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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Efésios 6.5-9: A ESCOLHA DA PROFISSÃO

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A VIDA PROFISSIONAL, 3 — A ESCOLHA DA PROFISSÃOEfésios 6.5-8 [TEXTO BÍBLICO](5) Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. (6) Obedeçam-lhes, não apenas para agradá-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. (7) Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, (8) porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre. Caminhando pela rua, logo pela manha, deparo-me com um jovem alto e forte, com um livos nas mãos. Percorri-o, pensando que fosse uma obra de direito, embora o jovem não estivesse nem de terno, nem de mochila… Consegui ver o nome do autor do livro: era T.S. Elliot (1888-1945), o poeta que recebeu o Nobel de Literatura em 1945 e que escreveu “Aqui rondamos a figueira-bravaFigueira-brava figueira-bravaAqui rondamos a figueira-bravaÀs cinco em ponto da madrugadaEntre a idéiaE a realidadeEntre o movimentoE a açãoTomba a SombraPorque Teu é o ReinoEntre a concepçãoE a criaçãoEntre a emoçãoE a reaçãoTomba a SombraA vida é muito longaEntre o desejoE o espasmoEntre a potênciaE a existênciaEntre a essênciaE a descendênciaTomba a SombraPorque Teu é o ReinoPorque Teu éA vida éPorque Teu é o mundo. Assim expira o mundoAssim expira o mundoAssim expira o mundoNão com uma explosão, mas com um suspiro”.(http://mesquita.blog.br/poesia-ts-elliot) Nunca saberei porque aquele jovem estava com Elliot entre as mãos.Talvez estude letras. Talvez, não. Talvez seja professor de literatura. Talvez, não.Por que gosta de poesia e de Elliot? Talvez nem ele saiba.Em algum momento de sua vida, supondo que lide profissionalmente com literatura, ele tomou uma decisão. Talvez tenha estudado numa universidade. Talvez tenha prestado um concurso. Se trabalha com literatura, estará realizado? Será que se queixa da escolha que fez? Nunca saberei.Escolher uma profissão é um verbo que dura muitos anos na vida de uma pessoa. Para alguns, a escolha é fácil. Desde cedo, alguns têm definidas suas inclinações para um campo profissional e se preparam. Depois de preparados, alguns encontram bons empregos; outros encontram empregos razoáveis, outros batem em empregos ruins e outros não encontram emprego algum. Ou ficam desempregados ou vão trabalhar em outra área.A escolha profissional, portanto, é uma das mais importantes na vida de uma pessoa, com reflexos sobre sua própria vida e a de muitas, no presente e no futuro.Em relação ao passado, esta escolha ficou mais difícil, por algumas razões. . No passado, a família do futuro profissional tinha um peso muito forte, às vezes decisivo, na escolha. Hoje a escolha é de natureza mais pessoal, ouvindo-se ou não a família. Muitas vezes há conflito. O jovem tende a escolher pelo princípio do prazer. O adulto tende a pensar em termos de remuneração.. No passado, o elenco de profissões era menor. Em termos de ocupações de nível superior, eram poucas as possibilidades, comparadas às de hoje, que podem ser enumeradas aos milhares, se consideramos as especializações. Vejamos o caso da engenharia, da medicina e da comunicação, por exemplo. O jovem pode ficar confuso, com tantas possibilidades.. No passado, a dinâmica da história era mais lenta e mais previsível. Hoje não se pode prever, por exemplo, que profissão remunerará bem nos anos próximos, mesmo porque pode surgir alguma que ainda não exista. Quem há há alguns anos, por exemplo, imaginou que haveria uma profissão como webmaster? Quem imaginou que haveria algo como comércio eletrônico, que movimenta R$ 10 bilhões por ano no Brasil, dobrando a cada dois anos? Há dois outros elementos complicadores.O primeiro é que a escolha profissional se dá num momento pessoal de auto-conhecimento e de auto-definição. Ao mesmo tempo em que se define como pessoa, a pessoa tem que definir a sua profissão. Não é fácil.O segundo é para o cristão que ouve que a sua profissão deve glorificar a Deus e proclamar o seu Reino. Como é isto possível? Como isto deve ser tornado possível? Não é fácil para um cristão escolher a sua profissão, tendo mais este critério, entre tantos outros. Tenhamos sempre em mente que o trabalho é um espaço de sobrevivência financeira. O trabalho é um espaço de realização pessoal, pela interação que proporciona e pelas habilidades que permite desenvolver. O trabalho é um espaço de transformação da realidade. Na instrução sobre o trabalho, em Efésios 6, o apóstolo Paulo orienta a pessoas, patrões e empregados, a como conviverem em seus empregos. Ele parte da realidade do emprego. Para chegarmos lá, precisamos falar da escolha do emprego. Sugiro, então, alguns cuidados. 1. A escolha da profissão é um assunto de significado existencial e espiritual. Nossa realização como pessoas tem a ver com o acerto e com o erro nessa escolha. Não devemos tratar nossa escolha profissional apenas como uma questão de inteligência e de oportunidades. Precisamos de uma vida que não separe religião e vida. Tudo o que tem a ver com a vida tem a ver com Deus. Tudo o que nos importa Lhe importa. 2. A escolha da profissão tem que considerar o presente, sem esquecer o futuro. Assim, devemos estar atentos a todos os sinais do tempo, que podem vir de feiras, leituras de jornais, revistas e guias de emprego, programas de rádio ou televisão ou de portais eletrônicos. Devemos usar os recursos da imaginação bem informada para vermos cenários possíveis. A decisão deve ser racional. Há profissões em que a remuneração é mais baixa que outras; no futuro, na hora de reclamar, devemos nos lembrar que já sabíamos disto. Há ocupações que exigem alguns comportamentos dos profissionais, em relação ao tempo empregado e ao estresse envolvido, por exemplo. Uma vez ouvi de uma médica, casada, que escolheu determinada especialização, porque não demandava plantões, que ela não queria para a sua vida. Ela queria mesmo era ser obstetra, mas escolheu outra, porque sabia que a obstetrícia não sabe o que é noite, feriado ou férias longas. Precisamos nos expor a experiências diferentes. 3. A escolha da profissão deve

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Israel Belo de Azevedo setembro 12, 2008

