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Bíblia Prazer da Palavra

Autor: Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo

Israel Belo de Azevedo, é um pesquisador interessado em usar a internet para mostrar a acurácia e atualidade das Escrituras Sagradas e, assim, demonstrar que fé e razão são como dois trilhos de uma linha de trem. Israel Belo de Azevedo é um escritor com vasta publicação em diferentes áreas. Seus primeiros livros foram na área de história e pesquisa acadêmica. Os seguintes foram sobre filosofia e teologia. No momento, tem-se dedicado mais fortemente ao ensino e à aplicação da Bíblia. Por isso, preparou as notas de duas edições das Sagradas Escrituras: “Bíblia Sagrada Bom Dia” e Bíblia, o Livro da Esperança” (ambos da Sociedade Bíblica do Brasil, que prepara uma terceira, sobre orações). O projeto no qual tem dedicado mais tempo presentemente é a preparação de uma nova versão da Bíblia, que seja entendida por todos. Trata-se da “Bíblia “Prazer da Palavra”. Desde 1999, Israel Belo de Azevedo pastoreia a Igreja Batista Itacuruçá, localizada no bairro da Tijuca, região central da cidade do Rio de Janeiro. É casado com Rita e pai de Rachel. Ele é graduado em teologia e em comunicação. Tem pós-graduação em história e mestrado em teologia. É doutor em filosofia.

Êxodo 20.15: NÃO FURTARÁS

NÃO FURTARÁS Exodo 20.15 1. Seja honestoSeja honesto em relacao ao dinheiro, aos recursos financeiros, aos bens, às idéias dos outros. Respeite a propriedade patrimonial do outro. O que é seu pode ser do outro, mas o que é do outro só pode ser seu se voce o receber. Se achou algo, devolva; faça tudo o que estiver ao seu alcance para devolver. Se pegou emprestado (dinheiro, livro ou cadeira), devolva. Se comprou, pague. Se algo foi colocado sob sua administração, administre: não desvie para si, nao desvie para outro. Se voce é empregado, nao se esconda atras da injustica do patrao para fraudá-lo, seja fingindo que trabalha ou fazendo as coisas de qualquer jeito. Respeite os direitos do autorais. Dê crédito às idéias dos outros. Nao copie trabalho dos outros, mesmo que seja na internet. Nao cole. Nao pirateie CD. Nao xeroque livro. Nao pirateie software. Respeite os principios da honestidade nas relacoes comerciais. Nao corrompa. Nao dê dinheiro por fora. Nao  dê propina. Se errou no transito, pague a multa; nao tente subornar o guarda.  Nao se deixe corromper. Nao receba dinheiro por fora. Nao faça favores em  troca de dinheiro. Nao queira levar vantagem sempre.Criticamos, corretamente, a corrupção dos outros, especialmente dos politicos e empresarios. Que você possa ser colocado na balanca e nao ser achado em falta. O empresário cristão deve preferir nao ganhar a ganhar pouco. Por obediência. Por sabedoria. O caso de Vitória em que um empresário cristão foi convidado a participar de um esquema. Ele se recusou. Logo depois o esquema passou a ser investigado. Ele me disse:–  Prefiro nao ganhar … Se eu tivesse entrado, estaria em dificuldade. “Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida.Balanças justas, pesos justos, efa justo e justo him tereis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito”. (Levitico 19.35-36) Ha varias maneiras de furtar. Ha varias maneiras de justificar o furto. Nao crie justificativas para o furto. Mesmo justificado, o furto continua furto.Seja íntegro. 2. Busque a dignidade do outro.“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tiago 4.17) 2.1. Nao furte afeto.Não deixe de dedicar afeto aos outros, familiares ou nao, so porque voce foi ofendido ou porque o outro nao lhe é simpático.“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens”  (Romanos 12.17) 2.2. Nao furte a dignidade do outro. Nao deixe de promover o outro. Os problemas do nosso País não são maiores porque temos buscado ser sal e luz  da terra. Os problemas do nosso País estão neste nivel porque temos nos omitido. Omitir-se é uma forma de furtar. 2.3. Nao se deixe dominar pelo espirito de competicao.“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Galatas 6.9). 3. Goste de ser generoso.3.1. Goste de ser generoso com os outros.Nao retenha o que voce consegiu. Compartilhe-o com os outros.Deixe que as pessoas se expressem. Aprenda a ouvir.Não furte aos outros o seu direito de terem um relacionamento com Deus.Leve Cristo a outras pessoas. Não lhes furte a graça. 3.2. Goste de ser generoso consigo mesmo.Nao aceite a religiao da mortificacao e da tristeza. Nós fomos feitos para a alegria.Aproveite a vida. Sorria. Nao seja mesquinho, preocupado só em poupar, guardar, acumular. Nao furte de você mesmo o prazer de viver.  “Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras . (Eclesiastes 9.7)Alegria é a palavra que descreve o céu. No Apocalipse, Jesus é apresentado como aquele que enxuga do rosto todas as lágrimas.Você foi chamado para uma vida transbordante. 3.3. Goste de ser generoso com DeusSeja generoso com Deus, deixando que Ele se revele a você. Deixe Deus se revelar. Pare de  tentar aprisionar Deus.  Não furte a Deus o desejo de lhe fazer feliz. Devolva a Deus parte daquilo que lhe deu. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7).

