Ir para o conteúdo
  • Colunistas
    • Antonio Vieira Sias
    • Carlos Novaes
    • David Matheus
    • Gilberto Garcia
    • Hudson Silva
    • Lécio Dornas
    • Richard Vasquez
    • Mais colunistas
  • Mensagens
    • Novo Testamento
    • Antigo Testamento
    • Temáticas
    • Para Crianças
  • Reflexões
    • Editoriais
    • Poemas
    • Respostas Corajosas
  • Bíblia
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Nomes da Bíblia
      • Significados dos nomes FEMININOS
      • Significados dos nomes MASCULINOS
    • Apaixonados pela Bíblia
  • Recursos
    • Arqueologia Bíblica
    • Carnaval
    • Ciência e Saúde
    • Dia das crianças
    • Dia das mães
    • Dia do Pastor
    • Dia dos pais
  • Loja
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Livros Físicos
    • Livros Digitais
  • Colunistas
    • Antonio Vieira Sias
    • Carlos Novaes
    • David Matheus
    • Gilberto Garcia
    • Hudson Silva
    • Lécio Dornas
    • Richard Vasquez
    • Mais colunistas
  • Mensagens
    • Novo Testamento
    • Antigo Testamento
    • Temáticas
    • Para Crianças
  • Reflexões
    • Editoriais
    • Poemas
    • Respostas Corajosas
  • Bíblia
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Nomes da Bíblia
      • Significados dos nomes FEMININOS
      • Significados dos nomes MASCULINOS
    • Apaixonados pela Bíblia
  • Recursos
    • Arqueologia Bíblica
    • Carnaval
    • Ciência e Saúde
    • Dia das crianças
    • Dia das mães
    • Dia do Pastor
    • Dia dos pais
  • Loja
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Livros Físicos
    • Livros Digitais
Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
alt
1 João
Israel Belo de Azevedo

1João 2.1-10 — PERMANECENDO

Recebi de um amigo a seguinte pergunta: “Sabendo que somos humanos e pisamos na bola o tempo todo, eu me pergunto: por que nós cristãos, filhos de Deus, remidos pelo sangue de Jesus, frutos do seu amor, não podemos nos amar entre irmãos e dar bom testemunho? Por que não cristãos dão bom esse bom testemunho que deveria ser quase que uma marca distintiva nossa?”   PERMANECENDO  (1João 2.1-10)   Recebi de um amigo a seguinte pergunta: “Sabendo que somos humanos e pisamos na bola o tempo todo, eu me pergunto: por que nós cristãos, filhos de Deus, remidos pelo sangue de Jesus, frutos do seu amor, não podemos nos amar entre irmãos e dar bom testemunho? Por que não cristãos dão bom esse bom testemunho que deveria ser quase que uma marca distintiva nossa?”   Começo por afirmar que tudo mudou, mas nada mudou. As pessoas são as mesmas, com os mesmos ideais e as mesmas dificuldades, as mesmas suficiências e as mesmas carências. Deus não mudou. O Evangelho não mudou. Nós não mudamos. Mudaram as coisas, não as pessoas.   Não mudou o fato que somos pecadores, porque o somos, por mais que usemos outros termos, que suavizem as nossas culpas (ou responsabilidades, para sermos mais corretos politicamente). Não mudou o fato que Jesus nos perdoa dos nossos pecados, quando nós, arrependidos, confessamos nossos erros, com a disposição de não os praticar mais. Não mudou o fato que as pessoas esperam que os cristãos mostrem, pelo exemplo, aquilo que dizem crer, como um critério de validação desta fé.   Não mudaram os convites para que pequemos, quando seduzidos por resultados aparentemente bons. Não mudaram os mandamentos de Jesus para nós, embora sejam bem antigos (1João 2.7 — “não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo”). Os desafios para vivermos esses mandamentos são diferentes do tempo em que Jesus viveu, mas são os mesmos, como são mesmas as dificuldades que os primeiros ouvintes e nós temos para os seguir. Não mudaram as oportunidades de levarmos a sério os mandamentos de Jesus.   