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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Isaías 55: PARA QUEM TEM SEDE

PARA QUEM TEM SEDEIsaías 55 O QUE NOS FAZ TER SEDE1. A nossa condição humana: todos queremos viver. 2. A promessa bíblica (vv. 11-13)“Assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei. Vocês sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto diante de vocês, e todas as árvores do campo baterão palmas. No lugar do espinheiro crescerá o pinheiro, e em vez de roseiras bravas crescerá a murta. Isso resultará em renome para o Senhor, para sinal eterno, que não será destruído.” (vv. 11-13 Há um  propósito de Deus para nós (v. 11).Espinheiro # pinheiro (árvore grande, bonita, destacada, desejada)Roseira brava # murta (pequeno arbusto, de folhas pequenas)Aquilo que nos causa dor será transformado em bênção… por Deus.O tempo de hoje será transformado amanhã em tempo de beleza e alegria… por Deus. 1. Uma vida de alegria graças a Deus (v. 12)2. Uma vida de paz concedida por Deus (v. 12)3. Uma vida cuidada por Deus (v. 13) O QUE NOS IMPEDE DE SACIAR A SEDE1. O mundo em que vivemos (Isaías = cativeiro; voltar ou ficar). A pressão é terrível, quase insuportável. Ficar com (como ficar no cativeiro) é uma sedução. 2. Nossa própria condição2.1. Nossa falta de saúde (biológica ou emocional)2.2. Nosso conformismo ao temperamento (que disputa o senhorio do Espírito sobre nós, embora sejamos lembrados que não recebemos um “espírito de covaria, masde poder, de amor e de equilíbrio” (2Timóteo 1.7):2.3. A submissão ao nosso caráter (“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativose, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. ASSIM FORAM ALGUNS DE VOCÊS. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.(1Coríntios 6.9-11)2.4. Nosso compromisso (precisamos passar do conhecimento à obediência). O QUE FAZER PARA SACIAR A SEDE1. Saber Quem é a Fonte e confiar nela (vv. 8-9).(“Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos — declara o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos [são] mais altos do que os seus pensamentos”. — vv. 8-9) Deus trabalha diferente de nós. Ele salva pela graça, sem esforço humano. Somos salvos pela graça (Efésios 2). Deus ama diferente de nós. Ele cuida de nós, não em função do reconhecimento recíproco.Deus conhece diferente. Ele conhece de modo infinito todas as nossas necessidades, fraquezas, potencialidades, motivações. Não somos nossa própria fonte. O saber deste mundo não é nossa fonte. 2. Não se contentar com a sua qualidade espiritual e se dispor a ir á Fonte (v. 1).“Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (v. 1). Só Deus pode satisfazer as nossas necessidades mais profundas, simbolizados na água, no vinho, no leite e no pão (Page Kelley). 3. Ficar junto à Fonte, não ao consumo rápido de Deus.3.1. Desejos o essencial (vv. 2-3).“Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição. Dêem-me ouvidos e venham a mim; ouçam-me, para que sua alma viva. Farei uma aliança eterna com vocês, minha fidelidade prometida a Davi” (vv. 2-3). Em que estamos gastando a nossa vida? Em busca de bênção material. As águas a que somos convidados incluem a dimensão material, mas vão além. Não nos percamos o que parece espiritual.A oração que não devemos fazer: “dá-me paciência, neste instante”; “da-me crescimento espiritual já”. 3.2. Dediquemo-nos a buscar o Senhor (v. 6).“Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto” (v. 6).Quando não o poderemos buscar? No caso dos israelitas, se não voltassem do cativeiro para a terra que um dia habitaram. No caso, adiar a escolha. Também: viver uma vida de faz-de-conta que busca o Senhor. 3.3. Voltemo-nos para o Senhor (v. 7)“Que o ímpio abandone o seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o seu perdão” (verso 7). O CONVITEQuando Deus nos dá algo, Ele se dá a si mesmo. Quando recebemos algo dEle, nós O recebemos a Ele mesmo. (Page Kelly). É preciso ir/sair/dispor-se/decidir.“Venham” (v. 1). Venham, comprem e comam. “Ouçam (vv.2 e 3)”. Ouçam. Inclinem os ouvidos. OBEDEÇAM!“Vejam” (v. 4). Vejam o que Deus faz. RELEMBREM!“Busquem” (v. 6). Clamem por Ele. Anseiem por Ele. DESEJEM!“Voltem-se” (v. 7) para Deus. PONHAM-SE A CAMINHO!

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Mateus 28.20b e outros: PROMESSAS DIVINAS: O DEUS QUE CUMPRE O QUE PROMETE

PROMESSAS DIVINAS: O DEUS QUE CUMPRE O QUE PROMETE Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que prometera; nem uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas, feitas por intermédio de Moisés, seu servo (1Reis 8.56). Quando o mal nos acomete, firmamo-nos nas promessas de Deus. Quando elas demoram a se realizar, nós nos perguntamos: o que houve? Afinal, como aprendemos na Bíblia, toda boa dádiva e todo dom perfeito [não] são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança? (Tiago 1.17)Não cremos que o Senhor é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras? (Salmo 145.13). Precisamos aprender que há promessas divinas incondicionais e condicionais. 1. PROMESSAS INCONDICIONAISHá promessas incondicionais ainda válidas para nós.Seu cumprimento não depende de nós. 1.1. Presença do Espírito Santo conoscoMateus 28.20b — E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Cf. Josué 1.5b — não te deixarei, nem te desampararei. (Cf. Hebreus 13.5; Deuteronômio 31.6)Mesmo que não queiramos, Ele está conosco.João 15:26  Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; 1.2. Volta de Jesus à terraJoão 14.2-4 — Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou.Não há nada que possamos fazer para retardar/apressar. 1.3. Permanência da igrejaDeus prometeu, por meio meio de Jesus, que os poderes de Satanás jamais destruiriam a sua igreja (Mateus 16.18).Mesmo que fracassemos, a igreja não fracassará. Os servos podem falhar, mas o Seu Senhor, não. Afinal, Cristo é o cabeça da igreja. 2. PROMESSAS CONDICIONAISDeus promete realizar algo que o homem espera DESDE que o homem faça algo que Ele pede. 2.1. A promessa da salvação por JesusA nossa salvação depende que creiamos que Jesus é o Filho de Deus, enviado para a nossa salvação (João 3.16) Para tanto, devemos nos arrepender de nossos pecados e nos submeter ao batismo como uma conseqüência do arrependimento (dos pecados) e da fé (em Jesus).O Deus que não pode mentir prometeu [a vida eterna] antes dos tempos eternos (Tito 1.2). 2.2. A promessa da atenção do PaiPara que nossas orações sejam respondidas, nós precisamos pedir.Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei (Jeremias 29.12).Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes (Jeremias 33.3)E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei (Isaías 65.24). 2.3. A promessa do perdãoSe confessarmos os nossos pecados, Deus nos perdoará (Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça — IJoao 1.9). 2.4. A promessa da parceriaSe queremos ser usados por Deus, para fazer aqui o que Ele quer que façamos, precisamos buscar ter uma vida santa. A obediência aos seus mandamentos é fundamental.Não confieis em palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este.Mas, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras, se deveras praticardes a justiça, cada um com o seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre.Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam.Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes, e vos pondes diante de mim nesta casa que se chama pelo meu nome, e dizeis: Estamos salvos; sim, só para continuardes a praticar estas abominações! (Jeremias 7.4-10) A obediência é da essência da experiência religiosa do Antigo Testamento.Quando, por exemplo, chamou Abraão, Deus lhe prometeu fazer dele uma grande nação, abençoar a quem o abençoasse e amaldiçoar a quem o amaldicoase, mas havia uma condição: ele deveria deixar sua família, seu povo e sua terra (Gênesis  12). 3. PROMESSAS INDIVIDUAISHá também na Bíblia muitas promessas exclusivas para indivíduos, em determinadas circunstâncias:. Isaque recebeu a promessa de uma esposa.. Moisés recebeu a promessa de que faria milagres.. Josué recebeu a promessa de vitória onde quer que estivesse.. Gideão recebeu a promessa de vitória numa batalha.. Saul recebeu a promessa que seria um rei competente.. Maria recebe a promessa de que conceberia miraculosamente.. Um dos ladrões na cruz recebeu a promessa do paraíso junto com Jesus.Ainda hoje Deus pode nos fazer promessas individuais, mas elas virão como um ressultado de uma vida de proximidade com Deus, não apenas do desejo de recebê-las. 4. RESPOSTA DO PAI ÀS NOSSAS ORAÇÕESSubsiste a pergunta: Deus responde a todas as nossas orações do modo como queremos. Não. Ele responde todas as nossas orações do modo como precisamos. E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito (1João 5.14-15). Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra (2 Crônicas 7.14 ). Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6.33). E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Apocalipse 5.9: SACRA É A MÚSICA CRISTÃ QUE APONTA PARA DEUS E SE COMPROMETE COM A SUA JUSTIÇA

