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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.
Isaías
Israel Belo de Azevedo

Isaías 9.1-6 — E ELE SERÁ CHAMADO (Alcenir Mota)

Em Isaías 9.1-6, lemos as seguintes palavras, que lemos como promessas: "Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz. Fizeste crescer a nação e aumentaste a sua alegria; eles se alegram diante de ti como os que se regozijam na colheita, como os que exultam quando dividem os bens tomados na batalha. Pois tu destruíste o jugo que os oprimia, a canga que estava sobre os seus ombros, e a vara de castigo do seu opressor, como no dia da derrota de Midiã. Pois toda bota de guerreiro usada em combate e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, como lenha no fogo. Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz". (Isaías 9.1-6 — NVI) UM MENINO O povo de Deus está passando por grandes dificuldades em função do inimigo que se aproxima. O pecado trouxe conseqüências graves para nação. O profeta Isaías diz que vive no meio de um povo pecador, que não teme ao Senhor e caminha na escuridão a passos largos para destruição. É dentro desse contexto que surge essa profecia. Garante o profeta: “Não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos”. São muitos cidadãos e famílias inteiras que passam por aflições. É a possibilidade da morte, a doença, a colheita que fracassou, a fome, e vários outros fatores que traziam angústia, desespero, escuridão. Isaías ainda afirma que este povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; que sobre aqueles que viviam na terra da sombra da morte raiou a luz. O jugo que tanto oprimia, a canga que pesava sobre os ombros, e a vara do opressor, que marcas profundas deixava, serão totalmente destruídos. O acontecimento que vai transformar a realidade do povo; das trevas para luz, da desesperança à esperança, é o nascimento de uma criança: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros.” Como o nascimento de um bebê vai trazer uma nova perspectiva de vida a esse povo? Essa criança é diferente! Esse menino vai proporcionar ao seu povo algo que ele nunca imaginou. E Ele será chamado … NOMES Meu nome é Alcenir, união de “Alc” de Alcineu meu pai e de Enir minha mãe. Alguns pais procuram conhecer o significado do nome que querem dar a seus filhos, mas nem todos têm essa preocupação. No entanto, na cultura hebraica o nome era muito importante, servia não apenas de rótulo, mas também para identificar a pessoa à qual era associado e indicar o seu caráter, refletia a essência do indivíduo. Esse costume fica claro no episódio em que a arca da aliança é tomada pelos filisteus: "Nessa época os israelitas saíram à guerra contra os filisteus. Eles acamparam em Ebenézer, e os filisteus em Afeque. Os filisteus dispuseram suas forças em linha para enfrentar Israel, e, intensificando-se o combate, Israel foi derrotado pelos filisteus, que mataram cerca de quatro mil deles no campo de batalha. Então mandaram trazer de Siló a arca da aliança do  Senhor  dos Exércitos, que tem o seu trono entre os querubins. E os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, acompanharam a arca da aliança de Deus. Então os filisteus lutaram e Israel foi derrotado; cada homem fugiu para a sua tenda. O massacre foi muito grande: Israel perdeu trinta mil homens de infantaria.  A arca de Deus foi tomada, e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, morreram. Naquele mesmo dia um benjamita correu da linha de batalha até Siló, com as roupas rasgadas e terra na cabeça. Quando ele mencionou a arca de Deus, Eli caiu da cadeira para trás, ao lado do portão, quebrou o pescoço, e morreu, pois era velho e pesado. Sua nora, a mulher de Finéias, estava grávida e perto de dar à luz. Quando ouviu a notícia de que a arca de Deus havia sido tomada e que seu sogro e seu marido estavam mortos, entrou em trabalho de parto e deu à luz, mas não resistiu às dores do parto.  Enquanto morria, as mulheres que a ajudavam disseram: — Não se desespere; você teve um menino. Mas ela não respondeu nem deu atenção. Ela deu ao menino o nome de Icabode , e disse: — A glória se foi de Israel (Porque a arca foi tomada e por causa da morte do sogro e do marido.)  E ainda acrescentou  — A glória se foi de Israel, pois a arca de Deus foi tomada”. (1 Samuel 4.1, 2, 4, 10-12, 18-22 — NVI) A nora do profeta Eli tem um filho e lhe dá o nome de Icabóde, que significa glória nenhuma, porque a glória se foi de Israel, pois a arca de Deus não está mais entre o povo de Deus. Quando Moisés é convocado a socorrer o povo hebreu (Êxodo 3), indo até faraó para retirar seus irmãos da escravidão no Egito, faz a seguinte pergunta a Deus: — Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: Qual é o nome dele?” Que direi?” A resposta de Deus a Moisés é um marco no processo da Sua revelação ao homem: — Moisés, Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês. Diga que o Eu Sou é transcendente, que não é limitado por pensamentos, crenças, ou qualquer outra coisa. O Eu Sou não limita a natureza de Deus a qualquer característica em particular: Ele é o que Ele é. MUITOS NOMES, UMA SÓ PESSOA Deus, portanto, é

