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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Apocalipse 2.18-26: O VERDADEIRO PODER

O VERDADEIRO PODER Apocalipse 2.18-26 Pregada na Igreja Batista Itacuruçá, em 13.1.2001 (noite) Nesta carta, remetida à Igreja em Tiatira, Jesus oferece outras promessas aos seus servos fiéis. O propósito do Senhor é mostrar a natureza do verdadeiro poder, da autêntica força, da melhor conquista, que se contrapõem ao poder da mentira, à força falaz e à conquista equivocada.Em certo sentido, podemos dizer que a luta pelo poder, em suas várias dimensões, é a história do homem. Os cristãos também se encontram diante do dilema do poder.Aqueles que se mantêm fiéis são os que buscam o poder para vencer suas adversidades e para viver a vida transbordante que lhes foi prometida (João 10.10b). Esses sabem que não há poder sem oração, não há poder sem submissão a Deus, não há poder sem o reconhecimento da fraqueza.Há, no entanto, aqueles, cristãos alguns, que buscam o poder para vencer não as adversidades, mas os adversários, buscam-no não para a vida, mas para a morte, nem que para tal tenham que vender suas almas ao Inimigo das almas humanas, mesmo que travestido de prestígio e sucesso, prazer e alegria. Esses pretensos vencedores, porque na verdade perdedores, não sabem o que é submissão a Deus e muitos menos o que confessar suas fraquezas.Jesus adverte os que querem se manter na fidelidade ao Senhor como devem se portar neste mundo, para que escrevam histórias onde presente esteja o poder verdadeiro, aquele que se encontra na Estrela da Manhã.Nesta carta, nós aprendemos quem é o verdadeiro vencedor. 1. O vencedor é aquele que sabe que Deus conhece a sua vida.Eis como Jesus olha para o vencedor: Conheço as tuas obras [bem como] o teu amor, a tua fé, o teu serviço e a tua perseverança; sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras (verso 19).Jesus olha para nós, como olhou para Noé, e vê em nós algo que nem mesmo nós vemos. Ele vê e aprecia o nosso amor, a nossa fé, o nosso envolvimento com o seu Reino, o nosso ânimo. Depois de nos olhar, com os olhos que só Ele tem, diz-nos: “Você é um vencedor”.Sim, Jesus nos vê como vencedores. Se todos os cristãos soubessem como são vistos por Jesus, levantariam mais os seus olhos, em lugar de os abaixar; saberiam que no topo da escada da vida, o seu Senhor os aguarda para abraçar; deixariam de caminhar pelas ruas estreitas para sorrir nas largas avenidas.Jesus olha para nós para nos apreciar e também para cuidar. Ele nos conhece como somos e sabe do que precisamos. Ele nos conhece e tem prazer em nos atender. Ele nos conhece e quer nos alcançar.Ele não conhece para nos apontar as fraquezas, mas para desenvolver as nossas potencialidades e nos ajudar a realizar as nossas possibilidades. Ele não nos conhece para publicar os nossos pecados, que Ele já cancelou na cruz, mas para nos conduzir para frente, sem nos incomodarmos com os erros que cometemos no passado, para a frente onde Ele está. Os vencedores são aqueles que sabem que Jesus os conhece e querem ser por Ele conhecidos mais, cuidados mais e mais, protegidos mais e mais. Podemos até ignorar onde estamos pisando, mas Jesus sabe. Podemos não ter força alguma para lutar, mas Jesus tem-na toda. 2. O vencedor é aquele que participa do triunfo de Jesus sobre os poderes do mundo.A promessa de Jesus é um sustentáculo em nosso presente: Ao que vencer e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai (verso 27). Podemos pensar nesta promessa como uma palavra de consolo para aqueles que sofrem. Podemos sofrer, mas um dia reinaremos, junto com o Rei Jesus. Esta é uma promessa real e nós fruiremos desta verdade.É bom termos a certeza de que, embora possamos estar “por baixo” do viaduto, o nosso lugar é caminhar no alto da ponte. É bom termos a certeza que os poderosos deste mundo, sejam pessoas, sejam sistemas, que parecem invencíveis serão destronados pelo Senhor do Trono. Esta convicção nos anima a “engolir” as injustiças que nos trazem para nos tragar, em forma de corrupção, violência e mal uso dos recursos do povo. Mais que isto: esta convicção nos anima em nossa luta contra as potestades, tenham elas as formas que tiverem: pessoais ou institucionais. Todos serão derrotados com a facilidade com que o oleiro quebra seus vasos. Neste sentido, podemos também tomar esta promessa como um convite à parceria. Deus quer que, com Ele, quebremos o poder dos príncipes deste mundo. O protótipo desta luta é Jesus Cristo. Ele venceu a morte, embora aparentemente tenha perdido para Pilatos e para cultura judaica dominada pelo ódio. No entanto, a morte não o tragou e ele debochou dela, ao ressuscitar pelo poder de Deus.A luta de Deus continua e ele nos chama para brigar com Ele. Este é o bom combate para o qual somos chamados. Não interessa o combate por poder ou prestígio. Nada vale o combate por dinheiro ou domínio. Jesus está triunfando sobre os poderes e sobre os poderosos do mundo e nos convida para guerrear com Ele. A vitória dEle é certa. A vitória dos que lutarem com Ele também é certa. 3. O vencedor é aquele que não aceita cargas sobre a sua vida que não venham com o selo da graça de Jesus.A garantia Jesus é clara em si mesma: outra carga vos não porei; mas o que tendes, retende-o até que eu venha (v. 24).Jesus se refere aqui à recomendação do primeiro concílio ecumênico da Igreja, reunido no início dos anos 30. Cristãos judeus e cristãos não-judeus discutiam sobre as práticas judaicas que os cristãos deviam adotar. A resposta, pela boca de Tiago, aceita por todos foi: Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

