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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

João 14.04-06: JESUS É A VERDADE

JESUS É A VERDADE João 14 .4-6 Em 1980, houve uma escavação arqueológica ao sul de Jerusalém, documentada pelo canal de televisão inglês, BBC. O resultado foi uma tumba com vários ossários com ossos e fragmentos dispersos. Os cientistas não deram muita importância. Quase 30 anos depois, um outro canal de televisão (“Discovery Channel”) fez um longo documentário mostrando que os restos mortais ali encontrados eram de Jesus, sua mãe Maria, sua esposa Maria Madalena, seu filho Judá e outros membros da sua família. Um dos pesquisadores da época, Amós Kloner, que dirigiu as escavações, ficou furioso: “O documentário não é sério. Eles estão “inventando” coisas. Eles não descobriram nada. Tudo já foi publicado. Não há base para se fazer um documentário como este ou para identificar esta família como sendo a família de Jesus”. (“Jesus’ tomb found” claim as empty as Jesus’ [real] tomb. Disponível em .) A história deste documentário é uma história de uma mistificação: como, em nome do espetáculo (e do dinheiro), miragens se transformam em imagens e ficção vira ciência. Não foi a primeira vez. Lembram-se do frenesi com a “descoberta” dos ossos de Tiago, irmão de Jesus? Mesmo que não haja prova alguma que sejam de Tiago, os ossos ficam por aí como fantasmas ameaçando a verdade. Ao mesmo tempo, mesmo inventada, a “descoberta” fica no ar, podendo até mesmo virar descoberta (sem aspas). Foi assim com “O Código da Vinci”, o livro e o filme, que saíram da mesa da ficção para freqüentar a estante da ciência, provocando até debates. Semeia-se uma dúvida em torno de Jesus. Será que ele não foi casado? Será que ele ressuscitou mesmo? Será que a Bíblia fala mesmo a verdade? Há um interesse econômico nisto tudo (Jesus ainda faz sucesso nos meios de comunicação) e há também um interesse ideológico: colocar o relato bíblico na categoria da lenda. O Antigo e o Novo Testamento sofrem. Quem não tem fé fica firme na sua falta de fé. Quem tem fé pode ficar confuso. Vemos este empenho dessacralizador dentro e fora do cristianismo. Hipóteses, que são afirmativas que precisam de comprovação, são vendidas como certezas a serem consumidas. Recentemente li dois livros sobre os últimos dias anteriores à morte de Jesus. Um era de um médico cristão. O outro, de uma dupla de teólogos cristãos. O livro do médico, partindo da veracidade do texto bíblico, usava a ciência forense para descrever com rigor o sofrimento físico de  Jesus. O outro, partindo do pressuposto que o texto bíblico não é história, mas afirmação de fé, põe em dúvida alguns relatos dos Evangelhos. E o que põe no lugar? Especulações, sem nenhuma evidência documental. Acontece que especulação vende. UMA TRÍPLICE AUTO-AFIRMAÇÃO Trago este preâmbulo informativo a propósito de uma afirmativa categórica de Jesus Cristo, captada pelo evangelista João. [Jesus disse aos seus discípulos, próximo de sua morte:] (1) “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus;a creiam também em mim. (2) Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. (3) E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. (4) Vocês conhecem o caminho para onde vou”. (5) Disse-lhe Tomé: “Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho?” (6) Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”. Tomé, um dos discípulos de Jesus, comparece nos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) apenas com o seu nome. No Evangelho de João, no entanto, ele é uma personagem. Devemos prestar atenção nele. Tomé é o discípulo que se diz pronto para seguir Jesus até à morte (João 11.16). Ele é um símbolo dos mártires. Tomé é também o discípulo que se recusa a crer a partir do que os seus amigos viram, porque queria ver com os próprios olhos seu Mestre ressurreto (João 20.24). E quando o viu, soltou esta linda declaração de fé: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20.28). Aqui (no capítulo 14), Tomé disse desconhecer o caminho por onde Jesus seguiria para lhes preparar lugar no céu. Ele começa com uma afirmativa (“Senhor, não sabemos para onde vais”) seguida de uma pergunta (“como, então, podemos saber o caminho?”) Em sua resposta, Jesus não diz onde fica o caminho, nem o que é a verdade e nem  como se deve viver. Ele aponta para si mesmo e diz: “Eu sou o caminho para o Pai”. “Eu sou a verdade do Pai”, isto é, a revelação completa do Pai. “Eu sou o mapa da vida”. Em outras palavras, “a mensagem essencial de nosso Senhor foi Ele mesmo. Ele não apenas pregou o Evangelho; Ele mesmo é o Evangenho. Ele não apenas deu pão; Ele disse: “Eu sou o pão”. Ele não apenas trouxe luz; Ele disse: “Eu sou a luz”. Ele não apenas mostrou a porta; Ele disse: “Eu sou a porta”. Ele não apenas designou um pastor; Ele disse: “Eu sou o pastor”. Ele não apenas apontou o caminho; Ele disse:  “Eu sou o caminho,.a verdade e a vida” (J. Sidlow Baxter) Na resposta a Tomé (e a mim e a você), Jesus faz uma síntese de sua vida e missão. É como se reunisse numa só frase tudo o que já dissera de essencial a seu próprio respeito. É como se dissesse: minha mensagem sou eu mesmo. Ele já se apresentara como sendo o CAMINHO que leva à vida (Mateus 7.14) e como caminho para a justiça (Mateus 21.32). Os cristãos levaram tanto a sério sua fé em Jesus, que acabaram identificados como seguidores do Caminho (Atos 9.2; Atos 19.9; Atos 19.23; Atos 22.4; Atos 24.13; Atos 24.22), antes mesmos de serem conhecidos como cristãos (Atos 11.26; cf. Atos 15.23). Os cristãos somos chamados a seguir por este Caminho como sendo o seu caminho, por escolha e com temor e tremor, pois “o cristão não é alguém que

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Israel Belo de Azevedo abril 5, 2008