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Israel Belo de Azevedo dezembro 6, 2011

Isaías 9.1-7: VOCABULÁRIO DO NATAL, 1 — PROFETAS

Deus fala através de profetas ainda hoje. Os profetas são aqueles que estão com o ouvido colocado na boca de Deus. Falam (ou só devem falar) o que Deus quer que o povo ouça. O profeta fala para o presente sobre o passado, sobre o presente e sobre o futuro. Tomemos o exemplo de Esdras. Quando ora (Esdras 9), Esdras, um sacerdote que conservou a sua missão profética, confessa os pecados do povo e espera que o povo confesse os seus pecados, sentindo-se envergonhado pelo que os seus antepassados fizeram. Eis suas palavras: "Meu Deus, estou por demais envergonhado e humilhado para levantar o rosto diante de ti, meu Deus, porque os nossos pecados cobrem a nossa cabeça e a nossa culpa sobe até os céus. Desde os dias dos nossos antepassados até agora, a nossa culpa tem sido grande". (Esdras 9.6-7a — NVI) Banhadas em lágrimas, estas palavras revelam a atitude que deve ser a nossa diante do pecado que nossos antepassados cometeram e nós continuamos a trágica tradição. No plano pessoal e no plano comunitário, o passado é sempre presente, enquanto não for confessado como errado, como contrário à vontade de Deus. Quando Pedro, mais profeta do que sacerdote, se dirige ao povo no dia Pentecoste, possivelmente em junho do ano 28 da nossa era: “Israelitas, ouçam estas palavras: Jesus de Nazaré foi aprovado por Deus diante de vocês por meio de milagres, maravilhas e sinais que Deus fez entre vocês por intermédio dele, como vocês mesmos sabem. Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram, pregando-o na cruz. Mas Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse". (Atos 2.22-24 — NVI) O profeta põe o dedo na ferida, mas sempre sem esquecer a esperança, a esperança que canta que Deus ainda hoje rompe os laços da morte, esperança que há para os que se convertem a Jesus e se põem a segui-lO no seu caminho. O Cristianismo na América Latina é culpado de destruir culturas, massacrar índios e escravizar os negros, ao concordar com as práticas dos colonizadores e fazer parte do sistema escravagista, até mesmo justificando-o. Aqui houve profetas, como Bartolomé de las Casas. O mesmo se aplica aos cristãos nos Estados Unidos. Ali houve profetas, um deles sendo o pastor Martin Luther King Jr, que pagou com a vida o sonho pela igualdade entre brancos e negros. No Brasil em geral, é vergonhoso o lugar que temos dados às mulheres, que ainda hoje ganham menos que os homens para fazer o mesmo trabalho que eles. No caso do Brasil batista, há várias pastoras, ordenadas legitimamente por igrejas batistas, mas a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil se recusa a incorporá-las ao seu rol. Eu não faço parte desta Ordem. Eu não posso fazer parte desta Ordem. Os profetas da igreja devem falar ao mundo, e também à igreja, o que Deus quer falar que o povo ouça. Neste caso, os profetas devem dizer que "na família de Cristo não pode haver divisões entre judeus e não judeus, escravos e livres, homens e mulheres. Entre vocês todos são iguais". (Gálatas 3.28 — A MENSAGEM) Na antiguidade Deus falava com os seus profetas por meio de sonhos e visões. Hoje ele ainda fala por meio de sonhos e visões, mas fala sobretudo por sua Palavra, o livro a que chamamos de Bíblia. Os profetas no passado contaram que haveria o Natal. Lemos suas profecias na Bíblia, como a de Isaías, que imagina o que aconteceria como já tendo acontecido, porque para nós já aconteceu. "Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz". (Isaías 9.6 — NVI) Conhecemos e memorizamos esta profecia, cujo texto todo é inspirador e desafiador. "O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz. Fizeste crescer a nação e aumentaste a sua alegria; eles se alegram diante de ti como os que se regozijam na colheita, como os que exultam quando dividem os bens tomados na batalha. Pois tu destruíste o jugo que os oprimia, a canga que estava sobre os seus ombros, e a vara de castigo do seu opressor, como no dia da derrota de Midiã. Pois toda bota de guerreiro usada em combate e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, como lenha no fogo. Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do  Senhor  dos Exércitos fará isso". (Isaías 9.2-7 — NVI) O povo caminhava em trevas e recebeu a profecia do Natal do Salvador. A igreja hoje, ao contar a história do Natal ocorrido, profetiza, como Isaías profetizou. O povo caminha em trevas e precisa da profecia do Natal de Jesus Cristo. Tomemos uma exemplo. Toda última sexta-feira de Novembro, logo após o dia de Ações de Graças nos Estados Unidos, o comércio faz faz com descontos de até 90% dos seus produtos, chamando-o de Sexta-Feira Negra ("Black Friday"). As pessoas lotam as lojas. Em 2011, uma mulher, para garantir o seu consumo, usou uma arma com gás pimenta para eliminar os concorrentes e fazer suas compras. Várias pessoas ficaram feridas pela luz do consumo. Aquela mulher caminhava nas trevas. Caminham nas trevas todos os que pensaram que o consumo é a essência da vida ou o que resta da vida. O consumo como um sentido para a vida é sentido cheio de trevas, sem clara luz, sem a clara

