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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
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Arqueologia Bíblica
Israel Belo de Azevedo

Israelense descobre o muro de Neemias

O muro mencionado no livro de Neemias foi encontrado na antiga cidade de Davi. Segundo a arqueóloga israelense Eilat Mazar, chefe do Instituto de Arqueologia do Centro Salém, em Jerusalém, os artefatos de cerâmica encontrados debaixo de uma torre sugerem que a torre e o muro contíguo são do século V antes de Cristo, o tempo de Neemias. Até então achava-se que o muro era posterior, datado do período Asmodeu (142 a 37 A.C.). O livro de Neemias dá descrições detalhadas da construção dos muros, destruídos anteriormente pelos babilônios. A arqueóloga sdisse extasiada, especialmente porque muitos eruditos ensinam que o muro nunca existiu. “Foi um grande supresa. Algo que eu não esperava”. Ephraim Stern, professor de arqueologia na Universidade Hebraica atestou que “o material que me foi mostrado é do período persa”, o período de Neemias. No entanto, Israel Finkelstein, professor de arqueologia na Universidade de Tel Aviv, acha que não está provado que o material data do tempo de Neemias. “O muro pode ter sido construído, em tese, no perido otomano”.

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Israel Belo de Azevedo maio 27, 2009

Miqueias 7: QUANTO A MIM

QUANTO A MIM Uma mensagem a partir de Miqueias ISRAEL BELO DE AZEVEDO De repente, lendo-o devocionalmente, o livro da profecia de Miqueias cresceu diante de mim e dentro de mim. Então, decidi que iria pregar sobre algumas de suas verdades. Sabemos de cor algumas perícopes de Miqueias. Podemos não saber onde está a promessa que faz de Belém-Efrata o berço do Messias, mas somos capazes de recitar os seus versos: “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra. E este será a nossa paz”. (Miqueias 5.2-5a) Também está em Miqueias este resumo do evangelho: “Ele te declarou, o homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miqueias 6.8) Mas o que me encantou em Miqueias desta vez foi uma expressão que aparece duas vezes no livro com suas mensagens. Umas versões trazem-na como “eu, porém” e outras, “quanto a mim” (Miqueias 3.8 e 7.7). A partir delas, fiquei pensando em mim mesmo. Estou no grupo do “eu, porém”, mesmo que eventualmente diferente de todos? Mais que isto, fiquei pensando positivamente sobre meus irmãos em Cristo. Comecei a visualizar os meus irmãos que têm buscado viver como o profeta Miqueias, este pregador que antecipa outro grande pregador, o apóstolo Paulo. Pensei nos meus irmãos como pessoas felizes, porque… 1. Feliz é quem reconhece que vive num mundo que experimenta continuamente as conseqüências da Queda. Todos gostaríamos que o mundo fosse diferente do que é. Que uma menina de oito anos não fosse assassinada em casa por ladrões num condomínio do interior de São Paulo. Que os filhos adolescentes não formassem um grupo para extorquir  o pai de um deles mediante um seqüestro simulado no interior do Espírito Santo. Que ninguém roubasse as doações (roupas e outros objetos) feitas de