1Tessalonicenses 4.13-5.11 Aquele que veio voltará

Em relação à volta de Jesus Cristo, precisamos começar por afimar algumas CONVICÇÕES PRELIMINARES 1. Por ser essencial, não devemos ignorar o tema da volta de Cristo.O apóstolo Paulo usa esta mesma expressão (“não ignorem”) para nos advertir sobre outros equívocos que cometemos. Assim, há, portanto, outros temas que não devemos ignorar, como o lugar de Israel no plano de Deus (Romanos 11.25), nosso passado espiritual (1Coríntios 10.1), os dons espirituais  (1Coríntios 12.1) e nosso dever quanto aos necessitados (2Coríntios 1.8 ). 2. O tema da escatologia não deve estar à parte de uma vida reta: a vida é mais importante que a doutrina.Na verdade, nenhuma doutrina pode estar acima da vida. Jesus teve que enfrentar um grupo de religiosos que praticavam exatamente o oposto. Os fariseus não estavam nem aí para a vida, desde que a interpretação deles das Escrituras ficasse mantida. O parâmetro de Jesus é outro: o critério pelo qual alguém deve ser primariamente julgado não é sua crença certa, mas sua vida certa. 3. A parousia [palavra usada tecnicamente para anunciar a presença de um rei ou conquistador na cidade, que, quando chegava, recebia uma coroa de glória; aplicada a Jesus aparece, por exemplo, em aqui e em 1Tessalonicenses 3. 13; 4.15; 5.23; 2Tessalonicenses 2.1, 8; 1Co 15. 23] não deve ser motivo de controvérsias (polêmicas), mas de consolo e de consolo mútuo (1Tessalonicenses 4.18 e 5.13).As polêmicas sobre a segunda vinda são travadas em torno de sinais e datas. Sobre datas uns acham que Jesus deixou sinais (pistas) que nos indicam o quando de seu retorno. Para mim, os sinais são pistas que devemos esperar a vinda como um ladrão de Deus (sem previsão).Sobre datas há inúmeras correntes, entre as quais: pré-milenismo, pós-milenismo e amilenismo. Os pré-milenistas sustentam que Jesus voltará antes do milênio e evitará que experimentem a grande tribulaçãoOs pós-milenistas entendem que o milênio durará um longo período (e não necessariamente um período de mil anos); ao fim do milênio, Cristo voltará à terra, crentes e incrédulos serão  ressuscitados e julgados.Os amilenistas pressupõem que que não existe período de mil anos (milênio) que esteja por vir. Na Bíblia, a expressão milênio é metafórica. Quando Cristo voltar, haverá ressurreição e julgamento de crentes como de incrédulos.Em cada uma delas, há bifurcações. 1.4. Sabemos com certeza que Jesus retornará em tempo imprevisível. Para tanto, a Bíblia compara esta vinda com a chegada de um ladrão em nossas casas. Dois textos usam a mesma figura, para nos orientar:Em 1Tesalonicenses 5.2, o apóstolo Paulo recorda: “pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite”.O apóstolo Pedro também é preciso em seu ensino: “O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada” (2Pedro 3.10)Como Paulo, Pedro e os primeiros cristãos, devemos esperar a volta de Cristo como para o nosso tempo de vida. Nunca para depois de mortos. CONVICÇÕES ESSENCIAIS SOBRE A PAROUSIAA partir de seus pressupostos, cada leitor da Bíblia pode, com humildade, ficar com a interpretação que lhe dá mais conforto, uma vez que a Bíblia não é explícita.O que não se pode é perder o essencial. 1. Assim como viveu, morreu e ressuscutou diantes dos olhos humanos, Jesus voltará.Temos esperança, porque Jesus morreu e ressurgiu, TODA CONFISSÃO(1Tessalonicenses 4.13-14). Com os pastores dos desconhecidos campos de Belém que, avisados por coro de tão incrível formação,viram naquele lugar improvavel o nenéme nos braços de Maria O puderam tocar,creio, sem outros detalhes conhecer,que Jesus Cristo nasceu. Com Pilatos e os grandes e pequenos de Jerusalémque se assombraram com o corpo feito refém de inúmeras violênciastão rápido a vida perder,creio, diante de tantas evidências,que Jesus Cristo morreu. Com os que criam e com os que não criam tambémmesmo que seus ouvidos O tenham escutadoe seus olhos se tenham cruzadoe suas mãos O tenham abraçadomesmo sem tudo entender,creio que Jesus Cristo reviveu. Com os que esperam a hora do último amém,creio, mesmo sem o dia e o modo saber,que Jesus voltará com pompa e poder,para levar todo amigo seu— estou nesta lista de graça — para brincar com Ele na imensa praçaque nossos olhos chamam de céu. (IBA) 2. Jesus voltará para completar a obra da redenção do ser humano.É verdade que Jesus disse na cruz que, com sua morte, tudo estava consumada. Sim, a partir dali, nada mais seria necessário para que o homem pudesse ser redimido.No entanto, aprendemos na Bíblia que Jesus, no final dos tempos, entregará “o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder”; depois disso, Ele mesmo “se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos” (1Coríntios 15-24 4 28). A redenção será plena quando Deus for tudo em todos, por meio da obra terminada de Jesus Cristo. 3. Jesus voltará para que possamos morar para sempre com Ele.A certeza apostólica é cristalina: “estaremos para sempre com o Senhor” ( (1Tessalonicenses 4.17)Ao falar da morte como sono, Paulo nos ensina que não devemos absolutizar nem a morte, nem a vida.Ao se referir à nossa morada com o Pai como sendo para sempre, o apóstolo está colocando as coisas nos seus devidos lugares: o que é relativo (a morte) é relativo, e o que é absoluto (a vida eterna) é absoluto. Enquanto estamos na história, pode haver confusão, com o que é relativo parecendo mais absoluto que o absoluto; no céu, os papéis serão claros porque o pecado ali não entrará. ATITUDES NECESSÁRIAS DIANTE DA PAROUSIAMais que saber, devemos esperar a parousia de Jesus, com atitudes dignas de, pelo menos, duas convicções: 1. Sentindo-nos consolados com a promessa de sua volta (1Tessalonicenses 4.15).Quando perdemos a perspectiva da parousia, perdemos a perspectiva da vida.Esta esperança é para nos dar alegria, jamais medo, não importa se estaremos vivos ou se estaremos mortos (“dormindo”). Não é melhor nem pior estar vivo por ocasião da parousia.

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Israel Belo de Azevedo abril 5, 2008

