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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

João 4.23: BACH, SINCERIDADE E FÉ

“O objetivo e a razão final de toda música não podem ser outros senão a glória de Deus e a satisfação da alma” (Johann Sebastian Bach – 1685/1750). Ninguém compôs mais e ninguém compôs melhor músicas de adoração a Deus do que o alemão Johann Sebastian Bach (1685/1750) no século 18.  Por isto, é “impossível apreciar devidamente a produção religiosa de Bach sem recordar a sinceridade e a fé inabalável que o caracterizaram”. Ele tinha por costume colocar as iniciais J.J. (Jesus, juva — “Ajude-me, Jesus”) no início dos seus manuscritos, os quais terminava com outras três iniciais:  (Soli Deo Glória — “Glória somente a Deus” ou a “Deus toda a glória”). “Estas letras, porém, não eram para ele uma simples formalidade, mas a expressão real de sua íntima comunhão com Deus”. (BRAGA, Henriqueta Rosa Fernandes. Cânticos de Natal. Rio de Janeiro: Kosmos, 1954, p. 14). Por isto, alguém imaginou uma entrevista com ele, na qual perguntava:— Como gostaria de ser lembrado?A resposta imaginada foi:— Um homem que glorificou a Deus através da música. (Disponível em <http://www.serve.com/Lucius/Bach.index.html>. Acessado em 20.11.2002.) Este epitáfio imaginário faz justiça a uma das frases de Bach: “O objetivo e a razão final de toda música não podem ser outros senão a glória de Deus e a satisfação da alma” (Johann Sebastian Bach – 1685/1750). Bach colocou as coisas de modo claro, mas até hoje a tensão continua. A quem deve fazer bem a adoração, por meio da música? Ao Deus adorado ou ao homem adorador?Por esta razão, devemos aprender com a Bíblia o que é adorar e como adorar, para que também nos perguntemos se há condições para a adoração que Deus recebe. A NATUREZA DA ADORAÇÃOO que é adorar? Geralmente, nós associamos a adoração à música ou ao louvor. Não há dúvida que todo tipo de música sacra faz parte da adoração, mas não a esgota. Não há dúvida que toda música dirigida para a exaltação a Deus faz parte da adoração, mas não a esgota. Adorar é uma atitude de vida. E que atitude é esta? 1. Adorar é amar a Deus e somente a Deus como Deus.A recomendação bíblica é bastante clara: não adorarás outro deus; pois o nome do Senhor é zeloso; sim, Deus zeloso é ele (Êxodo 34.14). Deus sabe que encontramos o propósito para a nossa existência, quando mantemos os nossos olhos nEle como o sentido último para a nossa vida. Quando desviamos nossos olhos para outros deuses, ficamos com a cara desses deuses, aos quais passamos a adorar. Quando mantemos nossos olhos em Deus, aproximamo-nos dEle e nos parececemos com Ele. Quando desviamos nossos olhos para outros valores, ficamos compromissados com estes valores, que passam a nos divertir, a nos confundir, a nos nos dividir e a nos consumir. É por isto que o Deus da Bíblia é zeloso: Ele não nos quer perder, para que nós não nos percamos.A quem estamos amando? Aprendemos a declarar o nosso amor a Deus, mas quando Ele nos pergunta: “Israel, amas-me?”, certamente serei pronto a responder: “Senhor, tu sabes que te amo”. Mas se Ele me pergunta de novo: “Israel, amas-me?”, responderei, olhando para dentro de mim mesmo com alguma desconfiança: “Senhor, tu sabes que te amo”. Mas se Ele me faz a mesma indagação pela terceira vez: “Israel, amas-me?”, eu preciso de muita coragem para encarar o meu Criador, para responder, trêmulo e desejo de ser fiel: “Senhor, tu sabes que te amo”. (João 21) Ou eu amo ao Senhor de todo o coração, ou eu não amo. O egoísta não adora, a não ser a si mesmo.Adorar ao Senhor é amá-lo de todo o coração, usando minha voz, meu corpo, meus instrumentos para expressar este amor, amor que canta o amor de Deus. Devemos tributar [dedicar] ao Senhor a glória devida ao seu nome; devemos trazer ofertas e entrar nos seus átrios, pois assim fazendo, adorai o Senhor na beleza da sua santidade (1Crônicas 16.29). Aliás, aqui está a diferença entre a música e a música sacra cristã. As duas são formas de arte. A primeira é um fim si mesmo ou o meio para conquistar alguém, mas segunda é tão somente um meio para se cantar tão somente o amor de Deus. 2. Adorar é amar o próximo, criação de Deus.A adoração tem sido apresentada como um oásis em nossas atribuladas jornadas, e não há dúvida que o seja. Depois de uma semana dura, como se fosse um deserto poeirento, pedrogoso, quente e seco atravessado, é bom estarmos juntos com aqueles que nutrem a mesma fé que experimentamos para relaxar no oásis da presença de Deus e para louvá-lO pelas vitórias alcançados pela força do Seu poder. Diante de uma semana dura que se prenuncia, é bom estarmos juntos com aqueles que vivem na mesma esperança que nos movemos para relaxar no oásis da presença de Deus e para louvá-lO por aquilo que certamente fará em nós.Todavia, a celebração da gratidão ou da esperança não nos pode afastar daqueles que crêem como nós, que louvam com nós. Há lugar para a adoração intimista, mas é da sua essência a participação comunitária. A adoração não pode ser uma fuga do mundo em que estamos e das pessoas que conhecemos, porque, sem conexão com o próximo, visível, não há conexão com o Outro, invisível. Não podemos entrar em comunhão com Deus, se estamos em desarmonia com o outro. Quando oramos, cantamos ou tocamos, mergulhamos no coração de Deus, para nos deliciarmos nEle, mas Ele não se deliciará em nós se também não estivermos unidos aos corações dos nossos próximos. É doloro ter quer repetir esta verdade, porque temos falhado demais dela, mas é a verdade da Bíblia. Antes de orarmos, cantarmos ou tocarmos, confessemos os nossos pecados, acertemos as nossas diferenças com os nossos próximos. O aroma que sairá de nossa adoração chegará aos céus. Fora disso, é fumaça que nós mesmos consumimos.A adoração não um intervalo do compromisso ético. Antes, há que ser uma capacitação para amar ainda

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Romanos 5.1-2: A NATUREZA DA FÉ, SEGUNDO A BÍBLIA