bom coração para vítimas das enchentes em Santa Catarina. Que jamais fôssemos acordados à noite pelo som dos tiroteios nos morros próximos. Que as pessoas jamais passassem adiante uma informação sobre outra pessoa sem pensar nas suas conseqüências sobre as vidas pichadas. O profeta, como se fosse um repórter da vida quotidiana, registra: “Os piedosos desapareceram do país; não há um justo sequer. Todos estão à espreita para derramar sangue; cada um caça seu irmão com uma armadilha. Com as mãos prontas para fazer o mal o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto. O melhor deles é como espinheiro, e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos. Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas, o dia do castigo de Deus. Agora reinará a confusão entre eles. Não confie nos vizinhos; nem acredite nos amigos. Até com aquela que o abraça tenha cada um cuidado com o que diz. Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familiares”. (Miqueias 7.2-6) Em outras palavras, a queda transtorna a política e o direito, a cidade e a família, a amizade e a religião. Não adianta não abrir a Bíblia, não ler jornais ou não ver televisão. Essas coisas acontecem nos nossos condomínios e até em nossas casas. Não adianta pensar que só os outros cometem os atos que nós condenamos. Nós também podemos cometer atos que nós mesmos reprovamos. As conseqüências da Queda, revelando a verdadeira natureza humana, nos alcança a todos, indistintamente. Neste sentido, tem razão o profeta quando diz “não há um justo sequer; todos estão à espreita para derramar sangue; cada um caça seu irmão com uma armadilha” (Miqueias 7.2). A realidade da queda nos envolve e nos leva a atualizar o nosso pecado, repetindo velhos e criando novos. Quando olhamos para o nosso mundo e quando olhamos para nossas próprias mãos, não temos como não gritar como fez o apóstolo Paulo: “Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Romanos 7.24-25) É por isto que precisamos meditar na lembrança que o profeta Miqueias nos faz: “Ele mostrou a você, o homem, o que é bom e o que o senhor exige: pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus”. (Miqueias 6.8) Feliz é quem reconhece os efeitos da queda, mas assim mesmo busca praticar a justiça no seu relacionamento com outros, a bondade no seu coração e a humildade diante de Deus. Apesar da Queda, é praticando estas verdades que podemos viver felizes. 2. Feliz é quem não deriva sua fidelidade a Deus por que as coisas lhe vão bem na vida. O profeta vive pessimamente. Diz ele: “Que desgraça a minha! Sou como quem colhe frutos de verão na respiga da vinha; não há nenhum cacho de uvas para provar, nenhum figo novo que eu tanto desejo”. (Miqueias 7.1) “Colher frutos de verão na respiga da vinha” é conseguir um real e chegar ao restaurante de um real mas ele está fechado. É esperar a hora da xepa na feira e não encontrar nada, senão enxotamentos. É pedir pão velho à porta que se fecha rapidamente. É contar o dinheiro no bolso e descobrir que não dá para pegar o ônibus. É pedir emprestado a quem não tem para emprestar. Deve-se esperar fidelidade de uma pessoa assim? Sim, se ela é capaz

