Ir para o conteúdo
  • Colunistas
    • Antonio Vieira Sias
    • Carlos Novaes
    • David Matheus
    • Gilberto Garcia
    • Hudson Silva
    • Lécio Dornas
    • Richard Vasquez
    • Mais colunistas
  • Mensagens
    • Novo Testamento
    • Antigo Testamento
    • Temáticas
    • Para Crianças
  • Reflexões
    • Editoriais
    • Poemas
    • Respostas Corajosas
  • Bíblia
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Nomes da Bíblia
      • Significados dos nomes FEMININOS
      • Significados dos nomes MASCULINOS
    • Apaixonados pela Bíblia
  • Recursos
    • Arqueologia Bíblica
    • Carnaval
    • Ciência e Saúde
    • Dia das crianças
    • Dia das mães
    • Dia do Pastor
    • Dia dos pais
  • Loja
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Livros Físicos
    • Livros Digitais
  • Colunistas
    • Antonio Vieira Sias
    • Carlos Novaes
    • David Matheus
    • Gilberto Garcia
    • Hudson Silva
    • Lécio Dornas
    • Richard Vasquez
    • Mais colunistas
  • Mensagens
    • Novo Testamento
    • Antigo Testamento
    • Temáticas
    • Para Crianças
  • Reflexões
    • Editoriais
    • Poemas
    • Respostas Corajosas
  • Bíblia
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Nomes da Bíblia
      • Significados dos nomes FEMININOS
      • Significados dos nomes MASCULINOS
    • Apaixonados pela Bíblia
  • Recursos
    • Arqueologia Bíblica
    • Carnaval
    • Ciência e Saúde
    • Dia das crianças
    • Dia das mães
    • Dia do Pastor
    • Dia dos pais
  • Loja
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Livros Físicos
    • Livros Digitais
Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Efésios 6.1-3: Princípios bíblicos para a vida familiar…, 7 — DEVERES DOS FILHOS, 1

Efésios 6.1-3: Princípios bíblicos para a vida familiar…, 7 — DEVERES DOS FILHOS, 1 A vida familiar é vivida por vários agentes: pais, filhos, irmãos. O apóstolo Paulo se ocupa do convívio entre cônjuges, pais e filhos. Depois de aconselhar aos cônjuges, em sua carta aos efésios recomenda aos filhos como devem tratar seus pais. Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. “Honra teu pai e tua mãe” — este é o primeiro mandamento com promessa — “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”.(Efésios 6.1-3) CUIDADOS QUE OS FILHOS NÃO PODEM ESQUECEROs filhos precisam pensar que o relacionamento com seus pais lhes impõem alguma metas para toda a vida. 1. Permaneçam com seus projetos de transformação do mundo. — Filhos tendem a viver uma tensão: conformar-se com o mundo como ele é ou recusar este mundo como aí está. Os pais tendem a aconselhar seus filhos a pensar nos seus futuros, não no da humanidade. Os filhos precisam ser jovens, pensando nos seus futuros, mas sem esquecer o da humanidade. 2. Renovem a vida dos seus pais com sua alegria e sua esperança. — Se saírem de casa, voltem. Seus gritos fazem parte da renovação da vida, mesmo que os “velhos” reclamem. Sua casa sem vocês é ninho sem pássaro, é árvore sem folhas, é dia sem sol. 3. Ensinem seus pais a viverem o dia de hoje — Vivam o dia de hoje sem esquecer o dia de amanhã. Seu pai quer você amanhã também. 4. Estimulem seus pais, pedindo-lhes conselhos e orientações. — Ajudem a manter os cérebros e músculos de seus pais em ação. Não deixem que parem, não para lhes servir, mas para que possam permanecer com qualidade de vida. 5. Recompensem aos seus pelo esforço que fizeram. — Digam a eles que aquilo que fizeram valeu a pena e que pretendem fazer o mesmo quando forem pais. Eles vão subir às nuvens. Podemos agora nos deter na recomendação paulina, que tem duas partes. A primeira recomenda, imperativamente: Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo (verso 1). PONDO ALGUNS DILEMASCertamente, boa parte dos filhos tem dificuldade em colocar este princípio em prática, porque na teoria o aceitam e até desejam vivenciá-lo. O problema é apenas a prática, por causa da natureza humana.A natureza humana, no entanto, não é o único entrave à prática da obediência aos pais. Há outros obstáculos. Listemos alguns. 