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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Tiago 4.4-10: APROXIME-SE DE DEUS

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Isaías 1: BUSQUE A JUSTIÇA

BUSQUE A JUSTIÇA Isaías 1 Como todos os povos religiosos, o de Israel tinha orgulho de sua fé.O profeta Isaías ironiza vigorosamente essa fé, traduzindo as seguintes palavras de Deus, já no final do seu livro: “Dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles. ‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados. Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto” (Isaías 58.2-4).Muitos de nós temos orgulho de nossa fé. Os evangélicos brasileiros tendemos a ter orgulho de nossa fé, mas nossa fé tem feito pouca diferença no Brasil. Temos orado pouco pelo Brasil e mesmo este pouco não tem sido ouvido por causa de nossas mãos. Como seremos ouvidos em nossos pedidos de justiça se também somos injustos? Isaías nos ajuda com sua ironia, com que começa o seu livro: “O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende” (Isaías 1.3) Não temos compreendido a natureza da religião que Deus espera de cada um de nós, como bem definida por Tiago: Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1.26-27). Contentamos com belos templos, mas Deus não se contenta. Contentamo-nos com cultos bem preparados, mas Deus não se contenta. Por meio do profeta Isaías, Ele pergunta: “Para que me oferecem tantos sacrifícios?” (Isaías 1.11). Deus mesmo responde: “Para mim, chega de holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos gordos. Não tenho nenhum prazer no sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes! Quando vocês vêm à minha presença, quem lhes pediu que pusessem os pés em meus átrios? Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade. Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais! Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue!” (Isaías 1.11-15)Precisamos estar atentos a mensagem divina, mesmo que nos soe dura, como esta: “Lavem-se! Limpem-se!Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva” (Isaías 1.16-17).Lemos a condenação aos que estão no poder e concordamos plenamente: “Seus líderes são rebeldes, amigos de ladrões; todos eles amam o suborno e andam atrás de presentes. Eles não defendem os direitos do órfão e não tomam conhecimento da causa da viúva” (Isaías 1.23). Talvez nos escondamos atrás da suposição de que a injustiça é uma prática de vida apenas dos que têm dinheiro ou poder. A injustiça dos poderosos é um reflexo da nossa, mesmo que a nossa seja “apenas” (obrigatoriamente, entre aspas) a omissão.Todos precisamos ouvir a recomendação divina: “Venham, vamos refletir juntos”, diz o Senhor. “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão. Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada. Pois o Senhor é quem fala!” (Isaías 1.18-21). Quero, então, fazer um chamado a uma vida digna do Evangelho, que é uma vida pautada pela prática da justiça. 1Perguntemos onde Deus está diante da injustiça, mas também nos perguntemos onde estamos.No dia 28 de maio de 2006, o papa Bento 16 esteve em Auschwitz, onde, durante o terror nazista, morreram um milhão e meio de pessoas. Segundo se noticiou, enquanto caminhava pela área que um dia foram campos de concentração para a morte, o líder católico perguntou: “Em um lugar como este, faltam palavras. No fim, pode haver apenas um silêncio no qual um coração clama por Deus. Por que, Deus, o Senhor permaneceu em silêncio? Como pôde tolerar tudo isso? Onde estava Deus naqueles dias? Por que ficou ele em silêncio? Como pôde ele permitir esse massacre sem fim, esse triunfo do mal?”A voz do papa ecoou pelo mundo, em diferentes direções. Numa delas, o rabino Henry Sobel rebateu: “Quando nos deparamos com o mal e a tragédia no mundo, é natural perguntarmos: onde está Deus? Como Ele pode deixar que tal coisa aconteça? A meu ver, porém, não são estas as perguntas primordiais. O que nos devemos perguntar não é onde está Deus, mas, sim, onde está o homem. Não como pode Ele, Deus, permitir que tais coisas aconteçam, mas, sim, por que ele, o homem, permite que essas coisas aconteçam. O que é que o ser humano tem feito para impedir as barbaridades? Com todo o respeito, permito-me responder ao Sumo Pontífice: Deus estava onde sempre esteve, esperando que os homens assumissem o seu dever”. (SOBEL, Henry. O papa em Auschwitz. Artigo em O Estadoe de S. Paulo. Disponível em <http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=270918>. Acessado em 10.6.2006.Para ser honesto, eu preciso me perguntar: de que lado eu ficaria na Alemanha, com toda aquela propaganda nazista, com muitas igrejas identificadas com o nacional-socialismo? Seria que eu teria a coragem de Martin Niemöller, de Dietrich Bonhoeffer e de tantos outros cristãos, ou ficaria cantando

