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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Mateus 22.34-40 — AMANDO CORRETAMENTE (André Aguiar Lisboa)

Jesus demonstra autoridade em seus ensinos. As respostas que ele oferece aos saduceus e fariseus soam desconcertantes. O grupo dos fariseus desejava testá-lo mais uma vez pois seus rivais saduceus não tiveram sucesso. Escolheram um mestre entre eles que, a seus olhos, seria capaz de armar a cilada para Jesus. “Vamos pegá-lo no contrapé, confundi-lo”, diziam! “Vamos dar uma rasteira neste charlatão”, “Puxemos o tapete deste falso mestre que se diz filho de Deus”. A resposta de Jesus é uma de suas falas mais conhecidas. Escolhi este conjunto de versículos para estudar e cheguei a esta mensagem que compartilho agora: Como podemos amar a Deus, ao próximo e a nós mesmos corretamente? Amando a Deus totalmente O primeiro e grande mandamento que Jesus recorda, baseado em Deuteronômio 6.5 era o de amar a Deus sobre todas as coisas, com todas as nossas forças e com nossa vida. Esse, juntamente com o outro mandamento que o segue, são o resumo de todas as outras ordens da Lei.  Zelo pelas coisas de Deus, mas não excesso de zelo Geralmente confundimos o amor a Deus com um zelo desmedido pelas “coisas de Deus”. Tendemos a pensar e a agir religiosamente. Quando algo ou alguém se opõe à nossas próprias normas religiosas, ligamos a sirene do nosso excesso de zelo e defenestramos o cara ou rotulamos como não espiritual, não aceitável, não divino. Daí damos vazão aos mais obscuros preconceitos. Zelo pelas coisas de Deus foi a marca de Jesus (lembre-se do que ele fez no templo com os comerciantes que desejavam tornar a Casa de Oração em mercado – Mateus21.12-13). Ele também disse que deveríamos cumprir toda a lei, mas não como os fariseus. Todavia excesso de zelo é pecado, uma vez que não enxerga a essência da religião, mas vive desconfiada de suas formas. Os fariseus do tempo de Jesus haviam aprendido a Lei, mas ela ainda não estava em seus corações. Uma das marcas do excesso de zelo é nos preocuparmos mais com as falhas alheias do que com as nossas. Outra marca é a religiosidade sem sentido. Tiago entretanto nos diz que a  verdadeira religião é a prática de amor: “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1.27).   “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama” (João 14.21): Amar e obedecer como sinônimos Em seu último e grande discurso aos discípulos Jesus enfatiza o elo entre obediência e amor. Quem ama a Deus obedece. Os cânticos atuais, com tanta ênfase na paixão por Deus são imprecisos quando a ideia é obediência. Não adianta respirar Deus, ser apaixonado, fascinado, envolvido e encantado, dar rodopios e revirar os olhos por Deus se não o obedecemos. David Wilkerson diz: “Estou cansado da música que faz jovens pularem ao invés de dobrarem seus joelhos.” Quem ama a Deus deve levar em conta que ele espera de nós que guardemos seus mandamentos. Mas para obedecer a Deus é necessário saber o que ele quer de nós. Portanto o conhecimento das escrituras, mesmo da lei de Deus é fundamental. Os fariseus que questionaram a Jesus sobre o mais importante mandamento conheciam a Lei, mas ela ainda não havia descido de sua mente para o coração. “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” (Jeremias 31.33). A lei de Deus já está escrita no seu coração? Ou você ainda se guia pelos seus próprios impulsos?   O amor a Deus não é apenas sentimento, é uma atitude Amor em nossos dias é entendido como sentimento. Mas sentimento dá e pode passar, não é mesmo? Quem ontem estava contente, hoje chora. Quem vive ansioso poderá em pouco tempo gozar de tranquilidade. Sentimo-nos as vezes dentro de um mesmo dia alegres, tristes, desanimados, confiantes, sombrios, eufóricos ou medrosos. Se amor fosse um sentimento (que dá e passa) nossos casamentos não poderiam ser baseados nele. Amor é mais. É uma atitude diante da vida. É uma escolha, não um sentimento. O amor de Deus não esmorece diante de nossos pecados. Ele “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1Coríntios 13.7) Por que? Porque Deus escolheu nos amar. Essa foi a atitude dele em relação a nós, perdoando nossos inúmeros pecados. Amor é uma atitude de ir até o fim. Como vai seu amor a Deus quando ele parece ausente? Há em sua vida uma escolha pela santidade?    Amando ao próximo sacrificialmente Para todos nós o exercício de amor ao próximo é sacrificial. Sobretudo quando não nutrimos simpatia natural por alguém. Jesus diz que o segundo mandamento é “semelhante” ao primeiro. Por isso não dá pra amar a Deus se não amarmos também ao nosso próximo. Dúvidas sobre isso? Leia a primeira epístola de João, capítulo 4. Do isolamento à solidão da alma Historicamente o cristianismo passa por diversas fases. Uma das mais marcantes que se repete vez por outra é aquela que afirma que no isolamento silencioso está a garantia de intimidade com Deus. Há uma boa dose de verdade nisso. Mas não é no isolamento definitivo que encontramos Deus. O movimento monástico cristão cria nisso. Esses monges, ascetas e ermitões começaram sua marcha rumo ao isolamento no deserto do Egito no século III. A Bíblia todavia é pródiga em nos mostrar Deus na vida do outro. Jacó olhou para Esaú e viu sua face como a face de Deus. Não é em nossas fugas que encontramos a Deus. Ele se manifesta nas relações de amor. “Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. ” (1João 4.12). Henri Nowen nos ensina que a solidão precisa ser cultivada para que nossos encontros sejam significativos. Mas solidão é um movimento dinâmico do meu interior