1. Quando os filhos ouvem que devem obedecer aos seus pais, podem se perguntar se este é um verbo conjugável à luz dos direitos humanos, simbolizados na proposta da Revolução Francesa (século 18), com seu slogan “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. 2. Podem os filhos ainda se perguntar se precisam obedecer aos pais, já que suas instruções são dadas no interior de ordem humana decaída desde a Queda narrada em Gênesis 3, com reflexos sobre toda a humanidade. 3. Podem os filhos também questionar a necessidade de obediência a pais que têm gostos, opiniões e percepções diferentes das suas, em função de características pessoais ou mesmo de condições de época. Para sermos mais práticos, podemos por os seguintes dilemas:Dilema 1. Um filho que tem um pai (ou mãe) extremamente organizado, em termos espaço e tempo, receberá instruções exageradamente voltada para manter as coisas organizadas. Acontece que o filho não esta característica do seu pai. Está ele obrigado a obedecer seu pai?Dilema 2. Que fazer quando os pais apresentam aos filhos instruções que estão em franca oposição a claros princípios da Palavra de Deus?Dilema 3. Precisamos enfrentar ainda a realidade de pais que, no interior do convívio familiar, dão instruções conflitantes aos seus filhos, que ficam confusos sobre quem obedecer. A situação se agrava quando os pais são separados e os filhos passam tempo em casas diferentes, com valores diferentes, com emoções diferentes. OS SENTIDOS DA OBEDIÊNCIAEspero ajudar no respondimento a estes dilemas, ao expor o pensamento paulino sobre os deveres dos filhos em relação aos seus pais, considerando a realidade das famílias. 1. Quando ordena “filhos, obedeçam aos seus pais”, Paulo convida os filhos a reconhecerem que há uma hierarquia em relação aos seus pais. Quando o autor da carta aos Efésios pede obediência dos filhos aos pais, ele diz que esta obediência é no Senhor. Ao usar a expressão “no Senhor”, o apóstolo está dizendo que entre pais e filhos há uma hierarquia. Há uma hierarquia entre Deus e o homem; esta é uma ordem espiritual, que não tem como ser negada. O ser humano procede de Deus; o contrário não é possível.Por analogia, há uma hierarquia entre pai e filho. O filho procede do pai; esta é uma ordem, que não pode ser alterada. Pai é pai; filho é filho. Nesta hierarquia, pai vem primeiro, porque chegou primeiro e porque tem tarefas específicas em relação aos seus filhos, tarefas de gerar, cuidar e educar. Esta hierarquia vem da própria ordem natural: filho não gera pai: é gerado por ele; filho não consegue sobreviver, especialmente nos primeiros anos sem o cuidado do pai; filho não tem conhecimento para legar ao seu pai, tarefa que pertence a este. Mesmo quando há diálogo, e deve haver; mesmo quando há cuidado e educação mútuos, a ordem natural permanece como um ideal, jamais como um convite ao exercício do despotismo paternal ou filial (sim, porque há filhos que dominam seus pais, seja pelo poder econômico ou físico ou emocional, numa total inversão de valores). Ignorar a hierarquia tem conseqüências, geralmente desastrosas, para os filhos. 2. Para ser “no Senhor”, isto é, no Senhor Jesus Cristo, esta vivência deve ser tratada como uma exigência de natureza espiritual. A obediência não deve depender da justiça do comportamento dos pais, mas é uma resposta espiritual de uma pessoa que procura viver segundo as exigências próprias da santidade. Esta obediência é para quem está no Senhor (Colossenses 3.18). Quem está “no Senhor” vive em outra ordem, na ordem da liberdade, mesmo que em submissão externa, na ordem da

