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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Efésios 5.25-33a: O PRINCÍPIO BÍBLICO DO DEVER MASCULINO DO AMOR

O PRINCÍPIO BÍBLICO DO DEVER MASCULINO DO AMOR Efésios 5.25-33a Pregado na IB Itacuruçá, em 6 e 13.8.2006, parte 1, e 3 e 10.9, parte 2, manhãs Um de meus tios achava que fazia parte de sua masculinidade não revelar a ninguém, nem a sua esposa, o quanto ganhava por mês. Acho que ela nunca soube. Ele nunca deixou faltar nada; só não deixava ninguém saber de sua vida financeira. Fechado, calado, embora manso, meu tio representava um tipo de homem, que ainda existe, mesmo à margem. Com a mudança nos papéis femininos, também incluídas no mercado de trabalho fora de casa, este perfil deixou de ser predominante. O compartilhamento de informações e de contas a pagar, por exemplo, tornou-se um ideal em muitas sociedades.Tanta foi a transformação que os papéis de homem e mulher deixaram de ser distintos, confundindo-se até. Em algumas situações, o resultado tem sido uma sobrecarga sobre a mulher, encarregada de papéis múltiplos, dentro e fora de casa. Sozinha, ela acaba não dando conta de seu papel; não por ocaso, a expectativa de vida da mulher, que era muito maior, vai se aproximando da média do homem.A insatisfação feminina, tanto o peso e tanta a omissão dos seus cônjuges, vai se ampliando, especialmente diante do ideal maior pelo qual ela se casa: o desejo do companheirismo.O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, percebeu esta dinâmica na relação marido-esposa, ao propor a submissão mútua, da qual derivam a submissão feminina e o amor masculino, como deveres capazes de permitir o prazer e o compromisso em dimensões saudáveis. Escrevendo aos efésios, ele estabelece a regra áurea para a vida familiar:“Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo” (verso 21). Em seguida, em três versos e meio ele oferece o dever feminino (versos 22-24; 33b):“Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos” (versos 22-24). (…) Portanto, (…) a mulher trate o marido com todo o respeito” (33b). Ao tratar do dever masculino, o apóstolo desenvolve em oito versos e meio seu argumento, a partir da mesma idéia da submissão mútua (25-33a): “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, (30) pois somos membros do seu corpo. (31) “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne.” [Gênesis 2.24]Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja.Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo” (versos 25-33a). O CONTEXTO PAULINOQuando chamei de inspirada esta palavra, não o fiz apenas por crer na inspiração divina para a Bíblia, mas notar o quão fora de contexto está a instrução paulina no ambiente em que viviam, ele e seus leitores.A idéia do amor (ágape) como uma exigência para o homem era algo muito estranho para o seu tempo. Em sua época, o esposo/pai era o chefe absoluto da família; ele era o senhor de sua esposa, de seus filhos, das esposas dos seus filhos, dos sobrinhos, dos escravos e dos libertos, podendo dispor deles e de suas vontades, o que incluía levá-los à morte. O mundo romano, portanto, era o mundo do homem, que tinha decidia até se  um bebê viveria ou não. O poder masculino na família era absoluto. Ele podia matar uma mulher que lhe fosse infiel.A propósito, o homem não mudou muito neste quesito. Segundo uma pesquisa feita no Brasil, 17% das mulheres declararam ter sofrido algum tipo de violência doméstica em suas vidas. Deste total, mais da metade (55%) afirmou er sofrido violência física, seguida pela violência psicológica (24%), violência moral (14%) e violência sexual (7%). (SENADO FEDERAL. Violência doméstica contra a mulher. Disponível em <http://www.pflmulher.org.br/RelatorioViolenciaContraMulher.pdf>.)Em Roma, a maioria dos casamento era arranjada. A partir dos 12 anos, a mulher podia se casar, mas isto acontecia geralmente aos 14 anos. O divórcio podia ser obtido com facilidade, sem apresentação de provas. Tullia (79-45 a.C.), irmã do grande orador Cícero, se casou aos 16, ficou viúva aos 22, casou-se aos 23, divorciou-se aos 28, casou-se de novo aos 29, divorciou-se novamente aos 33 e morreu aos 34 anos de idade.Diferentemente das mulheres atenienses, mantidas segregadas, as mulheres romanas, cuja função essencial esperada era a da maternidade, podiam fazer compras e coordenavam a vida no interior da casa, para onde os homens voltam tarde da noite, depois de terem se encontrado com os amigos num banho público.O amor conjugal era absolutamente irrelevante. Em muitos casos, o amor era visto como ridículo e não como algo a ser buscado. Pompeu foi considerado efeminado por causa de seu amor para com sua jovem esposa Júlia. Falar de amor em público era inaceitável. Os casais não se beijavam em público, nem mesmo no rosto.Este padrão autoritário venceu os séculos, chegando suavizado aos nossos dias. Encontramos também, especialmente depois das transformações sociais e econômicos a partir do século 19, homens omissos, como se vivessem à parte de sua família.A recomendação bíblica é clara: o marido deve amar a sua esposa como a si mesmo. Esta instrução, assim sintetizada, é expandida pelo apóstolo Paulo em quatro orientações. 1. Há uma especificidade de papéis.A primeira orientação bíblica, neste contexto, é que marido e mulher têm papéis complementares na vida

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Efésios 5.22-24: O PRINCÍPIO DA SUBMISSÃO DA MULHER NA VIDA CONJUGAL

