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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
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João
Israel Belo de Azevedo

João 6.1-12: A TAREFA É NOSSA

A TAREFA É NOSSA João 6.1-12   Um dos aspectos notáveis do episódio em que uma procuradora aposentada acabou presa acusada de maltratar uma filha adotiva foi o número de famílias que se apresentou para cuidar da criança. Esta menininha tipifica um tipo de marginalidade, formada por aquelas pessoas que estão à margem do afeto. Quando pensamos em marginalidade, tendemos a coloca-la no campo social e econômico, esquecidos que a primeira escassez é a escassez de afeto.   1 PRECISAMOS NOS IMPORTAR Quando Jesus atravessou o mar da Galiléia, na margem estava uma multidão faminta (verso 1). Nela, alguns o tinham seguido. Outros eram dali mesmo. Eles seguiam a Jesus porque estavam à margem da atenção, até que surgiu Jesus Cristo que se importava com eles. Estavam na margem, mas Jesus se importava com eles. Quem se importa com os que estão à margem? Jesus se importou. Nós também devemos nos importar. O programa de televisão “A Liga” fez com que repórteres conhecidos se disfarçassem de mendigos para viver anonimamente nas ruas em condições reais. Eles observaram indiferença, desinteresse e violência contra essas pessoas. Na verdade, temos medo dessas pessoas. Quando não temos medo, não os vemos como iguais, mas como diferentes. Aprendemos a achar que estão aquilo porque merecem estar. Talvez quando Jesus se interessou pela multidão faminta, ali à margem, alguns os criticaram como imprevidentes e até os xingaram como preguiçosos. Podemos, em nossa defesa, dizer que a situação é complexa, que não sabemos se devemos ajudar ou não, se é seguro ajudar ou não, mas a situação não era menos complexa que no tempo de Jesus. O que importava é que as pessoas estavam com fome. Talvez devessem ter levado alimento, mas não levaram e estavam com fome; não podiam ser simplesmente despedida. Precisamos nos interessar pelos que vivem à margem. Há vários tipos de marginalidade. Pode ser de alimento, pode ser de afeto, pode ser de respeito. Se nos importarmos, saberemos. Jesus não evitou a margem. Jesus foi para o centro da margem e descobriu que o problema, naquele caso, era a fome. O problema também era espiritual. Aquelas pessoas não estavam ali pelo motivo certo: elas não queriam conhecer a Jesus. Elas queriam ver a Jesus. Elas queriam ver a Jesus operando milagres. Estavam atrás de sinais miraculosos de Deus (verso 2). Nem esta motivação afastou Jesus dos que estavam à margem. Talvez não soubessem agradecer, mas Jesus os alimentou. Talvez quisessem um espetáculo, mas Jesus percebeu abaixo da superfície e viu fome de Deus e buscou satisfazer a multidão.   2 PRECISAMOS SUBIR O MONTE Interessado pelas pessoas, Jesus subiu o monte (verso 3). Talvez tenha subido para observar melhor as pessoas se dispersando pelas empoeiradas sendas da Palestina antiga. Talvez tenha subido para orar, porque esta era sua pratica.  Não subiu sozinho. Subiu com seus discípulos. Na Bíblia, subir o monte é buscar a Deus. Subir o monte é adorar. Subir o monte é estar em comunhão. Jesus subiu o monte. Nós precisamos subir o monte. Mas eis o que Jesus fez: subiu o monte e olhou para cima. Subiu o monte e olhou para baixo. Uma religião do alto do monte não provoca impacto na sociedade. Não cumpre a sua missão. No momento seguinte à oração, depois de olhar para baixo e ver a multidão faminta, Jesus desce para um nível mais baixo e se preocupa. Começa uma linda história. Todas as vezes que nos preocupamos tem início uma linda história. Nossa presença no monte (em adoração) é para nos capacitar para o serviço. E servir começa com olhar para o outro (verso 5). Jesus viu a multidão.   3 PRECISAMOS USAR OS RECURSOS QUE DEUS NOS DEU PARA AMAR Nesta história aprendemos que sempre temos recursos. Se não temos milhões, temos milhares; se não temos milhares, temos, pelo menos centavos, que podemos considerar como pertencentes a Deus, para Ele usar. Temos recursos financeiros, por poucos que sejam, que podemos usar. Quando olhamos a história, vemos que os discípulos tinham recursos; cinco pães e dois peixes não eram suficientes, em condições normais, mas eram recursos. Eles puseram seus recursos à disposição de Jesus. Não acontece assim com os recursos que devolvemos a Deus na hora da contribuição nos cultos? Vendo ainda a história, observamos que os discípulos tinham outro tipo de recurso: o recurso intelectual. Eles usaram este recurso para compreender o que estava acontecendo. Fizeram — diríamos nós hoje — uma leitura do cenário. A leitura foi correta: muita gente com fome e poucos recursos para atender a todos. Deve ser contínua em nós a disposição de colocar os “nossos” recursos à disposição de Deus. Não podemos desperdiçar os recursos que Deus nos põe a mão. Aprendemos isto com o final da história, quando Jesus instrui os seus discípulos: “Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado”. Outras pessoas ainda poderiam ser alimentadas. Será que Jesus não sabe contar e fez mais comida do que o necessário?  Penso que Jesus multiplicou em excesso para mostrar Quem Ele é. Ele não supre com o suficiente. Ele supre com mais do que o suficiente. Penso que Jesus multiplicar em excesso para colocar de novo as pessoas (os discípulos e a multidão) à prova. Não receberam de graça? Poderiam deixar pelo chão e partir, correndo, para contar a novidade do milagre. Não: não deviam sair correndo. Deviam recolher as sobras para, em tempo oportuno, reparti-las com outros necessitados. O milagre do céu tinha ocorrido: os pães e peixes foram multiplicados. O milagre da terra precisava ocorrer: pães e peixes seriam compartilhados com outras pessoas. Era como se Jesus dissesse a todos: olhem para as suas mãos e vejam que há mais recursos do que vocês precisam.   4 PRECISAMOS NOS LEMBRAR QUE A RELIGIÃO DE JESUS É ESPAÇO ONDE O PODER DE DEUS ATUA Deus pode fazer sem nós o que quiser, mas nos põe a prova, para que possamos fazer o que nos cabe. Neste caso, Jesus queria saber o que

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Israel Belo de Azevedo maio 15, 2010
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Salmos
Israel Belo de Azevedo