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo maio 12, 2007

2Crônicas 7.14: VERBOS PARA QUEM SE CHAMA PELO NOME DE DEUS

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome,se humilhar e orar,buscar a minha face ese afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, |perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. (2Crônicas 7.14) Este é um convite coletivo, que quero tornar individual.É um convite coletivo ao reavivamento, que quero tornar um convite individual ao reavivamento.Não posso deixar em pensar no que seria o Brasil se o povo brasileiro se humilhasse, orasse, buscasse a face do Senhor e afastasse dos maus caminhos.No enquanto quero falar sobre como eu devo viver, sobre como você deve viver. Há aqui quatro verbos humanos (humilhar-se, orar, buscar, afastar-se), respondidos por três inclusivos verbos divinos (ouvir, perdoar, curar).Eis os que os verbos divinos querem dizer: Deus nos ouve quando nos humilhamos diante dEle, oramos a Ele, buscamos a sua face e nos afastamos dos caminhos maus; Deus perdoa os nossos pecados, quando nos humilhamos diante dEle, oramos a Ele, buscamos a sua face e nos afastamos dos caminhos maus; Deus restaura nossas vidas, quando nos humilhamos diante dEle, oramos a Ele, buscamos a sua face e nos afastamos dos caminhos maus.Quero eu fazer o que me cabe? Vamos ao verbos humanos, que estão encadeados. Um leva ao outro. Verbo 1: HUMILHAR-SE. Humilhar-se é reconhecer que eu estou longe dos padrões de Deus. Eu o reconheço quando me comparo com Deus mesmo, não com meu irmão, que eu posso colocar num nível espiritual, moral e intelectual mais baixo que eu, e ele pode fazer o mesmo comigo. Quando eu olho para Cristo, vejo Quem Ele foi, eu vejo quanto ainda tenho que caminhar. Jesus é o meu modelo. Se quero me comparar a Alguém, é a Ele. . Humilhar-se é reconhecer que eu não sou superior a ninguém, nem melhor do que ninguém. Eu posso fazer coisas que sequer imagino que poderia fazer. Quem poderia imaginar que o rabino Henry Sobel fosse capaz de furtar gravatas? Nem ele, mas ele o fez. Quem poderia imaginar que o pastor batista Martin Luther King Jr. pudesse trair sua esposa, Coretta King, nem ele, mas ele o fez.(Pluralizo: nós, cristãos, nós, evangélicos, não somos superiores a ninguém; o fato de termos recebido a graça não torna melhores que ninguém; só o seríamos se a tivéssemos conquistado, mas nós a ganhamos.)Na minha igreja, não devo pensar secretamente: “ah se tivéssemos aqui 12 pessoas como eu, mas eu devo olhar para Cristo e desejar: “ah, Senhor, se eu fosse como o Senhor, as coisas aqui seriam diferentes”. . Humilhar-se é reconhecer que eu sou dependente de Deus. Ele tem o controle da minha vida; eu não o tenho. Posso e devo planejar, mas nada me garante que vou realizar. Tiago 4.13-15 nos ensina: “Ouçam agora, vocês que dizem: `Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: `Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo`”. Preciso crer como o salmista: “Dos céus olha o Senhor e vê toda a humanidade;  do seu trono ele observa todos os habitantes da terra; ele, que forma o coração de todos, que conhece tudo o que fazem. Nenhum rei se salva pelo tamanho do seu exército; nenhum guerreiro escapa por sua grande força.O cavalo é vã esperança de vitória; apesar da sua grande força, é incapaz de salvar.Mas o Senhor protege aqueles que o temem, aqueles que firmam a esperança no seu amor”.(Salmo 33.13-18). . Humilhar-se é reconhecer que sou um peregrino (sem pátria definitiva, sem casa definitiva). Quando Jesus enviou seus discípulos a pregar, disse-lhes que não levassem nada, a não ser o mínimo para sua subsistência, indicando que estavam de passagem pelas casas e cidades, sabendo também o quanto somos capazes de agarrar aos confortos e aos bens, que se tornam nossas garantias, e não mais Ele.É por isto que o salmista poetiza: “Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração!” (Salmo 84.5)O autor de Hebreus descreveu como cada um de nós deve vir; ao biografar os heróis da fé do passado, registrou sobre eles: “Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hebreus 11.13).Como os leitores das cartas de Pedro, sou um um peregrino dispersos pela terra. Estou a caminho do lugar onde vão prevalecer os valores de Deus. Os valores daqui não são os meus. Se não vivo os padrões de Deus e se não sou superior a ninguém, mas dependente e peregrino, eu oro a Deus. Verbo 2: ORAR Bem, eu sei o que é orar: é interceder pelos outros diante de Deus, como fez Abraão por Ló (conforme Gênesis 18.16-33). “Quando os homens se levantaram para partir, avistaram lá embaixo Sodoma; e Abraão os acompanhou para despedir-se. (…)Disse-lhe, pois, o Senhor: — As acusações contra Sodoma e Gomorra são tantas e o seu pecado é tão grave que descerei para ver se o que eles têm feito corresponde ao que tenho ouvido. Se não, eu saberei.Os homens partiram dali e foram para Sodoma, mas Abraão permaneceu diante do Senhor.Abraão aproximou-se dele e disse: — Exterminarás o justo com o ímpio?  E se houver cinqüenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinqüenta justos que nele estão? Longe de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juize de toda a terra?”Respondeu o Senhor: — Se eu encontrar 50 justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles.Mas Abraão tornou a falar: — Sei que já fui muito ousado ao ponto de

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo abril 30, 2007
Páscoa
Israel Belo de Azevedo

Crucificação: 7 razões da cruz

A cruz é o centro da fé. A cruz é a graça inaugurada.
A cruz deve ser o centro de nossa vida, se queremos que a graça nos seja suficiente.
Há um hino que afirma: “Eu amo a mensagem da cruz”. E que mensagem é esta?