Apocalipse 3.1-6: O NOME QUE NÃO SE APAGA

O NOME QUE NÃO SE APAGA Apocalipse 3.1-6 Preparado para ser pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 20.1.2002 (noite) INTRODUÇÃOO que seria da civilização, se todos os humanos fossem cristãos? Ou melhor: o que seria da civilização, se todos os cristãos fossem realmente cristãos?Vivemos uma crise de quantidade de cristãos. Numa população mundial de 6 bilhões, apenas 2 bilhões são cristãos. Vivemos uma crise de qualidade de cristãos, porque, desses 2 bilhões, quantos são realmente cristãos? A crise é antiga, ao ponto de, nesta carta à igreja em Sardes, Jesus lamentar que muitos (a maioria) cristãos tinham nomes de cristãos vivos, mas eram cristãos mortos. AS MARCAS DOS VENCEDORESAs promessas contidas nesta carta são, como todas as outras seis, para o futuro e também para o presente. 1. Na perspectiva de Jesus, vencedor é quem lembra do presente que recebeu, a salvação pela graça (verso 3). Vencedor não é o crente oscilante, num dia entusiasmado com o poder de Deus e no outro, desanimado, como se nunca tivesse sido resgatado do poder do medo.Talvez o maior problema dos cristãos, que faz com que muitos fiquem de fora da galeria dos íntegros, seja a falta de memória. Os cristãos nos esquecemos rapidamente da cruz e da ressurreição, vivendo como se Cristo não tivesse aspergido seu sangue para nos purificar e não tivesse emergido da morte para nos fortalecer.O vencedor é descrito como aquele que se lembra do Evangelho que recebeu, por ouvir o seu anúncio pela boca de alguém um dia, deixando de seguir a voz do ladrão, para se orientar e ser plenificado pela Palavra de Cristo. A promessa está na forma de uma advertência: Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti (verso 4).Está você vivendo espiritualmente de modo miserável? Lembre-se da graça salvadora que recebeu. Lembre-se de como o poder do Evangelho de Jesus mudou a sua vida. Reavive a sua memória e peça a Deus para ajudar você a retomar aquela experiência. Pode ser que as decepções com os homens o tenham afastado você daquele em Quem não há decepção, nem variação. Jesus não pode ser novamente crucificado. Ele já o foi, para libertar você de uma vez por todas e para sempre das garras da amargura, da tristeza e da decepção. Volte a olhar para Jesus. Não olhe para você mesmo, porque em você não há virtude alguma capaz de levantar a sua vida. Volte a olha para Cristo. Não olhe para o seu pastor ou seu irmão ou seu familiar, porque neles não há virtudes capazes de salvar você.Não permita que o Evangelho se perca na sua vida, porque o Evangelho é o poder de Deus para todo aquele que crê. Você pertence ao rol dos que crêem. Você tem o poder de Deus para viver, aqui e agora também. Por que esperar apenas no futuro? Deus é poderoso agora.Não foi esta verdade que mudou sua vida? Deixe-se mudar por ela ainda hoje.Talvez você esteja dominado, não pela amargura, mas pelo pecado, na forma do vício. Você sabe que seu corpo é um templo do Espírito Santo, mas você tem permitido que nele habitem tantos espíritos, que já nem sabe que comodozinho reservou para o Espírito Santo. Peça a Deus para purificar você, do vício, do ódio, do medo, da escravidão ao instinto, da submissão aos desejos. Peça a Deus para que o Espírito volte a habitar todos os compartimentos da sua casa. Tome o Espírito e guie-o pela sua casa. Entregue-lhe cada área da sua vida e diga: reina aqui, Senhor. 2. Vencedor é quem anda com Jesus (verso 4).Estamos acostumados a reconhecer que em nós não habita bem nenhum, mas Jesus aqui afirma que somos dignos. Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas (verso 4).Na verdade, somos tornados dignos, isto é, purificados, justificados, santificados. Dignos são aqueles que permitiram que o Cordeiro lave as suas vestes no sangue. Como resultado desta operação, essas vestes ficaram brancas e não vermelhas. Usam, portanto, roupas brancas aqueles que foram purificados por Jesus, a partir da experiência que a Bíblia chama de “novo nascimento”.Por ocasião da ressurreição de Jesus, os anjos em missão vestiam branco (Marcos 16.5, João 20.12, Atos 1.10), como a indicar que esta será a cor de nossas vestes no céu (Apocalipse 6.11). Trata-se de um símbolo-promessa. O trono de Deus também é branco (Apocalipse 20.11).Estas vestes são uma dádiva de Deus. Em outras palavras, não é o cristão que se purifica a si mesmo, mas, antes, é purificado por Jesus e recebe dEle as roupas.Somos, então, dignos porque somos dignificados por Cristo. Somos também dignos quando andamos com Ele. E aqui voltamos ao problema da falta de qualidade dos cristãos: não queremos andar com Jesus.Queremos que Ele ande conosco, abençoando-nos. Mas não queremos andar com Ele, temerosos que peça para fazer o que não queremos fazer, para ir onde não queremos ir, para pensar o que não queremos pensar. No fundo, achamos que podemos seguir a nós mesmos, não a Jesus.Queremos ser como uma árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto. Queremos que nossa folhagem não murche e queremos ser bem-sucedidos em tudo o que fazemos (Salmo 1.3). Queremos que Jesus conheça o nosso caminho, porque não nos achamos ímpios (Salmo 1.6).No entanto, será que o nosso prazer tem sido a lei do Senhor? Temos vivido segundo as suas instruções de dia e noite (Salmo 1.2)? Temos recusado o conselho dos ímpios? Temos ficado longe do caminho dos pecadores? Temos mantido distância da roda dos encarnecedores (Salmo 1.1)? Ou quando estamos com os ímpios, ninguém nos reconhece como cristãos, ninguém vê Jesus andando conosco?Em Sardes, havia alguns que não tinham contaminado as suas vestes, que continuam brancas. Qual tem sido a cor de nossas roupas? 3. Vencedor