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Israel Belo de Azevedo novembro 28, 2011

DO FUNDO DO POÇO (Lamentações 3.55-56)

Clamei pelo teu nome, Senhor , das profundezas da cova. Tu ouviste o meu clamor: ‘Não feches os teus ouvidos aos meus gritos de socorro’. Tu te aproximaste quando a ti clamei e disseste: ‘Não tenha medo’. Senhor, tu assumiste a minha causa; e redimiste a minha vida. Tu tens visto, Senhor, o mal que me tem sido feito. Toma a teu cargo a minha causa! Tu viste como é terrível a vingança deles, todas as suas ciladas contra mim. Senhor, tu ouviste os seus insultos, todas as suas ciladas contra mim, aquilo que os meus inimigos sussurram e murmuram o tempo todo contra mim. Olha para eles! Sentados ou em pé, zombam de mim com as suas canções. Dá-lhes o que merecem, Senhor, conforme o que as suas mãos têm feito. Coloca um véu sobre os seus corações e esteja a tua maldição sobre eles. Persegue-os com fúria e elimina-os de debaixo dos teus céus, ó  Senhor". (Lm 3.55-66 — NVI)   Esta oração tem duas partes. Destaquemos que a segunda (versos 59-66) segue o mesmo diapasão das preces anteriores e pede justiça. O sofrimento da cidade, personificada na pessoa do poeta, foi agravada por insultos, ameaças, deboches e ciladas. Em sua oração, o poeta encontra uma solução para a sua dor: a eliminação dos seus inimigos, para que parem de provocar a dor. Neste sentido, o lamento se aproxima dos chamados cânticos de imprecação (ou xingamentos) que lemos no Saltério (Salmos 3 a 7, 9, 10, 12-14, 17, 22, 25, 28, 31, 35, 36, 38, 39, 41-44, 49 e 51-61, 63, 64, 70, 71, 73, 74, 77, 79, 80, 83, 85, 86, 88, 90, 94, 102, 109, 120, 122, 123, 125, 129, 130, 127, 139-143). A leitura destes lamentos deve considerar três pressupostos. O primeiro é que na literatura do Antigo Testamento as adversidades são sempre personificadas; assim, pedir o fim dos inimigos é pedir o fim dos problemas, atitude que qualquer pessoa moderna pode assumir. O segundo é que devem ser meditados junto com os ensinos de Jesus Cristo, que espera que amemos os inimigos, tendo ele mesmo perdoado os seus algozes. O terceiro é que o sofrimento, como megafone de Deus, uma vez que, na conhecida expresão de C.S. Lewis, ele “sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nossos sofrimentos”. 1 Em outros termos, o sofrimento pode e deve nos levar a uma vida de mais intimidade com ele. Isto não quer dizer que Deus nos mande padecer (embora possa fazê-lo em casos absolutamente excepcionais) para o buscar. No caso do autor de Lamentações — e chegamos ao coração desta prece, que está na primeira parte (versos 55 a 58) — o poeta clamou ao Senhor do fundo do poço e o Senhor se aproximou dele, assumindo a sua defesa, a qual anunciou por meio de um sussurro suave e claro: "Não tenha medo". A partir daí, toda vez que o medo se agigantava, ele se lembrava dessa promessa divina como um muro de esperança, desenvolvendo uma certeza eloquente: "Graças ao grande amor do Senhor  é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã". (Lm 3.23) Precisamos, como ensinou Paul Tournier, "aceitar com realismo a condição humana onde Deus nos pôs para que voltemos a ele, para que abandonemos cada dia mais o que existe de pecaminoso em nosso medo e para conservar seu aguilhão, na medida em que o próprio Deus o pôs em nosso coração a fim de nos darmos conta de nossa miséria”. 2 Estes cuidados nos permitem captar que o Deus antes percebido como distante e irado é agora o Deus que se aproxima, o Deus da misericórdia que nos ouve quando, mesmo no fundo do poço, recorremos a ele. E sua palavra, como aquela que Jesus proferiu às vésperas de ir embora, é: não tenha medo ou: "Não fiquem aflitos. Creiam em Deus e creiam também em mim" (João 14.1). "Não tenha medo" — escutamos este canto dos lábios divinos dezenas de vezes na sua Palavra. Reescutemos algumas: Quando nos dá uma tarefa, ele promete: . "O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não se desanime!” (Dt 31.8 — NVI) . "Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o  Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. (Js 1.9 NVI) "Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão: ‘Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade’”. (At 18.9-10 — NVI) Quando passamos por dificuldades, podemos ouvir sua voz: . "Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa. (Is 41.10 — NVI) . "Não terá medo da calamidade repentina nem da ruína que atinge os ímpios, pois o Senhor será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha" (Pv 3.25-26 — NVI) Estas promessas decorrem daquilo que Deus é, não do que somos: . "Não tremam, nem tenham medo. Não anunciei isto e não o predisse muito tempo atrás? Vocês são minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não existe nenhuma outra Rocha; não conheço nenhuma”. (Is 44:8 — NVI) Jesus sempre animou os seus seguidores, com palavras de sabedoria e esperança: . "Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.  Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês.  Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!" (Mt 10.28-31 — NVI)

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Israel Belo de Azevedo outubro 31, 2011

Jeremias 10.23-25: E O NOSSO FUTURO?

Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho, nem do homem que caminha, o dirigir os seus passos. Castiga- me, ó Senhor, mas com medida, não na tua ira, para que me não reduzas a nada. Derrama a tua indignação sobre as nações que te não conhecem e sobre as gerações que não invocam o teu nome; porque devoraram a Jacó; devoraram-no, consumiram-no e assolaram a sua morada. (Jr 10.23-25 — ARC) Há, entre os leitores da Bíblia, duas grandes perguntas, entre outras. A primeira é: como saber o que nos compete e o que compete a Deus na tarefa da vida? A segunda é: Deus realmente se ira contra as pessoas, como tantas vezes lemos na sua Palavra? Estas duas indagações moravam nas mentes dos israelitas contemporâneos de Jeremias (século VI a.C.). Suas razões guardam distâncias e semelhanças com as nossas. Havia entre os israelitas um sentimento de inalcançabilidade. Como Deus estava com eles, nada lhes poderia acontecer. Deus, no entanto, era mais uma espécie de amuleto do que uma pessoa real. Nos dias de hoje, seria como alguém se sentir protegido: . ou por ter um santo padroeiro; . ou por guardar no peito um crucifixo; . por carregar uma Bíblia de baixo do braço; . ou por portar uma carteirinha de membro de uma igreja evangélica; . ou por ter participado de dois cultos no domingo passado; . ou por se encontrar sob a "cobertura espiritual" de um pastor ou apóstolo. Deus é uma efígie que se compra e não uma pessoa que nos ama e deve ser amada por nós. Quando lemos os sermões do profeta Jeremias, ficamos assustados com a coexistência deste sentimento de proteção especial e da idolatria que grassava entre a maioria dos israelitas, inclusive de seus líderes políticos e religiosos. NÃO É DO HOMEM O SEU CAMINHO Ao mesmo tempo, os contemporâneos de Jeremias tocavam suas vidas como se não houvesse um profeta que os advertisse ou um Deus que se incomodasse com os seus pecados. Eles estavam firmados na aliança que celebraram com Deus, aliança que lhes prescrevia um compromisso que não seguiam e nem se preocupavam com as consequências do seu não-seguimento. Estavam protegidos e pronto. Faziam seus planos, nos quais Deus estava ausente. Eram donos do seu presente e do seu futuro. Seu futuro seria o que planejassem. Então, Jeremias lhes prega que o seu caminho não lhes pertencia e que não lhes cabia dirigir os seus passos. ("Eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho, nem do homem que caminha, o dirigir os seus passos" — Jr 10.23 00 ARC) Em outras palavras, o que o profeta lhes anuncia é que o homem não é senhor do seu futuro, uma vez que não "pode controlar o que acontece na sua vida" (Jr 22.23 — NTLH). Outro profeta, seis séculos depois, lamentou esta jactância humana:  "vós que dizeis: ‘Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, contrataremos e ganharemos’. Digo- vos