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Israel Belo de Azevedo maio 23, 2009
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Arqueologia Bíblica
Israel Belo de Azevedo

Veja mapa do êxodo, do Egito a Canaã

Não há consenso sobre a rota do êxodo dos hebreus, do Egito a Canaã. O estudioso Steve Rudd concebeu recentemente um mapa com o roteiro desta longa peregrinação. Vale a pena estudá-lo. CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR O MAPA DO ÊXODO.

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Israel Belo de Azevedo maio 20, 2009

Mateus 5.17-20; 7.13-14: EU POSSO ME NIVELAR POR CIMA

Em busca da mente de Cristo: eu posso me nivelar por cima(Mateus 5.17-20; Mt 7.13-14) Recebi uma consulta por e-mail em que um homem pedia ajuda para se livrar do vício da pornografia. Seu drama lhe causava muita tristeza, diferentemente do acontece com muitas outras pessoas. Os dados indicam que muitos não vêem qualquer problema em consumir materiais pornográficos.Na realidade, a pornografia movimenta uma indústria e comércio altamente rentáveis. De todos os websites 12% são de pornografia, o que dá mais de quatro bilhões de sites pornográficos. Das pesquisas feitas a cada dia na internet,  25% buscam por pornografia. O Brasil é o segundo país que mais produz vídeos pornográficos. A cada segundo 3 mil dólares são gastos com pornografia. Um novo vídeo pornográfico é produzido a cada meia hora por dia nos Estados Unidos. No Brasil, as vendas de material pornográfico chegam a 10 milhões de dólares. No mundo o movimento é de cerca de 100 bilhões de dólares por ano. [Internet Pornography Statistics.]Isto põe em evidência que há milhões de pessoas alimentando este negócio, umas tranqüilamente e outras convivendo com algum sentimento de culpa ou até mesmo com um desejo de deixar esta prática.Para algumas pessoas, o certo é aquilo que acham que é certo, sobretudo o que lhes dá algum tipo de prazer. No extremo estão pessoas para quem tudo é errado, nada é permitido. De vez em quando topo nas ruas do (quase sempre tórrido) Rio de Janeiro com pessoas vestidas, em nome de sua religião, com roupas pesadas, cobrindo todo o corpo, ao mesmo tempo em que passam por mim pessoas, homens e mulheres, trajando roupas mínimas, em que mínimas partes do seu corpo estão cobertas.Jesus também conviveu com pessoas com diferentes perspectivas acerca da vida. Algumas destas pessoas seguiam um determinado código de vida. Aliás, todos seguimos um código, escrito ou inscrito, pelo qual tomamos nossas decisões.A grande dificuldade, em nossos dias, dado o crescente pluralismo ideológico, filosófico e religioso, é identificar um conjunto de regras a ser seguido. As pessoas têm dificuldade em aceitar que haja um conjunto de regras para a vida privada e pública. Ao tempo de Jesus, havia esse conjunto de regras, reunido no que nós hoje conhecemos com o nome de Antigo Testamento, mas que os contemporâneos do filho de Maria conheciam como a Lei e os Profetas, sobretudo a Lei (ou Torah). Essa Lei, codificada no Pentateuco (Genesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), tinha outros códigos que a explicavam e atualizavam, que deviam ser lidos, memorizados e obedecidos.No seguimento a essa Lei um grupo se destacava: eram os fariseus (“separados”, no hebraico), que ensinavam que a maior virtude de uma pessoa era ser uma seguidora da Lei (torah). É por isto que os vemos sempre por perto de Jesus, temerosos que aquele novo professor não cumprisse a Lei. E é por isto que Jesus diz que sua missão incluía cumprir a Lei.Este amor dos fariseus pela Lei de Deus acabou por afasta-los do Deus da Lei. Eles eram capazes de matar para preservar a lei, fazendo lembrar os que usam a violência para defender as causas ditas de amor. Houve um grupo antiaborto que atacava as clinicas clandestinas de aborto, provocando vítimas, inclusive mulheres grávidas. Essas pessoas respiram “ameaças de morte” (Atos 9.1), como Paulo fazia com os cristãos.Junto com os escribas (ou professores da Lei), os fariseus acabaram tipificados por Jesus como aqueles que tinham se apegado tanto à letra da Lei que punham de lado a razão de ser desta Lei. Ao mesmo tempo, Jesus reconhecia a seriedade deles. É por isto que nos diz que os nossos padrões de vida devem superar a dos fariseus e escribas, o que parece nos colocar em grandes dificuldades. Em seu sermão do monte, a instrução não deixa dúvida sobre o que Jesus pretende (Mateus 5.17-20 e 7.13-14):— Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus. (…) Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram. A leitura desta contemporaníssima instrução de Jesus suscita algumas reflexões, muitos valiosas para as nossas vidas. Vejamos algumas delas. 1. Jesus veio cumprir a Lei e nos ensinar a cumpri-la. Ainda há confusão no meio cristão sobre como tratar o Antigo Testamento, com suas regras e rituais. Pensam alguns que os cristãos estão completamente isentos de seguir os preceitos da lei judaica. Pensam outros, na montanha oposta, que os cristãos ainda estão sujeitos a estas leis, não devendo, por exemplo, comer carne de porco e devendo, por exemplo, celebrar a Páscoa hebraica.Precisamos entender o que Jesus disse. Ele não veio dizer que os preceitos da Lei, comentados pelos Profetas, tinham cessado em sua vigência. Todas as vezes em que foi acusado de quebrar um preceito legal, Jesus mostrava que, embora parecesse, não o quebrava. Ele o cumpria na sua plenitude, ao ir além da letra e alcançar o espírito da Lei. Curar num sábado, por exemplo, era cumprir a Lei porque estava promovendo a vida, que era o objetivo da Lei. Debulhar espigas e come-las num sábado era cumprir a Lei, que visava não a fome, mas o bem estar das pessoas. Jesus nos ensina que todos os preceitos mosaicos estão em

