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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
Credo Apostólico
Israel Belo de Azevedo

CREDO APOSTÓLICO, O CREDO CRISTÃO, 6 – Creio em Jesus Cristo que viveu e morreu ao tempo de Pôncio Pliatos

O Credo dos Apóstolos parte do pressuposto que Jesus Cristo teve uma existência real.

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Israel Belo de Azevedo outubro 16, 2011

Deuteronômio 9.26-29 — O BRASIL PRECISA DE ORAÇÃO

Délis Ortiz, repórter especial da Rede Globo de Televisão, chegou ao Rio de Janeiro (e poderia ser em qualquer outra cidade brasileira) e tomou um táxi. O motorista, reconhecendo-a, admirou-se como ela conseguia conviver com aqueles que chamou de “ladrões de Brasília”: — Não deveria existir déficit da previdência, os impostos nem precisariam ser tão altos, o serviço público poderia ser de primeira. O problema é que quanto mais se arrecada, mais escorre pelo ralo, tamanha a roubalheira. Délis se admirou, mas também se admirou das espertezas que ele cometeu no trajeto, fazendo o percurso mais longo, acima da velocidade, avançando sinal, entre outros deslizes. Ao final da corrida, ela não se conteve: — Veja como são as coisas, seu moço. O senhor veio de lá aqui destilando a ira de um trabalhador honesto. No entanto, se aproveitou do fato de eu não saber andar na cidade, empurrou uma bandeirada, andou acima da velocidade permitida, furou sinal, deu voltas, fingiu que me deu o troco certo e diz que não tem nota fiscal!. O senhor acha mesmo que ladrões são aqueles que estão em Brasília? Que diferença há entre o senhor e eles?” (ORTIZ, Délis. A cara do Brasil. Ultimato, março-abril de 2009. Disponível também em ) E antes de condenar o taxista, precisamos nos olhar no espelho. Portanto, ao mesmo tempo em que oramos pela nação brasileira, precisamos orar por nós mesmos, confessando os nossos pecados, sobretudo aqueles que condenamos nos outros. TODO PECADO É SEMPRE CONTRA DEUS Moisés, o líder dos hebreus no deserto, fez isto. Ele sempre os advertiu para se cuidarem a fim de não cometerem os mesmos pecados das nações vizinhas, que adoravam bois e outros animais. Para sua extraordinária surpresa, enquanto se demorou um pouco para receber instruções diretas de Deus para si mesmo e para o povo que liderava, este povo, com a cumplicidade do seu irmão Aarão, juntou todo o ouro que tinha para fundir um boi e lhe prestar um animado culto. Foi, quando traduzindo sua própria indignação, ele clamou ao Senhor Deus: “Ó SENHOR Deus! Não destruas o teu povo e a tua herança, que resgataste com a tua grandeza, que tiraste do Egito com poderosa mão. Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Jacó; não atentes para a dureza deste povo, nem para a sua maldade, nem para o seu pecado, para que o povo da terra donde nos tiraste não diga: ‘Não tendo podido o SENHOR introduzi-los na terra de que lhes tinha falado e porque os aborrecia, os tirou para matá-los no deserto’. Todavia, são eles o teu povo e a tua herança, que tiraste com a tua grande força e com o braço estendido” (Deuteronômio 9.26-29). Moisés tinha consciência das consequências do pecado, seja ele individual, estadual ou federal; seja ele cometido na área pessoal ou profissional; venha ele das pessoas comuns ou dos líderes; tenha ele um significado religioso (como a adoração a um bezerro ou a um pedaço de pau) ou social (como a jogatina ou a corrupção). Erramos quando pensamos que Deus só se importa com os pecados decorrentes da falta de fé no Deus Único ou com os relacionados ao exercício imoral do sexualidade humana. A fome na África ou a desigualdade no Brasil são atentados eloquentes contra a justiça de Deus, que levam as pessoas a gritar como Castro Alves (em 1868), depois de perguntar: “Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes?”:                                                Basta, Senhor!  De teu potente braço                                                  Role através dos astros e do espaço                                                          Perdão p’ra os crimes meus!                                                  Há dois mil anos eu soluço um grito…                                                 escuta o brado meu lá no infinito,                                                         Meu Deus!  Senhor, meu Deus!!…   Uma pessoa que ora mas furta precisa pedir perdão como sua mais importante prece. Um empresário que ora mas sonega impostos sabe que o juízo de Deus pende sobre sua cabeça. Uma pessoa que ora mas é insensível ao sofrimento do outro, às vezes na calçada da igreja onde cultua a Deus, nega aquele a quem adora. Uma pessoa que ora mas seu único interesse é o próprio benefício ainda não entendeu que Deus deseja ver misericórdia e não apenas cultos bonitos (Mateus 12.7). UM BRASIL LIMPO Queremos um Brasil sem corrupção? 1. Quando encontrarmos um objeto perdido, deixemo-lo onde está, porque, diferentemente do ditado popular, achado é roubado. 2. Quando nos depararmos com um caminhão tombado, não nos juntemos aos saqueadores, porque está errado o antigo ditado segundo o qual “pecado é roubar e não poder carregar”. 3. Quando um amigo que chegou primeiro nos oferecer um lugar na fila, respeitemos a ordem em que chegamos, mesmo que vá nos atrasar. 4. Quando nos oferecerem uma vaga para passar num concurso, para uma escola ou para um emprego, recusemos, mesmo que tantos ofereçam e tantos aceitem. 5. Quando comprarmos um produto, além de verificarmos se o fabricante tem um selo verde e se não emprega crianças no processo produtivo, chequemos se ele não ganha suas concorrências com fraude ou se não sonega seus impostos. 6. Quando comermos num restaurante, confiramos se a gorjeta vai mesmo para o garçom. 7. Quando formos declarar o imposto de renda, não omitamos receitas nem aumentemos despesas. 8. Quando o guarda nos parar na rodovia por alguma infração, deixemos que aplique a multa que nos cabe, mesmo que nos peça algo para não preencher o talão. 9. Quando nos enviarem por correio eletrônico, como anexo, o livro, ou a música ou o filme de que tanto precisamos, deletemos a mensagem sem abrir, antes que a tentação argumente. 10. Quando na roleta do ônibus, o trocador nos oferecer um bom desconto para pularmos a catraca, não sejamos seus cúmplices. 11. Quando recebermos nosso salário no final do mês, possamos agradecer a Deus por o ter ganho cumprindo nossos horários, atentando para as regras e sem tirar vantagens indevidas, jamais desviando o que quer que seja, tempo, documento ou dinheiro que não nos