O PRINCÍPIO DA SUBMISSÃO DA MULHER NA VIDA CONJUGAL Efésios 5.22-24 PRESSUPOSTOS GERAISPrecisamos partir de alguns pressupostos para que caminhos juntos no entendimento dos ensinos bíblicos para a vida em família. 1. Entendemos que a Bíblia ainda é o livro que rege as nossas vidas. Por ser a Palavra de Deus, a ela nos submetemos, a ela, não à interpretação, que varia e muda. Somos cativos da Palavra de Deus, não da interpretação, seja ela de cristãos ou de não cristãos, e nem da ideologia de nosso tempo, que muda como muda o tempo. Mesmo assim, a Bíblia nos fala de princípios, que são imutáveis, porque inspirados por Deus, que conhece o tempo e não muda com ele. O que nós pensamos deve estar em conformidade com a Bíblia, não com a nossa interpretação, mas com o texto, que precisamos nos expor a ele para que ele nos exponha o conselho de Deus, o verdadeiro conselho de Deus, não o nosso, que tentamos  tornar divino. 2. Mesmo que o contexto histórico em que surgiu o conselho de Deus, este conselho continua sendo de Deus, mesmo que o contexto seja outro, e será sempre outro. O contexto, no entanto, é fundamental para entendermos o sentido do texto e para o aplicarmos ao nosso contexto. 3. Por mais elevados que sejam os padrões bíblicos para as nossas vidas, são padrões para nós. Se nós nos comprometermos em os viver, seremos felizes. Precisamos saber que os padrões bíblicos se inscrevem numa ordem espiritual, não numa ordem natural; para ficarmos com os padrões naturais, não precisaríamos da Palavra de Deus. É a realidade que deve se conformar à Palavra de Deus, e não o contrário. 2. PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS1. O ensino paulino sobre a mulher está adiante do seu tempo. A sociedade romana, em relação a família, era muito diferente da nossa. O casamento romano não tinha nada a ver com amor. Era arranjado pelas famílias. Quando casada, uma mulher romana estava sob a jurisdição do seu marido ou do pai dela, dependendo do tipo de contrato celebrado. Liberdade para mulher só quando era infértil e tinha que voltar à casa do pai. O propósito do casamento era garantir a sucessão familiar, para que os espíritos dos mortos fossem honrados.A razão para o casamento não era o amor, mas a procriação. Por esta razão, o divórcio era natural quando a mulher não pudesse cumprir esta sua função. O homem geralmente era promiscuo, naturalmente. Algumas esposas também o eram, mas discretamente, porque seu gesto poderia ser considerado infidelidade. O do homem, não. Um homem geralmente se casava aos 30 anos, e uma mulher aos 18, ou antes. Cabia ao homem ensinar essa adolescente a viver na nova casa, uma casa onde havia escravos e era semi-pública; não era um refúgio como o nosso lar hoje. A expectativa média de vida da mulher na Roma antiga era, no máximo, de 30 anos. Eis o epitáfio de uma destas mulheres (Vetúria): casada aos 11, mãe de seis filhos e falecida aos 27.As mães precisavam ter muitos filhos, porque não se sabia quantos sobreviveriam. Os maridos da aristocracia esperavam que suas esposas estivessem permanentemente grávidas. Os pobres, não, por falta de recursos para sustentar os filhos. As mulheres não podiam escolher ter ou não ter filhos. Além da maternidade, as mães podiam participar da educação dos filhos.As mulheres não tinham qualquer possibilidade de escolha pessoal. Elas estavam sempre sob a supervisão dos seus pais, parentes masculinos e maridos, que geralmente as beijavam na boca… para sentir se tinham bebido vinho, algo proibido para mulheres, por estimular ao adultério.O mundo romano antigo era a cultura patriarcal, com os homens controlando todas as posições de poder. Mulheres e crianças não tinham qualquer poder.MASON, Moya K. Roman Women: A Look at their Lives. Disponível em <http://www.moyak.com/researcher/resume/papers/roman_women.htmlAncient>.Uma mulher raramente acompanhava seu marido e filhos às refeições. E só podia comer quando acabasse a conversa à mesa, onde não podia se assentar, mas num banco ao fundo.Na família romana, portanto, a idéia de igualdade no lar simplesmente não existia. Se as mulheres de nosso tempo tivessem consciência desta informação, seriam menos resistentes aos ensinos do apóstolo Paulo, que promove uma revolução, ao pedir algo absurdo para o seu tempo: que os homens amem e respeitem suas esposas. 2. Para entendermos a recomendação paulina acerca da submissão, precisamos ler tudo o que o apóstolo fala sobre elas em suas epístolas. Ele não se contradiz e com ele aprendemos, entre outras afirmações:–  “No Senhor, todavia, a mulher não é independente do homem, nem o homem independente da mulher. Pois, assim como a mulher proveio do homem, também o homem nasce da mulher. Mas tudo provém de Deus” (1Coríntios 11.11-12).– “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.26-28). 3. Embora possamos ter algumas dúvidas sobre como entender a recomendação paulina acerca da submissão da mulher, podemos ter certeza do que o texto não diz:. Paulo não diz que a mulher não pode ocupar funções de liderança, inclusive de ser pastora. Quem lê o livro de Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas nota, com abundância, a consideração que tinha para com elas em seu ministério.. Paulo não aplica a submissão da esposa a todas as áreas da experiência humana. A instrução é específica ao contexto da vida de uma família cristã e não se aplica à política, aos negócios e nem mesmo à igreja.. Paulo não recomenda que a esposa deve obedecer ao seu marido, como se não tivesse gosto ou vontade próprios. Filhos e servos devem obedecer. Esposas devem se submeter. Portanto, quando fala dos deveres dos filhos e dos servos, Paulo pede que obedeçam a seus pais e a seus senhores (hupakouete). Quando orienta as esposa, ele pede que se submetam (andrasin). Esta diferença  não pode ser ignorada para

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Efésios 5.21: O PRINCÍPIO BÍBLICO DA MUTUALIDADE NA VIDA FAMILIAR