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

Apocalipse 3.1-6: PRECISAMOS DE PILARES

PRECISAMOS DE PILARESApocalipse 3.7-13 Preparado para ser pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 20.1.2002 (noite). Há um hino no Cantor Cristão que traduz bem a realidade do cristianismo eclesiástico. Quantos que corriam bem,Já não mais contigo vão.Outros seguem, mas tambémFrios sem amor estão.(H.M. Wright, Hino 164CC)Leiamos o texto bíblico. Por que os que corriam bem já não andam mais com o Senhor? Por que as cristãos frios e sem amor?Alguns fizeram como Demas (mencionado por Paulo em 2 Timóteo 4.10), deixando suas igrejas ou até permanecendo no seu rol, porque trocaram a mensagem que ultrapassa todos os séculos pela mensagem do século presente. A sedução do pecado gritou-lhes mais forte.Alguns, no entanto, estão vergados (alquebrados) sob o peso das provações. Provações são dificuldades que enfrentamos sem que tenhamos cometido pecado. Nossos pecados trazem conseqüências e não as podemos considerar como provações. Para estas, a recomendação divina é o arrependimento, que produz o perdão de Deus por Sua graça.Esta carta de Jesus, em Apocalipse 3.7-13, contém promessas aos que estão sendo provados. Jesus nos diz que as provações farão parte de nossas vidas, mas também nos promete: eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra (verso 10).Por sua identidade e por ser coluna para si mesmo, para a Igreja e para o mundo, o cristão sofre assédios, pressões e perseguições.Você está passando por alguma provação? Viver é enfrentar provas. A promessa é que você será guardado, isto é, preservado de ser alcançado (derrubado) por elas. Você não está passando por nenhuma provação agora? Saiba que ela virá, mas também é certo que Jesus guardará você.Como ser guardado? O que devemos fazer para sermos preservados? Eis as recomendações de Jesus, nesta carta. 1. Lembre-se de quem é Aquele que o salvou.O cristão vencedor é aquele que sabe que Quem lhe promete o triunfo é santo pelo que diz, é justo no que diz e é digno (tem a chave) para dizer o que diz, como cantamos: Santo, santo, santo é o Senhor; santo é o Senhor Deus Poderoso;que era, que é e que há de vir. Santo, santo, santo é o Senhor. Justo, justo, justo é o Senhor; justo é o Senhor Deus Poderoso;que era, que é e que há de vir. Justo, justo, justo é o Senhor.    Digno, digno, digno é o Senhor; digno é o Senhor Deus Poderoso;que era, que é e que há de vir. Santo, justo, digno é o Senhor.(Santo, Justo e Digno — autor desconhecido) Nossas vitórias sobre as provações são, portanto, uma dádiva dAquele que é santo, justo e digno. Sim, é isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre (verso 7). Ele mostra é mostrará que nos ama (verso 9).Retenha esta coroa, isto é, mantenha a certeza da presença de Deus.Se o pecado nos afasta de Deus, as provações nos aproximam dele. Por mais pesadas que sejam as provações, a coroa da vida está separada para nós. Neste momento, Jesus Cristo a está polindo para colocá-la em nossa cabeça. Pela fé, vislumbremos esta coroa já entronizada sobre a nossa cabeça. Nós já vencemos, porque Jesus Cristo venceu. 2. Preserve a sua identidade.A primeira luta de todo ser humano é por uma identidade, um jeito de ser que o distingue dos outros seres humanos. Quando está claro para nós quem somos, nós nos realizamos como pessoas apesar do mundo em que vivemos e nós podemos mudar o mundo em que vivemos apesar das pessoas que somos.Quando nascemos, recebemos um nome e um registro. Este nome nos acompanha junto com outros documentos de identificação que vamos recebendo (registro geral ou cédula de identidade, cadastro das pessoas físicas, licença de motorista, carteira funcional, entre outras). Nossa identidade, no entanto, é mais que um registro. O registro, na verdade, é parte de nossa identificação, mas a nossa identidade. Na verdade, somos o nosso corpo, somos a nossa alma, somos a nossa mente, somos os nossos conhecimentos, somos os nossos bens, somos os nossos relacionamentos, somos as nossas circunstâncias, somos os nossos estilos.A conversão — mudança da direção de nossas vidas — nos dá uma nova identidade. No novo nascimento, o Espírito Santo escreve sobre nós o nome de Deus, o nome da cidade de Deus (a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte de Deus) e também o novo nome de Jesus Cristo (verso 12b).Precisamos entender que esta nova identidade convive com a velha. Na velha, nosso corpo, nossa alma, nossa mente, nossos conhecimentos, nossos bens, nossos relacionamentos, nossas circunstâncias e nossos estilos estavam comprometidos com a satisfação dos desejos, manchados e dominados pela natureza pecaminosa.Na nova identidade, dada por Jesus Cristo, não conquistada por nosso esforço, nosso corpo, nossa alma, nossa mente, nossos conhecimentos, nossos bens, nossos relacionamentos, nossas circunstâncias e nossos estilos são dirigidos por Jesus Cristo, autor e consumador de nossa nova identidade. Na verdade, a vida cristã consiste em uma luta, em que a nossa nova identidade procura vencer a velha, escondida no nosso interior. Vencemos quando deixamos Jesus Cristo vencer. Perdemos quando tentamos vencer por nós mesmos, que é o que pede a velha identidade.Identidade tem a ver também com pertencimento (que não tem nada a ver com posse, no sentido psicológico, nem com propriedade, no sentido econômico), que é o reconhecimento de que a nossa nova identidade foi recebida de alguém, a quem nos submetemos. Nós pertencemos a Deus, não mais à sua vontade, porque a razão do nosso viver é Cristo (Filipenses 1.21). Esta afirmação contém, intrínseca, uma promessa: O firme fundamento de Deus permanece, com o seguinte selo: o Senhor conhece os que lhe pertencem (2 Timóteo 2.19a).Pertencer a Deus, na linguagem bíblica, usada amplamente no Apocalipse, é ter o nome dEle. Ter o Seu nome é a maior de suas bênçãos. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel,