MÚSICA: SACRA É A MÚSICA CRISTÃ QUE APONTA PARA DEUS E SE COMPROMETE COM A SUA JUSTIÇAPregada na IB Itacuruçá, em 8.6.2003, noite 1Comecemos por alguns necessários lugares comuns.A música, esta “harmoniosa e expressiva combinação de sons” (Dicionário Eletrônico Houaiss) ou esta organização de sons e silêncios num determinado tempo, faz parte da cultura humana. Só há humanidade onde já cultura. Havendo cultura, haverá música, feita de sons de vozes e instrumentos. 2Por esta razão, a Bíblia está cheia de música, tanto de canções quanto de relatos sobre seu uso na vida dos povos, tanto num contexto sacro quanto num ambiente profano. O livro de Gênesis biografa sucintamente o “pai” dos instrumentos musicais, sem referir o propósito de uso, se sacro ou profano: Jubal, filho de Ada, descendente de Caim, inventou a harpa e o órgão (Gênesis 4.21).Há outras referências num contexto profano. Labão reclamou de Jacó ter partido em segredo por não lhe poder dar uma festa ao som de cantos, tamborins e harpas (Gênesis 31.27). Quando estava triste, Saul pedia que Davi lhe tocasse alguma canção na harpa (1Samuel 16.23). A música fazia parte da vida das familias, algumas das quais tinham cantores permanentemente à sua disposição (Eclesiastes 2.8), já que naquela época obviamente não havia discos nem equipamentos para os tocar… Outras familias tinham instrumentos em casa e os tocavam em casa (Amós 6.4-6). Nas festas não podiam faltar harpas, liras, tamborins e flautas, acompanhando as canções (Isaías 5.12; 24.8; Lucas 15.25).No plano sacro, os grandes feitos de Deus na vida do Seu povo são lembrados com músicas e, às vezes, danças. Quando o povo passou pelo mar Vermelho, Moisés liderou um cântico público pelo extraordinário livramento (Êxodo 15). Quando ajudou seu povo a derrotar um inimigo, Débora entoou um cântico célebre (Juízes 5).Com Samuel, Davi e Salomão, a música sacra hebréia alcançou seu apogeu. O ensino da música, por exemplo, fazia parte do currículo dos profetas (1Samuel 10.5: 19.19-24; 2Reis 3.15; 1Crônicas 25.6). Chegou a haver cantores profissionais, remunerados pelo departamento religioso do Estado (1Crônicas 9.33; Neemias 7.1, etc.). O templo era uma verdadeira escola de música, com cantores e instrumentistas atuando o tempo todo (2Samuel 6.5; 1Crônicas 15, etc.).  Não por acaso, o maior dos livros bíblicos constitui-se de uma coletânea de poemas feitos para serem cantados individual e congregacionalmente.Também não por acaso, o último livro da Bíblia transforma todos os salvos em cantores, com um cântico espiritual permanente nos lábios e desde já conhecido: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor (Apocalipse 5.12).   3Como naqueles tempos, a nossa vida é impensável sem música. Os nossos cultos são impensáveis sem música. Música é vida. Música é culto. No entanto, a vida não é só música. O grande poeta João Cabral de Melo Neto detestava música. O culto não é só música. Onde estiveram dois ou três reunidos em nome de Jesus, com ou sem música, Ele ali estará (Mateus 18.20). No caso especifico do culto, ela também precisa ser executada, à voz ou ao instrumento, em espírito e em verdade (João 4.23), para que seja aceita como parte de um culto aceito.Uma música litúrgica será sacra em espírito e verdade, se estiver voltada para celebrar Aquele que é digno de todo louvor. Se eu vou a um concerto, posso sair comentando a performance dos músicos ou do maestro. Se eu vou a um culto, devo voltar cantando a majestade de Deus, para o que músicos e maestro me ajudaram muito, mas eles devem diminuir para que Deus cresça. Eu devo agradecer os músicos e o maestro pelo talento e dedicação deles, mas devo me fixar no Deus que eles me apresentaram. Esta é a diferença entre um teatro e um templo. Esta é a diferença entre a música profana e a música santa.A música é profana, no sentido etimológico da expressão, porque ela fica em frente (pro) ao templo (fanun), mas nele não entra. E não entra, não por causa do seu ritmo, mas por causa do seu propósito. Pode ajudar as pessoas, ensinar às pessoas, divertir às pessoas, enfim, fazer bem às pessoas, mas continuará sendo profana. No templo em culto, só deve entrar música sacra, isto é, santa, que é aquela que nasce de um coração santo para exaltar um Deus santo. O que distingue uma música sacra de uma profana é o propósito: todos os outros aspectos formais são culturais, podendo mudar com o tempo, porque os gostos variam ao longo das gerações. Não são os aspectos formais (ritmos, tipos de instrumentos, por exemplo) que definem se uma música é sacra ou profana de uma música, mas sua intenção. O sacrifício de Caim foi recusado por causa do seu propósito profano. O sacrifício de Abel foi aceito por causa do seu propósito santo. 4A música sacra, portanto, é diferente da música profana por três características: 1. A música sacra é sacra quando é oferecida a Deus.A música é sacra cristã quando é uma expressão de culto a Deus, em reconhecimento pelo que fez, faz e fará na vida dos Seus filhos. Por mais bela que seja, mas se estiver a serviço de uma causa, de uma idéia ou de uma pessoa, a canção não será sacra. Se pudéssemos perguntar a Deus que música considera sagrada, Ele nos responderia. Sua resposta talvez fosse diferente da nossa: na nossa, os quesitos formais e emocionais estão em primeiro lugar. Para ele, o coração do adorador é o que importa. E este só Ele vê.Isto não quer dizer que a canção sacra não precisa ser bela. Precisa, porque o adorar ama tanto ao seu Senhor que não se alegrará com uma canção que não seja a mais perfeita que possa executar, tendo que ensaiar, estudar, aperfeiçoar permanentemente, como se ela viesse a ser objeto de uma crítica severa.Quando um cantor sacro entoa uma música, sua oração em segredo deve ser: Oh, Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Apocalipse 5.1-5: NOMES DE JESUS: LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ

NOMES DE JESUS: LEÃO DA TRIBO DE JUDÁApocalipse 5.1-5 2003 O leão é um dos animais mais emblemáticos das selvas, especialmente por sua força. Por isto, é conhecido como o rei das florestas. Ele pode chegar a 2,5 metros de cumprimento e pesar 250 quilos.O som do seu rugido é um dos mais fortes do reino animal. Talvez por isto e pela sua capacidade de comer até 30 quilos de carne de uma só vez, o apóstolo Pedro o tenha usado para representar a ameaça que o diabo representa para os cristãos: “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” (1Pedro 5.8).Havia muitos leões na antiga Palestina. Que o digam Sansão e Davi, por exemplo. A prova disso é que a tribo de Judá o tinha como símbolo. A própria tribo é representada por um leão, já a partir da bênção de Jacó: “Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará?” (Gênesis 49.9).Consta que, quando o exército de Israel marchava, três grupos de quatro tribos se formavam. No centro e à frente, iam os militares da tribo de Judá, carregando o estandarte com um desenho de leão.Davi, o grande rei, era de Judá. Jesus, seu descendente, era de Judá (Isaías 11.1) e, logo, o maior de todos os judeus. Quando o último livro da Bíblia quis representar o poder que foi conferido a Cristo no céu, retomou a figura do “Leão da tribo de Judá”Desta fusão de imagens, podemos derivar dois papéis que Jesus desempenha em nossas vidas. O primeiro está ligado à história de Israel. O segundo está associado à história do futuro. O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ É JESUS CAMINHANDO À NOSSA FRENTESabemos, por experiência própria, como é feita a nossa vida: de muitas lutas, pequenas ou grandes, mas lutas. Esta é a condição humana. Desde o pecado original, a realidade humana é esta: de muitas lutas.O homem deixou Deus, ao sair do jardim por causa do pecado, mas Deus não deixou o homem; o homem só luta sozinho se quiser. Se convidar a Deus para lutar com ele, Deus batalhará com ele.Quando chamou Abraão para dar início a seu projeto de salvação do mundo, Deus lhe disse: “Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi” (Gênesis 28.15). Seus filhos, netos e bisnetos também puderam experimentar que Deus estava com eles em suas lutas.Quase cinco séculos depois, ele chamou Moisés para continuar o projeto iniciado por Abraão. Quando o povo estava a caminho da liberdade, viu-se diante do mar e acuado pelo exército do Faraó do Egito. Pânico. Oração. Pânico. Reclamação. Moisés, então, gritou:— O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se”.Deus imediatamente enviou o seu amém: “Diga aos israelitas que sigam avante” (Êxodo 14.14-15).Quando comissionou Josué na liderança do povo de Israel, Deus lhe disse: “Ninguém conseguirá resistir a você todos os dias da sua vida. Assim como estive com Moisés, estarei com você; nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Josué 1.5). E Josué experimentou a verdade desta promessa pouco depois. Ele estava “perto de Jericó, olhou para cima e viu um homem em pé, empunhando uma espada. Aproximou-se dele e perguntou-lhe:— Você é por nós, ou por nossos inimigos?— Nem uma coisa nem outra — respondeu ele. — Venho na qualidade de comandante do exército do Senhor.Então Josué prostrou-se, rosto em terra, em sinal de respeito, e lhe perguntou:— Que mensagem o meu senhor tem para o seu servo?O comandante do exército do Senhor respondeu:— Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é santo.E Josué as tirou” (Josué 5.13-15)Depois de Josué, vieram outros líderes a conduzir o povo, até resplandecer soberana a luz de Jesus. Ele conduziu seus discípulos, fazendo que um deles chegasse a caminhar sobre as águas. Ele encerrou seu ministério, mas não deixou órfãos os seus discípulos, porque lhes deu o Conselheiro, isto é, o Espírito Santo, para estar com eles e neles, conosco e em nós (João 14.16-18).Os apóstolos de Jesus sentiram de perto a profundidade desta verdade. Um deles, Paulo, estava num  tribunal, prestes a ser condenado, “mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará de toda obra maligna e me levará a salvo para o seu Reino celestial. A ele seja a glória para todo o sempre. Amém” (2Timóteo 4.17-18).Deus é um Deus que vai adiante, protege, livra, defende e fortalece os que o amam. Por isto, o livro do Apocalipse chama o seu Filho Jesus, Seu parceiro na ação de acompanhar, proteger, livrar, defender e fortalecer, de Leão da tribo de Judá.Ainda hoje é um leão para nós (Oséias 13.7). O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ É JESUS REVELANDO O SENTIDO DA HISTÓRIAAlém de força para viver, todos precisamos de respostas para nossas perguntas. Nós não conseguimos viver sem respostas para as nossas perguntas. Não adianta nos virem repetir que “as coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre” (Deuteronômio 29.29), porque precisamos que as coisas façam sentido. Uns, diante da dor e da tragédia pessoal ou de outrem, queremos que o sofrimento, nosso e dos outros, diminua e faça sentido.Uns, quando lemos o Antigo Testamento, queremos compreender a participação de Deus na morte de povos inteiros, inclusive crianças.Uns queremos entender porque, apesar do amor de Deus, os homens ainda se odeiam, ainda se corrompam, como se o pecado fosse mais forte que o próprio Deus.Uns, diante de controvérsias tantas, queremos saber como podemos ser servos de Jesus e livres ao mesmo tempo.Uns, munidos de humildade, queremos saber porque uns

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Apocalipse 22.16: NOMES DE JESUS: A ESTRELA DA MANHÃ