A NATUREZA DA FÉ, SEGUNDO A BÍBLIA 1. A FÉ NOS SALVATer fé é aceitar ser justificado por Deus, que vem ao encontro dos que deixam de confiar em si mesmos.Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá. (Habacuque 2.4)O homem é justificado pela fé sem as obras da lei. (Romanos3.28)Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus. (Romanos 5.1-2)Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada. (Gálatas 2.16Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. (Efésios 2.8) 2. A FÉ NOS ANIMATer fé é ter certeza (sem ansiedade) que Ele fará o melhor, completando o que começou a realizar em nós, mesmo que ainda não estejamos vendo.Confia no Senhor e faze o bem; assim habitarás na terra, e te alimentarás em segurança.Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. (…) Descansa no Senhor, e espera nele. (Salmo 37.3-5,7a)Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1.6)Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos. (Habacuque 3.17-19)E disse aos seus discípulos:— Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, nem quanto ao corpo, pelo que haveis de vestir. Se, pois, Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós, homens de pouca fé? Porque a todas estas coisas os povos do mundo procuram; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. (Lucas 12.22,28,30,31) 3. A FÉ NOS FAZ VER O INVISÍVEL Ter fé é ver o que (ainda) não está visível.Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê. (Hebreus 11.1-3) 4. A FÉ NOS LEVA A ORARTer fé é aceitar o dom da intercessão que Deus dá a alguns como um ministério a ser desenvolvido.Porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não tenha de si mesmo mais alto conceito do que convém; mas que pense de si sobriamente, conforme a medida da fé que Deus, repartiu a cada um. (Romanos 12.3)A outro, pelo mesmo Espírito, [é dada] a fé. (1Coríntios 12.9)Está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores.Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor, e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará. (Tiago 5.13-15a) 5. A FÉ NOS PROTEGETer fé é lançar mão dos recursos que Deus coloca à nossa disposição para enfrentarmos as adversidades e os adversários..Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. (Efésios 6.16) 6. A FÉ NOS SANTIFICATer fé é viver de acordo com o que se crê.Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. (Tiago 2.17)Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. (1Timóteo 6.12)(…) Para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim [Jesus]. (Atos 26.18) 7. A FÉ NOS DESENVOLVETer fé é pedir que Deus nos ajude a desenvolver a nossa dependência dEle, como fruto de um relacionamento constante e crescente.Então lho trouxeram; e quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o convulsionou; e o endemoninhado, caindo por terra, revolvia-se espumando. E perguntou Jesus ao pai dele:— Há quanto tempo sucede-lhe isto?Respondeu ele:— Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.Ao que lhe disse Jesus:Se podes!- tudo é possível ao que crê.Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse:— Creio! Ajuda a minha incredulidade.(…) Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu; e ele ficou em pé. E quando entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram à parte:— Por que não pudemos nós expulsá-lo?Respondeu-lhes:— Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração e jejum. (Marcos 9.20-28: cf. Mateus 17.18-21)Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados:— Como é que imediatamente secou a figueira?Jesus, porém, respondeu-lhes:— Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: “Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis”. (Mateus 21.20-22) 8. A FÉ NOS LEVA A ACEITAR A SOBERANIA DE DEUSTer fé é pedir, confiando que receberemos, segundo a vontade

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Filipenses 4.5-9; Colossenses 3.1-4: MENTES PROGRAMADAS POR CRISTO

MENTES PROGRAMADAS POR CRISTO Filipenses 4.5-9; Colossenses 3.1-4 INTRODUÇÃO É muito comum nos perguntarmos porque não fazemos aquilo que queremos fazer e fazemos aquilo que não queremos fazer. Paulo experimenta a mesma perplexidade (como o registra em Romanos 7.15-25, numa espécie de diário íntimo): Não compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e sim o que detesto. (…) O querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. No tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus, mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum.   Quando o desespero lhe batia ao coração (Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?), outra verdade pulsava muito mais forte na mente de Paulo, uma verdade cheia de gratidão e esperança, razão porque pôde suspirar, aliviado: Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor, porque se, segundo a carne, sou escravo da lei do pecado, em minha mente o que eu quero mesmo é ser escravo da lei de Deus. Para o homem contemporâneo, intoxicado pelo ideal do bem-estar individual a todo preço, ser escravo da lei de Deus é algo muito estranho. Aliás, os três substantivos desta frase são estranhos demais: ser escravo não faz parte do projeto de ninguém; reger a vida segundo uma lei, seja ela qual for, só mesmo obrigados, porque isto não está em nós; quanto a Deus, Ele é um Ser que a sociedade  tem tentado, sem sucesso expulsar (e mesmo alguns que se dizem cristãos fazem o mesmo, embora o seu discurso seja cheio de Deus…). No entanto, o apóstolo Paulo está a nos lembrar que nossa mente só nos levará a viver como queremos, experimentando a paz (o melhor sinônimo para felicidade), quando ela (a nossa mente) se desintoxicar dos valores próprios do pecado, deixando de se governar apenas pelos instintos, e desejar ser enxarcada por Deus e querer ser programada por Cristo. Esta programação por Cristo, de que falo, nada tem a ver com pensamento positivo ou com neurolingústica. O poder do pensamento positivo consiste numa afirmação da bondade humana e do seu potencial, a partir do que se crê que a realidade pode ser transformada pela força do pensamento. Já a chamada Programação Neurolingüística é definida por um dos seus fundadores (Richard Bandler) como um “manual de instruções do cérebro humano” ou como “um programa de auto-ajuda e parte do movimento do potencial humano” (http://www.cetico.hpg.ig.com.br/neuroling.html). Em ambos os casos, trata-se de uma auto-programação, que ignora o fato que em nós não habita o bem. Se nos auto-programarmos, vamos reproduzir o que somos ou aquilo em que nos fazem crer. Bem ao contrário, a mente programada por Cristo, e para Cristo, é aquela que tem prazer na lei de Deus e se assemelha a uma árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará (Salmo 1.2,3). O segredo da vitória do cristão é estar conectado à Fonte divina. O resultado desta conexão é uma vida que produz vida, para si mesmo e para os outros. É a mente de Deus que nos instrui e não nós a Ela. Como pergunta o apóstolo Paulo, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Sua resposta é que nós temos a mente de Cristo (1Coríntios 2.16), no sentido de que Ele nos capacita a pensar como Cristo, desde que estejamos unidos a Ele, conectados a Ele, cativos dEle, ressuscitados com Ele, escondidos nEle.   Em Filipenses 4.5-9; Colossenses 3.1-4, o apóstolo Paulo nos apresenta as características daqueles que estão em Cristo, daqueles que têm suas mentes programadas pelo Senhor. [TEXTO BÍBLICO] Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. O que também aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco. (Filipenses 4.5-9) Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra, porque morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. (Colossenses 3.1-4) 1. MENTES PROGRAMADAS POR CRISTO SE NUTREM DA MENTE DE DEUS (Filipenses 4.5b). Por Sua graça, Cristo deseja nos ensinar que o Pai está sempre (por) perto de nós. Perto está o Senhor (Filipenses 4.5b), diz o autor apostólico, citando outros autores do Antigo Testamento: Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito (Salmo 34.18). Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade (Salmo 145.18). Seríamos outras pessoas se sempre nos lembrássemos que não estamos sozinhos, seja de dor, seja de prazer o momento que vivemos. 1. Como o Senhor está perto, se é invisível? Sim, todos temos uma imensa dificuldade