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Israel Belo de Azevedo janeiro 28, 2013
Credo Apostólico
Israel Belo de Azevedo

CREDO APOSTÓLICO, O CREDO CRISTÃO, 14 – Creio na santa Igreja Católica

A igreja é católica quando sua mensagem é católica, isto é, é para a terra toda. Não há barreiras geográficas ou linguísticas para a igreja. A igreja é católica quando ela é missionária, enviando missionários por todo o mundo, traduzindo a Bíblia em tantos idiomas. A igreja é católica quando entende que o mundo é a sua paróquia, como ensinava John Wesley. Sua missão é católica:”Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28.19-20).

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Israel Belo de Azevedo novembro 20, 2012

2Timóteo 1.7: GERAÇÃO RELEVANTE 1 – EM BUSCA DE UM IDEAL

Paulo escreveu esta carta a Timóteo, um jovem pastor, filho de Eunice, e de Loide, mas cujo pai não é mencionado. Timóteo era membro de uma família de verdade, como as nossas, às vezes fora dos padrões. E não temos de ter vergonha da família que temos. É nela que devemos nos fortalecer. É a partir dela que temos que construir a nossa, diferente se for caso; melhor, se conseguirmos. Paulo estava na prisão de Mamertino, na verdade um calabouço. Em lugar de se lamentar, ele decidiu abençoar, certo de que era amado por Deus, que estava cuidando daquela situação. Nero era o imperador. Paulo era acusado por crimes comuns, o que levou muitos a terem vergonha dele (2 Timóteo 1.15 — "Você sabe que todos os da província da Ásia me abandonaram, inclusive Fígelo e Hermógenes"), embora alguns tenham ficado firmes (2 Timóteo 1.16 — "O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes ele me reanimou e não se envergonhou por eu estar preso"). Alguns tiveram vergonha de ser identificados como cristãos. Alguns também temos vergonha, sobretudo diante das trapalhadas e interesses escusos de muitos evangelicos, líderes e liderados. Diante desta situação , o apóstolo Paulo dizia, para si mesmo e para Timóteo: "Deus não nos deu espírito de covardia (δειλιασ), mas de poder (δυναμεωσ), de amor (αγαπησ) e de equilíbrio (σωφρονισμου)". (2 Timóteo 1.7) *** AS PALAVRAS Paulo usa cinco substantivos principais neste verso: 1 A primeira palavra é πνεῦμα πνεῦμα é a palavra comum para espírito (mente) e até Espírito, para indicar o Espírito Santo. πνεῦμα aqui é usado negativamente, como algo que não foi dado por Deus.  Nem todo espírito vem de Deus. Por isto, uns dons dons espirituais é o de discernimento de espíritos, o dom que Deus nos dá para identificar a origem das coisas que nos acontecem, dos sentimos que temos. Devemos tomar cuidado para não sair atribuindo todas as coisas diretamente a Deus, como se não tivéssemos responsabilidades ou não fizéssemos escolhas. 2 A segunda palavra é δειλιασ πνεῦμα é covardia, recuo diante das dificuldades, medo diante dos problemas. Esta atitude perante a vida não vem de Deus. Dele vêm outros dons: Se você tem um espírito, no caso, mente (disposicao, jeito de ser) marcado pela timidez, saiba que este πνεῦμα não vem de Deus. Se você é tímido, medroso, covarde, isto não vem de Deus. Vem da sua educação familiar, do seu meio, dos traumas que enfrentou, do modo como vê as coisas. Se você acha que certo ideal seu não vai dar certo, isto não vem de Deus. O medo não vem de Deus. Nunca. Você ainda com medo? Cante como o poeta biblico: "Mas eu, quando estiver com medo, confiarei em ti. Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal? ( Salmos 56.3-4) 3 A terceira palavra é δυναμεωσ δυναμεωσ significa poder, coragem. Este é um dos dons prediletos de Paulo, que o cita dezenas de vezes em suas cartas (como Romanos 1.16 — "Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego".) É o dom de enfrentar as situações sabendo que é amado por Deus. Numa prova, numa entrevista para um emprego. O poder de Deus é mais triunfante e vitorioso que o poder do inimigo, que é quebrado quando o espírito de poder nos é dado por Deus. (Ray Stedman) Este poder nos é dado quando confiamos em Deus. Quando confiamos em Deus, deixamos que ele nos leve para frente. Quando Deus nos leva para a frente (conduzindo-nos), ele nos dá força para caminhar. Para isto o Espírito Santo nos foi dado. Você se acha fraco? Eis o que Deus disse a Paulo (e a nós): “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Ao que Paulo completa, pela fé: "Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim". (1Coríntios 12.9) 4 A quarta palavra é αγαπησ αγαπησ é o fruto do Espírito (o primeiro da lista de Gálatas 5.22) que lança fora todo medo (1Joao 4.18), medo de ter projetos, medo de viver em comunhão, medo de resolver seus próprios problemas, medo de ousar. Este a amor deve ser dirigido a nós mesmos. Se somos amados por Deus, porque não nos amamos a nós mesmos? Este amor deve ser dirigido a nós mesmos. Fazemos isto quando entendemos que não somos nós os únicos que importam. O outro também importa. Começamos a viver quando olhando também para o outro e não apenas para nós mesmos. Este amor deve ser dirigido a Deus, que nos amou primeiro. Somos capacitados para a vida quando começamos a celebrar o Deus de amor. Quando louvamos a Deus, o foco vai para ele. No caso individual, deixa de ser meu próprio eu, a quem não louvo. A maior prova de que o Espírito Santo nos habita com plenitude se dá quando nos dispomos o ajudar os outros em seus problemas. 5 A quinta palavra é σωφρονισμου σωφρονισμου, que aparece apenas esta vez em todo o Novo Testamento, é autocontrole, moderação, equilíbrio, disciplina. Não chegamos a lugar algum sem disciplina, um dos 3 D da vida (os outros sendo: desejo e decisão) Estes dons de Deus nos capacitam para viver. *** PAULO E TIMÓTEO, homens com ideais Quando lemos as cartas de Paulo a Timóteo, vemos que Paulo tinha um ideal (ou vocação, se preferirmos): Em 1Timóteo 1.15-16, lemos: "Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. Mas por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna". O ideal de Paulo era

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Israel Belo de Azevedo outubro 16, 2012
Credo Apostólico
Israel Belo de Azevedo

CREDO APOSTÓLICO, O CREDO CRISTÃO, 13 – Creio no Espírito Santo

A plenitude do Espírito Santo é o Espírito Santo em ação para nos capacitar a viver por Cristo e para Cristo no mundo.
Ser cheio do Espírito Santo é ser controlado por ele para uma vida que antecipe aquela que viremos quando Jesus Cristo nos transformar em pessoas glorificadas sem nenhum outro senhorio sobre nós (sem pecados, sem doenças, sem desvios, sem medos) que não de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.

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Israel Belo de Azevedo outubro 8, 2012