NOMES DE JESUS: A ESTRELA DA MANHÃ A Bíblia se refere a Jesus como vários nomes e títulos: Advogado, Alfa, Apóstolo, Autor, Autor e Consumador de Nossa Fé, Bom Pastor, Cabeça da Igreja, Caminho, Carpinteiro, Cordeiro de Deus, Cristo, Deus Poderoso, Emanuel, Estrela da manhã, Fiel e Verdadeiro, Filho de Abraão, Filho de Davi, Filho de Deus, Filho de José, Filho de Maria, Filho do Altíssimo, Filho do Carpinteiro, Filho do Deus Altíssimo, Filho do Deus Bendito, Filho do Deus Vivo, Filho do Homem, Filho Único, Filho Unigênito, Fim, Grande Pastor, Grande Sacerdote, Grande Sumo-Sacerdote, Herdeiro, Imagem de Deus, Imagem do Deus Invisível, Jesus, Jesus Cristo, Jesus de Nazaré, Jesus, o Nazareno, Leão da Tribo de Judá, Libertador, Luz do Mundo, Maravilhoso Conselheiro, Mediador, Messias, Mestre, Meu Filho, Meu Senhor, Noivo, Nosso Cordeiro Pascal, Ômega, Pai Eterno, Palavra, Palavra da Vida, Palavra de Deus, Pão da Vida, Pastor e Bispo das Vossas Almas, Pedra, Pedra de Esquina, Pedra Principal de Esquina, Porta, Primeiro, Primícia, Primogênito, Primogênito de toda a criação, Primogênito entre os mortos, Príncipe, Príncipe da Paz, Princípio, Professor, Profeta, Prometido, Rabbi, Rabboni, Raiz de Davi, Raiz de Jessé, Raiz e Geração de Davi, Rebento, Rei, Rei da criação de Deus, Rei das nações, Rei de Israel, Rei dos judeus, Rei dos reis e Senhor dos senhores, Rei sobre Israel, Rei sobre os reis da terra, Renovo Justo, Ressurreição, Salvador, Salvador do Mundo, Santo, Santo e Justo, Senhor, Senhor do Sábado, Senhor Jesus, Senhor Jesus Cristo, Senhor Justiça Nossa, Servo, Servo Sofredor, Sumo-Sacerdote, Supremo Pastor, Último, Único, Verdade, Verdadeira Luz, Verdadeiro Vinho, Vida e Vinho. JESUS É A ESTRELA DA MANHÃ…Um deles, portanto, aplicado pelo próprio Jesus, é “Estrela da Manhã”, “resplandecente Estrela da Manhã” (Apocalipse 22.16).Esta expressão aparece três vezes na Bíblia, todos num contexto profético. A primeira está em Isaías 14.12 (“Como você caiu dos céus, oh estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações!”). As outras duas estão em Apocalipse, Apocalipse 2.28 (“Eu lhe darei a mesma autoridade que recebi de meu Pai. Também lhe darei a estrela da manhã”) e Apocalipse 22.16 (“Eu, Jesus, enviei o meu anjo para dar a vocês este testemunho concernente às igrejas. Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a resplandecente Estrela da Manhã”).Há outra expressão próxima, Estrela da Alva, em 2Pedro 1.19 (“Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês”). O primeiro texto não diz respeito a Jesus. Refere-se ao rei da Babilônia, que se exaltava de tal modo que parecia uma estrela. O profeta diz que essa estrela cairá, isto é: o rei deixará de brilhar, porque o seu brilho vem de si mesmo. Não há poder que subsista para sempre — eis uma verdade que os supergovernantes de todos os tempos não querem ouvir. Não há poder maior que o poder de Deus — eis uma verdade que nos deve consolar, quando os gigantes (problemas) da vida parecem invencíveis, aos olhos humanos. O profeta descreve a queda do rei da Babilônia no passado, embora isto ainda não tivesse acontecido…Neste sentido, o texto de Isaías nos recorda que todos aqueles que se auto-exaltam serão humilhados, não importa a altura a que chegaram ou que acharam que chegaram. Esta profecia é um convite à humildade.O texto é também um convite à confiança no Deus que realiza o que promete. A Babilônia, a imbatível Babilônia do tempo do profeta Ezequias, caiu. Todos os que se opõem a Deus caem. Todos os problemas que se agigantam serão apequenados diante de Deus. Promessas de ontem, promessas para hoje. O segundo texto (Apocalipse 2.28) é uma clara promessa, cujo sentido é revelado claramente no final do mesmo livro (Apocalipse 22.16).Aos cristãos de Tiatira, que permanecessem fiéis, é prometida a entrega da estrela da manhã. Quem é esta estrela da manhã? Jesus responde, numa das visões do Apocalipse: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para dar a vocês este testemunho concernente às igrejas. Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a resplandecente Estrela da Manhã” (Apocalipse 22.16).A partir desta revelação, podemos concluir três verdades acerca desta Estrela da Manhã e aplicá-las às nossas vidas. … QUE VEIO PARA CUMPRIR A PROMESSA FEITA POR DEUS NO PASSADOJesus como resplandecente “estrela da manhã” significa que a sua vinda é o cumprimento de uma promessa.No Seu modo estranho de Se revelar, Deus falou, pela boca do profeta estrangeiro Balaão, as seguintes palavras: “Eu o vejo, mas não agora; eu o avisto, mas não de perto. Uma estrela surgirá de Jacó; um cetro se levantará de Israel” (Números 24.17).O profeta Malaquias retomou a mesma promessa, falando dAquele que seria uma estrela (ou sol, que é, como sabemos, uma estrela) de justiça: “Para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral. Depois esmagarão os ímpios, que serão como pó sob as solas dos seus pés, no dia em que eu agir, diz o Senhor dos Exércitos. Lembrem-se da Lei do meu servo Moisés, dos decretos e das ordenanças que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel. Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do Senhor” (Malaquias 4.2-5).Jesus veio como uma estrela. Não por acaso, uma estrela é o símbolo do caminho até a manjedoura onde nasceu.Enquanto esteve aqui, Ele conduziu, como estrela-guia, os seus seguidores a pastos verdejantes. Todos os cansados que se dirigiram a Ele foram aliviados; todos os famintos foram alimentados; todos os sedentos foram satisfeitos; todos os enfermos foram curados; enfim, todos os que andavam nas trevas foram iluminados esplendorosamente por Ele para uma vida com qualidade. Esta promessa continua disponível ainda hoje. … QUE VOLTARÁ PARA REGER