O PRINCÍPIO BÍBLICO DA MUTUALIDADE NA VIDA FAMILIAR Efésios 5.21 A queda nos tornou escravos do egoísmo, o principal inimigo da vida familiar saudável.Para derrotá-lo, o apóstolo Paulo sugere a submissão mútua.“Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo”. “Submetam-se uns aos outros, por reverência a Cristo”.Ah! Isso é difícil? É. Só buscamos este caminho quando o tomamos como uma tarefa que Cristo nos pede. Este “temor” ou “reverência” a Cristo significa considerar nossa família como um campo de serviço prestado a Deus.Para tanto, todos nós (cônjuges/pais e filhos/irmãos), precisamos buscar os seguintes valores, na contramão do egoísmo: 1. TRÊS VERDADES PARA NOS ANIMAR A PENSAR BIBLICAMENTE NA FAMÍLIAAntes, precisamos pensar na relevância da Bíblia para a vida em família. 1. A Bíblia é um livro para a família, em dois sentidos: a Palavra de Deus a) contém histórias de famílias, exemplares e nada exemplares, com relatos de dramas intensos, como doenças, mortes, desavenças, abandonos, esterilidade; b) oferece abundantes e sólidos conselhos e c) garante que pertencemos à grande família de Deus, em que Ele é o Pai, não importa o nosso estado civil.a) Os exemplos de famílias nada exemplares são mais abundantes: Abraão negando um filho, Davi descuidando dos seus filhos, os irmãos de Jesus com dificuldades para reconhecê-lo como Messias. Mesmo a família exemplar de Timóteo não seguia o padrão porque era constituída de avó, mãe e filho.b) Há centenas de textos com elevados padrões para a vida familiar, como o relato da criação homem-mulher, os cuidados sugeridos em Cântico dos Cânticos, o ensino de Jesus sobre o casamento e as instruções dos apóstolos, especialmente as de Paulo que, provavelmente, não tinha uma família própria.c) Eis como a Bíblia nos caracteriza: “Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito” (Efésios 2.19 -22). 2. Terra de todos nós, a família é o território onde vivemos e morremos, em dois sentidos: ali se desenvolve a história toda de cada um de nós; ali nossas potencialidades se desenvolvem, desde que amados, liberados, estimulados, e ali podemos morrer a cada dia, rejeitados, sufocados, decepados. 3. Não existe família perfeita, mas princípios perfeitos para a família. Esta convicção nos anima a não desistir da nossa, mas a gastar tempo diante de Deus agradecedendo e intercedendo por ela, chorando por ela (em lugar de escondermos seus problemas), lutando por ela (em lugar de desanimarmos), buscando novos caminhos para ela (em lugar de nos acomodarmos). Neste sentido, as tarefas na família, para que seja um espaço de amor, libertação e estímulo, cabem a todos: pais, cônjuges e filhos. 2. VALORES A CULTIVAR NA VIDA EM FAMÍLIAPodemos, então, agora, considerar os valores que tornam agradável e felicitadora a vida em família. 2.1. RESPEITORespeitar o outro é:. levar em alta conta o interesse do outro. Seu filho gosta de música, mas você acha que música não dá futuro para ninguém. Negocie com ele para estudar música e algo que você acha mais promissor.. levar em alta conta as limitações do outro. Seu marido tem dificuldade com críticas; evite criticá-lo, procurando uma forma de dizer que não soe como crítica.. promover o bem-estar (prazer) do outro. Você não quer ir à praia, mas seu irmão quer, e vocês vão. 2.2. COMPLEMENTARIDADEOutra forma de se submeter ao outro é reconhecer que, na família, cada um complementa o outro. A vida familiar é como uma orquestra composta de vários instrumentos.Você e seu marido estão em casa, quietos, quietos até demais, aí chega(m) seu(s) filho(s), fazendo barulho, falando alto, pondo música alto. Vocês podem ficar irritados ou alegres; sua casa precisa de alegria e seu filho a trouxe.Valorize as diferenças de temperamento, de gosto e de ritmo. As diferenças são o tempero da mesa familiar.Cada um tem um papel a ser desempenhado. O pai, por ser o sustentáculo financeiro da família, não mais importante que o bebê que só suga, suga mas alegra o ambienta, suga mas dá ao pai mais vontade de trabalhar.Uma boa pergunta, que cada um deve se fazer é: que necessidade na sua família você está complementando? O egoísta perguntará: O que não me estão dando? Você perguntará: O que posso dar para minha família? 2.3. PARCERIAUma família mutuamente submetida tem alvos (que são gerais) e metas (que são específicas) em comum, sem prejuízo dos alvos e das metas individuais. Em caso de conflito, o membro de uma família mutuamente submetida negará o que for individual, mesmo que seja por um tempo.Para que haja parceria, será necessário que cada um entenda que, nela:. complementamos uns aos outros. dependemos  uns dos outros. juntos somos mais fortes Então, poderemos participar dos projetos e atividades comuns.. Uma mãe/esposa pode parar de estudar para que seu(s) filho(s) ou esposo o faça. Vencida esta etapa, chegará a sua vez, o que, talvez, exija sacrifício do(s) filho(s) ou do esposo.. Um pai pode aumentar sua carga de trabalho (em mais de um emprego) por um certo tempo, em que todos economizarão, para a aquisição de uma casa própria ou para o pagamento de dívidas.. Um deles pode trocar de igreja, se isto for melhor para todos.. Um filho pode se transferir para uma escola pública até que o orçamento da casa fique equilibrado.. Todos podem contribuir para um fundo comum visando uma viagem coletiva daqui a quatro anos.. Um deles pode cuidar da casa enquanto o outro se dedica a um projeto voluntário.. Um irmão pode adiar a sua pós-graduação para que o outro possa fazer a sua primeiro.. Um irmão pode chegar em casa mais cedo para ajudar alguém que está doente em casa. 2.4. REVERÊNCIAA palavra que melhor define esta mutualidade é “temor” ou “reverência”.. Uma vida familiar será saudável quando Jesus Cristo

