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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Êxodo 3.1: ATRAVESSAR O DESERTO É PRECISO

ATRAVESSAR O DESERTO É PRECISOÊxodo 3.1 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 14.1.2007 (manhã, culto 2) Há mais.Há mais de Deus para nós.Há mais na vida, com Deus, para nós.A história da chamada de Moisés  (Êxodo 3.1) evidencia que há mais. O primeiro verso é bastante inspirador: “Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. Um dia levou o rebanho para o outro lado do deserto e chegou a Horebe, o monte de Deus” 1. A VIDA NÃO ACABA NO MEIO“Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro.” (Êxodo 3.1)A vida de Moisés teve três partes distintas, de 40 anos cada. Começou num lance de tragédia (como muitas de nossas vidas, rejeitadas ou vinda em sofrimento), quando sua morte foi decretada pelos governantes de Deus com medo do aumento da população hebréia. Foi salvo por sua irmã. Passou a infância com os pais e depois foi educado no palácio de Faraó. Meio egípcio, meio hebreu, não tinha uma identidade étnica, até que, aos 40 anos de idade, uma escolha aconteceu. Ele viu um egípcio atacando um hebreu. Ao defender o hebreu, matou o egípcio e teve que fugir, para não ser punido.Encontrou uma fazenda onde se empregou e acabou casando com a filha do fazendeiro. Seu trabalho continuou. Era um pastor de rebanhos. Durante o segundo terço da sua vida, até os 80 anos, ali esteve e ali criou a sua família.Então, sua vida mudou e, por mais 40 anos, desenvolveria um ministério, o de liderar seu povo para longe da opressão no Egito. Agora, não tinha um emprego, mas tinha uma missão.A história de Moisés tipifica a de muitas pessoas.Alguns de nós vivemos como Moisés no segundo terço. 1. No segundo terço da sua vida, Moisés tocava a vida, empurrando-a com a barriga, como se diz. Mídia não era o seu lugar, mas é ali que ele estava. Foi preparado para liderar, mas liderava bezerros, carneiros e ovelhas numa terra estranha.Alguns de nós não somos Moisés no segundo terço? Quantos temos talentos, que nunca usamos? Quantos vemos as oportunidades desfilaram na passarela de nossa história, sem acompanhar nenhuma ela? Quando convivemos por anos a fio com a sensação de inadequação, sem nenhum gesto para mudar as coisas?Há mais. 2. No segundo terço da sua vida, Moisés fugia das decisões. Ele sabia que precisava voltar para a terra da sua infância. Um dia ele voltaria: amanhã, quem sabe?Alguns de nós não somos Moisés no segundo terço? Quanto tomamos a decisão de não decidir, para não ter que pagar um preço, mesmo pagando outro? Há mais. 3. No segundo terço da sua vida, Moisés se contentou em viver na aba dos outros ou dos acontecimentos. Jetro era tudo (“sacerdote de Mídia”). Moisés não era nada. A vida lhe oferecia pouco, mas estava bom. Havia mais, em termos de qualidade existencial, mas ele se acomodou, sem ânimo para os vôos necessário.Alguns de nós não somos Moisés no segundo terço? Quantos nos contentamos em viver à sombra de pessoas, projetos e coisas?Há mais. 4. No segundo terço da sua vida, Moisés preferiu não acertar as contas com o seu passado. Deixou que o visitasse dia e noite como um fantasma. Preferiu fugir a enfrentar. Talvez a testemunha do seu crime já tivesse morrido, mas se estivesse vivo?Alguns de nós não somos Moisés no segundo terço? Quantos de nós vemos o que não há, tememos o que não existe?Há mais. 2. HÁ UM OUTRO LADO“Um dia [Moisés] levou o rebanho para o outro lado do deserto”.Como parte do seu trabalho, Moisés levou o rebanho para o outro lado do deserto. Podia ficar onde sempre esteve. No entanto, o pasto estava ralo. O sol não permitia que as folhas crescessem. Seus animais precisavam de pastagem melhor. 1. Moisés tomou uma decisão. Ele decidiu fazer um pouco diferente o que fazia. A mudança de itinerário indicava seu desejo por mudança, mesmo ainda pastoreando o rebanho dos outros, que talvez um dia fosse seu. Enquanto tocamos as nossas vidas, podemos sonhar com algo novo e profundo. Leva o seu rebanho para o outro lado quem não se contenta com o lado em que está. Mesmo contentes, há mais a ser feito.Há mais. Precisamos desejar algo novo e melhor para nós. 2. Moisés teve que atravessar o deserto. Deserto é perigo. Tem ventos fortes, areias intermináveis, animais selvagens, assaltantes perigosos. Há risco. Não há felicidade sem risco. Não há prazer sem preço.Precisamos ir para o outro lado de deserto, como Moisés, dispondo-nos a correr riscos. Pode não haver o que esperamos do outro lado, mas talvez não seja pior que o lado de cá. Só saberemos indo.Há mais. Precisamos de coragem para alcançar mais. 3. Ao levar o rebanho para o outro lado de deserto, Moisés mostrou sua responsabilidade diante da vida. Ele não largou simplesmente o rebanho. Não deixou as suas atividades. Continuou responsável, mas queria mudar. Enquanto estava ali, fazia o melhor. Por isto, procurou pastos novos para os animais sob os seus cuidados.Devemos ser responsáveis. O rebanho é nosso. Se podemos levá-lo para o outro lado, por que não levá-lo? A verdadeira aventura inclui a responsabilidade. As pessoas que nos confiaram os rebanhos espera que cuidemos dele até o fim, que o tragamos de volta.Há mais. Precisamos permanecer com nossas atividades, sejam famílias, estudos e trabalhos; não podemos deixar as coisas pela metade, nem as pessoas na mão. 4. A partida de Moisés para ao outro lado era uma resposta. Alguém o chamava, e ele foi. Talvez ele não o soubesse bem, mas foi. Naquela época, havia um templo dedicado à deusa egípcia Hathor. Lembrou-se Moisés dos deuses de sua infância palaciana? Não.Sua família era monoteísta. Ele aprendeu com Anrão e Joquebede sobre o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Seu sogro, Jetro, era monoteísta. Ele mesmo era monoteísta, como o demonstram os eventos posteriores. Ele tinha consigo o Deus que o livrara da morte, quando foi recolhido nas águas do rio Nilo.Pouco depois Deus lhe apareceu. Ele reconheceu

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Israel Belo de Azevedo janeiro 15, 2007