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

OS INIMIGOS DA GRAÇA

OS INIMIGOS DA GRAÇAFilipenses 3.2-3 1. INTRODUÇÃOPodemos, os cristãos, viver no compasso da graça, fora deste compasso ou até mesmo contra ele.O compasso da graça, com seus traços formados pela cruz de Cristo, é tão escandaloso que muitos não o entendem. Como, por exemplo, aceitar o fato que Deus ame tanto o ser humano que decidiu viver como humano e morrer como humano. Como, também, admitir o fato que este amor divino encontre adversário ou indiferentes. Acredite quem quiser: a graça tem inimigos. O apóstolo Paulo nos fala de três destes inimigos, em Filipenses 3. 2. OS INIMIGOS DA CRUZPaulo adverte-nos, portanto, contra três tipos de inimigos da cruz, que ele nomeia como sendo: os cães, os maus obreiros e os seguidores da falsa circuncisão.Estes inimigos ainda nos rodeiam, construindo muros para nos afastar da cruz e da graça. Seus rostos podem não ser os mesmos dos do tempo do apóstolo, porque fizeram plásticas de disfarce. No entanto, continuam em ação, afastando da graça e afastados da graça. 2.1. Os cãesQuem são estes cães a que se refere o apóstolo Paulo?Lembremos que, com exceção de uma passagem, quando os guerreiros de coragem são os que, na história de Gideão, bebem água como os cachorros (Juízes 7:5), a Bíblia representa os cães de uma maneira bastante negativa, bem diferente dos tempos mais recentes em que eles se tornaram animais de estimação no âmbito das famílias. A visão bíblica repercute, no plano dos símbolos, o fato de os cães, nos tempos antigos, estarem apenas semidomesticados. Em Israel, por exemplo, os que não estavam a serviço da agropecuária (Isaías 56.10, Jó 30.1) se alimentavam do que encontrassem pelos campos e cidades, fossem restos de comida (Lucas 16.21) e até de cadáveres (1Reis 14.11, Salmo 59.6,14), como fizeram com o corpo da rainha Jezabel (2Reis 9.10). 1. Sabemos que os cães guardam pessoas e propriedades (Isaías 56.10, Jó 30.1), mas também sabemos que se tornam perigosos quando deixam de escutar ao seu dono. No sentido espiritual, podemos generalizar que os cães são os que se auto-elegem em guardiães da moral e da doutrina… sempre para os outros. Estão sempre de plantão para denunciar o erro alheio. Há cristão especialista em latir para avisar que seu irmão fraquejou. Paulo pede que tenhamos cuidado com este tipo de pessoa. Eles estão nas igrejas, achando que as edificam, quando, na verdade, as desmontam com seu legalismo rancoroso. A graça, para eles, ficou na cruz, não podendo hoje ser mais ministrada. São cães, negativamente falando, porque não ouvem mais a voz de Deus. Quando a ouvem, é pela metade. Quando lêem Jesus dizer Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.Porque o meu jugo é suave e o meu fardo e leve (Mateus 11.28.30), eles só ouvem o que lhes interessa: Vinde a mim; Tomai sobre vós o meu; Jugo; Fardo. O verbo aliviarei, o substantivo descanso, os adjetivos manso, humilde, suave e leve não entram no dicionário da sua fé.Cuidado com eles. Seu cristianismo, sem graça, não é o de Cristo. Como os cães do Primeiro Testamento, eles se alimentam, não da comida pura de Deus, mas de restos estragados de um Evangelho mutilado. 2. Podemos pensar também nestes cães como aqueles que só querem tirar de Cristo. Há pessoas, dentro e fora das igrejas, que não têm o mínimo compromisso com Cristo, mas querem ser tratados por Ele como se Lhe fossem fiéis…Como certos cães, essas pessoas só querem Suas bênçãos, mas nunca um relacionamento com Ele, porque a maior bênção não é uma intervenção espetacular dEle, mas uma vida na Sua presença. Esses cães integram a religião do “o que o Senhor vai me dar hoje?” e não “o que darei eu ao Senhor por todos os seus benefícios que tem trazido?É duro o conselho de Jesus com relação a estas pessoas: Não deis aos cães o que é santo,nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem(Mateus 7:6). Não sejamos como estes cães. 3. O livro do Apocalipse nos fala de um terceiro tipo de cão. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas,os idólatras e todo o que ama e pratica a mentira.(Apocalipse 22.15) Esses cães são os pecadores rebeldes, que não se arrependem dos seus pecados, razão porque não terão casa no condomínio celeste.Rebelde é aquele que não permite que a voz de Deus alcance o seu coração. O rebelde até ouve, mas não pratica. Sua mente até sabe que Jesus é o Senhor, mas seu coração não permite que seus lábios o confessem. O rebelde é rebelde porque acha que seu jeito de viver é melhor que o de Cristo. O rebelde peca contra o Espírito Santo ao não se deixar convencer por Ele do seu pecado e, logo, do juízo que terá que terá que enfrentar apenas porque quer, já que absolvição foi promulgada na cruz para todos que a aceitarem. 2.2. Os maus obreirosA edificação do Corpo espiritual de Cristo é tarefa de todo aquele que recebeu de Deus um dom e o exercita. Não há crente para quem Deus não tenha reservado um dom, mas há crentes que ainda não reservaram uma oportunidade para Deus lhe mostrar qual é o seu, assim como há crentes que enterraram ou atrofiaram o(s) seu(s).Todos os membros do Corpo de Cristo são obreiros de Cristo. Podemos escolher ser bons ou maus obreiros.Os maus obreiros são aqueles que, não importando a sua função, buscam seus próprios interesses, usando sua fé ou a dos outros para benefício próprio.Os maus obreiros são aqueles que fazem os outros tropeçarem. Há muitos cristãos que nunca conduziram uma pessoa a Cristo, mas já levaram, por palavras e e atitudes, muitos para bem longe do Salvador. Há quem, oh contradição das contradições, em nome de Cristo, machucam e

