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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

João 14:01-31: A TRINDADE

A TRINDADE João 14  Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 22.4.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃOQuando nos propomos a meditar sobre as doutrinas essenciais da fé cristã, precisamos apresentar, como uma das primeiras, a da Trindade divina, para que possamos compreender a própria natureza da experiência cristã.Comecemos por afirmar que a doutrina da Trindade é exclusiva do Cristianismo.O Judaísmo, de quem ficamos com as suas Escrituras como primeiro volume das nossas, que tem dois: o primeiro e o segundo Testamentos. O Judaísmo e o Islamismo, que são monoteístas, não são trinitários. A propósito, uma das grandes dificuldades para a aceitação de Jesus por parte dos judeus era precisamente a sua afirmação de que era um com o Pai.Esta exclusividade encontra outra característica: a palavra “Trindade” não aparece na Bíblia, mas nela está contido claramente o ensino segundo o qual Deus é uma unidade em três pessoas, três pessoas que são completamente divinas em si mesmas.Não dá para compreender a Trindade apenas com o esforço racional, embora devamos usar a razão para entender algo tão complexo. Talvez alguns se perguntem: por que nos preocuparmos com um assunto desta natureza?A razão é que a doutrina da Trindade é essencial para a fé cristã, especialmente porque sem ela teremos de reduzir Jesus Cristo à condição de ser humano, e isto inviabiliza a redenção. Teremos que reduzir o Espírito Santo a apenas um vento divino, nunca como uma pessoa da Trindade com divindade própria e função própria.Até mesmo para uma compreensão da oração, precisamos da Trindade. A quem oramos? A oração é á mais importante corporificação da idéia da Trindade, uma vez que oramos ao Pai, em nome do Filho, contando com a interpretação do Espírito Santo.Se não temos a palavra “Trindade” na Bíblia, a realidade um Deus completo em três pessoas está claramente presente ao longo de suas páginas. Nós vamos nos fixar em apenas um texto, que contém um conjunto de frases proferidas pelo próprio Jesus (conforme João 14).Antes, porém, precisamos recordar alguns equívocos acerca da Trindade. 2. VISÕES ERRADAS SOBRE A TRINDADEA Trindade como conceito sempre desafiou a mente dos cristãos desde os primórdios. Por esta razão, muitos debates foram travados, muitas dúvidas foram respondidas, embora ainda permaneçam ensino incompatíveis.Vamos nos ocupar brevemente de * destas visões equivocadas. 1. Ao longo dos séculos, um dos equívocos acabou tomando o nome de unitarianismo, corrente que reúne todos aqueles que se recusam a aceitar a existência de três pessoas formando a Trindade. Para eles, só existe uma pessoa divina. A maior dificuldade dos unitarianos consiste em aceitar a divindade de Jesus. São unitarianos todos aqueles, por exemplo, que admitem existir vários salvadores, não apenas um, vários caminhos, não apenas um. Jesus é um homem a ser seguido, não um Deus a ser adoradoEsta visão esbarra nas afirmações de Jesus em João 10.30: Eu e o Pai somos um. Se aceitamos a Bíblia e a própria palavra de Cristo, não temos como não afirmar a divindade do Pai e a divindade do Filho. 2. Um desvio sedutor, preconizado por cristãos como Tertuliano (século 3) e Hegel (século 19), ensina que cada época tem uma das pessoas da Trindade como agente. O Antigo Testamento foi a era do Pai. O Novo Testamento foi a dispensação do Filho. Agora, estamos na era do Espírito Santo.Onde está o equivoco? Esta visão, chamada de econômica, não afirma que cada pessoa da Trindade é inteiramente Deus e eterna, preexistindo à sua manifestação. 3. A defesa do monoteísmo levou alguns, como os monarquianistas do período pós-apostólico, a pensarem a Trindade como sendo uma só pessoa com diferentes nomes, atributos e atividades. A palavra Deus abarca toda estas diferenças.O equivoco está em negar o fato que Jesus Cristo é uma pessoa, como Ele mesmo se apresentou. O equivoco consiste em negar que o Espírito Santo é da mesma natureza do Pai e do Filho.to. 4. O extremo está no triteísmo, que é a crença que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não formam uma unidade, mas são três pessoas completamente distintas, constituindo-se em três deuses.Este ensino não encontrou formulação explícita, mas pode ser derivada de visões bem claras ao longo da história. O termo também é empregado pelos adversários da Trindade para indicar seu erro como triteísta. 5. Uma visão com muitos simpatizantes é o adocionismo, segundo a qual Jesus Cristo é um filho adotivo de Deus, adotado por ocasião do seu batismo ou por ocasião de sua morte ou ressurreição. Jesus, portanto, é alguém que se tornou Deus, significando que também podemos sê-Lo.Apesar de atraente, esta visão não tem amparo na Bíblia, que afirma que Jesus é o Alfa e o Ômega, portanto pré-existe ao prorio Jesus encarnado, nascido de uma Virgem pelo Espírito Santo. 3. AFIRMANDO A TRINDADEQuando lemos a Bíblia, diferentemente dessas visões, nós vemos as três pessoas da Trindade em ação. Quando Gênesis fala do Deus criador, não fala apenas do Pai  mas da Trindade. Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (Gênesis 1.26) — está bem nas primeiras páginas das Escrituras Sagradas. Quando o Evangelho de João fala da dádiva do Filho, mostra claramente o plano de Deus, por meio do Pai e do Filho.A Trindade divina, portanto, é formada por três pessoas, que desfrutam da mesma eternidade, da nesma natureza e da mesma substância. Quando entra em ação na história, cada pessoa da Trindade continua plenamente divina. Assim, por exemplo, o Espirito Santo, por exemplo, nao é um gás divino que enche o crente, mas o próprio Deus habitando conosco.A Trindade mantém a unidade de Deus, em que cada pessoa é completamente Deus. Mesmo que num determinado período da história, uma das pessoas tome a proeminência, cada um conserva a plenitude de sua divindade, sem qualquer mudança de sua essência.Para entender a Trindade, o ensino de Jesus em João 14 é bastante revelador. 1. Jesus Cristo é o caminho para o Pai. O diálogo com seus discípulos traz esta afirmação clara. E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Disse-lhe Tomé: Senhor,