Salmo 73: MESMO QUE EU NÃO ENTENDA

MESMO QUE EU NÃO ENTENDASalmo 73 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 14.1.2007 (noite) Li o Salmo 73.Leia o Salmo 73.Leia o Salmo 73, se anda cheio de perguntas perplexas, do tipo “por que isto está acontecendo comigo”. Asafe não oferece a resposta, mas faz um desabafo, que eu ou você poderíamos ter escrito. Inspirado por Deus, o poeta aponta caminhos, que devem ser os nossos também, diante do triunfo dos perversos, inclusive que maquinam o mal contra nós.Ao ler o Salmo 73, vivi-o para mim e compartilho com você o que aprendi.O que você deve fazer em função do que vê e sente e sofre. 1. Proteste contra a maldade.Proteste contra a maldade pessoal. Se foi traído, não aceite: proteste, grite, indigne-se. Se seus direitos estão sendo espoliados, berre, pule, procure justiça, procure a Justiça. Foi prejudicado no emprego, proteste, mesmo que com prudência para evitar erros maiores.Proteste contra a maldade universal. Não faça de conta que ela não existe. Não entregue o problema a Deus, sem antes protestar, posicionar-se, colocar-se ao lado de Deus nem que seja para fazer perguntas que lhe soem incômodas. 2. Cuide para se manter íntegro diante da maldade.Não imite, nem no plano do desejo, o comportamento dos maus, tornando-o seu também.A todo instante, mesmo que cheio de dúvidas, olhe para os padrões de Deus.Tome cuidado para não se tornar amargo, como se dissesse: “sou íntegro, mas não vale a pena”.Tome cuidado para não desejar (invejar) o que o outro tem. Pare de olhar para o que o outro tem, para não o cobiçar. Pare de ouvir os aplausos que o outro recebe, para não os querer para si.Não se deixe contaminar. Não beba da água desta gente. Não entre no propinoduto.Vigie para não escorregar. Fique no quase. Se escorregar, peça perdão e se deixe levantar por Deus. 3. Fique perto de Deus.Mesmo que não entenda o que Deus está fazendo ou deixando os homens fazerem (com você ou com o mundo), fique perto dEle (verso 28). Mesmo que esteja revoltado com Ele contra Ele, fique perto dEle.Dê um tempo para Deus mostrar Quem Ele é. Ele não precisa deste tempo, mas talvez você precise. Ele resolve algumas coisas, ficando ao seu lado. Ele não resolve outras coisas, mas continua do seu lado. Se você ficar ao seu lado, vai entender. Esta foi a experiência do poeta: “Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios” (versos 16-17). Esta experiência pode Creia que Deus é bom (verso 1). Lembre-se da sua vida; da vida dos outros, para se recordar da bondade de Deus. Mesmo que não esteja sentindo que Deus é bom, não esteja vendo que Deus é bom, creia que Deus é bom.Cante mesmo que esteja triste.Ore mesmo que não acredite que Deus vai intervirVenha à igreja mesmo que lhe pareça sem sentido.Afirme que Deus é bom, mesmo que não esteja vendo esta bondade em ação. 4. Espere ser honrado.Cremos que os puros de coração são alvos da bondade de Deus. Só que as vezes nosso esquema parece não funcionar.Deus conhece o nosso esquema mental, em que os ímpios precisam ser castigados e os justos, premiados. Ele nos garante, então, que nos recompensará.Penso em quatro recompensas: A primeira recompensa é ver as coisas como Deus as vê. No santuário, no culto, na adoração, na comunhão com Deus, vemos as coisas como Ele as vê. Ele vê o ímpio se arrebentando, e nós também. Nosso senso moral sai, assim, fortalecido. A segunda recompensa é ser conduzido pelo conselho de Deus. É como Deus nos tomasse pelas mãos para nos mostrar o que ainda não vimos. A terceira recompensa é ser honrado por Deus. A imaginação do poeta vai longe: “depois me receberás com honras” (verso 24). A quarta recompensa é Deus mesmo; é a sensação da presença de Deus. No santuário, fruímos da presença de Deus. Que prazer. ISRAEL BELO DE AZEVEDO

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Israel Belo de Azevedo janeiro 15, 2007

Neemias 1-13: PARA VIRAR O JOGO DA VIDA

PARA VIRAR O JOGO DA VIDA)Neemias 1-13 Pregado na igreja Batista Itacuruçá, em 31.12.2006, manhã, e 7.1.2007, noite 1. Precisamos reconhecer, sem nos vitimizarmos, que nossa vida é composta por uma teia de acontecimentos sob e fora (o exílio, a aflição dos que ficaram) nosso controle.Nem tudo na vida está sob o nosso controle. Pais que cuidam bem dos seus filhos, amando-os, instruindo-os, deverão se alegrar com eles no futuro, mas esta lei comporta exceções. Uma vida regrada não garante saúde e longevidade, embora as favoreça. Um motorista atento não está isento da irresponsabilidade do outro na esquina ou na estrada. Um negócio feito com todos os cuidados não fica totalmente imune à desonestidade. Um sorriso em direção ao nem sempre produz sorriso no outro.Nem todos colhem o que plantaram. E isto se aplica aos que plantaram ventos bons, mas também aos que plantaram tempestades. Quem plantou vento bom deve colher calmaria, mas pode colher tempestade. Quem plantou tempestade deve colher borrasca, mas pode colher calmaria.Há uma lógica na vida, mas uma lógica nem sempre racional.Quando não entendemos esta realidade cruel, tendemos a nos olhar como vítimas, como pessoas que não merecem esta ou aquela situação atual.Neemias estava no exílio, sem o merecer. Ele mesmo nada fizera para estar ali. Decorriam já 150 anos que parte do seu povo, o povo judeu, tinha sido levado à força para o exílio na Pérsia (587 a.C.). Ele mesmo nasceu no exílio. Ele não teve nenhum papel na história. Não podia ser culpabilizado pela desobediência do seu povo.Quando soube que a situação na terra dos seus avós continua péssima (cerca de 445 a.C.), ele poderia se esquivar ou apenas lamentar não ter nascido em Jerusalém. Ele era uma vítima, mas não se viu como vítima.Ser vítima, ou da situação econômica do país ou da (des)educação recebida pelos pais, não altera nada o presente de uma pessoa.Se queremos que nossa história mude, precisamos, como Neemias, reconhecer a vida é assim mesmo, geralmente justa, mas nem sempre.Se queremos virar o jogo da nossa vida, precisamos abandonar a idéia de que podemos controlar tudo, porque não podemos. A paixão pelo controle apenas nos deixa menos capazes de resolver o que está em nossas mãos. 2. Precisamos nos lembrar que não há jogo perdido.Jerusalém estava distante e destruída. Neemias, contudo, não julgou perdida a situação. A cidade podia florescer de novo.Ele não se alegrou com o fato: Tanto se entristeceu que o seu chefe, o rei Artaxerxes I, o percebeu. Sua tristeza, no entanto, não foi apenas de lamento, mas de desejo, de desejo de dar a sua contribuição para mudar aquele quadro. Sua tristeza estava grávida de esperança.Se estamos no primeiro tempo no jogo da vida e estamos perdendo feio, podemos virar o placar no segundo. Se o jogo está terminando, podemos provocar uma prorrogação. Se estamos perdendo na prorrogação, ainda assim podemos virar o resultado. O jogo só termina quando acaba. A vida só termina quando acaba.Não há casamento sem solução. E mesmo que a solução não seja a esperada, devemos lugar até o fim.Não há dívida que não se possa pagar. Nem que tenha que ser negociada e renegociada. Nem que os hábitos tenham que ser mudados. Nem que o padrão de vida tenha que baixar drasticamente`por ser mais realista.Não há concurso no qual não se possa passar.Não há ambiente de trabalho que não possa ser alterado. Mesmo que não possa, você pode sair de lá e começar de novo em outro.Não há saúde que não possa melhor. E se não puder, deve ser enfrentada. Quando escrevia este parágrafo, chegava a informação sobre uma senhora da igreja que luta sozinha há anos contra uma doença. Esta é a palavra-chave: luta. Ela está viva porque luta. E só lutamos enquanto achamos que podemos vencer. Do contrário, entregaríamos os pontos. 3. Precisamos ter em mente que não há viradas fáceis.Virar o jogo da vida implica em auto-superação e em superação.Neemias teve que conter as lágrimas, para não ficar na auto-comiseração, e começar a traçar planos para o que pretendia fazer.Quando chegou a Jerusalém,  teve que enfrentar dificuldades diversas. Uma delas foi a oposição do grupo de Sambalate, que ficou extremamente aborrecido com o fato de alguém viver procurar o bem dos filhos de Israel (Neemias 2.10). Neemias e sua equipe tiveram que superá-los. Não foi fácil: tiveram que reconstruir os muros com a espada na cintura. Neemias e sua gente estavam decididos a vencer. 4. Precisamos tomar a decisão de virar o jogo da nossa vida, porque há sempre algo a ser mudado.Na verdade, Neemias tinha tomada a decisão de virar Jerusalém ao avesso.A cidade estava assolada. As portas dos muros estavam queimadas a fogo e os muros estavam derrubados. Os inimigos entravam e saíam à vontade.Nem todos somos Jerusalém. Nem tudo em nossa vida tem que ser reconstruído, mas há sempre algo a ser melhorado.Seja pouco, seja muito o que precisa ser feito, o primeiro passo é a decisão.Numa enquete com pessoas visitantes do site www.itacuruça.org.br, visando atitudes para um novo ano, perguntei: o que você mais almeja para este novo ano? Um terço respondeu que queria paz interior. Em segundo lugar, veio o desejo por “um novo relacionamento afetivo”.Quem quer paz interior precisa decidir ter paz interior, e há uma caminhada longa neste sentido. Quem quer se envolver num novo relacionamento afetivo precisa tomar idêntica decisão. Quem quer mais tempo para orar (o terceiro desejo) precisa decidir que vai separar tempo para a oração no seu agitado dia-a-dia. Quem quer um carro (que foi a quarta resposta) precisa decidir que tudo fará para que esta compra se dê.Quem deixar as coisas como estão não pode reclamar no futuro que nada se fez, porque nada se fez mesmo, porque não houve a decisão de se fazer, ou de se tentar. Antes e durante o tempo de Neemias, a situação incomodou a muitos, mas Neemias tomou a decisão de fazer algo para mudar aquele estado de coisas. 5. Precisamos olhar para o que queremos ver transformado.Depois