Mateus 16.13-21: UMA PERGUNTA ESSENCIAL

Jesus não tinha residência fixa. Ele era um pregador itinerante. Não pastoreava uma igreja. Jesus era um professor peripatético. Não tinha uma escola onde ensinasse regularmente. Em suas viagens missionárias, acompanhado por seus alunos, curava e ensinava. Sua mensagem, na contramão das religiões e das ideologias da época, dava significado a vidas de pessoas cujas vidas não tinham significado.Sua mensagem tinha um conteúdo básico: o Reino de Deus tinha chegado com Ele, para inaugurar uma nova era na terra, a partir do perdão dos pecados dos que cressem nEle como Messias (para os judeus) ou Salvador (para os não-judeus).Onde ele chegava, suas ações e palavras geravam paz mas também espada. Sim, espada e paz. Não há como uma pessoa ficar indiferente ao evangelho; neste sentido, o Evangelho é espada porque demanda decisão. Ao tempo de Jesus (como em todas épocas), alguns preferiam ficar com suas tradições religiosas à novidade do Evangelho, enquanto outros recusavam o Evangelho por terem seus interesses contrariados com a proposta radical do Reino de Deus ensinado e vivido por Jesus.Para muitos, contudo, o Evangelho era (como é) paz para quem recebe a sua oferta de paz. E ao longo do pastorado diferente de Jesus muitas pessoas, homens, mulheres, crianças, jovens, adolescentes, adultos, escravos, livros, judeus, romanos, estrangeiros, aceitaram sua oferta de paz e passaram a fazer parte do Reino de Deus. 1. HISTÓRIA DE UMA DESCOBERTAMas Jesus não era destas quiromantes que lêem as mãos e anunciam um futuro brilhante para o primeiro incauto que parar diante delas. Aliás, segundo o folclore familiar, quando eu era garoto, passeando por Colatina (no Espírito Santo), diziam meus pais, uma dessas segurou minhas mãos e leu nelas um futuro brilhante para mim: rico e famoso. Ouvindo o vaticínio, completamente falso, alguém se ofereceu para ficar comigo; como meus pais recusassem, tentou até me “comprar”. Minha vida, nem rica, nem famosa, mostra que a quiromancia é um engodo. Se conseguisse, teria levado gato por lebre. Jesus não era falacioso.Jesus não era destes pregadores que garantem sucesso após sucesso na vida, mas, ao contrário, falou de cruz, que há uma cruz a ser carregada por aquele que quer ser seu seguidor. Jesus não era mentiroso.Jesus não era destes homens que querem ser amados a qualquer preço e que fazem tudo para serem reconhecidos, para terem sempre pessoas formando-lhe uma claque. Jesus não era vaidoso.Por isto, depois de falar do preço do discipulado, perguntava aos seus seguidores se queriam deixá-lo. Jesus não barateava o Evangelho para descer mais  fácil na goela das pessoas. O Evangelho incluía o domingo do túmulo vazio, mas não excluía a sexta-feira da cruz.Mais de uma vez, ele confrontou corajosamente seus seguidores. Uma delas aconteceu numa de suas viagens (segundo o relato do evangelista Marcos).Depois de algum tempo tocando sua missão com os seus discípulos, “ele lhes perguntou:— Quem o povo diz que eu sou?Eles responderam: — Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, um dos profetas.— E vocês? — perguntou ele. — Quem vocês dizem que eu sou?Pedro respondeu:— Tu és o Cristo”.(Marcos 8.27-29) A mesma história é relatada com mais detalhes pelo evangelista Mateus. “Chegando Jesus à região de Cesaréia de Filipe, [cidade conhecida depois como Banias — ou Panias, em árabe — é uma cidade aos pés do Monte Hermon em Israel. Localizada  junto às Fontes de Banias, uma das nascentes do Rio Jordão, fica a 150 km ao norte de Jerusalém e 60 km a sudoeste de Damasco. Nela ficava a rocha de Pã (daí Panias), deus grego dos pastores.] perguntou aos seus discípulos:— Quem os outros dizem que o Filho do homem é? [Filho do homem é uma expressão que o profeta Ezequiel usou 93 vezes para se referir a si mesmo; Jesus fez o mesmo e por 80 vezes aplicou o título a si mesmo, indicando sua natureza humana. Estêvão se refere a Jesus como filho do homem.]Eles responderam:— Alguns dizem que é João Batista [que morrera alguns anos antes]; outros, Elias [que viveu no século 9 antes de Cristo]; e, ainda outros, Jeremias [que viveu no século 7 antes de Cristo] ou um dos profetas.— E vocês? — perguntou –. Quem vocês dizem que eu sou?Simão Pedro respondeu:— Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.Respondeu Jesus:— Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus. E eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades [inferno] não poderão vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus. Então advertiu a seus discípulos que não contassem a ninguém que ele era o Cristo. Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém [localizada 150 km ao sul] e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia”.(Mateus 16.13-21) A resposta de Pedro é simplesmente extraordinária. Ninguém a formulara antes dele. É como se, de repente, tudo lhe fizesse sentido. A vida passou a ter significado, porque sua espera pelo Messias terminara, porque o Messias chegara.Todo aquele que, perguntado “quem é Jesus?”, oferece a mesma resposta que Pedro deu, alcança o significado da vida. O significado da vida, portanto, depende da resposta a esta pergunta: “Quem é Jesus?” Antes de pensarmos na resposta, pensemos na pergunta. Por que Jesus a fez? 2. EM BUSCA DE RELACIONAMENTOS PROFUNDOSOlhando detidamente a história, notamos que Jesus fez esta pergunta como parte de seu projeto de construir relacionamentos.No meio de uma caminhada, ele dá uma parada e faz duas perguntas: a primeira é “o que andam dizendo por aí a meu respeito”; a segunda, depois de ouvir atentamente as respostas, é: “o que vocês

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Israel Belo de Azevedo março 8, 2008