As orientações de 1João 2.1-10 foram escritas para mostrar que tudo mudou, mas nada mudou.   (1) Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.  (2) Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo.  (3) Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos.  4. Aquele que diz: “Eu o conheço”, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele.  (5) Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: (6) aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.  (7) Amados, não lhes escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que vocês têm desde o princípio: a mensagem que ouviram.  (8) No entanto, o que lhes escrevo é um mandamento novo, o qual é verdadeiro nele e em vocês, pois as trevas estão se dissipando e já brilha a verdadeira luz.  (9) Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas.  (10) Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço.    A ARTE DE PERMANECER EM CRISTO O autor está preocupado com a falta de conexão entre o que se diz sobre o Evangelho de Jesus Cristo e o que se vive, coisa do seu tempo, coisa do nosso tempo. Ele não recomenda que paremos de dizer o que Jesus Cristo faz, mas que prossigamos dizendo para indicar claramente qual é o ideal de nossas vidas. Ele pede mais: que vivamos as nossas palavras sobre o amor de Deus. Segundo João, se queremos viver o que pregamos, precisamos permanecer. Ou: se permanecemos em Jesus, vivamos como Jesus viveu. “Permanecer” — este é o verbo (“aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou” —  1João 2.6). Permanecer em Cristo é permanecer com Cristo. É viver em comunhão com ele. Esta comunhão inclui um relacionamento diferente, porque não é entre pessoas iguais, mas entre pessoas diferentes. Um é Deus e o outro é homem; um (Deus) propõe mandamentos; o outro (o homem) obedece. Nosso relacionamento com Deus é entre o limitado e o transcendente. Sem obediência, não acontece. Obediência é uma necessária, porque é uma palavra concreta. Ou a gente obedece ou não obedece.    João não explicita que mandamentos são estes, mas fica claro que não se tratam dos dez mandamentos (do Antigo Testamento). Antes, esses mandamentos que são singularizados têm a ver com o mandamento do amor, vale dizer, o mandamento de amar. Jesus nos manda que amemos. Não há nada de novo nisto (1João 2.7). No entanto, nossa dificuldade em amar leva João a aplicar a velha verdade (“amem-se”) a uma área concreta: a obediência esperada a Deus se expressa no amor ao próximo, próximo conhecido — pertencente à família da fé — e próximo desconhecido — espalhado do pelo mundo (2João 2.2). O mandamento é antigo: saiu da boca de Jesus. O mandamento é novo, porque ainda não o praticamos em sua inteireza e precisamos sempre praticá-lo. O amor precisa se renovar. Em que devemos permanecer? A pergunta nos põe em dois campos: no teológico e no pratico. Teologicamente falando, permanecer é saber que, embora sido redimidos, ainda pecamos. Esta é uma nota triste, mas é uma descrição da realidade. Esta nota triste é acompanhada de uma nota de consolo: temos um intercessor (um defensor, alguém a quem Deus ouve) junto ao Pai, que continua a nos perdoar, se pedimos perdão.  A graça (que nos concede o perdão) não pode nos levar a banalizar o pecado. Não há perdão sem arrependimento, como não há manhã sem noite. A satisfação com a graça não pode se transformar numa autossatisfação com o pecado. O pecado tem que ser visto como algo horrível. Quando