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.14: NÃO ADULTERARÁS

NÃO ADULTERARÁS Êxodo 20.14 Pregado na Igreja Batista Itacuruçá, em 24.8.2003. INTRODUÇÃOEscrevendo sobre o tema da natalidade entre os pobres, o médico Drauzio Varella começou assim o seu artigo:”O problema mais grave do país talvez seja o da natalidade entre a população pobre. Tenho consciência plena de que essa afirmação é considerada politicamente incorreta e que me traz problemas com certas alas da intelectualidade todas as vezes que a faço. Mesmo assim, vou insistir nela”. [VARELA, Drauzio. De volta à natalidade. Folha de S.Paulo, 23.8.2003. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2308200323.htm>. Acessado em 23.8.2003.]Para muita gente, a concepção é um assunto de foro íntimo, mesmo que as pessoas não saibam o que seja foro íntimo, quando dão livre vazão à sua sexualidade, seja com pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo.Sim, a decisão sobre o envolvimento sexual foi confinada ao território da individualidade. Cada um é responsável por sua sexualidade. Ninguém, nem mesmo Deus, pode orientar o outro nesta questão, sob pena de estar invadindo a privacidade alheia.Para estar pessoas, a santidade também é uma questão interior. Não há padrões, porque os padrões podem adoecer as pessoas, que devem exercer a sua liberdade plena, inclusive no campo da sexualidade, como se não houvesse pecado abaixo do Equador, nem acima… Agostinho, tirado do contexto, é chamado por alguns, dentro e fora da igreja, para apoiar o libertinismo que sempre condenou: “Ame e faça o que quiser”.O cristão, no entanto, que se deixa orientar por Deus através da Bíblia, em lugar de querer orientar a Deus, não precisa se preocupar com a acusação de estar sendo politicamente incorreto. O mandamento soa cristalino em Êxodo 20.14 e em Deuteronômio 5.18: “Não adulterarás”. O mandamento ali está porque a conjugação do verbo adulterar é tão antigo quanto o verbo pecar. 1. Este é um mandamento tão importante quanto os outrosEste mandamento é tão importante quanto os demais. Nem mais nem menos importante. A Bíblia não hierarquiza os pecados. O profeta Malaquias coloca igualmente o adultério no mesmo plano de outras abominações contra Deus, que fala, pela bosca do seu enviado: Chegar-me-ei a vós outros para juízo; serei testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que defraudam o salário do jornaleiro, e oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos.Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos.(Malaquias 3.5-7) Outro profeta (Oséias) repete a mesma percepção: O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem.(Oséias 4.2-3) O apóstolo Paulo segue na mesma direção: Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.(1Coríntios 6.9-11) Ao escrever assim, o apóstolo Paulo está na tradição de Jesus, que arrola o adultério no mesmo grupo daquilo que poderia ser classificado de pecado capital: Do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias (Mateus 15.19). Não há dúvida, portanto, que o adultério integra a relação dos atentados contra a santidade, santidade requerida por Deus a cada um de nós, não importam idades, estados civis, momentos de vida cristã.Como é bom saber que muitos hoje cristãos um dia estiveram fora dos padrões de Deus, mas hoje agora procuram viver segundo estes padrões, mesmo enfrentando a pressão de não os seguir.No entanto, como é triste ver que muitos cristãos, que um dia deixaram de ser adúlteros, voltaram a achar que o adultério é compatível com a fé cristã! 2. O mandamento contra a adultério não é contra o exercício da sexualidade, mas contra o seu domínio sobre o ser humano Faz parte das regras de ouro porque (e Deus o sabe) a sexualidade é parte essencial da vida. Em certo sentido, sexo é vida, embora a vida não seja sexo, mas amor.Não por acaso a Bíblia contém dois livros sobre o amor conjugal: Rute e Cântico dos Cânticos.O problema é que sexo é desejo que reivindica nos dominar. O adultério é o triunfo do desejo, a derrota da razão. O conselho bíblico é a outro, porque parte de outro pressuposto, o de que podemos vencer nossos desejos:Nnão permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos (Romanos 6.12). Afinal, os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos (Gálatas 5.24). O adultério é pecado contra o outro, contra si mesmo e contra Deus. José do Egito o entendeu, como o demonstra a narrativa sagrada:Depois de certo tempo, a mulher do seu senhor começou a cobiçá-lo e o convidou:— Venha, deite-se comigo!Mas ele se recusou e lhe disse:— Meu senhor não se preocupa com coisa alguma de sua casa, e tudo o que tem deixou aos meus cuidados. Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?Assim, embora ela insistisse com José dia após dia, ele se recusava a deitar-se com ela e evitava ficar perto dela. (Gênesis 39.7-10) 3. A prática do adultério é um atentado contra a santidade e contra a inteligênciaA prática do adultério pressupõe um certo tipo de onipotência,

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.13: NÃO MATARÁS (Êxodo 20.13)