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Salmo 46: ACALME-SE

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

Levítico 20.7: SEJA SANTO

SEJA SANTOLevítico 20.7 Pregado na Igreja Batista Itacurucá, em 28.5.2005 — culto da noite “Limpa teu coração. Faz dele uma casa para o Senhor. Deixa que Ele more em ti e tu morarás nEle”. (Agostinho) A palavra “santo” envelheceu e perdeu seu sentido primeiro, ela que nasceu na boca de Deus. O Pentateuco está pleno de instruções à santidade. O Livro de Levítico é o mais pródigo delas, nelas Deus pedindo inúmeras vezes: . “Vocês têm que fazer separação entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro” (Levitico 10.10).. “Diga o seguinte a toda comunidade de Israel: `Sejam santos porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo’” (Levítico 19.1).. “Consagrem-se, porém, e sejam santos, porque eu sou o Senhor, o Deus de vocês” (Levitico 20.7). . “Vocês serão santos para mim, porque eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem meus” (Levitico 20.26).A exigência da santidade, portanto, não é de nenhuma instituição. Vem diretamente de Deus mesmo, a partir de sua própria santidade, que Ele mesmo apresenta como o alvo a ser alcançado pelos seres humanos. 1. A EXIGÊNCIA DIVINA POR SANTIDADEPodemos ser santos?Deus nos pede que o sejamos.O problema é que nós, seres humanos, temos envelhecido a exigência de Deus, seja descumprindo-a, seja fazendo exigências que Deus não fez, mas apresentando-as como dEle sendo.Tanto é que, para muitas pessoas, santo é aquele cristão que, tendo sido mártir durante alguma perseguição, foi elevado a uma categoria de intercessor para e pelos que estão vivos. Para ser santo, você não precisa ser um mártir, embora o santo se forje na fornalha do sofrimento.Para outras, santo é aquele cristão que, diante do ataque ou da injustiça, não reage. É por isto que, ao se enraivecer, é comum alguém dizer, por exemplo: “Eu não sou santo”. Para ser santo, você não precisa ser uma mosca morta, porque o santo se ira, mas procura não pecar. Para outras também, santo é aquele cristão se abstém das práticas culturais de seu povo, negando seus desejos e até mesmo impondo flagelo ao seu corpo. Para ser santo, você não precisa impor cargas além daquelas postas pelo próprio Deus e que visam a bênção pessoal e a edificação da comunidade a quem abençoa.Para outros, santo é alguém que passa horas diárias de oração diante de Deus. Para ser santo, você precisa ter o ideal de ser um homem ou  mulher de oração, mas não se mede por horas, mas por dependência.Pior que isto, há quem veja o santo como aquele cristão que faz uma pose de piedade, geralmente carrancuda, para consumo externo. Para ser santo, não precisa fazer pose; as pessoas o verão como tal, especialmente se você for alegre; a santidade é sorridente, não amarga. 2. DA AUTO-SUPERAÇÃO PARA A ANIQUILAÇÃO DO EUO que é um santo?No Antigo Testamento, a santidade é um convite divino ao ser humano para a auto-superação através do sacrifício, num esforço de subida para onde Deus està. No Novo Testamento, a santidade é um convite divino para a auto-aniquilação através da imitação de Cristo, num esforço de descida.Santo é aquele que diz, para si mesmo e para os outros: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2.20).Santo é quem é exclusivo para Deus. É aquele tem prazer em fazer parte de uma “geração eleita”, de um “sacerdócio real”, de uma “nação santa”, como “povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pedro 2.9). O santo tem esta síntese magistral de Pedro inscrita nos umbrais de seus desejos, sabendo que antes não era nada, mas agora é parte do povo de Deus; não conhecia a misericórdia de Deus, mas agora conhece (1Pedro 2.10). Santo é quem se sabe separado e sabendo-se separado, acha-se separado, e achando-se separado, gosta de ser separado. Neste sentido, santidade é uma espécie de demarcação de território. Quando Moisés foi convidado para subir ao monte Sinai para se encontrar com Deus, parte da montanha foi demarcada, com lugares acessáveis e não-acessáveis (Êxodo 19). É o mesmo que o apóstolo Paulo disse que todas as coisas nos são licitas, mas nem todas convêm (1Coríntios 6.12).Santo é quem abre mão voluntariamente da obsessão pelo seu eu. O eu está nele, pressionando-o para escravizá-lo, mas ele o vence como Cristo venceu a morte. Quem vive nele é Cristo, não o seu eu. Quem rege a sua vida é Cristo, não o seu eu.Santo é alguém envolvido pela colorida atmosfera da graça da liberdade e da alegria, não do medo e da tristeza. Só uma tristeza o incomoda, mas é tristeza construtiva. O seu próprio pecado o entristece, ao ponto de gritar “miserável homem que sou” (Romanos 7.24). Sua tristeza o leva ao arrependimento. Deus gosta que nos entristeçamos assim. “A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação, e a tristeza segundo o mundo produz morte” (2Coríntios 7.9). Santo, portanto, é quem sabe que é um miserável pecador.Santo é quem continua assombrado diante do que Deus fez e faz  A revelação bíblica não muda e ela pergunta: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas?” (Êxodo 15.11). Diante dele é para tremermos, do alto a baixo, quando faz coisas grandes e faz coisas aparentemente pequenas. Em Jesus Cristo, vemos que “o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas” (João 5.20). Tudo o que somos e temos “vem da parte do Senhor dos Exércitos, maravilhoso em conselhos e magnífico em sabedoria” (Isaías 28.29).Ser santo não é ter não desejos pecaminosos; é dominá-los, com a ajuda do Espírito