Roteiro para Pequenos Grupos — COMO FALAR DE DEUS (Salmo 77)

No Novo Testamento, somos definidos como peregrinos, isto é, como pessoas que estamos a caminho no nosso retrato definitivo, na morada definitiva (1Pedro 2.11). NOSSO ENCONTRO: Quem falou de Deus para você?   EXALTAÇÃO: Ler o Salmo 116, depois orarem dupla agradecendo a Deus por ouvir as nossas orações.    Período de Cânticos: Escolha cânticos que enfatizem o tema do encontro.    EDIFICAÇÃO: (as crianças podem sair agora)      COMO FALAR DE DEUS (Salmos 77) PERGUNTAS E RESPOSTAS 1. O poeta compara a sua vida a um sopro. Há outras expressões na Bíblia com a mesma comparação? Podemos fazer a mesma comparação? R.: Há muitas, como nos Salmos 78.33, 62 e 144.4, mas também em Isaias 2.22. Outras expressões com a mesma idéia são relva (Salmo 103.5, Isaías 40.7-8) e neblina (Oseias 13.3, Tiago 4.14).   2. Somos realmente influenciáveis, como teme o poeta no versículo 1? O que devemos fazer: afastarmo-nos dos que nos influenciam para o mal. R.: Somos. O salmo 1 nos adverte. O apóstolo Paulo nos lembra: 1Coríntios 15.33   3. O poeta se compara a um estrangeiro. Como isto nos soa hoje? A nós soa como alguém desprezível. No entanto, na literatura bíblica soa como alguém valorizado por Deus precisamente por sua condição de estrangeiro (Êxodo 22.21, Levítico 19.10, Deuteronômio 10.19, Deuteronômio 27.19, Deuteronômio 10.18, Salmo 119.19). No Novo Testamento, somos definidos como peregrinos, isto é, como pessoas que estamos a caminho no nosso retrato definitivo, na morada definitiva (1Pedro 2.11).   4. Por que podemos ter esperança em Deus? R.: Podemos ter esperança porque as nossas transgressões são perdoadas (verso 8). Podemos ter esperança porque tudo está sob o controle de Deus. Podemos ter esperança porque Deus nos socorre no dia da dificuldade (verso 12). Podemos ter esperança porque Deus é a fonte da nossa alegria (verso 13). LEIA AQUI A INTEGRA DA MENSAGEM  

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Israel Belo de Azevedo abril 30, 2010
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Salmos
Israel Belo de Azevedo

Salmo 84 — ONDE É BOM ESTAR

Salmo 84   Quando olhamos para a igreja de que participamos, notamos que nela há coisas boas e ruins.  Muitas vezes, pensamos na igreja, como se não fôssemos parte dela. Mas somos. Muitas vezes, pensamos na igreja como se fosse apenas um lugar (templo, santuário, tenda, salão). A igreja inclui um lugar, mas é mais que um lugar. Muitos vezes, pensamos que nossas vidas como homens e mulheres que levam Deus a sério devem ficar guardadas na igreja-templo, como se o nosso compromisso fosse tão restrito quanto o espaço separado para adoração pública. Muitas vezes, pensamos que podemos viver sem a igreja. E este pensamento vem por experiências amargas e também por egoísmo.  Então, voltamos a Bíblia e observamos que ela foi escrita para ser lida em público, o que não nos impede de a lermos em particular. Notamos também que muitos dos livros bíblicos foram dirigidos a comunidades, especialmente as cartas apostólicas. Devemos ter em mente que o movimento deve do particular ao comunitário e do comunitário ao particular. Esta reciprocidade fortalece o indivíduo e a comunidade.  Com este horizonte diante de nós, ficamos surpresos com a leitura do Salmo 84.   O DEUS DAS METÁFORAS Primeiramente, somos surpreendidos por suas metáforas. Parece que o poeta sabe que só podemos falar de Deus por metáforas. Fica-nos assim claro que “as metáforas não são apenas o melhor modo para descrever” as verades eternas, “mas são o modo que Deus escolheu para se expressar nas Escrituras” (OSBORNE, Grant. A espiral hermenêutica. São Paulo: Vida Nova, 2009, p. 499.) Vejamos as metáforas, algumas comuns ao Antigo Testamento e outras exclusivas:   . templo como “lugar da habitação de Deus” (verso 1) — A ideia vem da crença hebréia de haver um lugar para Deus falar e ser ouvido, herdada da função da arca como símbolo da presença de Deus, razão porque estava guardada numa área específica do templo, chamada de lugar santo dos santos   . “Senhor dos Exércitos” (versos 1, 3, 8 12) — Este título para Deus (Yahweh Sabaoth, no hebraico) indica a sua invencibilidade   . pardal/altar (verso 3) — O poeta deseja ser como um pardal (ave que só aparece neste salmo, para indicar um pássaro de pouco valor) ou uma andorinha que ele deve ter visto alguma vez (e agora imagina) fazendo seu ninho junto ao altar, o lugar onde os pecadores são reconciliados com o Deus santo.   . “peregrinos de coração” (verso 5) — Esta expressão é também exclusiva neste Salmo, conquanto a idéia de uma vida peregrina seja comum tanto no Antigo quando no Novo Tesatmento. O poeta, enquanto se imaginava em peregrinação, reconhece que precisa ir além de um peregrino com os pés, para ser um peregrino da alma, indo além da caminhada e do ritual, para alcançar o prazer enquanto caminha e cultua.   . vale de Baca” (verso 6) — Vale hoje chamado de Baka, em Israel, é um vale árido, mas nele também Deus está presente. Por causa desta presença, pode-se experimentar chuvas de bênçãos, mesmo durante o outono quando as chuvas são fracas e raras.   . Deus de Jacó (verso 8) — Esta é uma expressão para se referir a Deus, indicando que Se revelou ao do povo de Israel   . ungido (verso 9) — Deve-se referir ao rei, que era ungido (com óleo) como uma indicação da escolha por Deus para o exercício de deu ofício. Pode ser aplicado a todos os que amam a Deus (como lemos no Salmo 23 e aprendemos no Novo Testamento, que diz em 2 Coríntios 1.21-22: “Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir”). . “átrios” (verso 10) —  São as áreas externas (pátios) do templo, onde o acesso era livre, já que entrada no interior do templo era menos comum.   TRÊS COMPROMISSOS NECESSÁRIOS A partir da leitura do Salmo 84 podemos derivar algumas convites ao leitor moderno.   1. Precisamos de um compromisso com a igreja de Deus. Nosso compromisso com a igreja deve resultar do nosso compromisso com o Deus da igreja (verso 1). Devemos ir além do ritual, como peregrinos do coração (verso 5) que tiram alegria até da adversidade (simbolizada na aridez do vale do Baca) ou mesmo da rotina A igreja será um lugar insubstituível se nela a Palavra de Deus foi lida e explicada, com o convite a que cada um aplique na sua vida. A igreja será relevante se permitir e estimular que as pessoas tenham comunhão e sejam mutuamente fortalecidas. A igreja valera se foi efetivamente usada por Deus para multiplicar a sua graça pelo mundo.  A igreja deve ter um lugar no nosso coração se for uma referência de justiça no tempo e no lugar em que estiver.   2. Precisamos de um compromisso em confiar em Deus. Não precisamos confiar na igreja, que significaria confiar em nós mesmos, em outros poderes humanos ou instituições humanos. Elas precisam de nossa cooperação, não de nossa confiança. Precisamos renovar nosso compromisso em confiar em Deus? Como sabemos se confiamos nEle. O teste é: se confiamos nEle, descansamos nEle. Quem confia não espera em Deus por ser digno, mas procura ser digno por que confia em Deus. Não somos abençoados por sermos retos. Somos retos porque confiamos. Não precisamos “usar”as pessoas, porque Deus nos proverá.   3. Precisamos de um compromisso com uma vida íntegra A participação na igreja (peregrinação até o templo) precisa desembocar numa conduta digna (verso 11).  A experiência do culto deve ir além do momento. O culto deve nos ensinar a viver uma vida digna do Evangelho. Cada culto deve ser uma experiência de autopercepção de nossa indignidade e um desejo por santidade. Nossa participação na igreja reunida deve nos fortalecer para vivermos pela força de Deus. Podemos viver sozinhos ou ser fortalecidos mutuamente na e pela comunidade. Dela participando,