NÃO MATARÁS Êxodo 20.13) 1. INTRODUÇÃOA cada hora são assassinadas 60 pessoas no mundo. No entanto, o texto bíblico soa muito clara. “Matar é pecado”. Dois milhões de pessoas morrem de forma violenta a cada ano no mundo; destes, 43% são auto-provocados (suicídios), 30% são homicídios e 27% acontecem em guerras.   No entanto, a instrução desce cristalina no Monte Sinai: “não matarás”.Os negócios com armas fazem girar US$ 21 bilhões, 46% controlados pelos Estados Unidos, onde há uma arma para cada cidadão. No mundo, há 639 milhões de amas de fogo, das quais 18,5 milhões no Brasil, nas mãos de civis, governos e forças armadas. A cada ano são fabricados 7 milhões de revólveres. O número cresce rapidamente. O Brasil está entre os 13 maiores produtores de armas leves (leves, que matam 41 mil pessoas por ano no Brasil, mais que na Colômbia e na Palestina) e entre os três maiores exportadores, juntamente com Estados Unidos e Rússia.   Contudo, a Bíblia (mas quem é que liga para a Bíblia, mesmo entre cristãos?): “Não matarás”. Ao longo da história, a recomendação divina vem sendo relativizada. Graças a esta relativização, pode-se matar em legítima defesa, até mesmo em legítima da honra preventiva (como no caso do ataque de destruição ao Iraque). Pode-se matar uma criança que ainda não nasceu. Pode-se apressar a morte de um moribundo. O valor bíblico invertido produz morte. Na visão de muitas pessoas, ao longo dos tempos,  a solução para evitar a morte é armar cada cidadão, para que ele mate antes de morrer, embora a Bíblia diga “não matarás”. A violência está inscrita na alma humana. Desde os primeiros capítulos da Bíblia, esta vocação humana bem está documentada. Conhecedora desta dimensão do humano, a Palavra de Deus não só registra, mas convida a um tipo de vida diferente.O mandamento divino inclui todo tipo de assassinato. Assassinar é tirar a vida, seja a própria vida, a vida de outra pessoa, a vida de um animal. Matar é impedir que o fôlego da vida, inspirada por Deus, seja interrompido. 2. HÁ EXCEÇÕES AO MANDAMENTO?A inevitável pergunta é se há exceções a esta regra-de-ouro de Deus.Os que defendem o aborto, a eutanásia e a guerra encontram razões para justificar suas práticas. ABORTO PROVOCADONuma novela (2003), uma moça dizendo-se grávida diz ao namorado que vai “tirar”. Está pressuposto que vai tirar o bebê. O verbo está correto: ela falava em tirar a vida de um bebê, como uma maneira de se livrar de alguém que vai atrapalhar a sua vida.Hoje no mundo 22% das gravidezes são interrompidas ilegalmente, provocando a morte de 500 mil mulheres. No Brasil, 2 milhões de mulheres procuram clínicas clandestinas para fazer aborto. A cada ano, mais de 250 mil mulheres são internadas com complicações provocadas pela interrupção da gravidez.   São 4 mil abortos por dia, apesar das suas conseqüências. Em um estudo realizado com pacientes que provocaram um aborto, 44% se queixaram de transtornos nervosos, 36% sofriam de alterações do sono, 31% estavam arrependidos da decisão tomada e 11% passaram a tomar psicotrópicos.  À luz da ciência e da Bíblia, uma criança não nascida é um ser completamente formado, no sentido que toda a informação genética já foi recebida no momento da concepção; ela não receberá outros códigos de vida. Uma criança não nascida é uma pessoa completamente distinta da sua mãe. O bebê desenvolve todas as suas características humanas quando está no ventre. Os cromossomos de uma criança não  nascida são únicos. Toda pessoa é uma criação singular de Deus. Jamais voltará a vida de uma criança não nascida tirada por um aborto.  Se você está considerando fazer um aborto ou ajudar alguém a fazê-lo, desista. Não seja um homicida. Se você já o fez, ou ajudou alguém a fazer, peça perdão a Deus; o sangue de Jesus na cruz perdoa este pecado. Pode ser que você tenha que pagar pelas conseqüências físicas, mas livre-se das espirituais. Arrependa-se. Mude de vida. EUTANÁSIAQuando uma pessoa contrai uma doença incurável ou adquire alguma deficiência muito severa, é comum apelar-se para soluções chamadas de “morte digna”, “liberdade de escolher a própria morte” ou “ato final de autonomia e autodeterminação”. A Holanda adota, desde 2002, a eutanasia. Por isto, o maior medo dos idosos naquele país é ter a sua vida abreviada sem o seu consentimento. Uma história recente lança uma luz sobre a paciência necessária nos casos de enfermidade longa e sobre como a vida deve ser encarada. Segundo os médicos, o americano Terry Wallis, em coma desde um acidente de carro acontecido há 19 anos, não tinha chances de despertar. Só que algo extraordinário aconteceu. Durante uma visita da mãe, numa casa de repouso (no Arkansas, EUA), seus lábios se moveram e uma palavra brotou: “Mãe”. Depois outras foram surgindo, até que passou a falar tudo o que deseja. Em 1984, Wallis tinha 19 anos quando sofreu um acidente que o deixou inconsciente e paralítico da cintura para baixo. Ele não viu sua filha nascer. Hoje ela está com 19 anos. O plano de Wallis agora é andar.  Ele está vivo porque sua família não desistiu dele. Ele está vivo porque a eutanásia não lhe foi aplicada. Ele está vivo porque seus parentes e seus médicos não deixaram de acreditar na vida como um bem e um valor.Não podemos nos esquecer que Deus é soberano sobre a vida, sobre a morte e sobre o juízo. A vida pertence a Deus. Ele é o doador da vida. Tirá-la é usurpar a autoridade do Criador. Mais que isto, a vida reflete a divindade. Ela tem, portanto, um valor intrínseco. Há uma santidade na vida humana. A prática da eutanásia barateia o preço da vida.  Não ajude a matar. Ajude a viver. Pratique a distanásia (prolongamento da vida), não a eutanásia (encurtamento da vida). SITUAÇÕES BÉLICAS E POLICIAISQuando preguei, há alguns anos sobre os Dez Mandamentos, referi o absoluto divino “Não matarás”. Ao final, um militar disse ter esperado ouvir algo sobre os que são obrigados a matar em defesa

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.12: HONRA TEU PAI E TUA MÃE