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

Apocalipse 3.14-22: VENCENDO COMO JESUS VENCEU

VENCENDO COMO JESUS VENCEUApocalipse 3.14-22 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 17.2.2002 (noite) INTRODUÇÃOA promessa de Jesus, ao prometer que os vencedores se assentarão com Ele no Seu trono, é o clímax.Há uma progressão nas suas promessas que marcam a trajetória dos vencedores. Vejamos: Primeira promessa: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. (Apocalipse 2.7) Segunda promessa: O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte. (Apocalipse 2.11) Terceira promessa: Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. (Apocalipse 2.17) Quarta promessa: Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai; também lhe darei a estrela da manhã. (Apocalipse 2.26-28) Quinta promessa: O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. (Apocalipse 3.5 Sexta promessa: A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. (Apocalipse 3.12) Sétima promessa: Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. (Apocalipse 3.21) Esta última carta da seção epistolar de Apocalipse (capítulos 2 e 3) também nos ensina a como nos tornarmos vencedores. 2. VITORIOSO É QUEM LUTA.As promessas destas cartas começam sempre com a expressão “Ao que vencer” ou “Ao vencedor”. Está implícito na expressão que os vitoriosos são os que lutam. Quem não luta não vence. Quem luta pode vencer ou perder. Quem não luta não pode vencer, porque seu fim está traçado: perder, perder sempre.Quem luta faz bem a si mesmo e aos outros. Há uma irmã aqui na igreja que me inspira. Ela acorda cedo, organiza as primeiras coisas da casa, pega o seu carro e vai para o trabalho e depois emenda com outro. Domingo ela vem cedo para igreja, sempre tem alguém para almoçar em casa, dá um pulo no trabalho, ainda distribui uma guloseimas dietéticas para os amigos e de noite não perde um culto. Sempre que pode, faz uma viagem para ver os filhos e os netos. Visita e recebe amigos. Essas lutas todas, e outras, ela as trava sem reclamar. Ela não se queixa nem mesmo da idade, cujo peso não sente, embora tenha completado 70 anos há um bom tempo. Sua vida é um marketing da fé, não um marketing falso para vender, mas uma marketing verdadeiro de uma fé honesta, para Deus ver, não para o homem admirar. Eu gosto da sua companhia. Eu gosto quando ela me telefona. Eu gosto quando ela me “descola” uns docinhos. Eu quero chegar à idade dela com a sua vontade vencedora, olhando para os outros.As palavras do pastor Mauro Israel Moreira, nas terríveis batalhas contra os gigantes cancerígenos que querem derrubá-lo, são sempre as mesmas: eu decidi lutar, eu vou resistir enquanto Deus me der forças. De outra irmã aqui da igreja eu tenho ouvido o mesmo discurso.Pessoas como aquela irmã e o pastor Mauro Israel, entre muitos exemplos, são a mais completa negação da crítica de Nietzsche (1844-1900) ao cristianismo, que, para ele,  formava indivíduos com uma moral de escravos, própria para pessoas destinada à submissão e ao conformismoo. Infelizmente, no entanto, há cristãos com moral de escravos, mas isto é uma contrafação à fé que Jesus nos possibilita ter e nos ensinou a desenvolver.Também na Bíblia, os vencedores são os que lutam. Imaginemos os grandes homens e mulheres da Bíblia. Todos foram lutadores. No entanto, infelizmente, há cristãos derrotados, deixando-se dominar por seu temperamento, seja ele explosivo, impulsivo, exibido ou tímido, tendende ao ânimo ou ao desânimo, à alegria ou à tristeza. No entanto, a Bíblia ensina que a paz de Cristo, para a qual também fomos chamados em um corpo, domine em nossos corações (Colossenses 3.15). Há cristãos que se permitem dominar por seus instintos, obedecidos como um animal irracional de deixa conduzir. No entanto, a Bíblia ensina que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas as coisas nos convêm. Todas as coisas nos são lícitas; mas nós não nos deixaremos dominar por nenhuma delas (1Coríntios 6.12). Há cristãos que aceitam ser vencidos por seus vícios. A Bíblia fala dos vencidos do vinho (Isaías 28.1) e nós, a propósito, podemos falar nos vencidos do sexo, nos vencidos da droga, nos vencidos do cigarro, nos vencidos do sedentarismo. No entanto, a Bíblia ensina que o pecado não pode ter domínio sobre nós, porquanto não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça (Romanos 6.14). Há cristãos que aceitam as ideologias dominantes no seu tempo e/ou no seu grupo, seja em relação ao corpo (do tipo “faça dele o que você quiser e puder”), seja em relação à mente (“não se preocupe em pensar: nós pensamos por e para você”), como se fossem principados e potestades irressistiveis. No entanto, a Bíblia ensina que não devemos nos conformar [amoldar, aceitar, submeter-se] a este mundo, mas nos transformar pela renovação [oxigenação] da nossa mente, para que experimentemos como vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Romanos 12.2). E nós nos mantemos renovados quando bebemos não a água suja dos canais e valões deste mundo, mas quando bebemos a água limpa da vida no Espírito Santo, o qual nos protege com toda a armadura de Deus; só assim poderemos resistir no dia mau e permanecer firmes (Efésios 6.13). Se nos sujeitarmos a Deus, resistiremos ao Diabo e ele fugirá de nós (Tiago 4.7). Há