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo setembro 19, 2010

Palavra de Esperança: Refletindo: 1Reis 8.10-11

Refletindo: 1Reis 8.10-11 Quando a obra do templo pôde ser considerada terminada? Quando a glória do Senhor encheu o seu santuário. Um templo sem Deus é um templo vazio. Depois de fazer o que lhe cabia, Salomão trouxe a arca da aliança, que representava a presença do Senhor. A obra estava completa. Nosso templo não desempenha a mesma função que representava para os judeus, mas seu símbolo como casa de Deus permanece. Não temos mais arca e nem um lugar santíssimo, mas permanecem seus símbolos: Deus está presente entre o seu povo. Sem a presença de Deus, nossa vida não é nada; nosso culto não é nada.

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo setembro 18, 2010
alt
Romanos
Israel Belo de Azevedo

Romanos 8.24-28 — NÃO SABEMOS ORAR

NÃO SABEMOS ORAR (Romanos 8.24-28)   O apóstolo Paulo escreveu que nós (e isto certamente o incluía) não sabemos orar como devemos. Lamentou ele: “não sabemos o que havemos de pedir como convém” (Romanos 8.26). Não fosse o todo do texto, deveríamos ficar desesperados.   Leiamos o texto:   Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.   Não sabemos orar? Sim. Não sabemos orar. Não sabemos orar quando pedimos para nossos próprios deleites. Paulo é sutil, mas Tiago é direto: não sabemos orar quando pedimos por motivos errados, para gastar em prazeres (Tiago 4.3). Mas como não orar para satisfações próprias, se é nisto que pensamos o dia todo, desde o ventre materno? Só tem um jeito, precisamos aprender a orar. Não estamos sozinhos em nossa dificuldade. Os discípulos não sabiam orar e pediram a Jesus que lhes ensinasse. Ainda precisamos fazer o mesmo pedido preliminar (Lucas 11.1). Mas enquanto aprendemos, oremos, porque a oração é a escola da vida. Orar é um jeito de viver. Quem sabe orar sabe viver. Quer aprender a viver? Aprenda a orar.   Precisamos aprender a orar e esperar. Esta é a ordem. Oramos pelo que não vemos e com paciência aguardamos o que ainda não vemos (Romanos 8.26). Sabemos que o tempo de nossa vida está no ínterim entre a promessa (“já”) e sua realização (“ainda não”). Em nosso pecado (continuamos pecadores, mesmo depois de alcançados pela graça), não queremos saber de ínterim: Deus tinha que ser uma máquina de refrigerantes: apertou (pediu “em nome de Jesus”), recebeu. Quando se chega diante de uma máquina, é preciso aprender a onde colocar o dinheiro, onde apertar e onde pegar o produto. É fácil para quem sabe. É difícil para quem ainda não sabe. Orar é difícil para nós todos. Estamos aprendendo. Orando e aprendendo. Poderíamos pensar que aprender a orar é aprender a se comunicar com a máquina que obedece ao nosso comando. Que palavras usamos? Qual a postura do corpo? Isto serve para máquinas; para Deus, as coisas não funcionam assim. Aprender a orar é aprender a obedecer o comando de Deus, com quem está o controle.   1. Aprender a orar é aprender a confessar a nossa dificuldade em orar, em esperar e saber do que realmente precisamos. (E ainda bem que Deus faz mais que pedimos ou pensamos — Efésios 3.20).   2. Aprender a orar é aprender a esperar, esperar Deus agir. Jesus disse que nenhum de nós pode acrescentar um côvado à nossa estatura (Almeida Revisada) ou uma hora à nossa vida (“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” —  Mateus 6.27[Nova Versão Internacional]). Jesus lança mão de uma ironia (ao dizer que não temos poder para mudar realidades aparentemente simples) para mostrar qual ridícula é a nossa ansiedade. (E nós sabemos que somos ridículos quando ansiosos. Sabemos mas continuamos ansiosos.) Que faz uma pessoa ansiosa? exige. Que faz uma pessoa de fé? espera. Com os nossos amigos, a coisa tem que ser do nosso jeito. E não é que fazemos o mesmo com Deus, querendo que Ele faça as coisas do nosso jeito?   