HONRA TEU PAI E TUA MAEÊxodo 20.12 1.    INTRODUÇÃOOs quatro primeiros mandamentos do Decálogo indicam uma hierarquia bem clara de valores. No topo está Deus com Suas exigências para nos fazer felizes. Pouco abaixo, vem a família e, novamente, o objetivo é o bem-estar das pessoas. Os termos são bem claros: Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá  (Êxodo 20.12). Quanto temos famílias bem estruturadas e pais dedicados, não temos qualquer dificuldade em aceitar a instrução. Se somos filhos de pais desajustados, o quinto mandamento nos soa amargo e injusto. Quando vemos filhos que honram os pais sendo ceifados ainda jovens, não temos como nos perguntar sobre a validade da recomendação divina. Não importam os nossos contextos, o mandamento continua esculpido nas nossas consciências. Ele está repetido integralmente no Novo Testamento, com m comentário: Honra teu pai e tua mãe — este é o primeiro mandamento com promessa — para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra (Efésios 6.2-3). Preciso ainda ressaltar que o texto é cuidadoso, para evitar qualquer mal uso, ao se referir ao pai e à mãe, e não a “pais” genericamente. Pai e mãe devem merecer a nossa honra, não importa se temos um relacionamento mais profundo com um ou com outro. 2. A PROMESSAQuero começar pela consideração de uma pergunta incômoda: o que significa a vida longa prometida neste mandamento? Há três possibilidades que se complementam numa única resposta.    2.1. O primeiro sentido é contextual. A desobediência aos pais era punida com a pena de morte (Êxodo 21.17; Levítico 20.9; Deuteronômio 21.18-21). Quem os obedecesse estava livre deste peso. Em sentido mais largo, quem obedece aos seus pais evita cometer pecados que resultam na penas da lei.2.2. O segundo sentido é que a promessa implica numa vida longa, em termos de tempo, de longevidade. Isto quer dizer que aquele que obedece a esta lei de Deus viverá mais tempo na terra. Este é um princípio geral e não uma regra absoluta; como tal, pode comportar exceções, que devem ser vistas como tais: exceções, por razões que só coração de Deus conhece. Deixemos claro que nem todos os adolescentes e jovens que morrem são filhos que não honravam seus pais. Se eles morreram é porque Deus permitiu que o princípio fosse quebrado.Esta exceção não nos deve desviar da validade geral do princípio, demonstrável na experiência diária. Um filho que honra seu pai não se envolve com influências ruins que levam aos vícios e à irresponsabilidade, que levam à destruição.2.3. O terceiro sentido que a promessa se refere a uma vida qualitativamente longa. Quem segue as instruções divinas para a sua vida, inclusive a de honrar seus pais, viverão de modo mais pleno, mesmo em meio às adversidades.Pai e mãe 3.    A HONRA DEVIDAPrecisamos todos nos lembrar que este mandamento não pede que achemos que nossos pais sejam perfeitos, porque eles não são; eles são falhos como todos nós somos, pecadores que somos (Romanos 3.23). Deus não espera que nossos pais estejam sempre certos, porque nem sempre estão; há erro neles, como há em nós (Romanos 3.10). A ordem não pressupõe que devemos achar que nossos pais são realmente merecedores de honra, porque não são; só o Criador merece receber honra. O imperativo divino não significa que devamos ter prazer em estar com eles ou gostar do que fazem; muitas vezes, temos que honrar nossos pais apesar do que são e não pelo que são.   Amemos nossos pais, mesmo que não mereçam, porque o amor não pode depender do mérito. 3.1. A honra é devida porque os pais são indispensáveis.A ordem nos é deixada por Deus porque Ele sabe que o relacionamento pais-filhos é absolutamente indispensável para pais e para filhos. Para os filhos, é indispensável ao desenvolvimento intelectual, moral, emocional e espiritual dos filhos. Para os pais, é indispensável como plenificação do sentido da vida. Os filhos são a prolongação (em quantidade e qualidade) da vida dos pais. Ao honrar seus pais, os filhos fazem bem a si mesmos e a seus pais. É por meio deste relacionamento que os pais dão aos filhos uma perspectiva de vida. Mesmo que os filhos escolham outras visões, a primeira foi dada pelos pais. É tarefa dos pais preparam os filhos para a vida, mesmo que isto implique em perdê-los do convívio direto. É por meio deste relacionamento que os pais ensinam aos filhos a noção de limite. Sem esta percepção, o ser humano não consegue desenvolver adequadamente sua personalidade. Mesmo que as tensões sejam múltiplas, elas fazem parte da aprendizagem. É por meio deste relacionamento que os pais incutem nos filhos os valores que ficam para a vida toda, a menos que sejam completamente corrompidos. Tem perambulado por aí um equívoco: o de que as gerações não se podem se comunicar, porque as distâncias são invencíveis. Muitas crianças, adolescentes e jovens têm acreditado nesta mentira, preferindo os valores dos seus colegas do que os dos seus pais, achando  aqueles melhores que estes. Ao contrário, pais e filhos devem gastar tempo e inteligência conversando, conversando, conversando, porque alguns têm o que aprender com o outro.3.2.    A honra devida deve ser dada.  Cada momento de nossas vidas demanda uma especifica manifestação de honra. Quero sugerir algumas para cada momento etário.3.2.1. Filhos crianças, obedeçam seus pais. Honrar aos pais é, para as crianças, obedecê-los. A instrução está clara na Palavra de Deus: Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo (Efésios 6.1). Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor. (Colossenses 3.20).Obedecer significa ouvir com a intenção de compreender e fazer o que é pedido. Este é um princípio geral, que só poderá  ser quebrado se houver, por partes dos pais, uma grave quebra da Palavra de Deus. Se um pai pede ao filho para desobedecer a um dos mandamentos, o filho deve desobedecê-lo e somente neste caso. Nos outros, mesmo