Isaías 46.9-11: UM DEUS SOBERANO

UM DEUS SOBERANO(Isaías 46.9-11, 1Timóteo 6.13-16) INTRODUÇÃOTodos nós, cristãos e não cristãos, vivemos em relação a Deus dois tipos de conflito. O primeiro é: como posso crer que Deus seja o Senhor da história, se o que vejo não me leva a pensar nesta direção?Eu vejo nações em guerra, muitas vezes envolvendo superpotências tentando varrer pequenas nações da face da terra. Não há poder que as contenha ou faça produzir uma paz justa.Eu vejo doenças destruindo pessoas, sem escolher idades e classes sociais, mas geralmente sendo mais letais com crianças e pobres, sem que haja uma intervenção capaz de pôr fim ao sofrimento humano.Eu vejo os corruptos se enriquecendo, por meio de ações ilícitas que alcançam os serviços públicos, inclusive os essenciais, sem que haja alguém capaz de impor regras honestas para os negócios.Eu vejo jovens, mas também vejo crianças, esposos, pais, que saem de casa e não voltam porque tiveram suas vidas ceifadas no caminho pelo absurdo de uma bala ou de uma bomba.Eu vejo pais orando pela conversão de seus filhos, sem que elas aconteçam, mesma experiência vivenciada por filhos, cônjuges e avós.Eu vejo cristãos orando pela saúde (inclusive a cura) de amigos e parentes, que acabam morrendo.O profeta Isaías, há 28 séculos, escreveu algo que me põe em conflito com o que vejo. Há 20 séculos um grupo de judeus tementes a Deus preservou seu texto, que acabou descoberto há cinco décadas. Eu leio, traduzindo (a partir do inglês), este manuscrito, que está em completa harmonia com as nossas versões. Eis o que diz o profeta Lembrai-vos das primeiras coisas dos tempos antigos,pois Eu sou Deus, e não há outro;eu sou Deus e outro não há como eu.Narro o fim desde o princípioe conto desde a antiguidade as coisas que acontecerão.Meu conselho permanecerá e eu farei o que me agrada.Chamo do oriente a ave de rapinae da terra distante chamo o homem do meu conselho.O que tenho dito, farei cumprir;o que formei, eu completarei.(Isaías 46.9-11 — Manuscritos de Qumran) O segundo conflito, admitido que Deus existe e é Senhor da história, é como me relacionar com um Deus soberano?A Bíblia o descreve, entre outras qualidades, como “bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (1Timóteo 6.15-16).É possível ao homem relacionar-se com um Deus assim? 2. AFIRMAÇÃO DA SOBERANIA DE DEUSQuero, a partir da Bíblia, especialmente do profeta Isaías e do apóstolo Paulo, ajudar na solução destes conflitos que sei reais, mas conciliáveis, completamente conciliáveis, se, por nenhuma razão, porque Jesus Cristo nos revelou um Deus completo, soberano e amoroso, inacessível e acessível. 1. A soberania de Deus se expressa na criação do mundo.Por meio do profeta Jeremias, Deus declara: “Sou eu que, com o meu grande poder e o meu braço estendido, fiz a terra com os homens e os animais que estão sobre a face da terra; e a dou a quem me apraz” (Jeremias 27.5).O profeta Isaías apela para a imaginação poética. Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis?Não vos tem sido anunciado desde o princípio?Ou não atentastes para os fundamentos da terra?Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;é ele quem reduz a nada os príncipese torna em nulidade os juízes da terra.Mal foram plantados e semeados, mal se arraigou na terra o seu tronco, já se secam,quando um sopro passa por eles e uma tempestade os leva como palha.A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? (…)Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas?Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.(Isaías 40.21-26) Diante do soberano artista, cabe-nos fazer o que o poeta recomenda: “Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou” (Salmo 95.6).Acreditar na criação do universo como produto do acaso demanda tanta fé como crer na soberania criadora divina, com a diferença essencial que a existência de Deus tem mudado vidas. 2. A soberania de Deus se expressa na realização do seu plano para a história, mesmo que imperceptível (Isaías 46.10-11). A maior expressão desta soberania foi o envio do Seu Filho ao mundo, na plenitude dos tempos (Gálatas 4.4), isto é, no tempo em que achou o mais próprio.Seu plano continuará até que todas as coisas e todas as pessoas encontrem em Cristo seu ponto de convergência (Efésios 1.10).Não há como não crer que Jesus não existiu. Não há como não crer na Sua divindade. Até os céticos honestos reconhecem: esta divinidade não poderia ter sido inventada. 3. A soberania de Deus se expressa no Seu empenho por nós.Para cumprir seu plano de nos abençoar com a salvação e com a plenitude de vida, estas que são suas principais promessas para conosco, Deus faz com que todas as coisas, boas e ruins, previstas e imprevistas, cooperem para o nosso bem (Romanos 8.28). Leio de novo a promessa: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Li, para ler a mesma verdade no profeta Isaías. Desde a antiguidade não se ouviu,nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.Sais ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos. (Isaías 64.4-5) O Deus soberano trabalha para aqueles que nele esperam. Podemos querer mais?Temos muitas perguntas sem resposta, mas temos esta: Deus, que deu a Sua vida, para nos salvar, continua a Se empenhar por nós. 3. ATITUDES DIANTE DE UM DEUS SOBERANOQue fazer diante da verdade de que Deus é soberano?Os textos bíblicos

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Israel Belo de Azevedo setembro 2, 2008