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Israel Belo de Azevedo dezembro 27, 2006

João 13.1-7: JESUS NOS MOSTRA QUEM É O OUTRO

JESUS NOS MOSTRA QUEM É O OUTROJoão 13.1-7 (Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 247.12.2006, manhã, culto 2) PRELÚDIOQuando eu era criança, em Vitória, no Espírito Santo, havia uma família em nossa igreja que causava um certo mal estar em nós. Acho que poucos iam à casa deles, porque na porta principal havia uma placa, que julgávamos antipática: “Seja bem-vindo, mas limpe os pés”.Para nós, eles não eram hospitaleiros. Onde já se viu umas boas-vindas daquela?Todos queremos ser bem recebidos onde vamos. Por isto, procuramos receber bem as pessoas em nossas casas. É claro que a noção de hospitalidade muda com o tempo, em função de muitos fatores.No Oriente antigo, era sinal de cortesia e hospitalidade cuidar do corpo todo, não só do estômago, dos visitantes. Esperava-se que um anfitrião, quando recebia alguém ilustre, tomasse a iniciativa de ungir sua cabeça com perfume; este gesto era recebido como uma homenagem (Salmo 23.5). Como parte de sua cultura, a mulher pecadora ungiu os pés de Jesus (Lucas 7.39), por não se achar digna de perfumar os seus cabelos.Outro sinal de cortesia era lavar os pés dos visitantes. Quando Abraão recebeu a visita de três pessoas, que ele ainda não sabia que eram anjos, convidou-os a ficar em sua casa, quando teriam  seus pés lavados antes de se deitarem (Gênesis 18.2-4).Encontramos ainda outra história ilustrativa, não só de hospitalidade, mas também de hospitalidade associada com humildade. Abigail, diante de Davi e seu bando militar, apresentou-se com as seguintes palavras: “Aqui está a sua serva, pronta para servi-los e lavar os pés dos servos de meu senhor” (1Samuel 25.41).Ao tempo de Jesus, a prática era comum em sua região, região de ruas e estradas de chão, logo empoeiradas. Ademais, as pessoas, durante as refeições e festas, praticamente se deitavam diante da mesa onde estava o alimento. Lavar as mãos e os pés era necessário. Lendo a história narrada no capítulo 13 de João, aprendemos um pouco mais sobre hospitalidade. Em nosso tempo, não existe a prática de lavarmos os pés uns dos outros. Em nossa cultura, quando recebemos algum convidado, procuramos caprichar. Quando ele chega em nossa casa, nós o saudamos, com um abraço ou um beijo. Se for a primeira vez, é um costume em muitas famílias mostrar a casa cômodo por cômodo. Depois, todos se assentam para conversar ou comer. Na hora de comer, é comum o convidado lavar, ele mesmo, suas mãos. Nosso convidado não espera que lavemos suas mãos ou seus pés. Também não é esperado que ele tire os seus sapatos. Vivendo inteiramente em sua cultura, Jesus lavou os pés dos seus discípulos. A casa era emprestada. Não estamos, portanto, diante de uma demonstração de hospitalidade. Jesus sempre parte das situações, vivencia-as e muda o