Mateus 1.1-17: DEUS É O SENHOR DA (NOSSA) HISTÓRIA

DEUS É O SENHOR DA (NOSSA) HISTÓRIAMateus 1.1-17 (1) Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão: (2) Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos;(3) Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar; Perez gerou Esrom; Esrom gerou Arão;(4) Arão gerou Aminadabe; Aminadabe gerou Naassom; Naassom gerou Salmom;(5) Salmom gerou Boaz, cuja mãe foi Raabe; Boaz gerou Obede, cuja mãe foi Rute; Obede gerou Jessé;(6) e Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido mulher de Urias;(7) Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa;(8) Asa gerou Josafá; Josafá gerou Jorão; Jorão gerou Uzias;(9) Uzias gerou Jotão; Jotão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias;(10) Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amom; Amom gerou Josias;(11) e Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. (12) Depois do exílio na Babilônia: Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel;(13) Zorobabel gerou Abiúde; Abiúde gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azor;(14) Azor gerou Sadoque; Sadoque gerou Aquim; Aquim gerou Eliúde;(15) Eliúde gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Mata gerou Jacó;(16) e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. (17) Assim, ao todo houve 14 gerações de Abraão a Davi, 14 de Davi até o exílio na Babilônia, e 14 do exílio até o Cristo. Quando lemos a Bíblia, ficamos um pouco entediados quando nos deparamos com genealogias. Há muitas na Palavra de Deus, inclusive nos Evangelhos. O primeiro dos relatos biográficos de Jesus Cristo principia com uma genealogia. Como nos demais casos, esta não está aqui por acaso e nem é para ser pulada. É para ser lida e vivida.Lendo a genealogia de Jesus Cristo aprendemos muito. Tudo na Bíblia tem um significado. Até mesmo uma genealogia (e esta não é a única) nos inspira. 1. DEUS SE MOSTRA NA HISTÓRIA.Quando escreve a história de Jesus, Mateus põe suas raízes na história. Por isto, faz um estudo genealógico. Mateus quer que seus leitores compreendam que Jesus é uma pessoa histórica real, que hoje nem os céticos mais agudos negam. O evangelista não faz como seus contemporâneos ou antecessores, dados a repetir fantasias, sem pesquisar.Este cuidado nos oferece duas reflexões: 1.1. Este tipo de preocupação nos mostra que os relatos sobre Jesus nos Evangelhos são confiáveis. Devem evidentemente ser lidos à luz da historiografia disponível. A história é interpretada teologicamente, mas toda história o é; a diferença é que Mateus deixa claro qual é sua teologia: Jesus é o Messias, isto é, o enviado de Deus para a salvação da humanidade. Esta resposta ecoa pelas páginas da Bíblia e deve encontrar eco em cada coração. 1.2. Somos chamados a viver na história; não fora dela. Somos chamados a transformar a história, mesmo sabendo das dificuldades deste empenho. Um cristianismo desinteressado dos destinos da comunidade/sociedade é uma negação do cristianismo. 2. DEUS CONDUZ A HISTÓRIAEntendemos melhor esta genealogia, aprendendo um pouco sobre Ciro.Ciro foi um governante persa (logo, não judeu), que participou da história da reconstrução da cidade de Jerusalém. Deus o chama de “meu pastor” e “ungido” (isto é, Messias — cf. Isaías 45.1): “Ele é meu pastor, e realizará tudo o que me agrada; ele dirá acerca de Jerusalém: ‘Seja reconstruída’, e do templo: ‘Sejam lançados os seus alicerces” (Isaías 44.28).Ainda hoje há Ciros fora dos muros das igrejas.Ainda hoje Deus chama Ciros dentro dos muros  das igrejas, para transformar este mundo.Podemos ser usados por Deus, se o temos como o nosso Senhor. 3. DEUS AMA PESSOAS REAIS.Quando revemos as histórias dos homens (37) e mulheres (cinco), ficamos assustados com Deus. Até compreendemos que muitos contemporâneos de Jesus o tenham rejeitado: seus antepassados não o recomendavam e seu presente (ao conviver com pessoas da margem da sociedade) não o credenciavam.Entre os homens, há pessoas sem qualquer registro de seus feitos. Assim mesmo fazem parte da história de Jesus. Há assassinos e idolatras. Assim mesmo fazem parte da história de Jesus. Há adúlteros e mentirosos. Assim mesmo fazem parte da história de Jesus. Há santos e ímpios. Assim mesmo fazem parte da história de Jesus. No caso das mulheres, parecem que foram escolhidas a dedo por suas faltas de virtude. Nenhuma delas teve boa reputação. Na verdade, à luz da história e da cultura do seu povo, todas as mulheres da lista são mulheres desprezíveis. Tamar foi uma prostituta eventual, mas prostituta. Raabe era uma estrangeira, que entrou na história dos hebreus, e era prostituta. Rute era também uma estrangeira (moabita! não podia ser pior) e se casou com um hebreu (Boaz).Bate-Seba, que não precisava ser mencionada, era uma adúltera. O autor faz questão de colocar Bate-Seba na história, embora sem mencionar o seu nome, com destaque para o seu feito.Maria, aos olhos do povo, era uma adúltera. O nascimento virginal do seu primeiro filho não foi aceito inicialmente nem pelo seu noivo, José. Aprendemos com as menções a estes nomes outras duas verdades. 3.1. Nós estamos aquém dos estereótipos, mas Deus está além deles.Para nós, os ricos são bonitos e fortes. Nós lhes toleramos as faltas. Há alguns anos, um empresário paulista ocupou as páginas com adjetivos terríveis, em que o mais suave era o de ladrão. Hoje é o dono de um luxuoso edifício comercial, que leva seu nome.Gostamos de revistas que falam de famosos. Lemos fascinados reportagens sobre um príncipe britânico que serviu anonimamente numa guerra. Para nós, um presidiário não tem recuperação. Para Deus, tem.Para nós, todo político é corrupto. Para Deus, há políticos honestos. Para nós, como se a vida fosse uma telenovela, a história é dividida entre vilões e heróis. Na vida real, podemos ser vilões e heróis ao mesmo tempo. Devemos estar atentos que nós sonmos capazes de atos heróicos e, algum tempo depois, de atos sórdidos. Nosso pedido a Deus é que Ele molde o nosso caráter; o material bom de que fomos feitos acabou corrompido pelo pecado. Como é duro admiti-lo. O melhor, no entanto, é saber que Deus nos redime. Para isto mandou o

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Israel Belo de Azevedo março 2, 2008

João 14.04-06: JESUS É O CAMINHO

Jesus é o Caminho 1. EVANGELHO DE JESUS: A NOTÍCIA PUBLICADA Quando Jesus ressuscitou e apareceu aos discípulos, todos ficaram eufóricos. Nos seus corações, cantavam porque o poder de Deus havia se manifestado; suas esperanças tinham agora uma prova concreta; suas vidas respiravam alegria de novo. Não havia dúvida: a voz de Jesus era a mesma; o modo de caminhar era o mesmo; o olhar era o mesmo. Era hora de celebrar a sua ressurreição. Entre os discípulos, no entanto, havia um que não se deixava levar pelos sentidos. Ele era daqueles que não levam dúvida para casa. Em seu método, chegou à beira da insolência. Na verdade, quando Jesus reapareceu pela primeira vez ao grupo todo, ele estava ausente. É provável que Tomé, membro do grupo primitivo dos discípulos de Jesus, tenha entrado numa profunda crise espiritual com a morte de Jesus. Talvez Tomé possa ser apresentado como o exemplo daqueles que se decepcionam quando as coisas não vão bem ou aparentam não ir bem. A morte de Jesus parecia uma coisa ruim, mas não era, assim como alguns eventos em nossas vidas, que parecem ruins, mas o tempo demonstra que não o são. Talvez Tomé seja como o filho para quem o pai só é bom quando lhe dá tudo; então, quando deixa de dar, não é um pai tão bom assim. Talvez Tomé seja aquele tipo de cristão que vai à sua igreja de vez em quando. Há coisas acontecendo na igreja, mas ele mal sabe. Deus tem falado, mas ele não tem ouvido. Orações são respondidas, mas elas lhe parecem apenas coincidências. Jesus, antes de morrer, deixou a ordem para que ficassem juntos, mas Tomé, parece, tinha coisas melhores para fazer do que estar junto com seus irmãos. Talvez por isto, ele “Tomé, chamado Dídimo [isto é: o Gêmeo], um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu” (João 20.24). Quando os discípulos o encontraram, gritaram animados: — [Tomé], vimos o Senhor [Jesus Cristo]! Tomé lançou um balde de água fria no entusiasmo de todos, sem cerimônia: — Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei. Falou e saiu de cena. Uma semana depois, voltou à reunião. Só então pôde ouvir: — Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia. Só então o rapaz creu, declarando que Jesus era o seu Senhor e o seu Deus (João 20.28). Há pessoas que não crêem em Deus porque também querem ver um Deus concreto, como se fosse um ídolo. Alguns ainda estão esperando que Ele fale em voz audível, como gritou a Saulo de Tarso (“Saulo, Saulo, por que você me persegue?”). Alguns querem provas racionais de Sua existência, como se Ele coubesse no compasso da razão. Estamos cercados de Tomés. O ideal, no entanto, é que estes Tomés sigam em frente. Que voltem, como o discípulo, na semana seguinte para ver o poder de Deus se manifestar. Que mantenham suas dúvidas, não suas certezas de que Deus não existe… Que tenham a coragem de perder o controle de suas vidas, para entregá-lo a Deus… Que tenham a coragem de se arrolar no grupo dos crentes, que um dia foram incrédulos. Que tenham a coragem de admitir que a razão é indispensável, mas não é suficiente… Que tenham a coragem de reconhecer que Deus se manifesta quando Ele se manifestar… Que tenham a coragem de escutar Jesus dizendo: — Vocês conhecem o caminho para onde vou (João 14.4). Esta afirmativa faz parte do programa de consolo aos discípulos (João 14), diante da iminência de Sua partida. Eles não deviam se perturbar com o que lhes aconteceria. Sua palavra deve ser recebida como uma promessa, que trazia consolo aos corações dos seus ouvintes. Este consolo é uma das dimensões do Evangelho de Jesus Cristo. O Evangelho de Jesus Cristo é a publicação da notícia de que Deus nos ama pessoalmente. 2. O EVANGELHO TEM QUE SE TORNAR PESSOAL A atitude de Tomé nos mostra que esta notícia é mais que uma notícia. — Senhor [disse Tomé a Jesus], não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho? (João 14.5) Um dia desses li que um dia na face da terra houve um réptil de 15 metros de comprimento. Os cientistas ficaram tão deslumbrados que lhe deram o nome provisório de “o monstro”. Li e passei para a próxima notícia. Minha vida não será alterada em nada com esta informação. Como sabemos, um jornal (ou telejornal) tem inúmeras notícias. Lendo-as (vendo-as), ficamos sabendo. Podemos ignorar a notícia. Podemos ser informados pela notícia. Podemos ser transformados pela notícia. Há notícias que a transformam. O Evangelho, a notícia de que Deus nos ama pessoalmente, só tem sentido se nos transformar de incrédulos em crentes, de tristes em alegres, de desconfiados em confiantes, de angustiados em esperançosos, de perdidos em salvos. Assim, aqueles que nasceram num lar cristão são informados pela notícia de que Deus ama o ser humano. Aqueles que freqüentam uma igreja cristã são informados pela notícia de que Deus ama as pessoas. Essas pessoas podem ficar muito felizes com esta notícia, mas isto não quer dizer que foram transformados pela notícia. Quem é transformado pelo Evangelho recebe consolo na hora da aflição, seja ela qual for. Quando diz “o Senhor é meu pastor e nada me faltará”, não repete uma frase; afirma uma experiência de fé. Quem é transformado pelo Evangelho pode ter dúvidas quanto ao poder de Deus em sua própria vida, mas logo é aquecido pela certeza, quando olha para aquilo que já lhe aconteceu. Quem é transformado pelo Evangelho se sente orientado quando tem que tomar uma decisão. Quem é transformado pelo Evangelho lê a Palavra de Deus e deixa que Deus  o tome pela mão para conduzir, mesmo que muitas vozes se levantem. Quem