2 Timóteo 1.6-11: O DOM QUE HÁ EM TI

O DOM QUE HÁ EM TI(2 Tm 1.6-11) 1. INTRODUÇÃONeste texto, que integra a última obra de Paulo, o apóstolo faz um resumo do Evangelho. Ele recomenda a Timóteo manter-se forte numa civilização em colapso.Em certo sentido, nosso contexto é o mesmo: estamos tendo o privilégio de viver numa sociedade onde convivem tensamente o velho, que se esgotou, e o novo, que nos assusta por não sabermos em que vai dar.Timóteo era uma pessoa de saúde física  e emocionalmente fraca. Ele sofria de dores no estômago (talvez uma gastrite ou algo mais grave) e de desânimo, talvez por sua pouca idade e pela enormidade dos desafios.Os cristãos não são superhomem, sem problemas. Nós estamos sujeitos às mesmas dificuldades que os outros. Em nome da defesa do Evangelho, vendemos uma imagem (felizes tipo sorriso <ii>colgate<fi>) que não condiz com a realidade de nossas vidas e muito menos com a natureza do Evangelho. Há muitas pessoas que sofrem por causa deste estoicismo estranho à Bíblia. Paulo mesmo, ao longo de suas cartas, fala naturalmente de seus sofrimentos. Jesus não escondeu sua angústia ante à iminência da morte. 2. O QUE HOUVE COM TIMÓTEO?O que estava acontecendo com Timóteo?Paulo não apresenta detalhes, mas estava preocupado. Pelo que sentia, Timóteo precisava reavivar o dom que recebera de Deus.O verbo aqui empregado (despertar/reavivar; desperte/reavives) significa manter a chama do fogo incandescente. Para despertar seu dom, Timóteo precisava reacender o fogo que estava se apagando. Por alguma razão, Timóteo estava se esquecendo que o Espírito Santo habitava nele (v. 14). Por algum motivo, Timóteo estava se esquecendo que recebera um dom de Deus, simbolicamente transmitido pela imposição de mãos.Como esquecemos da alegria de nossa conversão! Como esquecemos da felicidade do batismo! Como permitimos que essas lembranças prazerosas, feitas de risos ou lágrimas, se apaguem, às vezes completamente de nossas memórias..Não sabemos por que isto aconteceu com Timóteo.Talvez a sua saúde frágil o tenha enfraquecido globalmente. De tanto lutar contra suas dores no estômago, talvez estivesse cansado de viver. Talvez, nos momentos de crise, ele tenha orado para que Deus viesse em seu socorro e pusesse fim à sua aflição; e, como Deus não lhe respondesse do modo como queria, talvez Timóteo estivesse desanimado, quem sabe decepcionado!, com Deus. Uma adolescente brasileira foi passar um ano nos Estados Unidos como parte de um programa de intercâmbio. A sua família ficou muito feliz porque seus hóspedes eram cristãos. Quando chegou lá, soube de algo trágico. A única filha deles tinha morrido. Daí em diante, aquela família brigou com Deus. Toda manhã de domingo, seus pais hospedeiros levavam a brasileira até à porta da igreja deles, mas não entravam. Naquele ano, nunca entraram. Recentemente, uma família carioca perdeu a sua filha em circunstâncias trágicas. Uma senhora crente foi consolar o pai dela. Sua resposta foi:— Eu não quero saber de Deus. Tudo o que Deus podia fazer pela minha filha, que era preservar a sua vida, Ele não fez. Agora, nada mais interessa, nem mesmo Ele.Há muita gente decepcionada com Deus. Paulo estava preocupado com Timóteo, temeroso que seu filho adotivo estivesse entrando num processo de desânimo ou que já estivesse desanimado. Por isto, o apóstolo lhe pede para não esquecer, fossem quais fossem as circunstâncias, que o Espírito Santo habitava nele.A recomendação vale para cada um de nós. O Espírito Santo habita em você. Por isto, você pode guardar o depósito da fé em Deus até o final de sua vida. 3. O QUE ESTÁ ACONTECENDO CONOSCO?E nós: por que permitimos que o dom se apague? Por que nos esquecemos que o Espírito Santo habita em nós?Certas coisas acontecem conosco — o desânimo, a descrença, a falta de compromisso com a santificação, a falta de envolvimento no projeto de Deus para o mundo — porque nos esquecemos que o Espírito Santo mora em nós. Ah! se nos lembrássemos! Nossas vidas seriam mais felizes! Que religião é esta em que o Deus — que nas outras religiões habita em lugares diferentes e exige tantas voltas no acesso a ele — habita com/nas pessoas? Será que Ele é um Deus fácil demais? Será que não estamos querendo um Deus difícil, ao qual, por exemplo, só se pode ter acesso uma vez por ano e não a toda hora ou a todo domingo?Então, comecemos por oferecer algumas respostas a esta pergunta: o que tem apagado o nosso dom, que está precisando ser reaceso? Eis quatro delas: 3.1. As pressões da vidaNão tem sido fácil viver. Os pobres, os da classe média e os jovens têm sido muito sacrificados.Os pobres têm sofrido com a indigência dos serviços públicos básicos nas áreas da saúde, da educação e da segurança, bem como com as crônicas dificuldades de alimentação e de moradia.Os da classe média têm perdido acesso a bens e serviços, com seus salários congelados, diante de preços que continuam subindo em áreas que lhe são importantes. Pagar todas as contas no mês em que vencem é privilégio de poucos.As maiores vítimas — e isto tem muito a ver com Timóteo — são os adolescentes e os jovens. Eles têm um mundo para conquistar, mas não conseguem emprego. Quando conseguem um estágio remunerado, que deveria ser automático em suas vidas, soltam foguetes, que espantam os que ficaram de fora na fila. Para muitos, o horizonte é sair do país. Nestas condições, somos chamados a dar testemunho acerca do poder de nosso Senhor (v. 8). Nós, que estamos precisando de alento, é que temos que confortar os outros. Nós, que queríamos ver este poder, é que temos de falar dele. Vem destas circunstâncias parte de nosso desânimo, especialmente quando nós vemos o que o salmista viu: o ímpio prosperando (Sl 37). Ai! como dói ver o incrédulo prosperar!Essas pressões vão além do plano material e alcançam o plano moral. Penso, de novo, nos adolescentes e jovens. Uma menina feliz com seus pais anda triste porque não tem um namorado. Falta algo em sua vida. Na Igreja não tem ninguém que se interessa por ela

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Israel Belo de Azevedo agosto 30, 2008

João 14.12-14: EM NOME DE JESUS

Digo-lhes a verdade: — Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. O que vocês pedirem em meu nome, eu farei. Toda vez que Jesus desejou curar alguém Sua vontade se realizou. Não conheço ninguém, em algum lugar da história, em que milagres assim têm ocorrido, que tenha semelhante poder. Jamais alguém olhou para alguém como Jesus olhava. Jamais alguém tocou o corpo de outra pessoa como Jesus tocava. Jamais alguém pregou como Jesus pregava. Jamais alguém amou como Jesus amava. No entanto, Jesus promete aos que crêem nEle que farão o que Ele fez. Na verdade, Jesus oferece um desafio: os que crêem nEle farão coisas maiores que Ele fez. Além de um desafio, Jesus nos anima, ao prometer aos que crêem nEle que responderá positivamente a todos pedidos apresentados a Deus Pai por meio de oração feitas no nome dEle. Quem, de nós aqui, já não desejou tomar um enfermo pela mão e levantá-lo, como Pedro fez (“Disse Pedro: ‘Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande. Segurando-o pela mão direita, ajudou-o a levantar-se, e imediatamente os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes” — Atos 3.6)? E para quem isto se tornou uma realidade? Quantos de nós aqui ainda estamos à espera de uma resposta a oração feita com sinceridade e fé? Quantos não temos ouvido tão somente o silêncio de Deus, às vezes longo, longo demais? Essas promessas podem trazer grande confusão, especialmente por causa daqueles que nos dizem que não recebemos o que pedimos porque não oramos com fé suficiente. Não oramos em nome de Jesus, segundo a orientação bíblica? A ausência de resposta gera incredulidade ou produz culpa. CLARAS PROMESSAS No entanto, as promessas de Jesus são claras. Não temos como rasgá-las, como fazem alguns que ensinam que a promessa de fazer grandes coisas foi só para os apóstolos e já perderam o seu efeito. (A garantia bíblica é evidente por si mesma: “quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o ‘sim’. Por isso, por meio dele, o ‘Amém’ é pronunciado por nós para a glória de Deus. Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir” — 2Coríntios 1.20-22.) Não temos como fazer de contas que essas promessas não foram feitas, mesmo porque elas estão renovadas em outros textos, sob outras formas (como em Mateus 7.7-8; cf. Lucas Lucas 11.9-13 — “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.”) Não podemos também banalizá-las, como os pregadores que simulam curas a torto e a direito, com hora marcada, em milagres agendados para cultos radiofônicos ou televisivos, em que pregam outro evangelho (Galatas 1.6). Não podemos fazer uma lista de pedidos (como se fosse uma lista de supermercado) e coloca-las no colo de Deus como se Ele estivesse obrigado a atende-las só porque pedimos em nome de Jesus. O uso do nome de Jesus nada garante. Ao tempo do apóstolo Paulo “alguns judeus que andavam expulsando espíritos malignos tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os endemoninhados, dizendo: ‘Em nome de Jesus, a quem Paulo prega, eu lhes ordeno que saiam!’ Os que estavam fazendo isso eram os sete filhos de Ceva, um dos chefes dos sacerdotes dos judeus” — Atos 19.13-14). Só temos, portanto, um caminho: entender as promessas, preparados para as receber. Elas nos foram dadas, “grandiosas e preciosas”, para que, por elas, nós nos tornássemos “participantes da natureza divina” e fugíssemos “da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça” (2Pedro 1.4). OBRAS MAIORES Jesus promete que os que crêem nEle farão obras como Ele fez e garante a possibilidade de que algumas dessas obras sejam ainda maiores que as Suas. As “obras” aqui mencionadas não são apenas milagres. Jesus usa a palavra num sentido amplo e não apenas para se referir a milagres. Diz ele, por exemplo: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5.16). “Veio o Filho do homem comendo e bebendo, e dizem: ‘Aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a sabedoria é comprovada pelas obras que a acompanham” (Mateus 11.19). “Quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus” (João 3.21). “O Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas” (João 5.20. cf. ainda João 15.24, 17.4, entre tantas outras passagens).. Que obras faremos? O que pode ser maior do as obras que Jesus realizou? Lembremo-nos que Jesus fez esta promessa com a finalidade de consolar os seus discípulos. Ele estava preparado e preparando seus discípulos. Jesus quis assegurar aos seus discípulos que sua ausência seria melhor que Sua presença, por causa do que fará na cruz e por causa do ministério do Espírito Santo. 1. A obra de Jesus se completou na cruz, quando bradou que tudo estava consumado. Depois da cruz, seria muito melhor ser cristão. A promessa se aplica plenamente aos cristãos de todos os tempos, a nós inclusive. Agora, por causa da cruz, nossos pecados são perdoados. Jesus se deixou matar voluntariamente na cruz, mas nenhum sacrifício tem o poder de perdoar os pecados das pessoas em qualquer lugar e em qualquer tempo. Com a cruz, entendemos o que é o