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Israel Belo de Azevedo fevereiro 14, 2009

1Timóteo 6.3-10, 17-19: TEOLOGIA DO DINHEIRO

TEOLOGIA DO DINHEIRO1Timóteo 6.3-10, 17-19 Quando lemos o apóstolo Paulo afirmando que o dinheiro é a raiz de todos os males, podemos concluir apressadamente que a Bíblia é contra o dinheiro. Se examinarmos este texto, veremos que o cristão não precisa desenvolver uma dinheirofobia, como se não devesse ganha, guarda, gasta. Se examinarmos a Bíblia toda, veremos que o dinheiro ocupa um lugar bastante significativo, pela simples razão que ele ocupa um lugar significativo nas nossas vidas.Foi com o dinheiro que você chegou aqui hoje, pagando a passagem, abastecendo o automóvel ou comprando sapatos e roupas para andar por aí e até aqui. Não temos, nem precisamos ser contra o dinheiro. Nosso problema é outro. UMA TEOLOGIA RUIMPrecisamos de uma boa teologia do dinheiro, para ter uma atitude correta em relação a ele, e isto se aplica a quem o tem ou até lhe sobra e a quem lhe falta, até para o essencial. 1. Não há base bíblica para o quietismo, isto é, para o abandono de todas as atividades pela espera da volta de Jesus Cristo. Alguns irmãos de Tessalônica inventaram esta má teologia para justificar uma má conduta, mas o apóstolo Paulo foi certeiro: “Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: ‘Se alguém não quiser trabalhar, também não coma”. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia. A tais pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranqüilamente e comam o seu próprio pão” (2Tessalonicenses 3.10-12).Um dos inimigos da generosidade é o comportamento de algumas pessoas assistidas, dentro e fora das igrejas, que se acostumam, passivamente, com as ajudas que recebem e se acomodam. Talvez digam que aprenderam a estar contentes em toda e qualquer situação, mas não foi isto que o apóstolo Paulo quis dizer (Filipenses 4.10-13), porque não pode haver contentamento, que é uma atitude espiritual, na dependência e, às vezes, exploração dos irmãos, da igreja ou de alguma uma organização social ou governamental. A ninguém devemos defraudar, diz a Palavra de Deus, e a dependência sem esforço de superação é uma defraudação. Uma ajuda que conduz à dependência não é ajuda, é estorvo; não é serviço, é desserviço; não promove a dignidade humana àquilo que é (imagem de Deus), mas a serviliza.Paulo mesmo, de quem ouvimos estas sábias advertências, tinha suas lutas para ganhar dinheiro. Ele vivia das ofertas dos irmãos em Cristo e, quando isto lhes fosse pesado ou lhe fosse trazer dificuldades, voltava às suas atividades profissionais de costureiro, fabricava tendas e as vendia para se sustentar (Atos 18.3), sem parar de pregar.Na igreja, portanto, não devemos cair no extremo de não falar sobre dinheiro; devemos, tanto para advertir sobre sua necessidade, o seu perigo e seu bom uso, para nós individualmente e para a igreja. 2. Não há base bíblica para a imprevidência.É muito difícil planejar nossas finanças no Brasil, um país onde não um crédito decente, tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas. Embora sendo difícil, precisamos aprender a poupar, tanto para usufruir mais tarde quanto para as emergências.Ninguém pode gastar mais do que recebe. E todo mundo, do que recebe precisa guardar um pouco, nem que seja para o seu funeral. É muito caro morrer, e já que não podemos não morrer, devemos evitar que nossa morte seja um problema financeiro para os outros; já basta a nossa ausência.Há pessoas que preferem comprar carros a se empenhar para adquirir uma residência própria. Há pessoas que vivem como se fossem ter sempre aquele emprego; se têm um aumento, aumentam logo os gastos, às vezes antes mesmo do primeiro salário reajustado. Há pessoas que não têm a menor idéia de como vão viver quando se aposentarem. 3. Não há base bíblica também para a teologia da prosperidade, que assola páginas e telas quase irresistivelmente. O argumento que ouvimos soa assim: se você se tornar um cristão, Deus vai trabalhar para que você enriqueça; se você é cristão e não é rico, tem algo errado com a sua fé, porque a prosperidade é um sinal da bênção de Deus.Recentemente um líder de uma denominação evangélica brasileira afirmou o seguinte: “Jesus veio para trazer libertação, salvação aos cativos. Ele veio pregar o Evangelho aos pobres. E para que? Para que os pobres fossem para o céu pobres?” Mais: “Para mim, pregar que o crente deve ser feliz mesmo ganhando salário mínimo, é uma heresia, além de uma agressão ao ser humano”. E mais: “Jesus tinha uma roupa tão bonita, tão cara, que os soldados disputaram para ver quem ficaria com ela. Outra coisa: Jesus era acompanhado por mulheres ricas que o serviam. Ele tinha seus doze discípulos e mais um grupo de 20 a 30 pessoas para alimentar diariamente. Quanto custo isto? (…) Eu não vejo Jesus pobre, mas vejo que ele demonstrava, no seu estilo de vida, excelência, tinha uma vida abençoada”. (RODOVALHO, Robson. “Deus não criou o ser humano para a pobreza”. Entrevista a Eclésia, edição 109, 2005, p. 26.)Esse líder não leu que Jesus não tinha onde reclinar a sua cabeça, mesmo tendo participado episodicamente de jantares em casas de pessoas da classe média ou alta do seu tempo. Esse líder ignorou que as mulheres que o sustentavam, faziam isto porque ele não tinha onde reclinar a sua cabeça e dependia da ajuda dos seus seguidores, mas nada tinha de si. Esse líder Esse líder se serviu da imaginação para afirmar que o rabi, que não tinha sequer um túmulo próprio, tinha roupas caras, num atentado à história.Esse líder passou por cima da declaração de Jó: “Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Ninguém morre milionário. Todo mundo morre pobre. Em outros termos, “nada temos ao nascer; nada teremos ao partir. Tudo o que possuímos neste mundo nos é dado pelo Doador da vida. Tudo o que temos são ossos envoltos em pele, órgãos, nervos