Mt 6.9-13 — A ORAÇÃO DA CONFIANÇA

Primeira oração de Jesus “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém". (Mt 6.9-13; cf. Lc 10.21-22) 1 Esta oração não é propriedade de nenhum segmento cristão, seja católico, luterano, anglicano, presbiteriano, batista ou assembleano. Ao mesmo tempo, nenhum destes grupos deve deixar de fazer esta oração, em particular ou em grupo. Assim, podemos pensar nesta oração, a Oração do Pai Nosso (porque é a expressão que a inicia, embora seja também chamada de "Oração do Senhor" ou "Oração Dominical — por meio do latim ‘Dominus’, que quer dizer "Senhor"), como uma fórmula, a ser repetida. Ela pode ser meditada e recitada, que ainda assim não empobrecerá, tão ricamente inesgotável é. No entanto, se apenas a meditamos, perdemos. Se apenas a recitamos, repetindo-a, perdemos. Assim mesmo, devemos memorizá-la. Enriquecemo-nos quando a decoramos e repetimos. Contudo, a riqueza maior é pensar nela como uma aula sobre oração. Por isto, é também chamada de "Oração-modelo". 2 Antes de ensiná-la, Jesus ofereceu uma série de instruções, para ressaltar que, em nossas orações, devemos orar de modo pessoal, não-protocolar, não-burocrático, dirigindo os nossos sentimentos na forma de palavras a Deus como o que Ele é:  Nosso Pai, a quem pertencem o reino, o poder e a glória, eternamente. Todas as nossas orações são a Ele, não a nós mesmos, não à congregação que nos ouve, no caso de uma prece pública. Todas as nossas orações devem louvar a Deus, afirmando sua imensa santidade, declaração que põe a nu a nossa maldade. 3 A oração começa e termina na mesma intenção: exaltando a Deus, pelo que Ele é: santo poderoso, poderoso e glorioso. O mais valioso é como este Deus exaltado é chamado: por "Pai". O lugar deste Pai em nossas vidas é que Ele é "nosso" Pai. Não é um pai genérico de  todos; é nosso. Ele é poderoso e todo o universo Lhe pertence, mas Ele é "nosso". Ele é santo, mas Jesus ensina a santificá-lo. Como podemos santificar a Deus? Nunca saberemos. O máximo que podemos dizer é: "Pai, tudo és santo. Pai, que bom que tu és santo. Tu és santo e isto me deixa seguro. Tu és santo e eu preciso ser santo também. Nunca serei santo como tu és, mas amanhã poderei ser mais santo do que sou hoje. Eu torno Deus santo quando desejo que Ele me santifique. Diante desta santidade divina, eu posso ficar desesperado. Mas, antes de ser santo, Ele é Pai, Nosso Pai, pelo que não preciso ficar desesperado". Quando dizemos "Pai nosso" (nosso Pai), evidenciamos que a oração é sempre relacional. Quando oramos, entramos em comunhão com Deus. Quando dizemos "Pai nosso", deixamos o recôndito de nosso quarto e nos abrimos para Deus na presença daqueles que creem como nós cremos. 4 A oração termina com uma afirmação majestosa: "teu é o reino, o poder e a gloria para sempre". Esta frase nasce do encontro com Deus. Este encontro faz germinar um desejo de honrar a Deus. Assim, quando digo que o reino é "teu", afirmo que o reino não é "meu". Temos os nossos reinos, alguns minúsculos. Assim mesmo, alguns somos reis autoritários, que governam seu reinos com palavras violentas e punhos de ferro. Há pastores que se acham reis da sua igreja e se desesperam quando algo sai do seu controle. O conselho é orarem como Jesus orou: "Teu é o reino, o poder e a glória. Logo, Senhor, o que faço aqui é trabalho de servo. Ensina-me a te servir, servindo a meus irmãos". Há pais (pais e mães) que se acham reis sobre seus filhos. Seu amor pelos filhos foi contaminado por um sentimento de posse e por uma prática autoritária. Assim, não são pastores dos seus filhos, mas algozes. Eles não podem dispor dos seus filhos. Devem amá-los, defendê-los, orientá-los, jamais exauri-los, espancá-los, sufocá-los. Precisam aprender a orar como Jesus ensinou: "Teu é o reino, o poder e a glória. Meus filhos são teus. Abençoa-os por meu intermédio. Senhor, se sigo padrões que aprendi e que não aprovas, ajuda-me a ser um pai como tu és". Há cônjuges (maridos e esposas) que se acham reis sobre seu parceiro de vida conjugal. Sempre querem ter a ultima palavra, e não sabem ouvir. Sempre tomam todas as decisões, porque nunca se acham errados. Suas vontades são as únicas, como o seu cônjuge não pensasse, não desejasse, não sonhasse. Precisam aprender a orar como Jesus ensinou: "Teu é o reino, o poder e a glória. Graças te dou, Senhor, pelo meu cônjuge. Graças te dou porque somos diferentes. Não nos uniste para dominar um sobre o outro, mas para ser iguais e companheiros. Tu me conheces, Senhor, e sabes de como gosto de mandar e reinar. Não ha felicidade nisto. Abençoa-me para que eu possa amar e respeitar o cônjuge que me deste. Não sou rei. Sou servo de ti e do meu amor aqui". Há filhos que se acham reis. Exigem dos seus pais como se fossem reis. Tratam seus pais como se fossem escravos. Não têm experiência, mas querem ensinar. Não têm responsabilidade mas querem conduzir. Se há pais que abusam da violência moral ou física, também há filhos que usam da força (seja espancando ou chantageando) para dominarem seus pais. Filhos que se acham reis precisam aprender a orar como Jesus ensinou: "Senhor, teu é o reino, o poder e a glória. Ajuda-me a amar meus pais, a reconhecer seu amor por mim, a aceitar sua orientação, a cuidar deles, se for necessário. Ajuda-me, Senhor, a guardar a minha língua e a recolher o meu braço. Quero amar, Senhor". Há chefes que se acham reis sobre seus subordinados