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

Filipenses 3.13-14: PARANDO NO ESTALEIRO

PARANDO NO ESTALEIROFilipenses 3.13-14 1. OS TRÊS ESTÁGIOS DA VIDA CRISTÃA vida cristã é uma caminhada de três estágios: salvação, santificação e glorificacao. 1. A salvação é um processo pelo qual Deus em Jesus nos conquista, perdoando-nos os pecados e nos concedendo a paz que consiste no acesso livre à presença do Pai Eterno. Nós não nos salvamos: nós somos salvos. Por isto, o apóstolo Paulo insiste que a salvação é um oferecimento gratuito de Deus em Jesus Cristo (Efésios 2.8 — 8  Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus) e que a nossa salvação foi uma conquista de Jesus; isto é, ao morrer na cruz e nos perdoar, Ele nos conquistou para o seu Reino, resgatando-nos do reino onde não há luzNossa participação consiste em nos deixarmos ser conquistados. Há diferentes tipos de resistência a esta conquista.Uns resistem porque não acham justo não terem que fazer nada para serem salvos; é-lhes inaceitável que Jesus já os tenha justificado. Segundo a lógica humana, esta objeção é irrespondível. No entanto, se o amor humano não tem lógica, muito menos lógica tem o amor divino. Ao nos ver assim, afastados da glória que projetou para nós, Ele interveio para nos salvar.Outros resistem porque querem submeter sua experiência ao canon da razão, esquecidos que é sempre legítima, mas sempre incompleta. Desde os gregos, com suas elevadas percepções filosóficas, a razão vem sendo entronizada, chegando a uma construção muito sólida a partir do século 17, que levou o homem a acreditar na construção de uma nova sociedade. A razão, no entanto, não tem impedido o florescimento da miséria e da violência, da cobiça e da guerra, como se estas fossem os frutos da lógica humana. A razão é linda, mas não torna a vida de ninguém feliz, porque não leva ninguém a amar.Outros resistem porque têm algum compromisso com o seu passado, seja com uma tradição ou com a sua família, tempo em que aprenderam verdades diferentes, segundo as quais, por exemplo, a que há mediadores entre Deus e homens e que o esforço humano, por meio das obras, é indispensável, entre outros ensinos. Em lugar de ler o Novo Testamento com sua fulgurante simplicidade, essas pessoas preferem seguir fábulas.Outros resistem porque têm medo de firmar um compromisso, esquecidos do preço que Jesus pagou por eles, a própria vida.Outros resistem porque acham que estão bem e que não precisam de salvação, mesmo porque não estão perdidos. Estes contentes não parecem ter alma, parecem não ter fome e sede de uma vida que ultrapasse o aqui e agora, por mais radiante que pareça.Para todos estes, o convite salvador é o mesmo”, vinda da boca de Jesus: “Venham a mim, todos”e “Venham a mim. Sejam meus seguidores e aprendam comigo ( (Mateus 11.28-29, partes) e “Arrependam-se dos seus pecados e creiam no Evangelho” (Marcos 1.15). 2. A santificação é um processo pelo qual Deus vai nos aperfeiçoando. Antes da salvação, éramos como esqueletos num vale de ossos (Ezequiel 37), mortos que estávamos em nossos erros (Efésios 2.5). Desde então há uma imensa operação a ser feita pelo Espírito Santo em nós. Trata-se do processo da santificação.Diante desta ação do Espírito Santo, cabe-nos convidá-lo para conduzir este processo, feito de avanços, pela ação do Espírito, retrocessos, por nossa causa, e avanços, pela ação do Espírito. Assim como não somos salvos, também não nos santificamos. Fomos salvos. Estamos sendo santificados. 3. A glorificação acontecerá após a chamada final, para recebermos o prêmio da soberana vocação. Em certo sentido, este é o alvo maior de nossas vidas, porque se trata de um prêmio sem prazo de validade. O Novo Testamento chama a este prêmio de coroa da justiça (2 Timóteo 4:8  — Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda), coroa de glória (1 Pedro 5:4 — Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória) e coroa da vida (Tiago 1:12 — Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. / Apocalipse 2:10 — Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida). Os cristãos vivemos entre a salvação e a glorificação. É o tempo da santificação, em que marcha rumo à maturidade. 2. NOSSO NAVIO NAVEGANeste tempo, nossa vida pode ser comparada a um navio.Mesmo quem não entende de náutica pode observar os navios nos estaleiros. Periodicamente, os navios precisam ser conduzidos aos estaleiros.Nesses lugares, a superfície externa do casco é reparada, por meio da remoção de incrustantes que a ele se agregam e reduzem o rendimento da propulsão.Outras alterações são feitas, como a recuperação ou troca de elementos estruturais comprometidos pelo processo de corrosão; a recuperação do sistema de fundeio e ancoragem do navio, formado pelas amarras e pela âncora, e a recuperação do sistema de manobra do navio.Como os navios, permitimos que nossas vidas sejam corroídas por diversos fatores. Como os navios, perdemos a capacidade de ancorar, deixando-nos para todos os lados. Como os navios, deixamos que o nosso sistema de manobra fique comprometido, senão avariado. Detenhamo-nos no processo de incrustação.A vida cristã, entre a salvação e a glorificação, tem muito a ver com os navios, especialmente à nossa capacidade de nos deixarmos incrustar. Como os navios, ao longo da nossa experiência, nossas vidas vão acumulando inscrustantes. Nos navios, o resultado é uma redução na velocidade, em função do atrito com a água, e o aumento do peso a ser transportado, peso, neste caso, sem nenhuma função.Nas vidas dos navios e nas nossas, os incrustantes são inevitáveis. Não há