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo abril 30, 2007

Salmo 004: MOVIDO A DIVERSÃO

MOVIDO A DIVERSÃO (Salmo 4.7) Um poeta e crítico brasileiro escreveu:“Um espectro ronda o mundo atual: o espectro do tédio. Ele se manifesta de diversas maneiras. Algumas de suas vítimas invadem o shopping center e, empunhando um cartão de crédito, comprometem o futuro do marido ou da mulher e dos filhos. A média, porém, opta por ficar horas diante da TV, assistindo a “reality shows”, os quais (…) tornam interessante para seu público a vida comum de estranhos. (…)Ele desempenha um papel em hábitos e atitudes tão diferentes entre si, como o de se dopar com álcool ou drogas variadas em busca de uma realidade alternativa e o de ouvir num templo tal ou qual descrição emocionante dos conflitos contemporâneos para, depois, seguir os ensinamentos de clérigos exaltados.O mal ataca hoje em dia faixas etárias que, uma ou duas gerações atrás, julgávamos naturalmente imunizadas a seu contágio. Crianças sempre foram capazes de se divertir umas com as outras ou até sozinhas. E, todavia [hoje], os pais se vêem cada vez mais compelidos a inventar maneiras de distrair seus filhos durante as horas ociosas destes, um conceito que, na minha infância, inexistia.O tédio não é piada, nem um problema menor. Ele é central. Caso inexistisse, não haveria, por exemplo, toda uma indústria do entretenimento e tantas fortunas decorrentes dela”. [ASCHER, Nelson. Como o rei de um país chuvoso. Folha de São Paulo, 9.4.2007, ilustrada, p. 12] Sim: o espectro do tédio ronda os seres humanos. Tanto é verdade que a indústria do entretenimento é uma das vigorosas do mundo. A IDEOLOGIA DA DIVERSÃOO que há de novo nisto?Em todos os tempos, e não apenas agora, o ser humano busca a felicidade. No nosso tempo também. As histórias dos povos estão cheias de festas e desejos de alegria, sempre tomados como demonstrações de felicidade. Cada época tem uma ideologia própria de que seja a felicidade. Na nossa época, felicidade está associada a diversão. Uma evidência disto é que a publicidade, esta técnica capaz de flagrar as necessidades humanas, tem como pressuposto que toda a sua comunicação deve ser revestida de humor. Neste território, a publicidade brasileira, especialmente a televisiva, é uma das mais divertidas do mundo.As ações de marketing procuram responder a essas necessidades e vender mais produtos, serviços e idéias. Há um anúncio de uma empresa fabricante e distribuidora de picolés e sorvetes que tem o seguinte slogan (2007): “movido a diversão”. Há uma informação implícita: “este sorvete é movido a diversão”. Há um convite implícito: “Faça com que sua vida seja movida a diversão” ou “Tendo diversão, você tem tudo. Tome o nosso sorvete e você terá tudo o que precisa”.Sim: felicidade, antes, era sinônimo de alegria; agora, precisa ser sinônimo de diversão.E nossa cultura associa diversão com movimento do corpo, realizado no lazer, em viagens, em esporte (assistido ou jogado).Em função destes desejos, tomados como necessidades, há uma industria cultural a nos vender as oportunidades de diversão. Não temos que cavar a informação; ela nos é fornecida. Não temos que buscar roteiros turísticos, eles nos chegam em casa. Não precisamos ir ao teatro comprar o ingresso; nós o compramos pelo computador.Na verdade, a diversão se tornou um valor. Tudo tem que ser divertido. Uma aula tem que ser divertida. Um programa de televisão tem que ser divertido. Uma compra no supermercado tem que ser divertido. Um livro tem que ser divertido. Um culto ou um sermão tem que ser divertido. Um telejornal tem que ser divertido. O dia tem quer divertido; se não for possível, o fim-de-semana tem que ser. A vida tem que ser divertida; se não é, vale tudo para que seja: a ingestão de drogas (seja o cigarro que acalma, o tóxico que alucina, o remédio apaziguador ou o álcool euforizador) ou a participação num esporte radical, onde se dissipe muita adrenalina, para usar a linguagem da cultura do entretenimento.Mais que um passatempo, para o tempo livre, a diversão se tornou uma ideologia, um modo de viver. É como se a vida fosse insuportável sem a diversão. Todo silêncio deve ser preenchido. Todo conflito (e a vida é conflito) deve ser negado.O resultado desta ideologia é o entorpecimento. Há muitos anos vi uma das mais dramáticas reportagens do telejornalismo brasileiro. Era uma família de pobres sendo despejada; uma mulher e seus filhos, todos os em prantos. As imagens eram revoltantes. A próxima matéria, no entanto, era sobre esporte, colocada intencionalmente, para quebrar a violência revolucionária da reportagem anterior. Era preciso afastar as pessoas daquela realidade, produzindo outra diferente. Não por ocaso, a palavra “diversão” vale precisamente isto: vem do verbo “divertere”, que significa “afastar-se, apartar-se, ser diferente, divergir, ir-se embora”.Felicidade se torna, então, ausência de conflitos, numa espécie de supressão compulsiva da realidade. É por esta razão que se multiplicam as tecnologias para o encerramento dos conflitos. A própria religião faz parte deste circo. Mesmo a religião cristã procura varrer da Bíblia aqueles versículos que não ignoram a natureza decaída do ser humano, por causa do pecado; há versões pagãs de Cristianismo que são sedutoras precisamente por oferecerem respostas aos dilemas humanos que parodiam as respostas pagãs. ENCONTRADOS PELA GRAÇAQuando lemos o salmo 4, podemos nos perguntar se o poeta não sucumbiu à ideologia da diversão, da felicidade pela superfície, quando diz (nos versos 7-8): “Encheste o meu coração de alegria, alegria maior do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho. Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor, me fazes viver em segurança”.Os versos anteriores deixam claro a peregrinação do poeta, feita de angústia e aflição.Ele começa rogando ao Senhor: “Responde quando clamo, oh Deus que me fazes justiça! Dá-me alívio da minha angústia; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração” (verso 1). Sua salvação não vem de nenhuma tecnologia médica ou comunicativa. Vem da Fonte. O vazio não pode ser produzido por quem o experimenta; o vazio só pode ser preenchido pelo autor da vida, por Aquele que projetou o corpo, a mente e

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo abril 28, 2007

Apocalipse 19.1-10: Aleluia!