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

João 1.1-14: A ENCARNAÇÃO

A ENCARNAÇÃO João 1.1-14 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 27.5.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃONós não sabemos como era Jesus, o filho de um obscuro carpinteiro e de uma modesta dona-de-casa da Palestina do século primeiro de nossa era. Nenhum contemporâneo dele o representou, porque este tipo de arte não existia no mundo palestínico. Só mais tarde, na já Idade Média, os pintores começaram a pintar o seu rosto a partir de uma idealização.Nela ficava clara a dificuldade de os seres humanos verem Jesus como um homem. Por isto, boa parte dos quadros traz uma auréola sobre a sua cabeça, como a dizer, a indicar a sua diferença dos homens.Este procedimento tem acompanhado as artes cristãs. No teatro, o mais comum era Jesus aparecer de costas, nunca de frente. Foi o cinema praticamente o primeiro a dar uma dimensão humana a Jesus, com destaque para Pier Paolo Pasolini, que o retratou com um italiano qualquer. Nós nos acostumamos com a imagem de um Jesus europeizado, de pele clara, rosto macio, olhar vago, cabelos lisos e longos e barbas também amplas. Tanto nos acostumamos que achamos bravo demais o rosto que alguns cientistas ingleses apresentaram como sendo o mais provável para o filho de Maria e José. No fundo, nossa imaginação se conforta com a idéia de um Jesus mais divino do que humano.Como era mesmo o corpo de Jesus, não o sabemos. Nós temos que ficar com a imaginação. Nós que temos que nos conformar com o mistério.Os contemporâneos de Jesus não tiveram esta dificuldade, mas tiveram outra: a de entender como Deus aquele ser que eles viam como completamente humano, que teve que estudar como todo menino (Lucas 2.52); que, quando adulto, tinha sede (João 19.28) e fome (Mateus 4.2; Mateus 21.18), e que sentia cansaço (João 4.6) e angústia (João 12.27, 13.21) como todo ser humano. Como acontece a qualquer um de nós, quando o fim de sua vida se aproximava, ele admitiu que estava transtornado (João 12.27). Como ver nEle o Emanuel (o próprio Deus conosco), se chorou porque um amigo morreu (João 11.35) ou porque a sua cidade o recusava (Lucãs 19.41)? Eles não o receberam como Deus, mas apenas como uma pessoa qualquer (verso 11). Seus irmãos de sangue não viram nada de especial nele. Nem sequer perceberam que o seu irmão mais velho nunca pecou (2Coríntios 5.21). Sim, embora tenha passado por todo tipo de tentação, Jesus não pecou (Hebreus 4.15).Ninguém explicou melhor este mistério do que os autores do Evangelho de João e da Carta aos Filipenses, que escreveram magistralmente: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.(João 1.1-5, 10-14) Cristo Jesus (…), subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.(Filipenses 2.5-8) 2. PARA ENTENDER A ENCARNAÇÃOEncarnação é a palavra que a teologia criou para expressar o itinerário de um Deus Absoluto que se torna homem, com todas as suas limitações, mas sem deixar de ser Deus, com toda a sua perfeição.A encarnação de Deus é um mistério e um paradoxo. A encarnação é um desafio à razão que nos convida à fé e um desafio à fé que nos convida a pôr em cena toda a nossa capacidade de imaginar e pensar. A fé nos abre a porta do mistério. A razão nos põe na ante-sala do paradoxo. Para aceitá-la, precisamos crer no incrível amor de Deus e aceitar o Novo Testamento como a fonte de nossa reflexão sobre a ação de Deus na história. Só por amor a nós Jesus Cristo abriu mão de sua divindade para experimentar a nossa humanidade. (Sim, Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. — João 3.16). Só o Novo Testamento nos abre as páginas para entender a grandeza deste gesto, que extrapola os limites da mente humana, ao narrar a experiência da união da plena divindade e da plena humanidade, possibilitada pelo nascimento virginal de Jesus e que possibilita a nossa readmissão à condição de filhos de Deus (Vindo a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,  para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Então, porque somos filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: “Aba!” (Pai!] De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus. (Gálatas 4.4-7)Como, entender, a encarnação, à luz da fé e do Novo Testamento?Nossa primeira dificuldade é  entender como o Espírito se torna carne. A razão não consegue explicar  o processo ao qual poderíamos chamar de inseminação espiritual e pelo qual Maria foi fecundada. Ao longo da história do Cristianismo, várias respostas equivocadas vêm sendo dadas. Como ainda são repetidas, precisamos corrigi-las. Por isso, precisamos afirmar que:

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Gálatas 4.19: AS PAIXÕES DE UM CRISTÃO