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Gálatas 2.20-21: A CRUCIFICAÇÃO DO CRISTÃO

A CRUCIFICAÇÃO DO CRISTÃOGálatas 2.20-21Pregada na Igreja Batista Itacuruçá, em 17.3.2002 A leitura deste texto paulino nos suscita quationamentos muito sérios. Não temos como lê-lo e não olhar para nossas vidas.Podemos garantir que Cristo foi crucificado por nós, mas podemos dizer que fomos crucificados com Ele?Temos certeza que Cristo quer viver em nós, mas podemos afirmar que este desejo se cumpre em nós?Estamos certos que a graça é uma dádiva irrevogável de Deus (Romanos 11.29 — porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis), mas podemos confirmar que estamos permitindo que este dom do nosso Senhor nos envolve completamente? 1. A REALIDADEA primeira parte da afirmativa paulina (Já estou crucificado com Cristo — verso 20a) se explica pelo seu final (O filho de Deus (…) me amou e se entregou a si mesmo por mim. O apóstolo, portanto, descreve uma verdade absoluta já realizada. Eu estou crucificado com Cristo, porque Cristo me amou e deu a sua vida em meu lugar.Jesus foi crucificado por nós, não por causa dos Seus pecados, porque não os tinha, mas causa dos nossos. Por isto, cristão é quem foi crucificado com Cristo. Ser crucificado com Cristo é aceitar o perdão concedido por Ele na cruz.“Já estou crucificado com Cristo” quer dizer: “Eu fui crucificado com Cristo quando Ele foi crucificado”. É como se a cruz onde foi pendurado, torturado e morto continuasse fincada sobre o Gólgota e nela continuassem pregados os meus pecados. Por isto, se procurarmos uma palavra que seja o contrário de culpa, logo a descobriremos: graça.O poder da cruz é atemporal e universal.O sacrifício de Jesus é válido para sempre. Desde então e até hoje todos quando aceitam este sacrifício têm extinta a sua culpa, a culpa de recusar o amor de Deus. Aquele ato não perdeu sua eficácia com o tempo, não foi superado pela tecnologia, não foi substituído pelo conhecimento humano. Nada substitui a culpa, nada apaga a culpa, senão a graça dispensada na cruz. Não há remédio que cure a culpa. Não há esforço que aplaque a culpa. Não há caminho que nos afaste da culpa. Só o perdão divino, gratuitamente concedido na cruz, nos limpa da culpa. Nosso pecado foi cometido contra Deus e só Ele nos perdoa, e Ele nos perdoa na cruz.O sacrifício de Jesus é para todos. Sem este sacrifício, todos os seres humanos, não importa a sua idade, classe social, etnia ou instrução formal, têm que carregar a culpa, conviver com a culpa, sofrer pela culpa. Graças à graça de Deus, nenhum ser humano precisa carregar a culpa, conviver com a culpa, sofrer pela culpa. Jesus Cristo já a carregou por nós, já conviveu com ela por nós, já sofreu por ela em nosso favor.E o que você precisa fazer para receber o perdão? Nada! A natureza da salvação oferecida por Jesus Cristo tem esta característica essencial: o homem não faz nada para recebê-la, porque o Filho de Deus já fez tudo. A única ação humana, se é que isto pode ser chamado de “ação”, é desejar ser perdoado, é pedir para ser perdoado. Esta é a resposta esperada. A cruz é o lugar onde o desespero da culpa encontra descanso. Nela, a culpa acabou, oferecida a graça. Nela a culpa acaba toda vez que a oferta da graça é aceita.Deixe-se crucificar com Cristo. Deixe-se perdoar por Cristo. Deixe-se alcançar pela graça de Cristo. Se você já foi crucificado com Cristo, já foi perdoado por Cristo, já foi alcançado pela graça de Cristo, mas, por alguma circunstância vivida, por um algum descaminho percorrido ou por algum ensino contra-cristão ouvido, a cruz perdeu a sua eficácia e você vive carregado de culpa, pesado de culpa, sofrido de culpa, vencido pela culpa, lembre-se do que Cristo já fez por você. O poder da graça continua válido.Na cruz, o filho de Deus nos amou e se entregou (entregou sua vida) por nós (verso 21c). 2. O DESEJOA segunda afirmativa paulina (vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus — verso 20b) nos coloca no território do desejo, no belo território do desejo. É o desejo que nos põe a caminho. É desejo que nos permite atualizar o sacrifício de Jesus. É o desejo que nos faz continuar cristãos.Fomos crucificados quando desejamos para nós o sacrifício de Jesus por nós  Somos crucificados quando desejamos viver pelo poder de Cristo.Este ensino fundamental de Paulo se desenvolve em duas partes. Na primeira, o apóstolo afirma que Cristo vive em nós de modo tão profundo que nós não vivemos mais; a vida que vivemos não é mais a nossa vida, porque não nos pertence mais, não lhe damos a direção. A segunda parte desta reveladora frase contém a explicação: isto acontece porque não vivemos mais na carne (isto é, pela lei, pelo esforço próprio), mas vivemos na fé (isto é, pela graça). 2.1. Vivo, não mais euO significado da expressão “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” reaparece no final da mesma epístola, com o mesmo desejo: longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo (Gálatas 6.14).Quando eu vivo por mim mesmo, não permitindo que Cristo viva em mim, confio na minha competência para me tornar feliz. Glorio-me em mim mesmo. Acho-me, com raras exceções, o máximo. Quando desejo que Cristo viva em mim, Ele me capacita a viver.Ser alcançado pela graça não quer dizer que não tenho que fazer nada, que eu não tenho que me esforçar para viver bem, que eu não tenho que cuidar de meu corpo, que eu não tenho que lutar para preservar minha mente sadia, que eu não tenho que batalhar para manter relacionamentos saudáveis. Eu tenho, como todos os seres humanos, com a diferença que não confio que vá conseguir tudo isto sozinho e por mim mesmo. Minha luta, em quaisquer frentes,