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

João 11: LUTO: ATITUDES DIANTE DA INEVITABILIDADE DA MORTE

LUTO: ATITUDES DIANTE DA INEVITABILIDADE DA MORTE Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em 24.08.2003 1. INTRODUÇÃO Comecemos por recordar que a morte é o último capítulo das biografias de todos os seres humanos. Eles podem viver muito ou pouco, mas morrerão, depois de terem vivido muito ou pouco. O capítulo 5 de Gênesis resume as biografias de dezenas de pessoas, como Matusalém: Depois que gerou Lameque, Matusalém viveu 782 anos e gerou outros filhos e filhas. Viveu ao todo 969 anos e morreu (Gênesis 5.26-27). Diante da inevitabilidade da morte, os homens não a desejam; antes, vêm, ao longo do tempo, modelando seus corpos, multiplicando os remédios e as técnicas médicas, seja para negá-la, seja para retardá-la. Negar a morte é gesto inútil e alienado, por mais que haja mais academias para o corpo do que livrarias para as mentes em nossas cidades. Retardá-la é um esforço legítimo, desde que se saiba que está uma batalha perdida. Desejá-la é atitude enferma, porque Deus pôs em nós o sentimento da eternidade (Eclesiastes 3.11). 2. NOSSA ATITUDE DIANTE DA INEVITABILIDADE DA MORTE Já que a morte está aí, pronta para chegar em hora não sabida, eis o que devemos fazer: 2.1. Consideremos a morte como ela é: sofrimento, separação, saudade. Morte é sofrimento duplo: para quem vai e para quem fica a dor é imensa. Morte é separação real, para quem fica, e separação temida, para quem vai. Morte é saudade, para quem fica. Quanto pressentiu a morte, Jesus desejou não experimentá-la, por causa do sofrimento que a envolveria. As realidades do sofrimento, da separação e da saudade não devem gerar em nós um sentimento de autopiedade (se acho que "todos devem ter pena de mim", estou me esquecendo que a vida continua)… Viver pode ser sofrer: Quem passou pela vida em branca nuvem E em plácido repouso adormeceu; Quem não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida e não sofreu, Foi espectro de homem – não foi homem, Só passou pela vida – não viveu. (Francisco Otaviano) 2.2. Renunciemos ao sentimento de onipotência. A morte faz parte da vida. Aceitar este fato não é conformismo, mas evidência de sabedoria. Sejamos mais humildes. A humildade é a lição dos sepulcros. Há alguns lindos, mas dentro deles não há vida… Os fortes morrerão, como os fracos também morrerão. Na minha adolescência vi na parede uma flâmula com uma caveira encimando a seguinte frase: "todos acabaremos assim". Nunca me esqueci. 2.3. Aceitemos que Deus ainda está no controle. Apesar da realidade da morte, a história tem um Senhor. Até os cabelos de nossas cabeças estão contados por Ele (Mateus 10.30). Não se revolte contra Deus. O revoltado é aquele se rebela contra Ele (como se Ele fosse o culpado) questiona-o por ter determinado ou não evitado a morte. 2.4. Creiamos na ressurreição. Se a morte é a sexta-feira da vida, a ressurreição é o domingo. Jesus foi assassinado numa sexta-feira, mas ressuscitado num domingo bem cedo. O apóstolo Paulo mostra como Jesus Cristo matou a morte: Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: "Tragada foi a morte na vitória" [da ressurreição de Jesus]. Onde está, o morte, a tua vitória? Onde está, o morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. (1Coríntios 15.54-57) 2.5. Vivamos sem máscaras. Relacionemo-nos com pessoas, não com máscaras. Relacionemo-nos como pessoas, não como máscaras. Os nossos papéis sociais são apenas papéis, nunca as nossas identidades. 2.6. Valorizemos a diversidade da vida que as gerações propiciam. Os mais novos idades devem valorizar os mais velhos, porque a velhice é um ciclo que poderão alcançar. Eles têm muito a ensinar, embora não possam mais correr. Nem por isto podem ser desgastados. Os mais velhos devem valorizar os mais novos, que estão chegando com a vida a pulsar; há muitos idosos que querem que os mais novos tenham os seus gostos e os seus hábitos. Ainda bem que não têm. 2.7. Curtamos as pessoas agora. Elogiemos, cultivemos agora os nossos filhos, nossos pais, nossos amigos. Não dê motivo para se sentir culpado quando o outro (pai, filho, cônjuge, neto, avô) se for. Muito da dor do luto vem da culpa de não ter curtido o vivo. Davi chorou a morte do filho Absalão (2Samuel 18.33), mas é possível que parte da sua dor tenha advindo de sua culpa pelo péssimo pai que foi. Se um dia vamos mandar flores, que não seja no dia do funeral. Seja agora, como pede o poema de Myrthes Mathias, "Agora". 3. NOSSA ATITUDE DIANTE DA INEVITABILIDADE DA NOSSA MORTE. Tendemos a viver como se não fôssemos morrer. Não importa o nosso comportamento: ela virá. 3.1. No plano da fé . Afirmemos e celebremos a soberania de Deus. O Senhor dá a vida; o Senhor dirige a história. Deus é soberano quanto quebra as regras para nos deixar viver e quando mantém as regras que produzem a morte. Jó pôs os termos certos: "Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1.21). . Recordemos que a morte virá, também para nós. Podemos e devemos cuidar de nossos corpos, coisa que nossa geração faz muito bem (como o prova o fato que temos mais academias de musculação do que livrarias para a mente), mas este cuidado não se pode tornar um culto do corpo vivo e uma negação da morte. Neste sentido, para pouco aproveita o exercício corporal (1Timóteo 4.2). . Relembremos que a morte não é justa. Os justos não ficam para  semente, nem os ímpios morrem mais cedo. A morte nasce para todos independentemente de quaisquer méritos. Não morrem sempre os mais velhos depois dos mais novos. Não

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Êxodo 4.24-26: CONFLITOS NO LAR