AS PAIXÕES DE UM CRISTÃO Gálatas 4.19 1. INTRODUÇÃOEsta parte do versículo (4.19b) é a mais completa expressão de como Paulo amava seus irmãos em Cristo da região da Galácia. O apóstolo chama carinhosamente os gálatas de “meus bebês”, “meus nenezinhos”. Ele os amava como uma mãe ama o bebê ainda no ventre, ansiosa para sofrer as dores do parto. Ele desejava que estes bebês crescessem até se tornarem maduros espiritualmente.Eis como um pastor deve se sentir diante da igreja que dirige, padecendo dores como que de parto para que ela nasça ou se desenvolva de modo saudável.Eis como cada membro deve se sentir em relação aos outros participantes da igreja, experimentando dores como que de parto para eles de desenvolvam de modo saudável.A expressão universal, no entanto, desta atitude paulina encontra-se no seu desejo de ver “Cristo formado” nos cristãos. Entender o que significa esta expressão é essencial para que compreendamos a natureza da vida cristã. 2. PRECISAMOS CRER NA GRAÇAO apóstolo Paulo fôra o instrumento empregado pelo Espírito Santo para levar o Evangelho de Jesus Cristo às igrejas da Galácia, que não é uma cidade, mas uma região na macro-região conhecida como Ásia Menor.Não sabemos as circunstâncias, mas Paulo lhes anunciou o Reino de Deus por causa de uma enfermidade física que, possivelmente, deve ter determinado que ficasse mais tempo na região. Enquanto lá estava, fez o que o seu ardor missionário determinava: ocupou-se em pregar.As respostas foram amplas, trazendo muitas alegrias ao coração do pregador. Paulo seguiu seu caminho e, algum tempo depois, recebeu notícias muito desagradáveis: os gálatas estavam preferindo abrir mão da graça de Deus para ficar com a lei dos judeus. Seus filhos na fé não estavam permitindo que a plenitude de Cristo lhes fosse uma verdade; antes, como pode acontecer com os cristãos de todos os tempos (o nosso inclusive), estavam se ocupando em organizar suas vidas em torno das exigências da lei. O resultado era a tragédia do predomínio da carne. Por isto, Paulo arranca de dentro este lamento: Sois tão insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? (Gálatas 3.3)Cristo começa em nós como um embrião, que precisa se desenvolver. Há muitos cristãos que preferem seguir o exemplo dos gálatas e não o de Paulo. Temos impedido que Cristo se torne pleno em nós porque temos desistido de lutar contra a carne (isto é, contra a nossa natureza natural…) Há cristãos que acham que devem bater quando apanham… Há cristãos que acham que devem amar quando são amados… Há cristãos que receberam Cristo, mas nunca se importaram em permitir que Ele formasse o seu corpo… Há cristãos para quem Cristo é um feto morto no seu interior…Há cristãos se aperfeiçoando na carne, seja no legalismo, seja no cinismo, que são duas formas de apequenar ou mesmo deletar a graça. O legalista descrê na graça ao pôr toda a força na lei, certo de que o mundo será perfeito quando todos a seguirem. O cínico descrê na graça, ao torná-la irrelevante por meio de uma conduta moralmente reprovável.Nós precisamos crer na graça. 3. PAIXÕES EM LUTACrer na graça, vivendo com ela e por ela, é ser de Jesus. É de Jesus quem crucifica a nossa carne, com as suas paixões e concupiscências,  que são aqueles desejos mais fortes do que nós (Gálatas 5.24). É quem anda no Espírito, que é o único meio de não se satisfazer os desejos da carne (Gálatas 5.16).Não podemos ser otimistas, nem pessimistas em relação a nós mesmos. Nós temos prazer na graça de Deus, mas, ao mesmo tempo, temos a tendência de nos divertimos no pecado. Por isto, temos que nos perguntar: quem nos livrará desta realidade? A esta pergunta se responde com uma exclamação: Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Graças a Deus porque, embora nossa carne seja escrava da lei do pecado, na verdade nós somos escravos da lei de Deus; isto é, a lei de Deus escrita e inscrita em nós  nos puxa para a vida no Espírito. (Romanos 7.22-25)Esta é a nossa esperança, inaugurada quando Deus firmou conosco a Sua aliança. Ele cunhou a sua lei em nossas mentes e introduziu estas leis nos nossos corações (Hebreus 8.10a).Mesmo assim, nossa carne milita contra o Espírito, mas o Espírito de Deus em nós luta contra a carne, porque eles são opostos entre si, para que não façamos o que o próprio Espírito nos move a querer (Gálatas 5.17). O Espírito de Deus nos convida a novas paixões.No seu admirável O lugar para seguro da terra (São Paulo: Mundo Cristão, 2000), Larry Crabb opõe quatro paixões. Vou acrescentar mais uma. 1. O Espírito nos convida à paixão por adorar. Ele sabe, e nós o sabemos também, que o natural em nós é a paixão por exigir, de nós mesmos, do outro e de Deus.Adorar é estar à vontade diante de Deus, reconhecendo-O como o Senhor de nossas vidas e exaltando todas as Suas qualidades. O perdão de nossos pecados nos habilita a sentir o desejo de viver para o louvor da Sua glória (Efésios 1), contra o desejo de exigir. É o desejo de adorar que nos deve levar ao culto público, como um momento de celebração do poder de Deus. É o desejo que culmina com expressões como estas: Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! (Salmo 84.1-2)O Espírito nos convida a entrar na presença de Deus e contemplar a sua majestade, sem esperar nada dEle, como se fosse um empregado que tivéssemos.O Espírito nos convida a parar de exigir de nós mesmos e nos aceitarmos como a obra-prima da criação de Deus.O Espírito nos convidar a celebrar no outro as suas qualidades. Quando escrevia esta mensagem, cujo tema estava anunciado no boletim dominical, eu recebi um telefonema e amorosamente a pessoa me disse: — Eu sei que Deus está abençoando você e

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

2Crônicas 33; 2Reis 21: PAIS E FILHOS E SUAS ESCOLHAS

PAIS E FILHOS E SUAS ESCOLHAS2Crônicas 33; 2Reis 21Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 20.5.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃOEsta é a crônica de uma tragédia familiar.Sempre me intrigou que Manassés tenha sido o que foi tendo tido o pai que teve.Ezequias, seu pai, foi um dos maiores reis de Israel. Ele é descrito como um rei que Deus prosperar e que praticou muitas obras de misericórdia (2Crônicas 32.32). Segundo o registro bíblico, Ezequias fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus. ( 2Crônicas 31.20)Bem ao contrário, Manassés, que lhe nasceu na velhice, é descrito como um dos piores da história do povo de Deus. Conforme o livro segundo de Reis, o menino tinha 12 anos de idade quando começou a reinar e reinou 55 anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hefzibá. (2Reis 21.1) Esta informação adicional indica que a rainha-mãe, Hefzibá, exerceu um papel de relevo no seu governo.A síntese do seu governo não podia ser pior:Fez ele o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia destruído, e levantou altares a Baal, e fez um poste-ídolo como o que fizera Acabe, rei de Israel, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. (…) E queimou a seu filho como sacrifício, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e tratava com médiuns e feiticeiros; prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira. Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo, afora o seu pecado, com que fez pecar a Judá, praticando o que era mau perante o Senhor. (2Reis 21.1-6, 16)Segundo o livro de Crônicas, premeditada antítese completa do pai, Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.  Falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos. Pelo que o Senhor trouxe sobre eles os príncipes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos, amarraram-no com cadeias e o levaram à Babilônia. (2Crônicas 33.9-11)Num registro, que só o editor de Crônicas apresenta, Manassés, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o Senhor era Deus. Depois disto, (…) tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que edificara no monte da Casa do Senhor e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. Restaurou o altar do Senhor, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse ao Senhor, Deus de Israel. Contudo, o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao Senhor, seu Deus. (2Crônicas 33.12-17) 2. POSSIBILIDADES INTERPRETATIVAS DA HISTÓRIA DE EZEQUIAS E MANASSÉSDesta história, eu poderia produzir vários convites à reflexão. Eu poderia, por exemplo, lembrar que Ezequias, o bom rei, governou 29 anos (715 – 687 a.C.), dos quais apenas 15 com rei único; Manassés, o ímpio, governou 55 anos sozinho (696 a.C – 642 a.C.). Disto poderíamos concluir que o mau, às vezes, reina mais que o bom, o que exigiria uma reflexão sobre o aparente triunfo do mal sobre o bem. Conquanto assim podemos nos sentir, não é a mensagem principal que quero derivar deste conjunto de experiências.Eu poderia, também, tomar a trajetória de Manassés para mostrar até que ponto o homem pode chegar quando se afasta voluntariamente de Deus (2Crônicas 33.3-9) e até onde pode levar outras pessoas no seu itinerário. Faria, então, uma reflexão sobre a natureza do pecado e da capacidade humana de influenciar para o mal. Embora necessária e o texto nos convite a tal tipo de reflexão, não a farei neste momento.Eu poderia, de igual modo, destacar a insistência de Deus ao arrependimento por parte de Manassés como uma demonstração do caráter divino absoluto em comparação com o caráter humano relativo. Estaríamos diante de uma reflexão sobre as conseqüências do pecado e sobre a natureza do perdão. No entanto, a história nos permite outras visões em torno da vida em família.Eu poderia, se quisesse, registrar que Manassés se arrependeu diante de Deus, mas, para sua tristeza, não conseguiu que o povo a quem levara à idolatria se arrependesse. A narrativa serviria para mostrar que Deus perdoa aquele que se arrepende, embora o pecador tenha que pagar pelas conseqüências dos seus pecados. No entanto, tomarei esta história para fazer um convite à reflexão sobre a vida familiar. 3. EM QUE FALHOU EZEQUIAS?A pergunta que demanda resposta é: Em que falhou Ezequias? Na formação do seu filho, que parte Ezequias não cumpriu? Em que podemos estar falhando? Que parte não estamos cumprindo?Mesmo supondo que Manassés foi completamente responsável — e o foi — por suas escolhas, sugiro, a partir da imaginação e da inferência, que Ezequias falhou como pai em quatro aspectos. 1. A falta de limites aos desejos do filhoMinha primeira inferência é que Ezequias não deu limites ao seu filho.O menino era filho da velhice, nascido depois que Deus curou Ezequias e lhe deu uma sobrevida de 15 anos. Ele tinha muito que fazer nesta fase da sua existência. Neste período, cometeu acertos e erros. Um deles, no plano da inferência, foi não dar limites a Manassés. Imagino que Ezequias nunca tenha dito um “não” para o seu filho da velhice. Assim, criado como um príncipe, foi educado para mandar, não para obedecer. Quem não aprendeu a obedecer não sabe comandar.Manassés viveu sua vida na presença de um pai ausente que talvez lhe desse carinho nos intervalos das suas realizações governamentais. No entanto, Ezequias não ensinou ao seu filho