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

GRAÇA: O DEUS DA GRAÇA

Quando procuramos nos apresentar diante de Deus de modo irrepreensível, pedindo que remova de nós o que O leva a se afastar de nós, começamos a entender que o sentido da vida está em louvar a Deus, celebrando-Lhe a glória.Certamente não temos dificuldade em pensar que nossa vida aqui deve ser experienciada na antecipação de um tempo quando o Deus escondido se tornará o Deus evidente. O Deus que parece encoberto pelo silêncio e pelas trevas se tornará o Deus da glória, com eloqüência e brilho. A sua glória, quando Cristo reinar de modo absoluto, será tal que todos a verão e todos Lhe baterão palmas e todos Lhe entoarão as mais belas canções de amor.Nossa dificuldade é como viver hoje para o louvor da glória de Deus. Paulo, por exemplo, vivia aquilo que pregava? Tanto quanto nós, ele desejava viver para louvar a glória dAquele que deu sentido à sua vida. 1. DEUS É AQUELE QUE COMEÇA, APERFEIÇOA E COMPLETA SUA OBRA EM NÓSDeus está aperfeiçoando a obra que começou em nós (Filipenses 1.1-6; Efésios 1.13-14)A graça de Deus nos torna cooperadores (colaboradores, co-realizadores) da Sua obra no mundo (Filipenses 1.5). Esta obra se desenvolve na contramão dos interesses dos nossos contemporâneos, e mesmo de nossos próprios interesses, que são naturalmente outros. Como a obra Lhe pertence, Ele nos capacitará a levá-la até o fim, apesar dos nossos ouvintes e apesar de nós mesmos.Além disso, a graça de Deus é uma espécie de garantia prévia da Sua presença conosco, para nos conduzir em triunfo até o fim de nossas vidas,  vitória que não se dá é segundo as regras deste mundo, mas conforme os valores do Alto (Colossenses 3.1). A graça é, portanto, um selo de qualidade sobre nossas vidas.Desde sua inacabada viagem a Damasco, a experiência de vida do apóstolo Paulo é um exemplo desta verdade. Quando impediu que Saulo chegasse ao seu projetado destino de ódio, Deus começou nele, com a concordância dele, uma obra de transformação que só terminaria com a sua morte. Sua nova vida foi uma trajetória de lutas, feitas de espinhos, açoites, prisões e naufrágios, e também de vitórias, constituídas pela compreensão da natureza do mistério de Deus, pela proclamação deste mistério a um número imenso de pessoas de lugares mais distantes e pela edificação de comunidades inteiras no amor de Jesus Cristo, incluindo-nos tantos séculos depois. No entanto, o resultado maior da obra de Deus na vida de Paulo foi ter-lhe ensinado o que muitos cristãos ainda precisamos alcançar: viver pela graça. Quem pode dizer, como ele? Sei passar falta e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece (Filipenses 4.12-13) Ao final de sua vida, ele pôde afirmar, com alegria: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2Timóteo 4.7). Deus sempre termina o que começa.Pedro foi outro apóstolo que combateu o bom combate de Cristo. Ele demorou a aprender, mas Deus começou e terminou Sua obra no apóstolo que tem o temperamento de muitos de nós. Entre altos e baixos, como também acontece conosco, talvez tenha pensado que sua oportunidade de servir ao Senhor tenha terminado quando negou, por três vezes, conhecer a Jesus (Mateus 26.75). No seu último encontro, contudo, ele teve novamente a oportunidade de declarar seu amor e seu compromisso para com Cristo (João 21). Quando ele confessou que Jesus era o Messias (Mateus 16.16), teve início uma obra na sua vida. Quando ele liderou a igreja na sua gênese (Atos 1-8), Deus continuou Sua obra nele. Deus só escreve obras completas.Abraão é outra prova de como o Senhor age conosco. Quando Deus lhe pediu em sacrifício seu único filho, filho nascido após um tempo longuíssimo de oração e como cumprimento a uma dramática promessa, Abraão deve ter achado que a sucessão de bênçãos em sua vida ia se encerrar. Quando viu o carneiro para ser sacrificado em lugar do seu menino, ele entendeu que Deus não faz nada pela metade (Gênesis 22).Esta verdade, contudo, tem o seu clímax na história familiar deste mesmo Isaque (Gênesis 25). Abraão enviou seu empregado Eliezer para buscar uma esposa para seu filho. Deus orientou o mordomo de Abraão passo a passo, até encontrar Rebeca, com quem Isaque se casou. Só que, tristeza das tristezas, Deus lhe deu uma mulher estéril, portanto, incapaz de lhe dar uma descendência. Isaque, em lugar de reclamar da bênção maldita, orou, durante longos 20 anos (Gênesis 25.26), por sua fertilidade. A história terminou, como sabemos: o Senhor lhe ouviu as orações e Rebeca, sua mulher, concebeu (Gênesis 25.21). Isaque sabia que o Senhor completaria a obra que tinha começado.O Deus de Abraão e Isaque, a Quem Pedro e Paulo servia e a Quem nós servimos, não deixa sua obra pela metade. Embora não mereçamos, Ele nos torna idôneos (capazes, prontos) para receber a herança celestial comum a todos os santos. E nós fruímos esta herança desde agora, embora parcialmente, já que estamos sendo transformados dia a dia na imagem do próprio Cristo (2Coríntios 3.18).Isto nos acontecerá porque temos o selo do Espírito Santo estampado em nós (Efésios 1.13). Porque cremos em Deus, a promessa feita (de nos completar) se realizará. Em Efésios 1.14, o apóstolo usa uma figura do mundo dos negócios financeiros para ilustrar como Deus age. A prática do penhor bancário é antiga e persiste até os dias de hoje.Uma das modalidades tem a ver com o oferecimento de garantias ao banco por quem tem bens imóveis. Assim, se você vai a um banco tomar dinheiro emprestado, precisa demonstrar que tem condições de honrar o compromisso assumido. O banco exige que o interessado tenha bens suficientes para pagar o empréstimo. Se a pessoa não tem bens, seu fiador precisa ter. Se não houver pagamento, o banco fica com estes bens, vende-os e liquida a dívida. O banco não pode perder.