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Israel Belo de Azevedo janeiro 8, 2007

Daniel 1:1-9: HISTÓRIA DE UM DEUS QUE TEM VONTADE PRÓPRIA, MAS NÃO É ARBITRÁRIO (esboço)

HISTÓRIA DE UM DEUS QUE TEM VONTADE PRÓPRIA, MAS NÃO É ARBITRÁRIO Daniel 1:1-9 Pregada na Primeira Igreja Batista de Piracicaba (SP), em 3 de julho de 1993 1. Introdução 2. Deus é o Senhor da história, mesmo quando não parece (v. 1)   – Nabucodonosor sitiou Jerusalém, a cidade de Deus    – Coisas ruins acontecem também hoje aos filhos de Deus. 3. Precisamos crer que Deus é o Senhor da história (v. 8)   – Daniel não descreu (nem teorica nem praticamente) no Deus que lhe permitiu o cativeiro   – O que significava contaminar-se?     . reconhecer que o seu Deus perdera para o deus dos babilônios     . renunciar a um modo de vida, que tinha uma cultura milenar, deslumbrando-se com a novidade     . negar-se a si mesmo   – O que significa contaminar-se hoje?     . diferentemente de não comer isto ou beber aquilo ou não ir a este ou àquele lugar, é viver conforme os padrões deste século, conformando-se com ele.   – O desafio é o mesmo ainda hoje: não abandonar a Deus, mesmo quando coisas ruins nos acontecem ou sua antítese: estar com Deus quando somos abençoados. 4. O senhorio de Deus se exerce de modo soberano mas não arbitrário   – A história dos homens é a história dos atos de Deus, porque a história de Deus é a história dos atos dos homens (v. 2, “entregou”; v. 9, “concedeu”)   – O segredo da felicidade é compreender este aparente paradoxo.   – Não podemos esquecer que Judá buscou sua própria destruição. Tanto o é, que podemos interpretar a destruição de Jerusalém como uma conjugação de fatores econômicos e políticos. A interpretação seria incompleta, mas bastante para entender-se o que ocorreu.   – O “entregou” e o “concedeu” são, portanto, interpretações posteriores ao fato, exatamente como acontece em nossas vidas. Queremos que Deus nos fale, mas ele nos fala através dos fatos.   – A vontade de Deus é alto interdependente, pois a soberania de Deus não é arbitrária, uma vez que respeita a vontade humana. 5. CONCLUSÃO

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Israel Belo de Azevedo janeiro 4, 2007

