Ir para o conteúdo
  • Colunistas
    • Antonio Vieira Sias
    • Carlos Novaes
    • David Matheus
    • Gilberto Garcia
    • Hudson Silva
    • Lécio Dornas
    • Richard Vasquez
    • Mais colunistas
  • Mensagens
    • Novo Testamento
    • Antigo Testamento
    • Temáticas
    • Para Crianças
  • Reflexões
    • Editoriais
    • Poemas
    • Respostas Corajosas
  • Bíblia
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Nomes da Bíblia
      • Significados dos nomes FEMININOS
      • Significados dos nomes MASCULINOS
    • Apaixonados pela Bíblia
  • Recursos
    • Arqueologia Bíblica
    • Carnaval
    • Ciência e Saúde
    • Dia das crianças
    • Dia das mães
    • Dia do Pastor
    • Dia dos pais
  • Loja
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Livros Físicos
    • Livros Digitais
  • Colunistas
    • Antonio Vieira Sias
    • Carlos Novaes
    • David Matheus
    • Gilberto Garcia
    • Hudson Silva
    • Lécio Dornas
    • Richard Vasquez
    • Mais colunistas
  • Mensagens
    • Novo Testamento
    • Antigo Testamento
    • Temáticas
    • Para Crianças
  • Reflexões
    • Editoriais
    • Poemas
    • Respostas Corajosas
  • Bíblia
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Nomes da Bíblia
      • Significados dos nomes FEMININOS
      • Significados dos nomes MASCULINOS
    • Apaixonados pela Bíblia
  • Recursos
    • Arqueologia Bíblica
    • Carnaval
    • Ciência e Saúde
    • Dia das crianças
    • Dia das mães
    • Dia do Pastor
    • Dia dos pais
  • Loja
    • Bíblia Prazer da Palavra
    • Livros Físicos
    • Livros Digitais
Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Atos 4.36-37; 5.1-11: DEUS QUER MUDAR O NOSSO CARÁTER

DEUS QUER MUDAR O NOSSO CARÁTER Atos 4.36-37; 5.1-11 1. INTRODUÇÃOA história de Ananias e Safira é um trágico contraponto à história de José Barnabé.A Igreja de Jerusalém praticava o comunismo do amor: voluntariamente os cristãos vendiam os seus bens e voluntariamente entregavam o dinheiro arrecadado para ser usado à medida que houvesse necessidade.José Barnabé, possivelmente um homem próspero (Atos 4.36-37), é apresentado como o protótipo do cristão que se envolveu de corpo e alma no projeto. A atitude de Ananias e Safira, ao contrário, é o exemplo do cristão que aparentemente se envolve no projeto, porque envolvido apenas de corpo, mas não de alma. Como Barnabé, o casal também tinha bens expressivos.Nenhum deles era obrigado a vender os seus bens para socorrer a Igreja. Nenhum deles era obrigado a entregar na tesouraria o dinheiro recolhido com a transação. 2. NARRATIVA DE UM TRISTE ANTEPASSADOA prática de Ananias e Safira se assemelha à de Acã (Josué 7), um milênio antes e a poucos quilômetros de distância. O patriarca do Antigo Testamento tomou das coisas condenadas, porque pertencentes a um povo inimigo. O casal do Novo Testamento tomou das coisas abençoadas, porque voluntariamente separadas para o bem da comunidade em Jerusalém.Recordemos Acã.Deus tinha instruído a Josué no sentido de nenhum pertence dos habitantes de Ai se tornasse propriedade dos filhos de Israel. Quem procedesse desse modo seria considerado ladrão. Então, o povo saiu para a guerra, e começou a perder. Josué voltou-se para Deus, cheio de perguntas. O Senhor lhe respondeu que o povo tinha roubado os habitantes de Ai. (O povo de Israel pecou. Eles quebraram a aliança que haviam feito comigo, a aliança que eu mandei que guardassem. Ficaram com algumas coisas que eu mandei que fossem destruídas. Eles roubaram essas coisas, mentiram por causa delas e as colocaram no meio da bagagem deles. — verso 11)Deus disse a Josué como proceder: Levante-se e vá santificar o povo. Diga que se purifiquem para amanhã porque eu, o Eterno, o Deus de Israel, digo isto: “Israelitas, vocês estão guardando algumas coisas que eu mandei destruir. Enquanto não se livrarem delas, vocês não poderão enfrentar os inimigos”  (verso 13).Quem tivesse desobedecido deveria morrer (verso 15). Teve início o processo de descoberta de quem procedera assim, porque não fora o povo todo. Ao final, o nome Acã apareceu nas investigações.Josué, então, lhe disse:— Agora, meu filho, confesse a verdade diante do Eterno, o Deus de Israel. Conte-me o que você fez; não procure esconder nada.Acã respondeu:— Sim, eu pequei contra o Eterno, o Deus de Israel. Vou contar o que fiz. Entre as coisas que pegamos, vi uma bela capa da Babilônia; vi também uns dois quilos de prata e uma barra de ouro que pesava mais ou menos meio quilo. Fiquei com tanta vontade de ter aquelas coisas, que guardei para mim. Estão escondidas, enterradas na minha barraca, e a prata está por baixo.Então Josué mandou que alguns homens fossem depressa até a barraca; e eles, de fato, acharam as coisas enterradas e a prata por baixo. Tiraram as coisas da barraca, e levaram a Josué e a todos os israelitas, e puseram tudo na presença do Deus Eterno.Aí Josué e todo o povo de Israel pegaram Acã, a prata, a capa, a barra de ouro, os seus filhos e filhas, os seus bois, jumentos, ovelhas, a sua barraca e tudo o que ele tinha e os levaram para o vale da Desgraça. (…) Em seguida o povo todo matou Acã a pedradas. Eles apedrejaram e queimaram a sua família e tudo o que ele tinha. (Josué 7.19-25 BLH) Se está “vendendo” santidade, mas nunca ora, nunca lê a Bíblia, nunca se importa com os outros, está prejudicando a igreja toda. Se você está em adultério, está prejudicando toda a sua igreja. Se você está retendo um dinheiro que não é seu, está prejudicando toda a sua igreja.  Este é o princípio da comunidade espiritual.Dê graças ao Senhor porque Ele não age mais como fez como Acã e com o casal Ananias e Safira, mas não brinque com Ele, porque é horrível cair nas mãos do Deus vivo (Hebreus 10.31). Tratemos de levá-lO a sério. 3. HISTÓRIA NARRATIVA DA EXPERIÊNCIA EM JERUSALÉMVoltemos a Jerusalém. Voltemos à história do casal, que caiu nas mãos dos Deus vivo, como narradas por Lucas em Atos 4.36-37; 5.1-12: Um homem chamado Ananias, casado com uma mulher que se chamava Safira, [tinha prometido que, quando vendesse o terreno que tinha, traria todo o resultado para a tesouraria da igreja de Jerusalém.A promessa fora feita num de culto. Pedro acabara de pregar, estimulando os irmãos a disporem de seus bens para serem aplicados no bem-estar de toda a comunidade. Muitos prometeram que teriam tudo em comum, para poderem se dedicar à evangelização. Outros não prometeram e nem por isto ficaram à margem. Era uma disposição voluntária e transitória. Entre os que prometeram estavam José Barnabé e Ananias. Ananias parecia o mais entusiasmado. Ele disse que tinha grande prazer em servir a Deus servindo aos seus irmãos.]Foi assim que José vendeu um terreno dele e entregou o dinheiro aos apóstolos. José era levita e havia nascido na ilha de Chipre. Os apóstolos o chamavam de Barnabé, que quer dizer “Aquele que dá ânimo”.[Quanto a Ananias, ele também] vendeu um terreno. [Num dia de culto, solenemente, para que todo mundo visse, junto com sua esposa, ele trouxe a sua oferta. A congregação ficou feliz. A congregação deu glórias a Deus porque o Espírito Santo tocara e aqueles corações foram sensíveis ao Seu toque. A verdade era outra. Ele] só entregou uma parte do dinheiro aos apóstolos, ficando com o resto [retendo indevidamente, diferentemente do que voluntariamente prometera]. E Safira sabia disso. [Sabia e concordava. Sabia estava gostando. Sabia e fazia planos em como gastarem juntos o que roubaram. Sabia e já olhava para os “tolos” da igreja que acreditavam neles e para os “bobos” que tinham cumprido a promessa]Então Pedro lhe  a Ananias:— Por que você deixou Satanás