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Israel Belo de Azevedo março 1, 2008

Efésios 6.10-20: NA FORÇA DO PODER DE DEUS

Uma das garantias mais claras da Bíblia é que Deus dá força àqueles que confiam nEle. A promessa está espalhada pela Sua Palavra, em forma de frases e de exemplos.O apóstolo Paulo sintetiza esta garantia no contexto de duas áreas específicas, em que as dificuldades são maiores: a vida familiar e a vida profissional. Assim, ele termina sua grande lição sobre a mutualidade nos relacionamento na casa e no trabalho, com um desafio, que é, ao mesmo tempo, uma promessa:  (Efésios 6.10-20)Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus. Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orem para que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como me cumpre fazer. (Efésios 6.10-20)    1. Tenhamos em mente que a vida é uma  guerra de natureza espiritual.Gosto de ouvir o apóstolo Paulo dizendo que “nossa luta não é  contra carne e sangue”, porque passamos a maior parte da vida neste tipo de luta. Ah se lêssemos mais a Bíblia!A palavra (“luta”) utilizada significa um combate entre duas pessoas até que um derrube o outro e o atire para fora da zona de conflito.A nossa luta é contra inimigos muito poderosos, que só podem ser enfentados com o poder de Deus. O diabo erige seus castelos no ar e na terra, mas seus castelos serão derrubados. Quando leio este texto, imagino uma luta de esgrima no ar, mas também imagino a luta surda que enfrentamos na cena comum, onde vemos o mal como tão arraigado que parece inexorcizável. Quem de nós acha que um dia teremos um Brasil sem corrupção, que se tornou um estilo de vida entre os príncipes e os plebeus.Isto pode soar um pouco estranho, porque convivemos com pessoas que espiritualizam tudo e com pessoas que não espiritualizam nada, naturalizando tudo.No entanto, só podemos compreender a vida se a compreendemos como a Bíblia a compreende (Ray Stedman). E a Bíblia diz que vida é uma guerra de natureza espiritual, mesmo que estejamos acossados por pessoas e situações, às quais o apóstolo Paulo chama de “carne e sangue” (verso 12).Para muitos, religião tem a ver com satisfação de seus desejos; e, de fato, tem, mas a religião pagã, não o cristianismo, que tem a ver com um relacionamento de paz com Deus, apesar dos esforços de Satanás para impedir esta paz.Paulo que sofreu, como poucos, por amar a Deus e pregar a Sua Palavra, nos diz que a luta do cristão não é contra “carne e sangue”. É como se o apóstolo dissesse de si mesmo o seguinte: “Carne e sangue são reais e podem fazer muito mal. No entanto, onde quer que a carne de alguém me ataque ou o sangue de alguém ferva contra mim ou meu caminho seja impedido por um homem, há algo acontecendo, algo mais profundo, maior, pior, mais sinistro, mais destrutivo diante de mim. É claro que carne e sangue podem ofender ou atrapalhar a causa de Cristo. O que eu quero dizer é que o príncipe do poder do ar é mais perigoso que qualquer dos seus súditos mas que será superado em cada momento do conflito ou que ele já perdeu a batalha:” <!–[if !supportFootnotes]–>[1]<!–[endif]–>Paulo está nos dizendo que, mesmo que estejamos em meio a conflitos, até mesmo de injustiças e de perguntas pessoais sem resposta, a nossa verdadeira luta não é contra carne e sangue. Os discípulos de Jesus, no sentido, não são deste mundo, não que as coisas deste mundo não lhe importem, mas são colocadas no seu devido. Se cremos assim na Palavra de Deus, o desafio soa claro: fixemos menos os nossos olhos na carne e no sangue, porque a nossa luta é mais em cima e já foi vencida por Cristo para nós.    2. Vistamos a armadura de Deus.Já que nossa vida é uma guerra, nas vidas familiar e profissional, precisamos estar preparados. Preparados e fortalecidos.E só estaremos fortalecidos, se vestirmos a armadura de Deus.Para as lutas humanas, há armaduras, mas não há garantia de vitória com elas. A fotografia premiada como a melhor de 2007 mostra um soldado exausto no Afeganistão. Eis uma imagem perfeita das guerras travadas contra a carne e o sangue. (Veja a foto). Na guerra espiritual, contamos com a armadura vencedora, indestrutível, de Deus. Em outras palavras, Deus nos oferece os recursos para esta luta contra Satanás.O apóstolo Paulo conhecia bem a armadura dos soldados romanos, especialmente depois de ter passado cerca de três anos vigiado por alguns deles. Talvez tenha escrito este texto tendo um soldado uniformizado diante de si, enquanto ditava sua correspondência.Nesse período, a armadura de um soldado consistia de escudo, espada, lance, capacete e couraça. Paulo omite a lança, mas acrescenta o cinto e os sapatos, que, embora não fizessem parte da farda militar, eram-lhe necessários.O apóstolo usa, na verdade, a armadura como uma metáfora, porque a cada peça acrescenta um elemento de natureza espiritual, capaz de levar à vitória espiritual.O cinto do cristão é a verdade. É

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Israel Belo de Azevedo fevereiro 11, 2008