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Ezequiel 37.1-14: SAÍDO(S) DA(S) SEPULTURA(S)

SAÍDO(S) DA(S) SEPULTURA(S)Ezequiel 37.1-14:  Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 15.4.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃOA Pascoa tem um mesmo sentido tanto no judaísmo quanto no cristianismo: triunfo sobre o sofrimento e mesmo sobre a morte. Na perspectiva judaica, a Páscoa foi o convite de Yaweh para o povo hebreu deixar a escravidão, atravessar o mar, vencer o deserto e entrar numa nova terra e numa nova aliança com este Deus libertador. Celebrar a páscoa é  celebrar o Deus que trouxe vida a um povo que gemia nos vales  do Egito.Na perspectiva cristã, a Páscoa é a renovação do convite de Deus para a vida, não mais apenas ao povo judeu mas a todos os povos e pessoas da terra. Jesus Cristo, por sua vida, morte e ressurreição, possibilita que homens e mulheres voluntariamente experimentem liberdade e plenitude.Podemos assim sentir a Páscoa como ressurreição, que é o retorno de uma pessoa à vida. Este retorno é uma ação de Deus, pois só Quem cria a vida pode recriá-la. Há um texto no Antigo Testamento, também chamado de Primeiro, sendo o Novo o Segundo, que descreve o ato recriador do Senhor da história. É a visão que o profeta Ezequiel de um vale de ossos secos (Ezequiel 37.1-14). 2. A EXPERIÊNCIA HUMANA DO VALE DOS OSSOS SECOSO profeta foi levado a um vale cheio de cadáveres ressequidos, com os esqueletos já calcinados e com os ossos já separados um do outro. Havia ossos em sepulturas e ossos fora das sepulturas. Não havia qualquer sinal de que um dia neles houvera vida. Esses ossos — aprendeu o profeta — era toda a casa (isto é, povo) de Israel.Ezequiel sabia que assim que o povo se sentia, abandonado por Deus, não tendo qualquer motivo para esperança, a mínima que fosse. Na verdade, o povo abandonara a Deus, que Este jamais abandona os seus. Israel passava por esta experiência, de absoluta falta de sentido para a sua existência, porque desobedecera a Deus. Sua rebeldia lhe estancara a fonte de vida.O povo vivia no mais completo déficit de esperança. Quando não temos esperança, giramos em torno de nós mesmos, sem saber para onde ir. A desesperança nos outros nos assusta, até aqueles que a temos. Nossa própria desesperança nos paralisa. A desesperança nos contagia.Esta experiência não se restringe apenas a este contexto histórico, porque nós podemos atualizá-la. Por circunstâncias diversas, podemos nos sentir vivendo em meio a ossos secos e, pior, podemos nos ver como os próprios ossos secos. Buscamos um motivo para sorrir e não o encontramos. Tentamos vislumbrar a luz no final do túnel, mas nem a imaginação nos ajuda. Buscamos uma razão de ser para nossos relacionamentos, mas não achamos qualquer estímulo para continuar tentando.Foi para estes que Jesus deixou o Seu Espírito, consolador e sustentador. É com estes que o Espírito Santo quer viver para fazer a vida retornar, restituindo a cada um a alegria da salvação. Tenho insistido neste ponto, sempre para dizer que não perdemos a salvação, que é dom que já nos foi concedido, mas perdemos a alegria da salvação, perda que nos impede de fruir autenticamente a salvação. Esta perda pode alcançar velhos cristãos velhos e novos cristãos. É possível que se Ezequiel olhasse para a Igreja de Cristo hoje também visse corpos vivos e saudáveis, mas também esqueletos e ossos soltos. Também na Igreja de Jesus Cristo, há pessoas rebeldes e desinteressadas em viver segundo o propósito de Deus. Também na Igreja de Jesus, há pessoas dominadas pelo desânimo, pelo medo e pela tristeza, que é uma contradição em termos, quando não provocada por patologias psíquicas.Mais que isto: esta visão do vale descreve a natureza humana. Sem Cristo, somos cadáveres, corpos sem vida. Sem Cristo, somos condenados a viver no cansaço do afastamento de Deus. Foi para estes que Cristo morreu e ressuscitou.Para quem não aceitou Seu sacrifício de morte, a vida é um vale de ossos secos.Para todos estes, Deus tem uma promessa: a de retornar a vida.Se a visão nos mostra a nossa fragilidade e a nossa natureza, ela também nos ensina que não podemos viver por nós mesmos (verso 3). Deus nos fez suficientes. No entanto, esta suficiência tem uma única limitação, que é não pode ser apartar de Deus. Quando o homem se afasta de Deus, é cometido por uma insuficiência que asfixia e mata.Esta visão também nos mostra que nenhum de nós pode chegar à condição de não poder mais ouvir a palavra de Deus. A evidência desta realidade é que Ele enviou seu mensageiro para pregar aos ossos secos (verso 4). Se você se sente como se estivesse naquele vale, como parte deste vale, eis que a palavra de Deus lhe vem agora. Ouça-a. 3. A EXPERIÊNCIA DA DÁDIVA DA VIDAA experiência da ressurreição não é uma experiência humanamente provocada. É Deus quem ressuscita. No caso de Lázaro, uma experiência de ressurreição detalhadamente descrita pelo Novo Testamento, não como uma visão, mas como uma realidade, o poder de Deus, por meio de Jesus Cristo, o tirou de lá. Ele não saiu sozinho. Um morto não pode agir, mas Deus pode fazer um morto viver.Se queremos ver instalada em nossa de novo a esperança, precisamos saber Quem Deus é, precisamos reconhecer o Seu poder. Ao fazer Sua promessa, Ele repete: Então, saberão que eu sou o Senhor. Deus é o Seu Senhor? Deus é Aquele que fala e faz, fala e faz porque tem poder para falar e fazer acontecer.Este Senhor, fique tranqüilo, como fez no Êxodo hebreu, toma a iniciativa de nos desexterminar e nos fixas na terra de felicidade, da alegria e da paz (versos 4 e 12). O povo sentia exterminados os seus desejos, vistos como impossíveis de serem realizados.Nesta visão, o verso mais impressionante é o 12. Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, o povo meu. Se ele não abrir o sepulcro, não há chance de os cadáveres saírem por si sós. Se estamos na sepultura, não