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Israel Belo de Azevedo setembro 17, 2011

Gálatas 5.22 — A PAZ COMO DOM DO ESPÍRITO (O fruto do Espírito, 9)

  Se procurarmos na internet a palavra “paz”, encontraremos (só num endereço de pesquisa, o Altavista) três milhões de páginas dedicadas ao assunto. Milhares delas são de organizações governamentais e não-governamentais fundadas para promover a paz. Percorrendo as páginas do site de Deus, a Bíblia Sagrada, encontramos 290 vezes (86 no Novo Testamento) a palavra “paz”, além das que lhe são correlatas (como pacificadores, pacíficos, pacificamente, etc.). A paz é o desejo mais profundo do ser humano. Não por acaso, ela é uma promessa de Deus aos seus filhos. Desde muito cedo, os homens de bem se cumprimentavam assim: “Paz seja convosco” (Gn 43.23). Os anjos de Deus apresentavam-se do mesmo modo: “Paz seja contigo” (Jz 6.23). O Antigo Testamento nos ensina a abençoar assim: “o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (Nm 6.26). Jesus saudava seus discípulos e amigos com a expressão: “A paz seja com vocês” (Lc 24.36). Ele recomendou expressamente aos seus discípulos, quando entrassem na residência de alguém, que dissessem: “Paz seja nesta casa” (Lc 10.5). Os apóstolos pediam que “o Deus da paz estivesse com todos” (Rm 15.33), mas a saudação que se tornou a favorita na igreja do Novo Testamento era “graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1Co 1.3).   A NATUREZA DA PAZ Entre os gregos, eirene, que é a palavra que o apóstolo Paulo usa, era empregada para significar o estado ou a condição de ausência de guerra. Na verdade, para os gregos a paz era um interlúdio entre as guerras. Os romanos a traduziram por “pax”, significando um relacionamento de reciprocidade entre duas partes, mesmo que provocada pelo predomínio de uma parte sobre a outra. Como os gregos e os romanos, temos pensado a paz como ausência de guerra, mas esta é uma visão limitada do conceito bíblico. O Novo Testamento parte do Antigo, que emprega o termo hebraico “Shalom”, que significa bem-estar. A ênfase recai sobre os aspectos concretos da vida, incluindo elementos como saúde e mesmo prosperidade. No entanto, o Novo aprofunda o conceito, para incluir a idéia da reconciliação, relacionada às experiências da salvação, da santificação e da concórdia entre as pessoas. Não é algo passivo, mas ativo. Um cristão que quer seguir a Jesus não apenas ama a paz, mas a promove (Mt 5.9). Por isto, o autor de Hebreus recomenda: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). A leitura do Antigo e do Novo Testamento mostra claramente que o projeto de Deus é trazer paz aos seres humanos. Esta é a Sua promessa, como podemos verificar nos textos em Jeremias 29.11, Jó 25.2 e Salmos 29.11.   UM COMPROMISSO COM A PAZ Por Deus abençoados, podemos manter um relacionamento de paz com Ele, mas apenas como dádiva (dom) de Jesus Cristo. Por Ele dirigidos, podemos buscar a paz com os seres humanos, mas apenas como fruto do Espírito Santo. “O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). A paz, portanto, tem a ver com a graça e é um claro valor do Reino de Deus.   Devemos desejar a paz Por que não há paz na terra? Porque não damos ouvidos aos mandamentos de Deus e não nos envolvemos no seu projeto para o mundo. Isaías nos lembra esta nossa falha, transmitindo a seguinte mensagem de Deus: “Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como um rio, e a tua justiça, como as ondas do mar” (Is 48.18). O tropeço dos homens advém do fato de não amarem a Deus (Sl 119.165). A recomendação bíblica é que procuremos a paz e nos empenhemos “por alcançá-la” (Sl 34.14). Zacarias define o nosso compromisso. “Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz” (Zc 8.16)   Devemos orar pela paz. Por reconhecermos que a verdadeira paz vem Deus, devemor orar a Ele para que nos mande a sua paz, para nós mesmos e para o mundo em que vivemos. Nossa oração deve ser a de Isaías: “Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós” (Is 26.12). Por meio de Jeremias, Deus recomendou ao povo de Israel, e a nós também: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7).   Devemos promover a paz Jesus nos conclama a sermos promotores da paz, ou pacificadores (Mt 5.9). Promover a paz é promover a reconciliação do homem com Deus, de que é exemplo o apóstolo Paulo. Ele escreveu: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1), porque ele é a nossa paz (Ef 2.14). Isaías lembra que seu sobrenome é Príncipe da Paz (Is 9.6) e o autor de Hebreus o chama de rei da paz (Hb 7.2). Nosso compromisso é apresentar aos homens este Jesus Cristo reconciliador. Sem a ação deste Reconciliador, não haverá reconciliação, não haverá paz. Nosso prazer é anunciar este Evangelho. Afinal, “quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52.7). Quando Deus reinar, haverá paz. Aborrecemo-nos com a insegurança, entristecemo-nos com o triunfo das trevas, mas nem sempre achamos que somos co-responsáveis por este estado de coisas que nos angustiam. Não lembro esta realidade para que nos sintamos culpados, mas para nos sentirmos co-responsáveis. A paz não é para se contemplar, mas para se fazer. Fazemos a paz, quando anunciamos que ela é possível por intermédio de Jesus Cristo. Promover a paz é acolher o outro, de que é exemplo Francisco de Assis (1182-1226). Este cristão medieval viveu pela paz, acolhendo pessoas