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Jeremias 32: ESPERE

ESPEREJeremias 32 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 7.5.2006, noite Quando os tempos estão difíceis, tendemos a olhar para o nosso presente como se não houvesse futuro. Viver sem a perspectiva do futuro é viver sem esperança, experiência que tem acompanhado a muitos, como dona Lourdes Vasconcellos, mãe do engenheiro brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, seqüestrado no Iraque em janeiro de 2005 e de quem não se notícia, se está vivo ou morto. Ela escreveu uma carta ao Presidente da República, Luis Inácio da Silva, em que afirma: “Meus olhos já não possuem brilho e meu coração não repousa. Sou tomada, todos os dias, pela dor da saudade, da incerteza, da angústia sem fim. Há um ano e quatro meses eu acordo e durmo com a mesma pergunta: `Onde está meu filho João?’. Ela mantém um fio tênue de esperança, cada vez mais tênue; por isto, ainda escreve uma carta como esta, porque sem esperança ela não conseguiria fazer este gesto. Ninguém realiza nada sem esperança (Martinho Lutero), esperanc que é “a  mais doce de todas as companheiras da alma” (Antonio Vieira).Jeremias dizia que haveria futuro para o seu povo, mas só depois de uma grande catástrofe. Isto foi um problema. Isto é um problema. Gostamos de pensar que esperança é a certeza de que algo bom vai nos acontecer.Para entendermos a natureza da esperança, a experiência de Jeremias pode nos ajudar. Vamos à história. (1) Esta é a palavra que o Senhor dirigiu a Jeremias no décimo ano do reinado de Zedequias, rei de Judá, que foi o décimo oitavo ano de Nabucodonosor. (2) Naquela época, o exército do rei da Babilônia sitiava Jerusalém e o profeta Jeremias estava preso no pátio da guarda, no palácio real de Judá.(3) Zedequias, rei de Judá, havia aprisionado Jeremias acusando-o de fazer a seguinte profecia: “O Senhor entregará a cidade nas mãos do rei da Babilônia, e este a conquistará; (4) Zedequias, rei de Judá, não escapará das mãos dos babilônios, mas certamente será entregue nas mãos do rei da Babilônia, falará com ele face a face, e o verá com os seus próprios olhos; (5) e ele levará Zedequias para a Babilônia, onde este ficará até que o Senhor cuide da situação dele; e, ainda, se eles lutarem contra os babilônios, não serão bem-sucedidos”.(6) E Jeremias disse:— O Senhor dirigiu-me a palavra nos seguintes termos: (7) “Hanameel, filho de seu tio Salum, virá ao seu encontro e dirá: `Compre a propriedade que tenho em Anatote, porque, sendo o parente mais próximo, você tem o direito e o dever de comprá-la’. (8) Conforme o Senhor tinha dito, meu primo Hanameel veio ao meu encontro no pátio da guarda e disse:— Compre a propriedade que tenho em Anatote, no território de Benjamim, porque é seu o direito de posse e de resgate. Compre-a!Então, compreendi que essa era a palavra do Senhor. (9) Assim, comprei do meu primo Hanameel a propriedade que ele possuía em Anatote. Pesei a prata e lhe paguei dezessete peças de prata. (10) Assinei e selei a escritura, e pesei a prata na balança, diante de testemunhas por mim chamadas. (11) Peguei a escritura, a cópia selada com os termos e condições da compra, bem como a cópia não selada, (12) e entreguei essa escritura de compra a Baruque, filho de Nerias, filho de Maaséias, na presença de meu primo Hanameel, das testemunhas que tinham assinado a escritura e de todos os judeus que estavam sentados no pátio da guarda. (13) Na presença deles dei as seguintes instruções a Baruque: (14) — Assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: “Tome estes documentos, tanto a cópia selada como a não selada da escritura de compra, e coloque-os num jarro de barro para que se conservem por muitos anos”. (15) Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: ‘Casas, campos e vinhas tornarão a ser comprados nesta terra’.(16) Depois que entreguei a escritura de compra a Baruque, filho de Nerias, orei ao Senhor:(17) — Ah! Soberano Senhor, tu fizeste os céus e a terra pelo teu grande poder e por teu braço estendido. Nada é difícil demais para ti. (18) Mostras bondade até mil gerações, mas lanças os pecados dos pais sobre os seus filhos. Ó grande e poderoso Deus, cujo nome é o Senhor dos Exércitos, (19) grandes são os teus propósitos e poderosos os teus feitos. Os teus olhos estão atentos aos atos dos homens; tu retribuis a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com os efeitos das suas obras. (20) Realizaste sinais e maravilhas no Egito e continuas a fazê-los até hoje, tanto em Israel como entre toda a humanidade, e alcançaste o renome que hoje tens. (21) Tiraste o teu povo do Egito com sinais e maravilhas, com mão poderosa e braço estendido, causando grande pavor. (22) Deste a eles esta terra, que sob juramento prometeste aos seus antepassados; uma terra onde manam leite e mel. (23) Eles vieram e tomaram posse dela, mas não te obedeceram nem seguiram a tua lei. Não fizeram nada daquilo que lhes ordenaste. Por isso trouxeste toda esta desgraça sobre eles. (24) As rampas de cerco são erguidas pelos inimigos para tomarem a cidade, e pela guerra, pela fome e pela peste, ela será entregue nas mãos dos babilônios que a atacam. Cumpriu-se aquilo que disseste, como vês. (25) Ainda assim, oh Soberano Senhor, tu me mandaste comprar a propriedade e convocar testemunhas do negócio, embora a cidade esteja entregue nas mãos dos babilônios!(26) A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: (27) — Eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Há alguma coisa difícil demais para mim? (…) (36) Portanto, assim diz o Senhor a esta cidade, sobre a qual vocês estão dizendo que será entregue nas mãos dos babilônios por meio da guerra, da fome e da peste: (37) “Certamente eu os reunirei de todas as terras para onde os dispersei na minha ardente ira e no