que não sabeis o que acontecerá amanhã" (Tg 4.13-14a — ARC) Submeti-me a várias cirurgias, numa história que talvez seja a sua; as duas últimas formaram um contraste vigoroso. A penúltima era considerada muito séria, para extirpar um órgão canceroso; a última era tida como simples, para limpar as pernas de varizes de grosso calibre. Para aquela eu me preparei longamente; para esta, foram poucos os cuidados. Aquela demandou muita oração. Esta demandou menos oração. Para a do câncer, eu me internaria, seria operado, iria para o CTI e ficaria alguns dias no quarto do hospital.  Para a de varizes eu me internaria, seria operado e sairia no dia seguinte. Ser operado de câncer é algo sagrado; tirar varizes é coisa profana. O câncer toca no mistério. As varizes cabem nos planos. Quanto as coisas são previsíveis, não oramos ou oramos pouco. Tocamos nossas vidas, a menos que uma doença vil nos toque. Como as doenças vis são raras, são raras as nossas orações. Quem ora porque está com dor de cabeça? Também no campo da saúde, dizemos: "amanhã iremos a tal hospital, lá passaremos um dia e logo voltaremos para casa. Não precisam se preocupar". Confiamos na medicina, como confiamos nos automóveis, como confiamos nos aviões. Não há lugar para Deus, a menos que um acidente nos flagre. Então, Tiago nos diz: sim, você vai fazer isto ou aquilo, mas se Deus quiser. Se ele permitir. Se ele agir para que as coisas naturais aconteçam naturalmente. Se ele intervir para que o extraordinário suceda. Temos ouvido que Deus é o Deus dos impossíveis. É verdade, mas  ele também é o Deus dos possíveis. Ele está presente no milagre e também na rotina, no previsível e no previsto. Precisamos chamar Deus para a rotina, para a rotina de uma consulta médica, para a disciplina metódica dos estudos numa escola, para a sequência dos dias de trabalho, para a previsível leitura de um livro, para a alegria banal de uma festa de aniversário, para a tranquilidade de uma viagem de férias. Na tarefa da vida, o que compete a Deus? tudo. O que compete ao homem? tudo. Tudo é para ser feito em conjunto, pelos dois. O homem não deve se afobar. O homem não deve cruzar os braços. O homem faz o caminho, mas o caminho é de Deus. O homem dá os passos, mas estes passos devem seguir na direção que Deus indicar. DESVIA A TUA IRA, SENHOR A oração de Jeremias prossegue com um pedido, para nós, estranho: "Castiga-me, ó Senhor, mas com medida, não na tua ira, para que me não reduzas a nada. Derrama a tua indignação sobre as nações que te não conhecem e sobre as gerações que não invocam o teu nome; porque devoraram a Jacó; devoraram-no, consumiram-no e assolaram a sua morada". (Jeremias 10.24-25 ARC) Jeremias ora a um Deus poderoso. Que bom: porque só um Deus poderoso pode transformar as coisas impossíveis em viáveis. Não nos esqueçamos disto:

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Israel Belo de Azevedo outubro 24, 2011

Jeremias 20.7-12: APRESENTANDO NOSSA CAUSA DIANTE DE DEUS

Jeremias pregou um sermão poderoso (Jeremias 19), um "peso" de Deus para o povo. Por causa do seu pecado, de ter cultuado a Baal e sacrificado seus filhos perante este deus repugnante, os israelitas seriam quebrados como um pote de barro. Cumprindo ordens expressas de Deus e para ilustrar a mensagem, Jeremias pegou um vaso de barro e o quebrou em vários pedaços. O povo deve ter ficado impressionado. Numa tentativa de o deter, o supervisor dos assuntos religiosos da época, de nome Pasur, ouviu este sermão e mandou dar uma surra em Jeremias, que ficou preso por 24 horas no tronco da prisão. Neste momento doloroso, Jeremias faz uma estranha oração (Jeremias 20.7-12 — VAM). "Senhor, tu me enganaste, e eu fui enganado; foste mais forte do que eu e prevaleceste. Sou ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim. Sempre que falo é para gritar que há violência e destruição. Por isso a palavra do  Senhor  trouxe-me insulto e censura o tempo todo. Mas, se eu digo: “Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome”, é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim. Estou exausto tentando contê-lo; já não posso mais! Ouço muitos comentando: “Terror por todos os lados! Denunciem-no! Vamos denunciá-lo!” Todos os meus amigos estão esperando que eu tropece, e dizem: “Talvez ele se deixe enganar; então nós o venceremos e nos vingaremos dele”. Mas o  Senhor   está comigo, como um forte guerreiro! Portanto, aqueles que me perseguem tropeçarão e não prevalecerão. O seu fracasso lhes trará completa vergonha; a sua desonra jamais será esquecida. Ó  Senhor dos Exércitos, tu que examinas o justo e vês o coração e a mente, deixa-me ver a tua vingança sobre eles, pois a ti expus a minha causa. (Jeremias 20:7-12 NVI) A CONDIÇÃO DE JEREMIAS O profeta Jeremias falava o contrário do que o povo queria ouvir. As pessoas queriam ouvir uma mensagem politicamente correta e bem adocicada: de que Deus amava a todos e não iria permitir que lhes alcançassem as consequências dos seus pecados. O povo queria ouvir que podia seguir a qualquer deus, que o verdadeiro Deus não se importaria. O povo queria ouvir que podia fazer o que bem entendesse, que Deus daria um jeito de o abençoar. O que Jeremias dizia era refutado como sendo algo inaceitável. À sua mensagem o povo reagia com zombaria. Além da zombaria, o profeta tinha que enfrentar ameaças de morte. Outros estavam de olho nele esperando que cometesse algum deslize para o desmoralizar. A RECLAMAÇÃO DE JEREMIAS Jeremias reclama: ele prega exatamente como Deus lhe pede e apanha (literalmente) por isto. Aborrecido e confuso, o profeta, então, toma uma decisão. Podemos imaginar que tenha dito no seu coração: "Não vou pregar mais, não vou anunciar o amor de Deus para este povo. Eles é que arquem com os salários dos seus pecados. Lavo as minhas mãos. Fiz a minha parte". No entanto, tal é o seu amor por Deus que não consegue se calar. O nome de Deus (isto é: Deus mesmo) lhe arde no coração e brota naturalmente dos seus lábios. Os apóstolos Pedro e João, na manhã do Cristianismo, entenderam isto quando, proibidos de pregar sobre Jesus, recusaram