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2011

Gálatas 5.22 — A MANSIDÃO COMO DOM DO ESPÍRITO (O fruto do Espírito, 8)

  Num dia destes, enquanto procurava alface num mercado, ouvi um diálogo banal, mas revelador da condição humana. Com os olhos eloqüentes, uma mulher falou diante de uma banca de frutas: – Não suporto uva. Sua colega respondeu apenas: – Adoro uva. Não sei como acabou a conversa, mas estou certo que muitos desentendimentos começam com assuntos cujas posições pessoais não fazem a menor diferença no seu resultado. A mulher que não gostava de uvas externou sua posição com tanta ênfase que boa parte do sacolão ouviu. Espero que ela não tenha perdido a amiga. Esta história nos faz lembrar a de Mical (2Sm 6.16-22). Casada com Davi, que virou o mundo para tê-la como esposa, ela viu seu marido cercado de homens e mulheres pobres numa procissão espiritual que levava a Arca da Aliança em obediência ao Senhor. Ela ficou enfurecida de ciúme. Quando o rei entrou em casa, para abençoar sua família, Mical simplesmente o detonou: – Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem vergonha, se descobre um vadio qualquer! Davi respondeu: – O Senhor, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a tua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do Senhor, sobre Israel, perante o Senhor me tenho alegrado. Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos; quanto às servas, de quem falaste, delas serei honrado. E ali, praticamente, acabou o casamento. Se Mical tivesse repreendido a Davi com mansidão, como recomenda Paulo a Timóteo (2Tm 2.25), sua história poderia ter tido outro desdobramento. Muitos de nós nos comportamos como a mulher que não gostava de uvas ou como Mical. Quando isto acontece conosco, estamos longe de ver manifesto em nós o fruto do Espírito marcado pela mansidão.   AS DIMENSÕES DA MANSIDÃO A palavra mansidão é uma das mais interessantes da Bíblia, porque seu significado foi mudando com o tempo. 1. No início, mansidão era um vocábulo aplicado a pessoas pobres, desprovidas de qualquer bem ou proteção. Essas pessoas, por terem apenas a Deus como seu único bem, dependiam dEle e esperavam dEle a solução dos seus problemas. É a este tipo de mansidão a que se referem os poetas e profetas do Antigo Testamento (Sl 37.11; Is 29.19). Este é o mesmo sentido que Jesus dá a esta virtude, ao prometer que são “bem-aventurados os mansos, porque [eles] herdarão a terra” (Mt 5.5). No Antigo Testamento, mansidão é prioritariamente uma atitude de completa dependência diante de Deus e a conseqüente aplicação desta disposição no relacionamento com os outros. Se sou dependente de Deus, vou ter uma relação diferente com Ele e vou tratar meus semelhantes (até os que me importunam) de modo coerente com o meu relacionamento com Deus. No Novo Testamento, a mansidão (prautes, no grego) está associada a um estado de espírito diante de Deus e a uma disposição de mente diante do próximo. Diante de Deus, mansidão é a marca da humildade. Diante de Deus, mansidão é uma das dimensões do domínio próprio e da longanimidade. Ser manso é ter a capacidade de se controlar diante daquilo que nos irrita. Manso é aquele capaz de perder uma discussão, sem se exasperar. Manso é aquele capaz de discutir um assunto, sem perder a calma. Manso é aquele capaz de ser livre do espírito de vingança, mesmo diante da provocação. Manso é aquele que prefere errar perdoando em lugar de “acertar” odiando (ou odiar errando).   2. Jesus era manso. Ele mesmo se apresentou assim, ao dizer que seu jugo era suave. Eu “sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29) – convidou. A propósito, o retrato de Jesus, feito por paleontólogos ingleses a partir do crânio de um seu contemporâneo, não traduz a mansidão do Filho de Deus. Parece mais um palestino enfurecido. (Aliás, quando daqui há alguns milênios eu tiver virado um fóssil, espero que os cientistas não achem que todos os brasileiros do século 21 não usavam meias ou que todos eles não organizavam as suas mesas.) Portanto, só é manso quem é humilde; isto é, quem não confia demasiadamente em si.   DESFAZENDO EQUÍVOCOS Mansidão não é uma virtude cultivada, sequer recomendada entre os seres humanos. Ao contrário, são estimulados a bravura e o orgulho, posturas bastante contrapostas à mansidão. 1. Em todas as épocas há sempre a tribo dos que acham que podem resolver tudo pela força do seu braço ou do seu grito. Em todos os tempos os musculosos, os fortes, os sarados são incensados. Com isto, projeta-se a imagem da auto-suficiência e mesmo de uma força construída à base de anabolizantes farmacológicos ou psicológicos. Em todas as épocas, é valorizado aquele que bate quando apanha, que não leva desaforos para casa. Esta valorização alimenta os desentendimentos, os homicídios e as guerras. Nós só decidimos brigar quando achamos que podemos derrotar o inimigo. Só os bravos brigam. Só os bravos vencem. Só os bravos morrem brigando. Por isto, a verdadeira bravura é a mansidão. O verdadeiramente bravo é o manso. A mansidão é a verdadeira superioridade. Quando eu sou dominado pela raiva ou quando reajo ao que o outro me diz ou me faz, eu lhe sou inferior. Quando perante os seus acusadores, Jesus respondeu com mansidão. Não replicou, não Lhe ferveu o sangue, não chamou seus anjos para agir contra eles. Bravura como coragem é uma disposição a ser buscada; bravura como destempero e descontrole é característica que não se deve querer. Afinal, ninguém quer se relacionar com pessoas bravamente desequilibradas e com as quais é sempre preciso medir as palavras com medo da fúria dos seus ataques. Aliás, os assim bravos não aceitam conviver com pessoas igualmente bravas.   2. Não devemos confundir mansidão com relaxo diante dos assuntos relacionados ao Reino de Deus, que inclui a luta pela justiça. O Pentateuco apresenta Moisés como um homem muito manso, “mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Nm