3. Aprender a orar é aprender a confiar que a nossa oração ao Pai conta com a intercessão de Jesus Cristo e com a interpretação do Espírito Santo. A oração, portanto, é nunca uma fórmula e sempre um mistério, uma vez que envolve quatro pessoas: o Pai, o Filho, o Espírito Santo e aquele/aquela que ora. O Espírito Santo ora em nosso lugar, quando nossas palavras são inadequadas.    4. Aprender a orar é a aprender a ver glória de Deus ser revelada (Romanos 8.18), quando Ele faz convergir todas as coisas (mesmo as mínimas) para o nosso bem, para o nosso real bem, não para aquilo que imaginamos seja o nosso bem. Na verdade, nós não sabemos orar porque não sabemos o que é bom para nós. Nem sequer valorizamos as incontáveis vitórias pequenas, que, de tão discretas, ficam esquecidas, mas são com elas que Deus vai tecendo a sua história com a nossa.   5. Aprender a orar é aprender a continuar orando, mesmo que aparentemente nada esteja acontecendo; mesmo que a nossa fé esteja diminuindo; mesmo que Deus nos soe ausente. Quanto mais Deus parece ausente (como num deserto), mais Ele está presente.   ISRAEL BELO DE AZEVEDO  

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo setembro 12, 2010

Palavra de Esperança: Samuel 14 — SOU SAUL OU SOU JÔNATAS?

Samuel 14 — SOU SAUL OU SOU JÔNATAS?   Os filhos, quase sempre, têm conflitos com os seus pais. Jônatas os tinha. Com Saul, seus principais problemas estavam na radical diferença de suas perspectivas de vida. Seu pai era ambicioso demais. Ele só via o poder e não media os meios para alcançar os fins. Ele queria vencer. Por isto, deu aquela ordem absurda: de que ninguém poderia comer durante a (1Sm 14.24). Saul queria vencer, mesmo que todo o seu exército morresse. A ambição o cegou. Jônatas tinha outra visão: que deve ser a nossa, bem diferente dessa. Uma boa pergunta a fazer diante deste texto é perguntar: o que estou fazendo para realizar meus sonhos e projetos? Estou mais para Saul do que para Jônatas? 

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo setembro 6, 2010
alt
1 Samuel
Israel Belo de Azevedo

Roteiro para Pequenos Grupos — Quando a vida perde o brilho (I Samuel 4.14-22)

ENCONTRO: Que tipo de consolo você busca quando está triste?    EXALTAÇÃO: Ler o Salmo 46 e orar agradecendo a Deus por nos socorrer em momentos de angústia.   Período de Cânticos: Escolha cânticos que enfatizem o tema do encontro.    EDIFICAÇÃO: Icabode: Quando a vida perde o brilho. I Samuel 4.14-22 PERGUNTAS E RESPOSTAS 1. A mãe de Icabode tipifica todas as pessoas cujas vidas estão sem brilho, achando que Deus não está mais presente em suas vidas. Essa mulher estava parcialmente certa e parcialmente errada? R. Não. A glória de Deus nunca se afasta dos seus filhos, mas seus filhos podem parar de vê-la. No entanto, em seu equívoco, ela nos deixa um legado de valor: ela nos adverte para o preço do pecado, quando dá o nome ao seu filho. Essa é uma lição que precisamos aprender: se pecamos, precisamos ter a coragem de admitir que não estamos em comunhão com Deus.   2.  Sé conseqüência do pecado, como no caso da família de Icabode? E: Nem toda falta de brilho na vida advém do pecado. Se a graça inclui o perdão pelos pecados, ela também inclui a idéia de nem sempre as nossas dificuldades sejam resultado do pecado. Há outros fatores que nos surrupiam a graça de viver.   3. Que podemos fazer para recuperar a perspectiva da presença de Deus? R.: Precisamos reconhecer que a glória de Deus nunca se vai (Salmo 139.8-11) Precisamos ver quando a arca nos foi tirada e perdemos a força do primeiro amor (Apocalipse 2.4). Precisamos desejar ardentemente a nossa vida de volta. Precisamos nos por a caminho (Êxodo 14.15) (Roteiro preparado por Sandra Mara de Souza)  