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Israel Belo de Azevedo agosto 16, 2008

Efésios 6.5-9: ESCRAVOS MODERNOS

(Da série PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A VIDA PROFISSIONAL) Este texto poderia ser descartado, uma vez que não temos mais escravidão no Brasil. Na verdade, os fatos não são bem estes. Vejamos os fatos.O governo brasileiro tem (2008) um programa para a erradicação do trabalho escravo no Brasil. A página eletrônica de abertura do programa começa assim: “Passados mais de 100 anos da assinatura da Lei Áurea e o nosso País ainda convive com as marcas deixadas pela exploração da mão-de-obra escrava. No Brasil, a escravidão contemporânea manifesta-se na clandestinidade e é marcada pelo autoritarismo, corrupção, segregação social, racismo, clientelismo e desrespeito aos direitos humanos. Segundo cálculos da Comissão Pastoral da Terra (CPT), existem no Brasil 25 mil pessoas submetidas às condições análogas ao trabalho escravo. Os dados constituem uma realidade de grave violação aos direitos humanos, que envergonham não somente os brasileiros, mas toda a comunidade internacional”. (Cf. Plano nacional para a erradicação do trabalho escravo. Disponível em <http://www.ilo.org/public/portugue/region/ampro/brasilia/trabalho_forcado/brasil/iniciativas/plano_nacional.pdf>) Os dados são aterradores porque mostram condições ainda degradantes de trabalho, tanto no campo (como o mostram as ações do Ministério do Trabalho — cf. podemos ver em <http://www.youtube.com/watch?v=D33wuIMxah4>) como na cidade (sobretudo com migrantes na região metropolitana de São Paulo — como está reportado em < http://www.youtube.com/watch?v=6PJtLvl0w0Q&feature=related>. Alguns dirão: estas realidades não nos alcançam.Então, vejamos esta outra realidade, atestada direta ou indiretamente.No Rio Grande do Norte, a empresa Ambev, do ramo da produção e comercialização de bebidas, foi condenada, em primeira instância, a pagar uma multa de um milhão de reais e a veicular na imprensa do Estado uma campanha contra a prática do assédio moral no trabalho. Segundo o Ministério Público do Trabalho, que moveu a ação, empregados que não cumpriam as metas eram obrigados a assistir em pé às reuniões ou a fazer uma espécie de dança da garrafa. (cf. “Condenação faz Ambev promover campanha contra assédio moral”. Disponível em <http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/08/08/ult880u7209.jhtm>.) Em outro processo, a mesma empresa foi condenada a pagar uma indenização de R$ 50 mil reais a um ex-funcionário que “era obrigado a fazer flexões diante dos colegas quando não alcançava a meta de vendas” (cf. “Ex-funcionário da Ambev obrigado a fazer flexões receberá R$ 50 mil”. Disponível em <http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/36894.shtml>.Estes são apenas dois exemplos da realidade que certamente não é só brasileira.Na Roma paulina, o sistema escravagista estava no seu apogeu. De certo modo, as atividades essenciais da agricultura, da indústria, do comércio e da construção civil, entre outras, dependiam do trabalho escravo.Num determinado da vida na Grécia, por exemplo, estimadamente 85% da população eram de escravos. Os historiados estimam que a época de Jesus e Paulo, 30% da população eram constituídos de escravos. No texto de Efésios, sem se aprofundar na questão (como faz em Filemon), o apóstolo Paulo apresenta uma ética libertaria, ao lembrar que Deus não faz diferença entre senhor e escravo, numa sociedade profundamente desigual, como a nossa.Em nosso contexto, em que a nomenclatura é outra, podemos aplicar os mesmos princípios à relação entre patrões e empregados, entre chefes e subordinados. Esta é a lógica aqui, mas ela vai desaparecer. O apóstolo Paulo não sacraliza a escravidão. Toma-a como é. De igual modo, não precisamos sacralizar as relações injustas no trabalho em nosso país, mas precisamos partir sempre da realidade como ela é, para que venha a ser como deve ser.Paulo, portanto, não legitima a escravidão, mas leva-a em consideração como parte do mundo real.Precisamos aprender a viver no mundo real. O nosso, por exemplo, é um mundo em que o trabalho é central. As relações não são muito diferentes de uma escravidão. 1. Devemos ver o trabalho como uma dimensão inevitável, indispensável e desejável para nossas vidas.Nem sempre se trabalha no que se gosta. Nem sempre se faz o que se sabe. Nem sempre o trabalho tem a ver com a sua vida. Gosto sempre de recordar uma entrevista televisiva, feita com um jovem. A repórter mostra o rapaz em seu ambiente de trabalho, uma loja de venda de discos. Ele passa o dia ouvindo discos, classificando discos, tocando-os para os interessados. A repórter, então, lhe pergunta sobre o que faz em noite em casa e nos finais de semana. Ele responde:— Eu ouço disco.Para ele, trabalho e lazer são a mesma coisa. A maioria dos trabalhadores, no entanto, não têm este privilégio, no seu mundo real. Se qual for a condição do trabalho, ele é inevitável, indispensável e desejável. Na condição atual, moldada pelo capitalismo, o trabalho é uma força que se vende. É algo alienado, no sentido que não tem nada a ver a vida da pessoa. Por isto, saber que esta condição é interina, porque esta nossa vida é interina, como peregrinos que somos, nos anima e nos estimula. Relativizando o trabalho, nós vivemos como devemos viver. Absolutizar o trabalho nos faz enfermos. Absolutizar a preguiça (o não-trabalho) também nos faz enfermos.O trabalho, portanto, é inevitável, indispensável, desejável, mas transitório. 2. Devemos estar atentos aos tremendos desafios advindos do mundo do trabalho.Cada um de nós tem exemplos de quão fortes são estes desafios.Eis alguns exemplos:. Um irmão trabalha como porteiro e é obrigado a mentir dizendo que este morador ou aquele não está, porque recebeu esta ordem, embora esteja em casa.. Um irmão nosso cuidava o serviço reprografico de uma empresa. A ordem era que ele não poderia fazer cópias pessoais, só as ligadas ao trabalho. Seu chefe era presbiteriano e o diretor era batista. O diretor, então, lhe trazia livros para serem copiados para os seus  filhos. O empregado, nosso irmão, olhava para o chefe e fazia as cópias. Tinha que obedecer, mesmo que a ordem tivesse partido de quem a deu.. Um irmão me disse que seus colegas de trabalho, casados, todos traem suas esposas. É neste ambiente que ele trabalha.. Um irmão, proprietário de uma empresa de serviços, foi convertido ao Evangelho por um empregado que trabalhou com ele até se aposentar, com 30 anos de serviço.Os exemplos poderiam se multiplicar, mostrando devemos estar atentos aos tremendos desafios advindos do mundo do trabalho.Sobretudo para