FAMÍLIA: CONFLITOS NO LARPreparado para ser pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 2003 (manhã) 1. INTRODUÇÃO Numa hospedaria ao longo do caminho, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurou matá-lo. Mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e tocou os pés de Moisés. E disse:— Você é para mim um marido de sangue!Ela disse “marido de sangue”, referindo-se à circuncisão. Nessa ocasião o Senhor o deixou.(Êxodo 4.24-26 — NVI) Estamos diante de uma história sobre a qual nada mais sabemos. O texto é um dos mais difíceis de serem traduzidos, pelas possibilidades que apresenta.Em meio ao drama do Faraó, o autor incluiu o drama de Moisés, encarregado por Deus para enfrentar o líder do Egito. 2. OS CONFLITOS PODEM ATINGIR A TODOS OS LARES.Mesmo os lares que têm se consagrado ao Senhor para servi-lO podem ser atingidos por conflitos.O lar de Moisés é um exemplo desta triste verdade. No meio de uma viagem explodiu uma crise, envolvendo o casal e o filho mais velho, Gerson. Seguindo uma tradição iniciada com Abraão, todo filho devia ser circuncidado. Moisés, talvez ocupado demais com sua missão pública — a missão de resgatar um povo — esqueceu-se de sua missão familiar — a missão de resgatar seu filho. A solução do conflito envolveu uma áspera discussão, em que sua esposa o chamou de “sanguinário”.Não podemos esquecer que o conflito faz parte da experiência humana, como uma necessidade, para nos constituir. No entanto, quando ele cresce e fica sem controle, ele deixa de ter uma função de vida para ter uma função de morte.Nossos lares devem reconhecer a existência dos conflitos e criar condições para que sejam minimizados e superados. Não dá para não ter conflitos, mas dá para viver saudavelmente com eles.A presença de um conflito tão dramático na família de Moisés nos mostra mesmo os lares cristãos podem ser afetados por conflitos dramáticos. Nós dizemos, numa confissão de desejo é fé: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Esta confissão, no entanto, não nos isenta de ver nossos lares mergulhados em conflitos, expressos em termos de ameaça da separação, de falta de recursos para a sobrevivência, de triunfo da falta de comunicação, de desentendimento sobre a criação dos filhos, de escolhas unilaterais.Nossa esperança deve ser que a separação não aconteça, que a família consiga recursos para honrar os compromissos financeiros, que as partes em conflito se engajem no envolvimento, que os pontos de discórdia sejam discutidos em busca de um consenso, que as escolhas seja compartilhadas.Estes ideais, contudo, poderão vir a se realizar a partir do reconhecimento de que os conflitos são reais. Muitos, no entanto, estamos fazendo com Moisés, que fez de conta que havia uma pendência — a circuncisão do seu filho — a ser resolvida. Muitos estamos fazendo de conta que os conflitos não existem.Pior: olhando para as nossas igrejas, incluindo a nossa em particular, concluo que estamos falhando. Não estamos investindo o suficiente no fortalecimento da família. Não estamos fazendo tudo o que devemos para fortalecer a família. Não estamos provendo as melhores condições para que as familias se desenvolvam.Em nome do respeito à privacidade, estamos falhando —  e eu me incluo como o omisso principal. E ao fazê-lo, contribuímos para deixar os lares se afundar e se romper.  A idolatria da privacidade nos tem levado a uma conspiração do silêncio. Fazemos de conta que tudo vai, quando muitas coisas não vão bem, quando muitos lares não vão bem.Também não estou fazendo o discurso do terror, para dizer que todos os lares vão mal. Acredito que a maioria de nossos lares vão bem, vivenciando e resolvendo conflitos controlados. No entanto, penso que esses lares podem viver melhor. Também penso que os lares com conflitos dramáticos podem ser despertados para um recomeço, para uma reconstrução.No texto que lemos, há uma frase que nos incomoda. Na tradução que adotamos, Deus desejou matar Moisés por sua negligência como pai. Deus chamou Moisés para uma grande missão, mas agora, renunciava a tudo, desejava matar Moisés, e o mataria, mesmo que tivesse que achar um substituto. Deus não queria um líder quebrado. Deus sabia que não havia uma nação forte com famílias fracas.Quero derivar deste nosso mal-estar o mal-estar de Deus diante de famílias distantes do seu projeto. Deus está incomodado com lares destruídos, e nós devemos nos incomodar também. O Deus incomodado coloca os mais variados recursos, desde o ensino ao conforto do Seu Espírito, para reunir famílias e fortalecer lares.Eu gostaria que nossa igreja — de novo me incluindo — se transformasse numa agência de Deus para o fortalecimento das familias tanto das fortes quanto das fracas. Eu gostaria que as famílias com dificuldades acima de suas capacidades se apresentassem, compartilhassem suas lutas.É possível que algumas não o façam porque não confiam nos pastores que têm. Outras se calam porque acham que ninguém tem nada a ver com a sua vida ou porque não crêem que haja solução para os seus conflitos. 3. OS CONFLITOS PODEM SURGIR DE DIFERENTES FONTESBoa parte der nós não consegue superar os seus conflitos por não entender a natureza deles. Por isto, quero convidar você a considerá-los melhor a partir da experiência de Moisés, Zípora e Gerson. 3.1. Os conflitos podem decorrer das diferenças individuais na famíliaZípora era midianita e vivia sob o teto e as ordens do pai Jetro. Moisés era um nômade, vivendo longa da sua família e do seu povoZípora não era monoteísta e não adorava ao Deus dos hebreus, embora o respeitasse, como fazia seu pai. Moisés tivera um encontro pessoal com o Eu Sou, que lhe deu uma missão para toda a vida.Zípora era uma dona-de-casa. Moisés era um político.Zípora vivia para os filhos. Moisés vivia para o seu povo.Zípora e Moisés eram pessoas diferentes, como são todos os maridos e mulheres de qualquer época e lugar. A noção de tempo não a mesma entre eles, como não o é com a maioria dos casais.Uma família é o palco dos conflitos, porque todos os

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Jeremias 17.5-9: DECEPÇÃO: O DESAFIO DE VOLTAR A CONFIAR

DECEPÇÃO: O DESAFIO DE VOLTAR A CONFIARPregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 11.5.2003, manhã) 1. INTRODUÇÃOQuem, dentre nós, já não se decepcionou com alguém?Sabemos que a decepção faz parte da vida de cada um de nós. Decepcionar-se, na verdade, é deixar-se surpreender pelo comportamento de alguém, de quem esperávamos outra atitude numa determinada situação. Quando, por exemplo, uma pessoa age conosco dentro do padrão ruim dela, não há surpresa, não há decepção, porque já estávamos preparados. O problema se torna real quando a atitude nos parece fora do comportamento esperado.Por isto, o modo como lidamos com a decepção sinaliza nosso nível de maturidade. 2. A DECEPÇÃO NA BÍBLIAA Bíblia está cheia de histórias de decepções entre pessoas e até mesmo entre pessoas e Deus. 2. Decepções inter-humanasEis algumas das decepções que marcaram as vidas de muitas pessoas. 1. Agar amava a Abraão, chegando a lhe dar um filho. No entanto, instigado por Sara, sua também esposa, ele se separou de Agar, expulsando-a de casa. No meio do deserto, para onde teve que fugir com o filho menor, Agar chorou e orou muito. Deus viu a sua dor e fez dela uma nova mulher (Gênesis 21.9-21). 2. Samuel era um profeta, sacerdote e juiz que fazia tudo por seu povo. Assim mesmo, depois de tantos serviços prestados, os israelitas lhe pediram que lhes escolhesse um rei, que não fosse ele, nem seus filhos. O pedido o deixou enormemente decepcionado. As palavras com as quais quiseram descartar seus líderes foram dolorosas: “Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações” (1Samuel 8.5). Deus o consolou, dizendo que não era ele a quem o povo rejeitava, mas ao próprio Deus (1Samuel 8.4-22). 3. Depois de uma vitória militar, Davi voltou para casa, a fim de compartilhar sua alegria. O rei retornou dançando diante de Deus e na presença de homens e mulheres. Tomada pelo ciúme, sua esposa o repreendeu publicamente. Foi mútua a decepção; sua esposa, Mical, decepcionou-se por causa do ciúme; Davi decepcionou-se por causa da falta de compreensão dela. Os dois se separaram (2Samuel 6.14-23). 4. No começo do Cristianismo, Paulo e Pedro se envolveram numa disputa teológica, que terminou com um acordo, selado perante muitas testemunhas e por escrito, que preservava a unidade da Igreja no Espírito Santo. No entanto, algum tempo depois, o apóstolo Pedro decepcionou o apóstolo Paulo quando, diante do seu público judaico, adotou um comportamento contrário ao que fora acertado, talvez em busca do aplauso da platéia (Gálatas 2.11). 5. Paulo teve muitos auxiliares. Alguns deles, como Fígelo e Hermógenes (2Timóteo 1.15), Demas (2Timóteo 4.10) e João Marcos (Atos 15.37) o abandonaram, infligindo muito sofrimento ao apóstolo. 2.2. Decepções do homem com DeusA Bíblia registra também histórias de decepções com Deus, que tiveram fins trágicos. 6. Caim prestou um culto a Deus, que não foi aceito, por causa do propósito ilegítimo que tinha ao prestá-lo. Assim mesmo, ele ficou decepcionado com Deus. Como não podia matá-lo, assassinou seu irmão (Gênesis 4.1.16) 7. Jonas decepcionou-se com Deus, porque Este o chamou para pregar a um povo de quem não gostava. Depois de ter tentado fugir, acabou pregando àquela gente que, para sua decepção, aceitou a sua mensagem. Mesmo depois de corrigido por Deus, preferiu curtir a sua decepção (Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado [ressentido, em outra versão] em lugar de mudar de atitude). 8. O discípulo Judas desejou que seu Mestre, Jesus, fosse o Messias político que ele e muitos outros queriam. Como Jesus foi o Messias que ele não esperava, traiu-o, entregando-o à policia política judaica por 30 moedas de prata, dinheiro suficiente para comprar um terreno próprio para abrigar um cemitério (Mateus 27.7) . Seu beijo público selou sua decepção, que terminou com uma corda no pescoço (Mateus 26.47-50;  27.3-5). As decepções destes homens e mulheres nos ajudam a fazer uma anatomia de nossas próprias decepções. 3. PORQUE NOS DECEPCIONAMOSSó se decepciona com as pessoas quem se relaciona com as pessoas. Quem não quer se decepcionar não deve se relacionar, mas esta hipótese não é possível. Não há como reduzir a zero os nossos relacionamentos.Em lugar de fugir das pessoas, precisamos aprender a como nos relacionar com elas e verificar como nos temos comportado. Comecemos por perguntar: por que nos decepcionamos? 1. Temos uma visão errada da natureza humanaNós nos decepcionamos porque temos uma visão errada da natureza humana, ao nos esquecermos que decepcionar é da condição humana. Devemos nos lembrar que em nós não há bem nenhum.Recordar o ensino bíblico acerca dos pecados nos ajuda a viver melhor. Há uma lei (um comportamento típico) em mim, que produz a seguinte característica: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim (Romanos 7.21). A razão disto é que todos [os seres humanos] se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer (Romanos 3.12). Por mais dura que seja esta verdade, esta é a verdade.Por esta razão, Deus nos ensina a nos relacionar com os homens, mas não a confiar neles. O desafio de Jeremias pode não ser politicamente correto, mas é correto em todos os outros níveis, ao declarar: Assim diz o Senhor: “Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força” (Jeremias 17.5a,b).Agar se decepcionou com Abraão, porque se esqueceu do que Sara podia fazer, por causa do seu ciúme, e do que Abraão podia executar, por causa da sua fraqueza. Mesmo aqueles que são geralmente pessoas bondosas fracassam e decepcionam, voluntária ou involuntariamente. 2. Esperamos demais das pessoas.Um dos comportamentos produtores de decepção é a expectativa errada acerca dos outros. Ela é facilmente explicada: todos queremos pertencer, todos queremos nos relacionar. Às vezes, na verdade, queremos ser servidos ou afagados pelas pessoas. Neste trajeto, idealizamos as pessoas, idealizamos os relacionamentos, acabamos esperando demais das pessoas, esperando delas o que não podem dar.