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Gálatas 3.11-14 e outros: PORQUE PRECISAMOS DA GRAÇA DE DEUS

PORQUE PRECISAMOS DA GRAÇA DE DEUSPregada na Igreja Batista Itacuruçá, em 17 e 24.2.2002 Em janeiro de 2002, morreu João Filson Soren, aos 93 anos de idade. Pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro por cinco décadas (e este risco os irmãos não correm comigo…), serviu como capelão na Segunda Guerra Mundial. No exercício de sua perigosa missão, viu granadas explodirem corpos de companheiros ao seu lado. Era sua tarefa, entre outras, preparar os feridos para a morte, num tempo e numa circunstância em que os recursos médicos eram limitados. Por isto, ele até hoje é lembrado como o grande capelão dos militares brasileiros.Ele também é lembrado porque durante todo o seu pastorado, pregou a cada primeiro domingo do ano um sermão baseado num mesmo versículo bíblico: “dize aos filhos de Israel que marchem” (Êxodo 14.25).Estive no seu funeral, quando Fausto de Aguiar Vasconcelos, atual pastor da Primeira Igreja Batista do Rio, lembrou que um dos motos de Soren era viver “no compasso da graça”. Foi, para mim, a mais completa explicação sobre uma vida, frase que deveria biografar todo cristão, que pode, então, ser definido como aquele que vive no compasso da graça.Mas o que é graça? Precisamos ler Gálatas, Efésios, Filipenses e Colossenses (e de resto, todo o Novo Testamento, onde ela aparece 132 vezes), para defini-la, mas não é o que faremos.Quando eu era estudante de teologia, nosso prazer era discutir todos os assuntos, de preferência aqueles que mostrassem que éramos mais sábios que os nossos professores. Um deles, depois de nos ouvir, sempre saía com uma condição prévia, que complicava nossas vidas:— Precisamos definir os termos (isto é, as palavras).Esta é uma regra para qualquer exposição. Precisamos definir as palavras que usamos. Precisamos dar o significado que damos aos termos, para que a exposição prossiga.No entanto, à palavra “graça” esta regra não se aplica. Então, não vamos defini-la: não tem graça defini-la, como não tem graça definir amor, que toda criança sabe o que é desde bebê, embora ninguém lhe tenha definido. Os cristãos sabemos o que é graça, porque ela nos tem envolvido.Assim, comecemos por afirmar que nós precisamos da graça de Deus. 1. PRECISAMOS DA GRAÇA DE DEUS PARA SERMOS JUSTIFICADOSA biografia de Noé contém uma frase curta e definidora: Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor (Gênesis 6.8). A Bíblia não explica porque os olhos do Senhor viram com graça o pai de Sem, Cão e Jafé.Gosto desta expressão, precisamente porque não a entendo, mas mais exatamente porque ela descreve todos os cristãos cujas vidas são centradas em Cristo (porque não é cristão quem tem a vida centrada em si mesmo…), de modo que poderíamos reescrevê-la: nós, porém, achamos graça aos olhos do Senhor.Noé tinha pecado, mas achou graça aos olhos do Senhor. Nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Ele, por sua graça, nos perdoou todos os pecados (Colossenses 2.13), especialmente o pecado original (isto é, a culpa original: o pecado de achar que podemos nos justificar (redimir, salvar) a nós mesmos.Especialmente nos últimos 100 anos, temos sido entupidos com o ideário de que não existe culpa, que toda a culpa é uma produção da cultura. No entanto, a Bíblia é muito precisa quando afirma que todos somos culpados pelos nossos pecados. O pecado entrou no mundo por Adão, mas ninguém é condenado pelo pecado de Adão, mas pelo seu próprio pecado.O ideal de uma sociedade melhor, de um mundo justo, por uma produção humana, seja pela educação, seja pela ciência, seja pela política. O que temos visto é um mundo injusto e violento, no plano pessoal e no plano coletivo. Merecemos assim a justiça, a justiça de Deus, isto é, o castigo por nossa culpa, porque Deus é justo.Há pessoas que, teoricamente pelo menos, desafiam esta justiça, achando que Deus pode julgá-las, porque passarão pelo tribunal e serão absolvidos. A história e a Bíblia mostram que não uma pessoa justa sequer diante de Deus (Romanos 3.10). Há justos aos próprios olhos, mas não diante dos olhos de Deus. Na verdade, nenhum de nós consegue viver apenas com a justiça de Deus.Tranqüilizarmos em função desta realidade é o ministério literário e teológico do apóstolo Paulo. Em várias de suas epístolas, ele insiste que, pelo sangue de Jesus Cristo, o Pai nos deu vida,  juntamente com Cristo (Efésios 2.5), segundo as riquezas da sua graça (Efésios 1.7).Esta verdade fica ainda mais clara em Gálatas 3.11-14. É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque: O justo viverá da fé; ora, a lei não é da fé, mas: O que fizer estas coisas, por elas viverá.Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito.(Gálatas 3.11-14) Paulo, portanto, mostra que é evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque “o justo viverá da fé” (Gálatas 3.11). Uma definição para “lei” é “esforço humano”. Não há nenhum prêmio para quem cumpre a lei, mas há o castigo para quem não a cumpre e é flagrado. Se alguém declara direitinho o Imposto de Renda e recolhe o que deve, não recebe uma carta de “parabéns”. Mas se não declara ou não recolhe… Se um motorista anda no limite de velocidade, um guarda não o pára para cumprimentá-lo, mas se o radar registra excesso… Se um consumidor pega algo no supermercado e paga, não recebe um telegrama do presidente da companhia ou um aperto de mão do segurança, mas não se não paga…É isto que a Bíblia está dizendo: ninguém é justificado, isto é, considerado justo, por cumprir a lei, mas todos que não a cumprem são condenados. A lei, na verdade, é o código que nos condena. Estávamos, pois, condenados, até que a graça de Deus entrou em ação: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Mateus 6.9-13: JESUS NOS ENSINA A ORAR