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

Números 13-14: OS FRACOS E OS FORTES

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1 CorÍntios 12 e 14: OS DONS DE DEUS

OS DONS DE DEUS1 Coríntios 12 e 14:  Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 22.10.2000 (manhã) 1. INTRODUÇÃOO tema dos dons espirituais tornou-se na história do Cristianismo num capítulo de discórdia. Em vários momentos da trajetória da Igreja, pessoas e grupos se desentenderam em relação aos “carismas” de Deus. Desde os coríntios, e não apenas agora, as igrejas têm se dividido em torno de duas visões antagônicas. Nas igrejas, uns se interessam pelo assunto e se incomodam com o fato de não saberem quais são seus dons ou como colocá-los em operação. Outros não têm o menor interesse pelo assunto, ao ponto de o apóstolo Paulo os chamar de “ignorantes” (1Coríntios 12.1) Há muitos cristãos que ignoram seus dons, porque nunca se interessaram por eles.Entre os crentes que procuram viver a sua fé em Cristo, todos concordam que os dons existem e que Deus, pressupondo que a Igreja precisa deles para cumprir sua missão. O acordo pára aqui, porque uns acham (em Corinto, inclusive) que os dons devem ser buscados, com prioridade para os dons espetaculares (como curar e falar em línguas). Outros acham que os dons devem ser apenas buscados, mas sem qualquer priorização para qualquer tipo de manifestação.Estamos diante de duas correntes clássicas: uma iluminista, que coloca toda as experiências humanas sob o foco da luz da razão. E à luz do enfoque racionalista, quem está doente deve procurar um médico, que fará o que for possível. À luz da fé, quem está doente deve orar pela cura e buscar um médico, deixando a Deus a decisão sobre como vai operar, se espetacularmente ou se cientificamente.A segunda corrente é a neo-iluminista (conhecida como carismática ou pentecostal), que prefere para cada decisão uma luz direta e espetacular de Deus. Ele é sempre emoção; é sempre show; toca sempre a nossa pele. E à luz do enfoque emocionalista, quem está doente deve procurar alguém que tem o dom de curar espiritualmente. À luz da fé, quem está doente — repito — deve orar pela cura e buscar um médico, deixando a Deus decisão sobre como vai agir, se miraculosamente ou se por meio da medicina.Diante destas tendências, o apóstolo Paulo nos apresenta uma teologia prática clara e desafiadora acerca dos dons. 2. O VALOR DOS DONSA primeira verdade que o apóstolo Paulo destaca é que o tema dos dons espirituais é muito importante, porque é por meio deles que Cristo edifica a sua igreja e por deles que a igreja edifica o mundo.Uma igreja sem dons é como um cadáver. A vida da igreja são os seus dons. É por isto que não é possível haver um crente sem dons. Não pode haver um crente sem que nele habite o Espírito Santo.A igreja é uma comunidade de pessoas diferentes. O mistério de Deus, de que fala Paulo várias vezes, é fazer estas pessoas diferentes agirem segundo Seu conselho. A igreja é a família de Deus, composta, portanto, por pessoas diferentes (como na família humana). A igreja é um corpo onde Deus vive e através do qual ele opera. “Se você quer encontrar Deus no mundo de hoje, Seu endereço é “a igreja”, (Ray Stedman) não apenas quando ela está reunida, mas quando os seus membros estão em ação, onde quer que vivam. A igreja não é apenas seus membros reunidos. Uma igreja não acontece nos seus encontros dominicais.Neste sentido, ela é diferente de uma escola ou de uma fábrica. Uma escola é uma organização de pessoas reunidas. Uma fábrica é uma organização de pessoas reunidas. Uma igreja, não. Uma igreja é uma organização diferente, porque composta por pessoas verdadeiramente regeneradas pelo Espírito Santo para formar um corpo vivo, que vive e se desenvolve no mundo, não à parte dele, para alcançar os desamparados com o amor de Deus e com a vida que provém dEle.Há muitas pessoas que não entenderam esta verdade e ficam contentes com um belo culto dominical. Se este culto não me capacitar a alcançar aqueles que Deus quer alcançar, este culto não terá valido absolutamente nada. A experiência de culto verdadeira é aquela que termina com a mesma oração de Isaías: “Senhor, envia-me”. É para esta ida ao mundo que Deus capacita as pessoas com dons.Precisamos ter uma convicção clara a este respeito, para não sermos levados de um lado para o outro, como acontece àqueles que, não seguindo a Deus, seguem os deuses do momento. Esta convicção, no entanto, não nos deve levar a anatematizar (12.3) os que pensam diferentemente de nós. Eu me refiro à tensão entre “tradicionais” e pentecostais ou neopentecostais, lembrando que a distinção é meramente didática, já que o neopentecostal de hoje será o pentecostal de amanhã. Também não devemos esquecer que boa parte de nossas diferenças são muito mais semânticas (em torno do significado de palavras) e muito menos existenciais (em torno do significado de vida). Aquilo que uns chamam de plenitude do Espírito Santo, outros chamam de segunda bênção ou batismo do Espírito Santo. Se vivemos de modo que o Espírito flua em nós, não importa o nome que venhamos a dar a esta manifestação. Se brigamos por causa dessas palavras, podemos estar certos que o Espírito Santo não está em nós… 3. A PLURALIDADE DOS DONSPaulo prossegue lembrando que a igreja precisa de pessoas com dons diversos (cf. 12.29-30). Não há dons de primeira classe e dons de segunda, como não deveria haver cidadãos de primeira ou de segunda classe. O dom da profecia (exposição da Palavra de Deus como vinda mesma de Deus) não é superior ao dom da portaria, que tinha muito valor na igreja antiga e deve ter na nossa. (Como os cultos eram perseguidos, os porteiros cuidavam da segurança dos crentes reunidos. Hoje, como são poucas as pessoas que vêm a igreja, elas precisam ser recebidas de tal modo que queiram ficar).Somos todos iguais, não importam as funções pelas quais exerçamos nossos dons. Aqueles dons considerados mais humildes são necessários. Se não fossem, Deus não os daria. Na vida de uma cidade, os