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Jeremias 12.1-5: PERSEVERE

PERSEVERE Jeremias 12.1-5 Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em 7.5.2006, manhã Jeremias 12.1-5Não há campo em que sejamos menos entusiasmados do que a política; não há área em que achemos que nada mais há a ser feito do que a política. No entanto, o ministério de Jeremias se desenvolveu no campo político. A missão dele era orientar seu povo, incluídos seus governantes, a se voltar para Deus e ouvir a sua voz. Ele não tinha uma comunidade atenta à qual pregava; ele tinha uma nação que contestava suas mensagens; ele tinha governantes que o prendia. Jeremias tinha tudo para desistir, chegando ao ponto de achar que Deus o enganara ao lhe chamar para aquela missão.Eis o  seu grito (Jeremias 20.7-13)“Senhor, tu me enganaste, e eu fui enganado; foste mais forte do que eu e prevaleceste. Sou ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim. Sempre que falo é para gritar que há violência e destruição. Por isso a palavra do Senhor [isto é: aquilo que Deus me inspira a dizer] trouxe-me insulto e censura o tempo todo. Mas, se eu digo: “Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome”, é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim. Estou exausto tentando contê-lo; já não posso mais!”Ouço muitos comentando: “Terror por todos os lados! Denunciem-no! Vamos denunciá-lo!” Todos os meus amigos estão esperando que eu tropece, e dizem: “Talvez ele se deixe enganar; então nós o venceremos e nos vingaremos dele”. Mas o Senhor está comigo, como um forte guerreiro! Portanto, aqueles que me perseguem tropeçarão e não prevalecerão. O seu fracasso lhes trará completa vergonha; a sua desonra jamais será esquecida. 12 O Senhor dos Exércitos, tu que examinas o justo e vês o coração e a mente, deixa-me ver a tua vingança sobre eles, pois a ti expus a minha causa. Cantem ao Senhor! Louvem o Senhor! Porque ele salva o pobre das mãos dos ímpios” (Jeremias 20.7-13).Por crer assim, Jeremias prosseguiu em sua jornada, mesmo que solitária.Quero deixar com você, então, um convite à perseverança. 1. DESEJANDO A PERSEVERANÇASe queremos conhecer a Deus e fazer a Sua vontade, precisamos perseverar neste conhecimento, porque o melhor está ainda por vir.Se queremos alcançar a plenitude da salvação, precisamos perseverar neste caminho, que é feito de ação e contemplação, de contemplação e ação após o recebimento da graçaSe queremos mudar o modo com nossa vida profissional (como patrão ou como empregado ou como autônomo), precisamos de muito esforço, de demorado esforço, nesta luta, que não é feito a golpes de sorte, mas de muita transpiração. Se queremos mudar o modo como navegamos na vida com nossas emoções, temos um longo oceano a singrar, porque num passe de mágica ninguém migra de uma auto-estima baixa, ou elevada demais, para uma auto-imagem equilibrada.Se queremos ficar curados de uma doença, precisamos seguir as prescrições médicas, que podem incluir remédios e mudanças de hábitos, alguns desses que herdamos de muitas gerações passadas. Se queremos viver num país com uma cara mais decente, há uma íngreme montanha a ser escalada.Se queremos viver numa família que vale a pena, com respeito e companheirismo, há muitas milhas a serem caminhadas.Se queremos viver numa igreja relevante para nós, nossa família e nossa comunidade, há muitos joelhos a serem dobrado, muitos compromissos a serem firmados, muita inteligência a ser desafiada, muitas almas a serem pastoreadas. Se queremos ser ouvidos —  Jeremias que o diga — precisamos saber que teremos que falar durante muito tempo e de forma mais eficiente a cada dia.Se queremos aprender algo novo, precisamos prosseguir aprendendo. Nada do que queremos ser virá sem que perseveremos.Nada do que queremos ter virá sem que persistamos.Nada do que queremos mudar acontecerá sem que nos apliquemos. 2. RAZÕES E CONTRA-RAZÕES PARA A DESISTÊNCIAPor que, então, tendemos a desistir (ou desistimos)?Não pense que só você quer desanimar. Jeremias esteve perto de desistir até da própria vida, depois de tanto tentar. Eis o que ele disse (Jeremias 20.14-18): “Maldito seja o dia em que eu nasci! Jamais seja abençoado o dia em que minha mãe me deu à luz! Maldito seja o homem que levou a notícia a meu pai, e o deixou muito alegre, quando disse: “Você é pai de um menino!”  Seja aquele homem como as cidades que o Senhor destruiu sem piedade. Que ele ouça gritos de socorro pela manhã, e gritos de guerra ao meio-dia; mas Deus não me matou no ventre materno nem fez da minha mãe o meu túmulo, e tampouco a deixou grávida. Por que saí do ventre materno? Só para ver dificuldades e tristezas, e terminar os meus dias na maior decepção?” (Jeremias 20.14-18) 2.1. A cultura do sucesso rápidoJeremias enfrentava o sucesso dos outros profetas. Eles é que eram bons. Eram citados. Eram respeitados. Ganhavam medalhas dos governantes. Por que ele não fazia o mesmo?Em nossa época a sedução permanece. Vivemos numa cultura globalizada onde tudo é muito rápido. Nossa natureza, que gosta de soluções que importa em pouco esforço e nenhum sacrifício, fica encantada. A velocidade se tornou uma excelência a ser buscada. Até aquilo que se normalmente se obtém com dedicação e tempo é oferecido “mastigado” em rápidas lições.Por isto, não devemos nos esquecer que a vida não é uma espécie de crediário. Não vivemos num restaurante fast food, onde muitas vezes a batata já está frita, ou num restaurante a quilo, onde a comida lhe olha antes de você chegar lá. A vida se assemelha a um restaurante em que o prato é preparado na hora; é mais gosto, mas demora mais a ser servido. 2.2. A natureza das coisas ignoradaPor vezes, tendemos a desistir quando nossas perguntas pendem sem resposta e não entendemos a razão de algumas coisas sucederem a nós ou a algum conhecido. Por que um câncer acomete uma pessoa temente a Deus, se há tantos maus saudáveis? A pergunta de Jeremias ecoa pelos séculos: “Por que o caminho dos ímpios prospera? Por que todos os traidores vivem sem