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo setembro 6, 2010
alt
Provérbios
Israel Belo de Azevedo

Provérbios 21 — Uma fé além da estética

UMA FÉ ALÉM DA ESTÉTICA Provérbios 21.3   Seis afirmativas sobre religião:   1. Sacrifício é uma norma. O relacionamento com Deus é o princípio. Sacrificar a Deus é oferecer algo a Deus, prática presente nas religiões em geral e na cristã em particular, em que o ato supremo foi o sacrifício do Filho de Deus em lugar dos seres humanos. O sacrifício é oferecido como forma de obter o perdão de Deus pelo pecado. No período cristão, o sacrifício por excelente é o culto, individual ou coletivo, prestado a Deus e diante de Deus. Nele o cristão louva ao Senhor por Seu atos de bondade. Pede Deus tais sacrifícios? O Pentateuco pode ser visto também como uma coletânea de orientações sobre os sacrifícios. No entanto, Deus diz, pela boca do profeta Jeremias:   . “Quando tirei do Egito os seus antepassados, nada lhes falei nem lhes ordenei quanto a holocaustos e sacrifícios” (Jeremias 7.22)   Um salmista cantou, feliz:   . “Sacrifício e oferta não pediste, mas abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não exigiste” (Salmo 40.6).      Outro profeta, no entanto, diz que Deus restabelecerá os sacrifícios:   . “Esses [o povo fiel] eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração. Seus holocaustos e demais sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56.7).   Nos sacrifícios estabelecidos ao tempo de Moisés o que importava era o princípio subjacente a eles: Deus quer que nos relacionemos com Ele. A prática tinha um sentido: relacionamento. Ela em si mesma não tinha valor. O valor estava no que remetia.   2. Sacrifício não é algo em que se confie. É em Deus que se confia. A idolatria (colocar pessoas ou coisas no lugar de Deus) é uma ameaça constante, é uma possibilidade permanente.  Então, o poeta convida:   . “Ofereçam sacrifícios como Deus exige e confiem no Senhor” (Salmo 4.5). O que Deus exige é que confiemos nEle. Podemos manipular os sacrifícios, e por isto gostamos de os oferecer, mas não podemos controlar Deus. Confiar em sacrifícios e confiar em nós mesmos. Um culto bonito é um perigo. Ele pode se tornar um fim em si mesmo. Mas um culto não pode nada. Um cultuante não pode nada. Deus pode tudo; por isto, confiamos nEle.     3. O sacrifício como moeda de troca não é aceito por Deus. A advertência do sábio nos deixa atônitos:   . “O sacrifício dos ímpios já por si é detestável; tanto mais quando oferecido com más intenções” (Provérbios 21.27).   Cada um de nós precisa pensar porque louva, porque evangeliza, porque dizima. Pode ser que Caim nos habite. E o sacrifício de Caim não é aceito.   4. A religião implica em conhecer a Deus profundamente O sacrifício, com toda a sua arte, com todas as suas regras, pode nos afastar do conhecimento (relacionamento, algo prático, não meramente intelectual) de Deus. O conhecimento de Deus (relacionamento com Deus) é a nossa raiz, a partir do qual cresce árvore sólida. O amor a Deus, que é cultivado todos os dias, nos fortalece para o sofrimento, nos robustece para as idéias antiDeus que circulam. Sacrifício pode ser tão sólido quanto uma neblina. Relacionamento pode ser tão forte quanto uma árvore vigorosa. Deus ainda nos pergunta:   . “Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você, Judá? Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora. Pois desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos” (Oseias 6.4 e 6).   Como diz um hino antigo, muitos que um dia andaram perto de Deus hoje longe vão por falta de conhecimento de Deus. Uma decepção os levou para longe de Deus. Um ensino (mesmo fora da Bíblia) se tornou verdadeiro para eles.     5. A prática do sacrifício (culto) não nos exime de uma vida reta. O sábio da Bíblia toca na ferida:   . “Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios” (Provérbios 21.3).   Esta é uma difícil axiologia. Cantar é mais fácil. Dar o dízimo é mais fácil. Falar do amor de Deus é mais fácil. Oferecer sacrifícios é mais fácil. Conseguimos fazer isto dando jeitinhos nas coisas para levarmos vantagem. Conseguimos fazer isto desprezando o nosso irmão.  Se o nosso cântico não nos abrir os olhos para o nosso próprio pecado, não passa de espetáculo. Se o nosso dízimo não nos mostrar que somos todos (os outros e, sobretudo, nós mesmos) dependemos de Deus, não passa de uma tentativa vã de fazer negócio com Deus. Se a nossa fala sobre Deus não vem de dentro de nós mesmos é repetição sem valor. Se a nossa adoração não nos faz pessoas melhores, não passa de crassa idolatria.   Como nos adverte o autor aos Hebreus, “se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10.26).     6. A religião precisa se expressar em ações concretas em favor da justiça. Lemos, mas parece que não aprendemos, tal a força dos sacrifícios:   . “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1.26-27).   Tiago é o livro da justiça, não, a Bíblia é o livro da justiça. Provérbios, por exemplo, trata de relações justas em 105 versículos.   Ao longo do Livro divino, as recomendações são desafiadoras:   . “Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada” (Hebreus 13.16).   Jesus mesmo nos ensinou:   . “Se vocês soubessem