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1 Coríntios 11.23-34: APRENDENDO A CELEBRAR A CEIA DO SENHOR

APRENDENDO A CELEBRAR A CEIA DO SENHOR 1 Coríntios 11.23-34 Pregado na Igreja Batista Itacurucá, em 11.11.2000 (noite) Mensalmente esta Igreja ministra a Ceia do Senhor. Temos feito esta celebração conforme Cristo a ensinou e Paulo a normatizou? Precisamos voltar a Bíblia e conferir nossas práticas. 1. A Ceia do Senhor não é uma invenção humana. Antes, foi instituída por Deus e a sua formula repete o gesto de Jesus na despedida dos seus discípulos (vv. 24-25).Por isto, devemos buscar formas criativas de a celebrar, desde que seu sentido e sua fómula original sejam mantidos. Ela contém dois elementos, o pão, que é mastigado, e o suco de uva, emulando o vinho, que é bebido.(Por que o suco e não o vinho? Por uma convenção, que indica a nossa disposição de nos abstermos do álcool. Há igrejas batistas que usam vinho, embora a maioria prefira o suco.)O pão simboliza o corpo de Cristo, morto por nós, e o vinho simboliza o sangue de Jesus, derramado por nós na Cruz. Como símbolos, o pão e o vinho, mesmo depois de consagrados ou ingeridos, permanecem com as mesmas substâncias químicas. Eles não contém o corpo de Jesus (consubstanciação) nem se transformam no corpo de Jesus (transubstanciação). 2. A Ceia do Senhor é uma celebração memorial (passada) do novo pacto e uma celebração escatológica (futura) do cumprimento do Reino de Deus (vv. 24-26).A celebração da Ceia do Senhor é uma recordação do novo pacto selado conosco na cruz. O pacto velho se dava pela reciprocidade mediada pela lei. O novo pacto se dá pela fidelidade de Deus para com o homem e do homem para com Deus, fidelidade esta mediada pela graça. Ele é fiel por Sua graça, não por nossa fidelidade. Nós lhe somos fiéis, não por nossa competência, mas por Sua graça. 3. A Ceia do Senhor deve ser celebrada pela Igreja, porque é ela quem anuncia o Reino de Deus. Por seu caráter publico e por sua natureza, a postura dos que dela participam deve ser sempre reverente e festiva.Dela devem participar todos os que crêem que Jesus Cristo é o Salvador e que Jesus Cristo voltará como Senhor, razão pela qual já entregaram a Ele as suas vidas.Quanto à época, a Igreja apostólica a distribuía a cada culto que realizava; nossa Igreja dela participa todo primeiro domingo de cada mês. Há igrejas que têm outro tipo de calendário.Há denominações que servem a Ceia do Senhor em casas das pessoas impossibilitadas de virem ao templo. Nossa Igreja não tem esta prática, por entender que sua ministração deve ser pública.Nas igrejas batistas, há uma variação quanto aos que devem ter acesso a esta parte do culto. Uns optam pela Ceia restrita, ministrando-a somente a batistas. Outros oferecem-na somente aos membros da Igreja local. E outros dão o privilégio da livre participação aos crentes em Cristo e batizados em idade consciente. Nossa Igreja tem escolhido a terceira opção, por entender que é  mais fiel ao espírito apostólico. 4. A Ceia do Senhor deve ser tomada de modo digno (v. 27) e nunca sem o discernimento da natureza do corpo do Senhor (v. 32).Tomar a Ceia do Senhor de modo digno é compreender o seu significado memorial e escatologico, que exclui a idéia de que a participação na Ceia do Senhor confere qualquer graça a quem dela toma, mas apenas a alegria da renovação do seu pacto com Deus.Tomar a Ceia do Senhhor de modo indigno é evitar a comunhão fraternal. Em Corinto os cristãos usavam a Ceia como uma forma de ostentação de posses materiais. Podemos não ostentar diante do nosso irmão durante a Ceia (não esperando pelo outro para a refeição — a primeira parte da Ceia –, porque o contexto não o permite, mas podemos ignorar nosso irmão.Tomar a Ceia do Senhor de modo indigno é tomá-la burocraticamente, sem se apossar da alegria que a participação nela distribui.Tomar a Ceia do Senhhor de modo indigno é deixar de tomá-la por causa de algum pecado, pois o correto é pedir perdão a Deus e estabelecer com Ele a intimidade que a Ceia sela. 5. Ao participarmos, estejamos conscientes em relação ao pão, que o tomamos porque recebemos o sacrifício de Jesus Cristo por nós. Graças ao Seu amor, somos fortalecidos por Ele e capacitados a viver o Evangelho.Ao tomarmos o vinho, recordemos o sacrifício de Jesus Cristo por nós, sacrifício que permite a cada um de nós a força da alegria. Nossa vida seja, portanto, um compromisso de proclamação da sua volta. Se você é crente e não foi ainda batizado, batize-se e participe desta celebração.Se você tem participado de modo indigno, arrependa-se e venha celebrar.

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1CorÍntios 11.24-29: DIMENSÕES DA CEIA DO SENHOR