ALELUIA! (Apocalipse 19.1-10) O livro de Apocalipse nos transporta para o futuro, mas sem perder a perspectiva do presente. É por isto que inspirou aos seus primeiros leitores. É por isto que nos inspira ainda hoje. A história do mundo em que vivemos está ali interpretada com os olhares de Deus, como um convite a que olhemos para a nossa história com os mesmos olhares. Olhar para o nosso mundo com a perspectiva humana é algo aterrorizador; olhar para o nosso mundo com os olhares de Deus é confortador. (1) Depois disso ouvi nos céus algo semelhante à voz de uma grande multidão [como um coro formado por uma multidão imensa], que exclamava: “Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, (2) pois verdadeiros e justos são os seus juízos. Ele condenou a grande prostituta [Roma e seu império] que corrompia a terra com a sua prostituição [luxúria]. Ele cobrou dela [de Roma e todos os perseguidores ao longo da história] o sangue dos seus servos [de Deus, que foram martirizados pelos impérios]”. (3) E mais uma vez a multidão [em coro] exclamou: “Aleluia! A fumaça, que dela vem, sobe para todo o sempre”. O autor, 30 anos depois do incêndio de Roma, toma aquela tragédia para dizer que o sacrifício dos cristãos sobe como incenso de louvor ao Senhor.Na Roma antiga, adorar ao Senhor, dizer “Kyrios Christus” (“Cristo é Rei”) custava a vida. Um destes momentos dramáticos foi o incêndio de Roma, ocorrido no dia 19 de julho de 64. O fogo durou cinco (segundo Tácito) a sete dias (segundo Suetônio) e destrui parcial ou totalmente 11 dos 14 distritos de Roma, com a maioria das casas construídas com madeira. Era como se fosse uma floresta de madeiras secas pegando fogo.Há muita controvérsia sobre o incêndio, mas o historiador Tácito (c. 55-c. 117), que tinha uns 10 anos à época, escreveu: “Mas nem todos os socorros humanos, nem as liberalidades do príncipe, e nem as orações e sacrifícios aos deuses podiam desvanecer o boato infamatório de que o incêndio não fora obra do acaso. Assim, Nero, para desviar as suspeitas, procurou achar culpados, e castigou com as penas mais horrorosas a certos homens que, já dantes odiados por seus crimes, o vulgo chamava cristãos.O autor deste seu nome foi Cristo, que no governo de Tibério foi condenado ao último suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. A sua perniciosa superstição, que até ali tinha estado reprimida, já tornava de novo a grassar não só por toda a Judéia, origem deste mal, mas até dentro de Roma, aonde todas as atrocidades do universo, e tudo quanto há de mais vergonhoso vem enfim acumular-se, e sempre acham acolhimento.Em primeiro lugar se prenderam os que confessavam ser cristãos, e depois pelas denúncias destes uma multidão inumerável, os quais todos não tanto foram convencidos de haverem tido parte no incêndio como de serem os inimigos do gênero humano. O suplício desses miseráveis foi ainda acompanhado de insultos, porque ou os cobriram com peles de animais ferozes para serem devorados pelos cães, ou foram crucificados, ou os queimaram de noite para servirem como de archotes e tochas ao público.Nero ofereceu os seus jardins para esse espetáculo, e ao mesmo tempo dava os jogos do Circo, confundido com o povo em trajes de cocheiro, ou guiando as carroças. Desta forma, ainda que culpados, e dignos dos últimos suplícios, mereceram a compaixão universal por se ver que não eram imolados à pública utilidade, mas aos passatempos atrozes de um bárbaro”. (Annales XV, 44, 2-5)O eco da história ressoa nas páginas do Apocalipse. Em meio à fumaça, à lembrança da dor, à visão do sangue dos justos, (4) Os 24 anciãos [24 líderes, simbolizando duas vezes as tribos  de Israel, as turmas sacerdotais dos filhos de Aarão e duas vezes os apóstolos de Jesus Cristo, para simbolizar a totalidade dos cristãos] e os quatro seres viventes [segundo Ezequiel 1.5-14, um leão com sua realeza, um boi com sua força, um homem com sua inteligência, uma águia com sua visão] prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram: “Amém, Aleluia!”(5) Então veio do trono uma voz [do coro das multidões], conclamando: “Louvem o nosso Deus, todos vocês, seus servos, vocês que o temem, tanto pequenos como grandes!”(6) Então, ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas [como o som de uma catarata] e fortes trovões, que bradava: “Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. (7) Regozijemo-nos! [Celebremos!] Vamos nos alegrar e dar glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro [Jesus Cristo], e a sua noiva [a Igreja, formada pelos salvos, aqueles que tiveram seus pecados confessados e perdoados] já se aprontou. (8) Para vestir-se, foi dado linho fino, brilhante e puro”. [O vestido da noiva era de linho fino.]O linho fino são os atos justos dos santos.(9) E o anjo me disse: “Escreva: Felizes os convidados para o banquete [festa] do casamento do Cordeiro!” E acrescentou: “Estas são as palavras verdadeiras de Deus”.10 Então, caí aos seus pés para adora [ao anjo], mas ele [o anjo] me disse: “Não faça isso! Sou servo como você e como os seus irmãos que se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus. Adore a Deus! O testemunho de Jesus é o espírito de profecia” [conteúdo da Revelação de Deus na Bíblia.] Há na Bíblia uma palavra que sintetiza a ação humana chamada adoração. É “Aleluia”.Ela aparece 27 vezes na Palavra de Deus, 23 nos Salmos (a primeira em 104.35) e quatro em Apocalipse 19 (versos 1, 3, 4 e 6). Ela não está em nenhum outro lugar do Novo Testamento; só aqui, neste capítulo 19; no Antigo Testamento é exclusiva dos Salmos, onde surge só no último terço. Aleluia é a transliteração de uma palavra hebraica que significa “Louvem ao Senhor” ou “o Senhor seja louvado”.Não é por acaso este cuidado do Inspirador da Palavra de Deus. Quer dizer que não é palavra para

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo abril 27, 2007
História do Cristianismo
Israel Belo de Azevedo

Cronologia poética da última semana de Jesus Cristo na Terra

Cronologia poética da última semana de Jesus Cristo na Terra

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo abril 2, 2007
Páscoa
Israel Belo de Azevedo

Isaías 53 ou a história da paixão

Esta é a história de Jesus, mas quem nela acredita?
Nele sorriu toda a graça de Deus, mas quem a solicita?
Esta é a mensagem que Seu amor a anunciar nos suscita.