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo agosto 23, 2010
alt
Juízes
Israel Belo de Azevedo

Juízes 2: PARA QUE A NOSSA VIDA NÃO SEJA UM PÊNDULO

  Um dos capítulos mais interessantes da Bíblia é o de Juízes 2. Trata-se de um resumo do comportamento dos hebreus assim que chegaram à terra prometida. É um retrato de nossas vidas também, mas podemos ser diferentes deles. Somos?   1 (“E outra geração após deles se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tão pouco a obra que fizera a Israel” — Juízes 2.10b).   Os livros de Josué e Juízes narram a história de um povo em guerra. Durante algumas décadas, este povo peregrinou em massa em direção à Canaã, conforme a promessa feita a Abraão e renovada aos seus descendentes séculos antes (Gênesis 12), para um fim maior, o fim de abençoar toda a humanidade. Precisamos compreender o alvo dos projetos de Deus, se não a história de Israel não passa de uma história nacional sem qualquer interesse para nós. Moisés lidera o povo na fuga do cativeiro para a liberdade. Ele morre e Josué toma as rédeas da liderança. Josué não deixa um líder para a nova empreitada.  Sem Josué no comando e sem ninguém reconhecido na liderança, o povo percebe que, embora a terra lhe fosse prometida (“Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor prometeu com juramento dar a vossos pais, Abraão, Isaque, e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles” — Deuteronômio 1.8), precisaria conquista-la. Para conquista-la, recebera um conjunto de regras (mandamentos) que precisava considerar e não considerou, o que lhes custou um alto preço. A comparação com a graça ofertada no Novo Testamento é inevitável. Há uma diferença radical: a graça não precisa ser conquistada pelos seres humanos, porque é precisamente isto: favor não merecido, oferecido por Jesus Cristo a partir da sua morte na cruz. A obediência aos mandamentos não produz a graça. Uma semelhança, contudo, se eleva: uma vez recebida, a graça demanda, no entanto, ser vivida no seu compasso, no compasso da graça. A atenção aos mandamentos é um cuidado de quem recebeu a graça, para poder fruí-la em sua inteireza.   2 (“Pelo que chamaram àquele lugar Boquim; e ali sacrificaram ao Senhor” — Juízes 2.5).   Diante do comportamento do povo, Deus lhe lembra a aliança firmada por ambos (Juízes 2.1-2). Diante da escolha pela desobediência, Deus pergunta: “Que é isto que fizestes?” A resposta do povo foi o choro. “Levantou o povo a sua voz e chorou” (Juízes 2.4). Além de chorar, o povo cultuou ao Senhor. Eis aí um retrato do ser humano. Advertidos, choramos, mostrando que as emoções nos tomam; também cultuamos, que é uma expressão de alegria. No entanto, as emoções (de choro ou alegria) podem ser substituídas por outras emoções. Elas são importantes, porque fazem parte de nossa vida, mas nosso relacionamento com Deus não pode se pautar apenas por aquilo que nos ditam as nossas emoções. Precisamos ir além: precisamos de convicções firmes. A fé se expressa por meio das emoções, mas o seu centro não são as emoções. O centro da fé é uma convicção na realidade do amor de Deus para conosco. Esta realidade gera em nós uma experiência, que o Antigo Testamento chama de “conhecimento”, que é mais que um conjunto de conhecimentos sobre Deus, mas um relacionamento de amor, amor de Deus para conosco e amor-resposta nosso para com Deus. Há amor, espiritualmente falando, onde não há interesse. O interesse é sempre corrupto. Por isto, conhecer a Deus é mais que saber sobre Deus. É ter a Deus como Senhor, Senhor transcendente (radicalmente diferente e poderoso), mas Senhor pessoal, isto é, de relacionamento pessoal, não apenas por causa dos “pais” (Juízes 2.10), que hoje podemos sinonimizar como família ou igreja. O capítulo 2 de Juízes mostra que o povo não amava a Deus, embora fosse amado por Ele. Quando Josué morreu, o povo deixou de “conhecer” a Deus, isto é, deixou de amar a Deus. Os hebreus “foram após outros deuses” (verso 12), adorando-os, contra toda a advertência, repetidamente apresentada.  A aliança era bilateral. O povo beberia o leite e o mel da terra de fosse fiel ao Senhor. Não foi. Preferiu Baal e Astarote. Que deuses são estes, assim tão poderosos, para serem tão sedutores, mais que o próprio Deus que fez o povo atravessar por um mar e por um rio para tomar posse da terra prometida? Há 139 referências aos deuses cananeus no Antigo Testamento. Dessas, 89 são para Baal, 40 para Aserá e 10 para Astarote (ou Astarte).  Baal, mencionado 89 vezes (Números 22.41, Juízes 6.30, entre outros), era associado à tempestade, que trazia as chuvas e logo a prosperidade vinda das plantações. Baal era também visto como o Deus que põe ordem no mundo, contra a desorganização e o caos. Era adorado em rituais de fertilidade, com prostituição cultual. Os locais onde aconteciam esses rituais eram chamados de baalins (Juízes 2.11, Juízes 8.33, 1Samuel 7.4, entre outros). Aserá, referida 40 vezes, era a deusa-mãe dos panteão divino cananeus. Na Bíblia, ela é representada pelos aserins, ou postes sagrados de madeira (Êxodo 34.12, 1Reis 14.23).  Astarote, citada 10 vezes (Juízes 2.13, 1Samuel 7.4, 1Reis 11;5), era uma deusa da fertilidade e do amor, uma espécie de antecessora da Afrodite grega. (Cf. HERRICK, Greg. Baalism in Canaanite Religion and Its Relation to Selected Old Testament Texts. Disponível em ) Genericamente, esses cultos tomam o nome de baalismo, o culto dos cananeus quando Israel ocupou a terra, sob a liderança de Josué. “Esta religião se tornou uma ameaça ao culto de Israel até o tempo do Exílio. Algumas vezes, foi exterminado, outras vezes suprimidas, mas muitas vezes permaneceu e dominou toda a cultura”. Para as pessoas daquela época, “Baal, como os outros deuses daquela região, era recebido como o deus da relevância, que atendia às necessidades pessoais com impressionante rapidez. Os desejos que inflamavam a alma eram preenchidos no ato do culto. A transcendência da divindade era superada pelo êxtase do sentimento”. Podemos dizer que “o culto era desenhado para aumentar