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Israel Belo de Azevedo agosto 9, 2008

Efésios 6.5-9: TRABALHANDO NO TEMPO DO ÍNTERIM

TRABALHANDO NO TEMPO DO ÍNTERIM(Efésios 6.5-9) (Da série PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA A VIDA PROFISSIONAL, 1) Este texto, apesar de aparentemente superado, porque não existe mais a escravidão nos termos da que existia no império romano, nos ajuda a entender como o cristão deve ver o seu trabalho, não importa onde o exerça.Este texto, apesar do mal-estar que sua leitura nos possa provocar por causa da escravidão, é sobre relacionamentos. Ele está no contexto da mutualidade relacional que deve existir na família e também no trabalho.Para bem entendermos o texto, precisamos voltar ao versículo 17 do capítulo 4. Estamos, portanto, diante de 59 versículos sobre relacionamentos fora do âmbito da igreja (tratado nos versículos 1 a 16 do mesmo capítulo 4. Todos estes ensinos sobre a vida relacional giram em torno de dois versículos centrais: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus” (Efésios 5.15);  “Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo” (Efésios 5.21). 1Nosso mais vital campo de atuação missionária transcultural (entendemos que a família é inteiramente nossa cultura, mas o lugar fora de casa [estudo, lazer e trabalho] como transcultural, uma vez que estamos na ética do ínterim) é o que fazemos enquanto trabalhamos.Passamos mais tempo trabalhando do que dormindo, comendo ou nos divertindo.Precisamos de um novo olhar sobre o nosso trabalho. 2A ética paulina do trabalho é uma ética do ínterim. O trabalho deve ser relativizado, não absolutizado.O trabalho deve ser visto como meio, não como fim.Paulo não só fazia tendas, como ganhou seus colegas de tendas. Aquila e Priscila.(Atos 18.1 Depois disso Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto. Ali, encontrou um judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da Itália com Priscila, sua mulher, pois Cláudio havia ordenado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo foi vê-los e, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas. Todos os sábados ele debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos.) 3A ética paulina do trabalho leva em conta as condições da época (relação senhor-escravo, como majoritária), mas é libertária, ao estabelecer a mutualidade, também no trabalho.A ética paulina do trabalho vê o trabalho como um território da vontade de Deus. Não estamos ali por acaso.Temos separado o mundo em santo e profano. Em eclesiástico (sagrado) e natural (de segunda mão). Daniel não fazia esta separação. Daniel não separou sua obediência a Deus de sua formação acadêmica. Daniel não separou fé e vida pública, político (administrador) que foi. 4O mundo não será transformado por missionários profissionais. A população mundial é de 6,7 bilhões de pessoas, dos quais 2,2 são cristãos (de todos os tipos, alguns precisando do Evangelho ainda). Há 12,4 milhões de obreiros cristãos no mundo, dos quais 458 mil são transnacionais.Logo: o mundo será transformado por profissionais missionários. O mundo se converterá quando nós transformarmos a universidade onde estudamos ou trabalhamos como campo missionário.O mundo se converterá quando nós transformamos a empresa onde trabalhamos como campo missionário. Precisamos transformar o mundo em teatro da glória de Deus, o que implica em transformar o lugar onde estou como teatro da glória de Deus.Somos os atores. Deus é o autor da peca. Podemos usar a nossa profissão para ganhar a vida ou podemos usar a nossa profissão para ganhar vidas. Nosso emprego é uma providência de Deus para transformar o mundo. Pelo trabalho, podemos ser missionários que não vão diretamente aos campos; nós o fazemos quando trabalhamos e usamos o dinheiro resultante para sustentar missões e missionários, quando provemos missões e missionários em suas necessidades. O trabalho bem feito, honesto, criterioso, é uma pregação. Uma relação profissional em que as pessoas, sejam chefes, iguais ou subordinados, importam é uma missão.Precisão de uma visão missionária do trabalho. Nossos talentos não nos são dadas apenas para nosso deleito, mas para abençoar outras pessoas. Na linguagem unversal, nosso business pode ser uma mission (. “Business as a misson”), nosso trabalho pode ser uma missão.O problema é a gente entra na dança da competição e da corrupção, não da cooperação e do companheirismo.Falta-nos a ética do ínterim também em relação ao trabalho.

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Israel Belo de Azevedo agosto 9, 2008

