: nada me faltará.  O Senhor é o meu pastor. Ele me dá tudo de que eu preciso! Deus, meu pastor! Não preciso de nada! Porque o Senhor Deus é o meu pastor, nada me tem faltado na vida.    2 Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas. Ele faz deitar em pastos verdes. Ele me leva para perto das águas tranqüilas. Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranqüilas; Ele me faz descansar em pastos verdes e me leva a águas tranqüilas.  Ele me leva aos pastos de grama bem verde e macia para descansar. Quando sinto sede, Ele me leva para os riachos de águas mansas. Tu me tens feito deitar em campinas exuberantes e me mostras calmas fontes onde beber. Quando preciso descansar, Ele providencia um leito suave. Quando preciso de água, Ele me leva às melhores fontes.    3 Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. Ele restaura a minha alma. Ele me guia nos caminhos estreitos por amor do Seu nome. restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. O Senhor renova as minhas forças e me guia por caminhos certos, como ele mesmo prometeu.  Ele me devolve a paz de espírito quando me sinto aflito. Ele me faz andar pelo caminho certo para mostrar a todos quão grande Ele é. Fiel à tua palavra, tu me acompanhas e me fazes caminhar na direção certa. Na jornada da existência, que as forças drena, Ele me dá o vigor que preciso para ficar firme na caminhada.    4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Sim, embora eu caminhe através dos valesda sombra da morte, não temerei o mal, porque Tu estás comigo. Tua vara e Teu bastão me confortam. Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem. Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges.  Eu posso andar pelo vale escuro, onde a morte está bem perto; mas continuo tranqüilo e não sinto medo. Tu, Senhor, me guias e proteges constantemente! Mesmo quando o caminho passa pelo Vale da Morte, não fico com medo quando estás ao meu lado. Teu firme cajado de pastor me faz sentir seguro. Já senti o hálito da morte, mas Ele, ao meu lado, preservou os meus sentidos.    5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda. Tu preparaste uma mesa para mim na presença dos meus inimigos. Tu ungiste minha cabeça com ele; meu copo transbordou. Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice. Preparas um banquete para mim, onde os meus inimigos me podem ver. Tu me recebes como convidado de honra e enches o meu copo até derramar. Preparas uma refeição deliciosa para mim, na presença dos meus inimigos. Tu me recebes como um convidado de honra; e a minha vida fica cheia das tuas bênçãos! Tu me serves um jantar de muitos pratos em frente ao meu inimigo. Tu reanimas minha cabeça abatida e transborda de bênção o meu copo. Já fui acossado por inimigo cheio de força e fúria, mas Ele me recolheu em sua cabana e me serviu um banquete para que todos pudessem ver como eu sou amado.    6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias. Com certeza, a bondade e a misercórdia me seguirão todos os dias da minha vida e morarei na casa de Deus para sempre Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver. Certamente a tua bondade e o teu amor ficarão comigo enquanto eu viver. E na tua casa, ó Senhor, morarei todos os dias da minha vida. Eu tenho absoluta certeza de que a tua bondade e o teu amor cuidadoso me acompanharão todos os dias da minha vida, sim; eu viverei na presença do Senhor para sempre! Tua beleza e teu amor me seguem todos os dias da minha vida. Eu estou de volta à minha casa na casa de Deus para o resto da minha vida. Eu vejo que a sua graça me acompanha desde a manhã. É assim que desejo viver todos os meus dias, como se já tivesse começado aqui o tempo da eternidade. REPRODUÇÃO — Autorizamos a reprodução deste conteúdo com a condição que seja citada a fonte nos seguintes termos: Reproduzido do site PRAZER DA PALAVRA, de Israel Belo de Azevedo, que pode ser ser acessado em www.prazerdapalavra.com.br.