colaborar, informando arriscadamente às autoridades: "não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido" (Atos 4.20). Quando flagrados pregando pelas mesmos donos do poder que lhes questionaram, responderam com redobrada ousadia: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5.29). A ATITUDE DE JEREMIAS Em lugar de se recolher, Jeremias volta a falar do que tem visto e ouvido. Não olha mais para os seus inimigos. Ele não consegue não obedecer a Deus. Não olha mais para os seus problemas. Ele olha para Deus. E se enche de uma convicção: "Deus está comigo" (verso 11). Deus está do meu lado — eis a sua confiança. Jeremias, então, olha para Deus como o que Deus é: Senhor dos Exércitos (verso 12). Esta expressão, própria da cultura da época, significa "comandante em chefe das forças armadas" ou simplesmente "o guerreiro mais valente". Jeremias enfrenta inimigos que se opõem a Deus, mas Deus, que ele vê como um "poderoso valente", vai lutar por ele e sabe de antemão quem vencerá. O olhar de Jeremias para Deus faz toda a diferença e enche o seu coração de coragem. O que ele enfrentava demanda coragem. O que ele enfrentaria demandaria coragem. Quando lemos as páginas seguintes do livro que leva seu nome, notamos que Jeremias viveu na certeza que Deus estava ao seu lado. QUANDO SOMOS JEREMIAS, QUE FAZER? Se estivermos sendo afligidos por inimigos, devemos buscar a solução que Jeremias encontrou. Na cultura hebraica, bastante concreta, não se pensa, como nós, em "problemas". Os hebreus preferiam pensar em inimigos de carne e osso. Os salmos estão cheios de orações por livramento de inimigos. Podemos entender a palavra assim e podemos ampliá-la para incluir todo tipo de problemas, sejam de pessoas ou de situações que nos fustigam e fazem sofrer. Como Jeremias resolve o seu problema? A resposta é bastante simples: Jeremias ora. Eis como devemos resolver nossos problemas: orando. Como orar? Além dos ensinos de Jesus, temos mais de 220 orações de pessoas reais que colocaram suas causas diante de Deus. Ler estas orações é uma escola para nós. O que aprendemos com a oração deste profeta? 1. Aprendemos que a situação de Jeremias encontra paralelo na condição da Igreja Cristã em todos os tempos e também nos dias que correm, tanto naqueles países onde os cristãos são perseguidos formalmente quanto naqueles (como o nosso) em que os cristãos são rejeitados não por comportamentos reprováveis (merecidamente nestes casos! que vergonha!) mas pela mensagem que pregam. Qual é a origem do nosso problema? Ele vem de nossa fidelidade a Deus ou vem de nossa infidelidade a Deus? Ele vem de causas que não sabemos, de coisas que não fizemos? Precisamos responder honestamente a estas perguntas. Se nosso sofrimento vem de nossa

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Israel Belo de Azevedo outubro 24, 2011
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Israel Belo de Azevedo outubro 20, 2011
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Israel Belo de Azevedo outubro 19, 2011
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Israel Belo de Azevedo outubro 18, 2011
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Israel Belo de Azevedo outubro 17, 2011
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