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo março 30, 2007

Mateus 11.25-30: AOS CANSADOS (ampliado)

Grandes Versos da Bíblia: Mateus 11.25-30AOS CANSADOS (25) Naquela ocasião Jesus disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos. (26) Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.(27) Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar.(28) Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. (29) Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. (30) Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (NVI) Entre os versos que a maioria dos cristãos sabe de cor, estão estes, em que Jesus nos convida ao descanso. JESUS FALA COM O PAIEstamos diante de um texto, em que Jesus fala a dois destinatários.Primeiramente, Ele fala com o Seu pai.“Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado” (versos 25b-26)Traduzido de forma mais livre, podemos ouvir Jesus orando assim:“Graças Te dou, Pai, Senhor dos céus e da terra. Tu não reservaste teus caminhos para as pessoas sofisticadas que sabem tudo, mas os soletraste claramente às pessoas comuns. Sim, Pai, este é o teu jeito de fazer as coisas”. Com esta oração aprendemos duas verdades essenciais sobre a oração. 1. Quando Jesus ora, Ele se conforma à vontade do Seu Pai. Nos Evangelhos é sempre assim. É assim que deve ser conosco. E isto implica num aprendizado. Assim como os filhos querem impor seus desejos aos seus pais, tendemos a fazer o mesmo com o nosso Pai. Jesus nos ensina outro caminho, mais difícil porque antinatural, mas muito melhor porque espiritual. 2. Quando Jesus ora, Jesus se coloca em comunhão com o Seu Pai. Embora em nós esta comunhão jamais venha a ser plena, devemos buscá-la; é um projeto para a vida toda, não para um momento eventual de êxtase. Orar é falar o idioma de Deus. Temos que aprender este idioma. Como acontece conosco em relação a uma língua natural, erramos na gramática, tropeçamos nos pronomes, gaguejamos na pronúncia, mas vamos falando cada vez melhor, especialmente quando temos uma experiência transcultural. O idioma de Deus, chamado também de língua dos anjos, é falado nos céus; precisamos nos transportar transculturalmente para lá, por enquanto como diante de um espelho, mas, um dia, sem espelho, face a face. O fato de a oração ter dois destinatários nos ensina duas outras verdades.1. Quem quer conhecer ao Pai precisa conhecer o Filho. Quem quer ver Deus precisa ver Jesus, que se encarnou e se manifestou claramente. Jesus, o Filho de Deus, é plenamente Deus, embora plenamente humano.2. Só podemos falar aos homens se falamos com Deus. Não é por acaso, portanto, que antes de fazer o extraordinário convite (versos 28-30), Jesus ora. Jesus não orava apenas para nos ensinar. Jesus orava porque tinha necessidade orar, tinha necessidade de comunhão, tinha necessidade de alcançar a profundidade de Sua filiação ao Pai, tinha necessidade de sentir quão profundo era o amor do Pai para com Ele.Não temos as mesmas necessidades? O conteúdo da oração nos ensina duas outras profundas verdades, que requerem a nossa reflexão. 1. O sentido da vida vem pelo aprendizado com Jesus. É Ele que nos revela como viver. A razão nos ajuda, o convívio nos apóia, a experiência nos educa, mas é Jesus Quem nos põe no caminho certo. Essas outras dimensões, indispensáveis e fundamentais, podem nos levar a caminhos equivocados; Jesus, não.A vida, portanto, não se esgota na dimensão racional. Nem sempre nossas escolhas racionais são as melhores. Não se trata de depreciar a razão, mas de educá-la. 2. Jesus tem a chave da vida. É como se a vida fosse uma fechadura com um segredo que só uma chave abre. Jesus tem esta chave. O livro de Apocalipse nos fala deste segredo com duas palavras. Uma é chave. Jesus é apresentado como Aquele que tem a chave do segredo da vida. “O que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir”. A outra palavra é selo. Jesus é apresentado como aquele que tira o selo do livro da vida, que rompe o lacre do envelope onde está o segredo da vida. Esse tempo vai chegar, e somos convidados a participar dele desde agora. Veremos o que o autor bíblico anteviu: “Então olhei, e diante de mim estava o Cordeiro [que é Jesus Cristo], em pé sobre o monte Sião, e com ele 144 mil [a totalidade dos que tiveram suas vestes lavadas no sangue Cordeiro, aceitando o sacrifício salvador de Jesus na cruz] que traziam escritos na testa o nome dele e o nome de seu Pai. Ouvi um som dos céus como o de muitas águas e de um forte trovão. Era como o de harpistas tocando seus instrumentos. Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender o cântico, a não ser 144 mil que haviam sido comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois se conservaram castos  [aqueles que desenvolveram sua sexualidade de modo puro, no interior do casamento] e seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá [isto é: aqueles que seguiram radicalmente a Jesus, nada colocando como mais importante que Ele e que se dispuseram de viver de modo digno do Evangelho, viesforcando-se para viver de modo reto]. Foram comprados [pelo sangue de Jesus] dentre os homens e ofertados como primícias a Deus e ao Cordeiro” (Apocalipse 14.1-4).Esta compreensão do sentido da vida nos é revelado por Jesus. 3. Jesus quer dar esta chave a todos. Nem todos a querem, por preferirem as que