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Israel Belo de Azevedo junho 11, 2009

Mateus 26.20-21a: TEMPO DE COMUNHÃO

À mesa com Jesus TEMPO DE COMUNHÃO (Mateus 26.20-21a) Lemos a admirável síntese de Mateus sobre um dos momentos da última Páscoa de Jesus e primeira Ceia dos cristãos. “Os discípulos fizeram como Jesus os havia instruído e prepararam a Páscoa. Ao anoitecer, Jesus estava reclinado à mesa com os Doze. E, enquanto estavam comendo… ” (Mateus 20.19-21a) E o texto prossegue. Como todos sabemos, Jesus não inventou a Páscoa. Na verdade, participou de várias, ao longo de sua vida. Escolheu uma delas, no final de sua vida, para nos ensinar o valor da comunhão. A Ceia em memória de Jesus é uma recordação da comunhão possível entre nós e Deus. Ao mesmo tempo, é um convite à comunhão necessária entre homens e mulheres de fé em todos os tempos, inclusive o nosso. SAUDADE DA COMUNHÃO Precisamos nos lembrar, contudo que, nos Evangelhos, além do contexto da Páscoa, Jesus várias vezes aparece à mesa com seus discípulos e mesmo com outras pessoas que não criam n´Ele, o que provocou a admiração de muitos (Mateus 9.11, Marcos 2.16, Lucas 7.34). Seus adversários o consideravam um comilão (Mateus 11.19), não porque comesse demais, mas porque não negava esta realidade da vida, que o levou até a assentar na grama para comer com seus ouvintes (Mateus 15, Marcos 8). Ao longo de sua convivência com os discípulos, Jesus lhes providenciou alimento (Mateus 12, Lucas 6), os quais vemos também comprando comida para Ele (João 4.8, 31). Já ressuscitado e glorificado, Jesus comeu com os seus irmãos. A importância da comunhão pelo alimento fica evidente na leitura da narrativa bíblica: “E por não crerem ainda, tão cheios estavam de alegria e de espanto, ele lhes perguntou: — Vocês têm aqui algo para comer? Deram-lhe um pedaço de peixe assado, e ele o comeu na presença deles” (Lucas 24.41-43). E o cardápio foi pão e peixe (cf. também João 21.13). Ao comer com seus irmãos era como se nos dissesse: quando comemos, somos nós mesmos. Quem está vivo come. Quando descreve a comunhão plena que deseja ter conosco, Jesus fala em tomar uma refeição conosco (Apocalipse 3.20 — “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”.) No céu também vamos comer, tendo como cardápio um alimento ainda desconhecido por nós: o fruto da árvore da vida (Apocalipse 2.7). Sem dúvida, a narrativa da primeira Ceia dos cristãos deixa nos cristãos com uma certa saudade, especialmente quando, além dos Evangelhos, chegamos ao jornal que descreve a vida dos nossos mais antigos ancestrais: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos” (Atos 2.42-47) Podemos ter este tempo de volta? Não, porque o tempo não volta. É sempre novo. No entanto, a Igreja de Jerusalém é e deve ser modelo. Para seguir o modelo, não precisamos fazer as mesmas coisas, mas fazer as nossas coisas no mesmo espírito deles. AS REALIDADES DA COMUNHÃO Mirando nossas próprias vidas, refletidas na história da primeira Ceia cristã e da prática da primeira comunidade de cristãos, somos lembrados de três realidades sobre a comunhão humana. 1. A primeira realidade humana é que a comunhão é uma necessidade humana. Esta marca humana é divina. A Trindade são três pessoas em comunhão. Essas três pessoas se relacionavam entre si e com os anjos, seus primeiros seres criados. A Trindade queria mais comunhão e criou os seres humanos. É como se a Trindade dissesse: “não é bom que estejamos só”. A Trindade não cabia em Si mesma e criou seres livres para com eles terem comunhão. Fomos criados pela comunhão. Fomos criados para a comunhão. É isto que explica a recusa humana à solidão. Mesmo os machucados pela comunhão que fere se esquecem que prometeram que nunca mais teriam papo com alguém e dão jeito de se juntar a um grupo. Se isto já lhe aconteceu, não se acha burro ou teimoso. Esta é a dimensão trinitária da sua natureza. Em frente ao templo da nossa igreja, passei a ver umas poucas pessoas fazendo algum tipo de ginástica. Logo o grupo foi crescendo e agora, já pela dúzia, os vejo de uniforme. Nada sei sobre eles, nem mesmo sobre sua motivação, mas vejo que se unem e se reúnem, mantendo comunhão entre si. Dos que vêm a igreja, uns vêm pela música, outras pela pregação, outras pelo ensino, mas a maioria vem pela comunhão, mesmo sem o saber. Não há nenhum problema com isto. Celebremos nossa necessidade de ter comunhão uns com os outros. 2. A segunda realidade humana é que a comunhão é um problema. Na história de Jesus, vemos que havia um traidor amador (ao SimPedro) e um traidor profissional (Judas Iscariotes). Quantas pessoas traem nossa confiança hoje! Quantas vezes os traidores não são os outros, mas nós mesmos. Assim mesmo vamos nos comungando, partilhando idéias, sonhos, gostos, compartilhando vidas. E neste processo, uns se aproveitam da comunhão para tirar partido dela a seu favor; quando descobrimos, nos afastamos para sempre ou por um pouco de tempo. Neste compartilhamento, somos desprezados pelos outros, e às vezes desistimos da comunhão e por vezes insistimos nela, apesar das experiências negativas, mas por causa de nossa natureza e das experiências positivas. Uns buscam a comunhão com frenesi. Outras a buscam medrosamente. Nosso desejo por comunhão rivaliza com nosso egoísmo. Nesta guerra, o egoísmo perde e vence. Gostaríamos que a comunhão fosse perfeita, esquecidos