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Israel Belo de Azevedo fevereiro 6, 2009
Mateus
Israel Belo de Azevedo

Mateus 26.01, 02, 17: À MESA COM JESUS: TRADIÇÃO QUE SE RENOVA

À MESA COM JESUS: TRADIÇÃO QUE SE RENOVA

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Israel Belo de Azevedo janeiro 31, 2009

Mateus 5.14-16: EU POSSO SER LUZ

EU POSSO SER LUZ (Mateus 5.14-16) Quem nasceu na era da luz elétrica não conheceu um profissional já extinto: o acendedor de lampiões das ruas. Hoje, em que 98% dos lares brasileiros são iluminados por energia elétrica (e praticamente 100% no sudeste), ele não faz mais sentido, mas já fez, no mundo e no Brasil. Ele encantou gerações. Conta-se, por exemplo, que, quando jovem, o escritor Robert Louis Stevenson (1850-1894), autor da “Ilha do Tesouro”, estava numa noite fria, com a cabeça para fora da janela do seu quarto, olhando um acendedor de lampiões na rua. Quando foi repreendido pelo perigo que corria, ele respondeu: — Olha lá: tem um homem escavando buracos nas trevas. Relembrando o primeiro quartel do século 20, uma senhora paulistana escreveu: “Uma das profissões mais românticas e interessantes que eu tive oportunidade de apreciar foi o acendedor de lampiões de gás… Na rua Augusta onde eu morei de 1918 a 1924, os acendedores eram figuras obrigatórias… Eles vinham caminhando pela rua tanto para acender o lampião ao cair da noite como para o apagar ao amanhecer do novo dia. Carregavam  um grande bastão com uma ponta em forma de funil e costumavam  avisar  a hora gritando “São seis horas!”. Depois que me mudei para o Itaim, nunca mais vi um acendedor de lampiões… Ficou só a velha letra da música: “Lampião de gás, lampião de gás, quantas saudades você me trás!” (SANTA ROSA, Nereide S. Histórias de Dona Guiomar) No Rio de Janeiro, em 31 de dezembro de 1934, quando ainda havia 490 combustores que iluminavam algumas ruas dos subúrbios cariocas, foi apagado o último lampião a gás da cidade. Junto desapareceu o acendedor de lampiões, imortalizado num poema de Jorge de Lima (1895-1953) O ACENDEDOR DE LAMPIÕES Lá vem o acendedor de lampiões de rua! Este mesmo que vem, infatigavelmente, Parodiar o Sol e associar-se à lua Quando a sobra da noite enegrece o poente.   Um, dois, três lampiões, acende e continua Outros mais a acender imperturbavelmente, À medida que a noite, aos poucos, se acentua E a palidez da lua apenas se pressente.   Triste ironia atroz que o senso humano irrita: Ele, que doira a noite e ilumina a cidade, Talvez não tenha luz na choupana em que habita.   Tanta gente também nos outros insinua Crenças, religiões, amor, felicidade Como este acendedor de lampiões de rua! A humanidade viveu sem a luz elétrica até 1879, quando Thomas Alva Edson inventou a lâmpada incandescente. Ao tempo de Jesus, usavam-se velas ou lamparinas para iluminar as casas, os prédios públicos e as ruas, com muita precariedade, se comparados aos tempos da luz elétrica. Usavam-se também, inventadas pelos gregos sete séculos antes, as lâmpadas de terracota, para substituir as tochas de mão. (Por curiosidade, registremos que a palavra lâmpada vem de lampas, que significava tocha). Por ocasião da Festa das Luzes ou Dedicação (Hanuká), os judeus carregavam castiçais de ouro para iluminar o templo de Jerusalém e a cidade. Os ouvintes de Jesus deviam ter participado, ou desejavam participar, de uma festa desta. Jesus participou (João 10.22). Eles entenderam quando disse: Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. (Mateus 5.14-16) 1. Jesus não diz que devemos ser luz. Ele diz que somos luz. Esta é uma realidade que não se pode contestar, assim como uma cidade sobre uma montanha não tem como não ser vista. Se somos cristãos, as pessoas verão. Se não estão vendo, é porque não somos. Jesus ensinou aos seus discípulos que a vida que precisamos viver é uma caminhada, que envolve dois processos: a salvação e a santificação. Não há salvação sem santificação (exceto nas conversões do tipo ladrão na cruz, em que à salvação se segue a morte do convertido). Tem havido muita confusão nesta área. Um dos pontos em que os evangélicos são acusados de presunçosos está relacionado à nossa convicção de que uma pessoa pode ter certeza da sua salvação. Esta é uma afirmativa derivada da Bíblia. Jesus diz diretamente: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8.12). Podemos ter certeza da salvação, porque uma vez tendo confessado a Jesus como Senhor e Salvador, temos nossos nomes lançados no Livro da Vida, de onde ninguém pode apagar. Em termos práticos, quem tem certeza da sua salvação tem prazer em se por no caminho da santificação. Uma pessoa que não tem prazer em agradar a Deus, pondo-se no caminho da santificação, está enganada, redondamente enganada. Sim, estão enganadas essas pessoas que, por um dia terem tido uma experiência (emocional) de receberem a Jesus como Salvador e Senhor, confiam em sua salvação para continuarem servindo a si mesmas ou ao seu próprio ventre (Romanos 16.18) Quem é salvo é santo. Quem é santo é salvo. Não há santificação sem salvação. Quem é salvo e santo é luz. Jesus mesmo disse isto, em outros termos, para nos convidar à santificação: Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas. Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não sejam trevas. Logo, se todo o seu corpo estiver cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas, estará completamente iluminado, como quando a luz de uma candeia brilha sobre você (Lucas 11.34-36). Portanto, devemos viver como homens e mulheres-luz. O apóstolo Paulo nos chama de “filhos da luz”: “Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz,

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Israel Belo de Azevedo janeiro 31, 2009