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Israel Belo de Azevedo dezembro 14, 2006

João 10.7-11, 14-16, 27-28: A CAMINHO DA VIDA ABUNDANTE

A CAMINHO DA VIDA ABUNDANTEJoão 10.7-11, 14-16, 27-28 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 21.10.2001 (manhã) e 4.11.2001 (noite) 1. INTRODUÇÃOEntre as confissões que um pastor ouve, uma delas é esta:— Minha vida anda tão sem sentido, que a única coisa que ainda não perdi foi a fé.Para pessoas assim, diferentemente do que ensina a Bíblia, não permanecem a fé, a esperança e o amor (1Coríntios 13.13), só a fé. Não há mais nesse cristão a esperança que Deus é o Senhor que garante o chão para a caminhada; não há mais nesse cristão o amor que aquece os relacionamentos com o seu Senhor e com os seus irmãos. Resta uma fé residual, incapaz de gerar esperança, incapaz de produzir amor.No entanto, ao descrever a natureza da vida prometida aos seus seguidores, Jesus a descreveu de várias formas. Ele a classifica como sendo:. simplesmente vida (conforme João 5.40 — Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.);. vida eterna (como em João 6.47 — Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.), e. vida abundante (João 10.10b — Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância [ou Eu vim para que tenham vida e vida abundante].) Quando nos reunimos para celebrar o Autor e Consumador de nossas vidas, a maioria dos rostos deixa transparecer esta vida transbordante, por meio de cânticos entusiasmadas e atitudes destemidas. Uma igreja celebrando com alegria é uma das cenas mais deslumbrantes que os olhos humanos podem contemplar.É verdade que uns poucos não conseguem efetivamente celebrar, travados por perguntas sem respostas e encurvados sob as muitas preocupações. Essa minoria, no entanto, tende a ser maior quando lançamos os nossos olhares sobre a vida cristã normal. A experiência de muitos cristãos é a mesma do poeta bíblico: Estou aflito!Os meus olhos estão cansados de tanto chorar;estou esgotado de corpo e alma.A tristeza acabou com as minhas forças;as lágrimas encurtam a minha vida.Estou fraco por causa das minhas aflições;até os meus ossos estão se gastando.(Salmo 31.9b-10) Se, algum dia, o poeta experimentou vida abundante, esta lhe foi roubada. Agora, não se sente mais repousando em pastos verdejantes, não se vê mais levado para junto das águas de descanso; não mais encontra refrigério para a sua alma; não mais se vê conduzido pelas veredas da justiça por amor do nome do Senhor (Salmo 23.1).Quando se apresentou como o bom pastor (João 10), Jesus garantiu que a vida na qual o Seu amor nos lança é eterna, no sentido do tempo e na dimensão da intensidade. A vida cristã é eterna, porque durará para além da história. A vida cristã é eterna, porque sua qualidade ultrapassa a competência humana. As palavras de Jesus foram bem claras: Em verdade, em verdade vos digo:eu sou a porta das ovelhas (verso 7).Se alguém entrar por mim, será salvo;entrará, e sairá, e achará pastagem (verso 9).Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (verso 10).Eu lhes dou a vida eterna;jamais perecerão, e ninguém as arrebatará [roubará] da minha mão (verso 28). É esta a vida que vivemos ou os seus adjetivos (abundante, eterna) nos foram arrebatados (tomados)? Será mesmo possível a vida abundante ou se trata de uma promessa irrealizável no curso da existência terrena? Será que a vida transbordante prometida por Jesus é para ser experimentada apenas após a morte?Se é verdade que o futuro nos aguarda para a plenitude,     a vida abundante começa no momento em que passamos a pertencer ao rebanho de Jesus Cristo. Nós não seremos de Jesus; nós somos de Jesus. A partir do momento em que entramos pela Porta [do curral das ovelhas], encontramos pastagem (verso 9). Como nos ensina o apóstolo Paulo, fomos lavados, santificados e justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1Coríntios 6.11). 2. A NATUREZA DA VIDA EM ABUNDÂNCIAPrecisamos definir o que é esta vida, da qual estamos falando. Jesus, nesse texto, não a conceitua. 2.1. Certeza quanto ao passadoSegundo nos ensina a Bíblia, viver abundantemente é ter certeza quanto ao passado.Uma das perguntas mais comuns que um pastor ouve, de membros da sua própria igreja e de outras, é:— Já que não tenho prazer na vida cristã, será que eu sou mesmo salvo?Se você está mergulhado na sombra destas indagações, a resposta é simples. Não importa a pobreza de sua experiência cristã contemporânea; se um dia, não importa há quanto tempo, entendendo o sacrifício de Jesus Cristo, você o convidou para ser seu Senhor e Salvador, é isto que vale. Quem crê no Filho tem a vida eterna;o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida,mas sobre ele permanece a ira de Deus.(João 3.36)Você crê no Filho como Aquele que dá a vida?Todos os que nEle cremos, fomos purificados DEFINITIVAMENTE por Jesus Cristo, pelo sangue derramado por nós. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas (Hebreus 10.10).Selados pelo Espírito Santo, não podemos mais voltar ao estado anterior (a.C.). Depois que ouvimos a palavra da verdade, o evangelho da nossa salvação, tendo nele também crido, fomos selados com o Santo Espírito da promessa (Efésios 1.13). 2.2. Confiança quanto ao presenteTambém como nos ensina a Bíblia, viver abundantemente é sentir confiança quanto ao presente. Esta confiança decorre de uma visão acerca de Deus, como esta cantada pelo profeta Isaías: Desde a antiguidade não se ouviu,nem com ouvidos se percebeu,nem com os olhos se viuDeus além de ti,que trabalha para aquele que nele espera.(Isaías 64.4) A visão de Quem Deus é deve produzir em nós a confiança nEle. O profeta diz que Ele é um Senhor que trabalha para aquele que nele espera (Isaías 64.4). O apóstolo Paulo reescreve este texto de um modo igualmente profundo: Jamais penetrou em coração humanoo que Deus tem preparado para aqueles que o amam.(1 Coríntios 2.9) Nenhum de nós é capaz de compreender o que Deus tem preparado para nós. Ele trabalha para