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Êxodo 20.1-20: A CONSTITUIÇÃO DE DEUS

A CONSTITUIÇÃO DE DEUS Êxodo 19,20.1-20 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 7.1.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃOOs Dez Mandamentos têm sido envelhecidos pelo desinteresse e pelo descaso, como se fossem amendoim mofado.Deste processo têm participado até pessoas bem intencionadas, que proclamam que as duas tábuas de pedra foram substituídas pelas duas tábuas de madeira levantadas no Calvário, como se a graça abolisse a Lei.Os Dez Mandamentos são preceitos antigos, antigos mas escritos pelo dedo de Deus, lembrança que os que negam a atualidade dos Dez Mandamentos não podem contestar: tudo o que é produzido na indústria de Deus não tem prazo de validade. 2. DOS FATOSOs fatos relacionados à outorga do Dez Mandamentos estão registrados em Êxodo 19.20-25 e 20.1-21 e Deuteronômio 5.Nenhum diretor de cinema conseguiu reproduzir esta cena fantástica, inclusive porque os detalhes apresentados na narrativa bíblica não são muitos. Pelo que lemos, ficamos sabendo que os Dez Mandamentos são apresentados como parte de uma série de teofanias, isto é, de quadros em que Deus se apresenta ao povo de Israel, diretamente ou por intermédio de Moisés.Das narrativas bíblicas, podemos recompor a história da outorga dos Dez Mandamentos. 1. Durante 60 dias, Deus conduziu o povo, do Egito ao deserto, sob a liderança de Moisés. Deus ia à frente, guardando certa distância dos peregrinos, aproximando-se aos poucos. Os milagres de provisão de água e alimento fazem parte desta estratégia de Deus de se dar a conhecer. Ele queria mais, para que o Seu povo entendesse o que estava acontecendo.Depois, então, de 60 dias o povo tinha chegado à península do Sinai, onde há vários montes, entre os quais Horebe, cuja localização não se conhece com precisão. Moisés conhecia bem aquela área, pois ali tivera seu primeiro encontro com o Senhor (Êxodo 3). O líder fez o povo acampar na campina em frente ao monte Horebe.Moisés subiu o morro e Deus lhe apareceu, no Seu modo peculiar, falando como se fala a um amigo num bate-papo, mas sem ser visto. Nesta conversa, Deus propôs uma aliança, que exigia fidelidade e que faria do povo aquilo que prometera a Abraão.Para a assinatura deste pacto, do qual os Dez Mandamentos são a lei áurea, Deus deu as devidas instruções. Antes, ao longo de três dias, o povo devia se preparar adequadamente, evitando voluntariamente os prazeres do sexo e lavando cuidadosamente as suas empoeiradas roupas de nômades. As áreas foram demarcadas, indicando as posições que o povo deveria ocupar na solenidade.A cerimônia começou efetivamente quando uma nuvem cobriu o monte, seguida de trovões, relâmpagos e som como de buzina. Embaixo, o povo estremeceu e se aproximou da montanha. Já a esta altura, Horebe parecia um vulcão. Enquanto o povo tremia, Moisés subia para mais alto no monte. O povo foi subindo atrás do seu líder, esquecido dos limites que lhe foram impostos. Então, Moisés voltou, advertiu o povo, que ficou dentro dos marcos fixados e pediu que Moisés mesmo ouvisse o que Deus tinha para falar, com medo de ser consumido pela glória do Senhor.O líder retornou ao ponto de encontro: Moisés numa rocha e Deus numa nuvem escura. Lá embaixo, o povo ouvia que Deus falava com seu servo, mas não podia escutar o conteúdo com nitidez, dados os fenômenos naturais que testemunharam o encontro.O próprio Moisés sintetizou a entrega dos Dez Mandamentos do seguinte modo: Essas palavras falou o Senhor a toda a (…) assembléia no monte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridão, com grande voz; e nada acrescentou. E escreveu-as em duas tábuas de pedra, que ele me deu. (Deuteronômio 5.22)O povo ficou embaixo, num misto de contemplação das ações tremendas de Deus e de ação em sua vida normal (Êxodo 24.12-18). Depois de sete dias no alto do monte, Moisés recebeu as tábuas da lei, esculpidas com os Dez Mandamentos pelo dedo de Deus (Êxodo 31.18) na frente e no verso das lascas de pedra. Ao todo, no entanto, como ele mesmo narra, Moisés ficou 40 dias no monte sozinho. 2. Estas duas tábuas foram quebradas por Moisés antes mesmo de serem vistas pelo povo, que, cansado de esperar que Deus lhe aparecesse diretamente (e não apenas ao seu líder), fizera um bezerro de ouro a quem prestava adoração no acampamento, ao pé do monte onde Deus e Moisés conversavam.Ao ver aquela abominação, Moisés achou sua gente indigna de receber aquela “relíquia” produzida por Deus e as despedaçou.Decorrido algum tempo, Moisés voltou ao monte, onde esteve por outros 40 dias em jejum completo e recebeu novamente as tábuas contendo as palavras do pacto, os dez mandamentos. (Êxodo 34.28). Elas foram colocadas na arca da aliança (Deuteronômio 10.5; cf 1Reis 8.9; 2Crônicas 5.10; Hebreus 9.4).Essas tábuas se perderam, possivelmente por ocasião da destruição do templo de Salomão, em 587 a.C. O segundo templo, concluído no ano 516, não tinha a arca entre seus moveis. As tábuas da Lei, portanto, não existiam mais, embora estivessem no imaginário do povo, ao ponto de um provérbio pedir que a benignidade e a fidelidade fossem escritas na tábua do coração (Provérbios 3.3). 3. Os Dez Mandamentos são uma espécie de núcleo da Lei de Deus. Há um sem-número de outros mandamentos, chamados de estatutos ou preceitos, como a magistral lista que aparece em Levítico 19. De qualquer forma, todos os demais decorrem dos Dez Mandamentos e desembocam neles. Alguns desses outros mandametnos são transitórios, porque referentes a circunstâncias específicas de uma época. Mesmo nesses casos, há princípios universais e atemporais neles subjacentes.Jesus sintetizou ainda mais a Lei, ao tomar dois mandamentos, registrados em Deuteronômio e Levítico, como sendo o núcleo do núcleo. Ele ensinou que os dois mandamentos principais são: primeiro, Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. (Marcos 12.30b; cf. Deuteronômio 6.5); e, segundo: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. (Marcos 12.31; cf. Levítico 19.18).Ao fazer estes destaques, o Mestre pôs em evidência que os Dez Mandamentos