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Israel Belo de Azevedo abril 30, 2010
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Salmos
Israel Belo de Azevedo

Salmos 77: COMO FALAR DE DEUS

COMO FALAR DE DEUS Salmos 77   Clamo a Deus por socorro;  clamo a Deus que me escute. Quando estou angustiado, busco o Senhor;  de noite estendo as mãos sem cessar; a minha alma está inconsolável!   Lembro-me de ti, oh Deus, e suspiro; começo a meditar, e o meu espírito desfalece. Não me permites fechar os olhos; tão inquieto estou que não consigo falar.    Fico a pensar nos dias que se foram,  nos anos há muito passados;   de noite recordo minhas canções. O meu coração medita, e o meu espírito pergunta: Irá o Senhor rejeitar-nos para sempre?  Jamais tornará a mostrar-nos o seu favor? Desapareceu para sempre o seu amor?  Acabou-se a sua promessa?    Esqueceu-se Deus de ser misericordioso?  Em sua ira refreou sua compaixão?    Então pensei: A razão da minha dor é que a mão direita do Altíssimo não age mais.  Recordarei os feitos do Senhor; recordarei os teus antigos milagres.  Meditarei em todas as tuas obras e considerarei todos os teus feitos.  Teus caminhos, o Deus, são santos.  Que deus é tão grande como o nosso Deus?  Tu és o Deus que realiza milagres; mostras o teu poder entre os povos. Com o teu braço forte resgataste o teu povo, os descendentes de Jacó e de José. As águas te viram, o Deus, as águas te viram e se contorceram;  até os abismos estremeceram.  As nuvens despejaram chuvas, ressoou nos céus o trovão; as tuas flechas reluziam em todas as direções.  No redemoinho, estrondou o teu trovão,  os teus relâmpagos iluminaram o mundo;  a terra tremeu e sacudiu-se.  A tua vereda passou pelo mar, o teu caminho pelas águas poderosas,  e ninguém viu as tuas pegadas.  Guiaste o teu povo como a um rebanho pela mão de Moisés e de Arão.    1. Nossa linguagem sobre Deus é sempre expressão humana. No passado foi assim. Hoje é assim. Amanhã será assim. Não podemos descrever Deus tal qual Ele é. Se tivéssemos tal competência, Deus não caberia. Não temos tão competência. Assumamos nossa limitação. Viva a nossa limitação. Se não fôssemos limitados, Deus o seria. Assim mesmo, limitados, devemos falar de Deus. Com a linguagem que temos, em forma de prosa, teatro, cinema, pintura, música e poesia. Não importa o gênero escolhido (o salmo é poesia), nossa linguagem será cheia de metáforas. Como o poeta, para expressar como Deus age, podemos lançar mão de algumas figuras de linguagem, como estas do Salmo 77:   . "a  mão direita do Altíssimo" (verso 10) é "o poder pleno e cuidador de Deus". . "descendentes de Jacó e José" (verso 15). Jacó, também Israel, e José, seu filho, são sinônimos para povo de Israel, o antigo e o novo, que  é a igreja.    . "a mão de Moisés e Arão" (verso 20) representa o poder dos lideres do Êxodo.  . "o braço forte de Deus" (verso 15) é o mesmo que  mão poderosa do Senhor e indica sua capacidade de intervir. . "águas que  vêem" (verso 16) se referem ao mar Vermelho, que não resistiu ao poder de Deus. O poeta imagina essas águas vendo Deus subjugá-las.  . "abismos" (verso 16), "nuvens", "trovão", "flechas" reluzentes (verso 17), "redemoinho", "relâmpagos" e terremoto (verso 18) são imagens para contrastar com a tranqüilidade de Deus, cuja "vereda" (caminho) passou por dentro do mar (verso 19). Deus, na verdade, abriu a vereda para o povo passar.   Assim falou o poeta antigo. E como nós falamos? Nossos poetas também se esmeram. Gosto muito de um cântico recente (de Tim Hughes, que o compôs em 2001, na versão de Massao Suguihara),  que celebra assim:   VIM PARA ADORAR-TE Luz do mundo, vieste à Terra pra que eu pudesse te ver. Tua beleza me leva a adorar-te; quero contigo viver.   Vim para adorar-te, vim para prostrar-me, vim para dizer que és meu Deus. És totalmente amável, totalmente digno, tão maravilhoso para mim. Eterno Rei, exaltado nas alturas, glorioso nos céus, humilde, vieste à Terra que criaste. Por amor, pobre se fez.   Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz.   Gosto muito de um hino, o 316, do Cantor Cristão, composto para Sarah Kalley (1829-1905), missionária congregacional no Brasil, usando melodia de Ira Sankey (1840-1908).   DEUS É POR MIM É Deus por mim, não temo o mundo e seu furor; minha alma está segura na graça do Senhor. Sou, pelo Rei, amado, o meu amigo é Deus. E raivem inimigos, valido sou dos céus.   Aleluia, aleluia! O meu amigo é Deus! Aleluia, aleluia! Valido sou dos céus!   Firmado na esperança do Salvador Jesus, por Ele assegurado jamais me falta luz; nele é que me glorio, eu, triste pecador; seu sangue mui precioso tem divinal valor.   Se Deus me justifica, quem me condenará? Do grande amor de Cristo ninguém me apartará; a morte, a vida, os homens, tristeza e tentação, em vão procuram todos romper esta união.   Celeste luz me inunda de paz e salvação; de santo regozijo me pulsa o coração. O sol que me ilumina é Cristo, o meu Senhor; o gozo que me alegra é seu constante amor.   2. Deus é o mesmo. Diz a Bíblia, aplicando a frase a Jesus Cristo, que Deus é o mesmo ontem, hoje e no futuro (Hebreus 13.8). O poeta do Salmo 77 foi salvo pela percepção que Deus é o mesmo sempre. Ele faz seis perguntas:   "Irá o Senhor rejeitar-nos para sempre? Jamais tornará a mostrar-nos o seu favor?" (verso 7)   "Desapareceu para sempre o seu amor? Acabou-se a sua promessa?" (verso 8)   "Esqueceu-se Deus de ser misericordioso? Em sua ira refreou sua compaixão?" (verso 9)   A resposta é altinossante:   "Teus caminhos, o Deus, são santos. Que deus é tão grande como o nosso Deus?" (verso 13   "Tu és o Deus que realiza milagres; mostras o teu poder entre os povos." (verso 14)   " Com o teu braço forte resgataste o teu povo,  os