Salmo 138: FORÇA E CORAGEM

Salmo 138FORÇA E CORAGEM Convivemos, quando não nós mesmos estamos nestas condições, com pessoas que encontram dificuldade em conciliar sua fé com as lutas que enfrentam, sejam elas de ordem física, financeira, relacional, emocional ou espiritual. Como manter a fé firme, com o desemprego se perenizando? Como ficar firme na esperança, se o divórcio se estabelece inevitável embora indesejado? Como cantar louvores, se a depressão se esconde atrás dos lábios? Como ter esperança, se a sua periclita?Estas condições estão mergulhadas em nossas vidas, ou melhor: nossas vidas estão mergulhadas nestas condições, e isto não é de agora. Antes de nós, as perguntas ecoaram em muitos corações, talvez em todos os corações. Depois de nós, a perplexidade continuará a sair dos poros. Essas condições estão na Bíblia, o livro da vida, livro sobre a vida, livro de vida, especialmente nos Salmos, que revelam as entranhas da alma humana. A arte faz isto, ou melhor, a arte é isso. Por trás da beleza, está o drama; sob a forma das formas, está a dor; em meio à melodia, está o desejo. Arte se revela a si mesmo e revela o artista e revela dos seus contemporâneos. Quando ela o faz, mesmo descrevendo o cotidiano de sua época, oferece um painel da alma. Por isto, só é arte aquela que é universal, mesmo sendo tão pessoal; só é arte aquela que é atemporal, mesmo tão precisa em suas descrições do tempo do artista.Uma destas obras de arte antiga e que chegou até nós é o Salmo 138. Pouco sabemos sobre as condições de sua produção; o que sabemos está no próprio poema e mostra um contexto que tem a ver com cada um de nós aqui, neste momento ou em alguém outro da história pessoal. Não precisamos fazer com os pesquisadores de arte contemporâneos, que usam recursos de alta tecnologia para “ler” quadros de grandes artistas. Uma equipe de estudiosos descobriu um novo método para obter imagens escondidas de quadros: os pesquisadores recriaram um retrato colorida do rosto de uma mulher que estava sob um quadro de Vincent van Gogh pintado em 1887. O grande pintor holandês pintou um quadro e depois pintou outro sobre a mesma tela. Por que razão? Parece que o primeiro quadro fazia parte de um estudo e Van Gogh, por razões econômicas, decidiu reaproveitar a mesma tela.Por que razão o poeta escreveu o salmo 138? Estaria ele em dificuldades financeiras? Não sabemos muito, mas a leitura — infelizmente a melodia se perdeu; quem sabe um dia seja descoberta — nos mostra uma pessoa passando por uma dificuldade prolongada, como se fosse uma guerra. Nesta guerra, já passara vitoriosamente por algumas batalhas, mas outras estavam por vir. Sua vida se parecia com a de alguém que passa por depressão, em que a vitória final é feita de pequenas conquistas, como liberar um sorriso que estava escondido, como levantar-se para tomar o café da manhã. O dia, no entanto, ainda será longo.Os versos 7 e 8 revelam o clima interior do poeta, que traduz as nossas condições, por vezes. O poeta conhecia momentos de angústias. O poeta sabia na própria pele o que era enfrentar a adversidade. O poeta achava às vezes que estava sozinho. Por isto, pede, na linha final: “Senhor, não abandones as obras das tuas mãos!” (verso 8b).É como se, numa nota de rodapé, ele deixasse um soneto: <II>não lhe conto festivo a minha históriapara lhe exibir um postiço heróio que doi em você em mim também doicomo a sua, minha vida é contraditória eu lhe trago fragmentos de memóriapara deixá-los além do tempo que corróique a lembrança e a alegria esmóiesquecido o sorriso de antiga vitória a esperança se espalha na grama da gratidão pelo que nossos dias precisamos contarse um coração sábio queremos alcançar a confiança se compila no compasso da cançãopelo que sempre precisamos cantarmuitas aleluias ao Autor da grande salvação<FI> Como toda obra de arte, o poeta escreveu este poema para si mesmo. No entanto, cada um de nós pode se identificar com ele. Imagino que, fosse o poeta um menestrel, um cantor que se apresentava regularmente, seus ouvintes lhe pediam: cante o salmo 138. Como isto não é mais possível, eu lhe sugiro: repita o salmo 138. Quem sabe, invente-lhe uma melodia, porque este poema fala de mim, de nós, para mim, para nós, já que as dificuldades nos são comuns, como se ironizassem de nossa féFicarei feliz, se poema passar a fazer parte da sua galeria pessoal de arte, especialmente nas horas de sombra. As coisas não iam bem para o poeta, mas ele cantava. Ficarei feliz, se você deixar um canto se debruçar dos seus lábios, mesmo de olhos fechados pela falta de perspectiva de solução.E digo por que. Mesmo em meio ao sofrimento, o poeta cantava “de todo o coração” (verso 1). Na verdade, ele cantava para Deus. Seu Deus era com letra maiúscula. Seu Deus era o único. Pregadores prometiam deuses que acabavam com todo o sofrimento em 24 horas, deuses que fechavam os corpos para que não fossem alcançados, mas o poeta sabiam que eram falsos e ficava com o seu Deus, o Único, mesmo que suas promessas não fossem assim tão automáticas, mas verdadeiras, como verdadeira é a vida.Mesmo em meio à confusão que estava a sua jornada, sua mente estaria voltada para Deus. Ele imagina, como seus contemporâneos, Deus morando num templo; então, para lá assestava o seu interesse; era lá que queria estar, porque era lá que os coros cantavam hinos sobre a fidelidade de Deus. Era lá que queria estar para cantar: “A ti, oh Deus, fiel e bom Senhor, poderoso  Deus, que estás presentes sempre junto aos teus a ministrar as bênçãos lá dos céus. Aleluia! Aleluia!”(Maxwell Wright) Ele sabia que Deus não é uma coisa limitada, uma pessoa limitada, mas está exaltado acima de todas as coisas e de todas as pessoas. É como se pudéssemos olhar para cima e pudéssemos ver Deus pendendo dos céus, amoroso, amável, amigo.Era esta

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Israel Belo de Azevedo agosto 2, 2008

João 14.07-11: PARA CONHECER O PAI

À MESA COM JESUS, 7 PARA CONHECER O PAI (João 14.7-11) [João 14.7-11] (7) [Disse Jesus:] — Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto. (8) Disse Filipe: — Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. (9) Jesus respondeu: — Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?  (10) Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu lhes digo não são apenas minhas. Ao contrário, o Pai, que vive em mim, está realizando a sua obra. (11) Creiam em mim quando digo que estou no Pai e que o Pai está em mim ou, pelo menos, creiam por causa das mesmas obras. 1. SOMOS FILIPE. Se olharmos para nossos gestos em torno do território da fé, observaremos que somos Filipe. 1.1. Como Filipe, queremos conhecer o Pai. Há algo bastante positivo na pergunta de Filipe: ‘Mostra-nos o Pai’? (verso 9). Ele quer conhecer a Deus. Ele quer tornar a religião algo pessoal e profundo, não algo apenas institucional e superficial. Ele é alguém que faz perguntas porque é alguém que quer aprender. Palmas para Filipe. Como Filipe, também devemos desejar conhecer a Deus. Não alcançamos o ponto em que não precisemos mais conhecer mais a Deus. O conhecimento de Deus é um excelente desejo: é o melhor dos desejos. É muito bom conhecermo-nos a nós mesmos, mas este conhecimento, sem o conhecimento de Deus, pode nos levar ao desânimo ou à vaidade. É ótimo conhecermos o mundo, mas este conhecimento, sem o conhecimento de Deus, pode produzir morte, e não vida. Então, dediquemo-nos a conhecer a nós mesmos e o mundo, mas, sobretudo, dediquemo-nos a conhecer a Deus. 1.2. Como Filipe, nem sempre priorizamos conhecer o Pai. Este desejo de Filipe pareceu um pouco tardio. Durante alguns anos, conviveu com Jesus e agora vinha perguntar pelo Pai mostrado por Jesus durante todo aquele tempo de convívio. O que é isto, Filipe? Jesus o reprovou! Filipe não gastou seu tempo ocupando-se de conhecer a Cristo. Somos Filipe. Não acontece de, ao perdermos um amigo (por morte ou mudança), lamentarmos que não empregamos o tempo para conhecê-lo mais ou usufruí-lo mais? Como Filipe, temos visto a atuação de Deus, por meio de Jesus, mas podemos fazer perguntas elementares sobre Ele. Como seu amigo Pedro, temos visto a atuação de Deus, por meio de Jesus, e, na hora da pressão, dizemos que não O conhecemos. Temos visto Deus agir, mas achamos que o que vemos é coincidência ou fruto dos nossos esforços. A vida passa e nos distraímos como muitos conhecimentos, perdendo o conhecimento essencial para os outros conhecimentos. O conhecimento de Deus tem a ver com esta vida e a com a próxima. Nesta tarefa, a igreja fornece o básico, apenas o BÁSICO, numa espécie de introdução ao caminho que cada um deve trilhar, sozinho e em comunidade. Desejemos conhecer a Deus. 1.3. Como Filipe, nossa fé parece depender de as coisas irem bem conosco. Quando Jesus anunciou que viria um tempo em que Ele não estaria mais presente, com Sua palavra, Sua segurança, Filipe entrou em pânico. É como se o discípulo dissesse: “já que o Filho partiria, que viesse o Pai”. O que é isto, Filipe? Jesus reprovou Filipe. A crença de Filipe dependia de as coisas irem todas bem ele. Como muitos de nós, Filipe queria um Deus que pudesse ver, apalpar. Queria uma religião de segurança dada por Deus, não de caminhada com Deus. Como Filipe, muitos queremos manifestações visíveis do poder de Deus. Temos recebido o maná, mas queremos mais. Temos recebido codornizes, mas queremos mais. Somos insaciáveis por um Deus disponível 24 horas como se fosse um caixa bancário eletrônico. Queiramos ser fiéis a Deus, mesmo quando nossas orações parecem se afundar no silêncio de Deus. 2. CONHEÇAMOS O PAI. Como Filipe, desejemos conhecer o Pai. 2.1. Para conhecer o Pai, precisamos conhecer seu Filho, Jesus. Temos conhecido a Jesus? Ou temos feito como Filipe? Queremos seguir os passos de Jesus, mas sabemos como Ele andou quando andou por aqui? Alguns, como Filipe, até trabalhamos para Jesus, mas conhecemos pouco sobre Jesus. Como conhecemos a Jesus? Conhecemos Jesus lendo, primeiramente, os Evangelhos que narram sua vida, do nascimento à ascensão, e reproduzem alguns dos seus diálogos, sermões e parábolas. Quero fazer um desafio, a partir de uma pergunta: você já leu os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João). Se não o fez, leia os Evangelhos um a um. Leia os Evangelhos como uma biografia. Faça sua harmonia dos Evangelhos. Faça o seu “Diatessaron”. Aqui me refiro ao trabalho de Taciano, realizado em meados do segundo século. Ele colocou, em 53 capítulos, todos os capítulos dos Evangelhos numa seqüência, formando um novo texto. Faça você mesmo sua cronologia. Sou apaixonado por cronologia. Tenho gasto algum tempo pesquisando a última semana de Jesus, hora a hora, na terra. Muitos fatos ficam mais claros a partir. Leia os diálogos que Jesus travou com discípulos e adversários, um a um. Leia os sermões de Jesus, um a um. Leia as parábolas de Jesus, uma a uma. Conheça Jesus. Se você conhecer a Jesus, vai conhecer a Deus. 2.2. Para conhecer o Pai, precisamos crer no que Jesus ensinou sobre o Pai. Cremos no que Jesus ensinou sobre o Pai? Da boca de Jesus saem 160 referências diretas a Deus como Pai, como Seu Pai. Nestes textos aprendemos: . O Pai está nos céus (Mateus 5.16). . O Pai “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5.45). . O Pai é perfeito (Mateus 5.45). . . O Pai recompensa aqueles que fazem o bem em segredo (Mateus 6.6). . O Pai sabe do que precisamos antes de lhe pedirmos (Mateus 6.8). . Do Pai “é