Hebreus 02.1-4 TÃO GRANDE SALVAÇÃO

TÃO GRANDE SALVAÇÃOHebreus 02.1-4 Depois de tanto conhecimento e tanta tecnologia, poderíamos supor que o tema da salvação estivesse completamente sepultado. Havia até brincadeira com o tema: “salvo de que mesmo?” Salvação, em alguns círculos, passou a ser vista como um alvo superado, diante do aperfeiçoamento humano…Eis que abro um excelente livro de história da filosofia, livro bem vendido no seu país de origem e no nosso, e leio que a sua tarefa é a “busca da vida boa fora da religião, uma procura da salvação sem Deus” (FERRY, Luc. Aprender a viver. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 30). O autor francês define filosofia como busca de salvação, que deve ser alcançada por nós mesmos, por meio de “nossas próprias forças e em virtude apenas da nossa razão” (FERRY, Luc, op. cit., p. 23). Enquanto lia este livro, li também a entrevista de uma neurobióloga norte-americana em que fala de seu livro, que tem um título bem sugestivo: “Genes do mal: Porque Roma Caiu, Hitler Cresceu, a Enron fracassou e minha irmã roubou o namorado de minha mãe” (“Evil Genes: Why Rome Fell, Hiltler Rose, Enron Failed and My Sister Stole My Mother’s Boyfriend”). Na verdade, a pesquisadora (Bárbara Oakley) interessou-se pelo assunto depois de ter que conviver com as maldades que sua irmã cometeu contra a mãe delas.Um filósofo propõe a salvação. Um biólogo explica a origem do mal.Estes exemplos apenas mostram que não temos como fugir do tema da salvação ou do sofrimento, porque não temos como nos interrogar sobre a razão de viver nem como não nos perguntar por que coisas ruins acontecem a pessoas ruins e também a pessoas boas. Quem nos livrará das coisas ruins? Como explicar a maldade humana?Mesmo aquelas vidas preservadas de ver o mal de perto, pelo sofrimento próprio ou de alguém próximo ou pela morte de uma pessoa querida, farão estas perguntas, a menos que não passe pelas esquinas onde o mal espreita para roubar ou matar ou não freqüente as páginas dos (tele)jornais como imagens de crianças morrendo atacas pela fome ou pela bomba… Quem nenhuma vez olhou para dentro de si mesmo e não perguntou: quem me livrará de mim mesmo ou de um vício ou de um pensamento tenebroso? 1. O CONVITE DE DEUSDiante destas realidades, a salvação é oferecida por filósofos, cientistas, artistas e pregadores.A salvação é a oferta sublime do Cristianismo, a partir da Bíblia Sagrada. A salvação, biblicamente entendida, não tem nada a ver com esforço humano ou com auto-superação humana. É uma oferta, uma oferta de Deus para o homem, que Ele mesmo veio trazer. É algo tão extraordinário que um dos autores da Bíblia a chama de grande salvação (Hebreus 2.1-4). Diz ele: “Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos. Porque, se a mensagem transmitida por anjos provou a sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como escaparemos, se negligenciarmos tão grande salvação? Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram. Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade” (Hebreus 2.1-4). Releio o texto:Levemos bastante a sério as boas notícias da salvação que temos recebido da parte de Deus, que nos convida para mantermos com Ele um relacionamento.Nossa condição era de condenados por causa da nossa desobediência, que nos levou a rejeitar o convite de Deus para a amizade com Ele. Nossa escolha nos levou a desejar para nós o que Deus deseja para nós, mesmo que embora seu desejo fosse paz e harmonia. O resultado, como justo pagamento (como merecida punição), foi angústia, no plano pessoal, e  desordem no plano social. Nossa escolha nos levou a nos tornar inimigos de Deus. Estabeleceu-se um abismo entre o mundo de Deus e o mundo dos homens. Deus jamais desistiu de seu desejo por um religamento (ou relacionamento). Para trazer seu convite, Ele propôs um plano, com palavras firmes, entregue ao profeta Moisés por meio de um anjo no deserto há 3500 anos, usando palavras vivas e que têm atravessado os séculos (Atos 7.37-38).O homem, pertinaz em sua pretensão de resolver tudo sozinho e ao seu modo, tornou inóquo o plano de Deus, cujo amor exigente não desiste jamais, veio  fazer o convite agora por meio de um profeta, nascido entre o povo judeu há 2.000 anos, como o próprio Moisés prenunciou (Atos 7.37).  Deus mesmo atestou a veracidade desta mensagem enviando sinais, fazendo maravilhas, realizando milagres e distribuindo aos crentes dons do Espírito Santo que os capacitava para uma vida cheia de plenitude. Ele anunciou a salvação, o meio divino para que a amizade perdida fosse reconectada. Muitas pessoas foram dizendo “sim” ao seu convite e foram experimentando a verdade e a força desta extraordinária salvação. Suas vidas encontraram paz e propósito. 2. “TÃO GRANDE SALVAÇÃO”O texto inspirado por Deus nos chama a prestar atenção ao que Ele fez e está fazendo por nós. Temos feito isto? A este esforço de Deus por nós e para nós o autor da carta aos Hebreus chama de “tão grande salvação”. Ele mesmo nos diz porque a considera “tão grande”. 2.1. A salvação oferecida por Deus é “tão grande” porque é diferente de todo esforço até então empreendido e que se baseava na competência humana.Há muitas salvações sendo oferecidas; só a do Deus da Bíblia salva.A lei, dos antigos judeus, apesar de todos os seus detalhes, gerou hipocrisia e medo, jamais salvação. Por isto, Deus mesmo veio ao mundo, através do seu Filho, para que todo aquele que nEle crê não se perca, mas receba a vida eterna (João 3.16).A filosofia, seja ela qual for, ao propor um caminho de sabedoria, não tem feito as pessoas felizes nesta vida e nada pode oferecer para o tempo inacabável da eternidade. A filosofia não consegue admitir a radicalidade da maldade humana e busca pôr a razão a serviço da bondade. A filosofia não

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Israel Belo de Azevedo janeiro 27, 2008