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Israel Belo de Azevedo abril 25, 2010
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Números
Israel Belo de Azevedo

Números 27.12-22: CREIO NO DEUS QUE GUARDA REBANHOS (Felipe Fanuel)

  CREIO NO DEUS QUE GUARDA REBANHOS (Números 27,12-22)   É tão bonito ver como os nossos textos sagrados são repletos de simbolismo. Há sempre coisas muito interessantes. Hoje chama a minha atenção aqui a presença viva de uma gente simples. Uma gente que não foi apagada da história. Uma gente que tem sua história vinculada a seu Deus. Só que me parece que essa gente não tem muita coisa de especial. Não tem muito pedigree. Talvez se trate de meros operários do dia-a-dia. Aquele tipo de gente que faz o trabalho que deve ser feito, sem muitos holofotes. Mas que é um tipo de gente sem o qual nenhuma sociedade viveria. É o tipo de gente trabalhadora. Ouço a voz dessa gente aqui no texto. Estou falando daquele homem ou daquela mulher que cuidava do rebanho. Daquele ou daquela que conduzia seus animais para o pasto e os vigiava. Falo do pastor, da pastora. Falo de quem liderava ovelhas. É sua voz que quero ouvir aqui. Porque quero acreditar que Deus se parece com alguém assim. Alguém que cuida de ovelhas. Acredito em um Deus que tem a cara da gente. Daquela gente que não é contada nas grandes decisões. Daquela gente que, nos dias de hoje, podemos considerar do tipo Pinduca — “todos os dias, toda manhã, sorriso aberto e roupa nova”[1]. Não estou muito à vontade com um Deus distante de gente que cuida de pasto. De gente que fica de olho para que nada aconteça com o seu sagrado rebanho.   “… Assim a comunidade do Senhor não será como ovelhas sem pastor.” (v. 17b)   Você sabia que a mesma palavra usada para “pastor”[2] aqui tem também alguns outros significados interessantes? Então, veja só. A extensão de sentido desta palavra nos aproxima de algumas outras palavrinhas mágicas, como “amigo” e “companheiro”[3]. É mais interessante ainda ver que, em alguns momentos, estas palavras estão associadas com o feminino. Estão relacionadas à mulher! Por falar nisso, eu me lembro da teóloga Sallie McFague[4]. Corajosamente, ela sugere que, em uma relação íntima entre divindade e seres humanos, faz mais sentido falar de Deus como “mãe”, “amante” e “amigo”, do que insistir em manter modelos tradicionais de Deus como “pai” ou “senhor”. Estamos falando de metáforas, sentidos figurados, assim como as parábolas contadas por Jesus. Metáforas, através das quais podemos falar do mundo como corpo de Deus. Afinal, estamos falamos de um Deus “que dispõe do sopro de toda criatura”, do “Deus dos espíritos que animam toda a carne”[5], como bem diz o texto que lemos. (cf. v. 16a) Em outras palavras, é impossível falar de um Deus dissociado da humanidade, de um Deus que se esqueceu da gente como se fosse um demiurgo que está lá bem distante, enquanto “aqui embaixo as leis são diferentes”[6]. Não. Tenho fé em um Deus que é do povo, com a cara da gente. Com a nossa cara. Com a cara de um Zé Ninguém, do andar daqui de baixo. Com a cara de um amigo-amante-mãe. Com a cara de um companheiro. Com a cara de um mero pastor/a que está preocupado com o pasto para alimentar seus animais e com a segurança deles. Com a confiança neste Deus com a cara do mundo, podemos sempre ter esperança de que jamais estaremos sozinhos, como “ovelhas sem pastor”, como cães sem rumo. É como se nossa a jornada passasse a ter sentido com esta sensação de confiança. Tenho a impressão de que é isso que se pode observar aqui no texto. Moisés se vai. Ele morre. Mas o sonho não pode acabar. Haverá sempre a esperança de um novo líder, que representa esperança. De alguém que “seja posto/a à frente da comunidade, que saia e os faça entrar”. (v. 17a) Para mim, isso tudo quer dizer que a esperança não depende de nós. A esperança é sempre divina. Aliás, se depender de nós, “a vida é uma grande ilusão”[7], como bem nos alerta uma linda canção. Como ovelhas, estamos destinados a depender de um divino pastor, que nos “guie mansamente a águas tranquilas”. (Sl 23,2a) Mas precisamos lembrar que quem cuida de ovelhas vê a vida diferentemente. Para entender como é o seu coração, quero aprender com o poeta Fernando Pessoa, que pintou a alma do pastor em seu poema “O guardador de rebanhos”, do qual quero citar os seis primeiros versos:   Eu nunca guardei rebanhos, Mas é como se os guardasse. Minha alma é como um pastor, Conhece o vento e o sol E anda pela mão das Estações A seguir e a olhar.[8]   Creio neste Deus-“guardador de rebanhos”. Neste Deus que segura o seu cajado como um poeta segura a pena para escrever seus versos. Neste Deus que olha para suas ovelhas como o poeta olha para as suas ideias. É neste Deus-Poeta-“guardador de rebanhos” que creio. E quero não ser mais que apenas uma linha de seu grande poema chamado Vida. Deste poema todos nós fazemos parte. Pois nenhum de nós deixará de ter sua história contada nos sagrados versos divinos. Nossa vida é como um verso guardado por um poeta. Um verso que começou a ser escrito ontem, ainda está sendo escrito hoje, e continuará a ser escrito amanhã. Amém. [1] Trecho da canção “Roupa Nova”, de Milton Nascimento. [2] h[,ro [3] Cf. Bible Works. [4] Modelos de Deus: teologia para uma era ecológica e nuclear. Paulus, 1996. [5] Respectivamente, Bíblia Tradução Ecumênica e Bíblia de Jerusalém. [6] Trecho da canção “Eu sou um bobo, Eu sou um Zé Ninguém”. [7] Trecho da canção “Sei lá (A Vida Tem Sempre Razão)”, de Toquinho e Vinicius de Moraes. [8] O guardador de rebanhos e outros poemas. Cultrix, 1991. FELIPE FANUEL  