Mateus 5.13: EU POSSO SER SAL

EU POSSO SER SAL (Mateus 5.13) Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. 1. Jesus não diz que devemos ser sal. Ele diz que somos sal. Com isto, Jesus nos diz que nascemos para ter vidas com sabor. Nascemos para ter vidas com calor, prazer, tempero e alegria. Mesmo conscientes de nossas fragilidades, nascemos para ousar e realizar. No entanto, muitas vezes vivemos vidas sem sal, vivemos vidas insossas, dominadas pelo medo, marcadas pela tristeza, vinculadas à desesperança, evidenciadas por rostos fechados, dentes trincados, sorrisos escondidos, retratos de memórias amargas. A contradição é eloqüente, mas não é de Jesus. Ele diz que nossa vida tem sabor. Se a nossa não tem, pode ter. Como está a sua vida? Nossa vida é uma oferta ao nosso Deus e nossa oferta deve ter gosto. Em Levítico 2.13 lemos uma recomendação, que podemos validar simbolicamente ainda hoje: Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal. (Levítico 2.13) Nosso culto não pode ser insosso. Nossa missão não pode ser insossa. Nossa vida não pode ser desinteressante, tediosa, monótona, sem graça. Tem que ser temperada, bem temperada. O sal na vida é o sinal de nossa aliança com Deus ainda hoje. 2. Jesus não diz que devemos ser o sal da terra. Ele diz que somos o sal da terra. Não se trata de presunção, mas de convicção, vinda de Jesus mesmo. Logo no início da igreja cristã, um cristão anônimo repercutiu esta verdade, nas seguintes palavras desafiadoras: “Assim como a alma está no corpo, assim estão os cristãos no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo, e os cristãos estão em todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo”. (Epístola a Diogneto, VI) Em resumo, os cristãos são a alma do mundo. Com temor e tremor, afirmamos: os cristãos são a vida do mundo. Os cristãos são a viga do mundo. Se eles caem, o teto cai. Como isto se dá? O mesmo autor, escrevendo no ano 112, ajuda-nos a entender esta realidade-desafio: “Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e a especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contrário, (…) adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.  (…) Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põem a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem as leis estabelecidas, as com sua vida ultrapassam as leis”. (Epístola a Diogneto, V) Você tem sido a alma do mundo? Você tem sido o sal da sua família, da sua escola, do seu trabalho? Você é o sal dos seus relacionamentos, mesmo aqueles temporários? Quando você compra ou vende alguma coisa, deixa o seu sal? Quando você assiste ou recebe uma aula, fica o seu sal no conteúdo? Os cristãos dão gosto ao mundo. Qual é o sabor das reuniões de que participa, das brincadeiras de que participa? Temos responsabilidade por o mundo ser assim, por o mundo degradar o meio ambiente, por o mundo “adorar” o dinheiro, por o mundo ser escravo da corrupção. Não temos salgado o mundo como devíamos por faltar qualidade ao nosso sal. Não temos purificado o mundo, como devíamos. Lembremos da história de Eliseu, registrada em 2Reis 2.19-21: Alguns homens da cidade [de Jericó] foram dizer a Eliseu: — Como podes ver, esta cidade está bem localizada, mas a água não é boa e a terra é improdutiva. E disse ele: — Ponham sal numa tigela nova e tragam-na para mim. Quando a levaram, ele foi à nascente, jogou o sal ali e disse: — Assim diz o Senhor: ‘Purifiquei esta água. Não causará mais mortes nem deixará a terra improdutiva’. E até hoje a água permanece pura, conforme a palavra de Eliseu. As pessoas têm vindo até você para lhes salgar as vidas? O contato conosco purifica essas vidas? Temos podido dizer “assim diz o Senhor” ou o que dizemos vem de nós mesmos? 3. Temos cristãos com vidas saborosas. Temos cristãos com vidas insossas. Os cristãos com vidas saborosas não devem se orgulhar, mas contagiar os outros, salgar outras vidas. Eu estava viajando com um irmão da igreja. Fomos tomar café numa lojinha. Conversamos muito com a dona. Nós nos apresentamos e ela nos fez muitas perguntas sobre o Evangelho. Ela perguntou se nós orávamos. Respondemos que sim, mas fomos embora. Quando saímos, esse irmão me disse: — Temos que voltar e pregar o Evangelho para aquela senhora. Retornamos depois. É como se ela nos esperasse. Apresentamos mais claramente o Evangelho. Oramos por ela, sua família, seu negócio. Trocamos endereços. Depois, fiz contato com o pastor local, que ficou de procura-la. Esse meu irmão tem vida saborosa e quis dar sabor àquela vida chorosa, mas em busca da esperança. Para os cristãos de vida insípida, uma pergunta agora se impõe: como ter restaurado o sabor de suas vidas? Precisamos agir em duas frentes, se de, fato, desejamos uma vida com sabor. 3.1. Na frente emocional, para ter de volta o sabor da vida, há três ações que podem ser tomadas, todas ou algumas delas, conforme o seu caso. 1. Ponha em ordem as suas emoções, reconhecendo (como sugere Gordon MacDonald) que o mundo interior governa o mundo exterior. Busque

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Israel Belo de Azevedo janeiro 24, 2009