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Israel Belo de Azevedo setembro 10, 2012

Efésios 3.8-19 — A igreja que podemos ser

Efésios 3.8-19   ISRAEL BELO DE AZEVEDO    Quando a Igreja Batista Itacuruçá foi fundada, em 21.2.1936, foi lido o capítulo 3 da carta de Paulo aos Efésios. Vale a pena lê-lo todo, pelo que reproduzimos parte desse capítulo, para a nossa reflexão.   "Embora eu seja o menor dos menores de todos os santos, foi-me concedida esta graça 1 de anunciar aos gentios 2 as insondáveis riquezas de Cristo  e esclarecer a todos a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas as coisas.  A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais, 3 de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, por intermédio de quem temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele.  Portanto, peço-lhes que não desanimem por causa das minhas tribulações em seu favor, pois elas são uma glória 4 para vocês. Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai,  do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra.  Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, 5 para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; 6 e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, 7 vocês possam, juntamente com todos os santos, 8 compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,  e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus".  (Efésios 3.8-19 NVI)   MAIS QUE UMA INSTITUIÇÃO 1. Somos uma instituição, mas podemos ser mais que uma instituição   Seremos mais que uma instituição, se estivermos atentos à nossa missão. A missão é repetida por Paulo: "Embora eu seja o menor dos menores de todos os santos, foi-me concedida esta graça de anunciar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo e esclarecer a todos a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas as coisas" (Efésios 3.8-9).    Seremos mais que uma instituição, se cada um de nós se deixar fortalecer no íntimo do seu ser pelo poder de Deus. Assim deve ser entendida a oração de Paulo: "Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito" (Efésios 3.16)    Seremos mais que uma instituição se tivermos interesse um pelo outro. Estamos impregnados pela cultura individualista (narcisística até), segundo a qual a felicidade é algo individual, mesmo que custe a infelicidade do outro. Se sairmos do indivíduo para a comunidade como o valor maior, seremos relevantes. Quando em público oramos pelos enfermos, dizendo os seus nomes, estamos também dizendo que nos importamos.   UMA BOA FAMÍLIA 2. Dizemos que somos uma família e podemos ser uma família, diferente da família de sangue, mas — ainda assim — uma família, uma boa família   Somos uma família porque recebemos de Deus a nossa filiação a ele por criação ("Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra" — versos 14-15) e por nosso relacionamento de fé, já que temos livre acesso ao Pai, a quem vamos com confiança ("por intermédio de quem [Jesus Cristo] temos livre acesso a Deus em confiança, pela fé nele" — verso 12) Este pertencimento tem a ver com fé, não como mérito. Este pertencimento nos permite um relacionamento sem medo de Deus, sem troca com Deus; com desprendimento para com Ele, com prazer diante de Deus, com alegria diante de Deus.   Somos uma família individualmente e eclesialmente, se temos consciência de que somos filhos de Deus, logo irmãos uns dos outros. Somos filhos de Deus: somos criados por Deus, nosso Pai; somos amados por Deus, nosso Pai; somos cuidados por Deus, nosso Pai. Somos irmãos uns dos outros: irmãos dos iguais, irmãos dos diferentes; irmãos dos agradáveis, irmãos dos desagradáveis; irmãos dos saudáveis, irmãos dos doentes; irmãos dos certinhos, irmãos dos erradinhos; irmãos dos egoístas, irmãos dos generosos. Somos iguais. Igual é quem se acha menor ("Embora eu seja o menor dos menores de todos os santos" — verso 8); igual é quem se importa com as tribulações dos outros ("não desanimem por causa das minhas tribulações em seu favor" —  verso 13)   Seremos uma família, se desejarmos participar da família. Uma igreja com muitos membros dificulta e facilita a vida em família. Uma igreja grande tem mais cultos, tem mais festas, tem mais encontros, tem mais ministérios. Como fazer parte da família da fé, se ela é grande? É como na família biológica, com muitos irmãos e muitos primos. Há famílias em que os parentes não se conhecem, porque não querem se conhecer. Na igreja, para ser parte da família, é preciso que cada um de nós: . goste de estar com as pessoas . crie situações para estar com as pessoas  . procure não chegar atrasado nem sair correndo dos cultos e outros encontros . cumprimente as pessoas, perguntando-lhes os nomes, sorrindo para elas . busque as pessoas, quando sente falta delas . envolva-se num ministério . participe de um grupo pequeno . não seja "sensível" demais, importando-se demais com as atitudes inadequadas das outras pessoas. 9   Seremos uma família, se entendermos o papel da família. Como na família biológica, a família da fé é o lugar em que cada um se realiza individualmente e também participa no projeto global. Na família biológica, uma criança pensa que tudo é dela. Ela cresce e aprende que nem tudo é dela ou, cá entre nós, que quase nada é dela. Na igreja, podemos achar, por exemplo, que o culto nos pertence e tem que ser do nosso jeito. Podemos achar, estando num ministério, que só o nosso ministério é importante. Se cantamos num coro,