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Jeremias 29.1-22: SONHE

SONHEJeremias 29.1-22 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 30.4.2006, noite Em sentido estrito, sonho é uma atividade mental durante o ano. Em sentido largo, sonho é o uso da imaginação para desejar o que não se tem, ver o que não se vê, realizar o que ainda não é evidente. Sonhar é projetar um futuro diferente e melhor em relação ao presente.O sonho como atividade mental durante o sono não está sob o nosso controle. O sonho como atividade da imaginação está sob o nosso controle. Não podemos escolher o que, o como e o quando do sonho do sono, mas podemos escolher o que, o como e o quando do sonho acordado.Jeremias conseguiu ser feliz e realizar seus projetos por causa desta capacidade de sonho. Inspirado por Deus, ele desejava o que poucos desejavam, ele via o que ninguém vivia, ele se animava quando a maioria estava desanimada.Poucas pessoas como o pastor batista Martin Luther King Jr. sonharam um futuro melhor para seu país. Em 28 de setembro de 1963 ele pregou o que talvez seja o discurso mais famoso da história. Seu título foi: “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”). Leio alguns parágrafos deste discurso magistral. “Eu estou contente em me unir a vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que, embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e de amanhã, eu ainda tenho um sonho. (…)Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – “ nós sustentamos estas verdades como auto-evidentes: que todos os homens nascem iguais ”. Eu tenho um sonho que, um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que, um dia, até mesmo no Estado de Mississippi, um Estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que, um dia, minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que, um dia, no Alabama – com seus racistas maus, com seu governador cujos lábios gotejam palavras de intervenção e negação – um dia, bem no Alabama, meninos negros e meninas negras poderão dar as mãos a meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que, um dia, todo vale será exaltado, todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados, “então o Senhor mostrará a sua glória, e toda a humanidade a verá”. Essa é nossa esperança. Essa é a fé com que regressarei para o Sul. Com essa fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com essa fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com essa fé nós poderemos trabalhar juntos, orar juntos, lutar juntos, ir para a cadeia  juntos, defender a liberdade juntos, sabendo que seremos livres um dia. Esse será o dia, esse será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado: “Meu país, doce terra de liberdade, eu canto a ti. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos. De todo lado da montanha, que ressoe o sino da liberdade!” (…)E quando isso acontecer, quando permitirmos que o sino da liberdade ressoe, quando nós deixarmos ele ressoar em cada vila e em cada vilarejo, em cada Estado e em cada cidade, poderemos apressar a chegada do dia quando todas os filhos de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão se dar as mãos e cantar com as palavras do velho spiritual negro: “Livre afinal, livre afinal. Agradeçamos ao Deus Todo-Poderoso, nós somos livres afinal”. Que  dizer deste sonho? Quem vivesse nos anos 60 e voltasse 20 ou 40 anos depois dificilmente reconheceria aquele país. Embora tenham matado Martin Luther King Jr., seu sonho se realizou; muito do que ele imaginou hoje é real nos EUA. Há território a ser conquistado, mas muito já foi feito, muito que ninguém podia imaginar, e aconteceu porque Martin Luther King Jr. sonhou. Foi assim também com Jeremias. Ouçamos parte da sua história. [Jeremias 29.1-22](1) Este é o conteúdo da carta que o profeta Jeremias enviou de Jerusalém aos líderes, que ainda restavam entre os exilados, aos sacerdotes, aos profetas e a todo o povo que Nabucodonosor deportara de Jerusalém para a Babilônia. (2) Isso aconteceu depois que o rei Joaquim e a rainha-mãe, os oficiais do palácio real, os líderes de Judá e Jerusalém, os artesãos e os artífices foram deportados de Jerusalém para a Babilônia. (3) Ele enviou a carta por intermédio de Eleasa, filho de Safã, e Gemarias, filho de Hilquias, os quais Zedequias, rei de Judá, mandou a Nabucodonosor, rei da Babilônia. A carta dizia o seguinte:(4) “Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os exilados, que deportei de Jerusalém para a Babilônia: (5) ‘Construam casas e habitem nelas; plantem jardins e comam de seus frutos. (6) Casem-se e tenham filhos e filhas; escolham mulheres para casar-se com seus filhos e dêem as suas filhas em casamento, para que também tenham filhos e filhas. Multipliquem-se e não diminuam. (7) Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela’. (8) Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: ‘Não deixem que os profetas e adivinhos que há no meio de vocês os enganem. Não dêem atenção aos sonhos que vocês

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Jeremias 1.4-10, 17-19: AME-SE