Salmo 63:1-11 Ainda Canto

AINDA CANTOSALMO 63 A qualidade de nossas vidas tem a ver com nossas atitudes diante da vida. O Salmo 63, que vamos ler, é o registro da experiência de um homem diante das dificuldades, que não eram poucas como veremos. Ele é bem diferente daqueles que se deixam conduzir pelas circunstâncias. Ele aprendeu que “as circunstâncias não nos tornam quem somos, mas revela o que somos”.Há pessoas que não são como este poeta. Há pessoas que não são como o apóstolo Paulo, aquele prisioneiro que cantava na cadeia injusta.Há pessoas que têm uma certeza: o pior virá. Alguém pensou nessas pessoas, de forma irônica, aconselhando sarcasticamente: 1. Deixe que as pequenas coisas lhe incomodem; não só deixe que lhe incomodem, mas crie essas coisas.2. Perca sua perspectiva das coisas. Não coloque as coisas mais importantes em primeiro lugar.3. Ache uma boa coisa com a qual se preocupar – uma sobre a qual você não possa fazer nada, mas se preocupar.4. Seja perfeccionista: condene-se a você e aos outros por não atingirem a perfeição.5. Esteja certo, sempre certo, 100% certo o tempo todo. Seja o único a estar certo e seja rígido em relação à sua certeza.6. Não confie ou acredite nas pessoas, ou nada aceite a não ser as fraquezas e o que têm de pior. Suspeite. Ache motivações ocultas nas pessoas.7. Sempre se compare de forma não favorável com os outros, o que garante um sentimento imediato de miséria.8. Leve para o lado pessoal, com um peso nos ombros, tudo que acontece com você e de que você não gosta.9. Não se dê por completo ou com entusiasmo para ninguém ou coisa alguma.10. Faça da infelicidade um alvo na sua vida, ao invés de passar pelas farpas da vida com uma filosofia de que “o pior ainda virá”.(HEWETT, James S., ed. Illustrations Unlimited. Wheaton,  Illinois: Tyndale, 1988, p. 281). CANTANDO COM O POETA Lendo estes bem-humorado decálogo, ficam mais claros os desejos do poeta do Salmo 93.Comecemos por ler juntos o Salmo. 1(a) (Salmo de Davi, quando ele estava no deserto de Judá). Esta é uma informação da tradição, que procura situar na história quando se deu a experiência que serve de pano de fundo para o belo poema, cuja melodia não conhecemos.O deserto de Judá ficava entre as colinas de Judá e o mar Morto. Por ter montes, vales, cavernas, florestas e riachos, servia como esconderijo, embora a temperatura pudesse chegar a 40 graus durante o dia e fazer muito frio à noite. Davi se refugiu aí algumas vezes (1Samuel 13.15, 1Samuel 22.5, 2Samuel 15:23 ).Davi foi o que se tornou em função dos muitos desertos que habitou. (b) Oh Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. O poeta compara sua busca por Deus a sua busca por água, ele que estava num deserto. Ele deseja Deus como a terra seca e rachada precisa de água. O poeta é alguém que conhece a Deus, mas quer conhecer ainda mais. Ele sabe que, quanto mais o conhecemos, mais podemos conhece-lO. 2Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória. Ele já contemplou a Deus no templo em Jerusalém. Agora está no meio da floresta e quer voltar ao santuário para cultuar de novo com os seus irmãos. Ele podia contemplar a Deus sozinho e, porque contemplava a Deus sozinho, queria contemplar a Deus em conjunto com seus irmãos. Sua experiência interior não o tornava tão autossuficiente que não precisasse dos seus irmãos. Era junto com seus irmãos, mais do que no solilóquio da natureza, que via o poder de Deus, refletido nas vidas das pessoas. As pessoas, com suas dores e com suas vitórias, eram a maior evidência do poder de Deus. 3O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão. As coisas que Deus dá são muito boas, mas o Deus que nos dá as coisas é muito melhor. As coisas acabam, mas Deus não. O poeta não idolatra coisas. O poeta adora a Deus. O poeta não ama a Deus pelas coisas Deus lhe dá. O poeta ama a Deus por quem Deus é. O poeta está no deserto, onde parece que Deus não está, mas o poeta sabe que ninguém lhe pode separar do amor de Deus. Deus também está deserto, mesmo que faça frio, e os lábios batam um no outro. 4Enquanto eu viver te bendirei, e em teu nome levantarei as minhas mãos. O poeta se recorda de tudo o que Deus já lhe fez. O poeta sabe que Deus está ao seu lado agora, mesmo no deserto. Por isto, faz sua promessa, de que vai bendize-lo enquanto tiver vida. 5A minha alma ficará satisfeita como quando tem rico banquete; com lábios jubilosos a minha boca te louvará. Comendo precariamente e desejando comer fartamente, o poeta tem a certeza que o alimento melhor é o pão do céu. Estar na presença de Deus é melhor que estar num banquete de ricas comidas e bons amigos. 6Quando me deito lembro-me de ti; penso em ti durante as vigílias da noite. O poeta se deita, mas os problemas não se vão. As dificuldades continuam e é preciso estar atento. Também durante a noite é preciso vigiar. No deserto, não se pode descansar.Estar no deserto é como descer para a noite. Muitas vezes experimentamos a noite, formada de solidão, sofrimentos e choro. A solidão precisa ser enfrentada com meditação. A noite, que penetra a alma, precisa ser penetrada pela alma, para que sua intensidade sirva de escola. 7Porque és a minha ajuda, canto de alegria à sombra das tuas asas. O poeta olha para os lados e está só. Não, não está só. Deus está ao seu lado. De seu esconderijo, vê um pássaro com suas imensas asas. Era a imagem de que precisava para entender como Deus age. Naquele momento, Deus

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Israel Belo de Azevedo janeiro 23, 2009