DIMENSÕES DA CEIA DO SENHOR 1Coríntios 11.24-29 1. Por Que Cultuamos? (A dimensão da confissão)Cultuamos a Deus para confessar a Ele os nossos pecados.Como não devemos participar desta Ceia? O apóstolo Paulo responde a esta pergunta do seguinte modo: De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. (1 Co 11.27-29) Pelos meus cálculos, batizado que sou há 35 anos, participei de uma cerimônia como esta umas 270 vezes. Se neste tempo, estivesse em Itacuruçá, o número superaria as 400 vezes, posto que aqui há 12 celebrações por ano. De quantas Ceias você já participou? Faça as suas contas.Na igreja apostólica, a celebração era dominical. Era parte da festa do ágape (festa do amor fraternal), quando se reuniam todos na igreja para uma refeição comunitária e litúrgica. Cada família levava de casa a sua bebida e a sua comida. A última parte desta festa era a participação na Ceia do Senhor.Era assim na igreja em Corinto. A beleza da festa, no entanto, estava manchada por alguns que não entendiam a natureza da igreja, o “corpo do Senhor” (v. 29).Alguns havia que levavam de casa e guardavam sua comida, não a distribuindo entre os outros, mesmo que estes não tivessem o que levar. O apóstolo Paulo adverte aos egoístas, que não estavam discernindo (entendendo) o corpo do Senhor, pelo que toda a sua participação redundava em condenação para si mesmos. Era preciso, portanto, que cada um examinasse o seu comportamento e, se estivesse no erro, arrependesse-se, confessasse-se e então participasse da segunda parte da festa (a Ceia, propriamente dita).Era comum que durante a primeira parte da festa as pessoas bebessem o vinho que tinham levado. Alguns bebiam até ficar embriagados. Esses não entendiam a natureza da vida cristã, que consiste na moderação. Como poderiam participar, bêbados, da Ceia do Senhor? Era preciso que, também no tocante à bebida forte, comum na cultura judaica, que cada um examinasse o seu comportamento e, se estivesse no erro, arrependesse-se, confessasse-se e então participasse da Ceia memória de Jesus Cristo.Estes erros, pelas características da Ceia moderna, não são os nossos. No entanto, a advertência de Paulo se aplica inteiramente a nós: não devemos participar de modo indigno da Ceia do Senhor.Este memorial pede, pois, de nós uma reflexão acerca do modo como nos apresentamos hoje diante de Deus.Em outra seção desta mesma epístola, Paulo adverte duramente contra a prostituição e recomenda que uma pessoa, culpada de prostituição, fosse afastada da igreja. Ao fazê-lo, ele faz um convite de grande valor (1Coríntios 5.7,8). O fermento velho, podemos aplicar, é a culpa. Há pessoas que se deixam levedar (e o fermento leveda toda a massa, diz o apóstolo — 1Co 5.6) pelo fermento velho. Essas pessoas se esquecem que Cristo já foi crucificado e querem se crucificar constantemente para expiar suas culpas. Nosso culto, que é celebração, procede da cruz, onde Cristo apagou todas as nossas culpas.Se cultuássemos a nós mesmos, celebraremos a malícia (maldade) e a corrupção. De nós, só há um requerimento: arrependimento.  Quando o fazemos, participamos do culto com os pães ázimos (isto é: pão sem fermento) da sinceridade e da verdade.É com sinceridade e com verdade que devemos participar desta Ceia. Examine-se a si mesmo e participe. Com sinceridade e verdade. Não peça perdão por uma multidão de pecados, mas por algum pecado específico, que só você sabe. Revele-o a Deus agora.Se, portanto, descobrir agora que não está em condições de participar da Ceia (seja por causa da prostituição, seja por um profundo sentimento de culpa, seja pela dificuldade de respeitar as pessoas como poemas de Deus), ponha-se em condição: confesse os seus pecados a Jesus, arrependa-se do seu erro, seja ele qual for, e venha participar da Mesa de Deus. Examine-se, não para não participar, mas para participar. Examine-se e se arrependa, com sinceridade e verdade, e participe.Confesse agora os seus pecados a Jesus. Peça-Lhe para vir limpar o seu coração, como convida a canção que vamos entoar. Depois, ore em silêncio e vá direto ao coração de Deus. 2. Por Que Cultuamos? (A dimensão da gratidão)O pão que temos nas mãos nos lemra que cultuamos a Deus para agradecer a Ele o que fez/faz por nós.Quando celebrou a Ceia-fundadora, Jesus deu graças (v. 24a).Jesus deu graças porque ia morrer na cruz dentro de pouco tempo. Graças a Ele, não precisamos dar graças porque vamos morrer. Nossa gratidão decorre da cruz de Cristo, pela vida que trouxe/traz. Damos graças porque vamos viver.Damos graças porque estamos livres diante da culpa.Damos graças porque fomos feitos irmãos de Jesus.Damos graças porque somos feitos irmãos uns dos outros, co-irmãos de todos quantos aceitam o sacrifício de Jesus na cruz.Damos graças porque temos livre e direto acesso ao coração do Pai.Por isto, podemos dar glórias a Deus por Suas bênçãos sem fim para conosco.Podemos dar glórias a Deus porque temos o que agradecer: a salvação, mas também a presença dEle conosco. 3. Por Que Cultuamos? (A dimensão da graça)Cultuamos a Deus para reviver o poder do Seu amor.A Ceia do Senhor é um memorial da Sua Graça.Não recebemos graça ao partilhar do cálice. Apenas, ao tomá-lo, recordamos que fomos alcançados pela Graça de Deus. Jesus o disse de modo bastante claro: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (v. 26). Peguemos o cálice de seus suportes. O que nos lembra ele?O cálice nos recorda que somos salvos não mais pelas obras, mas pela fé.O cálice nos recorda que, em lugar do esforço próprio, podemos descansar nos braços dAquele que morreu por nós.O cálice nos recorda que, em lugar da justiça para conosco, Deus nos justifica, não mais como conseqüência de nossas tentativas,

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

CorÍntios 12.18-27: O DOM DA VIDA

O DOM DA VIDA1 Coríntios 12.18-27:  Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em  22.10.2000 (noite) 1. INTRODUÇÃOTornou-se um lugar comum dizer que nós formamos uma unidade biopsíquica. Eu descobri isto muito cedo. Quando meu pai ameaçava me bater, por algo que ele achava merecedor de um castigo, imediatamente me dava uma incontrolável vontade de ir ao banheiro. Não era “cena” de minha parte. Era uma necessidade real, de tal modo que eu só apanhava depois de ter ido ao banheiro…Eis o que somos: um corpo. O que acontece com você quando você está tenso? Eu, por exemplo, sinto dores nas pernas. Uns lhes dói a cabeça; outros lhes disparam os batimentos cardíacos. Uns têm fome; outros perdem a fome. Uns têm sono; outros ficam insones.Sem o conhecimento que temos hoje do campo das ciências biológicas, o apóstolo Paulo afirmou a natureza interdependente dos órgãos do corpo humano, ao utilizá-lo como uma imagem para a Igreja de Cristo.Nesta seção, o apóstolo fala diretamente de quatro dos cinco sentidos do corpo humano: visão (que, aliás, e necessária em 90% de todas as atividades humanas), audição (que vem pelo ouvido, que, aliás, é capaz de detectar freqüências sonoras entre 20 e 20 mil hertz, olfato (v. 17) e tato (v. 15). Ele só não menciona o cheiro. 2. CELEBREMOS O DEUS DA VIDA E AGRADEÇAMOS PELOS SEUS PARCEIROSJá não se sabe o que é a natureza, tal a sua transformação pelas ciências. Este é um longo processo, graças ao qual, por exemplo, dispomos de luz elétrica que nos permite esta reunião. Dispomos hoje, portanto, de conhecimentos, recursos e instrumentos que nos permitem cessar a noite, fazendo-a dia. A apreensão destas percepções nos deve levar a uma atitude de exaltação do Criador e de cuidado com a criatura. Podemos transpor velocidades, por meio de meios de transportes que nos levam de uma cidade a outra, de um país a outro, de um continente a outro, sem que o sol se ponha.Quanto à engenharia genética, fomos todos informados que os cientistas conseguiram seqüenciar os genomas do corpo humano. Em certo sentido, foram iluminados três bilhões de pares de bases do DNA (Ácido Desoxirribonucleico), expressos pelas letras T, A, G e C (relativas às bases nitrogenadas de timina, adenina, guanina e citosina).Segundo prometem os especialistas, a descoberta abre perspectivas novas para tratamento de doenças de natureza genética. Talvez daqui a cinco anos já seja possível a realização de testes de predisposição genética visando o diagnóstico precoce de pelo menos 80% dos casos de tumores malignos e o combate ao mal antes que ele se instale no organismo de forma incurável. Só em São Paulo há 150 pesquisadores trabalhando para isto em 33 laboratórios.Não há dúvida que se descortinam horizontes promissores. No entanto, a manipulação genética pode trazer sombras para os seres humanos. Precisamos discutir esses avanços e lhes pôr, se for o caso, limites, porque a ciência não pode ser um fim em si mesmo, porque o seu fim deve ser o benefício global do ser humano, não um espetáculo sobre a competência dos pesquisadores.Há pesquisas em outros campos da tecnologia da saúde que são admiráveis. Esta semana acompanhamos o drama de dois siameses peruanos. A medicina do Peru informou que só um poderia ser salvo. A medicina norte-americana, no entanto, por mais adiantada tecnologicamente, salvou os dois.Há alguns meses oramos por uma menina com graves patologias, descobertas quando ela estava ainda no útero. Ela foi operada. Nós, na verdade, não oramos por uma menina, mas por um feto, um feto com sexo e com nome.Temos que celebrar a Deus por estas maravilhas e também por esta: por permitir ao homem alargar o horizonte da vida. Deus não é egoísta. Ele permite ao homem ser co-criador. 3. CUIDEMOS DA VIDA QUE DEUS NOS LEGOUSomos uma criação de Deus. O processo como isto se deu está em aberto. A instrução foi dEle. Só isto explica a harmonia do nosso corpo, que é uma criação maravilhosa e não pode ser duplicada por máquinas. Trata-se de um sistema químico complexo, em que os músculos são 45% do peso do corpo e precisam de energia para funcionar.Louvamos a Deus quando cuidamos do seu corpo. O cristão precisa cuidar do seu corpo mais que um não cristão, porque o Espírito Santo habita no seu corpo e não habita no corpo de um não cristão.Precisamos viver em harmonia com o corpo que somos. Não podemos permitir que ele/nós envelheça antes do tempo. Para tanto, precisamos dormir o necessário. Comer o necessário. Trabalhar o necessário. Descansar o necessário. Somos santuários de Deus.Não devemos permitir que este santuário se consuma no sedentarismo, nem no excesso de exercício. Vivemos numa cultura dos jovens-bombas, que são aqueles rapazes musculosos (com músculos construídos pela malhação e/ou pela ingestão de anabolizantes).Não devemos permitir que este santuário se consuma na droga, seja ela o cigarro, o álcool ou o tóxico. Quanto ao cigarro, os números são assustadores, embora ele seja vendido em qualquer esquina e a qualquer pessoa. Há um bilhão e 100 milhões de fumantes no mundo, o que significa que 1/3 da população mundial adulta é viciada em cigarro. A cada conjunto de dez vítimas de câncer no pulmão, nove são fumantes. O cigarro contribui para 22% da mortalidade geral, 30% para a de origem cardiovascular, 30% para o câncer e 30% para as doenças respiratórias.  No Brasil e no mundo, o cigarro mata mais que a heroína, a cocaína e a Aids somados.Quanto ao álcool, basta dizer que seu consumo é responsável por 50% dos acidentes automobilísticos.Quanto ao tóxico, esta semana caiu o mito gabeiriano de que a maconha não vicia. Testes feitos (conforme publicados na prestigiada revista Nature) com macacos mostraram cabalmente a dependência da maconha, depois de iniciados nela.Não devemos permitir que este santuário se consuma na gula. Nós comemos mal, quanto à dieta e à forma, e muito. A maioria de nós come mais do que precisa. Não devemos permitir que este santuário se consuma na solidão. Como ensina o apóstolo insistentemente, devemos