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Israel Belo de Azevedo maio 3, 2008

Mateus 16.13-20: QUE RESPOSTA ESTAMOS DANDO?

QUE RESPOSTA ESTAMOS DANDO? [Mateus 16.13-20](13) Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: — Quem os outros dizem que o Filho do homem é?(14) Eles responderam: — Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas [do passado que ressuscitou] (cf. Lucas 9.19).(15) — E vocês? — perguntou ele. –Quem vocês dizem que eu sou?(16) Simão Pedro respondeu:— Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.(17) Respondeu Jesus:— Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. (18) E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. (19) Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus. 20 Então advertiu a seus discípulos que não contassem a ninguém que ele era o Cristo. (Mateus 16.13-20)Temos afirmando que o significado das nossas vidas depende da resposta que damos à seguinte pergunta: Quem é Jesus? Como é sua vida? Sua vida depende de sua resposta a esta pergunta.Ao longo da história tem havido diferentes respostas à pergunta. Uma leitura do texto poderia indicar que Jesus era uma reencarnação de João Batista; Elias; Jeremias ou um dos profetas do Antigo Testamento (verso 14).Esta hipótese nos coloca no coração da proposta da idéia de reencarnação, bastante difundida. Nós precisamos considerá-la, porque as respostas que os discípulos recolheram parecem pressupor a possibilidade da reencarnação. Para os que crêem na reencarnação, Jesus foi o Espírito Superior da ordem mais elevada. Alguns, então, o consideram “o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo”. 1 . Jesus é apresentado como o maior exemplo de encarnações missionárias. 2  Uma pessoa, estudante universitária, teve acesso a uma mensagem que preguei em 2001. (“Encarnação: fundamento de uma esperança”. 3Depois de lê-la recentemente (2008), essa pessoa gentil me escreveu para dizer: “Se Jesus Cristo chegou à terra como ser tão elevado que foi, ele também passou por todos os graus de evolução na qual um espírito é provado. E o único caminho para a evolução espiritual é a reencarnação”. DOIS PRESSUPOSTOS NECESSÁRIOSReligião é mesmo uma questão de opinião. No entanto, o diálogo, nos termos cristãos, é possível quando partimos de uma base comum: aceitamos que a Bíblia é a revelação de Deus. Isto quer dizer que nossas opiniões são secundárias porque apenas interpretam uma Fonte primária, que recebemos como a Palavra completa de Deus.Este pressuposto deixa posto que a Bíblia não precisa de complemento do tipo “Jesus disse e fulano acrescentou” ou “Jesus disse, mas beltrano complementou”.Afirmar que devemos ler a Bíblia como sendo a Palavra completa de Deus não é afirmar que nossas interpretações sejam infalíveis. São-nas e precisamos estar prontos para nos corrigir permanentemente. Por isto, precisamos ler a Bíblia com coragem e com inteligência; coragem para mudar de opinião e de atitude; inteligência, para não levar a Bíblia a dizer o que ela não diz. Nesta tarefa, somos socorridos por um princípio: a Bíblia se interpreta a si mesma. ELIAS E JOÃO BATISTACom estes dois princípios em mente (a Bíblia é a nossa fonte para a vida e para a doutrina; a Bíblia não se contradiz e seus textos se iluminam mutuamente), podemos voltar à resposta dos discípulos a Jesus.Comecemos por lembrar o grupo de tipos mencionados: João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Todos foram profetas enviados por Deus perseguidos por suas mensagens. Podemos até perceber nesta lista o desejo popular que Jesus viesse liderar um movimento contra o poder estabelecido, como João Batista, Elias e Jeremias fizeram.Vejamos os nomes enfileirados.João Batista, filho de Isabel, parenta de Maria, mãe de Jesus (Lucas 1.36), acabara de ser decapitado (Mateus 14.10); logo, logicamente Jesus não poderia ser uma reencarnação de João Batista, nascido poucos meses antes dele (Lucas 1.57). Em síntese, a idéia da reencarnação, neste texto, fica complemente prejudicada. Se as respostas populares pressupusessem a reencarnação, mencionariam Elias, Jeremias ou outros profetas, nunca o contemporâneo João Batista.Quanto a Jeremias, ele é mencionado duas vezes nos Evangelhos. Duas das profecias de seu livro são citadas, por se cumprirem ao tempo de Jesus Cristo. A primeira é para explicar a fuga da família de Jesus para o Egito (Mateus 2.17). A segunda é para entender a atitude de Judas, ao trair Jesus (Mateus 27.9).O caso de Elias é mais complexo.Comecemos por um equívoco. Quando clamou por Eli (um nome para o Senhor Deus, no Antigo Testamento), alguns ouvintes entenderam erroneamente que Jesus pedia por Elias, o profeta (Mateus 27.49; cf. Marcos 9.35).Há outra menções a Elias, associadas a Jesus e que demandam um estudo. Na experiência da transfiguração, Elias aparece conversando com Jesus, ao lado de Moisés (Mateus 17.3; cf. Marcos 9.4; Lucas 9.30). As aparições não são reais, no sentido de que Moisés e Elias voltaram a viver. Logo, a história não tem relação com a hipótese da reencarnação. Onde a confusão pode se instalar é quando há uma associação entre Elias e João Batista, nunca entre Elias e Jesus. Fica claro pela leitura dos Evangelhos que há uma proximidade entre os ministérios dos dois. Quando lhe foi anunciado o nascimento de seu filho João Batista, Zacarias ficou perturbado, até o anjo lhe dizer: “Ele será motivo de prazer e de alegria para você, e muitos se alegrarão por causa do nascimento dele, pois será grande aos olhos do Senhor. (…) Fará retornar muitos dentre o povo de Israel ao Senhor, o seu Deus. E irá adiante do Senhor, no espírito e no poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor” (Lucas 1.14-17).João Batista é alguém que desenvolve seu ministério num estilo