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Israel Belo de Azevedo dezembro 12, 2006

João 20.19-23: PERDOANDO PARA A PAZ

PERDOANDO PARA A PAZ , 1 João 20.19-23 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 23.9.2001 INTRODUÇÃOEsta passagem, que narra o primeiro reencontro de Jesus com os seus discípulos após Sua ressurreição, contém quatro frases de Jesus: 1. paz seja convosco (verso 19b e 21b);2. assim como o Pai me enviou, eu também vos envio (verso 21c);3. recebei o Espírito Santo; e4. se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos. Estas frases são aparentemente desconexas, mas quero tomá-las como estando numa claríssima seqüência, cujo sentido é dado pela última expressão: se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos.Mais que isso, todas estas expressões são recapitulações de frases anteriormente proferidas por Jesus. 1Quando Jesus deseja: Paz seja convosco (verso 19b e 21b), Ele confirma Sua promessa anterior: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou (João 14.27).A informação bíblica é que os discípulos estavam com a porta trancada porque estavam apavorados, com medo de que algo pior lhes acontecesse, que fossem levados para as prisões e morressem como seu Mestre morrera.Jesus não lhes condena, por estarem morrendo de medo; antes, oferece-lhes generosamente a paz, não a paz que o mundo oferece, garantida por olhos mágicos ou poderosos barbitúricos, no plano pessoal, ou por tratados negociadas pela força ou por armamentos mortíferos.O medo que turbava os discípulos pode ser sentido também como a dor provocada pela injustiça da condenação do seu Senhor. Em muitos, essa dor era mais que saudade; era mágoa, era raiva. Em meio à desolação de suas almas, Jesus lhes traz a paz, paz que lhes ajuda a conviver com a saudade, paz que lhes tira o desejo de vingança.Se eles experimentassem mesmo a paz vinda de Deus, não sentiriam mais medo do que lhes poderia acontecer, porque saberiam que nada lhes poderia separar dAquele que os amava. Se eles se deixassem envolver pela paz de Deus, deixariam de afundar suas vidas na magoa e no rancor, talvez pensando em Judas e em todos aqueles que poderiam ter salvo Jesus da morte, quem sabe alguns que foram até curados pelo Senhor, mas não o fizeram. Se eles abrissem seus corações para receber a paz que Jesus portava, adquiriam uma disposição espiritual nova em relação aos seus ofensores e eventuais perseguidores: eles aprenderiam a perdoar.Certamente, entre seus medos, estava o de perdoar. Seu Mestre lhes dissera para amar os inimigos (Diferentemente do que tendes aprendido, eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem — Mateus 5:44); na cruz, seu Salvador rogara ao Pai que perdoasse aos seus assassinos (Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes — Lucas 23:34).Como conseguiriam agir deste modo? Por si não conseguiriam, a menos que a paz de Deus estivesse com eles. Por isto, Jesus desejou que esta paz estivesse com eles e lhas ofereceu.Como os primeiros discípulos, nós também temos medo de perdoar. Então, trancamo-nos dentro de nós mesmos. Achamos que estamos seguros, guardando nossas dores, protegendo nossas marcas, engolindo nossas lágrimas secretas.De igual modo, muitos temos medo de pedir perdão. As dúvidas encharcam nossas mentes. Será que o outro vai nos perdoar? Qual será o momento de acabar com este suplício?No entanto, nossas perguntas devem ser outras. Até quando vamos esperar que nos peçam perdão? Vamos levar nossas dificuldades para o túmulo, quando já não poderemos fazer nada? Vamos permitir que nossas mágoas, uns com os outros, nos acompanhem ao túmulo e permaneçam matando aos poucos aqueles nos magoaram ou nós os magoamos?Assim ponderavam os discípulos. Felizmente, mesmo com os seus corações trancados, Jesus se apresentou diante deles com a Sua paz. Ainda hoje, ele nos oferece esta paz, que é um dom de Deus.Deixemos que este dom nos alcance. Desejemos esta dádiva divina. É a paz de Deus que nos capacita a amar aqueles que nos perseguem. É a paz de Deus que nos capacita a dar o primeiro passo em direção a quem nos ofendeu ou a quem nós ofendemos. A partir daí, a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus (Filipenses 4.7). 2Quando Jesus dá aos discípulos o sentido de suas vidas, dizendo-lhe: Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio (verso 21c), Ele retoma a mesma comissão anterior: Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo (João 17.18).A que nos envia Jesus? O Senhor nos envia a fazer o que Ele fez, a anunciar o evangelho da paz (Atos 10.36). Como nos ensina a Bíblia, Jesus Cristo é a nossa paz, o qual de ambos [isto é, de judeus e de gentios, de cristãos e não cristãos] fez um [um só povo]; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne [com sua própria vida], a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito (Efésios 2.14-17).Outro ofício não temos senão o de embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio o mundo a se reconciliar com o Pai (2 Coríntios 5:20a). Afinal, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação. Isto quer dizer o seguinte: Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação (2Coríntios 5.18-19).Na há dúvida: nós somos enviados como embaixadores da paz.É por isto que Jesus, que é a paz, nos dá a paz. Foi por isto que ele saudou os aterrorizados discípulos com a

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Israel Belo de Azevedo dezembro 12, 2006

Lucas 23.34: PERDOANDO PARA A PAZ, 2

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Israel Belo de Azevedo dezembro 12, 2006