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1Coríntios 1.10-17, 3, 12.12-27: A UNIDADE E SEUS INIMIGOS

A UNIDADE E SEUS INIMIGOS1 Coríntios 1.10-17, 3, 12.12-27 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 27.12.2000 (manhã) 1. INTRODUÇÃOO apóstolo Paulo pensa a igreja como um corpo, o corpo de Cristo. A idéia explícita da igreja como corpo de Cristo aparece, com todas as letras, em vários versículos de suas cartas: Romanos 7.4, 12.5; 1Coríntios 10.16, 12.27; Efésios 1.23, 4.12, 5.23, 5.30; e Colossenses 1.18 e 24.A igreja, portanto, é o corpo de Cristo. Cristo é o cabeça; esta cabeça tem um corpo e este corpo é a igreja. Foi por isto que John Wesley pôde dizer que o Cristianismo é uma religião essencialmente social. Cristianismo, portanto, é comunidade, que, num trocadilho, quer dizer que a igreja é a instituição pela qual a unidade se torna comum, isto é, possível. 2. O CORPO DA UNIDADEO apóstolo Paulo desenvolve no capítulo 12 uma espécie de fábula para mostrar a natureza deste corpo em sua dimensão prática.Todos os membros do corpo se reuniram numa assembléia. Todos se achavam um pouco sobrecarregados e pretendiam se eximir de suas responsabilidades.O pé, insatisfeito, por carregar todo o peso do corpo, declarou:— Como não sou mão e estou cá embaixo, não faço parte do corpo.A mão, por sua vez, reclamou por ser surda:— Como não sou ouvido e nada posso escutar, não faço parte do corpo.O ouvido queria ter outra competência:— Como não posso ver, porque não sou olho, não faço parte do corpo.O apóstolo encerra a fábula perguntando:— Se todos os membros do corpo fossem um só membro, como estaria o corpo?  Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se o corpo todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? O olho não pode dizer à mão: “Não tenho necessidade de você”. Nem ainda a cabeça [pode dizer] aos pés: “Não tenho necessidade de vocês”.Em outras palavras, se você é um seguidor de Jesus, mesmo que você não se ache parte da igreja, você faz parte da igreja. Como diz Paulo, nós somos “corpo de Cristo e individualmente seus membros” (1Co 12.27). Se um membro do corpo sofre, todos os membros sofrem (1Co 12.26a).Este é o significado da palavra “unidade”, marca essencial da igreja, conforme o ensino de Jesus Cristo, que espera(va) que todos sejamos um nEle (Jo 17.21). 3. RETRATO DE UMA IGREJA DESUNIDANo entanto, temos triunfado e fracassado na produção desta marca. O comportamento da igreja em Corinto, como retratado na primeira epístola que Paulo lhe escreveu, é uma indicação deste fracasso, conquanto no plano geral a unidade tenha triunfado. Para que seja o que Jesus Cristo espera da igreja neste campo, precisamos aprender com a experiência dos coríntios.Paulo foi informado que havia contendas (divisões, desunião, partidarismo) entre eles, produzidos por vários fatores: 3.1. Muitos firmavam sua fé em pessoas, não diretamente em Cristo.A igreja conhecera vários líderes, direta ou indiretamente: Paulo, Pedro e Apolo. Paulo fundou a igreja, mas não era seu dono. Apolo pastoreou-a por um tempo e ela recebeu o ensino (talvez indiretamente) de Pedro. Os estilos de cada um despertaram nos coríntios simpatias distintas.Esquecidos que todos pregavam o mesmo Evangelho, apesar das ênfases de cada um, os coríntios passaram a se identificar orgulhosamente com seus mentores. Os mentores gostam de ser seguidos.Tenho-me preocupado com algumas identificações que têm aparecido, estimuladas pelos próprios líderes: Igreja X do pastor Y, que soaria como: “Primeira Igreja de Corinto, pastor Paulo de Tarso”. Esta personalização é estranha ao espírito do Cristianismo. Por isto, por favor, jamais digam: “Igreja Batista Itacuruçá, do pastor Israel”. Esta é uma igreja de Cristo, não minha ou de quem quer que seja.O apóstolo Paulo tinha horror a este tipo de comportamento. Quando percebeu que muitos exibiram seus certificados de batismo com sua assinatura, ele delegou o ritual aos seus auxiliares, para que não houvesse qualquer tipo de paulolatria. Assim mesmo, há muitas pessoas hoje inventando títulos para si mesmas; por isto, temos tantos apóstolos, bispos e patriarcas… Esses títulos afastam as pessoas de Cristo e as aproximam de seres humanos falíveis, chamados por Jesus de “servos inúteis”. Por que títulos, por que heróis? 3.2. Muitos não entendiam a natureza da igreja.A igreja é um corpo, apesar de tantos não a compreenderem como tal e imaginarem que podem formar igrejas-do-eu-sozinho. Posso louvar sozinho, mas vou louvar por meio de canções ensinadas na igreja. Posso evangelizar sozinho, mas vou depender do estímulo e da capacitação recebidos na igreja.Em Corinto, muitos não entendiam a natureza social da igreja. Por isto, Paulo usou a imagem do corpo, que é essencialmente social, por seus bilhões de moléculas…Precisamos desprivatizar a igreja, em duas dimensões. A primeira é que temos de assumir, de uma vez por todas, que igreja é plural, nunca singular. A própria Trindade, seu modelo, é plural.A segunda é que temos de deixar de lado a preservação extremada da privacidade. Muitas vezes nos escondemos atrás desta defesa para justificar nosso desinteresse pelos outros. Lembremo-nos que poderá chegar um dia em que nós seremos vítimas deste desinteresse.Precisamos de um equilíbrio desta dimensão. Todas as pessoas têm o direito à privacidade, o direito de não tornarem públicas informações a seu respeito e de sua família, o direito de não serem cobradas inadequadamente, o direito de curarem sozinhas suas dores e o direito de festejam reservadamente suas vitórias. Essas pessoas, contudo, não têm o direito de cobrar uma visita, se não disseram a ninguém que estava doentes; não têm o direito de reclamar a falta de uma cesta básica, se ninguém ficou sabendo de suas dificuldades; não têm o direito de lamentar que ninguém as advertiu, se nunca confessaram os seus pecados.Os que querem ficar anônimos não podem reclamar do anonimato. O pastor Fausto Vasconcelos, da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, contou que esteve num funeral em que participaram a viúva, ele e sua esposa e mais ninguém da igreja. O falecido entrava no culto, diretamente do seu carro, sem falar com ninguém, e saía do modo como entrava. Fausto brinca que quem quer ser conhecido na igreja tem que