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Israel Belo de Azevedo julho 28, 2012
Credo Apostólico
Israel Belo de Azevedo

CREDO APOSTÓLICO, O CREDO CRISTÃO, 12 — Jesus há de vir para julgar

Diz o Credo: Jesus está no céu, “de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos”.
Você está pronto para este julgamento?
Isto se decide agora.

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Israel Belo de Azevedo julho 3, 2012

João 19.25-27 — Amando como as mães amam

Lemos em João 19.25-27 que “perto da cruz de Jesus estavam sua mãe; a irmã dela; Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe ali e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: “Aí está o seu filho”, e ao discípulo: “Aí está a sua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua família”. Podemos ler o texto, com algumas notas adicionais: “Perto da cruz de Jesus estavam: [Maria,] sua mãe; a irmã dela [tia de Jesus, sobre quem nada sabemos, nem mesmo o nome];  Maria, mulher de Clopas [sobre quem nada sabemos, a menos que seja — e não temos certeza — o mesmo Cleopas que se encontrou com Jesus ressurreto, cf. Lucas 24.18], e Maria Madalena [a quem Jesus livrara do poder dos demônios, cf. Lucas 8.2]. Quando Jesus viu sua mãe ali e, perto dela, o discípulo a quem ele amava [João, irmão de Tiago e filho de Salomé e Zebedeu],  disse à sua mãe: — Aí está o seu filho. E ao discípulo [João, ele disse]: — Aí está a sua mãe.  Daquela hora em diante, o discípulo [João] a recebeu em sua família”. AS MÃES APRENDEM COM MARIA Neste breve texto, vemos a atitude de Maria como mãe, atitudes que servem de modelo para as mães de todos os tempos. Eis algumas atitudes modelares de Maria, a mãe de Jesus. 1. Sobre Maria, aprendemos que o seu amor foi sacrificial. Amor de mãe é amor que se sacrifica. O amor de Jesus por Maria fala sobre Jesus e fala sobre Maria, cujo amor de mãe é um dos mais notáveis da história da humanidade. Ela enfrentou a vergonha para lhe dar à luz, já que não era casada quando foi engravidada miraculosamente pelo Espírito Santo; enfrentou os irmãos (meio-irmãos, por parte de mãe) de Jesus, que não o aceitavam como Messias; enfrentou a missão que Jesus cumpriu, andarilho e sem família própria; enfrentou a dor de uma morte injusta, cruel e necessária como apogeu do ministério dele. Quando Jesus demonstra seu amor por Maria na cruz, podemos imaginar, humanamente falando, que ele aprendeu a amar com sua mãe. Ninguém amou como ele e sua mãe foi parte de sua formação. Assim, o amor de Jesus por Maria fala do amor de Maria. As mães devem amar como Maria. 2. Sobre Maria, aprendemos que o seu amor não visava retorno. Amor de mãe não é amor que faz pelo que vai receber. Faz porque ama. Por isto, ela estava perto da cruz, o mais perto possível. 3. Sobre Maria, aprendemos que o seu amor é amor que se dedica até o fim. Quando pôde, ela seguiu Jesus em seu ministério itinerante. Quando ele foi ao Calvário, ela foi junto, talvez esperando que Deus livrasse seu filho da morte. Quando a morte estava para se consumar, ela estava ao seu lado. Quando seu corpo foi sepultado, ela estava ao seu lado. Maria é o protótipo da mae que não desiste do seu filho. Se tiver mais de um (como foi o caso dela), ama a todos. Quando um deles está em dificuldade, ela se dedica mais ainda a ele. OS FILHOS APRENDEM COM JESUS E COM JOÃO Quando Jesus pede a João que cuide de sua mãe, também estão nos ensinando a como agir com as nossas. 1. Jesus se preocupou com sua mãe numa hora em que poderia se ocupar apenas de si mesmo. Seu gesto nos mostra que devemos, como filhos, ter os nossos olhos sempre voltados para nas necessidades de nossas mães. A nossa possível dificuldade não nos deve impedir de cuidar delas. Muitas vezes elas só têm a nós. Podemos ampliar a mensagem para todos nós. Quem ama se preocupa com o outro mesmo estando em dificuldade. A nossa generosidade não pode depender que esteja tudo bem conosco. Nunca vamos resolver todos os nossos problemas para nos preocupar com os dos outros. 2. Jesus se preocupou com sua mãe na velhice dela. Por alguma razão, Jesus não entregou sua mãe aos cuidados dos filhos dela, mas aos de João. Podemos imaginar que a fala de Jesus a João foi precedida de alguma conversa com o amigo e discípulo. Talvez tenha lhe dito algo como: — Meu bom amigo João. Você sabe que estou de partida. Eu preciso de você. Eu preciso que você cuide da mamãe. Meus irmãos não cuidarão dela como você cuidará. Você amoroso e não vai deixar faltar nada a ela, nem coisas nem afeto. Cuide dela por mim, por favor. Como filho mais velho, cabia-lhe cuidar da mãe, talvez viúva. Se, de fato, Jesus acertou com João aquele cuidado, fica evidente a previdência de Jesus. Hoje ele pagaria o INSS dela ou mesmo uma previdência privada para lhe uma velhice tranquila. Se o pedido foi naquela hora, também evidenciou o cuidado dele para com a mãe. Talvez seus irmãos não estivessem no monte da sua crucificação. Como João estava, pediu a ele. Antes de morrer, precisava saber que sua mãe estaria em segurança. 3. Aprendemos com Jesus e com João que a nossa família pode ir além dos afetos do sangue. João cuidou da mãe de Jesus, recebendo-a em casa como parte de sua família. Uma igreja, para merecer este nome, deve ser uma família, no sentido de se comportar como um família, onde o problema de um é o problema de todos. O desemprego de um preocupa a todos. A doença de um entristece a todos. A morte de um enluta a todos. Uma igreja, para merecer este nome, deve ensinar seus membros a não pensarem apenas em si mesmos, mas em todos os necessitados que puder alcançar, para viver então a verdade do Evangelho. “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1.27) ISRAEL BELO DE AZEVEDO