Isaías 16.4b-5: NATAL, TEMPO DE JUSTIÇA

Natal, tempo de justiçaIsaías 16.4b-5 1. INTRODUÇÃOTodos, cristãos e não cristãos, clamam por justiça. No caso deste texto, tomado hoje com muita liberdade para descrever a natureza do reino inaugurado por Jesus, o clamor, recortado de Isaías, vem de Moabe, um povo descendente de Ló (Gênesis 19.30-38).Trata-se, pois, de um grito “pagão”, porque vindo de Moabe. O pleito de Moabe foi apresentado nos seguintes termos: Quando o homem violento tiver fime a destruição tiver cessado,havendo os opressores desaparecido16.de sobre a terra,então um trono será estabelecidoem benignidade,e sobre ele no tabernáculo de Davise assentará em verdade um que julgue,que procure a justiçae se apresse a praticar a retidão.(Isaías 16.4b-5) Podemos tomar a primeira parte do texto (verso 4b) como uma descrição das vidas que levamos. Vivemos assaltados pela violência, em casas, nas ruas, nas/pelas instituições. Temos sido alvejados por forças, pessoais ou institucionais, que querem nos destruir, apenas porque imaginam que lhes somos uma ameaça. A opressão é uma tirania que se esconde sob varias faces e vem de varias fontes.Não é por outra razão que a Biblia descreve a justiça como sendo o oposto de tudo isto, sendo, antes a:. cessação da violência. cessação da destruição. cessação da opressãoDe igual modo, podemos ler a segunda parte do texto (verso 5) como uma antecipação do tempo quando essa cessação ocorrerá, com a chegada do Messias. Como viver esta realidade, tendo ido o Messias? Como aceitar a idéia de um Deus amoroso, que permite que a violência, a destruição e a opressão nos acompanhem? Muitos perguntam ainda hoje:— Até quando terei que clamar como Jó: Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido; grito: socorro! Porém não há justiça. (Jó 19.7) 2. Precisamos celebrar a justiça de Deus. Celebranda-a, estaremos mais capacitados para confiar num Deus justo. Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão (Salmo 9.8). O Senhor é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face (Salmos 11.7).Celebremos a justiça de Deus, nem que seja pela fé, mesmo que a nossa experiência não a esteja vendo. Louvemos todo o dia a Sua justiça (Salmos 35.28).Sobre a natureza desta justiça em relação a nós, não nos esqueçamos que o Antigo Testamento é pródigo em dizer que Deus nos retribui segundo as nossas ações, recompensando-nos conforme a pureza de nossas mãos (2 Samuel 22.21; Salmo 18.20). Esta é a justiça da retribuição. No varejo, ela nos serve; no atacado, não, porque somos condenados.No entanto, a justiça de Deus não olha apenas para o nosso caráter, mas também para o próprio caráter de Deus, essencialmente misericordioso. É por isto que Ele nos tolera. É por isto que não somos consumidos (Lamentações 3.22).Em Deus, bondade e justiça andam de mãos dadas (Salmos 101.1: Cantarei a bondade e a justiça; a ti, Senhor, cantarei. Mesmo que ela pareça demorado em nos defender, nós sabedmos que Ele nos faz justiça (Lucas 18.7). 3. Devemos esperar que Deus faça justiça. Este é um desejo legítimo. Temos que orar para que haja justiça, que será plena quando Jesus Cristo voltar.Orar para que haja justiça, mesmo que parcial e limitada, pode nos incluir como objetos (e como temos sido!) e sujeitos (como é difícil percebe-lo!) da injustiça.Como os moabitas, podemos pedir justiça sem a merecer. 4. Devemos buscar a justiça, porque ela é um valor do Reino de Deus.Não por acaso, a palavra “justiça” aparece 371 vezes diretamente na Bíblia, um índice elevado, especialmente se nos lembramos que a palavra “amor” ocorre 245 vezes. O par de adjetivos justo/injusto figura 330 vezes.A injustiça, especialmente a injustiça estrutural, é um atentado ao caráter absolutamente justo de Deus.Um irmão nosso tem (e quem não tem?) uma causa de vários anos na Justiça do Trabalho. Ele já ganhou em todas as instâncias. Há mais um de um ano ele espera apenas receber o que já foi considerado um direito seu, mas o processo não chega ao seu fim e eie nao recebe o dinheiro que tanto precisa.Nao podemos aceitar a injustiça nem contra nós nem contra ninguem. Diante da injustiça, devemos protestar e mesmo participar de movimentos pela justiça. (Salmos 82.3 Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.) No plano pessoal, devo evitar cometer injustiça e, se cometo, devo me comprometer com a reparação. Nossa oração deve ser a do salmo 23 (verso 3), que nos guie pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Diante de Deus, precisamos ter a coragem de orar, como o poeta bilbico: Faze-me justiça, Senhor, pois tenho andado na minha integridade e confio no Senhor, sem vacilar (Salmos 26.1). Olhando para cima, para os lados e para dentro de nós mesmos, podemos orar com este tipo de humildade? O salmista afirmava: Tenho praticado juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores (Salmo 119.121) Posso eu fazer o mesmo? 5. Devemos julgar como Deus julgaDeus nos julga (e também aos outros) com benignidade. Ser benigno é proprio do seu carater.Como nao faz parte do nosso, como poderemos julgarJulgar com benignidade é julgar como queremos ser julgados.Devemos julgar com benignidade, já que não conseguimos julgar com retidão. 6. Devemos nos esforçar para que nossa busca pela justiça não se converta em ódio. O ódio nada tem de positivo.Li uma historinha que destaca o poder que o ódio pode alcançar.Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:— Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que ‘aprontaram’ tanto comigo, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos. É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Salmo 42: JESUS, O SENTIDO DA VIDA

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Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006
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