João 17.1-3 e outros: JESUS: SINGULARIDADE AFIRMADA

JESUS: SINGULARIDADE AFIRMADA JESUS CRISTO RECEBEU AUTORIDADE SOBRE TODA A HUMANIDADE (João 17.1-3) [CONHEÇA]Jesus vende. Pelo menos uma vez por ano, por exemplo, Ele (e eu escrevo maiusculamente o “E”) é capa de revistas de grande circulação, no Brasil e no mundo cristão e pós-cristão. Um autor criou uma trama que revela dados imaginários sobre a vida de Jesus, num livro que se tornou um dos mais vendidos no mundo inteiro. Seu autor fez ficção, mas muita gente acha que fez história. Até quem não leu o livro faz julgamento sobre Cristo e os cristãos.Na esteira destes livros, houve uma enquete na França, com o mesmo tipo de preocupação: 85% dos entrevistados responderam que o fato de Jesus Cristo ter sido casado e tido, portanto, vida sexual não mudaria a sua imagem, mas 43% acham que a hipótese de Jesus ter tido uma mulher não deve ser excluída.Neste contexto, voltou o interesse pelos livros apócrifos, textos que não foram considerados dignos de figurar no Novo Testamento. No caso específico, eles não foram censurados por ninguém; apenas não eram conhecidos, a não ser por fragmentos, quando o Novo Testamento foi editado. São todos datados depois do segundo século. Além disso, nenhum deles foi escrito por um apóstolo ou teve um apóstolo de Jesus como fonte. Mais que isto: nenhum deles revela nada de novo sobre o Deus que se fez carne. Ao contrário, seus ensinos contradizem os ensinos que os quatro evangelhos e as epístolas canônicas apresentam, o que tornaria inaceitável sua inclusão na lista inspirada, porque se o homem se contradiz o Espírito Santo não se contradiz. A este propósito, uma boa leitura é “Por que quatro evangelhos”, de David Alan Black (editora Vida).No Brasil, uma revista de divulgação científica para jovens lançou uma pergunta aos seus leitores. A maioria respondeu que a igreja errou ao censurar os livros apócrifos, que lançam luzes sobre a pessoa de Jesus. Notemos bem a pergunta: “A igreja estava errada ao excluir os evangelhos apócrifos?”. A resposta que se queria se teve.Até hoje, a literatura apócrifa pós-apostólica continua povoando a imaginação das pessoas. As pessoas acreditam numa espécie de conspiração, para esconder delas a verdade sobre Jesus Cristo. Quando foram descobertos os manuscritos do mar Morto (em torno de  Qumran), correu mundo a idéia de que a história do Cristianismo seria mudada, com a Bíblia desmoralizada. Os manuscritos foram traduzidos; não há nenhuma informação sobre Jesus, embora fiquemos conhecendo um pouco mais sobre a vida social e religiosa ao tempo de Jesus; as diferenças entre as versões que conhecemos e as de Qumran, comparadas palavra com palavra, são estatisticamente desprezíveis. Mas, é claro: ainda há gente que acha que estão escondendo alguma coisa.Além do desejo do escândalo para despertar interesse e em vender (tem sido assim com todas as personalidades histórias, nenhum delas tão fascinante como Jesus), essas atitudes fazem parte de uma marca humana: a arrogância, a mesma marca que tirou Adão e Eva da companhia de Deus e que levou o chamado Filho Pródigo e sair de casa em direção ao nada.A arrogância mata. A arrogância do saber leva o ser humano a achar que a felicidade está em conhecer. Se olhamos para os nossos lados, vemos que conhecimento e felicidade não rimam. Quem mais conhece não é quem vive melhor. Isto não nos deve levar a uma celebração da ignorância, mas a colocar o conhecimento no seu lugar. Quando João escreveu seu Evangelho, tinha uma intenção: que o conhecimento de Quem é Cristo experimente a vida, que é Jesus. O conhecimento pelo conhecimento mata; o conhecimento com o conhecimento de Jesus traz vida.A arrogância mata. A arrogância do poder leva o homem a achar que a felicidade está em dominar a natureza e as pessoas. Desde cedo, o homem quer mandar. As trajetórias de alguns permitem este exercício em suas últimas conseqüências, que levam alguns ao delírio, psicologicamente falando. O caso do imperador macedônio Alexandre, dito o Grande, é emblemático. Segundo a lenda em torno da sua vida, ele comentou as vitórias militares do seu pai com melancolia: “Ele não deixará nada para conquistarmos”. Quando chegou ao poder, assassinado o pai, saiu numa volúpia conquistadora do mundo, cujas fronteiras que queria ampliar. Consta que a cada grande vitória, ele se lamentava com o medo de não ter mais mundo para conquistar. Ele morreu jovem, antes de completar 33 anos, derrotado pelo vinho. A arrogância mata. A arrogância do prazer leva o homem a achar que a felicidade está em mergulhar sua mente e seu corpo no gozo. É o que explica, por exemplo, o sucesso da droga, das leves às pesadas, e a permanência da prostituição, tanto a formal quanto a informal. O homem foi feito para o prazer, ensina a Bíblia. Cito poucas das muitas passagens, neste sentido: Confirmados pelo Senhor são os passos do homem em cujo caminho ele se deleita (Salmo 37.28 – ARA). Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição (Isaías 55.2 -NVI). O Senhor, o seu Deus, está em seu meio, poderoso para salvar. Ele se regozijará em você; com o seu amor a renovará, ele se regozijará em você com brados de alegria (Sofonias 3.17- NVI). O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu cântico o louvarei (Salmo 28.7 — ARA). O homem foi feito por prazer e para o prazer, mas o homem não encontra prazer no prazer desconectado de Deus. Sem Deus, o prazer se perde na dinâmica mórbida da destruição, como o aprendeu o filho pródigo da parábola contada por Jesus. A arrogância, do saber, do poder e do prazer, mata, ao glorificar o homem, colocando-o num lugar que não é o seu. Acima dele está o que

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Israel Belo de Azevedo janeiro 4, 2007

Marcos 1.40-45: ELE VEIO AQUI POR MIM (monólogo)