Mateus 5.01-12: EU POSSO GOSTAR DE MIM MESMO

EU POSSO GOSTAR DE MIM MESMO(Mateus 5.1-12)(Da séreie: EM BUSCA DA MENTE DE JESUS, 1) Já lhe ocorreu de perguntar a alguem se ele gosta de si mesmo e ouvir como resposta um eloquente “não”? Talvez, sim, e vindo, às vezes, de quem você não imagina.Já lhe ocorreu, ao contrário, conversar com alguém e não suportar o tamanho do seu ego? Em tudo, o cara é o máximo. Contar vantagem é como ele mesmo!A vida — quem sabe, a nossa própria vida — derrapa por estes extremos.  CENAS DA VIDAUma menina foi rejeitada, xingada, pisada, ainda no ventre da sua mãe, pela sua própria mãe e até pelo seu pai. Como esta mulher vai ser feliz?Uma menina, no final de sua infância, foi abusada sexualmente por um parente próximo e querido. Mesmo tendo denunciado, ninguém acreditou nela. Como esta mulher vai acreditar em si mesma?Como não esperar que o pior virá?Um garoto foi educado por avós e pais com padrões muito elevados. Desde cedo, só ouviu compromissos e cobranças, nunca elogios e reconhecimentos. Por mais que esforçasse, jamais satisfazia sua família. Crescido, recebia uma crítica, mínima que fosse, como uma bofetada. Sempre se achava sendo julgado e reprovado. Como este homem vai olhar para os outros como iguais? Como poderá ver que tem valor por si mesmo, independentemente de como é (real ou aparentemente) visto?Um garoto tinha vários irmãos mais velhos, que foram se encaminhando na vida. Ele, não. Era sempre comparado com os outros. Nada do que fazia dava certo, desde cedo. Como este homem poderá achar que viver vale a pena? Como achar que poderá ser um vencedor?Como vai se ver uma pessoa que vai acumulando fracassos, na escola, no trabalho, nos relacionamentos, por mais que se esforce, como se fosse um Midas ao contrário (em que tudo o que toca dá errado)?Como vai ter consideração por si mesma a pessoa que viveu a vida inteira uma vida que não era a sua, com amigos que não eram os seus, com uma profissão que não escolheu, numa cidade que detesta, numa casa que lhe parece uma prisão?Como vai gostar de si mesma uma pessoa que vê nos outros apenas críticos e algozes? O mundo é feito destas pessoas.Convivemos com pessoas assim. Às vezes, somos estas pessoas.Nascemos com algumas características que nós mesmos desconhecemos e vamos sendo modelados e remodelados, ao mesmo tempo em que modelamos e remodelamos os outros. Por razões que também desconhecemos, pessoas que deveriam viver como vítimas são vitoriosas. Entre as pessoas adultas felizes há crianças maltratadas e malamadas, embora talvez esta não seja a regra. Entre as pessoas adultas infelizes há crianças bem tratadas e bem amadas, mas algo aconteceu, que foi maior que o ambiente de amor em que foi guiada pelo mundo nos anos iniciais. A vida é complexa demais para ser simplificada demais. Viver é uma tarefa difícil e para a vida toda. Tendo vivido como nós vivemos, Jesus nos capacita a entender que podemos e devemos ir além de nossa formação, na infância, mesmo que conturbada, e além do ambiente em que vivemos, mesmo que pervertido. Na sua extraordinária mensagem, chamada de Sermão da Montanha, faz uma especie de contralista das pessoas felizes. Sua relação parece sugerir uma desvalorização do ser humano: são felizes os pobres em espirito, os chorosos, os humildes, os famintos e sedentos de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores e os perseguidos. Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele e ele começou a ensiná-los, dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança.Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia.Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês”.(Mateus 5.1-12) Além de parecer pregar o conformismo, a aceitação humilhada da condição adversa, Jesus parece por a felicidade como algo possível tao somente para a vida depois da morte, no céu. Precisamos tomar cuidado para não pensar o que Jesus não pensou. Nada mais longe da Sua intenção que uma defesa do conformismo com base em Seus ensinos. OLHANDO PARA A NOSSA VIDA Penso que Jesus nos quis ensinar três verdades úteis para a nossa vida, nesta primeira parte de seu sermão, todas reafirmadas ao longo da longa mensagem, que os capítulos 5, 6 e 7 do primeiro Evangelho. 1. Jesus sempre parte da realidade humana, seja boa ou ruim. Jesus sabe que há pessoas humilhadas. Há pessoas que choram. Há pessoas cujas necessidades básicas não são atendidas. Há pessoas perseguidas. Jesus sabe que há também pessoas humildes. Há também pessoas misericordiosas. Há também pessoas puras de coração Há também pessoas que promovem a paz sempre. Jesus considera a vida como ela é.Parte de nosso problema advém da recusa a considerar a vida como ela é. O fato de a vida ser como ela é não quer dizer que a aceitemos, mas que reconhecemos que a maldade e a crueldade existem, embora registremos nosso protesto e atuemos para que as coisas não sejam assim. 2. Jesus nos lembra que a vida não pode ser avaliada apenas em função das coisas que nos estão acontecendo em determinado ruim, sejam ruins ou boas. Como aprendemos no verso 12, devemos avaliar a nossa vida considerando nosso passado e nosso futuro. Hoje o nosso cônjuge está doente; que tristeza! E o tempo da salde em que juntos vivemos? Não conta? Quantas pessoas tomam decisões desesperadas porque não trazem à memória aquilo que pode lhes dar esperança (Lamentações 3.21)? Se eu pudesse definir

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Israel Belo de Azevedo janeiro 9, 2009
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