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Israel Belo de Azevedo abril 25, 2010
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Salmos
Israel Belo de Azevedo

Salmo 73: É INÚTIL MANTER PURO O CORAÇÃO?

É INÚTIL MANTER PURO O CORAÇÃO? (Salmo 73)   O salmo 73 deve ser lido junto com os Salmos 37 e 49, porque também questiona: se Deus é sábio, soberano e bom, por que permite que os perversos continuem em cena, dando as cartas no mundo e se dando bem? Por que permite que o crime compense? Em sua indignação, o poeta usa (segundo a tradução da NVI) três vezes uma mesma palavra: “certamente” [conforme a percepção de CÉSAR, Elben. Refeições diárias com o sabor dos salmos. Viçosa: Ultimato, 2003, p. 164], que aparece em três versos (verso 1 — “Certamente Deus é bom para Israel, para os puros de coração”; verso 13 — “Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência”, e verso 18 — “Certamente os pões em terreno escorregadio e os fazes cair na ruína”.) Ele acerta duas vezes, mas erra uma, quase erra, porque não dá o passo que marque sua desistência de Deus. Por pouco, ele não escorregou (verso 2). Sua experiência nos ensina muito sobre o mundo, sobre nós mesmos e principalmente sobre Deus. Vejamos:   1. Como o poeta, ouvimos e cantamos que  Deus é bom, mas, por vezes, esta declaração nos soa distante ou falso (verso 1). Pode ser que agora agora ou em algum momento da vida, esta bondade não nos pareça viva. Há situações que  desafiam a nossa fé, levando-nos à amargura (versos 3 — “Tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios”; 14 — “o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado” e verso 21 — “Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja”) e até à perda da fé (verso 2 — “os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei”). O salmista enumera as suas situações que o afligem (versos 4 a 12). Leiamos estes versos.   Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte. (Não é assim que nos sentimos quando vemos as imagens de alguns ímpios, sorridentes, cercados por pessoas saudáveis?)    Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens.    (Mesmo quando ficam doentes, têm dinheiro para pagar os melhores médicos e os melhores hospitais. Lembro-me de um antigo ex-governador e senador que estava sempre bronzeado, mesmo no inverno.)   Por isso o orgulho lhes serve de colar, e eles se vestem de violência.   (O orgulho faz parte da vida dos ímpios, não como defeito, mas como virtude. São elogiados por seu orgulho.)   Do seu íntimo brota a maldade; da sua mente transbordam maquinações. (Dia e noite, esses ímpios pensam como podem se enriquecer.)   Eles zombam e falam com más intenções; em sua arrogância ameaçam com opressão.   (Então, nos lembramos de um ex-governador e deputado federal, que, acusado de corrupção pelo Ministério Público, elaborou um projeto de lei para limitar os poderes dos procuradores. O acusado ameaça.)   Com a boca arrogam a si os céus, e com a língua se apossam da terra.  (Eles têm a cara-de-pau de dizer que Deus está com eles. Não nos lembramos daqueles deputados “evangélicos” de Brasília, que oraram para agradecer as propinas recebidas? Com a língua, isto é, com a boca, engolem tudo, engolem terras fraudulentamente.)   Por isso o seu povo se volta para eles e bebe suas palavras até saciar-se.  (Com suas palavras, eles seduzem o povo. Quando acontecem as eleições, o povo bebe suas promessas e vota neles. E assim eles se perpetuam.)   Eles dizem: “Como saberá Deus? Terá conhecimento o Altíssimo?”  (O conceito de Deus é de um deus limitado, que não nada, só o que sai nos meios de comunicação…)   Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas.   2. Diante destas visões, somos alvos de várias tentações, sopradas assim aos nossos ouvidos. Eis algumas delas:   . Tenha inveja do estilo de vida dos que não crêem. A inveja (daí ser este alvo de um dos Dez Mndamentos: “Não cobiçarás” — Êxodo 20.17) nem sempre é algo claro; pode ser algo sutil que mina a nossa confiança em Deus e em nós mesmos.   . Imite os que são ou parecem ser bem-sucedidos, como tantos fazem, bebendo as palavras dos perversos (verso 10). O primeiro dos Salmos trata do tema da influência, que é ouvir o que os outros dizem ou fazem e considerar que devemos viver como eles vivem. Muitas vezes é algo quase imperceptível por nós mesmos: de tanto ouvir e ver, acabamos fazendo o mesmo.   . Desconfie da bondade e da justiça de Deus. (Você não tem outra escolha, senão a amargura para com Deus. Ele o enganou porque não vale a pena ser puro.) Neste ponto, tendo desconfiado, chegamos ao fundo do horizonte: o que virá depois é tragédia.    . Desista de ser íntegro. (Para que manter sua vida sexualmente ativa apenas no casamento, se os que são infieis nem culpa têm? Para que usar o que você sabe para servir aos outros? Para que ser honesto, se os desonestos são ricos?) É como se gritássemos, desiludidos: cansei de ser puro, esquecidos da palavra de outro salmista: “Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente” (Salmo 24.3-4).   . Desista de Deus. O poeta quase traiu a Deus. Escreve o poeta: “Se eu dissesse: Também falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos” (verso 15). Este “assim” é o conteúdo dos versos 4 a 14, os mesmos em que o salmista descreve o que inveja nos maus. Ele cogitou que o caminho deles era o melhor. Em alguns momentos, ele teve certeza que era melhor deixar Deus de lado. No entanto, ele parou, quando deixou Deus falar.   3. No entanto, aprendemos, neste salmo e em tantos outros, conferidos pelas experiências de vida, que outras