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Romanos 1.11-18: A D�VIDA DO CRISTÃO

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Isaías 52.1-12; Ezequiel 33.1-9: COMO TER PÉS FORMOSOS

COMO TER PÉS FORMOSOS Isaías 52.1-12; Ezequiel 33.1-9 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 22.4 e 27.5.2001 (manhãs) 1. INTRODUÇÃOConfrontada pelos fatos, uma alta funcionária do Senado Federal brasileiro confessou (em abril de 2001) que houve quebra do sigilo dos votos dos parlamentares. Durante seu depoimento, um senador descreveu sua luta interna como sendo um calvário, numa alusão ao sofrimento de Cristo a caminho da morte. Outros políticos chegaram a referir que o Senado, diante da vergonha exposta, terá que verter sangue para aplicar a ira da opinião pública.A presença destas duas palavras — calvário, sangue — indica que o vocabulário cristão clássico foi absorvido pelo mundo político, embora utilizado num contexto completamente diferente do bíblico.Ao mesmo tempo, este episódio próprio da elite brasileira é encarada com um misto de indignação e ceticismo, indignação diante da fratura da imoralidade e ceticismo diante da ausência de punição aos destruidores da democracia. Quando a indignação não é aplacada pelo castigo, cresce um certo tipo de relativismo, cuja dramaticidade resulta em desânimo e desinteresse.Decorridos estes parágrafos, relacionados à coisa pública, a pergunta inevitável é: o que tem a ver este prelúdio com o texto proposto, de Isaías 52, lido à luz de Ezequiel 33? 1. A primeira correlação é esta: os cristãos também fomos tomados de um relativismo mórbido e visceral, que atinge até mesmo o interior de nossa fé em Deus. Se o sentido da democracia é a produção da justiça, o sentido da religião é a fruição do poder gracioso de Deus. O relativismo secular advém da conclusão de que não existe justiça possível. O relativismo cristão advém da incerteza em torno da possibilidade de Deus se manifestar de forma concreta e de haver uma verdade que nos cabe proclamar. Cada vez mais há cristãos, mesmo não o confessando, a pensar que a revelação divina em Jesus é uma revelação entre outras e não a revelação. Esta última frase precisa de uma correção, para ficar assim: cada vez mais há cristãos, mesmo não o confessando, a viver como se a revelação divina em Jesus fosse uma revelação entre outras e não a única revelação. 2. A segunda correlação é que os cristãos precisamos ir além daqueles que alcançam apenas a periferia da mentalidade bíblica, para chegar ao seu centro. Não basta que se fale em calvário a subir nem sangue a verter. É preciso que os cristãos contribuamos efetivamente para que mais pessoas entendam o que foi o Calvário e o que fez e faz o Sangue que ali foi derramado. É preciso que os cristãos não fiquemos felizes com o verniz religioso de muitas pessoas, mas ante as confrontemos com a verdade bíblica, de que só há um mediador entre elas e Deus e que só há um caminho que produz a paz: Jesus Cristo. Se sabemos disso, devemos empunhar esta bandeira com ânimo e interesse, não com desânimo e desinteresse; com dedicação e ardor, não com displicência e morna leveza. 2. QUEM SOMOS OS CRISTÃOS?Isaías 52 e Ezequiel 33 nos ajudam a ver quem somos, como temos sido e como devemos ser. Sua leitura, no entanto, exige um mergulho na “mente” hebraico-cristã, pressuposta como sendo a “mente” que devemos ter.Nós precisamos sempre aplicar os textos bíblicos à nossa realidade para que tenham vida. Contudo, só os entenderemos se os lermos como os seus primeiros ouvintes os escutaram. Precisamos nos despir um pouco de nossa mente, para que possam transformar a nossa mente, renovando-a com os fundamentos da Palavra de Deus, por mais difíceis (enquanto penosos) que sejam. Sem esta disposição, por exemplo, não teremos como entender Ezequiel 33, que promete castigo para todo aquele que contribuir para que um sem-Deus continue como tal. Precisamos aplicar os textos bíblicos hebraicos à nossa realidade para que possamos reafirmar, entre outros fatos, quem nós somos. 1. Somos resgatados por Deus.Comecemos por registrar a informação primordial: nós fomos resgatados por Deus, pelo preço de sangue (v. 3), de Seu próprio sangue. Porque assim diz o Senhor: Por nada fostes vendidos; e sem dinheiro sereis resgatados. Porque assim diz o Senhor Deus: O meu povo no princípio desceu ao Egito, para nele habitar, e a Assíria sem razão o oprimiu (versos 3-4). Os hebreus tiveram seu Egito e sua Assíria, e Deus os tirou de lá. Também já tivemos nossa era egípcia ou nosso tempo assírio. Podemos dizer que somos ex-oprimidos pelo Egito ou ex-oprimidos pela Assíria, mas agora estamos livres. Não tenho mais cangas (jugos) sobre nossos pescoços.Há muitos cristãos que ainda não saíram do deserto e alguns, pior, nem sequer atravessaram o Mar Vermelho. Há cristãos aprisionados sem razão pela Assíria do desânimo, do medo, da doença ou da escassez. Mesmo quando estamos sem dinheiro ou sem saúde, continuamos sendo os resgatados por Deus. O Deus que nos fez atravessar o rio Jordão a pé nos fará derrubar as muralhas com um sopro. Muitos olhamos para as muralhas de Jericó como se não soubessem que Deus as derrubou e ficam perplexos diante da impossibilidade de serem vencidas…Eis como devemos viver. Sacode-te do pó, levanta-te e toma assento, oh Jerusalém; solta-te das cadeias de teu pescoço, oh cativa filha de Sião (v. 2). Não somos mais cativos. Não temos mais cangas de ferros sobre nós. A poeira não é mais a nossa cama. O chão não é o mais o nosso assento. 2. Trajamos a roupa nova da graçaEm lugar de roupas andrajosas de derrotados, devemos nos vestir com roupa de festa, que é a roupa da graça. Desperta, desperta, reveste-te da tua fortaleza, oh Sião; veste-te das tuas roupagens formosas, oh Jerusalém, cidade santa; porque não mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo  (v. 1). Quando Isaías proferiu estas palavras, Sião era um monturo, mas ele lembra a fortaleza dela; os guarda-roupas de Jerusalém tinham virado cinzas, mas o profeta recorda a beleza das roupas sacerdotais.Pela fé, ele viu Sião restaurada e Jerusalém ataviada. Pela fé, cada um de nós pode ver sua saúde restabelecida ou a vontade de Deus