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Israel Belo de Azevedo junho 7, 2009

Ezequiel 17.22-24 — VIDA ONDE NÃO HÁ

VIDA ONDE NÃO HÁ (Ezequiel 17.22-24) Quando o profeta Ezequiel pregou sua mensagem, no século 5 antes de Cristo, ele e seus ouvintes estavam exilados, distantes de sua terra e frustrados em seus sonhos. Outros pregadores prometeram que Israel venceria seus inimigos e permaneceriam firmes nas suas casas porque Deus não permitiria nenhum mal sobre as suas vidas. No entanto, o mal veio. Deus não falhou, mas alguns dos seus profetas falharam, porque prometeram o que Deus não prometeu. Os profetas verdadeiros diziam que o povo precisava abandonar suas vidas de pecados, mas os profetas de si mesmos, atrás apenas do dinheiro dos fiéis, diziam que Deus daria um jeito, mesmo o povo continuando no pecado, como se o pecado não tivesse conseqüências. As conseqüências vieram e agora o profeta Ezequiel era o pregador. Agora, prestavam atenção, mas nem todos, é verdade. Tanto que quando, mais tarde, voltaram do exílio, alguns preferiam continuar na terra estranha. 1. O DEUS QUE FALA Diante da desesperança disseminada, o profeta Jeremias afirma: “Assim diz o Senhor Deus”. O profeta lembra ao povo que Deus ainda fala. Imagimenos um povo, de cabeça baixa e descrente em tudo e em todos, sobretudo em profetas que disseram a mesma coisa. Quem podia garantir que agora era Deus mesmo falando? Foram tantas as palavras de conforto em nome de Deus e o pior aconteceu. Como foi bom ouvir, no plano nacional: “a vitória é certa”. Como foi estimulante escutar, no plano individual: “você vai conseguir”, “Deus vai tirar você desta”. Agora, o que sobrava era um gosto amargo na boca. Para que crer em Deus? Por que esperar nEle? Como acreditar nas palavras do profeta agora? O povo aprendeu, como nós também sabemos, que nem tudo que parece ser a voz de Deus é a voz de Deus. Palavras de conforto (por mais revigoradoras que sejam) não são necessariamente vindas de Deus. Precisamos desconfiar para confiar. Para ouvir a voz de Deus, precisamos estar em comunhão com ele. Em comunhão com Ele, somos capazes de ouvir o que Ele diz. As palavras não parecem proferidas num idioma estranho. Em meio a muitas vozes, sabemos distinguir a voz do Bom Pastor. Deus sempre fala; em comunhão com Ele, ouvimos. Fora da comunhão, ficamos confusos. A comunhão com Deus começa com uma decisão de seguir os seus mandamentos como ótimos para nós. (Quanto mais amamos os Seus mandamentos, menos sofremos, menos nos metemos em confusão!) A comunhão com Deus continua com uma disposição de manter esta comunhão, lendo diariamente o jornal que Ele nos escreve e desenvolvendo a capacidade de calar para que Ele possa falar. Deus nos fala através de Sua Palavra e através de pessoas que Ele nos envia. Se você, por exemplo, veio hoje ouvir a mensagem do profeta Ezequiel