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1 Coríntios 5.1-13: A DISCIPLINA DE DEUS

A DISCIPLINA DE DEUS1 Coríntios 5.1-13: Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 3.9.2000 (manhã) 1. INTRODUÇÃOO capítulo 5 de 1Coríntios nos ensina como tratar os pecadores em nosso meio. Havia naquela igreja um grave problemaTodos os pecados são graves, mas aquele punha em risco a comunidade, porque havia uma cumplicidade (e uso a palavra no sentido original, e não no sentido que os enamorados lhe têm dado…) entre a fonte do problema e a comunidade de que fazia parte.As recomendações do apóstolo Paulo àqueles primeiros cristãos são absolutamente contemporâneas e úteis, como veremos. 2. O PROBLEMAOs problemas dos coríntios eram essencialmente dois. O primeiro era a imoralidade e o segundo era o tipo de tolerância, tolerância orgulhosa, para com a imoralidade (vv.1 e 2)Um dos membros da Igreja não só vivia em pecado, como se orgulhava do seu pecado. Os demais não se incomodavam com aquele pecado, que tendia a se tornar um padrão entre eles. A justificativa de todos era que os cristãos, que vivem pela graça, estão livres para fazer o que quiserem. Os coríntios se achavam tão superiores que achavam que podiam fazer do corpo o que bem quisessem, numa espécie clara de libertinismo. Assim, este negócio de “padrão moral” era do tempo da lei, lei que fracassara, lei que Jesus Cristo abolira. A graça os libertara destes padrões. Na cabeça de alguns, o seguinte pensamento começava a correr: se Fulano faz isso, eu também posso fazer. O “vale-tudo” estava prestes a se instalar.Este tipo de raciocínio persiste, clara ou veladamente, tanto na área da moral sexual, como em outras áreas, algumas das quais o apóstolo Paulo menciona nos versículos 10 e 11.Há cristãos, ou indivíduos que se dizem cristãos, que vivem na prostituição como completos devassos, que são tão avarentos que jamais cometem um ato de generosidade nem mesmo para com Deus, que seguem ídolos feitos por mãos humanas, que têm prazer em usar a sua língua para ferir às escondidas seu próximo, que fazem do álcool a sua alegria e que roubam os bens dos outrosHá muitos cristãos do tipo “que que tem?”. Quando alguém os questiona, eles respondem: o que estou fazendo não tem nada demais. Conheço até pastores que fazem pior do que eu. Eles se esquecem que o verdadeiro cristão, o cristão que procura ser 100% cristão, tem que ter um padrão necessariamente superior. O padrão elevado não salva, mas mostra qual é o nosso compromisso.O pecado produz orgulho, mesmo orgulho espiritual, para ficar escondido.Há também os cristãos que não justificam seus pecados. Eles admitem que precisam mudar, mas são incapazes de dar um passo. Há cristãos enredados pelo pecado, porque o pecado é bom. Aquele homem a que Paulo se referia continuava no pecado, porque o pecado lhe trazia prazeres que os padrões elevados de Deus não traziam. Pecar é bom, muito bom, especialmente quando conseguimos justificá-los. Como diz o sábio, doce é o pão da mentira… até a boca se encher de pedras (Pv. 20.17). O homem de Corinto estava na primeira parte do versículo… 3. A SOLUÇÃOComo o comportamento deste homem tendia a se tornar padrão, para muitos, Paulo é obrigado a oferecer uma solução radical. É possível que o próprio apóstolo já tivesse esgotado outras instâncias. Já tinha dialogado com a Igreja, recomendado a disciplina necessária, mas ainda não radical. Aquele que vivia assim orgulhava-se de proceder assim e estimulava outros a viver assim devia ser afastado da comunidade. Os termos são fortes: Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já julguei, como se estivesse presente, aquele que cometeu este ultraje. Em nome de nosso Senhor Jesus, congregados vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus. (vv. 3-5) 3.1. Afastando o pecadorEsta era a sugestão de Paulo para a preservação da Igreja. No entanto, ele não queria que fosse uma decisão dele, mas de todos. Por isto, ele diz: “congregados vos e o meu espírito”, isto é, “concordes (de acordo), vocês e eu”. A disciplina não pode ser decisão de uma pessoa, mas da comunidade. Há riscos nisso, porque a comunidade, como a de Corinto, pode tolerar excessivamente o pecado, mas há riscos maiores em apenas uma pessoa decidir tudo, porque o seu julgamento pode ser falho.O resumo da recomendação paulina é o seguinte: o pecador Fulano de Tal deve ser afastado da comunhão dos crentes para, dando valor a ela, cair em si, destruir suas inclinações e voltar à comunhão com o Corpo de Cristo. Ser “entregue a Satanás” significa ser entregue ao seu próprio pecado, de modo a viver claramente para ele e não na duplicidade. Significa ser afastado do convívio da Igreja, de modo a ver claramente que não dava para levar duas vidas, achando possível servir ao mesmo tempo a Deus e a Satanás. A mesma instrução aparece em Apocalipse: quem é sujo suje-se mais ainda (Ap 22.11).Enquanto a Igreja deixasse que aquele pecador tolerasse a arrogante duplicidade daquele seu membro, ele provavelmente jamais cairia em si. Paulo recomenda uma solução de risco, com o desejo de que ele viesse a se arrepender e então fosse salvo (v. 5), já que seu comportamento indicava que não o era.Paulo estava preocupado com aquele indivíduo, mas também com toda a comunidade. Ela estava ignorando, em seu orgulho (v. 6), que um pouco de fermento leveda a massa toda? (v. 6) Por isto, entendia que aquele pecador (fermento velho) devia ser retirado da comunidade (massa). Do contrário, aquele fermento faria um pão com tais características que anulariam o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário (v. 7).O cristão tem uma responsabilidade com a sua comunidade. A comunidade tem uma responsabilidade com cada um dos seus integrantes. Para o bem de todos, a tolerância não pode ser absoluta. Se ela levar a comunidade à auto-destruição, é melhor que se perca um, mediante uma cirurgia.A disciplina é para corrigir, não para