JESUS NOS ENSINA A ORAR 1. INTRODUÇÃOTem gente cansada de orar. Essas pessoas devem merecer o nosso respeito. Sim, merece, por exemplo, a nossa admiração uma senhora que ora para que seu esposa se converta, mas ao fim de 20 anos desiste. Seria fácil criticá-la, mas ela orou durante duas décadas, sem resposta.Também merecem o nosso respeito aqueles que, apesar do tempo de intercessão não considerada por Deus, persistem orando, seja pelo seu cônjuge, seja pelo seu filho ou neto, seja por sua saúde, seja por suas condições de vida material, seja por uma igreja mais acolhedora e menos hipócrita. Além dos cansados de orar, há aqueles que ainda não aprenderam a orar. Há muitos anos conheci um senhor, membro de igreja havia 50 anos anos. Eu pedi, numa classe da Escola Dominical, para orar. Ele repetiu o “Pai Nosso”. Depois me disse que não sabia orar.Pode ser que orar em público seja um peso demasiado para os tímidos, mas os tímidos não precisam ter medo de Deus e podem derramar seus corações, sem procurarem palavras, diante daquele que ouve até os mudos. A estes devo dizer que orar em voz alta é uma experiência arrebatadora, que todos devem buscar. Um terceiro grupo de grupo de cristãos é constituído daqueles que não conseguem tempo para orar. Uns não têm tempo porque não o têm mesmo, pois que vivem numa desenfreada correria, necessária correria para uns, ignorante correria para outros, que correm porque todos correm,  mesmo que em direção ao nada.Outros não têm tempo porque a oração não é uma prioridade nas suas vidas. Vencidas todas as prioriedades — e nunca as vencemos — , não sobra tempo para estar na presença de Deus, numa indicação que fruir da companhia do Pai não é importante.Outros não têm tempo para orar porque suas agendas diárias são desorganizadas. Um quarto grupo entende, menos por suas palavras e mais por suas atitudes, que não precisam orar. Se Deus sabe quais são as nossas necessidades, por que orar? — perguntam com seus gestos. Não precisamos orar com palavras, mas apenas pensar em Deus — afirmam outros, confundindo oração com meditação. Tem gente que vive da oração, em oração, pela oração e para a oração.Estes são aqueles alimentados pela oração.Estes são aqueles que levam todas as suas alegrias e perplexidades ao trono dAquele que tudo pode, confiando que Ele tudo fará.Estes são aqueles que confiam intercessoriamente a Deus os problemas dos outros porque preocupados sinceramente com eles (nunca hipocritamente, como se fosse um apenas um dever que se cumpre) e por isto capazes de fazerem algo pelo bem-estar do outro, mesmo que isto custe algo e sem esperar nada em troca.Estes são aqueles que acordam, pela manhã, interessados em manter suas vontades lincadas com o propósito do Pai porque foram dormir com esta mesma paixão.Estes são aqueles que, ao longo do dia, encontram lugar e tempo para consultar o coração do seu  Senhor. 2. JESUS ORAVASeja qual for a categoria em que nos encontremos, precisamos nos lembrar constantemente do que significa orar. Orar é uma prática tão necessária à vida que Jesus orava. O próprio Deus, quando Deus-Conosco (Emanuel), logo submetido às mesmas pressões que nós, precisava orar. Todos os grandes momentos da sua vida foram precedidos, acompanhados e sucedidos de oração.Ao ser batizado por João Batista, Jesus se pôs a orar e com tanta alegria que o céu se abriu e pôde ouvir a voz do Pai se rejubilando com Ele (Lucas 3.21).Antes de caminhar sobre as águas do mar, Ele despediu a multidão e subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. (Mateus 14.23).Antes de começar Seu calvário, Jesus passou por uma longa jornada de oração. Ele sabia qual era o propósito da Trindade, mas também sentia o peso do momento que passaria a viver; poristo, orou nos seguintes termos: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade (Mateus 26:42). Na hora mesma da morte, seu clamor foi: Pai, por que me desamparaste? (Mateus 27.46) A oração, para Jesus, que era capaz de passar uma tarde inteira (Mateus 14.23) ou uma noite completa orando (Lucas 6.12), não era um teatro, nem uma formalidade, nem uma magia, mas a busca da companhia e da resposta do Pai.Orar, portanto, é uma prática tão necessária à vida que Jesus nos ensinou a orar. Ele ensinou seus discípulos a orar por meio do exemplo, já que era um Mestre de oração, de modo que quando se retirava para orar, levava-os junto (Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar — Lucas 9:28).Jesus ensinou seus discípulos a orar por meio das palavras. O Mestre gastou tempo com os seus discípulos ensinando porque orar, o que orar e como orar. Este ensino está coligido em Mateus 6 e em Lucas 11. 3. NÓS PRECISAMOS APRENDER A ORAR COM JESUS.Na Sua oração-modelo (Mateus 6.9-13), que pode ser repetida, mas não deve ser repetida sempre, para que não se torne algo mecânico e sem relação com as nossas entranhas, Jesus nos ensina a orar. Pai nosso, que estás nos céus (verso 9) mostra que orar é permitir que Deus mexa com as nossas vidas. A oração é a irrupção do sobrenatural no natural. Orar, portanto, é reconhecer a dimensão sobrenatural, isto é, espiritual da experiência humana. Orar é o meio pelo qual o relativo se encontra com o Absoluto. Orar é o meio pelo qual o imanente se encontra com o Transcendente. Só ora aquele que reconhece que a via natural, que tem tem seu campo insubstituível, não esgota  a vida cristã. Dizer Santificado seja o teu nome (verso 10) implica em mover o nosso coração em direção a Deus. É conformar a nossa vontade ao Seu propósito. “Quanto mais nos aproximamos do pulsar do coraçao de Deus” (Richard Foster), mais desejamos nos assemelhar ao

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Romanos 16.20 e outros: GRAÇA E PAZ