por meio da igreja, ouça a voz do profeta Ezequiel. Se você encontrou alguém que lhe trouxe uma palavra, ouça-a. Talvez você se pergunte, como certamente o fizeram os ouvintes de Ezequiel: como saberei que esta palavra vem de Deus? Uma forma de provar é verificar cuidadosamente, mesmo em meio a lágrimas, se o conteúdo dito está de acordo com a Palavra dEle, a Bíblia. Deus não muda. O que está escrito em Sua Palavra vale para hoje. Isto oferece uma tarefa adicional: será preciso ler a Bíblia. Sim, e os benefícios serão imensos: quem lê a Bíblia conhece a Deus; quem não lê não O conhece. 2. O DEUS QUE FAZ E o que Deus diz por meio do profeta Ezequiel. Ele diz: “Eu mesmo apanharei um broto bem do alto de um cedro e o plantarei; arrancarei um renovo tenro de seus ramos mais altos e o plantarei num monte alto e imponente. Nos montes altos de Israel eu o plantarei; ele produzirá galhos e dará fruto e se tornará um cedro viçoso. Pássaros de todo tipo se aninharão nele; encontrarão abrigo à sombra de seus galhos. Todas as árvores do campo saberão que eu, o Senhor, faço cair a árvore alta e faço crescer bem alto a árvore baixa. Eu resseco a árvore verde e faço florescer a árvore seca. Eu, o Senhor, falei e o farei”. (Ezequiel 17.22-24) É como se Deus pedisse ao povo para olhar para um cedro. Para alcançarmos a altura da palavra de Deus, lembremos que o cedro, imagem central na bandeira do Líbano, alcança até 40 metros de altura e três metros de diâmetro. Na região mediterrânea, crescia nos lugares elevados, de mil a dois mil metros de altura. Mencionado 75 vezes na Bíblia, como símbolo de vigor e beleza, o cedro é uma árvore que pode durar séculos. Os olhares do povo são convidados a ver Deus em ação. Ele apanha um broto bem alto de um cedro e o planta no monte alto, bem visível. Agora o povo é convidado a imaginar este broto produzindo galhos, frutos e folhas, como um cedro viçoso. O convite à fé prossegue, para o que o povo veja as aves se aninhando entre as folhas frondosas dos seus firmes galhos. Deus conclui: vocês viram? Agora podem fechar os olhos: fui eu (“eu mesmo”) quem fiz tudo isto. Falei e fiz (verso 24). Diante de suas dificuldades, as pessoas certamente se perguntavam: que Deus é este nosso? Ele responde: eu sou o Deus que faz. Neste caso, para ser mais convincente, Deus mesmo faz, sem intermediários. Deus, às vezes, usa intermediários; às vezes, não usa.  Deus não faz o que faz para mostrar que é soberano, embora o seja. Deus faz o que faz para que nós O vejamos em ação. A nossa força vem O ver em ação. A nossa fraqueza vem de parar de O ver. Ele está sempre em ação; e nós O vemos; e nós, às vezes, não O vemos. Deus faz o que faz porque continua amando a sua criação e quer o bem dela. Como Jesus nos ensinou: nosso Pai celestinal “continua trabalhando até hoje” (João 5.17) Seus planos para nós são sempre