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.8-11: SÁBADO, PARA QUE

SÁBADO, PARA QUE Êxodo 20.8-11 Este mandamento se tornou uma obsessão. Foi criada, ao longo da história de Israel, uma farta legislação para não deixar dúvidas acerca de que atividade poderia ser desenvolvida no sábado. A lista ficou obviamente imensa.Burlar o sábado, no sentido que tomou, acabou se tornando uma necessidade. Jesus mesmo burlou a legislação que se desenvolveu a partir do mandamento, ao permitir que  seus discípulos trabalhassem (isto é, colhessem espigas para alimento próprio) num sábado, para desespero dos fariseus que zelavam pela sua guarda.Estes desvios não podem nos afastar do propósito de Deus ao estabelecer o sábado. 1. O SÁBADO EM TEMPO DE GRAÇAPara evitar que ainda alguns sejam confundidos, lembremos E aqui seguimos a síntese que aparece em CHRISTIAN APOLOGETICS AND RESEARCH MINISTRY. Should we keep the Sabbath or not? Disponível em <http://www.carm.org/diff/Exod20_8.htm>. Acessado em 14.6.2003.que, dos dez mandamentos, nove são reinstituídos no Novo Testamento. Seis estão listados por Jesus. Quando perguntado sobre a porta de entrada na vida eterna, ele recomendou a obediência aos Dez Mandamentos, enunciando seis deles: “Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19.17-19. cf. Romanos 13.9). A adoração a Deus inclui os três primeiros mandamentos.O único mandamento que não é reinstituído no Novo Testamento é precisamente o quarto. Jesus se apresentou como Senhor do sábado (Mateus 12.8).O sistema legal do Antigo Testamento exigia a guarda do sábado como parte do sistema moral, legal e sacrificial pelo qual os judeus satisfaziam as demandas de Deus em termos de comportamento, governo e perdão dos pecados. O sábado era parte deste sistema. Quem quisesse ficar “bem” com Deus devia guardar o sábado. Quem não o guardasse seria punido (Ezequiel 18.4, etc.).Com a obra expiatória de Cristo e a justificação pela fé (Romanos 5.1), não mais precisamos guardar a lei e, muito menos o sábado, que não passava de sombra das coisas por virem (Colossenses 2.16-17). Não estamos mais debaixo da lei, mas da graça (Romanos 6.14-15). O sábado foi cumprido em Jesus porque nEle temos descanso (Mateus 11.28). Recordados estes princípios, podemos nos perguntar o que fazer com este mandamento, uma vez que estamos embebidos na graça. 2. LEMBRANDO DO SÁBADOO mandamento nos pede que lembremos do sábado. 1. Lembrar do sábado é recordar que a terra, com tudo o que nela há, é criação de Deus.No bom sentido, a terra foi colocada para que o homem, nela vivendo, se realize como pessoa. A natureza, portanto, é um dom de Deus para o homem.A criação não é produto do acaso. Foi um propósito de Deus para o bem do homem. Cabe ao homem cuidar dela. Ser cuidadoso para com o meio ambiente é uma atitude profundamente espiritual.Lembrar do sábado é ser grato a Deus pelo seu cuidado. 2. Lembrar do sábado é recordar a insuficiência da nossa auto-suficiência.Se nós podemos fazer todas coisas, não há necessidade de Deus nas nossas vidas. Nós temos uma vocação, falsa porém sedutora, para a onipotência. O verdadeiramente onipotente descansou. A auto-suficiência humana é a pior das idolatrias, porque é o homem adorando a si mesmo. A recomendação bíblica parece insuportável para alguns: pare. “Pare” quer dizer: “reconheça a sua limitação”. Pare de olhar para você mesmo e olhe para Deus. Veja como Ele fez e note como Ele parou.Lembrar do sábado é convidar Deus para reinar absoluto sobre nossas vidas. 3. Lembrar do sábado é recordar a impossibilidade de exercermos controle sobre as coisas.Se a auto-suficiência é idolátrica, o exercício do controle é uma tentação. É natural ao ser humano querer controlar tudo, planejar tudo, fazer com que tudo funcione. Sabemos como coisas, mesmo que pequenas, fora de controle nos fazem perder o controle emocional.Somos convidados a não ceder a esta tentação, porque ela produz doença física, emocional e espiritual.Lembrar do sábado é convidar Deus para controlar nossas vidas do modo dEle, sempre melhor que o nosso. 3. SANTIFICANDO O SÁBADOTrês verbos são aplicados, neste mandamento, ao sábado. Devemos nos lembrado que é um dia para ser dedicado, abençoado e santificado. Todos querem, em síntese, significar que todos os dias da semana, menos um, nos pertencem. 3.1. Dedicar o sábado é entregar a Deus o que lhe pertence.O sábado pertence ao Senhor. Nossos recursos financeiros lhe pertencem. Nossa inteligência lhe pertence.Na cultura cristã, em que o sétimo dia é o domingo, o dia do Senhor, o primeiro dia da semana, o sétimo se tornou o primeiro na ordem. Há nisto um rico símbolo. O primeiro dia da semana, a primícia da semana, pertence a Deus. Não sabemos o que virá pela frente, mas o dedicamos, pela fé, ao nosso Senhor.Não é fácil dedicar as primícias ao Senhor. Não é fácil, por exemplo, entregar o dízimo ao Senhor. Para entregar quando o recebemos, precisamos confiar que não nos fará falta. Para entregar no final do mês, sabemos que dificilmente nos sobrará. No entanto, não somos convidados para entregar o que sobra. Antes, devemos ficar com os 90% que sobram. Deus quer muito pouco, para nos ensinar a viver. Deus espera que dediquemos a Ele o sábado dos nossos recursos financeiros.Deus não quer apenas o dízimo dos nossos bens, mas o dízimo de tudo, inclusive o nosso tempo. Ele deseja que separemos tempo para Ele. Somos, por vezes, pobres espiritualmente porque dedicamos 100% do nosso tempo para nós mesmos, chamando a isto de trabalho, estudo e lazer. Nosso alimento será o trabalho, o estudo e o lazer, mas traalho, estudo e lazer não nos alimentam adequadamente. Deus é Quem nos alimenta quando separamos tempo para Ele na nossa agenda.  Deus espera que dediquemos a Ele o sábado de nosso tempo.Deus quer também o dízimo de nossa inteligência. Precisamos devolver para Deus parte daquilo que sabemos. Não importa a área do conhecimento, se damos ao Senhor o dízimo do que sabemos, Ele o vai usar para abençoar pessoas. Deus espera que dediquemos a Ele o sábado do nosso conhecimento. 3.2. Abençoar

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.7: PARA QUE NOSSOS VOTOS VALHAM