Hebreus 02.17-18: JESUS, NOSSO IRMÃO

JESUS, NOSSO IRMÃOHebreus 2.17-18 Convivemos com o ideal da fraternidade, de sermos irmãos de todos os seres humanos. É por isto que nos entristecemos quando vemos seres humanos tratados com indiferença ou com crueldade. Olhamos para os agentes da indiferença e da crueldade não nos identificamos com eles.Este é o nosso ideal: somos todos irmãos.Os que são crentes, não importa sua religião, consideram-se filhos de Deus. Na religião grega, em que não havia um Deus único, mas deuses, esses deuses tinham a cara do ser humano, não lhes sendo diferentes.O padrão das religiões, no entanto, é outro. Deus é visto como totalmente diferente do ser humano, com virtudes que nenhuma pessoa pode ter. Na verdade, boa parte das religiões reside nesta percepção de diferença. No judaísmo, isto é bem evidente,  tão evidente que se cria que, se um ser humano visse Deus, morreria.Houve poucas exceções, mas o padrão se manteve. Moisés falou com Deus face a face, “do meio do fogo, no monte” (Deuteronômio 5.4). Os dois eram amigos, mas Moisés não o via propriamente, embora sentisse sua presença e o ouvisse. Homem e Deus são diferentes. O cristianismo segue outro padrão, mas não abre mão da diferença. Deus é apresentada como “o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver” (1Timóteo 6.15-16a). 1. TOTALMENTE OUTRO, TOTALMENTE IGUAL O cristianismo tem Cristo. Cristo é Deus e nos é apresentado como nosso irmão. Deus é totalmente outro e totalmente igual. Isto é único nas religiões. Ouçamos um dos textos com esta apresentação: [Hebreus 2.17-18]“Por essa razão era necessário que ele [Jesus Cristo] se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo-sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados”. Lendo a Bíblia, aprendemos que Jesus Cristo não era nosso irmão, mas se tornou. Ele era a Palavra que estava com Deus desde a fundação mundo (João 1.1). Por intermédio todas as coisas foram feitas. Ele estava junto com o Pai e o Espírito na formação do mundo.Esta não é uma questão fácil. Como Deus pode ser semelhante ao homem? Os homens dos séculos 20 e 21 têm resolvido a questão tratando Jesus apenas como homem. As biografias disponíveis sublinham seus feitos humanos. Sua divindade está descartada, como está descartada a narrativa dos evangelhos, que nos falam de um Deus-homem.Mesmo entre os cristãos há dificuldades. Se no século 21, nos salões de beleza se discute se Jesus teve uma mulher, nos açougues das cidades do século 3, a discussão era se Jesus era da mesma substância que Deus o Pai.Uns propunham que Jesus Cristo tinha uma natureza semelhante à do Pai, mas não era da mesma substância do Pai. A diferença está que, se Jesus fosse apenas de natureza semelhante, não era Deus. No século 3, firmou-se a posição da plena divindade de Jesus, permitindo que se espalhasse e se consolidasse uma declaração de fé conhecida a partir do século 6 como “Credo dos Apóstolos”: “Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém”. . 2. PODEMOS SER IRMÃOS DE JESUS Lendo a Bíblia, aprendemos que não somos irmãos de Jesus Cristo, mas podemo ser. O texto de Hebreus 2.17-18 nos deixa com muitas perguntas. Voltemos a ele: “Por essa razão era necessário que ele [Jesus Cristo] se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo-sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados”. 2.1. Por que era necessário que Jesus se tornasse semelhante ao ser humano?O próprio texto bíblico responde: para se tornar sumo-sacerdote para o ser humano. O sumo-sacerdote é um homem, logo igual ao homem, que representa os cultuantes diante de Deus. Na liturgia hebraica, o sacerdote oferecia o sacrifício em nome dos crentes. É por isto, por exemplo, que até hoje na Igreja Católica Romana, o fiel não tem contato com a hóstia; ele é representado pelo sacerdote.Jesus se tornou sumo -sacerdote, logo ser humano, para que todos os vissem. Ele foi visto, foi apalpado, foi tocado, foi agarrado, foi esmagado. Que o diga a mulher que tinha uma hemorragia inextancável, até  tocar na roupa de Jesus. Ele era um Deus ambulante (até no nome: Emanuel). Como Pedro pregou: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder” e “ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava com ele” (Atos 10.38).Um dos seus seguidores o via, mas não via a Deus. Por isto, pediu, como fazem muitos ainda hoje: — Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.Então, Jesus respondeu: — Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? (João 14.8-9).Alguns seguidores de Jesus notaram que “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). É assim que devemos ver a Jesus. 2.2. O texto de Hebreus diz que

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Israel Belo de Azevedo janeiro 27, 2008

Lucas 14.28-32: ESTOU DEIXANDO A VIDA ME LEVAR, MAS QUERO MUDAR

Por uma questão de herança familiar ou de adaptação cultural, nem sempre o planejamento faz parte de nossas pré-ocupações. Se isto é verdade, também é verdade que o desejo de realizar faz parte até daqueles que não têm a cultura do planejamento. Tornou-se comum, em várias culturas, usar-se a palavra “sonho” para este tipo de desejo, seja ele comum, como ter algo (como um carro ou uma casa), seja ela incomum (como escalar uma montanha íngreme ou voar sobre os mares). O “sonho” é algo tão comum que até os bancos não são mais bancos, como promete um deles: “incentivar sonhos faz parte de nosso dia a dia”. Uma boa equipe esportiva é chamada de “time de sonho”. E como se faz um “time de sonho”? Um treinador de um time assim começava suas palestras de preparação com estas palavras duras: “Eu estou aqui para levar vocês a fazerem o que não querem para alcançarem o que querem”. (Cf. AZEVEDO, Israel Belo de. Academia da alma. Rio de Janeiro: Convicção, 2007, p. ). O que o técnico dizia é que um sonho não se torna realidade por si mesmo, mas que demanda um conjunto de ações. Jesus disse a mesma coisa, usando outra imagem: a de uma torre.   “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: — Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar. Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com 10 mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com 20 mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz”. (Lucas 14.28-32)    O sonho de todo homem da antiguidade bíblica incluía ter uma torre bem alta em sua propriedade. O profeta Isaías nos ajuda a entender os sonhos (sonhos de consumo, como se diria hoje) de sua época: “Cantarei para o meu amigo o seu cântico a respeito de sua vinha: Meu amigo tinha uma vinha na encosta de uma fértil colina. Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores videiras. Construiu uma torre de sentinela e também fez um tanque de prensar uvas” (Isaías 5.1-2a). O elogio ao rei que lhe era contemporâneo era vazado nos seguintes termos: “Uzias construiu torres fortificadas em Jerusalém, junto à porta da Esquina, à porta do Vale e no canto do muro. Também construiu torres no deserto e cavou muitas cisternas, pois ele possuía muitos rebanhos na Sefelá e na planície. Ele mantinha trabalhadores em seus campos e em suas vinhas, nas colinas e nas terras férteis, pois gostava da agricultura” (2Crônicas 26.9-10). As épocas mudam, mudam os sonhos, mas os desejos permanecem. É da condição humana e é esta condição que faz o homem se superar. Com estas informações entendemos melhor o sonho de Babel, quando os homens disseram: “Depois disseram: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra” (Gênesis 11.4). Depois da experiência de Babel, inúmeras vezes Deus mesmo é comparado a uma torre. Davi, o poderoso guerreiro, cantava assim: “o meu Deus é a minha rocha, em que me refugio; o meu escudo e o meu poderoso salvador. Ele é a minha torre alta, o meu abrigo seguro. Tu, Senhor, és o meu salvador, e me salvas dos violentos” (2Samuel 22.3). Entre o povo corria um ditado de confiança: “O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros” (Provérbios 18.10).  Jesus, como sempre parte da condição humana. Todos sonhavam em ter uma propriedade em que houvesse uma vinha, de onde poderia extrair o alimento da oliveira e da videira, e uma torre, a partir da qual a sentinela poderia avisar do perigo que se avizinhasse. Até hoje as torres, conquanto por razões diferentes, são símbolos de empresas e países. As “torres gêmeas” de Nova York foram destruídas no 11 de setembro pelo símbolo (riqueza, luxo, superioridade) que representavam. Em vários países do mundo, os hotéis estão envolvidos num campeonato por altura. O mais alto dele, que fica no Dubai, tem 512 metros de altura, com 141 andares, mas o projeto é chegar a 700 metros.    Jesus não avaliza esta corrida, mas parte da condição humana. Aprendemos neste dito de sabedoria de Jesus como devemos proceder para construir nossas torres ou, em outras palavras, para tornar reais os nossos sonhos.    1. DESEJE UMA TORRE. Uma das marcas de nossa época é a volatilidade dos sonhos. Vivemos um paradoxo, especialmente para adolescentes e jovens, com um excesso de oportunidades, difíceis de serem agarradas, em parte pelo excesso. Outra marca de nossa época é a submissão ao dinheiro, com o seu poder. Há pessoas que escolhem carreiras, não em função de seu ideal ou do prazer que possam dar, aliado ao sustento que possam trazer, mas tão somente pelo dinheiro que parecem prometer. Jesus nos ensina: deseje construir uma torre. Conheci um menino que tinha um sonho: ser motorista de caminhão, como seu tio. Com cuidado, seu pai conseguiu que o sonho fosse alterado e ele passou a desejar ser um engenheiro mecânico. Depois, ganhou dois livros (um de poesia e outro de ficção) e desejou construir não mais automóveis, mas livros. Hoje, na meia idade, escreve livros, publicados em papel ou veiculados pela internet. E feliz porque está sempre sonhando com outras torres. Quem deseja construir torres é feliz. A imagem de torre para os nossos sonhos é boa porque indica algo concreto (desculpe o trocadilho) e robusto, logo visível e alcançável. Que torre você quer construir? Qual é o ideal de sua vida? Deseje construir torres, não torres de Babel, mas torres