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo agosto 14, 2010
alt
Juízes
Israel Belo de Azevedo

PARA LER O LIVRO DE JUÍZES

  INTRODUÇÃO A  “JUÍZES”     Título: Juízes Capítulos: 21 Versículos: 578 Tempo de leitura: 100 minutos   Há um livro na Bíblia em que não há um versículo sequer que possamos memorizar. Sua mensagem negativa, no entanto, não pode ser esquecida por nós, resumida num refrão: “cada um fazia o que lhe parecia certo” (Juízes 21.25) Não havia lideranças sólidas e santas que orientasse o povo. Até mesmo heróis libertadores não são pessoas para serem imitadas, sejam valentes como Gideão, Jefté ou Sansão. Assim, ler Juízes é lidar com os limites da liberdade. Não que o autor nos queira estimular a abrir mão da liberdade, porque seu interesse é mostrar o uso irresponsável dela. Não é do feitor do autor do livro, cuja identidade desconhecemos, dourar a realidade, nem carregar nas tintas. Sua descrição é um retrato do tempo em que cada um fazia o que achava certo, visando apenas o seu próprio bem. Josué tinha dito que o povo era incapaz de servir ao Senhor (Josué 24.16-20). A despeito da proposta do povo em obedecer, a idolatria se tornou padrão. Assim mesmo (e neste sentido, Juízes é um livro cheio de graça) Deus enviou juízes libertadores quando o povo parecia estar à beira da extinção.   ANTES DE COMEÇAR A LEITURA Sobre o livro de Juízes (“Shophetim”, no hebraico) pouco sabemos. Nada sabemos sobre o seu autor. A tradição atribui sua autoria a Samuel, mas o texto não nos autoriza a esta identificação Sobre a época (bastante anárquica, como demonstrado nos dois capítulos iniciais do livro), os fatos narrados aconteceram entre 1390 a.C. a 1050 a.C., mas essas são apenas datas-limites, não querendo dizer que o período começou em 1390 e que terminou em 1050. Se somarmos os anos mencionados (Juízes 3.8, 11, 40 e 30; 4.3; 5.31; 6.1, 8.29; 9.22: 10.2, 3 e 8; 12.7, 9, 11 e 14; 13.1; 15.20; 16.31), chegaremos a 410 anos, mas mesmo assim precisamos saber que alguns eventos podem ter ocorrido simultaneamente. Para um tempo mais largo, há a informação de 1Reis 6.1, segundo a qual o período do êxodo ao início do reinado de Salomão foi de 480 anos. Quando os hebreus entraram em Canaãi, encontraram várias cidades-Estado com governos próprios, alguns dos quais se uniam a potências estrangeiras (como o Egito) ou a cidades-Estado vizinhas para enfrentar um inimigo comum. Israel se organizou tribalmente, tendo os clãs descendentes de Jacó seus próprios líderes. O livro descreve três guerras civis, sete opressões de cinco inimigos, sete guerras de libertação e várias magistraturas (governos), umas pacíficas e outra malsucedida (Sansão). As pessoas-chaves são os juízes (figura que reúne as características de líder militar, rei e juiz propriamente dito) Otoniel, Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Otoniel é o primeiro juiz, cujo comportamento se torna o padrão dos outros, numa espécie de trágica repetição cíclica, de desobediência, fé, libertação e desobediência (Juízes 3.7-11). Eúde é um guerreiro canhoto que obtém uma importante vitória (Juízes 3.15-31). Débora é a única juíza, sob cuja liderança seu general (Baraque) vence os cananeus, recorrentemente presentes (Juízes 4-5). Gideão é o guerreiro que reluta em tomar a liderança e, quando a recebe, mostra uma fé inabalável em Deus, capaz de vencer uma guerra com apenas 300 guerreiros, quando humanamente falando seriam necessários milhares (Juízes 6-8). Jefté é um bandido que volta para liderar, mesmo que rejeitado, o povo em suas lutas rumo à vitória (Juízes 10.6-12.7). Sansão é um guerreiro dotado por Deus de uma força física extraordinária, mas que deixa enfraquecer moralmente, o que impede de libertar verdadeiramente seu povo e lhe impinge um fim trágico (Juízes 13-16). Um esboço claro do livro nos ajuda em nossa tarefa.   A. Contexto (fracasso na expulsão dos cananeus) 1.1-2.5 B. Introdução (apostasia sobre apostasia) 2.6-3.6 C. Os 6 ciclos 1. Otoniel 3.7-11 2. Eúde 3.12-31 3. Débora 4-5 4. Gideão 6-8 5. Jefté 10.6-12.7 6. Sansão 13-16 D. Depravação das tribos 17-21   Os juízes Abimeleque (9), Tola e Jair (10.1-5), Ibsã (12.8-10), Elom (12.11,12) e Abdom (12.13-15) recebem pouco destaque e podem ser vistos como parte de ciclos maiores.     UMA TEOLOGIA Tem um livro desses uma teologia? Tem e ela fica bastante evidenciada. Juízes procura responder à seguinte pergunta: por que os israelitas não desfrutaram das bênçãos da aliança (firmada e reafirmada tantas vezes)? A mensagem é clara: os desastres foram provocados pela persistente desobediência de Israel ao Senhor, nunca pelo Senhor. Este, apesar da apostasia, manifesta a sua misericórdia. Deus respondeu a idolatria e a injustiça desenfreada e repetida do povo com fidelidade misericordiosa à aliança. Deus não mudou. Foi o homem que pecou.    TEOLOGIA DO PACTO —  A teologia do livro, comum aos livros históricos do Antigo Testamento, é a do pacto (ou aliança). O pacto tem compromissos recíprocos. Embora o homem não cumpra a sua parte, Deus faz a sua. Assim mesmo, o homem paga um preço por não ser fiel ao pacto. Como diria o apóstolo Paulo: de Deus não se zomba (Gálatas 6.7). SOBERANIA DE DEUS — O autor quer mostrar que, mesmo no caos, Deus é o Senhor. Ele (Senhor, Deus) está em ação perto de 200 vezes, até em situações bastante bizarras para nós (“Sempre que os israelitas saíam para a batalha, a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los, conforme lhes havia advertido e jurado. Grande angústia os dominava” — Juízes 2.15). Tudo o que aconteceu a Israel estava sob a direção de Deus. Quando perdiam, era porque pagavam o preço da desobediência (em algumas das quais Deus agiu diretamente para prover o castigo); quando perdiam, era a intervenção direta de Deus. Esta divina soberania está na base do surgimento dos líderes: “Então o Senhor levantou juízes, que os libertaram das mãos daqueles que os atacavam” (Juízes 2.16). A RESPONSABILIDADE DO LÍDER — O autor quer mostrar também que o problema de Israel era a falta de um líder. Josué não formou um líder (como Moisés fizera com o filho de Num). A síntese é

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo agosto 10, 2010
alt
Josué
Israel Belo de Azevedo