Marcos 1.40-45: ELE VEIO AQUI POR MIM (monólogo) (HISTÓRIA DE UMA CURA) Demorei entender porque Jesus me repreendeu. E ele me repreendeu com toda a força; até parece que havia raiva nele. Ele me repreendeu como os cavaleiros repreendem os animais. Ele precisava ser duro comigo para eu entender. Vocês podem me ver: estou limpo, estou feliz. Eu tinha um problema de pele tão sério que precisava ficar longe dos outros. Na verdade, eu precisava ficar longe  de mim mesmo. Essa minha doença ia me matar. Minha voz já não saía normal, tantas eram as feridas na minha garganta. Meu rosto começava a ficar transfigurado. Os médicos não podiam fazer nada; eles mal sabiam o nome da minha enfermidade. Só diziam que eu tinha pouco tempo de vida. Eu não tinha mais aparência de gente. Meu rosto parecia o rosto de um leão. Eu não tinha mais onde pisar, porque doía tudo. Eu não tinha como pegar, porque meus dedos estavam ficando dilacerados. Ninguém chegava perto de mim. Então, alguém me disse, gritando de longe, que estava na minha cidade o homem que andava pela Galiléia, ensinando, pregando e curando. Eu não tinha interesse por seu ensino, nem por sua pregação, mas queria ser curado. Eu queria ser curado! Eu me escondi nuns trapos e me enturmei na multidão. Com cuidado, fui abrindo espaço e cheguei perto dele, bem perto mesmo de Jesus de Nazaré, que me disseram, morava em Cafarnaum. Eu cheguei tão perto que me joguei, de joelhos, aos pés dele. Ele me olhou e eu senti nos seus olhos que ele ia fazer alguma coisa por mim. Depois, ele me disse: — O que você quer de mim, meu filho? Eu respondi, ofegante; nem sei se Ele entendeu direito: — Eu quero ser purificado. E eu sei que, se tu quiseres me purificar, eu ficarei limpo para sempre. O homem olhou em volta. Ele tinha ouvido meu pedido. Olhou bem para mim e disse: — É claro que eu quero. Eu ainda estava de joelhos. Ele me tocou no braço. E quando Ele me tocou, um calor tomou conta do meu corpo. Eu me levantei e olhei para as minhas mãos: estavam limpas. Eu olhei para as minhas pernas: estavam limpas. Fiquei, depois de muito tempo, firme sobre os meus pés. As pessoas me olhavam, admiradas. E agora elas me tocavam também. Queriam ver o que tinha acontecido. Não tinham mais nojo de mim. Eu estava purificado.  Eu quis sair correndo, mas Jesus me fez um pedido estranho: — Não conte nada do que aconteceu a ninguém, antes que os sacerdotes vejam você e anunciem formalmente que você está curado. Mas eu saí correndo, contando para todo mundo. Eu lá queria saber de sacerdotes… Eles nunca fizeram nada por mim. Eu sei que eu errei. Demorei a compreender porque Jesus me pediu silêncio e para ir aos sacerdotes. Atrapalhei seu trabalho. Minha desobediência pôs em risco o ministério de Jesus. Depois do que eu falei, fiquei famoso e Ele também. Este foi meu primeiro erro: fui curado por um homem e acabei me achando mais importante que ele. Todo mundo elogiava minha fé, e eu acabei me esquecendo de Jesus. Meu segundo erro foi achar que, estando curado por Jesus, não precisava do testemunho de mais ninguém. Se ele disse que precisava, eu precisava. Não podia haver dúvidas sobre o Seu poder, e sempre alguém duvidaria. Eu tinha que ter ido aos sacerdotes, para que me examinassem e reconhecessem o milagre. Jesus me ensinou que o milagre precisa de confirmação, se não o Evangelho de Jesus pode ficar desmoralizado com curas que não aconteceram… Sem o testemunho formal dos sacerdotes, as pessoas não poderiam ser consideradas oficialmente limpas. Meu terceiro erro foi que, com a minha desobediência, as pessoas não iam a Jesus em busca da bênção da salvação, mas apenas da bênção da cura. E Ele não queria apenas curar: porque o efeito da cura acaba e todos morremos, mas o poder da salvação dura para sempre. Agora compreendo, porque com o tempo alcancei mais que a cura: alcancei a salvação. Eu só entendi isto quando Ele morreu naquela cruz injusta. (QUEM SOU EU) Foi quando eu entendi quem era eu. 1. Eu era alguém afastado da glória de Deus, por causa do meu pecado. Meu problema não era só a doença na minha pele, que era grave e ia me matar. A minha doença pior era o meu pecado. Graças a Deus, eu sou alguém resgatado por Jesus, como qualquer pessoa pode ser. 2. Eu sou alguém que me aproximei de Jesus Por causa da minha doença, eu não podia me aproximar de ninguém e ninguém podia se aproximar de mim. Jesus devia fazer o mesmo comigo: manter-me longe dEle por causa do meu pecado. Mas Ele deixou que eu me aproximasse dEle. Até hoje é assim: Ele morreu, ressuscitou e está agora com o Seu pai, mas posso me aproximar dEle. Posso levar a Ele as minhas enfermidades, e Ele as leva sobre si, curando-as ou não. 3. Eu sou alguém que fui tocado e transformado e por Jesus Fui tocado e transformado. Jesus me tocou. Ele foi além das interdições e correu o risco de ficar impuro também. Ele demonstrou a sua compaixão, sob o preço de ficar interdito, de desobedecer a lei. Ele está sempre disposto a pagar o preço para nos tocar e transformar. Todo mundo pôde ver que fui tocado e transformada. Minha história pôde ser confirmada. Jesus me tocou. Foi além das interdições. Comprometeu-se a ficar impuro também. Demonstrou a sua compaixão, sob um preço, de ficar interdito, de desobedecer a lei. 4. Eu sou alguém que preciso obedecer a voz de Jesus Jesus me pediu silêncio, porque tinha muito ainda para fazer, e eu saí falando. Eu desobedeci. Tinha boas intenções, mas prejudiquei o trabalho de Jesus. É verdade que eu louvei ao Senhor, mas a obediência é o melhor louvor que podemos prestar a Ele. Aliás,

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Israel Belo de Azevedo janeiro 4, 2007

Jeremias 1.4-10: TIMIDEZ: EU SOU TÍMIDO, MAS QUERO MUDAR

TIMIDEZ: EU SOU TÍMIDO, MAS QUERO MUDAR(Jeremias 1.4-10) 1. ABERTURAEis o que escreveu numa “CARTA AOS TÍMIDOS” o cronista Luiz Fernando Veríssimo, escritor de sucesso, filho de escritor de sucesso e tímido.“Como um tímido veterano, acho que já posso dar alguns conselhos às novas gerações de envergonhados, jovens que estão recém descobrindo o martírio de ter de enfrentar este terror, os outros, e se lançando na grande aventura: que é se impor, se fazer ouvir, ter amigos, namorar, procriar e, enfim, viver, quando o que preferia era ficar quieto em casa. Ou, de preferência, no útero. Tente se convencer de que você não é o alvo de todos os olhares e de todas as expectativas de vexame quando entra em qualquer recinto. No fundo, a timidez é uma forma extrema de vaidade, pois é a certeza de que, onde o tímido estiver, ele é o centro das atenções, o que torna quase inevitável que errará a cadeira e sentará no chão, ou no colo da anfitriã. Convença-se: o mundo não está só esperando para ver qual é a próxima que você vai aprontar. E mire-se no meu exemplo. Depois que aposentei a correntinha e perdi o topete [ele se refere ao chaveiro com correntinha e gumex no cabelo, quando era adolescente], namorei, procriei, fiz amigos, vivi e hoje até faço palestras, ou coisas bem parecidas. Mesmo com o secreto e permanente desejo, é verdade, de estar quieto em casa”. VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Carta aos tímidos. Época, 29/03/04. Possivelmente o drama de Veríssimo deve ter sido o de uma aluna que  tive numa universidade. Seu grupo apresentava o tema. Eu olhava quem falava, quando, de repente, todos olharam para o chão. Uma das componentes do grupo tinha desmaiado; não resistiu à espera de sua fala minutos depois.No mundo, o contingente de tímidos soma a 48%, com tendência de crescimento. Quase a metade de população relata sofrer de timidez.Segundo pesquisas, os japoneses são os mais tímidos (60%). Vêm depois alemãs, ingleses e americanos. Os menos tímidos são os israelenses (30%). Os brasileiros estão no meio da escala (45%).Todos somos tímidos, em algum grau. E isto não é problema. Só o é quando interfere em nossa vida social. Talvez este tema não lhe interesse, mas deve lhe interessar para ajudar você a se relacionar saudavelmente com os tímidos. Seja uma bênção para eles: incentive-os, não ria deles, não os ache tão estranhos, não seja tão impaciente com eles por achá-los antipáticos. 2. CASOS DE TIMIDEZ NA BÍBLIAHá vários casos de tímidos na Bíblia, o livro da verdade sobre a realidade humana e sobre o amor divino. Menciono três: Gideão, Saul e Jeremias. 2.1. GideãoJuízes 6.2,3,11-15(2-3) Os midianitas dominaram Israel; por isso os israelitas fizeram para si esconderijos nas montanhas, nas cavernas e nas fortalezas. Sempre que os israelitas faziam as suas plantações, os midianitas, os amalequitas e outros povos da região a leste deles as invadiam.(11-15) Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas.Então o Anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe disse:— O Senhor está com você, poderoso guerreiro.— Ah, Senhor, — Gideão respondeu, — se o Senhor está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as suas maravilhas que os nossos pais nos contam quando dizem: ‘Não foi o Senhor que nos tirou do Egito?’ Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos de Midiã.O Senhor se voltou para ele e disse:— Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está enviando?— Ah, Senhor, — respondeu Gideão — como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família.(Juízes 6.2,3,11-15)Eis como Gideão se via a si mesmo: o menor de uma família sem nenhuma importância. 2.2. SaulO caso mais dramático é o de Saul. 1Samuel 10.20-24Tendo Samuel feito todas as tribos de Israel se aproximarem, a de Benjamim foi escolhida. Então fez ir à frente a tribo de Benjamim, clã por clã, e o clã de Matri foi escolhido. Finalmente foi escolhido Saul, filho de Quis. Quando, porém, o procuraram, ele não foi encontrado. Consultaram novamente o Senhor:— Ele já chegou?E o Senhor disse:— Sim, ele está escondido no meio da bagagem. Correram e o tiraram de lá. Quando ficou em pé no meio do povo, os mais altos só chegavam aos seus ombros. E Samuel disse a todos: — Vocês vêem o homem que o Senhor escolheu? Não há ninguém como ele entre todo o povo.Então todos gritaram:— Viva o rei!(1Samuel 10.20-24)Saul era um escolhido por Deus, era alto e bonito. Assim mesmo se escondeu na bagagem, certamente por se achar incapaz para aquela tarefa.É provável que Saul tenha carregado este estigma toda a vida. Se não, como explicar, sua reação diante do fiel Davi? Não tinha ele uma auto-estima tão baixa que via no amigo um inimigo? 2.3. JeremiasUma história vitoriosa é a de Jeremias. Jeremias 1.4-6A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:— Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações. Mas eu disse: — Ah, Soberano Senhor! Eu não sei falar, pois ainda sou muito jovem.(Jeremias 1.4-6) Houve um milagre com Jeremias. O tímido se tornou um profeta ousado. 3. TIMIDEZEm certo sentido, todos somos tímidos, o que é bom, por nos dar um sentido de culpa e vergonha e impedir que evitemos excessos comportamentais. A timidez se caracteriza por um desconforto diante de situações sociais, desconforto que “atrapalha o indivíduo na conquista de seus objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais”. CLÍNICA DO AMOR E TIMIDEZ. O que é a Timidez? Disponível em <http://www.timidez.com/timidez.htm>. Acessado em 18.11.2004. O tímido tem dificuldades em:* enfrentar situações novas;* fazer amigos ou namorados (o que torna seu círculo social extremamente reduzido);* apresentar trabalhos estudantis,