PARA QUE NOSSOS VOTOS VALHAM Êxodo 20.7 1. INTRODUÇÃOO que significa “tomar o nome de Deus em vão” numa cultura como a nossa?Na cultura judaica, não havia qualquer dúvida. Nenhum povo levou tão a sério este mandamento quanto o povo judeu.Embora o nosso contexto seja diferente, somos chamados ao mesmo exercício. Não devemos tomar o nome de Deus em vão. Podemos pensar numa pergunta reversa: como podemos levar a sério o nome de Deus em nossas vidas? 2. DEUS E SEUS NOMESNo idioma do Antigo Testamento (hebraico), o nome de Deus conhece três formas: El, Yahweh (Jeová) e Adonai. El (ou Elohim ou El-Shaddai — Deus Poderoso) significa poder e autoridade. Yahweh surge de uma tentativa de recuperar o nome original de Deus, mencionado por Ele a Moisés, como sendo EU SOU O QUE SOU.Na verdade, receosos de tomar o nome de Deus em vão, todas as vezes que seu nome era referido, os antigos escribas grafavam apenas quatro letras (daí o termo “tetragrama sagrado”): YHVH. Por isto, não mais sabemos a pronúncia correta do nome de Deus. Outra forma de resolver o impasse era usar o termo Adonai (Senhor), que dá destaque a autoridade de Deus e ao nosso compromisso com Ele.Ao longo do pacto com Deus, Israel criou outros nomes compostos, para celebrar diferentes atributos de Deus. Eis alguns deles: . Jeová-jireh, o Deus que vê e provê (Gênesis 22.14).. Jeová-nissi, o Senhor é a nossa Bandeira (Êxodo 17.15).. Jeová-shalom, o Senhor é a nossa paz  (Juízes 6.24).. Jeová-sabaoth, o Senhor dos Exércitos (Isaías 47.4; Jeremias 32.18).. Jeová-rohi, o Senhor é meu Pastor (Salmo 23.1).. Jeová-m’qadesh, o Senhor santifica (Levítico 20.8).. Jehovah-shammah, o Senhor está presente (Ezequiel 48.35).. Jehovah-raphah, o Senhor cura (Êxodo 15.26). Jeová-tsidkenu, o Senhor é a nossa Justiça  (Jeremias23:6; Jeremias33:16). [JEPSON, J. W. What You Should Know About God. Disponível em <http://www.christcenter.net/God_chr4.htm>. Acessado em 1.6.2003.] Há muitos nomes de pessoas no Antigo Testamento que têm o nome Jeová na sua formação. José, por exemplo, é “Deus acrescente”, Josafá é “Jeová julga”, Josias é “Jeová sustenta”, Jeiel é “Deus está vivo”, Joel é “Jeová é Deus”, João é “Jeová é gracioso” e Josué “Jeová é Salvação”. A palavra Jeová está no nome de Jesus que significa “Jeová o nosso Salvador”. Quando o anjo prenunciou o seu nascimento, explicou o significado do seu nome: “Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1.21). No Antigo Testamento, o nome de Deus é a sua própria essência. Falando ao povo exilado, Deus assim se expressou por meio de Jeremais: eis que lhes farei conhecer, sim desta vez lhes farei conhecer o meu poder e a minha força; e saberão que o meu nome é Jeová (Jeremias 16.21). 3. QUANDO TOMAMOS O NOME DE DEUS EM VÃOOs antigos hebreus também perguntaram a Deus em que tomavam o nome de Deus em vão (Malaquias 1.6).A resposta de Deus, pela boca do profeta, é indignação pura:[Vocês desprezam o meu nome] Trazendo comida impura ao meu altar! [e] ao dizerem que a mesa do Senhor é desprezível. Na hora de trazerem animais cegos para sacrificar, vocês não vêem mal algum. Na hora de trazerem animais aleijados e doentes como oferta, também não vêem mal algum. Tentem oferecê-los de presente ao governador! Será que ele se agradará de vocês? Será que os atenderá? (Malaquias 1.7-8).Deus sugere aos sacerdotes a, diante da vida que levavam, fecharem o templo. Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo! Assim ao menos não acenderiam o fogo do meu altar inutilmente (Malaquias 1.10).A advertência nos chega hoje com a força da vontade de Deus de ter seguidores honestos, que honram o seu nome.Neste sentido, os ateus sinceros merecem uma referência elogiosa: por não crerem nele, eles não tomam o nome de Deus vão. No entanto, há cristãos, que sabem que só vivem por causa do nome de Deus, que não o consideram como devem, usando-o em vão, inutilmente.Quero sugerir algumas situações em que tomamos o nome de Deus em vão. Não são todas, mas apenas algumas. Se você se achar numa delas, convido você a se arrepender e mudar a direção da sua vida. Se nenhuma delas o inclui, assim mesmo convido você a refletir sobre se não tem pecado nesta área, não importa a circunstância. 3.1. Votos cínicosTomamos o nome de Deus em vão quando votamos algo a Deus e não nos esforçamos por cumprir o nosso o compromisso.Um dos exemplos notáveis de votos feitos a Deus é o de Jacó. Numa hora de extrema dificuldade, ele prometeu ao Senhor que, se tudo corresse bem com ele, voltaria, prestaria culto ao Senhor e lhe entregaria dez por centro de tudo quando conseguisse acumular (Gênesis 28.20). Deus não lhe pediu aquele voto: foi a iniciativa de um aflito.Muitos anos depois, novamente por sua iniciativa, eis o que diz Jacó a sua família: Levantemo-nos, e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho por onde andei (Gênesis 35.3). 3.2. A doença da banalizaçãoTomamos o nome de Deus em vão quando banalizamos o seu nome. Banalizamos o nome de Deus de várias formas. A criatividade nesta área não tem limites.Aprendemos com Jesus que podemos chamar a Deus de Pai. Ele nos revelou um Deus amigo. Os apóstolos nos pregaram um Deus gracioso. Nem Jesus, nem os apóstolos, no entanto, revogaram o terceiro mandamento; nenhum deles nos autorizou a brincar com o nome de Deus. Não precisamos ter medo de Deus, mas não devemos brincar com ele, colocando-O em cena, tirando-O de cena como um joão-bobo.Brincam com Deus aqueles que portam símbolos sagrados, como crucifixos estampados no peito, bíblias abertas num salmo, fitinhas do tipo “O que faria Jesus” no pulso, adesivos com versículos de exaltação a Deus nos vidros dos automóveis, sem se importarem com o significado destes símbolos.A cultura de massa cooptou o Evangelho de Jesus. Numa mesma banca em que se compra adesivos chulos, podem ser adquiridos adesivos com temas sagrados.