Josué 24, Juízes 6 e Josué 2 — SER PAI É CUIDAR

SER PAI É CUIDAR Josué 24, Juízes 6 e Josué 2   A Bíblia é o livro do Pai. A Bibia é também um livro de pais e filhos.   Há dois pais no Antigo Testamento cujos testemunhos nos ajudam na tarefa da paternidade. Um tem sua biografia narrada em Josue. Outro habita as páginas de Juízes. Esses pais são Josué e Joás.   1. Seja o pastor da sua casa, como Josué, filho de Num. Nada sabemos sobre a família de Josué, mas nós o ouvimos cantar:   “Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família [casa] serviremos ao Senhor” (Josué 24.15).   Sabemos pouco sobre Josué e sua família, mas sabemos que o povo levou a sério o seu compromisso e o tornou o seu também. Certamente, o povo olhava para a família de Josué e a respeitava. Era outro o tempo, tempo em que autoridade não se questionava nem se dividida. Era um tempo em que a família era um valor maior que o indivíduo. Era um tempo em que a religião do pai era a fé dos filhos, sem que isto fosse recebido como invasão de privacidade, uma vez que a idéia do indivíduo ainda não fora inventada, coisa que só apareceria em sua plenitude no século 16. Então, neste contexto, um pai podia falar por seus filhos. E era natural para os filhos ser conduzidos pelos pais. E hoje? Mudou o contexto, mas o desejo pode ser o mesmo. Um pai pode ter o desejo que sua família toda sirva ao Senhor. Ele não pode decidir por seus filhos, mas pode desejar que eles amem a Deus. O pai precisa saber que ele é o pastor dos seus filhos.  Nada há de metáfora aqui. O pai é pastor mesmo dos seus filhos. Se pastor é o que ensina, o pai ensina aos seus filhos. Se o pastor é o que orienta, o pai orienta os seus filhos. Se pastor é o que lidera, o pai lidera os seus filhos. Se pastor é que o alimenta, o pai alimenta os seus filhos. Se pastor é o que apascenta, o pai apascenta os seus filhos. Este pastoreio começa com um desejo: desejar pastorear os seus filhos.  Ao desejo, segue-se a decisão: pastorear os seus filhos. Á decisão, segue-se o empenho, vale dizer, as ações que serão tomadas para que o pastoreio se realize. Este foi a trilha de Josué.  Você pode dizer: “no que depender de mim, eu e minha família serviremos ao Senhor”. Dito isto, cada um de nós deve se por a fazer o que é preciso, com cada família tendo seus próprios desafios.   2. Seja um pai que eduque seu filho, como Joás, pai de Gideão Gideão foi um juiz-libertador. Sob sua liderança, o povo de Israel obteve muitas vitórias. O livro de Juízes começa sua biografia com uma visita de um anjo, que o comissiona para a tarefa de  libertar do seu povo da opressão. Quando olhamos para sua história, percebemos discretamente a presença do seu pai, Joás. Como é do seu estilo, a Bíblia apresenta Joás como ele é, sem heroificá-lo. Joás é mencionado diretamente em dois momentos, um lamentável e outro corajoso. Duas caracteristicas do pai de Gideão, no entanto, aparecem indiretamente.   2.1. O relato bíblico começa com Gideão trabalhando no sítio do pai:   “Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas”. (Juízes 6.11)    Não sabemos a idade de Gideão, mas sabemos que o trabalho que desenvolvia era pesado e perigoso. Pesado, porque implicava em fazer a prensa girar. Perigoso, porque as incursões midianitas eram comuns, tão comuns que o povo de Israel precisava se esconder em cavernas. Joás não é do tipo de pai que protege seus filhos ao ponto de lhes esconder a realidade. Como havia necessidade de guerrear e trabalhar, Joás escolheu Gideão para trabalhar e os outros irmãos, mais fortes e mais velhos, para guerrear. Joás sabia valorizar cada filho. Joás sabia distribuir tarefas. Joás sabia que seus filhos precisavam crescer no mundo como ele é, não numa bolha. Joás é um pai que nos ajuda a ser pais.   2.2. A segunda característica de Joás como pai se evidencia nas marcas emocionais que contribuiu para incutir em seu filho. Joás ajudou Gideão na sua formação emocional.   Vejamos o que nos diz o autor de Juízes:   “O Senhor se voltou para ele e disse: “Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está enviando?”  “Ah, Senhor”, respondeu Gideão, “como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família.”  “Eu estarei com você”, respondeu o Senhor, “e você derrotará todos os midianitas como se fossem um só homem”.  E Gideão prosseguiu: “Se de fato posso contar com o teu favor, dá-me um sinal de que és tu que estás falando comigo. Peço-te que não vás embora até que eu volte e traga minha oferta e a coloque diante de ti”. (Juízes 6.14-18a)   Quando olhamos para Gideão, podemos pensar que era um fraco que, miraculosamente, foi tornado um forte. Pode ser. Outra possibilidade, no entanto, é que ele recebeu uma formação por parte do seu pai, que lhe permitia ter uma visão madura de si mesmo. De fato, a ele tocou as atividades menos importantes da família. Ele não era o mais velho. Ele não era o mais forte. Ele sabia quem era. Não se achava incapaz. Não se achava o mais forte. (Ele não era um Gilberto Freyre, o escritor brasileiro que se achava um único gênio de

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo agosto 7, 2010
Credo Apostólico
Israel Belo de Azevedo

CREDO APOSTÓLICO, O CREDO CRISTÃO, 4 – Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor

Esta é uma síntese perfeita sobre a personalidade de Jesus Cristo. Por isto, demanda que a entendamos e que creiamos que Jesus Cristo é o que a Bíblia diz o que Ele é.
Crer em Jesus Cristo nos coloca no centro da fé cristã.

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo julho 31, 2010
Carregar Mais Resultados

Inscreva-se

O site Prazer da Palavra tem o propósito de oferecer recursos para o estudo e a aplicação da Bíblia aos nossos dias.

Facebook-f Twitter Instagram

Loja

  • Livros Digitais
  • Livros Físicos
Menu
  • Livros Digitais
  • Livros Físicos

Prazer da Palavra

Quem Somos

Projetos

Contact

contato@prazerdapalavra.com.br

© 2024 Israel Belo de Azevedo