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Israel Belo de Azevedo janeiro 13, 2008

Salmo 42: ESTOU TRISTE, MAS QUERO MUDAR

Leiamos o Salmo 42 (1) Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, oh Deus. (2) A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?O cervo é um mamífero ruminante, de cor amarronzada. Ele tem vários chifres, patas de quatro dedos, pernas longas e cauda curta. Ele anseia por águas correntes e profundas tanto para bebê-las e saciar sua sede quanto para escapar dos cães que o perseguem.O poeta estava distante de Jerusalém e queria voltar para lá e cultuar a Deus. (3) Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: “Onde está o seu Deus?” (4) Quando me lembro destas coisas, choro angustiado, pois eu costumava ir com a multidão, conduzindo a procissão à casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças entre a multidão que festejava. O poeta, de tão triste, só sabia chorar. Já não se alimentava mais. Seu pão eram suas lágrimas. Seus amigos não sabiam mais o que fazer. (5) Por que você está assim tão triste, oh minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e (6) o meu Deus. A minha alma está profundamente triste; por isso de ti me lembro desde a terra do Jordão, das alturas do Hermom, desde o monte Mizar. (7) Abismo chama abismo ao rugir das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagalhões se abateram sobre mim.O poeta continua reclamando de estar distante do lugar onde poderia cultuar coletivamente a Deus. Estava na floresta montanhosa do Hermon, num dos seus picos (o Mizar, ainda não identificado). Dali, onde nascia o rio Jordao, ouvia o som das cachoeiras. Sua vida estava sufocada por aquele barulho, antes tão agradável, agora tão aterrorizador. (8) Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida.O poeta queria voltara cantar. (9) Direi a Deus, minha Rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que devo sair vagueando e pranteando, oprimido pelo inimigo?(10) Até os meus ossos sofrem agonia mortal quando os meus adversários zombam de mim, perguntando-me o tempo todo: “Onde está o seu Deus?”Só havia uma explicação para aquela condição: Deus o abandonara. (11) Por que você está assim tão triste, oh minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.O poeta repete para si mesmo sua confissão de esperança (que aparece também no salmo seguinte, salmo 43). A tristeza é uma condição humana antiga. Os salmos estão cheios de lamentos tristes. Num deles o poeta chora: “Eu, porém, estou aflito e triste; a tua salvação, oh Deus, me ponha num alto retiro” (Salmo 69.29). No outro o lamento tem o mesmo  tom: “A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me conforme a tua promessa” (Salmo 119.28). Jesus mesmo experimentou muitos momentos de tristeza em sua jornada conosco.Cada época lida com ela ao seu modo. Na nossa, em que é repelida como uma desgraça, os remédios são receitados e usados como se fossem capazes de produzir alegria. Conheci um homem muito triste, mas raramente o via triste, porque, tão logo acordava, punha um copo de uísque ao seu alcance e dele tomava ao longo do dia e se tornava alegre.Nossa vida é feita de projetos. Quando eles se realizam, dizemo-nos felizes. Quando não se realizam, ficamos tristes.No entanto, é bom distinguir tristeza de tristeza, tristeza temporária e tristeza permanente, tristeza como uma circunstância e tristeza como uma condição. É claro que ficamos tristes quando não somos bem tratados numa loja ou numa igreja. Ficamos tristes quando não conseguimos comprar um produto que tanto almejávamos ou, quando o recebemos, notamos que não tudo o que desejamos que tivesse. Ficamos tristes quando perdemos uma pessoa querida, por morte ou por separação. Ficamos tristes quando somos obrigados a ficar em casa, embora quiséssemos estar em outro. Ficamos tristes quando alguém a quem amamos está sofrendo. Ficamos tristes quando somos confrontados com a miséria social de nosso mundo. Ficamos tristes quando estamos cansados física, emocional ou espiritualmente.Para cada uma destas expressões da tristeza, há um caminho a ser percorrido.No entanto, estou me referindo a outra forma de tristeza, aquela que não é devida a algum fato que interveio em nossa jornada. Não são as circunstâncias que a produzem, embora a agravem. Estou, portanto, pensando na tristeza sem uma causa aparente, mas que é capaz de levar à angústia.Este é o caso do poeta do salmo 42. Não conhecemos as circustancias da sua vida, mas ficamos sabendo, por seu relato, da sua tristeza. A sua experiência é útil porque nos ajuda a enfrentar nossas próprias tristezas.Lendo o texto, notei que o poeta descreve a sua tristeza como a presença de sentimentos diversos, como pode acontecer também conosco.1. O poeta tinha uma sede não saciada de Deus. Ele se compara a uma terra árida, ressecada pelo sol, ávida por chuva. Ao tempo do salmista, havia muitos cervos nos desertos de seu país; perseguidos pelos cães, encontravam salvação nos riachos profundos, nos quais mergulhavam e não podiam ser alcançados. A água, para eles, era a salvação.2. O poeta tinha saudade de um tempo em que podia ir ao templo adorar. Ele estava num lugar em que isto era impossível, embora o fizesse antes, como líder entre seu povo. É provável que estivesse temporariamente residindo longe de Jerusalém, cidade em que liderava a procissão daqueles que iam ao templo entoando canções como esta: “Alegrei-me, quando me disseram: `Vamos à casa do Senhor’” (Salmo 122.1).3. O poeta estava sem esperança de que a sua vida fosse mudar, de modo que sua perturbação desaparecesse. Na verdade, nada parecia apontar uma luz no final do túnel. Seus problemas continuavam

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Israel Belo de Azevedo janeiro 13, 2008
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