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.4-5: A QUEM ADORAMOS

A QUEM ADORAMOS Êxodo 20.4-5 1. INTRODUÇÃOA adoração a imagens de Deus é mais antiga que adoração ao próprio Deus.O homem sempre encontrou prazer neste tipo de veneração. Três textos bíblicos nos ajudam na compreensão desta humaníssima realidade:Jeremias 44.19 — E as mulheres acrescentaram: “Quando queimávamos incenso à Rainha dos Céus e derramávamos ofertas de bebidas para ela, será que era sem o consentimento de nossos maridos que fazíamos bolos na forma da imagem dela e derramávamos as ofertas de bebidas?” Romanos 1.21b-23 — Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis Isaías 32.8 — “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor.” 2. O DEUS QUE ÉNos Dez Mandamentos, no entanto, aprenemos quem Deus é. 2.1. Deus é irrepresentável.Precisamos aprender a conviver com esta verdade, por mais que seja sedutor representá-lo. 2.2. Deus é irrepresentável porque não é controlável.Precisamos aprender a adorar a Deus, em lugar de tentar adestrá-lo para que caiba em nossos esquemas, para fazê-lo nos servir. 2.3. Deus irrepresentável para que tenhamos com um relacionamento profundo.Tendemos a nos relacionar com um deus representável  porque preferimos relacionamentos superficiais. O Deus irrepresentável é um Que é o Que é, não podemos fazer dele o que não é. Ele nos pergunta. Ele nos desafia. Ele cobra de nós.Deus tem vontade própria. Sua misericórdia é mais ampla do que o seu zelo. 3. OS DEUSES QUE NÃO SÃOAlém de nossos conceitos errados acerca de Deus, ainda erigimos à categoria de Deus pessoas, atitudes e objetos. A estes não devemos adorar. 3.1. Os nossos ídolos3.1.1. A idolatria, no sentido estrito, consiste na criação de ídolos (representações) que interpomos entre nós e Deus. Por isto, há tantas advertências no Antigo Testamento: Levítico 26.1.30 — Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus.Destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas imagens do sol, e lançarei o vosso cadáver sobre o cadáver dos vossos deuses; a minha alma se aborrecerá de vós. Números 33.51-52 — Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã, desapossareis de diante de vós todos os moradores da terra, destruireis todas as pedras com figura e também todas as suas imagens fundidas e deitareis abaixo todos os seus ídolos. Deuteronômio 4.15-19 — Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o Senhor, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum volátil que voa pelos céus, semelhança de algum animal que rasteja sobre a terra, semelhança de algum peixe que há nas águas debaixo da terra.Guarda-te não levantes os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército dos céus, sejas seduzido a inclinar-te perante eles e dês culto àqueles, coisas que o Senhor, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus. Apesar destes avisos, Israel caiu, ainda mesmo no deserto, como o narra o Salmo 106.19-22:Em Horebe fizeram um bezerro, adoraram um ídolo de metal.Trocaram a Glória deles pela imagem de um boi que come capim.Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera coisas grandiosas no Egito, maravilhas na terra de Cam e feitos temíveis junto ao mar Vermelho. A idolatria neste sentido não representa qualquer sedução para o homem brasileiro contemporâneo. Há outras, no entanto, que representa, como são os casos da astrolatria dos horóscopos. 3.1.2. A advertência bíblica tem a ver originariamente contra o politeísmo (a adoração de vários deuses) e depois com a iconolatria (a veneração de santos, isto é, de pessoas mortas olhadas como intermediários entre os vivos e Deus. O ensino bíblico é que não hão há mediador (entre Deus e o homem) além de Jesus Cristo. (Deus, nosso Salvador, (…) deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos. Esse foi o testemunho dado em seu próprio tempo. — 1Timóteo 2.4-6)A ICONOLATRIA, no sentido de apelo a inercessores/mediadores, continua um probolema, especialmente na experiência brasileira. 3.1.3. A advertência bíblica tem um sentido mais largo, que é a veneração (amor exagerado) por outras pessoas. Há pessoas  que amam demais, como se adorassem (prestassem culto) a outras pessoas. Isto se aplica a todo tipo de veneração. O verbo venerar (venerari) vem de ‘honrar a Vênus’ ee foi depois aplicado depois aos outros deuses e, por extensão, a todo ser ou objeto digno de veneração (honra).Esta veneração pode incluir pessoas (como pessoas famosas, esportistas, atores – Bienal do Livro, pastores e líderes religiosos) e coisas. Algumas gostam desta idolatração. Há pastores que gostam, que promovem um culto a si mesmo. Esta veneração pode incluir coisas, como o dinheiro, um deus de todos os séculos, ao ponto de Jesus nos advertir que não podemos servir/adorar a Deus e a mamom (a palavra aramaica para riqueza) ao mesmo tempo. Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar ao outro ou se há de chegar a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. (Lucas 16.13) É possível que se perguntássemos às pessoas se preferem ter muito dinheiro agora ou receber o céu no futuro, muitas preferissem a primeira hipótese. 3.2. O nosso euNós mesmos podemos de tal modo amar a nós mesmos, que nos fazemos deuses. Não há intermediários entre nós e