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Israel Belo de Azevedo abril 27, 2008

Deuteronômio 6.1-9: UM PACTO PELA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS

UM PACTO PELA FORMAÇÃO DAS CRIANÇASDeuteronômio 6.1-9 O interesse pela morte da menina paulistana Isabela Nardoni, em 29 de março de 2008, mostra, entre outros aspectos, que a infância ainda é vista como uma época da vida a ser preservada e que os pais têm este dever. Na verdade, a responsabilidade pelo cuidado das crianças é um valor. Os pais de hoje, por exemplo, ao contrário do que acontecia no Império Romano, não podem tirar a vida dos seus filhos ou abandoná-los. As crianças alcançaram um status que não tinham, o que é muito bom. Há leis para sua proteção, como o demonstram os esforços mundiais de combate à pedofilia. Assim mesmo, crianças são mortas no Brasil e no mundo. Crianças são exploradas em carvoarias e canaviais. Crianças são abusadas sexualmente. Crianças passam dias e noites nas ruas. A CRIANÇA NO MUNDO O mundo mudou?Sim e não.As famílias mudaram?Sim e não.As crianças mudaram?Sim e não. O mundo mudou?Quando olhamos para o mundo, o nosso mundo, o mundo em que vivemos, o que vemos depende de nossa experiência. Para os mais novos, este é o único mundo que existe, com a tecnologia alçada à condição de deusa. Não houve mudança, porque não têm o que comparar. Para os mais velhos, há uma percepção de mudança, achando uns que para melhor e achando outros que para pior. Na perspectiva do tempo, não há como não ver que o mundo mudou. O juízo sobre estas mudanças dependerá da experiência de cada pessoa, porque nosso olhar é sempre um olhar individualizado. No caso específico do Brasil, vem-se acentuando uma alteração que tem significados econômicos, morais, espirituais e emocionais: refiro-me ao processo de urbanização, associado à forma como se ganha dinheiro e como se gasta dinheiro. Cada vez mais vivemos do nosso trabalho nos setores da indústria, do comércio e dos serviços, vendendo o nosso tempo e a nossa competência em troca de dinheiro. E as oportunidades continuam desiguais. Moramos com nossos familiares, mas mantemos pouco relacionamento com os nossos vizinhos topográficos; nossas redes de relacionamento são menos por geografia e mais por interesse; nossos amigos não moram necessariamente perto de nós. Então, o mundo mudou, mas ainda dependemos do trabalho para sobreviver e/ou nos realizar como pessoas. Ainda nos organizamos em redes sociais humanas também por necessidade de sobrevivência e/ou de realização. Se compararmos, não tecnologias, não modos econômicos, não meios de comunicação, não formas de governo, veremos que o mundo não mudou. Temos as mesmas necessidades (fisiológicas, de segurança, de amar e ser amado, de estima e auto-estima e de auto-realização), que são atendidas de outras formas e que constituem as nossas histórias, individuais e globais. No essencial, portanto, o mundo não mudou. As famílias mudaram?Quando olhamos para as nossas famílias, nossa resposta dependerá de nossa idade. Se somos muito jovens, a família é esta que nós conhecemos. Em certo sentido, não há mudança a observar. A família mantém seu papel universal permanente, que pode ser sintetizado em duas: servir, a partir do casamento (cujo índice no Brasil tem sido estável, em cerca de 750 mil por ano) de espaço privilegiado para o exercício do afeto entre marido e mulher e entre pais e filhos, bem como prover recursos para a sobrevivência e para realização de todos os que são seus integrantes. Se somos mais experientes, o resultado de nossa observação dependerá do que aconteceu em nossa família, desde quando éramos crianças até agora, mais maduros. Situações-limite como desempregos, mortes e separações ou nascimentos, casamentos e triunfos alteram o curso dessas famílias, mudanças que vão reinventando suas formas de ser.No plano mais amplo, os mais experientes podem, então, testemunhar algumas mudanças nas formas de ser família no Brasil. Entre essas mudanças, podem ser anotadas as seguintes, sinteticamente:. menos estabilidade nas relações conjugais. Os números oficiais são claros: o índice de separações no Brasil cresceu 45% na última década. Como resultado possível, teremos crianças com menos equilíbrio emocional, para enfrentar as crises da vida.. menos convívio dos pais com os filhos, em função da inserção dos pais cada vez mais no mercado de trabalho, seja para prover o essencial na família ou para poupar, seja para acumular ou para consumir superfluidades transformadas em essencialidades. Como conseqüência possível, teremos diminuída a relevância dos pais na formação moral e espiritual das crianças.. maior independência dos filhos em relação aos seus pais, que tendem a ser cada vez menos ouvidos quanto aos gostos das crianças ou às escolhas dos adolescentes nos campos dos cônjuges e das profissões. Como contraparte possível, deverão crescer a identidade do grupo e a força da ideologia vendida nos meios de comunicação junto com o entretenimento. Como resultado possível, a transmissão dos valores familiares às crianças e adolescentes ficará mais difícil. As crianças mudaram?Os pais mudaram mais que seus filhos, mas houve mudanças no jeito de ser criança ou adolescente. Uma delas é que tem havido uma queima de etapas, com uma afirmação mais clara de sua dignidade real como criança e não como o adulto do futuro, com uma outorga precoce de liberdade aos menores e com a entrada delas mais cedo nas gôndolas do consumo.Ao mesmo tempo, todos reconhecemos que as crianças continuam girando suas vidas em torno da brincadeira; é por isto que nos entristecemos em saber que no Brasil crianças são usadas como mão-de-obra em carvoarias. As crianças continuam necessitando de cuidado e proteção; é por isso que nos indignamos com a morte de Isabela Nardoni, em 29 de março de 2008. As crianças continuam tendo “uma visão especial do mundo, que é fantástica e imaginativa”, embora muitas vezes seus pais queiram conversar com ela numa linguagem “racional e objetiva”. (Cf. SAYÃO, Roseli. Comunicação com os filhos. Folha de S. Paulo, de 3.4.2008, Equilíbrio.) É a família ainda o espaço natural para o desenvolvimento das crianças. Uso aqui uma afirmação do psicanalista D.W. Winnicott, que escreveu: “Não existe essa coisa chamada bebê. A unidade é o conjunto ambiente-indivíduo. O bebê é sempre ele mais sua mãe”. (Cf. WINNICOTT,

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Israel Belo de Azevedo abril 18, 2008
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