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2011

Gálatas 5.22– A LONGANIMIDADE COMO DOM DO ESPÍRITO (O fruto do Espírito, 7)

Nós parecemos estar sempre no limite de nossa paciência, seja por causa de nossas características individuais (alguns somos intolerantes por natureza…), seja pelo nosso cansaço em relação aos outros (chega de ser humano – dizem as atitudes de alguns de nós), seja pelas circunstâncias da vida (cujas armas por vezes parecem sempre assestadas em nossa direção). O nosso dia-a-dia é um constante teste para aquilo que a Bíblia chama de longanimidade. Um dos exemplos abaixo certamente já nos aborreceu:  a falta de gratidão por parte das pessoas a quem ajudamos ou a quem Deus socorreu  a insistência das pessoas em nos fazer coisas que sabem que nos desagradam, como, nos casos das crianças, receber um soco pelas costas de uma pessoa que sai correndo  a conexão na internet que nos irrita por lentidão ou por suas quedas  a falta de tinta na impressora antes de encerrada a impressão de um trabalho que está para ser entregue  a perda de um ônibus ou do metrô por uma fração de segundo, quando já estamos atrasados  a estupidez de enfrentar uma fila no banco  a impontualidade de um dos cônjuges ou dos filhos (ou, quem sabe, dos nossos cultos…)  a falta de humildade em pessoas que sabem menos que a gente  o ronco do cônjuge  ter que andar atrás de uma pessoa que anda bem devagar (e a gente com toda a pressa do mundo…)  comprar um aparelho que não funciona  pagar por um serviço e não receber por ele  pedir ajuda a um atendente que nunca sabe nada, a não ser dizer: “um momento, que eu vou estar transferindo a sua ligação”.   Cada um conhece as irritações que estas situações provocam. A recomendação bíblica é muito clara: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo” (Efésios 4.26, 27). Aliás, posso imaginar algumas pessoas felizes ouvindo o imperativo apostólico: “irai-vos”, “irem-se”. No entanto, tomemos cuidado; a expressão quer dizer, no singular: “se lhe acontecer de ficar irado, não deixe que a sua raiva dure muito tempo”. A falta de longanimidade, expressa por meio da ira continuada, é uma brecha que abrimos para a atuação do diabo em nossas vidas. Quando o apóstolo recomenda a quem não permitamos que o sol se ponha sobre a nossa ira, está recomendando que nenhum de nós vá dormir ainda irado. Antes, cada um deve resolver o problema ou, simplesmente, esquecê-lo. Do contrário, o diabo, que nos ciranda, vai nos levar à autodestruição. Quando o mesmo apóstolo arrola as obras da carne, menciona vários pecados decorrentes da ausência deste fruto do Espírito.   A natureza da longanimidade “Longanimidade” é prática difícil até na sua pronúncia em nossa língua. Lon-ga-ni-mi-da-de tem que ser necessariamente comprida, porque a sua prática não é fácil. No idioma em que o apóstolo Paulo escreveu (o grego koiné), “longanimidade” (makrothumia, em que “makros” é “grande”, “longo” e “thumos” quer dizer “paixão”, “sentimento”) significa ser equilibrado em vez de ter pavio curto, ser demorado em irritar-se, ter boa vontade para com quem fere, sofrer por um longo tempo. No latim, longânimo é ânimo longo. Na mente de Jesus (Mt 5.43-45), ser longânimo é não retaliar, é não vingar a ofensa, é amar os inimigos (que são todos aqueles que nos fazem mal), é andar o segundo quilômetro. Esta palavra, no Antigo Testamento, é geralmente atribuída a Deus, por sua capacidade de reter sua indignação diante da provocação humana. Nosso pecado provoca a ira de Deus, mas Ele não a descarrega sobre nós, bem diferente daqueles discípulos de Jesus referidos em Lucas 9.51-56. Diante da falta de hospitalidade por parte dos samaritanos os doces e santos Tiago e João perguntaram: – Senhor, quer que mandemos descer fogo do céu para os consumir? A resposta do Discipulador foi rápida: – Vocês não sabem de que espírito são vocês, pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. A longanimidade de Deus nos salva. Devemos ser gratos a Ele por isto. Nossa longanimidade deve salvar outras pessoas, mesmo que elas não nos agradeçam.   Expressões da longanimidade Em relação aos outros, precisamos desenvolver a tolerância máxima, não a tolerância zero, como é o padrão de muitos.   1. Quem sabe viver é longânimo. Podemos inverter a frase que a verdade permanece: o longânimo sabe viver. Aprendemos nos Provérbios bíblicos que “o longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura” (Pv 14.29). A glória de uma pessoa é perdoar as injúrias (Pv 19.11) e não retribuí-las com a mesma força. “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade” (Pv 16.32). Naquelas horas em que o sangue ameaça ferver, lembremo-nos também que a pessoa raivosa suscita contendas, mas o longânimo, por ser sábio, apazigua a luta (Pv 15.18). Então, perguntará alguém, ser sábio é engolir todos os sapos que nos aparecem? Ser longânimo, reconheçamos, é engolir sapos, mas não todos. Uma pessoa longânima deve corrigir as outras, mas corrigir com longanimidade, como aconselha Paulo a Timóteo (2Tm 4.2). Nós somos capazes de engolir sapos, mas não podemos engolir todos, sob pena de adoecermos. Nossa longanimidade (numa espécie de paciência absoluta) não pode permitir que adoeçamos, mas nossa longanimidade não pode adoecer os outros.   2. Quem buscar imitar a Deus é longânimo. Alguém poderá objetar com a lembrança do quão difícil é ser longânimo. Se nós, imperfeitos, achamos difícil a longanimidade com os nossos iguais, imaginemos o seu preço num ser perfeito. Moisés define o caráter longânimo de Deus nos seguintes termos: “O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações” (Nm 14.18). A grandeza da misericórdia de Deus está em