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Israel Belo de Azevedo maio 12, 2012
Páscoa
Israel Belo de Azevedo

OLHAR A CRUZ

Convida-me o Pai para olhar a cruz,
onde seu Filho se esvaiu em sangue.
Olho e consigo ir além do horror,
porque aquele sangue me batizou.

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Israel Belo de Azevedo março 27, 2012

Êxodo 1.8: QUANDO AS COISAS MUDAM

Nem sempre nossa vida segue em linha reta. Nem sempre vemos as promessas de Deus se cumprindo em nossas vidas. Muitas vezes somos atordoados por dificuldades que parecem além de nossa capacidade de compreender ou resistir. Aconteceu assim com o povo hebreu no Egito, apesar da promessa de que Canaã era sua terra para sempre. Há semelhanças entre a experiência daquele povo e a nossa. A HISTÓRIA O livro de Gênesis nos deixa no Egito. O livro do Êxodo começa também no Egito. Há um longo intervalo entre o fim (Gênesis) e o começo (Êxodo). Antes de fixar residência no Egito, Jacó, como ele mesmo lembra (Gênesis 47.9), morou em muitos lugares. Ele nasceu, provavelmente em meados do século 19 a.C., no sul de Israel, mais especificamente em Beer-Laai-Roi (cuja localização é desconhecida, mas deve estar ao sul de Berseba), no deserto de Neguev. De Berseba, para fugir do irmão Esaú, estabeleceu-se por 20 anos em Padã-Harã (ou Harran, ao norte do país, no que hoje seria a Turquia, perto da fronteira com a Síria), distante cerca de 900 km. Seu projeto era voltar para a região dos pais (Canaã), o que faz, não mais na região de Berseba, mas em Siquém (Gênesis 33.18), hoje Nablus, mais ao norte (hoje território palestino), e distante uns 150 km. E nesta viagem que se reencontra com Esaú. De Siquém, ele se mudou para Betel (Gênesis 35.1), apenas 50 km ao sul. Dali foi para Migdal-Eder ou Torre de Éder (Gênesis 35.21), mais 50 km ao sul. Por fim, chegou a Hebrom, na terra de seu pai e seu avô (conforme lemos em Gênesis 35.27: "Veio Jacó a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba — que é Hebrom –, onde peregrinaram Abraão e Isaque"). O próximo destino de Jacó foi, passando por Berseba outra vez (Gênesis 46.1 — ARA), Gósen (Gênesis 46.28), no Egito. Diferentemente das outras peregrinações, a viagem para o Egito foi para não morrer de fome. Como sabemos, quando estava em Hebrom, seus filhos venderam seu preferido José como escravo. No entanto, Deus fez as coisas ruins (inveja e violência) convergirem para o bem, de modo que José tirou a família da miséria, levando-a (66 pessoas) para Gósen. Gósen não está indiscutivelmente identificada, mas ficava, certamente, no delta do rio Nilo, um pouco ao norte onde hoje está Cairo, a capital do país. Seu filho José devia morar na capital (Menfis ou Tebas). Possivelmente na capital, quando José estava com 40 anos, Jacó teve um encontro com o Faraó, como lemos (Gênesis 47.7-12):   "Trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó abençoou a Faraó. Perguntou Faraó a Jacó: — Quantos são os dias dos anos da tua vida? Jacó lhe respondeu: — Os dias dos anos das minhas peregrinações são 130 