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Jonas 1: PESSIMISMO: EU SOU PESSIMISTA, MAS QUERO MUDAR

PESSIMISMO: EU SOU PESSIMISTA, MAS QUERO MUDAR(Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em 16.1.2005, noite) A jornalista Rita Bragatto, que perdeu o marido durante uma escalada ao monte Aconcágua, no dia 7 de janeiro de 2005, fez a seguinte reflexão uma semana depois: “Muita gente me pergunta como passei a ver o montanhismo a partir desse novo momento em minha vida. Estou ferida. Quem me conhece e conhecia o Eduardo sabe que minha alma está machucada. Perdi o grande amor da minha vida e nada –absolutamente nada– vai traze de volta. Mas ao mesmo tempo estou em paz e, assim que me recuperar fisicamente, pretendo voltar às montanhas. Porque foi o Eduardo quem me ensinou a gostar de montanha. Foi ele quem me ensinou que estar na montanha é estar mais perto de Deus”. [Depoimento de Rita Bragatto disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u104221.shtml>. Acessado em 15.1.2005. BRAGATTO, Rita.] Sublinho: “Estou em paz e, assim que me recuperar fisicamente, pretendo voltar às montanhas”. Ela não quer morrer junto com o marido, mas viver. Por muito menos, Jonas, o profeta pessimista do Antigo Testamento, queria morrer. Chamado por Deus, logo com uma vida com sentido; resgatado do ventre de um peixe, logo amado mesmo por Deus, e protegido em seu descanso, logo cuidado por Deus, ainda assim Jonas queria morrer.Há muitas pessoas vivendo a trágica síndrome de Jonas, mergulhadas no pessimismo profundo. A NATUREZA DO PESSIMISMOO pessimismo se caracteriza pela certeza que a vida de uma pessoa é tão sem valor que não vale a pena viver. Afinal, segundo esta visão, o mundo é o pior possível. Como desafiou o filósofo romano E.M. Cioran (1911-1995), “mostre-me uma coisa na terra que começou bem e não terminou mal”. Antes, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) colocou o fundamento do pessimista moderno, ao propor que o mundo é uma força cega irracional, sem orientação, sem um Deus para dirigi. Bem antes, um filósofo bíblico descreveu sua visão da vida em termos que parecem ir na mesma direção: De novo olhei e vi toda a opressão que ocorre debaixo do sol: Vi as lágrimas dos oprimidos, mas não há quem os console; o poder está do lado dos seus opressores, e não há quem os console. Por isso considerei os mortos mais felizes do que os vivos, pois estes ainda têm que viver! No entanto, melhor do que ambos é aquele que ainda não nasceu, que não viu o mal que se faz debaixo do sol (Eclesiastes 4.1-4).Este pessimismo, de contornos filosóficos, se aproxima da dimensão quotidiana da vida, levando ao estresse “quando deixa de ser um acontecimento eventual e se torna uma característica marcante do indivíduo”. Afirmativa do psicólogo José Roberto Leite, disponível em <http://www.tcmed.com.br/estresse.html>. Acessado em 14.1.2005. Segundo um estudo recente, noticiado pela Sociedade Médica Americana, os pacientes que se descrevem a si mesmos como altamente otimistas correm menos riscos de morte. De acordo com uma pesquisa realizada ao longo de nove anos, comparados com os pessimistas, os otimistas  55% menos chances de morte em geral e 23% menos de risco de morte por acidente cardiovascular. Uma visão otimista da vida dá à pessoa um beneficio adicional. Pesquisa sintetizada em Optimists Live Longer, Study Finds. Disponível em <http://www.intelihealth.com/IH/ihtIH/WSIHW000/8271/8014/403861.html>. Acessado em 15.1.2005.Esta descoberta parece estar de acordo com a percepção da ativista Hellen Keller, cega aos dois anos de idade, nunca se entregou. Ela sabia que “nenhum pessimista descobriu os segredos das estrelas, trafegou numa terra sem mapa ou abriu um novo horizonte para o espírito humano” (Helen Keller — 1880-1968). Outro contemporâneo seu, atuando em outro campo, disse a mesma coisa em outros termos: “O pessimista jamais ganhou uma batalha” (Dwight D. Eisenhower — 1890-1969). É por isto que não há monumentos erigidos em homenagem aos pessimistas (Paul Harvey). CUIDADO COM O NEGATIVISMOA vida cristã, vivida na perspectiva bíblica, se opõe ao pessimismo, e talvez possa ser caracterizada como sendo a de um otimismo crítico. De fato, o ser humano é mal. O que esperar dele, então?Um escritor (Albert Camus — 1913-1960) escreveu algo que nos ajuda a entender o nosso dilema: “Se o Cristianismo é pessimista com relação ao ser humano, é otimista com relação ao destino humano. Quanto a mim, sou pessimista quanto ao destino humano, mas otimista quanto ao homem”. Infelizmente, há cristãos camusianos, otimistas quanto ao ser humano e pessimistas quanto ao destino do ser humano. A teologia cristã da esperança vai em outra direção, e precisa ser resgatada, para o bem de todos.Onde Martin Luther King Jr, por exemplo, encontrou força para a sua resistência pacífica, sabendo, pela leitura da Bíblia e por experiência própria, que a tendência natural deste mundo e das instituições humanas é mesmo a corrupção? King não se desesperou, mas se deixou motivar pela percepção de que, embora os seres humanos sejam maus, Deus é bom e poderoso. Ele pode estabelecer a justiça e o fará. [PIPER, John. Sin, Civil Rights, and Missions. Disponível em <http://www.desiringgod.org/library/fresh_words/2004/063004.html>. Acessado em 14.1.2005.]Aprendemos com Luther King Jr, um pessimista esperançoso, que a percepção da realidade da depravação humana e a perspectiva da esperança da redenção em Jesus Cristo precisam gerar um impulso profundo e poderoso para as lutas da vida, tanto as pessoais quanto as sociais.Sabemos que há problemas no mundo, na igreja, na família e em nossas vidas, mas isto não nos autoriza a nos deixar dominar pelo negativismo, mesmo que pareça uma conseqüência lógica. Devemos nos lembrar que a vida é maravilhosa porque somos criaturas feitas à imagem e  semelhança de Deus e porque somos aquinhoadas com um maravilhoso sistema de redenção.Há uma ordem eterna nas coisas que transcende o campo temporal do sofrimento e das lágrimas. Crendo nisto, Paulo pôde escrever, mesmo na prisão: Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! (Filipenses 4.4). Cabe-nos, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livrarmo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, para que corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus,