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo março 24, 2007

Salmo 63.1-9: QUERO

QUERO (Salmo 63.1-9) Há uma ideologia pairando no ar. Não é uma ideologia política. Não é uma ideologia religiosa. Ela está afixada nos luminosos da cidade.O conteúdo destes anúncios está refletido nas falas de pessoas de todas as idades. Uma vez li a seguinte síntese: “Este foi um fim-de-semana espetacular. É isso que eu quero”.Convivemos com a ideologia do consumo, que não consumimos como consumo, mas como se fosse o próprio sentido da vida. Então, leio pausadamente o salmo 63.1-9, em que o poeta apresenta outro sentido para a vida. [Salmo 063.1-9]Oh Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água.Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória.O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão.Enquanto viver, eu te bendirei, e em teu nome levantarei as minhas mãos.A minha alma ficará satisfeita como quando tem rico banquete; com lábios jubilosos a minha boca te louvará.Quando me deito lembro-me de ti; penso em ti durante as vigílias da noite.Porque és a minha ajuda, eu canto de alegria à sombra das tuas asas.A minha alma apega-se a ti; a tua mão direita me sustem. O salmista tem outra ideologia: que é buscar a Deus intensamente. Intensamente, que palavra ainda nossa contemporânea! Não queremos viver intensamente? “Intensamente” rima com “agora”, com “tudo”, com “corpo”, com “prazer”. Não é tudo o que queremos?O próprio salmista oferece os passos desta intensidade de busca. 1. CONTEMPLANDO DEUSQuero contemplar a Deus no santuário e avistar o poder e a glória dEle (v. 2 — “Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória”). Contemplar é um verbo estranho para nós. Contemplar é estar em silêncio diante de algo, como Henri Nouwen diante de “A volta do filho pródigo”, de Rembrandt. Contemplar não é fazer; é não fazer.Contemplar é ouvir em silêncio o que Deus tem a dizer, por meio da Sua palavra, por meio da natureza, por meio da palavra dos outros. Contemplar não é falar; é ouvir.Quem contempla está na contramão da história, mas que linda contramão. Um dia destes um banco propôs num anúncio: meditação é a melhor coisa que deve fazer uma pessoa que não quer dinheiro. Senti um tom de lamentável deboche no anúncio.Precisamos aprender, mesmo contra a nossa cultura, a contemplar. Bom seria que cada igreja tivesse uma capela destinada à contemplação. Um lugar feito para a adoração sem palavras. No contexto do poeta, ele se imagina no santuário. Para os hebreus, o santuário era uma experiência de exceção. Por isto, outro salmista ora: “Uma coisa pedi ao Senhor; é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo” (Salmo 24.1).No nosso contexto, agora, o santuário é a regra. A experiência do culto coletivo é múltiplo, acontecendo várias vezes na semana. Talvez por isto banalizamos a experiência, e damos pouca oportunidade para Deus falar. Falamos muito com Ele, que é importante, mas perdemos a oportunidade de ouvi-lO mais.Vendo-O, ouvindo-O poderemos ter uma visão do Seu poder e da Sua glória de Deus. Sem essa visão, experimentaremos a nulidade da vida, mesmo que forrada de dinheiro, sexo e poder.Se queremos ser felizes, precisamos contemplar o poder e a glória de Deus.Contemplar o poder e a glória de Deus é colocarmo-nos no nosso lugar e colocar Deus no lugar dEle. Como é sedutor inverter os papéis. Como, por  vezes, deixamo-nos seduzir por nossas palavras e passamos a ensinar a Deus como Ele deve agir e até de determinar o que Ele deve fazer.Contemplar o poder e a glória de Deus é fazer uma clara escolha: lutaremos na vida, fruiremos a vida, mas lutaremos e fruiremos na certeza do poder e da glória de Deus, não na depressão de nossa impotência, não na euforia de nossa competência.Contemplar o poder e a glória de Deus é confiar que o poder dEle não está distante, mas nos alcança, que a glória dEle não está no céu mas circula por aqui, entre nós. O totalmente outro está totalmente conosco. O totalmente diferente de nós não é indiferente a nós 2. VALORIZANDO O AMOR DE DEUSQuero valorar o amor de Deus como a melhor coisa da vida!  (v. 3 — “O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão”) Quero mesmo? Aqui está o nosso problema. O salmista diz que o amor de Deus é melhor do que a própria vida. Exagero?Não quero me alongar aqui. Vou apenas ler o que um jovem de 19 anos de idade escreveu: “Fiz por escrito uma dedicação solene do meu ser a Deus, entregando minha vida e tudo o que eu tinha a Deus; não tendo o meu futuro como me pertencendo; agindo como alguém que não busca mais nenhum direito para si mesmo, em nenhuma área. Solenemente jurei considerar Deus como toda a minha porção e alegria, de modo a não ver nenhuma outra coisa como parte de minha felicidade e não agir como se assim fosse; jurei tomar sua lei como a regra constante para obedecer, empenhando-me em lutar contra o mundo, a carne e o sangue, até o fim da minha vida”. (Jonathan Edwards. Personal Narrative)O autor deste compromisso se chamava Jonathan Edwards (século 18), que, depois, seria conhecido como um grande pregador. 3. LOUVANDO A DEUS POR CAUSA DA ALEGRIAQuero louvar a Deus com alegria que vem da minha convicção de que Ele existe e de que me protege com as Suas “asas” e deseja a minha companhia. Aprendemos com o salmista a razão e a forma do louvor. 1. A razão do louvor está altissonante no verso 7: “[Senhor,] porque és a minha ajuda, canto de alegria à sombra das tuas asas”.Para o salmista, Deus não é um ser distante,