GRAÇA E PAZ Preparado para ser pregado na IB Itacuruçá, em 14.3.2004, noite. O hábito de desejar paz ao próximo é muito antiga. Estava presente entre os povos contemporâneos a Israel. Os documentos oficiais da Babilônia antiga começavam assim: “Paz vos seja multiplicada” (Daniel 4.2; cf. Daniel 6.25). Bem antes disso, no Egito já se usava o mesmo costume. O ministro da economia de José, no Egito, tranqüilizou os irmãos de seu chefe, deste modo: “Paz seja convosco” (Gênesis 43.23).Entre os israelitas, até os anjos abriam suas palavras com saudações pacíficas (Juízes 6.23). Entre os humanos, o desejo era o mesmo, fossem eles tementes a Deus (1Samuel 25.6) ou não (Juízes 19.20), mesmo em tempo de guerra (1Crônicas 12.18).Quando enviou seus discípulos, Jesus os ensinou a desejarem que a paz estivesse na casa em que se encontrassem (Lucas 10.5). Ele mesmo saudou seus discípulos assim, após a Sua ressurreição (Lucas 24.36; cf. João 20.19, 21 e 26).A literatura do Novo Testamento, como nenhuma outra, colocou saudações deste tipo no coração do Cristianismo, não somente como algo protocolar, mas como expressão de desejos profundos, decorrentes da bênção alcançada com a aceitação do Evangelho de Jesus Cristo.Há duas palavras mais comuns nestas saudações bíblicas: graça e paz. A expressão “que a a graça de Jesus Cristo seja com… ” aparece 14 vezes na literatura apostólica. Romanos 16.20 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.Romanos 16.24 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós.1Coríntios 16.23 — A graça do Senhor Jesus seja convosco.Gálatas 6.18 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito.Efésios 6.24 — A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo com amor incorruptível.Filipenses 4.23 — A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.Colossenses 4.18 — A graça seja convosco.1Tessalonicenses — 5.28 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.2Tessalonicenses — 3.18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós.1Timóteo 6.21 — A graça seja convosco.Tito 3.15 — A graça seja com todos vós.Filemon 25 — A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito.Hebreus 13.25 — A graça seja com todos vós.Apocalipse 22.21 — A graça do Senhor Jesus seja com todos. O desejo de “paz” ocorre seis vezes. Romanos 15.33 — E o Deus de paz seja com todos vós.Efésios 6.23 — Paz seja com os irmãos, e amor com fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.Colossenses — 3.15 E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.2Tessalonicenses — 3.16 Ora, o próprio Senhor da paz vos dê paz sempre e de toda maneira. O Senhor seja com todos vós.1Pedro 5.14 — Paz seja com todos vós que estais em Cristo.3João 1.15 — Paz seja contigo Aparecem outras expressões como graça, amor e comunhão (2Coríntios 13.13) e misericórdia, paz e amor (Judas 2), mas a preferida é “graça e paz”, utilizada 17 vezes pelos apóstolos. Romanos 1.7 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.1Coríntios 1.3 Graça seja convosco, e paz, da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.2Coríntios 1.2 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.Gálatas 1.3 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.Efésios 1.2 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.Filipenses 1.2 Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.Colossenses 1.2 Graças a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai.1Tessalonicenses 1.1 Graça e paz vos sejam dadas.2Tessalonicenses 1.2 Graças a vós, e paz da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.Tito 1.4 a Tito, meu verdadeiro filho segundo a fé que nos é comum, graça e paz da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Salvador.1Pedro 1.2 Graça e paz vos sejam multiplicadas.2Pedro 1.2 Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor;Apocalipse 1.4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono.1Timóteo 1.2 a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor.2Timóteo 1.2 a Timóteo, amado filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus nosso Senhor.2João 1.3 Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da parte de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor.Num mundo com tão pouca graça e paz, estes cumprimentos devem estar nos nossos lábios, e sobretudo em nossos corações.Deus deseja que tenhamos graça e paz. 1. GRAÇA1.1. Graça é a manifestação do amor de Deus, amor tornado concreto com Jesus Cristo.Por causa de sua graça, Jesus habitou entre nós.João 1.14 — E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.Tito 2.11 Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens. 1.2. A graça de Jesus nos resgatou do domínio do fracassado esforço humano. Quando o homem falha, entra a graça. Quando a lei falha, entra a graça. A graça nos lança numa nova vida, a partir da experiência da conversão (aceitação da graça, que se segue ao arrependimento).Efésios 2.8 — Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus.Romanos 11.6 Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. 1.3. A graça de Jesus não tem preço, mas já teve um preço. A

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007

Efésios 2.4-9 e outros: A DOUTRINA DA SALVAÇÃO

1. INTRODUÇÃOOs 120 anos da igreja positivista no Brasil, que não cultua nenhum deus, mas a idéia da humanidade. É a imanencia elevada à categoria de transcendência. É a razão deificada.O mesmo esforço foi feito pela religião judaica em torno da lei. A lei foi divinizada. O fracasso do sisitema legal para a expiação adveio da experiência do pecado como maior que o próprio homem.Por mais politicamente incorreta que pareça, esta é a condiçao humana: todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3. 23).Sem a glória, é a vida no apagão. Sob o domínio do pecado, é o sem-sentido. A salvação é o processo pelo qual Deus nos acolhe de novo em seus braços, nós, os filhos pródigos, afastados voluntariamente de Sua presença. A salvação é o processo pelo qual Deus nos resgata (tira, liberta) das trevas para a luz.Ela não pode ser objeto de orgulho por parte de quem é salvo, porque não é uma conquista humana; antes, é o resultado do dom gratuito de Deus.Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2.4-9) Tem uma dimensão passada, presente e futura.Nós fomos salvos — a justificaçãoNós estamos sendo salvos — a santificaçãoNós seremos salvos — a glorificação 2. ETAPAS DA SALVAÇÃO A INICIATIVADeus a si mesmo se deu em resgate por todos (1 Timóteo 2.6).Este é o significado da encarnação, que Paulo narra em Filipenses 2.5-11, com admirável beleza: Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2.5-11) e explica em Romanos 3.21-26  como sendo a justificação, que é o centro do Evangelho. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. (Romanos 3.21-26) A justiça (justificação) de Deus não tem nada a ver com a justiça humana. Consiste em:. redenção (compra da nossa alma dominada pelo pecado). propiciação (aplacamento da ira de Deus, fazendo desaparecer a culpa – é mais que perdão, pois não absolve, mas deixa o prontuário limpo; só Quem é justo pode justificar). demonstração (publicação pela cruz) O CONVITEDeus convida a todos os seus filhos para serem novamente seus filhos. Seu desejo é que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2.4)  Por isto, seu convite é firme: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. (Mateus 11.28)Ele aceita a todos os que vieram a Ele, sem nenhum tipo de pré-condição. Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. (João 6:37) CONVERSÃOA resposta humana ao convite divino tem um nome, com duas operações: arrependimento e fé.Mesmo a conversão não é totalmente humana, pois que a vontade humana está corrompida para uma empreitada desta. No entanto, o próprio Espírito Santo convence (e Ele o faz para com todos, insistindo com todos, explicando a todos, não a alguns queridos de Deus).Arrepender-se e ter fé é deixar-se convencer pelo Espírito Santo, não pela razão, não pelo sofrimento, mas pelo Espírito, que usa os meios que julgar próprio para cada indivíduo. A conversão é o primeiro passo. É a volta do caminho para o Caminho. O arrependimento é negativo; a fé é positiva. A conversão é a resposta humana ao oferecimento divino. REGENERAÇÃODeus regenera (gera de novo) aqueles que se arrependem e crêem. É a transformação que Deus opera, dando novo sentido à vida. Isto não se dá por causa dos nossos méritos, mas por Sua misericórdia. É uma capacitação para se obedecer a Deus. SANTIFICAÇÃODeus vai nos aperfeiçoando. GLORIFICACAODeus completa a obra do aperfeiçoamento, quando nos encontrarmos com Ele. Teremos uma vida sem qualquer compromisso com o pecado, com a nossa condição anterior à conversão. 3. CONVITE À DECISÃOAh! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. (Isaías 55.1) ISRAEL BELO DE AZEVEDO 

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Israel Belo de Azevedo janeiro 2, 2007
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