AME-SEJeremias 1.4-10, 17-19Há muitos paradoxos no cristianismo bíblico. Um deles se refere à natureza humana.A chamada literatura de auto-ajuda começou com Dale Carnegie, quando publicou, em 1936, o seu foi “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, cuja síntese é a seguinte: “Acredite que você pode ser um sucesso, e você será”. Apesar da sua simplificação, a frase tem atraído muitas pessoas.Pego o livro dos Salmos e leio: “O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus. Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Salmo 14.2-3). Por isto, o profeta Jeremias arremata, dizendo que “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jeremias 17.9). Afinal, “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3.23), glória com que foi criado, porque feito à imagem e semelhança de Deus.Esta supervalorização tem feito muito mal ao ser humano, porque  tem levado a alguns ao auto-engano (pensando de si o que não são) e ao engano (achando que não têm erros ou pecados).No entanto, seu oposto, a desvalorização do ser humano, configurada numa auto-estima baixa, tem feito muito mal. Estou convencido que boa parte dos problemas que enfrentamos advém precisamente daí. Esta auto-percepção equivocada, presente em muitos corações, está presente pelas páginas da Bíblia, sendo Jeremias o exemplo mais notável. ANATOMIA DA FALTA DE AMOR PRÓPRIOJeremias tipifica um tipo de pessoas ainda hoje.Jeremias era alguém que tinha uma auto-imagem negativa a seu respeito. O que ele fala de si o revela. Talvez não fosse eloqüente, mas achava que não sabia falar. Conheço pessoas que não fazem sequer uma oração em público, porque não estão seguros que vão fazê-lo bem… Jeremias era alguém que se achava aquém da tarefa que Deus lhe confiava. Deus precisava de outra pessoa, não dele. Ele era jovem demais, despreparado demais. Conheço pessoas que recusam tarefas porque olham para os lados e, olhando para os lados, vêm gente mais competente. Até podem ser: mas essas pessoas não foram chamadas… E que Jeremias era assim? O texto bíblico não nos informa. Por que alguns de nós desenvolvemos um sentimento negativo acerca de nós mesmos. Há alguns fatores formativos que precisamos considerar. 1. A herança da rejeição.A rejeição é uma marca da qual não é fácil se ver livre. Por que tantas crianças adotadas, que teriam tudo por ser felizes por serem amadas por seus pais adotivos, desenvolvem auto-imagens tão ruins? Entre outros fatores, é porque, mesmo aceitas pelos pais de agora, carregam o fardo da rejeição de ontem.Imagino as dores das mulheres que vivem em sociedades em que são consideradas inferiores, em que são recebidas como um peso, em que não são amadas; antes, são vistas como estorvos.Imagino as dores de crianças rejeitadas pelos pais, algumas ainda no útero. Conheço pessoas que nunca se acertaram na vida porque foram rejeitadas por seus pais, mesmo vivendo com eles. 2. O peso das expectativasTêm um peso também as exigências elevadas dos pais e familiares, manifestas de forma agudamente crítica. No caso de Jeremias, talvez em Ananote, sua cidade, quisessem que ele fosse tão bom quanto seu pai, o sacerdote Hilquias.Muitos pais querem que seus filhos sejam o que não conseguiram ser e acabam, claramente ou não, esperando isto deles. Quando essas crianças dão sinais de que não vão alcançar aquelas expectativas, podem ser criticadas ou repreendidas, castigadas ou superprotegidas.Uns reagem bem a expectativas inalcançáveis, considerando-as inalcançáveis por si mesmas, mas outras reagem mal, achando-se culpados por não alcançar essas expectativas.Essas situações podem seguir as vidas na idade adulta. Que esperar de uma mulher a vida inteira criticada e controlada por  seu marido. Que esperar de um esposo que nunca acerta, pelo menos aos olhos do seu esposo. Se ele ou ela não tiver uma boa auto-estima, vai acabar acreditando no que o seu cônjuge lhe diz. 3. A pressão da culturaJeremias experimentaria ao logo de sua vida a pressão de sua comunidade, que lhe colocava um padrão de sucesso profético. Alguns iam bem; eram recebidos em palácio, e ele ia para a cadeia. Havia um modo de ser profeta, e se esperava que Jeremias o seguisse, como hoje também acontece. Acontece que as pessoas são diferentes; têm ritmos diferentes e nem sempre se adaptam a padrões estabelecidos sem consulta prévia, na mais completa ignorância das competências individuais. Em nossa sociedade, estima-se que para se ter sucesso (sucesso entendido em termos como um fim em si mesmo), uma pessoa, por exemplo, precisa ser inteligente (que é sempre uma comparação) e bonita (que é sempre uma comparação). Para alguns, isto é um desafio. Para outros, é um sentimento de inadequação e de rejeição. Toda comparação é insuficiente e padece da síndrome dos dez espias, que viram gigantes e obstáculos intransponíveis na terra que lhes fora dada para conquistar (Números 13). Poucos, ao (se) compararem, se sentem davis, que não olhou o gigante como maior que ele, mas como um igual, e o derrotou. A sociedade diz amar a diversidade, mas cultua a homogenidade. Deus aprecia a biodiversidade. 4. Uma visão errada acerca de Deus.Há ainda a leitura incompleta da Bíblia, marcada por uma visão que nega qualquer dignidade ao ser humano. Há até a afirmação de que o sentido da vida cristã é a auto-negação… Jesus não é a expressão maior da humildade por ter negado sua própria divindade? Se é assim, cada um de nós não deve se ver como inútil, como último, como sem valor? Uma teologia do pecado é devastadora se não incluir a graça como um de seus capítulos.Para muitos, Deus é como um pai rabugento e exigente, que castiga os filhos desobedientes e premia os obedientes. Seu prazer, parece, é apresentar para seus filhos padrões que só Ele pode alcançar. O resultado é o ser humano se esforçando para alcançar esses padrões, a partir do auto-esforço, que tem um nome: legalismo, que

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

João 15.1-17: PERMANEÇA EM CRISTO

PERMANEÇA EM CRISTOJoão 15.1-6) Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em julho, agosto e setembro de 2006 (vários cultos) Jesus nos fala de um tipo de pessoa, que, não tendo raiz em si mesma, “permanece pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona” (Mateus 13:21).A apostasia sempre rondou a fé cristã. Penso em apostasia no seu sentido primeiro, que é a renúncia à própria fé, mas penso também no desânimo que assalta os que mantêm a fé. Escrevendo no final do primeiro século, um dos discípulos de Jesus, chamado João, mostrou a sua preocupação quanto à apostasia da fé. Então, ele escreveu uma carta, com a seguinte instrução aos cristãos de seu tempo e, logo, de todos os tempos: “Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou. Filhinhos, agora permaneçam nele [em Jesus Cristo] para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda. Se vocês sabem que ele é justo, saibam também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele” (1João 2.27-29). “Permaneçam nele como ele os ensinou”. Permaneçam em Jesus como Jesus ensinou. Quando voltamos aos Evangelhos, vemos que explicitamente Jesus fez o mesmo convite. Pouco antes de ser crucificado, o Mestre ensinou a mesma verdade aos seus discípulos (João 15.1-17): “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos. Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. O meu mandamento é este: `Amem-se uns aos outros como eu os amei’. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: `Amem-se uns aos outros’” (João 15.1-17). A mensagem é a mesma para todos os seguidores de Jesus. Hoje também alguns se afastam da  fé cristã por razões racionais e também por razões emocionais. Uns acham que a fé precisa passar pelo crivo da razão, como, de fato, passa, mas eles se confundem no caminho, pouco entendendo da razão e nada entendendo da fé. Não há novidade neste itinerário: João diz quem aqui assim se desvia cede ao anticristo.. Outros acham que a fé deve passar pelo crivo das suas expectativas. A exemplo do que acontece na vida conjugal, muitos têm suas vidas cristãs enfraquecidas por causa das expectativas que têm acerca de si mesmos, acerca da Igreja e até acerca de Cristo. Receber a graça é de graça, mas viver sob a graça tem um preço. Receber a Cristo como Salvador é de graça; receber a Cristo como Senhor tem um preço. Entrar na Caminho não tem preço; ficar no Caminho tem.Jesus se apresenta como o Bom Pastor, como a Porta das ovelhas, como o Messias, como a Ressurreição e a Vida, como o Pão da Vida e também como a Videira verdadeira. Jesus, portanto, se apresenta sendo uma videira, uma planta cujo fruto é a uva. Jesus nos descreve como sendo os ramos desta videira.Há vários tipos de ramos. Há ramos que são jogados fora, como a semente plantada fora do leito das sementes (Marcos 4.15); são ramos que nunca estiveram ligados à Videira. Hamos que são cortados, como a semente plantada em solo pedregoso (Marcos 4.16-17); são ramos que quase se  ligam mas não se ligam, porque acham que vão perder a liberdade. Há ramos que são limpos por Jesus e cuidados por  Jesus. Estes são ramos da Videira verdadeira.Que tipo de ramo sou eu. Que tipo de ramo é você?A videira, com os seus ramos, precisa ser cuidada, mas, diz Jesus, não nos preocupemos com quem cuida dela, pois Quem dela cuida é o próprio Pai, o Deus Criador do mundo, a quem Jesus chama de Viticultor, aquele que cuida da plantação de videiras. Esta convicção de Jesus lhe dava a confiança para enfrentar as raposas de sua vida. Uma videira não surge do acaso; é plantada por Deus, é cultivada por Deus. Todo aquele que permanece em Jesus sabe que é plantado por Deus e é cultivado por Deus. O convite da Videira verdadeira é claro: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês” (verso 4). Ou mais