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2011

Gálatas 5.22 — A FIDELIDADE COMO DOM DO ESPÍRITO SANTO (O fruto do Espírito, 5)

Fidelidade é uma das palavras mais empregadas na Bíblia. Freqüentemente ela é associada a Deus, cujo atributo mais caro ao ser humano é precisamente a Sua fidelidade, pelo que muitas vezes é chamado de Rocha, numa indicação de Sua imutabilidade (Dt 32.4). Como aprendemos no Novo Testamento, “fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1.9). Nele, fidelidade é a Sua persistência no propósito de ser misericordioso e bondoso para conosco. Como o salmista, sabemos que a Sua “misericórdia se eleva até aos céus e a Sua fidelidade, até às nuvens” (Sl 57.10). Por isto, cada um de nós pode elevar a Ele a sua voz em termos semelhantes ao dos Salmos 69.13 e 89.1). Tal é essa verdade que, em Deus, misericórdia e fidelidade são sinônimas.   DIMENSÕES DA FIDELIDADE Para entendermos bem o significado da fidelidade requerida de nós por Deus, podemos usar uma figura do mundo dos esportes. No atletismo, há dois tipos de corredores: uns são especialistas em corridas de curta distância, como os velocistas, e outros se desenvolvem melhor em corridas de longo percurso, como os maratonistas. Dificilmente, um especialista em 100 metros corre uma maratona, de 42 quilômetros, e vice versa. O velocista é corredor de explosão. Ele tem que começar perto do máximo para alcançar o máximo do máximo em apenas nove segundos, por exemplo (no caso de uma corrida de 100 metros). O maratonista é corredor de regularidade e resistência. Quem acompanha a São Silvestre (aquela corrida realizada em São Paulo por ocasião da passagem do ano) vê corredores disparando na frente, mantendo ilusoriamente a liderança por alguns metros ou até quilômetros, para depois desaparecerem no anonimato. A que tipo de corrida compararemos a vida cristã? Às duas. O início da vida cristã, com a força revolucionária da salvação, se compara à explosão de uma corrida de 100 metros. No entanto, o prosseguimento da vida cristã se assemelha a uma corrida de longa distância, com um percurso de milhões de quilômetros. A salvação por Jesus nos põe na pista; a fidelidade a Jesus nos mantém nela. Quando Paulo relaciona as marcas da vida no Espírito, o apóstolo usa uma palavra (pistis), que significa ao mesmo tempo fé e fidelidade, o que nos aproxima da comparação entre a corrida de velocidade e a corrida de resistência. No caso específico, ele está preocupado com a vida enquanto corrida de longa distância, que também é a vida cristã. Aliás, é bastante interessante que toda a lista de Paulo se refere à vida prática, no campo pessoal e no campo comunitário, sem uma conotação evidentemente religiosa. São todas virtudes indispensáveis para a vida que é sempre vida socialmente. Alegria, amor, benignidade, bondade, domínio próprio, longanimidade, mansidão e paz são essencialmente virtudes bidimensionais, realizando-se entre nós e os próximos. Fidelidade, também, mas ela vai além, alcançando a tridimensionalidade, pois nos envolve pessoalmente e em nossos relacionamentos com o Deus que nos chama e com os próximos com quem convivemos. Ser fiel é ser digno de confiança; leal e firme na devoção e no compromisso; constante na crença. Fiel é quem não duvida de Deus. Fiel é quem não começa com o Espírito e segue a procissão da carne. Fiel é quem começa com Deus e continua caminhando com Ele. Fidelidade, portanto, é uma vida marcada por algumas qualidades, das quais quero destacar quatro: exclusividade, verdade, regularidade e persistência.   A exclusividade é um requerimento básico de Deus no nosso relacionamento com Ele Josué destaca a natureza desta exclusividade (Js 24.14-15). É este o tipo de fidelidade como exclusividade que Deus espera de nós. É esta a disposição que Deus espera de nós, a de servir somente a Ele. É desta exigência que o marketing contemporâneo derivou uma de suas palavras mais eficientes: fidelização. As marcas esperam que lhes sejamos fiéis. Quanto mais uma marca consegue reter a nossa fidelidade, mas ela vale. É por isto que a marca é mais importante que a empresa. A marca Coca Cola, por exemplo, vale mais que o produto. O segredo da marca não é o segredo da fórmula do seu xarope, mas o sucesso em se manter como a marca mais conhecida no mundo. A marca Bradesco vale mais que todo o dinheiro depositado no banco por seus milhões de correntistas e investidores. Fidelizar, portanto, é um neologismo que significa manter fiel o cliente, fiel no sentido de ser o primeiro na mente do consumidor, fiel no sentido de ser considerado o único a satisfazer o desejo do consumidor. As marcas, portanto, querem que nós as sirvamos, num novo tipo de idolatria, diferente daquela que Moisés e Josué enfrentaram. Ser fiel, portanto, é ter, no discurso e na prática, Deus e Seu reino como nossa primeira e única escolha. Queremos realmente seguir a Ele? Qual é a nossa resposta? Elias fez a mesma pergunta direta ao povo de Israel: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o”. O comentário do autor bíblico é muito revelador: “O povo nada respondeu” (1Rs 18.21) ao profeta. Sempre tendemos a pensar que é possível fazer uma média, achando que podemos servir a Deus e a nós mesmos.   A verdade é a outra faceta da fidelidade Penso que nada ilustra melhor a idéia de fidelidade enquanto verdade do que uma balança. Quando você vai à feira, por exemplo, se pergunta se um quilo pesa mesmo um quilo. Quando você vai numa farmácia conferir seu peso, também se pergunta se a balança está falando a verdade (especialmente se você não concorda com o peso indicado no visor…). Para nos enganar, as balanças têm que parecer verdadeiras. Quanto mais parecem, mais nos enganam. Por isto, um dos sinônimos para verdade é transparência. Com tudo às claras, não dá para enganar. Assim, ser fiel é ser transparente. O cristianismo padece com a falta de transparência. Por isto, a oração que todo cristão deve fazer diariamente é a do salmista.