anos; poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações. E, tendo Jacó abençoado a Faraó, saiu de sua presença. Então, José estabeleceu a seu pai e a seus irmãos e lhes deu possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como Faraó ordenara. E José sustentou de pão a seu pai, a seus irmãos e a toda a casa de seu pai, segundo o número de seus filhos". (Gênesis 47.7-12 — ARA) Jacó morreu 17 anos depois no Egito, com 147. Seu filho José estava então com 57 anos. Seus descendentes ficaram no Egito, na região norte, distante perto de 600 km da Canaã onde residiram Abraão, Isaque e Jacó, prometida como terra definitiva dos seus descendentes. Durante um tempo, tudo correu bem para o povo no Egito, com o Faraó fixando-lhe regras bastante favoráveis, em função de José: —  Teu pai e teus irmãos vieram a ti. A terra do Egito está perante ti; no melhor da terra faze habitar teu pai e teus irmãos; habitem na terra de Gósen. Se sabes haver entre eles homens capazes, põe-nos por chefes do gado que me pertence. (Gênesis 47.5– -6 ARA) Durante a vida de Jacó e de José no Egito. Aos 30, José estava trabalhando no governo. Aos 40, sua família chegou. Tudo correu bem pelos próximos 70 anos. Algum tempo depois, as coisas mudaram, como lemos (Êxodo 1.8-11): "Depois o Egito teve um novo rei que não sabia nada a respeito de José. Ele disse ao seu povo: — Vejam! O povo de Israel é forte e está aumentando mais depressa do que nós. Em caso de guerra, eles poderiam se unir com os nossos inimigos, lutariam contra nós e sairiam do país. Precisamos achar um jeito de não deixar que eles se tornem ainda mais numerosos. Por isso os egípcios puseram feitores para maltratar os israelitas com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram as cidades de Pitom e Ramessés, onde o rei do Egito guardava as colheitas de cereais" (Êxodo 1.8-11 — NTLH) O poder foi mudando de mãos no Egito. Segundo a Bíblia, "decorridos muitos dias, morreu o rei do Egito; os filhos de Israel gemiam sob a servidão" (Êxodo 2.23). As coisas, portanto, mudaram para os hebreus. Certamente, entre eles, nessa época, contava-se a história de Abraão, de sua chamada para habitar, com seus descendentes, em Canaã, mas estavam no Egito, numa situação adversa. Certamente, entre eles, contava-se a história de como Jacó e sua família foi salva da fome na mesma Canaã. Certamente, entre eles, havia quem lembrasse a promessa, de que o Egito não era a sua terra definitiva, mas Canaã. Como sairia o povo dali e voltaria para a terra da promessa, se o governo egípcio era tão poderoso? Provavelmente, algumas famílias não esperavam mais o cumprimento de promessa alguma. Provavelmente, algumas famílias já estavam completamente aculturadas no culto egípcio, fazendo sacrifícios aos seus deuses. Provavelmente, muitos se perguntavam: como podia ser aquilo? onde estava o Deus de Abraão, Isaque, Jacó e José, que permitia que as coisas

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Israel Belo de Azevedo fevereiro 16, 2012
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