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Hebreus 06.01: AVANCE PARA A MATURIDADE

AVANCE PARA A MATURIDADE Hebreus 6.1 Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em 9.7.2006, noite Há cristãos que só bebem leite, como se seus estômagos espirituais não pudessem receber alimento sólido.Há cristãos que não oram, exceto quando estão em dificuldade.Há cristãos que não lêem a Bíblia regularmente, e a maioria deles nunca leu a Bíblia toda. Há cristãos que nunca freqüentaram uma classe de escola dominical.Fui professor de um senhor na Escola Bíblica. No início da aula, perguntei-lhe há quantos anos era crente. No final, pedi-lhe para orar. Ele demorou um pouco e recitou o Pai Nosso. Depois, confessou que não sabia orar.Tive uma família amiga, em que o pai e esposo era um dedicado ministro na igreja. Era professor da Escola Bíblica, cantava sempre e até pregava de vez em quando. Já tinha uma certa idade, mas todo domingo arrumava confusão em casa antes do culto matinal. Sua violência verbal e, às vezes, física destruiu sua família.Eu poderia fazer uma lista triste de cristãos sucumbidos, de adolescentes a idosos, mas vou lhes poupar, porque todos temos tristemente as nossas listas.Melhor que fazer listas que nos deprimam é lembrar o imperativo de Deus para todos nós, como este que o autor de Hebreus apresenta: “Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno” (Hebreus 6.1-2).Você quer avançar para a maturidade? Eu quero. 1. Não estou satisfeito com o conhecimento inicial que recebi e que me abriu as portas do presente e do futuro, porque quero mais.Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em estudo recente, a cada ano entram dois milhões de pessoas para as igrejas evangélicas. O índice de evangélicos que, no último censo geral no Brasil em 2000, era de 15%, já chegou a 18%. Não sai da minha uma frase de Robinho, quando ainda era jogador do Santos, ao lhe perguntaram sobre planos para o futuro. Ele respondeu que era tornar-se evangélico.Os evangélicos devemos ficar felizes, mas também desejosos que esta adesão não seja aquela que acompanhava Jesus, formada por pessoas que queriam sinais miraculosos, hoje compreendidos principalmente como cura e prosperidade. A resposta de Jesus deve ecoar nas nossas mentes como uma séria advertência: “Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas. Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas, agora está aqui o que é maior do que Jonas” (Mateus 12.39-41).Uma multidão acompanhava Jesus, mas muitos não ouviram o que disse, porque não receberam o que queriam, mas o que precisavam, razão por que muitos não aceitaram a Jesus.O evangelho de Jesus Cristo é muito simples e demanda uma aceitação. Quem o aceita passa a participar do Reino de Deus. Entender a extensão deste Reino, no entanto, demanda empenho. Há coisas difíceis nele para o nosso entendimento, como a tensão de já ter sido inaugurado por Jesus e não ter sido completado ainda. Somos cristãos escatológicos: vivemos no presente, mas nossos valores são os do futuro. Assim é o reino. É por isto que o autor aos Hebreus nos pede que “deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno” (Hebreus 6.1-2). Estes princípios são princípios de vida, profundos e transformadores. Como um bebê precisa de leite, estes princípios devem nos alimentar, mas é preciso que, depois, eles sejam considerados ralos, logo insuficientes para nos nutrir. Precisamos nos tornar capazes de comer alimento sólido, de aprender verdades mais profundas. O mesmo autor lamenta que tinha muito a dizer aos hebreus, mas eles se tornaram lentos para aprender, satisfeitos com o leite primordial. Lembra ele: “Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal” (Hebreus 5.13-14) A vida cristã, portanto, é um exercício constante, para que seja capaz de discernir a vontade de Deus.Deus quer que nos alimentemos de alimento sólido e o deixou numa biblioteca de livros inspirados, chamada Bíblia. Nela há leite para a salvação e há também alimento sólido para a santificação e para o entendimento do tempo em que vivemos.Para ler a Bíblia, precisamos de três atitudes. . A primeira é a decisão: decidamos ler a Bíblia, bebendo seu leite e seu alimento sólido. Se queremos conhecer Quem Deus é, como Deus age e o que Ele espera de nós, precisamos ler o livro que escreveu, com ajuda de dezenas de parceiros. A Bíblia não é um livro qualquer. . A segunda é a dedicação: consagremos nossas vidas à leitura da Bíblia. Esta não é uma tarefa fácil, mas deve ser visto como ela é: prazerosa. Com dedicação, fixaremos metas a serem alcançadas, nos cercaremos de recursos que ampliem nossa compreensão e faremos da leitura o instante do encontro diário com Deus, feito também com oração. Leitura da Bíblia e oração são companheiras inseparáveis. A leitura já em si uma forma de oração, mas faz mais e nos estimula a orar. A oração é falar e ouvir, e Deus fala principalmente por meio da Sua Palavra escrita.. A terceira é a disciplina: organizemos nossas vidas para que haja tempo para fazermos o que decidimos fazer. O tempo não é elástico, pelo que só realizaremos

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Mateus 6.25-34: BUSQUE O REINO DE DEUS

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006
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