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1Coríntios 7: TEOLOGIA DA SEXUALIDADE

TEOLOGIA DA SEXUALIDADE1Coríntios 7 Preparado para ser pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 17.9.2000 (noite) 1. INTRODUÇÃOO capítulo 7 de 1Coríntios é um amplo manual sobre a sexualidade humana segundo o plano de Deus.O modo de desfrutar do sexo preocupa aos cristãos de todos os tempos. Também os coríntios tinham dificuldade em relação à sexualidade. Por isto, escreveram ao apóstolo Paulo com várias perguntas, perguntas das quais só temos as respostas.Entre eles havia duas perigosas tendências: os ascetas, que pregavam que o sexo é pecaminoso em si, e os devassos, que ensinavam que a vida sexual nada tem a ver com a vida cristã. A Igreja estava confusa. Paulo condena os dois caminhos e põe o assunto em termos adequados. 2. ATUALIDADE DOS ENSINOS BÍBLICOSA teologia paulina acerca da sexualidade, no entanto, não se aplica apenas àquele tempo, pois que as preocupações permanecem. Há ainda quem ensine que sexo é pecado. Há ainda quem ensine que não existe pecado debaixo da linha do equador… e muito menos acima.Se queremos viver nossa sexulidade segundo o plano de Deus, precisamos seguir os seus ensinos, alguns dos quais expressos neste difícil capítulo. A propósito, uma das expressões recorentes nele é “não eu, mas o Senhor” e seu reverso: “eu, não o Senhor”. Alguns poderão tomar esta expressão para relativizar o ensino paulino, como se na Bíblia houvesse verdade inspirada e verdade não inspirada.Não há oposição entre o que Paulo pensa e o que Deus pensa. Quando o apóstolo diz que é o Senhor quem está falando, ele cita textos do Antigo ou do Novo Testamento (mesmo que de memória quanto ao Novo Testamento), como acontece quando se refere ao divórcio, cujo ensinamento é uma citação das orientações de Jesus Cristo (cf. Mateus 19.9).Esta seção deve ser lida à luz de Efésios 5.22-23 e 1Timóteo 3.2-5, para não se pensar que o apóstolo era contra o casamento. É bom termos em mente que o apóstolo escrevia a partir de sua ética: a ética do ínterim, aquela segundo a qual tudo devia ser relativizado diante do fato absoluto da volta de Cristo. É por isto que  no verso 1, que se completa com o verso 26, ele recomenda o celibato como estilo de vida. Se não considerarmos que toda a ética paulina é uma ética escatologica, corremos o risco de descartá-la. Era esta ética que permitia ao apóstolo ver as coisas como elas são, não como aparentam ser. 3. A NATURALIDADE DO SEXOO desejo sexual é algo natural na vida das pessoas.O natural é as pessoas se casarem, quando atraídas uma pela outra. O sexo deve ser praticado dentro do casamento. O apóstolo chega a dizer que é praticamente impossível (por causa da prostituição – v. 2) a uma pessoa viver sem exercer sua sexualidade. 1. O lugar para este exercício é o casamento monogâmico (entre duas pessoas de sexos diferentes). Cada marido deve ter apenas uma esposa (v. 2). A monogamia é um padrão neotestamentário para todas as sociedades. Há culturas poligâmicas (um homem e várias esposas) e poliândricas (uma mulher e vários maridos), que a própria experiência vai demonstrando como modelos inviáveis. Nos países africanos, os casais mais jovens tendem a ser monogamicos, porque eles mesmos foram vítimas de casamentos múltiplos, cujos resultados eram esposas preferidas e filhos preferidos.No reino animal, a monogamia não é padrão, e há muitos humanos querendo copiar os animais. A poligamia pode ser boa para bichos, não para seres humanos. As relações extraconjugais estão na base de muitas separações. As relações extraconjugais também fizeram com que, no Brasil, as esposas sejam a grande vítima da Aids, ao ponto de as autoridades da saúde recomendarem que as esposas exijam o uso de preservativos no caso de desconfiar do seu cônjuge. É possível que haja maridos e esposas cristãos com relacionamentos fora do casamento. Eles precisam saber que estão pecando contra seus parceiros e contra Deus. Por isto, precisamos repetir os padrões bíblicos. Alguns justificam a sua infidelidade com a infidelidade do outro. Alguns justificam sua duplicidade por causa dos filhos. Quem ama mesmo os filhos fica com eles e com a mãe deles. 2. No casamento, cada cônjuge renuncia os direitos exclusivos sobre seu próprio corpo (v. 3-5), exceto quando é desrespeitado. Neste caso, o cônjuge deve se preservar do contato sexual com quem o desrespeita.As mulheres que às vezes se ressentem do aparente machismo do apóstolo Paulo deviam ler com atenção os versículos 3 e 4. Os direitos entre marido e mulher são absolutamente iguais, no pensamento paulino num tempo em que as mulheres não tinham quaisquer direitos.Há casamentos que fracassam porque um dos cônjuges nega ao outro o prazer do sexo. Em Corinto, havia o problema, agravado com a desculpa religiosa. O sexo era negado a pretexto de atrapalhar a comunhão com Deus ou o serviço no seu reino. Por isto, apóstolo vai direto ao assunto, dizendo que nenhum dos cônjuges tem direito sobre seus órgãos sexuais, que devem ser colocados ao prazer do outro. No caso de motivação religiosa, a restrição devia ser pouco tempo e de comum acordo. Há cônjuges que se sentem liberados para procurar outros corpos por não o ter em casa. A negação não justifica este comportamento, mas também nada justifica a negação. A falta de vida sexual ativa no casamento é um terreno fértil para a ação de Satanás (v. 5), que tenta para dividir, para ver um dos cônjuges cedendo seu corpo a outro. A recomendação é clara: não vos negueis um aos outro (v. 5)O sexo não tem a ver apenas com a procriação, mas com o prazer. Esta visão procracionista, derivada do gnosticismo, é atacada pelo apóstolo, que sequer menciona filhos nesta seção. 3. O casamento é uma concessão, não um mandamento (v. 7). Isto é, não é obrigatório, embora seja desejável pela natureza humana. Com isto, o apóstolo quer dizer também que sexo não é tudo. Há pessoas que podem viver sem sexo ou com baixa taxa de uso. Se marido e mulher têm intensidades diferentes