seu significado. Jesus sempre muda as coisas, para nos ensinar uma verdade ou para nos oferecer uma vida com qualidade.Neste caso, ele tomou uma prática arraigada no tempo (o banho dos pés) para ensinar como devem ser as relações entre as pessoas. Segundo a Bíblia, ele se levantou da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura (versos 4-5).Nesta hora, Judas estava consolidando seu pacto com o Diabo pata trair Jesus.Nesta hora, os discípulos se perguntavam quem era o maior. Não se consideravam servos, que tinham a missão de lavar os pés dos senhores e dos visitantes ilustres. Não fazem o mesmo alguns quando esperam cargos na igreja para poderem servir a Jesus? 2. POR QUE JESUS LAVOU OS PÉS DOS SEUS DISCÍPULOS?Lendo cuidadosamente a narrativa bíblica, encontramos as razões pelas quais Jesus lavou os pés dos seus discípulos.Nesse momento, estavam reunidos numa casa em Jerusalém, talvez no andar de cima (daí Cenáculo). O gesto de Jesus, de lhes lavar os pés, precedeu a Ceia que partilhou com eles. É provável que este salão foi o palco também da cena do Pentecoste e acabou se tornando uma sinagoga utilizada pelos primeiros cristãos.Quero assinalar três razões para o gesto de Jesus no Cenáculo, segundo o texto. 2.1. Jesus tinha um projeto de vida claro (verso 1).A síntese joanina é eloqüente: “Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (verso 1).Se eu pudesse definir como Jesus se via, eu usaria uma palavra: peregrino. Ele sabia que era um peregrino, no sentido que sabia que estava de passagem pela história humana e tinha uma missão a ser cumprida. Assim como não se agarrou à sua divindade no céu, não se agarrou à sua humanidade na terra. Por isto, amou os seus queridos até o fim. Seu projeto de vida era amar até o fim de sua vida.Quem tem um projeto de vida claro empenha a sua vida para realizar o seu projeto. Por isto, Jesus se humilhou daquele modo: o Senhor fez o papel de servo. Os ricos terceirizavam a tarefa de lavar os pés dos seus convidados. Jesus mesmo o fez, lavando e enxugando os pés dos seus discípulos.Somos cristãos, logo estamos a caminho do cenáculo final (o céu), onde a presença de Deus brilhará como o sol. Estar a caminho não é fugir; é fazer o caminho. Temos um caminho por fazer. Há cristãos que não entenderam a essência peregrina de suas vidas. Somos peregrinos com um projeto de vida. Sabemos porque viemos ao mundo, porque estamos no mundo e para que estamos no mundo. Se há uma diferença em ser cristão, é esta.O modo como nos relacionamos com os outros, o modo como vemos os outros, o modo como nos vemos a nós mesmos tem a ver com o projeto que temos para nossas vidas. 2.2. Jesus tinha uma auto-imagem em plena sintonia com a imagem que o Pai tinha dele (verso 3).Quem era Jesus? O

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Israel Belo de Azevedo dezembro 23, 2006

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