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo fevereiro 25, 2007

Êxodo 3.1-22: HÁ MAIS DA REVELAÇÃO DO PAI

HÁ MAIS DA REVELAÇÃO DO PAI Êxodo 3.1-22 Há mais.Há mais de Deus para nós.Há mais na vida, com Deus, para nós.A história da chamada de Moisés  (Êxodo 3.1) evidencia que há mais. O primeiro verso é bastante inspirador: “Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus” 1HÁ MAIS DO PAI Há mais da revelação do Pai para nós. 1. Deus se revela, tomando a iniciativa.Na Bíblia Sagrada, temos inúmeros exemplos de Deus Pai tomando a iniciativa de se comunicar com o homem. Em Gênesis 3.8-9, lemos: “Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?” Em Gênesis 6.12-13a, 18, escutamos: “Ao ver como a terra se corrompera, pois toda a humanidade havia corrompido a sua conduta, Deus disse a Noé: (…) Com você estabelecerei a minha aliança, e você entrará na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos”. Em Gênesis 12.1-2, ouvimos: “Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção”. Em Êxodo 3.1-2, somos recordados que “Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus. Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo que saía do meio de uma sarça”. Em Juízes 6.11-12, somos inspirados com a seguinte informação: “Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas. Então o Anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe disse:— O Senhor está com você, poderoso guerreiro”. A história da chamada de Amós nos desafia ainda hoje (Amos 7.12-15): “Depois Amazias disse a Amós:— Vá embora, vidente! Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão. Não profetize mais em Betel, porque este é o santuário do rei e o templo do reino”. Amos respondeu a Amazias:Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo de profetas, apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres.  Mas o Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: ‘Vá, profetize a Israel, o meu povo’. Habacuque experimentou a realidade de um Deus atento (Habacuque 1.2-5). O profeta lamenta: “Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças?Até quando gritarei a ti: “Violência!”sem que tragas salvação? Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade?A destruição e a violência estão diante de mim;há luta e conflito por todo lado. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida”. Então, Deus responde: “Olhem as nações e contemplem-nas, fiquem atônitos e pasmem; pois nos dias de vocês farei algo em que não creriam se lhes fosse contado”. O caráter proativo de Deus fica evidente na história de Cornélio e Pedro (Atos 10). “Havia em Cesaréia um homem chamado Cornélio, centurião do regimento conhecido como Italiano. Ele e toda a sua família eram piedosos e tementes a Deus; dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus.  Certo dia, por volta das três horas da tarde, ele teve uma visão. Viu claramente um anjo de Deus que se aproximava dele e dizia: — Cornélio!Atemorizado, Cornélio olhou para ele e perguntou:— Que é, Senhor?O anjo respondeu: — Suas orações e esmolas subiram como oferta memorial diante de Deus. Agora, mande alguns homens a Jope para trazerem um certo Simão, também conhecido como Pedro, que está hospedado na casa de Simão, o curtidor de couro, que fica perto do mar.Depois que o anjo que lhe falou se foi, Cornélio chamou dois dos seus servos e um soldado piedoso dentre os seus auxiliares e, contando-lhes tudo o que tinha acontecido, enviou-os a Jope. No dia seguinte, por volta do meio-dia, enquanto eles viajavam e se aproximavam da cidade, Pedro subiu ao terraço para orar. Tendo fome, queria comer; enquanto a refeição estava sendo preparada, caiu em êxtase. (…) Enquanto Pedro estava refletindo no significado da visão, os homens enviados por Cornélio descobriram onde era a casa de Simão e chegaram à porta. Chamando, perguntaram se ali estava hospedado Simão, conhecido como Pedro. Enquanto Pedro ainda estava pensando na visão, o Espírito lhe disse: — Simão, três homens estão procurando por você. Portanto, levante-se e desça. Não hesite em ir com eles, pois eu os enviei. Pedro desceu e disse aos homens:— Eu sou quem vocês estão procurando”. A conversão de Saulo demonstra a mesma verdade (Atos 9.1-6): “Enquanto isso, Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. Dirigindo-se ao sumo sacerdote, pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, de maneira que, caso encontrasse ali homens ou mulheres que pertencessem ao Caminho, pudesse levá-los presos para Jerusalém. Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: — Saulo, Saulo, por que você me persegue?Saulo perguntou: — Quem és tu, Senhor?Ele respondeu: — Eu sou Jesus, a quem você persegue. Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que você deve fazer”.Quando lemos histórias de revelação, percebemos o objetivo delas: Deus se revela para oferecer a o homem a possibilidade  de se realizar, realizando o plano original de Deus, segundo o qual o homem é imagem e

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo fevereiro 4, 2007
Carregar Mais Resultados

Inscreva-se

O site Prazer da Palavra tem o propósito de oferecer recursos para o estudo e a aplicação da Bíblia aos nossos dias.

Facebook-f Twitter Instagram

Loja

  • Livros Digitais
  • Livros Físicos
Menu
  • Livros Digitais
  • Livros Físicos

Prazer da Palavra

Quem Somos

Projetos

Contact

contato@prazerdapalavra.com.br

© 2024 Israel Belo de Azevedo