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2011

Gálatas 5.22 — O DOMÍNIO PRÓPRIO COMO DOM DO ESPÍRITO (O fruto do Espírito, 5)

Não podemos esquecer, como tenho repetido aqui, que a vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa. Entre as virtudes cristãs elencadas pelo apóstolo Paulo, está a do domínio próprio. Quando relaciona as qualidades de um cristão, Paulo inclui o domínio próprio (Tt 1.8), junto com hospitalidade, benignidade, sobriedade, justiça e piedade. O apóstolo Pedro segue na mesma trilha, colocando como uma das virtudes a ser buscada pelo cristão, ao lado do conhecimento, da perseverança e da piedade (2Pe 1.6). Esta é uma palavra bastante problemática para nossa geração, acostumada à idéia de que a felicidade decorre do desprezo à idéia de disciplina e autocontrole. Colocando esta escolha em outros termos, podemos dizer que, para boa parte das pessoas, se a escolha for entre felicidade e autocontrole, talvez ouçamos alguém se dizer cansado de autocontrole e que agora pretende viver a vida com toda a sua adrenalina. Prevalece a idéia que autocontrole e alegria são incompatíveis. No entanto, a Bíblia nos adverte a não permitir que o pecado tenha domínio sobre nós (Rm 6.14), já que não estamos mais debaixo da lei, que nos leva a produzir, mas sob a graça, que nos deve levar a frutificar, além do domínio próprio, em alegria, amor, benignidade, bondade, fidelidade, longanimidade, mansidão e paz.   O sentido do domínio próprio. O apóstolo dava muita importância ao termo (egkrateia), uma vez que o usa várias vezes. Em 1Coríntios 9.25, trata-se da virtude de um atleta em disciplinar seu corpo em busca da vitória; em 1Coríntios 7.9, trata-se da capacidade do cristão em controlar sua sexualidade. É curioso que, quando comparece perante o procurador romano Antonio Felix, que governou a Judéia de 52 a 60, o acusado apóstolo se defende falando de justiça, de juízo final e de domínio próprio, para irritação do representante de Nero (At 24.25). A expressão “domínio próprio” aparece sob diferentes palavras nas versões bíblicas, tendo então como sinônimos principais autocontrole e temperança. Não tem nada a ver, portanto, com endereço particular na internet… Podemos entender melhor o que é domínio próprio pensando no seu oposto. Quem tem domínio próprio se autodomina. Quem não tem é dominado por algo ou por alguém. Quem tem domínio não permite que sentimentos e desejos o controlem; antes, controla-os, não se permitindo dominar por atitudes, costumes e paixões. Domínio próprio, portanto, é a capacidade efetiva que o cristão deve ter de controlar seu corpo e sua mente. Quando fez o homem, Deus deu-lhe o privilégio de dominar sobre todas as coisas: “também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gn 1.26). O salmista relembra esta competência humana, ao dizer que Deus deu ao homem domínio sobre todas as obras das suas mãos e dos seus pés (Sl 8.6). Esta competência, no entanto, nem sempre se realiza quando se trata do homem dominar a si mesmo. Embora possa estar em nós desejar fazer o bem, nem sempre o fazemos. Afinal, como aprendemos também com Paulo, na nossa carne não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em cada um de nós; não, porém, o efetuá-lo, “porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7.18-19) Por isso, parecemos, por vezes, em cidades derrubadas, pois que cidade “que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio” (Pv 25.28). Esta percepção não é um convite à passividade, mas um desafio a nos conhecermos mais e a nos esforçarmos mais para viver segundo o padrão de Deus, por difícil que seja.   Desenvolvendo o autocontrole Antes, somos convidados a ter domínio sobre nossos sentimentos, sobre nossos desejos e sobre as circunstâncias que nos envolvem.   1. Dominando nossos sentimentos Somos movidos pelos nossos sentimentos. Se, por exemplo, amamos a Deus, ao próximo ou a nós mesmos, somos levados a querer bem, adorando a Deus, respeitando o outro e gostando de nós mesmos. Se, de outro lado, em nós o ódio é forte, seja a Deus pela figura do pai que representa, seja ao próximo, por ser a fonte de nosso sofrimento (o inferno são os outros, já dizia Sartre), seja a nós mesmos, pela incapacidade de ser o que gostaríamos de ser, somos levados ao vale do vazio. Ter domínio próprio é fazer com que os sentimentos bons sejam fortalecidos e canalizados para que possam ser aperfeiçoados. Assim, o amor deve alcançar o seu objeto. Desde Platão, existe uma modalidade de amor silencioso. Há homens que amam mulheres que jamais retribuirão o seu amor pelo simples fato de não saberem que são amadas. Há, pois, um amor erótico platônico. Há também um amor fraternal platônico, que é aquele que nunca passa ao campo da ação. Há ainda um amor espiritual platônico. Há gente que só Deus, que sonda os corações, sabe que é amado por ela, porque dos lábios desse tipo de adorador não sai um cântico, não sai uma palavra de gratidão ou de exaltação a Deus. Quando temos domínio sobre o sentimento do amor, fazemos com que ele se torne operativo. Quanto ao ódio, bem, simplesmente não devemos odiar e poderíamos encerrar a discussão aqui. No entanto, somos também capazes de odiar; este é um gigante da alma, como o descreveu um antigo psicólogo (Emílio Mira y Lopez). Se o Espírito Santo habita em nosso coração, ele não pode conviver com o ódio. Contudo, sabemos que, embora não o desejando, nós odiamos. Por isto, a recomendação bíblica é que, mesmo nos irando, não devemos pecar e nem permitir que o sol se ponha sobre a nossa raiva. Antes, consultemos nosso travesseiro e sosseguemos (Salmo 4.4). Em outras palavras, o ódio não pode ser um sentimento permanente em nós,