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Israel Belo de Azevedo abril 19, 2010
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Salmos
Israel Belo de Azevedo

Salmo 39 — SABER QUEM SOMOS

SABER QUEM SOMOS (Salmo 39)   O salmista olha para a sua própria vida, mergulhada na tristeza, por razões que não diz (isto é da arte), e procura um caminho para voltar a sorrir. Sua primeira tentação foi soltar a língua e falar tudo o que lhe viesse à mente. Olhou em volta e desistiu. Suas palavras seriam mal interpretadas. Decidiu, então, se calar, mas não deu certo. Sua angústia solitária só aumentou. Tomou, por último, a melhor escolha: decidiu orar e abrir  seu coração, com sinceridade, falando tudo o que lhe ocorresse mas ao Senhor Deus. Em seu pedido, ele reconhece a sua fragilidade e a inutilidade dos seus esforços em direção à felicidade. Ao faze-lo, mistura afirmações contraditórias, entre a bondade e a severidade de Deus. Termina, dizendo que só Deus pode lhe restituir a alegria da vida.   É como se o poeta cantasse também assim:   SALMO 39 Esqueço da realidade posta além do momento: o diâmetro dos meus dias é a largura de um copo; quando olho a envergadura do divino escopo noto que, mesmo longo, é ínfimo o meu tempo. Meu vigor é como o calendário de um sopro. Valho tanto quanto o dinheiro lançado ao vento: Sou tão sólido quanto a sombra de um corpo. Não passo de um estrangeiro à espera de documento. Próximo estou — eu o sei — de deixar de existir para então existir num horizonte sem fim numa casa que Deus me tem preparado. Distante dEle sou apenas o templo do pecado, mas com Ele comigo eu sou o perdoado que desde já a alegria plena pode sentir.   Deste salmo, que tem um conjunto de ensinos para uma vida sábia, podemos fazer algumas aplicações para as nossas vidas.   1. PRECISO SABER QUEM EU SOU. O poeta faz um autorretrato que nos descreve. Três certezas ele tem de si mesmo.   ELE É FRÁGIL — Para falar de como é frágil, ele compara a sua vida a um sopro (versos 5 e 11), como fazem outros autores (como no Salmo 78.33 — “Por isso, ele encerrou os dias deles como um sopro e os anos deles em repentino pavor”; no Salmo 62.9 — “Os homens de origem humilde não passam de um sopro, os de origem importante não passam de mentira; pesados na balança, juntos não chegam ao peso de um sopro”; no Salmo 144.4 — “O homem é como um sopro; seus dias são como uma sombra passageira”, e em Isaías 2.22 — “Parem de confiar no homem, cuja vida não passa de um sopro em suas narinas. Que valor ele tem?”) Então, compara a sua vida breve (verso 4) ao cumprimento de um palmo (verso 5). Quando olha para suas conquistas, sobretudo as patrimoniais, vê que a riqueza — que tanto valor tem — que acumular não terá para ele qualquer valor (verso 6) quando não mais existir. Ele lembra ainda que não passa de um estrangeiro que, por melhor que esteja em outra pátria, será o que é: estrangeiro.  Assim somos nós também: completamente frágeis. Somos tão frágeis que, com dificuldade para conviver com a realidade, inventamos a arrogância para negar a nossa fragilidade.   ELE É INFLUENCIÁVEL — O poeta começa seu salmo como uma dupla promessa: “Vigiarei a minha conduta e não pecarei em palavras; porei mordaça em minha boca enquanto os ímpios estiverem na minha presença”. (verso 1) O salmista, como todo ser humano, está cercado de pessoas. Ele não precisa temer as pessoas de boa índole, mas sabe que precisa temer aquele/aquela que gosta de falar da vida alheia (eu não disse “falar mal”, porque os maledicentes não acham que falam mal, apenas falam ou apenas falam a verdade…), sabe precisa temer aquele/aquela que enche as suas bocas de palavras torpes, sabe que precisa temer aquele/aquela, sabe que precisa temer aquele/aquela que acha que o fim (ganhar dinheiro) justifica o meio, sabe que precisa termer aquele/aquela que o prazer está acima do pecado. O salmista sabe que essas práticas são perigosas. Primeiro, elas são abominadas. Depois, são relativizadas. Depois, são valorizadas. Depois, são imitadas. Somos influenciáveis. Nenhum de nós está imune á influência, mesmo aquela inicialmente considerada perniciosa e algo a ser evitado. Cercados por ímpios, podemos cair na sua armadilha de pensar como eles pensam ou de agir como eles agem.   ELE É PECADOR — “Livra-me de todas as minhas transgressões” (verso 8) — eis o que pede o poeta, consciente que o pecado tem conseqüências (verso 11 — “Tu repreendes e disciplinas o homem por causa do seu pecado”) Eis um de nossos problemas: achar que o pecado não tem um salário, como se Deus não visse quando o praticamos ou como Deus também gostasse dele. O pecado não confessado é um impedimento a que tenhamos comunhão com Deus.  O pecado confessado é a antessala da comunhão com Deus. A comunhão com Deus termina quando o pecado entra na nossa vida. A comunhão com Deus começa quando abrimos o nosso coração para confessar que somos pecadores e que pecamos especificamente e sempre contra Ele, porque todo pecado é pecado contra Deus.   2. POSSO FALAR COM DEUS. A primeira tentação do poeta, em sua experiência desolada, é falar mal de Deus para os maus. Ele se corrige e, em sua experiência desolada, passa a falar com Deus. Ele começa com o pensamento voltado para os ímpios, com a boa intenção de não os imitar. Mas ele vai imita-los, a menos que olhe para Deus. Num primeiro momento, esta contemplação o deprime ainda mais (“Meu coração ardia-me no peito e, enquanto eu meditava, o fogo aumentava” — verso 3), ao perceber a grandeza de Deus e a sua nulidade. No entanto, a medida que vai conversando com Deus, vai encontrando paz, ao ponto de concluir que em Deus estava a sua esperança.  Esta certeza nasce de uma convicção: Deus o ouve. Por isto, pede: “Ouve a minha oração, Senhor; escuta o meu grito de socorro; não sejas

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Israel Belo de Azevedo abril 10, 2010
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Editoriais
Israel Belo de Azevedo

EM TORNO DA RESSURREIÇÃO. A DE JESUS E A NOSSA

Ele aparece ao anônimo e ao pequeno,
até encontrar o querido grupo dianteiro:
até na ressurreição, atua a lógica do Reino:
é primeiro quem é ultimo; é ultimo o primeiro.