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Israel Belo de Azevedo junho 2, 2009

Mateus 26.18: Deus sabe todas as coisas

Deus sabe todas as coisas (Mateus 26.18) Um detalhe nos chama a atenção na primeira celebração da Ceia memória de Jesus Cristo: é o seu planejamento. Ouçamos o relato de Mateus: “No primeiro dia da festa dos pães sem fermento, os discípulos dirigiram-se a Jesus e lhe perguntaram: — Onde queres que preparemos a refeição da Páscoa? Ele respondeu dizendo que entrassem na cidade, procurassem um certo homem e lhe dissessem: O Mestre diz: “O meu tempo está próximo. Vou celebrar a Páscoa com meus discípulos em sua casa”. Os discípulos fizeram como Jesus os havia instruído e prepararam a Páscoa. (Mateus 26.17-19) Juntando as narrativas sinóticas (Mateus 26.17-19, Marcos 14.12-17, Lucas 22.7.13) vejamos mais detalhadamente o que aconteceu: “Finalmente, no primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando se costumava sacrificar o cordeiro pascal, os discípulos dirigiram-se a Jesus e lhe perguntaram: — Onde queres que vamos e preparemos a refeição da Páscoa? Então ele enviou seus discípulos Pedro e João, dizendo-lhes: — Vão preparar a refeição da Páscoa. Entrem na cidade e procurem um homem carregando um pote de água que virá ao encontro de vocês. Sigam-no e digam ao dono da casa em que ele entrar: O Mestre diz: “O meu tempo está próximo. Vou celebrar a Páscoa com meus discípulos em sua casa. Onde é o meu salão de hóspedes, no qual poderei comer a Páscoa com meus discípulos?” Ele lhes mostrará uma ampla sala no andar superior, toda mobiliada e pronta. Façam ali os preparativos para nós”. Pedro e João se retiraram, entraram na cidade e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. E prepararam a Páscoa. Eles saíram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Então, os discípulos fizeram como Jesus os havia instruído e prepararam a Páscoa”. 1. Esta é uma história que nos mostra que devemos nos relacionar com um Deus que sabe todas as coisas. Os discípulos não conhecem suficientemente a Jesus. Nunca O conhecemos suficientemente. Nosso convívio com Ele vai aumentando o nosso conhecimento. Quanto mais perto dEle, mais O conhecemos. Quanto mais distantes, menos O conhecemos. Os discípulos conviviam com um Emanuel (Deus-conosco) que se limitou, para ser plenamente humano, que não sabia de antemão todas as coisas. Ele mesmo o disse, ao afirmar que não sabia a hora em que Deus O enviaria de volta à terra para levar os seus para a Casa definitiva. (Eis o que lemos: “Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão. Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai” — Mateus 24.35-36). Quando se ajoelhou para orar no Getsêmani, orou sofrendo pelo que viria, mas pedindo para que a vontade de Deus fosse manifesta em Sua vida. Esta humanidade de Jesus levou os discípulos a se esquecerem de sua divindade. O mesmo ocorre conosco, nos dois sentidos. Hoje, para nós, Jesus é o Jesus da história, andou entre Maria, Pedro e João, e também o Jesus assentado à direita de Deus, cheio de glória. Por mais que O coloquemos no alto, incapaz de nos incomodar em nossos pecados ou inefável demais para se importa com as nossas dores, Ele se importa conosco e desce e se encarna e chora e ri e sofre conosco. O Jesus histórico se limitou para que O víssemos em Sua plenitude. Mesmo nesta limitação voluntária e transitória, era Deus. Nesta história, vemos este Deus em ação, mostrando a sua Presciência e Onisciência, marcas claras de Deus ao longo da Bíblia. Só um poema de Jó nos baste agora: “Deus conhece o caminho; só ele sabe onde ela habita, pois ele enxerga os confins da terra e vê tudo o que há debaixo dos céus. Quando ele determinou a força do vento e estabeleceu a medida exata para as águas, quando fez um decreto para a chuva e o caminho para a tempestade trovejante, ele olhou para a sabedoria e a avaliou; confirmou-a e a pôs à prova.” (Jo 28.23-27) Minha oração é que o meu Deus seja o Deus de Jó. Não quero passar por suas aflições, mas, passando ou não, quero que a minha fé fique firme sempre, vivenciando a verdade que Deus conhece o meu caminho. Não só o conhece como o faz comigo. Por isto, eu canto: Deus conhece o meu caminho porque o faz comigo. Deus sabe onde habito porque mora comigo. A força do vento que me derruba e me anima, o volume da água que me arrasta e me satisfaz é Ele quem determina e à luz traz. Posso pôr tudo à prova, quando a chuva destrói, o trovão amedronta, a onda se agiganta, mas, sei que, em sua soberana sabedoria, ele todas as coisas, uma a uma, avalia e, por elas, uma a uma, minha vida renova. 2. Esta é uma história que nos mostra que devemos nos relacionar com um Deus que sempre faz mais. Os discípulos fizeram uma uma pergunta simples: onde Jesus iria festejar a Páscoa? Era só indicar a casa e eles fariam o resto. A resposta foi uma aula sobre a soberania de Deus, uma demonstração de que os discípulos de Jesus não precisam se preocupar com coisa alguma. Mesmo quando nossa pergunta é simples, a resposta de Deus é completa. O que aconteceu depois foi uma inesquecível aventura. Quando olhamos para Deus, Ele nos abre os olhos para ver a beleza da natureza e da graça. Pedro e João não tinham idéia do que lhes aconteceria. Na cabeça deles seria mais uma, entre tantas, Páscoas. Mas Deus é sempre surpreendente. Olho para mim mesmo e me pergunto se tenho perguntado a Deus onde Ele quer festejar comigo? Também me pergunto se Deus vê o meu coração como de Pedro e João, dispostos a agir. Será que Deus, que me conhece profundamente, olha para mim e diz:”nem vou pedir algo ao Israel, porque sei que não poderei mesmo contar com Ele. Ele vai dizer que está