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

Êxodo 20.2-3: AMAR, CONFIAR, COMPROMETER

AMAR, CONFIAR, COMPROMETER Êxodo 20.2-3 QUEM DEUS ÉO primeiro mandamento nos adverte a tomarmos cuidado para não termos um deus que não é Deus. A advertência negativa contém uma mensagem positiva, na qual Deus começa por se auto-apresentar. Eis o que Ele diz de si mesmo: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão (verso 2). Esta simples afirmação traz um auto-retrato perfeito do Senhor da história. 1.1. Um deus pessoal (“Eu sou teu Deus”).Esta declaração é uma espécie de recordação do que o próprio Deus dissera anteriormente (Êxodo 3.7-10), revelando-se por inteiro como um ser real. Quando se apresenta a Moisés, convocando-o para uma tarefa especial, Ele conta a história do seu amor pela humanidade a partir de um povo: De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta (…). O clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas.Este não é um Deus impessoal vago, como o Fernando Pessoa.Emissário de um rei desconhecido,Eu cumpro informes instruçöes de alémE as bruscas frases que aos meus lábios vêmSoam-me a um outro e anômalo sentido…Inconscientemente me dividoEntre mim e a missäo que o meu ser tem,E a glória do meu Rei dá-me o desdémPor este humano povo entre quem lido…não sei se existe o Rei que me mandou,Minha missäo será eu a esquecer,Meu orgulho o deserto em que em mim estou…Mas há! Eu sinto-me altas tradiçöesDe antes de tempo e espaço e vida e ser…Já viram Deus as minhas sensações.(PESSOA, Fernando. Obra poética e em prosa. Lisboa: Aguilar, 1986. p. 1101) 1.2. Um deus próximo.Em seu auto-retrato, e para justificar o seu convite a um relacionamento pessoal, Ele lança mão da história recente para mostrar o que Ele faz. Por isto, recorda que o tirou do Egito o povo de Israel, puxando-a de uma condição de não-povo, porque escravo.Ao Egito não interessava perder aquela mão-de-obra, utilizada especialmente na construção de cidades e palácios. O Egito era uma nação suficientemente poderosa, militarmente falando, para impedir uma fuga ou qualquer movimento de libertação. Os ouvintes destas palavras sabiam disto. Um pouco antes, Ele chega a usar um verbo para descrever sua ação: desci (Êxodo 3.8). Aquele que estava no alto veio para o baixo. Aquele que parecia distante aproximou-se ao máximo. Agora, quando se revela ao povo para esta grande instrução, Ele vem ao monte e pede ao povo que suba para o encontro.Graças a Jesus Cristo, este encontro se tornou completo. Ele nos revelou o Pai. Mais que isto, Ele nos ensinou que temos um Deus-Companheiro, o Espírito Santo. O deus distante é para quem quer viver distante, porque Ele é presente. O salmista experimentou-o como presente na angústia. Canta ela: Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade (Salmo 46.1). Ele é aquele que está presente no meio dos justos (Salmo 14.16). 1.3. Um deus soberanoDiante  do sofrimento, Ele tomou a iniciativa de libertar. Diante da necessidade de libertar, Ele tomou a iniciativa de chamar Moisés para liderar a retirada. Diante da fragilidade do seu povo, Ele tomou a iniciativa de se tornar um companheiro de lutas. Para o povo sozinho, o deserto era um horizonte invencível. Para o povo acuado, o mar era um beco sem saída.Deus é soberano, não para oprimir, mas para libertar. Deus é soberano, não para se exibir, mas para usar o  seu poder para salvar. Por isto, quando Moisés disse “sim”, entregando-lhe o controle, Deus o conduziu, junto conduzindo o povo que precisava sair da escravidão. Moisés entendeu que Deus dava as ordens; ele as seguia. O homem não determina o que Deus faz; se o homem deixa, Deus assume o controle e o leva à vitória, não importam os desertos, nem as montanhas, nem os mares, de qualquer natureza, geológicos ou psicológicos, financeiros ou espirituais. Seu convite é o que deixemos ser soberano, não que lhe apresentemos instruções sobre como proceder para que as coisas dêem certo. 2. PORQUE TER A DEUS COMO SENHORO primeiro mandamentos nos convida a não ter outros senhores diante de Deus. Suas credenciais estão apresentadas.Estas credenciais podem ser tornadas reais para cada um que se dispõe a viver segundo o Seu convite. 2.1. Só devemos ter como Deus o Deus que nos tira da escravidão.A servidão do Israel antigo era de um tipo, trazendo-lhe infelicidade e falta de perspectiva para viver. Ainda experimentamos um certo tipo de servidão, feita de miséria coletiva, composta por falta de esperança, integrada por uma avalanche de violência. Todos somos convidados a participar da reconstrução de uma sociedade que escolheu a destruição. Deus quer “descer” para libertar.Esta libertação, cremos assim, precisa começar por uma libertação individual, que será incompleta se não incluir o desejo e o envolvimento na libertação geral.Não há revolução que valha a pena sem que o instinto, o medo, a idolatria e a cegueira sejam dominados. Não há libertação geral sem que a identidade pessoal seja restabelecida. Fora do programa de Cristo temos programas que  se impõem pela violência, e o que precisa ser imposto pela violência não é algo pelo qual valha a pena lutar.Aprendemos com o Deus que tira o povo da escravidão no Egito que Ele pode restabelecer a nossa identidade, quando nos entregamos a Ele.A história de J. nos ajuda a entender o que é a liberdade oferecida pelo EU SOU O QUE SOU.Quando me dei conta estava indo lá pra frente. Me lembro de pensar: “Caraca! O que é que eu tou fazendo aqui?”. Mas era tarde demais pra voltar. Eu estava me entregando pra Deus. (…) Um mês antes (…) meu então namorado tinha me feito um desafio: parar de

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Israel Belo de Azevedo dezembro 28, 2006

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