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2011

Gálatas 5.22: A BONDADE COMO DOM DO ESPÍRITO SANTO (O Fruto do Espírito, 4)

Durante sua obra criativa, Deus fazia admiráveis pausas nas quais refletia sobre o que fizera. Diz a Bíblia que Ele classificou cada obra sua como boa. O resultado de Sua ação lhe proporcionava uma satisfação estética. A palavra bondade na Bíblia se aplica àquilo que proporciona satisfação estética ou moral. No hebraico, a palavra para expressar este conceito é tobh, literalmente “agradável”, “alegre”. No grego, há duas palavras para traduzir essa idéia: a primeira é agathos (bom), que é o termo usado por Paulo para indicar o fruto espiritual da bondade; a segunda é kalos (belo), que tem a ver com harmonia. Bondade, portanto, tem uma dimensão ética e uma dimensão estética. Na dimensão ética, significa viver de acordo com padrões elevados. Na dimensão estética, pode ser entendida como beleza interior. A vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.   A BONDADE DE DEUS O Salmo 33.5 diz que a terra está cheia da bondade de Deus. Esta bondade está presente na Sua criação. O universo reflete a bondade de Deus. Eu gosto de ler as páginas sobre ciência nos jornais e revistas. Um dos temas que me fascina é a idade do cosmos. A cada dia aparece uma teoria nova, dando alguns bilhões a mais ou a menos para o nosso mundo. A sabedoria bíblica fala que tudo começou “no princípio”. Os astrônomos querem datá-lo. Por isto, de vez em quando eles fotografam alguma estrela nascendo. É fascinante saber que ela está onde está há alguns bilhões de anos, mas só agora conseguimos fotografá-la porque só agora a sua luz pôde ser captada por algum telescópio gigante espionando o cosmos. Nós sabemos pouco sobre o cosmos, mas o pouco que sabemos mostra que nele está presente a bondade de Deus, bondade ordenadora, bondade harmonizadora. O ser humano reflete a bondade de Deus. Alguns biólogos têm procurado uma explicação para a natureza humana. Contra a corrente dos que acham que os genes são egoístas, Matt Ridley escreveu um livro para mostrar um paradoxo: os genes, embora egoístas, são solidários para que possam sobreviver. O debate entre esses autores apenas confirma que a biologia não pode explicar a natureza humana, senão parcialmente. Recentemente, o mundo assistiu a frustração dos geneticistas encarregados de mapear os genomas humanos; sua conclusão foi patética: ainda não dá para entender a natureza humana. Nós sabemos pouco sobre a natureza humana, mas o pouco que sabemos mostra que nela está presente a bondade de Deus, bondade que injeta no homem o desejo de ser bom. É por isto que o Espírito Santo produz bondade. Ele produz algo que a natureza humana deseja, mas não consegue produzir por si só. Deus, portanto, está presente no desejo do bem e está presente na capacitação para a prática deste bem. Este desejo humano é uma decorrência da bondade de Deus. A Bíblia afirma a sua bondade como algo que dura para sempre (Salmos 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; Jeremias 33.11). Diz mais ainda a Bíblia, agora pela boca do Filho Jesus Cristo, que só Deus é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19) Só produzimos o bem pela presença do Espírito conosco. Fora dEle, nossa inclinação é para o caos, não para a beleza; é para a maldade, não para a bondade. O caos e a maldade são naturais; a beleza e a bondade são espirituais. Estamos sendo naturais ou espirituais?   A BONDADE HUMANA O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade. O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco. A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia. A bondade é uma virtude interior que inunda todas as ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por Jesus acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar. Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o Espírito Santo na sua vida. Ao contrário, a bondade deve estar presente nos Seus filhos. Nossa tarefa, como seres habitados pelo Espírito Santo, é encher a terra de bondade. Se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de Deus.   A MATRIZ DE NOSSA BONDADE Pelo Espírito Santo, podemos produzir bondade, embora não sejamos bons.   1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de Deus, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de Deus. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a Deus, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.   2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade Deus nos alcançou e

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Israel Belo de Azevedo setembro 13, 2011

Roteiro para Pequenos Grupos — COMO DAVI VENCEU O GOLIAS (1Samuel 17

Quantas mensagem já ouvimos sobre a vitória de Davi sobre Golias? Muitas. No entanto, a história tem muito a nos ensinar nas lutas da vida. NOSSO ENCONTRO: Quando você sente-se inclinado a fazer algo que julga não ser correto, onde costuma buscar ajuda?   EXALTAÇÃO: Ler o Salmo 46 e agradecer a Deus que nos ajuda em todos os momentos de nossas vidas.   EDIFICAÇÃO:  COMO DAVI VENCEU O GOLIAS (1Samuel 17)   1. Que Golias têm ameaçado suas vidas? R.: Livre. 2. Que lição tiramos do fato que, antes da luta, Davi “deixou as ovelhas com um guarda” (1 Samuel 17.20)? R.: Davi precisou de alguém lhe guardasse as coisas. Sempre precisamos dos outros. Os outros podem precisar de nós.   3. Que fatores levaram Davi a derrotar Golias? a). Devemos ronhecer que as ameaças são reais e por vezes se prolongam (1 Samuel 17.16). b). Precisamos de alguém que nos guarde as coisas de que não precisamos na batalha (1Samuel 17.20). c). Precisamos conhecer a natureza do problema que enfrentamos.(1 Samuel 17.15-16). d). Devemos lutar como integrantes do exército do Deus vivo (1 Samuel 17.26), pelo que podemos confiar que Deus vencerá conosco, mas teremos que lutar (1 Samuel 17.37).   (Roteiro preparado por Sandra Mara de Souza e Israel Belo de Azevedo)