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Israel Belo de Azevedo junho 1, 2009

João 07.37: PARA QUE RIOS DE ÁGUAS VIVAS FLUAM DE NÓS

PARA QUE RIOS DE ÁGUA VIVAS FLUAM DE NÓS (João 07.37) No último e mais importante dia [o oitavo, que foi acrescentado ao instruído em Levítico 23] da festa [das Cabanas ou dos Tabernáculos], Jesus levantou-se [no templo] e disse [fazendo uma convocação, como era de praxe] em alta voz [para ser ouvido em meio ao burburinho]: — Se alguém tem sede, venha a mim e beba.  (38) Quem crer em mim, como diz a Escritura [em muitas passagens do Antigo Testamento, como Isaías 44.3 — “Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole,e minha bênção sobre seus descendentes”] do seu interior fluirão rios de água viva.  (39) Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem. Até então [João escreve depois de Atos 2, quando o ministério do Espírito Santo foi “formalmente” estabelecido, embora ativo desde a fundação do mundo] o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado”. Aprendemos com a atitude (verso 37a ) e com a fala (verso 38) de Jesus. A VOZ Com a atitude de Jesus, aprendemos que há uma voz no mundo e é a voz de Jesus. É uma voz alta, mas também uma voz abafada e silenciada. . A voz de Jesus é uma voz alta, porque é uma voz cheia de ternura e de coragem. . A voz de Jesus é uma voz alta, porque proferida em meio aos soluços quando olha para o mundo (como fez em relação a Jerusalém — Lucas 19.41 — “Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela”). . A voz de Jesus é uma voz alta porque dirigida às necessidades humanas e não dá para sussurrar diante delas. . A voz de Jesus é uma voz alta ouvida por todos quantos colocam os seus ouvidos nas páginas dos Evangelhos e escutam o que dizem sobre o caminho da salvação e seguem por ele. . Ao mesmo tempo, a voz de Jesus é uma voz abafada (a voz é falada, mas o som é quase inaudível), externamente, pela oposição, pela perseguição e, internamente, pela omissão dos cristãos. (Quanto à oposição, temos que nos posicionar, apologeticamente, o que demanda pesquisa, coragem, inteligência, estratégia e argumentação. Quanto à perseguição, temos que orar pelos perseguidos. Quanto à omissão, temos que pedir perdão a Deus e mudar de estilo. Nunca nos esqueçamos que, para o mundo, a voz de Jesus é a voz dos cristãos. O que o mundo está ouvindo? O que os seus vizinhos estão ouvindo? Gritos, murros e desrespeitos dentro da sua casa? O que os vizinhos estão ouvindo nos corredores? O que os seus amigos estão ouvindo no trabalho, na escola, na rua? Essa é a voz de Jesus que estão ouvindo, não aquela que você acha que está dizendo. Não abafe a voz de Jesus. Não substitua a voz de Jesus pela sua). . Também a voz de Jesus é uma voz silenciada (a voz é falada, mas não é ouvida), externamente, pela prioridade dada a outras necessidades e pela indiferença dos que não estão nem aí para a voz de Jesus, e, internamente, pelo ritual dos cristãos (ritual de significado perdido),  pelo mau testemunho dos cristãos (no plano moral — sem coerência — e no plano espiritual — sem plenitude). (Quanto aos que não priorizam ouvir a Jesus e lhe ficam indiferentes, devemos orar por eles e viver Jesus para eles. Quanto a nós, se vivemos uma religião apenas de ritual, nada significando para nós, temos que pedir perdão e pedir a Deus que nos ajude a encontrar alegria em nossas expressões de fé. Se temos dado mau testemunho, temos que pedir perdão — e não ficar buscando atenuantes que “expliquem” nossas atitudes indignas; se nossas vidas não estampam no exterior a presença do Espírito Santo em nosso interior, temos que nos arrepender, pedir perdão e começar uma nova jornada de fé e testemunho) A PROMESSA Como lemos na Bíblia, Jesus oferece água da vida, aquela que mata a sede de uma vez e para sempre.  (João 4.9-14 — “A mulher samaritana lhe perguntou: “Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber? (…) Jesus lhe respondeu: “Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva”. Disse a mulher: “O senhor não tem com que tirar água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva? (…) Jesus respondeu: “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna“, que é o mesmo que dizer “Quem bebe desta água, do seu interior fluirão rios de água viva”). Quem deixa que esta água, vinda da Fonte, que é Jesus, entre no interior da sua vida verá esta água correndo para fora da sua vida por transbordamento. A promessa é de salvação, entendida como vida futura (eterna, junto com Cristo definitivamente) e vida presente com qualidade. Pensar e viver a vida eterna apenas como algo para o futuro é empobrece-la. A vida transbordante é para agora também. Vida transbordante é uma vida plena de alegria no Espírito Santo. É isto possível? Quando Jesus estava no Getsêmani e pediu para que o cálice não fosse bebido, estava vivendo a alegria no Espírito Santo, por exemplo? Não, mas estava cheio do Espírito Santo. Foi esta plenitude que o guiou pelo Getsêmani até o Gólgota. Estava alegria quando se sentiu abandonado na cruz? Não, mas estava cheio do Espírito Santo, que o capacitou a ir até o fim e dizer que tudo estava consumado. Nem sempre estamos alegres no Espírito, porque temos dramas, pessoais e de outros, mas devemos estar sempre cheios do Espírito, para ultrapassarmos estes momentos. A RESPOSTA Podemos dizer que

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Israel Belo de Azevedo junho 1, 2009
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