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

2 Coríntios 12.9: APESAR DE NÓS

APESAR DE NÓS Os cristãos como os cristos que a sociedade vê.No entanto, Cristo é mais que os seus  seguidores. Aqueles que não o (re)conhecem não têm como saber senão por intermédio daqueles que o (re)conhecem como Salvador e Senhor.Diante do olhar do mundo e da verdade de Jesus, precisamos reafirmar a centralidade da ressurreição de Jesus e a impossibilidade de se frustrar  o propósito de Deus. Estas afirmações nos capacitam para o compromisso. 1. A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE JESUS.A morte de Cristo se completa na Sua ressurreição. Como nos ensina o apóstolo Paulo, Jesus, nosso Senhor foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação (Romanos 4.25).A morte de Jesus nos aponta para o que foi feito por nós no passado; a ressurreição de Jesus nos sinaliza o que Ele ainda fará por nós. Por isto, bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1Pedro 1.3).Não por outra razão Atos dos Apóstolos pode ser chamado de livro da ressurreição de Jesus, tantos são as referências a ela. O apostolado e a ressurreição parecem sinônimos. Todos os sermões apostólicos são centrados na ressurreição. Todo o testemunho tinha o foco na ressurreição. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça (Atos 4.33).Vejamos os comentários que se faziam de Paulo. Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição (Atos 17.18).Paulo tinha consciência do peso de glória da ressurreição de Jesus para os seus seguidores:Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado (Atos 23.6). 2. A IMPOSSIBILIDADE DE SE FRUSTRAR  O PROPÓSITO DE DEUSA morte de Jesus estava no plano de Deus. A sua ressurreição, também. A pregação apostólica canta que Deus ressuscitou [Jesus], rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela (Atos 2.24).A morte não foi impedimento para o propósito de Deus. Nada é impedimento para o Seu propósito. A pedra à entrada do túmulo não foi impedimento para a ação de Deus. Não há hada que impeça a ação de Deus. No passado hebreu, o mar não impediu a ação do povo de Deus. Esta verdade nos fala de Deus. Esta verdade nos deve confortar nas horas difíceis. 3. O MÉTODO DE DEUSOs seguidores de Jesus receberam poder para serem testemunhas da Sua ressurreição (Atos 1.8). Nós recebemos este poder.Que seguidores são estes? Que seguidores somos nós? Entender que foram/são falhos sinaliza para onde devemos olhar: não para nós mesmos, mas para Aquele que nos capacita com o Seu poder.Quando olhamos para os apóstolos de Atos, podemos imaginá-los super-homens, mas eram falhos como nós somos, como Elias foi. Esta percepção nos deve fazer mais humildes. Somos falhos. É assim que devemos olhar para a igreja, cheia de falhas porque cheia de homens e mulheres, como nós.Na minha perspectiva, três males destroem a igreja: a submissão à vaidade, a falta de bondade e o excesso de duplicidade.SOBRE A SUBMISSÃO À VAIDADE — A certeza da salvação produz em alguns uma vaidade que isola (“só nós somos salvos”), a busca da verdade produz em alguns uma vaidade que mata (“quem pensa diferente de mim deve ser apagado”) e a oportunidade de participação pública produz em alguns uma vaidade que cega (como se só as suas produções fossem boas; como se só o seu gosto fosse legítimo).SOBRE A FALTA DE BONDADE — Falamos tanto do amor que nos temos esquecido de amar. Falamos tanto da bondade, que nos temos esquecido de ser bons. Falamos tanto da misericórdia, que nos temos esquecido de ser misericordiosos. Há uma espécie de deformação em nós, típico de alguns profissionais que, de tanto lidar com o sofrimento, não se importam com a dor do outro, mas com os benefícios que podem trazer. Já não nos destacamos mais por nossa bondade.SOBRE O EXCESSO DE DUPLICIDADE — O permanente convite à santidade leva uns a buscarem a santidade, mas estimula outros a parecerem santos. O problema é que na igreja até podemos saber quem é vaidoso, quem é maledicente, quem é rancoroso, quem é antipático, mas não podemos saber quem é duplo. Duplo é o cristão que tem duas vidas: uma verdadeira e outra para consumo público. As máscaras demoram a cair, e algumas jamais caem… humanamente falando. Estes comportamentos fazem com que o nome de Deus seja blasfemado (Romanos 2.24). Pois, mesmo reconhecendo estas dificuldades, quero afirmar que assim mesmo a ressurreição de Jesus é testemunhada no mundo inteiro, e a igreja avança.Mas quero acrescentar que a  igreja avança não pelos pecadores que tem, mas pelos santos que possui. Pensar diferente seria um convite ao libertinismo (não importa o que fazemos, mas o que cremos…)Deus, portanto, usa pecadores quando estão santos, isto é, que são aqueles que estão buscando a santidade. Deus não usou Pedro quando traiu a Jesus, mas quando se dispôs a amá-lo. Deus não usou Saulo quando consentia na morte dos cristãos, mas quando se dispôs a morrer por Sua causa. 4. DIANTE DE NOSSAS FALHASDiante de nossas falhas, devemos:1. Desejar ser testemunhas da ressurreição, vivendo por ela, falando dela, deixando que o poder dela atue em nós.2. Esperar a volta de Cristo, para consumar a nossa salvação.3. Reconhecer as nossas falhas, que apontam para o poder de Deus e para a nossa necessidade deste poder. É reconhecendo nossa fraqueza que nos tornamos fortes. Disse Jesus a Paulo: o poder se aperfeiçoa na fraqueza. Então, Paulo completou: De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo (2