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Israel Belo de Azevedo agosto 29, 2011

2Coríntios 1.3-11 — A ARTE DE CONSOLAR

“Crer em Deus não é pressupor que Ele vá intervir”. (MANNING, Brennan. Confiança cega. São Paulo: Mundo Cristão, 2009, p. 125.) Comecemos por ler e entender cada um destes seis versos. “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações. Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação. Se somos atribulados, é para consolação e salvação de vocês; se somos consolados, é para consolação de vocês, a qual lhes dá paciência para suportarem os mesmos sofrimentos que nós estamos padecendo. E a nossa esperança em relação a vocês está firme, porque sabemos que, da mesma forma como vocês participam dos nossos sofrimentos, participam também da nossa consolação. Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, ao ponto de perdermos a esperança da própria vida. De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos, enquanto vocês nos ajudam com as suas orações. Assim muitos darão graças por nossa causa, pelo favor a nós concedido em resposta às orações de muitos”. (2Coríntios 1.3-11) BREVE EXPOSIÇÃO 1. Paulo (verso 3) bendiz (fala bem de Deus, diz palavras de alegria diante de Deus, por reconhecer quem Ele é) ao Senhor, chamando-o de pai, pai das misericórdias, e Deus das consolações. 2. Paulo (verso 4) não se detém em explicar a origem da tribulação. Ele parte do fato de elas nos vêm, como vieram a ele. Quando ele diz “se somos atribulados”, o “se” paulino significa mais “quando”. 3. Paulo (verso 5) garante que a consolação vem dos sofrimentos de Cristo, isto é, vem da cruz de Cristo. A graça desce da cruz para nos alcançar. 4. Paulo (verso 6) mostra a finalidade que podemos dar às tribulações. Elas podem nos afundar em tristeza e desânimo, mas podem nos fortalecer. Sua experiência foi que o seu sofrimento foi usado para abençoar os coríntios, inclusive com esta saudação: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação” (verso 3). 5. Paulo (verso 7) oferece a contraparte humana na tarefa da consolação. Ao ser atribulado e consolado, aprendeu a consolar. Sua esperança é que seus leitores (os coríntios e nós) aprenderiam com os sofrimentos do apóstolo e com os seus próprios e, aprendendo, se tornariam consoladores, como ele se tornou. 6. Paulo (verso 8) salienta que as tribulações vêm para todos. Paulo, em que pese sua autoridade como apóstolo, não ficou imune às tribulações. Ele não as especifica. Não sabemos quais foram as suas tribulações, mas elas foram pesadas. Suas tribulações, ocorridas na província da Ásia (que não tem nada a ver com o continente asiático, mas com uma região da Europa, na Turquia moderna), podem ter sido diretamente pessoais (perigo de morte) ou para o seu ministério (ameaça à pregação). É mais provável que tenha sido um risco para a sua própria vida (verso 9). As tribulação foram tão fortes que Paulo e seus colaboradores acharam que iriam morrer. Paulo reaprendeu o que já ensinara na primeira carta: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1Coríntios 10.13). O sufoco foi imenso, mas o socorreu chegou. Deus providenciou o escape. 7. Paulo (verso 9) não pressupõe que suas tribulações foram enviadas por Deus, mas foram transformadas por Deus, que faz todas as coisas convergirem para o bem (Romanos 8.28). A experiência da sentença de morte mostrou que Ele precisava de Deus, já que não podia mesmo confiar em si mesmo. Seus recursos próprios não serviram. Ainda bem que Deus interveio. 8. Paulo (versos 10-11) espera que os seus pastoreados orem por ele (e também por sua equipe), para que Deus continue a livra-los. CLARAS LIÇÕES Desta perícope, logo brilham diante de nos os seguintes elementos. 1. Paulo menciona a consolação antes da tribulação. Sim, a promessa da consolação vem antes do fato da tribulação. Podemos dormir tranqüilos. Se amanhã, formos atribulados, a consolação já nos estará esperando para entrar em ação. Está no estoque da graça, esperando a ordem para vir para luz. Em outro lugar desta carta, Paulo diz que Deus “consola os abatidos”, como ele mesmo experimentou (2Coríntios 7.6). Diz ele também que esta consolação é eterna (2Tessalonicenses 2.16), como tudo que vem de Deus, podemos acrescentar. Lembremos que Deus nos consola em TODAS as tribulações (verso 4), não importa sua origem, não importa a responsabilidade por ela. Até mesmo diante das tribulações que nós provocamos com os nossos pecados, Deus nos traz consolo. Sim, Ele nos fortalece. Também nos lembremos que, no caso do pecado, a consolação não nos exime das suas consequências. Imaginemos uma pessoa que cometeu um crime. Ela vai presa e, na cadeia, Deus a consola. Deus é também um Deus justo. Igualmente devemos tomar cuidado com os autoconsolos, aqueles que nós criamos e atribuímos a Deus. Em 2011, um jovem, num carro possante, possivelmente em altíssima velocidade, colheu outro carro menos possante, com tanta força que os dois carros ficaram destruídos e a motorista morta instantaneamente. Numa entrevista, o jovem praticou a seguinte frase: “A mensagem que eu gostaria de passar é que tudo tem um porquê. A gente tem que aceitar. Aconteceu um acidente, ela faleceu, com certeza isso estava nos planos de Deus.” (Entrevista l>. Acessado em 29.7.2011). Sim, o acidente teve

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Israel Belo de Azevedo agosto 1, 2011
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