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Ezequiel 36.16-38: A ALIANÇA

A ALIANÇAEzequiel 36.16-38: Pregado na Igreja Batista Itacucura, em 3.6.2001 (manhã) INTRODUÇÃOA Ceia do Senhor foi estabelecida como o marco do fim de um velho tempo e do início de um novo. Quando a instituiu, Jesus pretendeu deixar com os discípulos uma lembrança que lhes recordasse seus compromissos e lhes levasse a viver na perspectiva do futuro.Há um texto no Antigo Testamento (Ezequiel 36;18-38) que nos ajuda a viver a ação de Deus por nosso intermédio, a partir da experiência do povo de Israel. Nele, o profeta recorda o velho caminho de sua gente e a ação de Deus em seu favor. A Ceia é precisamente o memorial da iniciativa de Deus para conosco. 1. A CEIA É UMA LEMBRANÇA DAQUILO QUE JÁ FOMOS.Quando participamos da Ceia do Senhor devemos nos remeter ao nosso passado.O texto de Ezequiel descreve nossas vidas antes da experiência da conversão. Nossos caminhos e nossas ações nos afastavam de Deus (versos 17), cuja glória não podíamos ver. Em lugar de viver na sua presença, nós O desagradávamos, provocando Sua ira contra o nosso pecado. Havia sangue inocente em nossas mãos. Servíamos a outros deuses, desde os deuses reais da idolatria até os deuses simbólicos do egoísmo.Vivendo assim, nós profanamos o nome de Deus. E nós o fazemos quando seguimos os nomes da fama ou nos deixamos seduzir pela pressão dos valores e costumes de nossa terra, onde estamos exilados (como o povo de Israel esteve), em lugar de viver e nos mover pela mão e pelo nome de Deus. Nós profanamos o seu nome quando deixamos de levá-lo a sério. (Em chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois deles se dizia: São estes o povo do Senhor, porém tiveram de sair da terra dele — verso 20) Por isto, a Ceia só deve ser tomada por quem já se arrependeu. Não se trata de atitude exclusivista, mas de uma compreensão adequado do seu significado. Os espalhados sobre a terra (verso 19), isto é, aqueles que não fizeram uma opção clara e pública (pelo batismo consciente) por Jesus Cristo, não devem participar da Ceia. Esses ainda vivem sem Jesus. E a Ceia é para aqueles que vivem com Jesus.Têm o que celebrar aqueles que podem olhar para trás e reconhecer que seus atos e seus cultos contaminavam a terra (“com o seus caminhos e as suas ações”– verso 17) e desagradavam a Deus (“derramei o meu furor sobre eles” — verso 18). Para estes, participar da Ceia é recordar o início no caminho da nova vida. 2. A CEIA É O SÍMBOLO DO PODER DE DEUS SOBRE NOSSAS VIDASA Ceia é o símbolo do poder de Deus se manifestando em nossas vidas. Ela é símbolo, mas, para ser símbolo, precisa ser uma experiência com um Deus vivo. Quando Ele deixa de ser para nós uma referência viva, Ele deixa de ser Deus para nós, embora continue sendo Deus. Ele deixa de dirigir nossas vidas e de trazer qualidade às nossas vidas.A Ceia é o símbolo da compaixão de Deus para conosco. É a morte dEle para nossa vida. Esta compaixão é fruto apenas da Sua misericórdia, não do nosso amor (ou interesse) por Ele. O verso 22 deixa claro: não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes.  O verso 32 repete a mesma frase propositadamente: Não é por amor de vós, fique bem entendido, que eu faço isto, diz o Senhor Deus. Envergonhai-vos e confundi-vos por causa dos vossos caminhos. (verso 32)A ação de Deus para conosco decorre da sua própria natureza compassivamente imutável. A misericórdia faz parte do caráter de Deus. Quando ele diz mas tive compaixão do meu santo nome (21), é como se dissesse: “eu não consigo não ser ser misericordioso”. Cada um de nós tem que fazer força para ser compassivo; Deus tem que fazer força para não sê-lo e não o consegue…Como pode um Deus vir à terra pelos homens e aceitar que estes homens o matem? Só o caráter de Deus o explica. 3. A CEIA É A CICATRIZ DE UM TRANSPLANTEA compaixão divina permite que sejamos transformados, ao recebermos do Seu Espírito um novo coração. O pecado nos torna insensíveis e nos deixa como mortos. O profeta diz que os dominados pelo pecado têm coração de pedra.O coração de pedra é insensível diante de Deus, não conseguindo ver a Sua lei e a Sua graça, e igualmente insensível  diante do próximo, não conseguindo ver as suas necessidades. O coração de pedra aceita as tiranias sem se indignar. O coração de pedra vê o sofrimento do próximo algo estranho, não como algo que o toca. O coração de pedra não chora diante de Jerusalém, nem diante de um amigo morto.A Ceia é para ser tomada por aqueles que têm corações de carne, transplantados por Deus. (Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. — verso 26)Esses corações são aqueles que se abrem para receber o Espírito Santo e procuram dar o fruto desta presença (Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. — verso 27) Não rejeitemos este transplante.A Ceia nos lembra que não podemos permitir que a falta de comunhão com o Senhor e as amarguras da vida petrifiquem os nosos corações. Se isto acontecer, o Espírito Santo não estarão neles). 4. A CEIA É UM CONVITE À SANTIDADEA Ceia é um convite à santidade. Ela está associada a batismo, que o símbolo da passagem pela purificação e só acontece uma vez. A Ceia lembra purificação, mas purificação contínua.Os versos 23 e 25 podem ser lincaos ao batismo, um momento singular. (Vindicarei a santidade do meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que eu sou