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Jonas 1: LEGALISMO: EU SOU LEGALISTA, MAS QUERO MUDAR

LEGALISMO: EU SOU LEGALISTA, MAS QUERO MUDAR Há dois tipos de pessoas: as que querem mudar e as que não querem. Entre as que não querem, há as que não precisam e há as que precisam mudar.O legalista precisa mudar, porque sua atitude produz sofrimento, para ele e para seu próximo. Como ensinou Jesus, o legalista fecha ao homem e para si mesmo o reino dos céus (Mateus 23.13). É por isto que o Mestre chama os legalistas, que muito O importunaram, de “raça de víboras” (Mateus 3.7). A palavra “legalismo” ou “legalista” não aparece na Bíblia. Na verdade, trata-se de uma postura doutrinária e comportamental que valoriza um sistema de regras como necessário para a salvação ou para o crescimento espiritual. O legalista esquece que a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo (João 1.17). Assim, a lei não teve apenas o propósito de levar a Cristo, como ensina Paulo (Gálatas 3/24), mas contém um conjunto de regulamentações a serem seguidas, mesmo depois de proclamada a graça por Jesus Cristo, como ensinam os legalistas. Doutrina e vida andam juntas, como o demonstra a atitude de Jonas, quando recebeu a incumbência de pregar a salvação a um povo que não era o seu. A teologia de Jonas o levou a fugir. A atitude de Jonas o levou a insistir em seu comportamento legalista. Teologia e atitude têm que estar juntas para produzir um comportamento legalista. A leitura do Antigo Testamento, sem o Novo, pode fazer mal à teologia. Teologia pode fazer mal a saúde. O QUE QUEREM OS LEGALISTASAo igualar justiça com obediência externa a um código de conduta, o legalismo se  torna devastador por várias razões:1. O legalista subestima ou ignora o papel da motivação interior numa ação.2. O legalista põe o foco no esforço próprio e não na capacitação divina.3. O legalista estimula o orgulho humano em lugar de valorizar a dependência de Deus.4. O legalista tende a usar a Bíblia para justificar suas idéias e preferências previamente concebidas.5. O legalista tende a imaginar que uma pessoa é aceita por Deus em função do seu comportamento, não por causa do Seu amor.6. O legalista tende a impor convicções pessoais sobre outras pessoas e a condena se falharem ou não desejarem viver segundo essas regras. Cf. DEFFINBAUGH, Bob. The Fatal Failures of Religion: #2 Legalism. Disponível em <http://www.bible.org/page.asp?page_id=604>. Acessado em 13.1.2005. Na gênese do legalismo estão alguns conceitos:1. Desejo pelo auto-controle (“Eu preciso estar no controle para que as coisas aconteçam”).2. Crença no poder do esforço próprio. (O fariseu não foi justificado porque achava que suas obras o credenciavam diante de Deus, tornando-o automaticamente merecedor da justificação divina. O publicano foi justificado porque viu a sua insuficiência diante de Deus)3. Sensação de segurança dada por parâmetros e limites fixos, estáticos e tangíveis, com um imenso medo da liberdade na tomada responsável de decisões.4. Interesse tradicionalista na manutenção do status quo, numa espécie de reverência cega ao passado, como se o passado fosse sempre melhor que o presente. For por causa desta atitude que Jesus cunhou a sua típica expressão: “Eu, porém, vos digo”.5. Tendência a dividir a vida em compartimentos definidos, com soluções instantâneas e verdades pré-estabelecidas (como ocorre nos fundamentalismos). Para o legalista, não há tons; só cores.6. Vitória do princípio da colheita, que se baseia na relação causa-e-efeito (plantou-colheu), na teologia do mérito (mereceu-recebeu) e no desejo de justiça (os bons são recompensados e os maus são punidos), como se a ira do homem produzisse justiça (Tiago 1.20).O legalista, portanto, baseia sua visão de mundo em preceitos legais, em regras e regulamentos, em “isto pode, isto não-pode”. Predominam autoritária e opressivamente (Lucas 11.46; Mateus 23.1-5) expectativas, obrigações, tarefas, observâncias, rotinas, procedimentos, fórmulas e deveres. Há um forte sentido de obediência à lei, não ao Senhor; a regras, não a Deus; a padrões externos, não a valores internos. As regras se sobrepõem às pessoas. Ao tempo de Jesus, uma pessoa que ficasse doente no sábado precisava esperar o pôr-do-sol para ser tratada. Se num sábado, uma pessoa estivesse com fome e não tivesse preparado nada, tinha que esperar o dia seguinte para se alimentar. COMO AGEM OS LEGALISTASAlgumas palavras podem ser arroladas para caracterizar o comportamento legalista. Algumas pessoas concordam com o diagnóstico e com o mal-estar que produzem as atitudes que simbolizam, mas não conseguem, ou não querem, que estas palavras sejam lançadas para longe de suas vidas.Vejamos algumas dessas atitudes em forma de palavras únicas:PERFECCIONISMO. O legalista tende a desenvolver uma personalidade perfeccionista, o que faz dele um refém de si mesmo. Como crê na auto-santificação, o resultado é culpa. Como quer se superar sempre, nunca está satisfeito com o que alcança. Como se esforça muito, o legalista acaba exausto; anda sempre esgotado, porque nunca descansa, nunca espera que Deus faça a sua parte. Muitas vezes, a pessoa se percebe perfeccionista e até vê esta marca como uma virtude. É claro que devemos desejar a perfeição, uma vez que somos chamados a ser perfeitos. Só que a Bíblia nos diz que o aperfeiçoamento é uma obra do Espírito Santo em nós, com a nossa cooperação, nesta ordem.CRÍTICA. O legalista tem um alto senso crítico. Nada lhe escapa. Como tem de si um conceito mais elevado do que convém, ninguém presta; ninguém passa por seu cânon. Nem consigo mesmo ele se entusiasma. O resultado é o desânimo. Criticar, na verdade, é julgar. Estamos sempre julgando, mas o nosso julgamento deve ser feito com humildade. Segundo a Bíblia julgar “com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifício” (Provérbios 21.3). E aí precisamos nos lembrar que nossa capacidade de julgar corretamente está embotada pelo pecado. É por isto que condenamos no outro o que aprovamos em nós (Romanos 2.1). E é por isto que Jesus nos recomenda a não julgarmos para não sermos julgados (Mateus 7.1) e para que deixamos que entre em ação a justiça perfeita de Deus (Romanos 14.10).COMPARAÇÃO. O legalista