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Israel Belo de Azevedo março 30, 2010
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Deuteronômio
Israel Belo de Azevedo

Roteiro para Pequenos Grupos — PARA QUE A FAMÍLIA SEJA UM LUGAR DE ALEGRIA (Deuteronômio 12.1-9)

Podemos ser levados por “ondas” que nos influenciam para pensar/fazer coisas contra os “decretos e ordenanças” de  Deus. Duas recentes são a pintura de unhas com diferentes na mesma mão e o uso das chamadas pulseiras do sexo. São inocentes? NOSSO ENCONTRO: Compartilhe uma lembrança alegre da sua vida em família.   EXALTAÇÃO: Ler Salmo 128 e orar agradecendo a Deus por ter criado a família.   Período de Cânticos: Escolha cânticos que enfatizem o tema do encontro.    EDIFICAÇÃO: PARA QUE A FAMÍLIA SEJA UM LUGAR DE ALEGRIA (Deuteronômio 12.1-9)   PERGUNTAS E RESPOSTAS 1. Deus nos deixou “decretos e ordenanças” para nossas vidas, mas a sociedade procura nos impor outros “decretos e ordenanças”. Peça a grupo que mencione alguns desses “decretos e ordenanças”. Resposta: Livre.   (Sugestões: . a felicidade deve ser buscada a qualquer preço . a minha vida é minha; ninguém tem nada com isto . o importante é ser feliz agora . só nos deve interessar o que atende aos nossos interesses     2. Podemos ser levados por “ondas” que nos influenciam para pensar/fazer coisas contra os “decretos e ordenanças” de  Deus. Duas recentes são a pintura de unhas com diferentes na mesma mão e o uso das chamadas pulseiras do sexo. São inocentes? Resposta: A pintura das unhas é inocente, mas a pulseira do sexo é maléfica, pelos riscos às meninas.     3. A Bíblia nos pede para andar na presença de Deus (verso 7). Estar na presença de Deus é estar no templo? Resposta: O templo em que cultuamos é o santuário de Deus. Nossa casa é o santuário de Deus. Nossa vida é o santuário de Deus.   RESUMO PARA QUE A FAMÍLIA SEJA UM LUGAR DE ALEGRIA (Deuteronômio 12.1-9)   Este texto não é dirigido a famílias, mas ao povo em geral, como uma orientação para a vida. No entanto, os conselhos se aplicam completamente às famílias de nossos dias.   1. Leve cada um a sério os mandamentos de Deus (Verso 1 — “Estes são os decretos e ordenanças que vocês devem ter o cuidado de cumprir enquanto viverem na terra que o Senhor, o Deus dos seus antepassados, deu a vocês como herança”.) Os mandamentos de Deus são recusados pelo mundo que elabora os seus próprios mandamentos. Eis alguns deles, ditos claramente ou afirmados subliminarmente: . a felicidade deve ser buscada a qualquer preço . a minha vida é minha; ninguém tem nada com isto . o importante é ser feliz agora . só nos deve interessar o que atende aos nossos interesses   Conforme aprendemos em Deuteronômio 10, quem leva Deus a sério é mais feliz.   2. Pense cada um em termos coletivos, não individuais (Verso 7 — “Ali, na presença do Senhor, o seu Deus, vocês e suas famílias comerão e se alegrarão com tudo o que tiverem feito, pois o Senhor, o seu Deus, os terá abençoado”) É o individualismo que gera os confltos. Quando eles vêem, só há uma maneira de os resolver: um deve abrir mão, cedendo ao interesse do outro. Entre as áreas de conflito, três merecem atenção: . administração do dinheiro. Alguns casais praticam contas separadas, em que cada um fica responsável por um tipo de despesa. Isto gera conflito quando os recursos estão escassos. O dieal é que haja um fundo comum, para o pagamento de todas as contas, já que as despesas são de todos. , administração do tempo. Podem surgir situações que os pais se privam de coisas para aplicar na educação dos filhos. Pode ser também que, por um tempo, um dos cônjuges pode adiar seus estudos ou empregos para o bem do outro ou da família. . a gestão do futuro. Geralmente, os filhos pensam no presente e os pais, no futuro. É preciso um equilíbrio: os pais devem pensar também no presente dos seus filhos; os filhos devem compreender que seus sabem das coisas.    3. Deixe cada um de lado a “onda” (Verso 4 –“Vocês, porém, não adorarão o Senhor, o seu Deus, como eles adoram os seus deuses”)   Nem todas as “ondas” são inocentes. Esmaltes coloridos — onda ingênua Pulseiras do sexo — onda perigosa   Segundo os jornais, as “escolas do Rio estão fechando o cerco contra as ‘pulseiras do sexo’, versão bem mais maliciosa da antiga ‘salada mista’ — febre entre crianças e adolescentes. As instituições começaram a alertar os pais, que estão sendo convocados como aliados na ‘queda de braço’ contra o que consideram uma perigosa brincadeira. Circular de colégio alerta até para ataques de moradores de rua a meninas na saída da aula para que pratiquem com eles o ato identificado pela cor da pulseira. E, segundo a ONG Safernet, que atua na prevenção de crimes virtuais, o jogo, que já é praticado na Internet, atrai pedófilos, interessados em aliciar menores. A brincadeira, ainda desconhecida por muitos pais, consiste em usar pulseiras de silicone de cores variadas, cada uma representando uma ação íntima, de simples abraços a posições sexuais. Cada vez que um colega consegue arrebentar uma pulseira, tem direito a consumar a ação correspondente ao que determina o adereço, já no pulso de crianças”. (Jornal O dia, de 27/3/2010. http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/3/escolas_em_alerta_contra_as_pulseiras_do_sexo_71745.html)   O Colégio Franco Brasileiro, em Laranjeiras, Rio de Janeiro (RJ), enviou uma circular aos alunos nos seguintes termos: “Fomos informados por pessoas da nosssa comunidade escolar que muitos de nossos alunos estão usando pulseirinhas coloridas, nova moda entre crianças e adolescentes, no interior das quais estão escritos “prêmios”, tais como beijos, abraços e outros de natureza afetiva e até mesmo sexual, a serem pagos, quando elas arrebentam. Soubemos, inclusive, que há “estranhos” na rua que puxam essas pulseiras do braço das meninas, obrigando-as a praticarem com eles as ações correspondentes aos ditos “prêmios”.  Extremamente preocupados com o fato, nós o estamos informando ao Sr(a)., solicitando-lhe providências no sentido de evitar que seu (sua) filho(a) use esse adorno que pode causar tantos problemas a todos nós”. (Disponível em   4. Procure cada um viver