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Salmo 104: POESIA: VIDA E ADORAÇÃO

POESIA: VIDA E ADORAÇÃO(Salmo 104)Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 11.3.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃOA linguagem humana tem sido empobrecida pela ausência da poesia. Num mundo marcado pelo imediatismo e pelos artefatos da tecnologia microeletrônica, há poucos espaços para a imagem poética, necessariamente profunda e às vezes aparentemente sem utilidade. No entanto, os poetas são mais importantes que os desenvolvidos pelos criadores de tecnologia, que nos fazem fruir a vida, mas não nos ajuda a entendê-la.Podemos dizer que a poesia ficaria relegada a livros de tiragens ridículas, não fosse a música, que tem sua poesia própria (a melodia) e se encontra com a poesia propriamente dita através das letras usadas. As canções, no entanto, são poesia, mas um outro tipo de poesia.No meio cristão, passamos pela mesma experiência. A poesia vem perdendo espaço, mantida por meio dos hinos, que também são um tipo de poesia. Nós somos um povo musical, como o de Israel o era, como nos lembra o profeta Amós: Vocês fazem músicas como fez o rei Davi e gostam de cantá-las com acompanhamento de harpas. (Amos 6.5)   2. ENRIQUEÇAMO-NOS COM A IMAGINAÇÃO POÉTICANão podemos, diante deste quadro, nos esquecer que a Bíblia, o livro pelo qual pautamos as nossas vidas, é um livro de expressão poética. Se não entendermos esta sua característica, teremos dificuldade para ouvir Deus falando.Tomemos alguns dos grandes salmos.O salmo 1 não diz simples que a felicidade consiste em viver de forma reta diante de Deus, mas usa imagens para descrever os ímpios e para pintar os justos. Assim, Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios,não se detém no caminho dos pecadores,nem se assenta na roda dos escarnecedores. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas,que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha;e tudo quanto ele faz será bem sucedido.(Salmo 1.1,3) A pessoa temente a Deus não é uma árvore, mas é como se fosse, diz-nos a poesia. O salmo 19 retrata a glória do Senhor com imagens poéticas majestosas: Os céus proclamam a glória de Deus,e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.Um dia discursa a outro dia,e uma noite revela conhecimento a outra noite.Não há linguagem, nem há palavras,e deles não se ouve nenhum som;no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz,e as suas palavras, até aos confins do mundo.Aí pôs uma tenda para o sol,o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói. (Salmo 19.1-5) Como o firmamento anuncia, se não tem boca? Como um dia discursa, se não tem língua? Como a natureza, que não tem som, faz ecoar a palavra de Deus? Como pôr uma tenda para o sol? O salmo 23 é poesia pura, desde o princípio. O Senhor é o meu pastor;nada me faltará.Ele me faz repousar em pastos verdejantes.Leva-me para junto das águas de descanso;refrigera-me a alma.Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo;o teu bordão e o teu cajado me consolam.(Salmo 23.1-4) O que é repousa em pastos verdejantes e ter um pastor, se não somos gado? O que é ser guiado pelas veredas da justiça? Como receber consolo de um bordão e de um cajado? Estes poucos exemplos bastam para mostrar que não dá para entender alguns capítulos senão com a imaginação. Precisamos, portanto, de imaginação poética para fruir melhor a Bíblia. Se não, como admiremos também a existência de uma sarça que não se consome ou de uma estrela que percorre o firmamento para guiar os magos? Se não, como entenderemos a oração de Jesus pedindo pela passagem do cálice? Como entenderemos a descrição que o livro de apocalipse faz do céu? como uma Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu.Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada,vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo, (…)brilhando com a glória de Deus.A cidade brilhava como uma pedra preciosa,como uma pedra de jaspe, clara como cristal. [Nela, não havia templo,]pois o seu templo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, e o Cordeiro.A cidade não precisa de sol nem de lua para a iluminarem,pois a glória de Deus brilha sobre ela,e o Cordeiro é o seu candelabro.(Apocalipse 21.2, 11, 23, 23) Só podemos usufrir da riqueza do livro de Apocalipse por meio da imaginação poética, a mesma que Deus inspirou a autor bíblico.Nem todos precisamos ser poetas, mas todos precisamos de um pouco de imaginação poética para penetrar na riqueza da Palavra de Deus. 3. VALORIZEMOS A EXPRESSÃO POÉTICAA poesia é uma das formas mais apropriadas para se falar da vida. Os livros de Jó, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos são uma demonstração viva desta realidade.Há na Bíblia expressões poéticas acerca do sofrimento, como esta: A minha harpa se me tornou em prantos de luto,e a minha flauta, em voz dos que choram.(Jó 30:31) Há, na Bíblia, inclusive expressões poética de exaltação ao amor erótico, entre um homem e uma mulher, como em Cântico dos Cânticos, uma das quais sendo a seguinte: O inverno já foi, a chuva passou, e as flores aparecem nos campos.É tempo de cantar; ouve-se nos campos o canto das rolinhas.Os figos estão começando a amadurecer,e já se pode sentir o perfume das parreiras em flor.Venha então, meu amor. Venha comigo, minha querida.(Cântico dos Cânticos  2.11-13:) A poesia é uma das formas mais adequadas para se falar de Deus e para se exaltar a sua excelsitude para conosco. O que é o seu nome “Emanuel” se não uma expressão poética? Como um Deus pode se apresentar como “Eu sou o que sou”, se não pela imaginação poética. Os salmos, uns musicados (e é pena que tenhamos perdido as suas melodias), outros não, são essencialmente cânticos de louvor, isto é, exaltação, a Deus. Nós os apreciamos porque falam de nós mesmos, nossas dores e dúvidas, mas também porque falam de Deus, de sua glória, isto é, de sua beleza, e de

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