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007

Mateus 6.25-34: ANSIEDADE: EU SOU ANSIOSO, MAS QUERO MUDAR

ANSIEDADE: EU SOU ANSIOSO, MAS QUERO MUDAR (Mateus 6.25-34) A ansiedade é uma marca da natureza humana, que tem pode ser pensada como tendo duas dimensões. Na primeira, trata-se de uma característica de contorno exclusivamente espiritual, marcada pela excessiva preocupação com a própria vida, preocupação esta não alimentada pela confiança em Deus. Na segunda, trata-se de um conjunto de transtornos mentais, que devem ser tratados profissionalmente, processo no qual Deus participa, desde a indicação dos melhores terapeutas.Ao pedir aos seus ouvintes que olhassem para as aves e para as flores, Jesus convidava e convida para uma atitude de sabedoria e confiança, capaz de os trazer para o centro e não para a periferia da vida, própria para os levar a valorizar o que deve ser valorizado e a não idolatrar o que é secundário. No texto bíblico, então, ansiedade é algo que se cura com uma atitude, diferentemente do transtorno mental, que demanda a atitude, mas que requer outros cuidados. Que a palavra de Jesus, portanto, não traga mais peso sobre os já alquebrados membros da imensa comunidade de portadores dos mais diferentes tipos de transtorno de ansiedade.Ouçamos, então, as instigantes palavras do Senhor Jesus: [Mateus 6.25-32]Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.(Mateus 6.25-34) 1. Parte de nossa ansiedade advém de preocupações legítimas, porque voltadas para a satisfação de necessidades básicas (versos 25-26, 28-31).Jesus resume as necessidades humanas em três grupos: alimento, bebida e roupa. Sem comida, sem água e sem proteção, ninguém sobrevive por muito tempo. É legítimo, portanto, que nos alimentemos, bebamos e nos protejamos. É legítimo que trabalhemos para comprar alimento e água e para morar e nos locomover.O nosso problema começa quando, satisfeitas as nossas necessidades, nós ficamos tão preocupados que começamos a acumular pão, água e roupa, em quantidades que jamais conseguiremos consumir. Na verdade, o problema é quando ter estes bens para satisfazer as nossas necessidades se torna em si mesmo uma necessidade: então, criamos outra necessidade: a necessidade de ter: então, nossa vida perde o eixo: então, tomamos o lugar de Deus como o provedor e nos tornamos nós mesmos os provedores, às vezes daquilo que não precisamos objetivamente, senão subjetivamente. A Bíblia nos ensina que somos co-provedores, não os provedores, para que não idolatremos a nós mesmos. Lembremo-nos da parábola do rico, anônimo e insensato, que olhou para o que tinha acumulado e, como um narciso materialista, se deliciou com o que ajuntara; concentrando-se no secundário, perdeu o principal (Lucas 12.19).Talvez estas considerações soem válidas para quem já conseguiu amealhar o suficiente para si e sua família, mas talvez soem estranhas para os adolescentes e jovens que têm tudo ainda para conquistar. Não é legítimo, então, estudar com dedicação, ter sonhos de ter, buscar uma carreira que traga tranqüilidade, inclusive recursos para os dias aposentados?Trabalhar é legítimo; estudar é legítimo; planejar o futuro é legítimo; sonhar com uma casa confortável é legitimo; visualizar-se dirigindo um bom carro é legítimo.Ilegítimo é confiar no trabalho como fonte de felicidade; ilegítimo é confiar no conhecimento acumulado como fonte de estabilidade; ilegítimo é planejar ao ponto de não viver mais o presente; ilegítimo é sonhar com uma casa feita não para abrigar mas para ostentar; ilegítimo é achar que a vida depende do modelo ou ano do automóvel que se tem. Todas estas coisas as traças (sejam intempéries, acidentes, descuidos, cobiças) podem transformar em poeira.Ilegítimo é agarrar-se às coisas, como crianças agarram bonecos, e não compartilhá-las com os que não as têm; ilegítimo é esquecer que as coisas nos são entregues por Deus para as gerenciarmos, já que, no fundo, são dEle. Coisa é coisa, não é tesouro. O tesouro que importa está no céu: é a nossa salvação em Jesus Cristo. Com esta certeza, trabalhemos, muito se for necessário, trabalhemos e confiemos, trabalhemos e agradeçamos a Deus o que nos dá.Se temos esta visão, buscaremos bens mas não nos perderemos nesta busca. Jesus não quer que vivamos de modo ansioso. Ele quer que vivamos em serenidade, paz e segurança. Quando vivemos de modo sereno, tranqüilo e seguro, realizamos mais. 2. Parte de nossa ansiedade advém de nossa ignorância do valor que temos diante de Deus (verso 26).Fazemos tudo para ser apreciados por homens ou por nós mesmos, quando já somos apreciados por Quem interessa: Deus. E para Ele, ensina Jesus (verso 26), nós temos valor. E, se temos valor, Ele proverá o que precisamos. Deus não nos dará o que nos compete fazer, mas, se fazemos o que nos cabe, receberemos o que precisamos enquanto estivermos dormindo (Salmo 127.2). Em outras palavras, trabalhemos e descansemos, para que Deus possa fazer a parte dEle.Quando ignoramos o valor que Deus nos dá, confiamos menos nEle e mais em nós. Neste sentido, a ansiedade é o sintoma

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Israel Belo de Azevedo janeiro 3, 2007
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