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Israel Belo de Azevedo março 28, 2010
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João
Israel Belo de Azevedo

João 14.1 — QUANDO FICAMOS PERTURBADOS

QUANDO FICAMOS PERTURBADOS   “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim”. (João 14.1)   Jesus nos disse para não ficarmos perturbados (João 14.1). Ao fazê-lo, o Mestre reconhece que podemos ficar com os nossos corações turbados. Todos os seres humanos podemos ficar perturbados, no sentido de ter nossa calma derrubada por causa de situações de difícil controle.   PODEMOS FICAR PERTURBADOS Todos nós podemos ter um espinho penetrando na nossa carne, como aconteceu com o apóstolo Paulo (2Coríntios 12.7). Eis alguns deles, entre muitos:   1. Podemos ficar perturbados quando vemos que nossos filhos encontram dificuldade nos estudos ou no trabalho ou nos relacionamentos ou no campo da fé. Perdemos o sono. Choramos. Aconselhamos. Pedimos ajuda. Fazemos tudo o que podemos para nossos filhos ficarem bem. Nem sempre a perturbação é substituída pela paz. Davi ficou perturbado com os comportamentos de alguns dos seus filhos, como Amnon, que forçou sua meia-irmã Tamar (2Samuel 13.1) e Absalão (que tentou derrubar o pai do governo). 2. Podemos ficar perturbados quando experimentamos dificuldades com nossos cônjuges, em uma ou mais áreas, dando-nos vontade de não voltar para casa ou mesmo desistir do casamento. O autor de Provérbios fala de um tipo de vida assim, quando se refere a esposas rixosas e raivosas. (“Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” — Provérbios 21.19; “A goteira contínua num dia chuvoso e a mulher rixosa são semelhantes — (Provérbios 27.15). O mesmo papel pode ser aplicado a maridos que vivem reclamando e perturbando a esposa. 3. Podemos ficar perturbados quando, na escola, no trabalho ou no condomínio, temos que conviver com pessoas que achamos que não gostam de nós e que temos certeza que fazem coisas para nos prejudicar. Quando esses desafetos são cristãos, nossa pressão sobe. Às vezes, tamanha é a perturbação, que nos dá vontade de abandonar a igreja ou mesmo a fé, como se não fôssemos perder coisas boas por causa de uma ou mais pessoas ruins. O autor da terceira carta de João tinha alguém que o perturbava: Diótrefes (1João 1.9). 4. Podemos ficar perturbados quando somos pressionados por ensinos antibíblicos ou pretensamente bíblicos, gerando dúvida ou confusão. Entre estes ensinos estão: a negação da singularidade de Jesus Cristo (porque nos dizem haver muita pretensão na afirmação de que só Jesus Cristo é o Salvador, algo ofensivo às outras religiões); a dúvida em relação à fidedignidade das Escrituras (porque nos garantem que, se Deus falou, não podemos ter certeza que a Bíblia registra com confiança essa Palavra de Deus, porque as traduções são manipuladas…); a insistência na relação entre bênção e prosperidade, segundo a qual a bênção é um direito do crente, que a pode exigir a Deus e quem não a recebe é porque tem alguma culpa ou porque não ora direito…); a insinuação que não há relação entre fé e vida, entre santidade e graça, podendo cada um viver como quiser… e a sugestão de que práticas como a homossexualidade são aceitáveis, à luz da natureza e da Bíblia… Essas afirmativas, de tão repetidas, pervertem ou confundem, resultando em perturbação. 5. Podemos ficar perturbados quando somos alcançados por uma doença (física ou emocional) que resiste em nos deixar, mesmo com muita oração e até jejum. 6. Podemos ficar perturbados quando vemos os estragos celebrados pelo exercício do nosso temperamento, pela percepção desequilibrada que temos de nós mesmos (seja na baixíssima autoestima, seja na elevada autoexaltação) ou pelo autoritarismo com que tratamos ou somos tratados ou pelos vícios que persistem em nos acompanhar nas nossas vidas. 7. Podemos ficar perturbados quando o desemprego chega à nossa casa e os recursos começam a escassear para o atendimento das necessidades pessoais ou da família. 8. Podemos ficar perturbados quando somos derrubados pela injustiça ou pela violência, embora (ou talvez por isto) tenhamos lido a promessa de que o anjo do Senhor se acampa em redor daqueles que amam a Deus (Salmo 34.7). 9. Podemos ficar perturbados quando perdemos, por acidente ou por doença, uma pessoa muita querida, o que faz com que se abra sob nossos pés o chão da vida. 10. Podemos ficar perturbados quando alguém menos capaz do que nós ou menos honesto do que nós ou menos crente do que nós é reconhecido pelo que não é e nós, esquecidos. O protesto do salmista reverbera pelos milênios:    “Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.    Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.   Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.   Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. (…) Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado”. (Salmo 73.2-5, 13-14)   11. Podemos ficar perturbados quando nossa amizade não é correspondida.   12. Podemos ficar perturbados quando alguém menos capaz do que nós ou menos honesto do que nós ou menos crente do que nós é reconhecido pelo que não é e nós, esquecidos. O protesto do salmista reverbera pelos milênios:    “Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.    Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.   Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.   Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. (…) Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado”. (Salmo 73.2-5, 13-14)   11. Podemos ficar perturbados quando nossa amizade não é correspondida.   12. Podemos ficar perturbados quando a nossa oração não é respondida, o que nos faz tornar nosso o lamento de Jó: “Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo” (Jó 6.8).   11.

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Israel Belo de Azevedo março 20, 2010
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