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006

1Coríntios 7.17-23: O CRISTÃO NO SEU TEMPO

O CRISTÃO NO SEU TEMPO 1 Coríntios 7.17-23 Será que o antigo Cristianismo de Jesus e de Paulo pode ser vivido nos dias de hoje com a mesma qualidade e intensidade?Temos que ser antigos para sermos cristãos? Temos que renunciar nossas produções culturais para sermos fíéis a Jesus Cristo.O conflito é real, já que pertencemos a Ele, no sentido que temos a Sua mente, não a mente da cultura de nossa época.Esta seção de 1Coríntios nos ajuda a responder a alguma destas indagações. 1. Nosso compromisso é viver segundo os mandamentos de Deus, mesmo que a sociedade onde vivemos não os reconheça.Somente ande cada um como o Senhor lhe repartiu, cada um como Deus o chamou. E é isso o que ordeno em todas as igrejas (v. 17).A chave desta seção está no versículo 23. Nós fomos comprados por Jesus Cristo. Somos dEle. Não somos de nós mesmos. Não somos da sociedade em que vivemos.Em nossos corações e em nossas mentes, trava-se uma guerra. Os valores da cultura em que vivemos querem dominá-los (nossos corações e mentes). Acontece que nós já os consagramos a Deus. Não há outro Senhor sobre eles senão o Senhor de nossas vidas. Devemos andar como Ele nos repartiu, isto é, segundo os Seus mandamentos.Precisamos estar conectados com Ele para saber quais são estes mandamentos. Precisamos estar conectados com Ele para tomar as decisões que estejam de acordo com estes mandamentos. Todas as nossas decisões são decisões espirituais. É infelizmente corrente a idéia de que nosso relacionamento com Deus não tem nada a ver com nossos relacionamentos afetivos, nossos estudos ou nossos negócios. Se vivemos segundo estas convicções, saibamos que nossa vida sentimental, nossos estudos ou nossos negócios estão destinados a experimentar o fracasso.Dividimos o que não pode ser dividido. Complicamos o que é simples. Basta, diz o apóstolo Paulo, viver com Deus quer que vivamos. Não precisamos inventar nada. Lendo a Bíblia, aprendemos como viver. Dispondo-nos a levar a sério os mandamentos de Deus, Ele nos capacita para os colocar em prática.A obediência a Deus é vital. A atenção aos valores culturais é secundário. Nosso compromisso deve ser viver neste mundo obedecendo ao Seu Criador e Senhor. 2. Há valores na cultura, que podemos fruir (v. 18).Foi chamado alguém, estando circuncidado? permaneça assim. Foi alguém chamado na incircuncisão? não se circuncide (v. 18).Os primeiros cristãos discutiam se era necessário a um não judeu se tornar um judeu para se tornar um cristão. A óbvia conclusão — que não — demorou a ser um consenso. Alguns achavam que a cultura hebraica era essencial para se entender a iniciativa salvadora de Deus por Jesus Cristo.Outras discussões têm sido debatidas ao longo destes séculos cristãos.Há ainda, por exemplo, um grande debate acerca da música. Para uns, há um ritmo sagrado e um ritmo profano. No caso dos batistas, as baladas do Cantor Cristão e do Hinário para o Culto Cristão são sagradas. Os ritmos mais recentes, mesmo estrangeiros, como o jazz e o rock, são profanos. Os ritmos brasileiros, como o samba, são inaceitáveis no culto cristão.Possivelmente estas pessoas estejam sacralizando seus gostos particulares e tradicionais, para recusar aqueles dos quais não gostam.O mesmo ritmo de um samba composto para celebrar o amor entre duas pessoas pode ser usado para a adoração a Deus. Todo ritmo é uma expressão cultural de um povo (ou de parte de um povo) e de uma época. Como tal, pode ser consagrado ao Senhor dos povos, das culturas e das épocas.Não há um volume de som mais sagrado e menos sagrado. Trata-se tudo de uma questão de hábito, conveniência e instrução, hábitos, conveniências e graus de instrução que variam no espaço e no tempo.Não há instrumentos mais sacros e menos sacros. Nas primeiras décadas do século 20 evangélico houve um predomínio absoluto do órgão nos cultos. A chegada do piano foi marcada por muita controvérsia, sob o argumento que esse instrumento não era sacro. Nos anos 70, a discussão se travou em torno da guitarra. Depois, houve um debate em relação à bateria e aos instrumentos de percussão. Não sei que instrumentos serão objeto de controvérsia nas próximas décadas. Espero que nenhuma, por termos aprendido que não há instrumentos intrinsecamente sacros ou profanos. Profano é o uso que fazemos dele. Quando o pomos para nos ajudar a exaltar a Deus, eles são sagrados.Há valores na cultura que podemos fruir. Podemos curtir Vivaldi e Paganini, Lulu Santos e Os Travessos. Seus ritmos podem nos fazer bem ou mal conforme nossa formação e nosso gosto. Nossa crítica estética deve se fazer a partir de nossa percepção. Agora, há um outro tipo de crítica, que é a crítica radical cristã. A mensagem que esses artistas veiculam, pelo ritmo ou pela letra, são compatíveis com os mandamentos soberanos de Deus? Não podemos ser ingênuos de aceitar uma “arte pela arte”. Mesmo “a arte pela arte” contém uma mensagem. Ao consumir esta mensagem, devemos fazê-lo criticamente.Os mandamentos são a nossa régua para medir as produções da cultura, no campo moral, artístico, científico e tecnológico. Os recentes desenvolvimentos no campo das ciências biológicas são um enorme desafio. Não podemos aceitar tudo que as ciências podem produzir sem passar essas possibilidades pelo crivo da soberania de Deus. Nunca precisamos tanto de profissionais cristãos nestes campos do conhecimento! Eles poderão nos ajudar a evitar o vale-tudo científico! É bom saber que vão bem as pesquisas (e os brasileiros têm se destacado neste campo) na luta contra o câncer. É triste saber que há cientistas mais interessados em “brincar de Deus” do que em curar doenças que apequenam o ser humano e atentam contra o projeto perfeito de Deus!No campo da ciência e da arte, do lazer e do esporte, da educação e da política, devemos fruir (usar)o que é bom, e rejeitar o que é ruim. Para isto, precisamos estar vigilantes, sem ingenuidade. O mundo não está feito; nós o estamos fazendo. Que mundo estamos construindo? 3. Não podemos sacralizar as experiências culturais, por melhores que sejam (v. 19).A

Leia Mais »
Israel Belo de Azevedo dezembro 11, 2006
Carregar Mais Resultados

Inscreva-se

O site Prazer da Palavra tem o propósito de oferecer recursos para o estudo e a aplicação da Bíblia aos nossos dias.

Facebook-f Twitter Instagram

Loja

  • Livros Digitais
  • Livros Físicos
Menu
  • Livros Digitais
  • Livros Físicos

Prazer da Palavra

Quem Somos

Projetos

Contact

contato@prazerdapalavra.com.br

© 2024 Israel Belo de Azevedo