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Colossenses 2.7-15: RAZÕES PARA O BATISMO

RAZÕES PARA O BATISMO Colossenses 2.7-15 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 5.8.2001 (manhã) 1. INTRODUÇÃOO cristão é aquele que recebe de Cristo um nome. Assim, meu nome é Israel Belo de Azevedo Cristão. Se você um cristão, também tem este nome aposto ao seu.O batismo é o registro de uma nova identidade, a identidade de cristão, identidade que deve perdurar para o resto da nossa existência aqui. Este nome perdurará até o início de nossa entrada na vida celestial, quando receberemos um novo nome, porque Cristo também terá um nome novo. Em sua promessa à Sua Igreja, Jesus garante a quem Lhe for fiel: Dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe (Apocalipse 2.17). Ganharemos um novo nome porque Jesus Cristo também terá um nome novo. Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome (Apocalipse 3.12).É por isto que o cristão, como aprendemos no Novo Testamento, é batizado no nome do Senhor Jesus (Atos 19.5), como também no nome do Pai e no nome do Espírito Santo.Portanto, não se trata o batismo apenas de um ritual de passagem, de um símbolo de pertencimento ou mesmo da recepção de uma carteirinha de clube. O batismo é o registro de uma nova identidade, identidade que recebemos de Jesus Cristo. 2. BATISMO COMO MARCO UMA NOVA IDENTIDADEEm sua carta aos Colossenses, o apóstolo Paulo nos ajuda a entender a natureza desta nova identidade. Ao recebê-la de Cristo, nós recebemos o próprio Cristo em nossas vidas. Em outras palavras, nós O aceitamos como Senhor de nossas mentes e nossos corpos (v. 6).E o que recebemos de Cristo quando O recebemos? 1. Nós recebemos a ordenança da vida em lugar da ordenança da morte. Nós recebemos o decreto da vida contra o decreto de morte já promulgado contra nós. Nossa sentença de morte foi comutada para sentença de vida.O apóstolo nos lembra que havia um escrito (ordenança, ordem, decreto, sentença) de morte contra todos aqueles que pecaram — e todos pecamos. Os condenados viviam como tais, como marcados indelevelmente para não ter paz (mas muito medo), sem alegria (mas muita tristeza), sem sentido (mas muita ansiedade).Nossa condenação era o resultado do julgamento de nossos pecados, todos contra Deus. Ao ser condenado em nosso lugar, Jesus Cristo, no qual habita(va) toda a plenitude (completude, totalidade) de Deus, cancelou o castigo que merecíamos por estes pecados. É por esta providência divina que não há mais ordenança de morte contra aqueles que recebem Jesus Cristo como Senhor. Não há mais condenação para os que recebem a Cristo, para os que são de Cristo (Romanos 8.1). Ao contrário, estes somos lançados numa vida nova, feita de paz, paz dada por Jesus, que é diferente da paz conquistada; de alegria, de alegria pelo convívio com Jesus, não aquela fabricada de fora para dentro; de sentido para a nossa caminhada, que é o saber de onde viemos, porque viemos, para onde vamos e porque vamos.Uma possibilidade desta grandeza foi inaugurada de modo público. O cancelamento de nossa sentença de morte se deu num evento publico, quando o decreto contra nós foi cancelado e pregado na cruz, na cruz de Cristo, no ano 28 da era que leva o nome do Nosso Senhor. 2. Depois que devemos a primeira resposta, aceitando a liberdade oferecida em Cristo, por Cristo e para Cristo, nós somos convidados a caminhar com Cristo.Sabem porque os médicos nos recomendam caminhar? Quando caminhamos, formam-se novos vasos (novas veias) em nosso organismo por onde o sangue da vida circula. Quando caminhamos com Cristo, nossa vida vai sendo edificada. Quando caminhamos fora de Cristo, nossa vida também vai sendo edificada, mas não com o sangue da vida, mas com o sangue de outros valores que não conduzem à vida, mas à morte, ao vazio, à ausência.Caminhar com Cristo é manter nossas vidas enraizadas em Cristo (v. 7), edificadas em Cristo (v. 7), confirmadas em Cristo (v. 7) e aperfeiçoadas por Cristo (v. 10). A experiência cristã, para ser cristã, é essencialmente progresso (avanço, aperfeiçoamento, crescimento), em todas as dimensões e isto se aplica a todos os cristãos. Quem não está crescendo está diminuindo. O apóstolo nos lembra então que o nosso crescimento começa com a experiência de aceitar a Cristo, a raiz, o fundamento, de nossa vida. Não crescemos por nós mesmos. Nossa árvore tem uma raiz e o nome desta raiz é Jesus Cristo. Enquanto estivermos com os nossos corpos ligados a esta raiz, haverá vida em nós. Fora desta raiz, simplesmente nossa arvore não dará folha, nem fruto; pela experiência do passado, será ainda uma árvore, mas árvore petrificada, amargurada, esperando apenas o fim.Nosso jeito de ser deve estar, porque está, alicerçado em Cristo, não em qualquer outro deus (ídolo), nem em qualquer outra idéia, nem em qualquer outra pessoa, porque nenhum deles (como nenhuma religião ou ideologia) pode cancelar a nossa dívida que é contra Deus, só o próprio Deus (v. 7).Nossas ações devem confirmar a nossa fé. 3. BATISMO COMO SÍMBOLO DA FÉE como confirmamos a nossa fé? 1. A todos quantos já passamos pela experiência inesquecível do batismo, lembro que um dos grandes perigos da graça é permitir aos cristãos viverem a vida prática divorciada das suas afirmações de fé. Andar em Cristo, no entanto, é crer e também viver segundo o que se crê. Doutrina e prática devem ser faces da mesma experiência de fé. Teologia e vida devem andar de braços dados. Adoração e ética são inseparáveis para quem anda em Cristo.O convite permanente é este: como, por vezes cantamos, que a nossa vida no altar de Deus confirme a nossa oração. 2. Àqueles que ainda não se batizaram o convite é o

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006
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